O fim das polícias militares

A Brigada Militar pode ser levada de roldão para a vala comum das rebeliões das polícias militares.
Embora seja uma instituição que mantém intactos os princípios do militarismo, a força armada gaúcha pode entrar pelo ralo no desmonte do princípio que justificou, no passado, a manutenção de uma polícia militarizada.
O objetivo, então, era manter as tais forças da ordem infensas às mobilizações corporativas das policias civis.
No momento em que se esvai o princípio da autoridade e da hierarquia, perde sentido o princípio que sustenta essas forças estaduais. A polícia militar deixa de ser militar.
Vira uma polícia civil, como no resto do mundo.
Como se recorda, as atuais PMs eram as antigas forças públicas, ou seja, exércitos estaduais. Depois do golpe de 1964 foram reconvertidos em polícias, com o objetivo de constituírem-se em garantias da ordem própria desse modelo.
Com as recentes rebeliões das mulheres dos soldados, os oficiais perderam sua autoridade e a hierarquia derreteu-se. Não são mais forças militares.
Com isto, perde-se o sentido de ter tais polícias. Fica para a sociedade só o ônus dos defeitos do militarismo para as atividades civis, sem as tais vantagens da disciplina cega. Com isto, deve ser desmontado o sistema inteiro.
Algumas corporações que tenham se escapado da deterioração serão levadas por diante, pois a regra terá de ser geral para o País.
A verdade é que mesmo no Rio Grande do Sul, com sua Brigada Militar considerada a melhor e mais disciplinada dessas forças, até pouco tempo comparada à célebre Legião Estrangeira da França, com nova lei extinguindo as polícias militares também chegará ao fim seu modelo de exército e se recomporá como uma polícia civil de alto nível.

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