Uma aliança para 2018

PINHEIRO DO VALE
O presidente nacional do PDT, o carioca Carlos Lupi, está percorrendo o país para dialogar com as bancadas parlamentares do partido, estaduais e federais, procurando arrebanhar de volta à legenda os antigos filiados que desertaram no partido nos últimos tempos, depois de eleitos.
O objetivo é fortalecer a musculatura do partido para fechar na cabeça a aliança de esquerda que se forma sob a inspiração de Lula. O PDT tem chances de tomar o lugar do PMDB na extinta coligação de centro esquerda da dupla Dilma/Temer.
O projeto de Lula é um sonho para os brizolistas: seu plano é desmentir as acusações de irredutível hegemonia petista na frente de esquerda, oferecendo apoio a uma candidatura presidencial de outra legenda.
Neste caso, o PDT se apresenta com o nome dos sonhos de Lula, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes. Nessa chapa o PT ficaria com a vice-presidência.
Essa coligação uniria todos os partidos à esquerda do PT e parte considerável de grupos mais moderados à direita, quase chegando ao centro.
Entretanto, o partido de Leonel Brizola atualmente reúne uma bancada parlamentar extremamente heterogênea, com nuances que mudam de estado para estado. Lupi está mapeando, procurando fortalecer o comando central.
Na área federal, além de deputados, Lupi está procurando recuperar o senador por Brasília, José Antônio Reguffe, dissidente ainda sem partido, e captura o senador Pedro Cabral, do PSC de Mato Grosso do Sul, conhecido como discreto simpatizante do brizolismo.
A aliança PDT/PT ainda é uma miragem, mas pode se concretizar, pois o Partido dos Trabalhadores teme resultados desastrosos de seu desempenho nas próximas eleições municipais.
Segundo algumas estimativas bem fundamentadas, o PT conseguirá manter suas posições em somente 7% dos municípios que governa atualmente.
A candidatura de Ciro Gomes apresenta-se como o imã para aglutinar a esquerda. Seus detratores, porém, como piada, dizem que se Lula é o grande fiador do nome do político nordestino, faz uma exigência de valor eleitoral: Ciro teria de reatar com sua ex-mulher Patrícia Pilar, a atriz, e levá-la a seu lado para os palanques.
Com Patrícia Pilar a tiracolo o PDT lançaria a isca para atrair o público às praças numa campanha que não terá recursos para grandes jogadas de marketing. Sendo ela mulher do candidato não estaria enquadrada na resolução do STE que proíbe o uso de artistas nos comícios.

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