Muita pressa e pouca urgência

A indecisão na área da segurança pública entra em colisão com os interesses da socie-dade.
A indecisão no entorno de qualquer tema também pode ser interpretada como a decisão de não decidir. Isso pode ocorrer numa eleição, quando o eleitor tem todas as opções possíveis, entre elas a de ficar em cima do mu-ro. No entanto, na gestão da função pública, ninguém tem o direito de não decidir. O gestor público, eleito pelo voto popular, concursado ou indicado para um cargo de confiança, usufrui do erário para decidir e, se ele não o fizer estará bloqueando o andamento da máquina do estado e, como conse-qüência, entrará em colisão com os interesses da sociedade. Na área da se-gurança, por óbvios motivos, nada deve ser feito com pressa, mas tudo de-ve ser executado com urgência. Tal diapasão não é o seguido pelo governo gaúcho que, em menos de dois anos, cataloga três secretários de segurança e três comandantes da Brigada Militar, o que indica a pressa sem urgência. Sigam-me.
Pressão
Há uma cadeira vazia no Tribunal de Justiça Militar do Estado. Estão cre-denciados para ocupar este espaço 25 coronéis da Brigada, todos, eviden-temente, exercendo postos da maior importância na corporação. Como a função policial corresponde a assumir riscos nas 24 horas do dia, a mínima escorregadela de um desses coronéis pode acontecer e, mais do que isso, significar a sua saída da lista dos que podem chegar à magistratura. É de direito, é humano, é natural que todo o brigadiano almeje o comando geral da corporação e/ou a toga da Justiça Militar do Estado, postos exclusivos para coronéis. Dentro desta moldura, a indecisão na escolha do juiz militar, no mínimo, provoca uma tensão psicológica nesses homens que contamina e até envenena toda a tropa. E a indecisão é da governadora Yeda Crusius, que não gosta de ser pressionada. Mas o estado, seja o nosso, seja o da China, funciona sob pressão e se pressão não houver, não funciona.
Excepcionais
O 8º BPM e a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Osório (Apae-Osório) reiniciarão, neste mês, a Equoterapia, que é um método te-rapêutico e educacional que utiliza o cavalo, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais; e a Cinoterapia, que é um método terapêutico que utiliza o cão para despertar emoções comunicativas no ser humano, facilitando o proces-so de auto-conhecimento, a fim de ajudar na evolução do tratamento de cri-anças e adolescentes portadores de necessidades especiais. O trabalho será desenvolvido nas dependências do 8º BPM, situado na BR 101, km 97 – bairro Costa da Serra, atendendo ao seguinte cronograma de trabalho: 10 alunos nas terças-feiras, à tarde e 10 outros 10 nas quintas-feiras, pela ma-nhã.
Polícia Comunitária
A Acadepol (Academia de Polícia), em parceria com a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e com o Ministério da Justiça iniciará, a-manhã, à 7ª edição do Curso de Polícia Comunitária na cidade de Ijuí. Até o próximo dia 10, 50 alunos participarão das disciplinas de Relações Inter-pessoais e Formas de Intervenção, Direitos Humanos, Mediação de Confli-tos, Polícia Comunitária e Sociedade, Mobilização Social e Estruturação dos Conselhos Comunitários e, também, Gestão pela Qualidade na Segu-rança Pública.
Famílias
O desembargador José Carlos Teixeira Giorgis desenvolverá, no próxima terça-feira, dia sete, no Iargs (Instituto dos Advogados do RS) uma palestra sob o tema “Famílias recompostas.” O evento, que ocorrerá das 12h às 13h30min, na sede do instituto, na travessa Acelino de Carvalho, 21, tem entrada franca e será coordenado por Helena Ibañez, vice-presidente da en-tidade.
Justiça restaurativa
O Projeto Justiça para o Século XXI lançará, nesta terça-feira, dia sete, às 18h, no auditório da Escola da Ajuris (rua Celeste Gobbato, 229), a pu-blicação “Justiça para o Século 21: Semeando Justiça e Pacificando Vio-lências – Três anos de experiência da Justiça Restaurativa na Capital Gaú-cha”. O livro é organizado pelo juiz de Direito Leoberto Brancher, titular da 3ª Vara do Juizado da Infância e da Juventude de Porto Alegre. O lan-çamento é uma promoção da Ajuris com o apoio do Tribunal de Justiça do Estado do RS e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidên-cia da República.
Meninos
O comerciante de 61 anos, Ildo Correia, foi ferido durante tentativa de assalto a um mercado no fim da manhã de ontem, no bairro Germânia 2, em Alvorada. O tiro atingiu a cabeça da vítima que, até o momento em que encerrava a coluna, encontrava-se internado em estado grave no Hospital Cristo Redentor. Os autores do crime, um menor com 15 anos e outro com 17, foram presos. Um revólver de calibre 38, com numeração raspada, es-tava em poder dos bandidos.

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