Um crime

O economista Eduardo Fagani, pesquisador da Unicamp, disse uma coisa assombrosa em entrevista no Atualidade, da Rádio Gaúcha: 75% da economia que o governo pretende extrair com a reforma da Previdência, vai sair dos que ganham  até  1.400, reais.
Interessante é que os entrevistadores sempre tão loquazes e questionadores ficaram sem palavras. E a âncora chamou os comerciais.
Diga-se: o economista foi chamado ao programa por instância dos leitores que reclamam do pensamento único a favor da reforma, defendida em cada frase como “única saída para equilibrar as contas públicas”.
Se o número que o economista apresenta é verdadeiro, a reforma é uma imoralidade, um crime.
Para equilibrar as contas, e dizendo que combate privilégios, o governo vai cortar R$ 1 trilhão da Previdência, tirando a maior parte dos miseráveis,  que mal conseguem sobreviver com o que ganham?
Perguntas que fogem à pauta.
 
.

2 comentários em “Um crime”

  1. Nenhum governo tem interesse em tirar as DRU’s. Nem o governo do presidiário lula e depois a incompetente dilma fez. Bolsonaro também não o fará. Isso gera diminuição da receita. Este economista aí não fala sobre isto. Os gastos com os servidores da união é uma barbaridade. mais de 70 bilhões tanto em 2015 quanto em 2016. Este economista aí fala que a aposentadoria dos servidores não é gasto com a previdência. porque eles (os servidores) tem um regime próprio. Então , ele não vê as despesas como um todo (Inss, servidores públicos e militares). Outro ponto: Se você está diminuindo o percentual de desconto daqueles que ganham menos e aumentando o dos que ganham mais, este economista fala que você está penalizando os primeiros. Ora, eu sou capaz de fazer cálculo diferencial e integral, mas sou incapaz de raciocinar com o cálculo do economista aí. Matemática as avessas? Então, se este economista usa uma metodologia irreal, é claro que a previdência não é deficitária. Talvez ele tenha razão e todos os países que mudaram, estão mudando e mudarão a previdência estão errados.

Deixe uma resposta