O Butiá recebe neste sábado (15) o Bossa 50, em uma homenagem ao movimento musical, com harmonia jazzística, que projetou a música brasileira para o mundo. No repertório do grupo, formado por Chico Paixão (voz e violão), Everton Velasquez (baixo e vocais), Leonardo Boff (piano e voz) e Diego Silveira (bateria), clássicos como: Água de Beber, Berimbau, Wave, Tarde em Itapoã, Lígia, Samba pra Vinícius, Samba de Orly e Samba da Benção.
Pedro Tagliani se apresenta com mais três músicos. Foto: Anibal Carneiro/ Divulgação
No domingo (16) tem Pedro Tagliani Quarteto. Acompanhado de Nico Bueno (baixo), Luis Mauro Filho (teclados) e Cesar Audi (bateria), Tagliani apresenta composições próprias, com raízes na música brasileira e elementos do jazz universal. Para este show, foi feita uma seleção com releituras de músicas compostas em diversas fases da sua carreira, desde o Grupo Raiz de Pedra, nos anos 1980, passando pelo período em que viveu na Europa, até músicas do seu novo álbum “Hemisférios”. Tagliani selecionou ainda algumas composições de Pat Metheny.
As apresentações ao ar livre iniciam às 16h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com. A localização e como chegar são informadas por e-mail após a reserva.
SERVIÇO
Jazz na Beira com Bossa 50
Quando: 15 de novembro | Sábado
Hora do show: 16h30
Jazz na Beira com Pedro Tagliani Quarteto
Os livros “João aos pedaços”, biografia de João Gilberto Noll escrita por Flávio Ilha, e “Somos todos Caim”, de Clarice Müller, serão lançados no FestiPoa Literária.
Ambos são publicações da Diadorim Editora e serão lançados dias 16 e 17 de maio. Flávio Ilha conversará com José Castello e Clarice com Reginaldo Pujol Filho.
Em ‘João aos Pedaços’, Flávio Ilha, leitor assíduo de Noll, demostra sua admiração pelo autor, um dos grandes nomes brasileiros da atualidade.
O jornalista e escritor acompanhou de perto seu trabalho, mas só foi conhecê-lo pessoalmente em 2016, ao cursar uma de suas oficinas literárias.
Nesta ocasião os dois iniciaram um processo juntos: Flavio propôs a produção de um documentário sobre sua história literária, que seria feito a partir das tradicionais caminhadas do escritor no centro da cidade de Porto Alegre, e também de leituras de trechos de seus livros por pessoas convidadas.
o escritor Flávio Ilha . Foto: Tânia Meinerz/ Divulgação
“Noll inclusive já havia selecionado alguns trechos para ler, estava empolgado, mas morreu antes de conseguirmos dar início ao projeto. Como não seria possível fazer o trabalho sem ele, decidi transformar em uma biografia. Comecei aos poucos, tateando, procurando pessoas. Só engrenou mesmo em 2019”, afirma Flávio Ilha
Flávio Ilha, escritor e editor, é autor de ‘Longe daqui, aqui mesmo’ (2018) e ‘Ralé’ (2019), finalista do Prêmio Açorianos em 2020.
A escritora Clarice Muller. Foto Beto Rodrigues / Divulgação
Clarice Müller escreve desde sempre. Tem amor pelas palavras, afinidade, identificação.
Do primeiro livro Veroverbo, composto por narrativas breves em parceria com Cláudio Santana, até o ‘Somos Todos Caim’ , se passaram dezenove anos. “O livro de contos foi todo gestado durante a oficina ministrada pelo escritor Reginaldo Pujol Filho, que foi fundamental na análise crítica de cada texto e no estímulo para publicá-los”, afirma a autora, feliz por dividir a mesa do lançamento com o escritor. “Desde que fui alfabetizada fiz das palavras meu principal domínio, falando ou escrevendo. Na escrita encontrei um meio de expressão que se tornou indispensável, mesmo nos longos períodos em que não desenvolvi trabalho criativo constante. Nessas épocas, na falta de uma disciplina que me impusesse escrever diariamente, participava de oficinas de criação literária que mantinham a prática viva, ainda que não permanente”, conta Clarice.
JOÃO AOS PEDAÇOS – biografia de João Gilberto Noll
De Flávio Ilha / Diadorim Editora
Lançamento dia 16 de maio, às 16h em mesa com José Castello / FestiPoa Literária
O livro está em pré-venda no site da Livraria Baleia por 45 reais
http://bit.ly/JoaoAosPedacos
SOMOS TODOS CAIM – livro de contos
De Clarice Müller / Diadorim Editora
Lançamento dia 17 de maio, às 21h30min em mesa com Reginaldo Pujol Filho/ FestiPoa Literária
O livro está em pré-venda no site da Livraria Baleia por 38 reais
Nessa quarta-feira, dia 12 de maio , às 19 horas, acontece o lançamento do livro “A filha do Dilúvio”, na Sala Libretos no Facebook/libretoseditora, com reapresentação no dia 14 (sexta-feira), no mesmo horário, no YouTube (libretos100). Durante a live A sociedade em metástase, o autor Miguel da Costa Franco conversa com a escritora Leticia Wierzchowski e o jornalista e escritor Rafael Guimaraens sobre a estrutura de seu romance e as questões abordadas em A filha do Dilúvio.
Segundo o material de divulgação, Rosa e Caçapava são moradores de rua; João e Sandra, um casal de classe média. De um lado, uma herança inesperada e a ascensão social; de outro, o cruento desenrolar da vida em meio à miséria e à falta de opções. Quando a realidade obriga os quatro ao convívio, duas realidades paralelas se sobrepõem de forma explosiva, reorganizando desejos, afetos, traumas e dilemas pessoais. Para alguns, chorar é da vida. Para outros, o conforto está dado. Gerar descendência passa de escolha a conflito em um país desigual e fraturado. Entre extremos, a humanidade insiste em pedir passagem.
Em “A filha do Dilúvio” (Libretos, 2021, 208 páginas), Miguel da Costa Franco pariu uma história das entranhas de uma sociedade anestesiada pela frieza. O livro trata de temas urgentes como a desigualdade e a dureza da vida, nossas culpas e contradições. Denuncia de forma visceral e explícita a inoperância das instituições e a hipocrisia que enfraquece o tecido social, e aponta para os dilemas da paternidade e da maternidade numa espécie em colapso.
Miguel nos apunhala com um mundo em metástase e nos põe em confronto com a nossa própria incapacidade de agir. O jornalista e escritor Rafael Guimaraens endossa o impacto desta narrativa dinâmica e intensa: “É uma história inquietante e profundamente humana, pro bem e pro mal. (…) Envereda por caminhos surpreendentes e desconcertantes. O leitor não sai dessa experiência incólume.”
Cuidadoso na construção de personagens complexos – o ‘povo das casas’ e o ‘povo das ruas’-, o autor comenta que foi de fundamental importância seu acesso ao jornal Boca de Rua, realizado com o apoio da Alice – Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação. “Esse periódico, vendido pelas esquinas da cidade – com o qual aprendi muito -, dá vez e voz ao ‘povo das ruas’, falando de seu universo, de seu desamparo e das dificuldades cotidianas, da violência institucional, da ausência de políticas públicas efetivas para enfrentar o problema da exclusão.”
Nessa quarta-feira, dia 12 de maio , às 19 horas, acontece o lançamento na Sala Libretos no Facebook/libretoseditora, com reapresentação no dia 14 (sexta-feira), no mesmo horário, no YouTube (libretos100). Durante a live A sociedade em metástase, o autor Miguel da Costa Franco conversa com a escritora Leticia Wierzchowski e o jornalista e escritor Rafael Guimaraens sobre a estrutura de seu romance e as questões abordadas em A filha do Dilúvio.
Trecho:
“Os dois parceiros passariam a madrugada inteira nessa novela encardida. Rosa, bufando e praguejando, foi se livrando das roupas aos poucos, até ficar totalmente nua. Caçapava, na maior parte do tempo, assobiava milongas e chamamés. No mais, tinham com eles o crepitar do fogo, o frescor úmido da brisa, os sapos e os grilos, o desassossego das águas buliçosas do rio lambendo o juncal e as pedras da margem. A cadela Furiosa, companheira dedicada, se encarregava de vigiar o acampamento erguendo as orelhas e o focinho a cada tanto e acoando para os bichos, visíveis ou invisíveis, que se aproximavam. Quando as dores nas costas apertaram e uma manada de elefantes começou a pisotear sem dó os quadris de Rosa, esmigalhando o que podia de seus ossos, ela se pôs de quatro, como um animal. Era como ficava mais confortável. Já pouco ouvia do que o outro lhe perguntava. Com os sentidos voltados para o seu interior, circulava por outros mundos.”
Miguel da Costa Franco. Foto: Acervo pessoal/ Divulgação
Miguel da Costa Franco
A filha do Dilúvio é o seu segundo romance. É autor de Imóveis Paredes (Libretos, 2015) e Não Romance (Metamorfose, 2018), contos selecionados. Foi finalista do Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores na categoria Narrativas Curtas e recebeu premiações também por conto, crônica e poesia. Participou de coletâneas, entre as quais a Antologia de Contistas Bissextos (L&PM, 2007). Escreveu o roteiro do filme O último desejo do Dr. Genarinho (2002), foi corroteirista do telefilme e da série de tevê Doce de Mãe (2012 e 2014), vencedora do International Emmy Award for Best Comedy em 2015, e colaborou no roteiro de Aos Olhos de Ernesto (2019), todos produzidos pela Casa de Cinema de Porto Alegre. Mantém o site www.migueldacostafranco.com.br. Colaborou com jornais e revistas, como Correio do Povo, Pasquim Sul, Não, Parêntese e Sepé. Nasceu em Roca Sales/RS, em 1958.
A filha do Dilúvio (Libretos, 2021)
de Miguel da Costa Franco
Romance, 208 páginas, formato 14cm x 21cm (brochura)
ISBN 978-65-86264-29-6
Preço sugerido 40,00
Lançamento:
Dia 12 de maio, às 19h
Sala Libretos (facebook@libretoseditora)
A sociedade em metástase
Lançamento do romance “A filha do Dilúvio”
com Miguel da Costa Franco, Leticia Wierzchowski e Rafael Guimaraens
No dia 15 de maio (sábado), a Quimera Criações Artísticas abre a programação do Curto-Circuito – Mostra de Palhaçaria Cibernética, com uma oficina de criação de vídeos curta-metragem. Em tempos de pandemia, a atividade nasce com o intuito de estimular a produção independente de conteúdo digital para artistas de diversos setores e outros públicos. O encontro gratuito inicia às 16h, pela plataforma ZOOM, com tradução em Libras e tem 1h30 de duração. As vagas são limitadas, e as inscrições devem ser feitas pelo palhacariacibernetica@gmail.com.
A atividade online antecede nove dias de apresentações, nas redes sociais, de seis grupos e de nove artistas independentes de sete cidades do RS
Ministrada por Walter Diehl, a oficina abordará, de forma básica e geral, os aspectos técnicos para a produção de vídeos curtos, com dicas, truques e informações sobre equipamentos, programas e a organização necessária para iniciar na área dos projetos audiovisuais. “O enfoque é a utilização de recursos acessíveis aos participantes, levando-se em conta o contexto de pandemia e a dificuldade de realizar produções complexas, mas também indica o uso de alguns recursos profissionais como referência”, destaca Diehl.
Designer visual, editor de vídeos e motion designer freelancer, Walter Diehl também atua como ator, performer e artista circense. Pesquisa o universo do clown desde 2005 e desenvolve o Palhaço Nenusko desde 2006, produzindo, mais recentemente, vídeos do seu clown para a internet.
Palhaçaria Cibernética No dia 24 de julho estreia a Mostra de Palhaçaria Cibernética. Realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/2, por meio do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, o evento visa o fomento à pesquisa e à produção cultural de alguns dos mais influentes palhaços de diferentes gerações atuantes no Rio Grande do Sul e áreas de atuação: circo, teatro, arte de rua, hospital, mímica e dança.
Durante nove dias, serão disponibilizados 20 vídeos de curta-metragem no Instagram e Youtube da Quimera, além de drops com curiosidades sobre a palhaçaria. Além da trupe Quimera Criações Artísticas, compõe o elenco o Grupo Ueba (Caxias do Sul), Circo Híbrido (POA), Grupo TIA (Canoas), Cia de Palhaços Clowncando (Santa Maria), Míriam Torres (Trupe Pé de Palhaço – Canela), Paulo Stümer (Circo Jardim – Novo Hamburgo), Walter Diehl (São Leopoldo), Tuta Camargo, Larissa Sanguiné, Eveliana Marques Ekin, Carollini Marafigo, Márcio de Lima e Heinz Limaverde (Porto Alegre), e a participação especial da Cia H de Dança.
O projeto foi concebido por Diehl e pelo dramaturgo, ator, diretor e palhaço Jéferson Rachewsky. Em 2014, Rachewsky recebeu o Prêmio Tibicuera de Melhor Ator Coadjuvante, por “As Aventuras do Pequeno Príncipe”. Pela Quimera Criações Artísticas, recebeu nove indicações ao Tibicuera e oito ao Prêmio Açorianos. Desde 1995, ministra oficinas de técnicas circenses, de palhaçaria e de comicidade física em diversos estados brasileiros. A Mostra de Palhaçaria Cibernética tem a produção de Luka Ibarra.
FICHA TÉCNICA
Palestrante: Walter Diehl
Tradutora de Libras: Ângela Russo | Para Todos Acessibilidade
Mediadora: Luka Ibarra
Coordenação-geral do Projeto: Jeferson Rachewsky | Quimera Criações Artísticas Produção: Lucida Desenvolvimento Cultural Assessoria de Imprensa: Roberta Amaral
A primeira edição 100% virtual da festa literária terá cinco dias de muita literatura, poesia e debate de ideias com participação de cerca de 50 convidados. Transmitida ao vivo pelo canal do YouTube e redes sociais do evento, com acesso gratuito, a FestiPoa terá participações potentes.
O escritor Sergio Vaz. Foto: Jairo Goldflus/ Divulgação
Além dos homenageados Ana Maria Gonçalves e Sérgio Vaz, autores e artistas como Jeferson Tenório, Antônio Pitanga, Itamar Vieira Júnior, Teresa Cristina, Conceição Evaristo, Criolo, Letrux, Ricardo Aleixo, Luedji Luna, Angélica Freitas, Paulo Lins, entre tantos outros já confirmaram suas presenças e estarão em bate-papos, saraus e oficinas.
Segundo a curadoria da FestiPoa, a programação foi pensada para destacar a trajetória e a obra dos autores homenageados, mas também para abordar nos debates temas como o caráter político da arte em meio à pandemia, o racismo, o feminismo e a coletividade artística como força para enfrentar os retrocessos políticos, culturais e sociais do país atualmente.
As sessões de lançamentos estão presentes nesta edição também de forma virtual. Duas lives apresentam os livros “João aos pedaços”, biografia de João Gilberto Noll escrita pelo jornalista e editor Flávio Ilha, e “Somos todos Caim”, livro de contos de Clarice Müller. E dentre as ações formativas voltadas para escolas está confirmado o encontro para professores com Sérgio Vaz, além de encontros com os escritores Eliane Marques, Marcelo Martins, Luna Vitrolina, Christina Dias e José Falero, totalizando dez atividades diversificadas para todas as idades entre os dias 08 e 24 de maio. Também está acontecendo no ‘esquenta’ da FestiPoa, o ciclo ‘Percursos do romance de autoria negra feminina’, coordenado pelo coletivo Atinukés, em parceria com o DEDS/UFRGS.
Ricardo Aleixo. Autorretrato/ Divulgação
A Festa Literária de Porto Alegre é uma iniciativa cultural independente que chega a sua 13ª edição graças aos esforços de uma equipe incansável. Oferece, anualmente, de forma gratuita, debates, encontros de leitura, cursos, oficinas, saraus, filmes e performances. São inúmeras as atividades realizadas para difundir e democratizar o acesso à literatura e à arte e trabalhar em prol da formação de leitores. Ao longo de mais de uma década homenageou autores como Conceição Evaristo, Laerte Coutinho, Luis Fernando Verissimo, Sergio Faraco, Vitor Ramil, Marcelino Freire, Sueli Carneiro e João Gilberto Noll, entre outros.
A 13ª edição da Festa Literária de Porto Alegre tem o Patrocínio do Itaú e Grupo Zaffari. Realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.
A escritora Luedji Luna. Foto: Helen Salomão/ Divulgação
Sobre os homenageados:
Ana Maria Gonçalves nasceu em Ibiá, MG, em 1970. Trabalhou com Publicidade até 2001, quando se mudou para a Ilha de Itaparica e escreveu “Ao lado e à margem do que sentes por mim” e “Um defeito de cor” (Editora Record), ganhador do Prêmio Casa de las Américas (Cuba, 2007). Já publicou em Portugal, Itália e nos EUA, onde ministrou cursos e palestras sobre relações raciais e fez residência em universidades como Tulane, Stanford e Middlebury. Mora em São Paulo, onde escreve também para teatro, cinema e televisão.
Sergio Vaz é autor de oito livros e completou 30 anos de poesia no ano de 2018. Foi homenageado e premiado inúmeras vezes por seu trabalho. Eleito pela revista Época em 2009 um dos 100 brasileiros mais importantes do país. Palestrou em vários países, México, Inglaterra e Alemanha. Escreveu os livros ‘Subindo a ladeira mora a noite’ (1988), ‘A margem do vento’ (1991), ‘Pensamentos vadios, (1994), “A poesia dos deuses inferiores’ (2005), ‘Colecionador de Pedras’ (2007), ‘Cooperifa Antropofagia Periférica’ (2008), ‘Literatura pão e poesia’ (2011) e Flores de Alvenaria (2016). Cofundador do Sarau da Cooperifa movimento cultural que transformou um bar, na periferia de São Paulo, em centro cultural e que ajudou a deflagrar a literatura periférica.
Criador do cinema na laje prêmio Cooperifa poesia no ar natal com livros várzea poética projeto poesia nos muros da mostra Cultural da Cooperifa que no ano de 2019 completou sua 12ª edição. Sergio Vaz também é autor do Projeto “Poesia Contra Violência” que percorre as escolas públicas da região promovendo recitais e bate papo sobre poesia e incentivo à leitura. No ano de 2020 devido ao período de pandemia o poeta também se dedicou a fazer lives e participar virtualmente de bate papos, palestras e entrevistas.
PROGRAMAÇÃO – mesas, saraus, lançamentos
13 de maio, quinta
19h –Mesa dos homenageados – Ana Maria Gonçalves e Sérgio Vaz
Mediação: Luna Vitrolira/ Acessibilidade em LIBRAS
Os homenageados conversam de modo geral sobre suas carreiras literárias, com mediação da poeta pernambucana Luna Vitrolira
21h – Sarau da Cooperifa, com as participações de Cocão Avoz, Luh Sousa, Jairo Periafricania, Rose Dorea e Márcio Batista
14 de maio, sexta
18h – Mesa 01 – Entre nós mesmas, nossas poesias e canções: Bia Ferreira e Teresa Cristina Mediação: Luna Vitrolira / Acessibilidade em LIBRAS
19h15 – Sarau em homenagem a Sérgio Vaz, com Elizandra Souza, Lilian Rocha, Hamilton Borges e Raquel Almeida
20h – Mesa 02 – De amizades, cidades e quebradas: Ferréz e Paulo Lins
Mediação: Marcelino Freire
15 de maio, sábado
16h – Mesa 03 – Laranjal e Tijuca: canções, sereias e coisa banho de mar: Angélica Freitas e Letrux Mediação: Fernanda Bastos / Acessibilidade em LIBRAS
18h – Mesa 04 – Um defeito de cor: Dedy Ricardo e Fernanda Oliveira conversam com a homenageada Ana Maria Gonçalves / Acessibilidade em LIBRAS
19h40 – Lançamento da Leitura compartilhada de “Um defeito de cor” nas plataformas digitais
20h – Mesa 05 – Personagens no cinema e na literatura: Antônio Pitanga e Jeferson Tenório Mediação: Fernanda Sousa / Acessibilidade em LIBRAS
21h30 – Pocket show “Re-existência! Resistir, reexistir para existir!”, com Valéria Barcellos
16 de maio, domingo
15h – Mesa 06 – Arrancados da terra: Lira Neto. Mediação: Ricardo Barberena/ Acessibilidade em LIBRAS
16h – Live de lançamento de “João aos pedaços”, biografia de João Gilberto Noll, com Flávio Ilha, autor da biografia, e José Castello
17h – Mesa 07 – Escrevivendo um corpo no mundo: Conceição Evaristo e Luedji Luna. Mediação: Ludmilla Lis
18h40 – Mesa 08 – Poesia e alguma prosa: Geni Guimarães e Ricardo Aleixo
Mediação: Eliane Marques
20h – Mesa 09 – Literatura, pão e poesia: Criolo e Sérgio Vaz. Mediação: Luna Vitrolira
21h15 – Pocket show: Negra Jaque Versos e Rima
17 de maio, segunda
18h – Mesa 10 – Escrever é voltar para casa: Itamar Vieira Júnior e Micheliny Verunschk. Mediação: Reginaldo Pujol Filho / Acessibilidade em LIBRAS
20h – Mesa 11 – Escrita, leitura e educação: Allan da Rosa e Eliane Potiguara. Mediação: Carolina Neves / Acessibilidade em LIBRAS
21h30 – Live de lançamento de “Somos todos Caim”, com Clarice Müller
Mediação: Reginaldo Pujol Filho
OUTRAS ATIVIDADES DA FESTIPOA
O Projeto Pedagógico da Festipoa, que estará no ar entre 08 e 24 de maio, terá o encontro para professores com Sérgio Vaz, além de encontros com os escritores: Eliane Marques, Marcelo Martins, Luna Vitrolina, Christina Dias e José Falero, totalizando 10 atividades diversificadas para todas as idades entre os dias 08 e 24 de maio. A programação será pela plataforma online Zoom e as inscrições estão abertas até 05 de maio: https://forms.gle/585HfeLv7UMmEEQRA
08/05, às 10h, sábado – Encontro formativo sobre poesia com Sérgio Vaz para professores
Acessibilidade em LIBRAS
Duração: 1h15min
Para docentes, arte-educadores e educadores
11/05, às 10h, terça-feira – Encontro com estudantes e escola com Christina Dias
Acessibilidade em LIBRAS
Duração: 1h
A partir de 4/5 anos e para pessoas com necessidades especiais
12/05, às 10h, quarta-feira – Encontro com estudantes e escola com Christina Dias
Duração: 1h
A partir de 4/5 anos e para pessoas com necessidades especiais
13/05, às 10h, quinta-feira – Encontro com estudantes e escola com Eliane Marques
Acessibilidade em LIBRAS
Duração: 1h
A partir de 12/13 anos
14/05, às 10h, sexta-feira- Encontro com estudantes e escola com Eliane Marques
Duração: 1h
A partir de 12/13 anos
18/05, às 10h, terça-feira – Encontro com estudantes e escola com Luna Vitrolina
Acessibilidade em LIBRAS
Duração: 1h
A partir de 14/15 anos
19/05, às 10h, quarta-feira – Encontro com estudantes e escola com Luna Vitrolina
Duração: 1h
A partir de 14/15 anos
20/05, às 20h, quinta-feira- Encontro com estudantes e escola com Marcelo Martins
Acessibilidade em LIBRAS
Duração: 1h
Faixa etária diversa – EJA adulto e jovem
21/05, às 10h, sexta-feira – Encontro com estudantes e escola com Marcelo Martins
Duração: 1h
A partir de 11/12 anos
24/05, às 10h, segunda-feira – Oficina “Anti-oficina de escrita” com José Falero, para estudantes
A 13ª edição da Festa Literária de Porto Alegre conta com a Lei de incentivo à Cultura, Patrocínio do Itaú e Grupo Zaffari. Realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal, Pátria Amada Brasil.
Apoio Cultural – PUCRS
Apoios e parcerias: SINTRAJUFE –RS, Beabah Bibliotecas Comunitárias do RS, TAG- Experiências Literárias, Atinukés e DEDS UFRGS
Os atravessamentos nos projetos do MEME Incubadora Cultural estão proporcionando beleza, entrega e muita emoção. Dois deles, o Incubadora MEME, um projeto de inclusão que consiste em encontros/oficinas com professores do MEME e convidados, e o Mosaico Territórios da Cultura, no qual diversos espaços de resistência cultural, independentes e autogeridos por seus integrantes, atuam em rede buscando o fortalecimento da cultura local, trabalhando nas criações de performances e parcerias, espalhando arte aos quatro ventos e apostando no potencial da arte como agente transformador social.
A primeira incursão do Mosaico Territórios da Cultura foi no Amó – Lugar de bem viver, em Maquiné. Neste espaço tudo está sendo construindo com as mãos de Pascal Berten, Mirella Rabaioli, e apoiadores/amigos que literalmente botaram a mão na massa, levantando paredes, plantando, criando um ambiente sustentável em meio à natureza exuberante de Maquiné. Nos meses seguintes, respeitando os protocolos da COVID 19, outras incursões foram realizadas nos espaços que integram a rede: o Afro-Sul Odomode, a Terreira da Tribo, o Clube de Cultura e o Tablado Andaluz. Em comum, esses espaços tem a longevidade, alguns com mais de 70 anos, outros com mais de 40, 30 ou 20.
As duas próximas atividades serão no próprio MEME, dia 06 de maio, onde Tânia Farias cantará as músicas de Violeta Parra, com a participação de Mário Falcão (apresentação fechada para público, transmitida pelo YouTube do MEME), e dia 18 de maio, celebrando o encontro na Comunidade Kilombola Morada da Paz, em Triunfo, que encerra o projeto em grande estilo. Todos os espaços foram sede de oficinas e/ou apresentações, e os encontros foram gravados, e, posteriormente, transmitido pelas plataformas do MEME.
Já o Incubadora MEME, atua como agente de inclusão social e está realizando oficinas com cinco profissionais, oferecidas a um grupo de dez jovens em situação de vulnerabilidade social vindos da Escola E.M.E.F José Loureiro da Silva, na Cruzeiro do Sul, de Porto Alegre, além de outras dez vagas preenchidas por jovens de outras comunidades parceiras do Meme: a Escola Estadual Julio Brunelli, do bairro Rubem Berta, a E.M.E.F Senador Alberto Pasqualini, na Restinga, o espaço Afro-Sul Odomode e jovens da Comunidade Kilombola Morada da Paz, de Triunfo. As aulas de dança, expressão vocal, teatro, iluminação cênica, figurino, projeto/produção cultural, são ministradas por Paulo Guimarães, Ana Medeiros e Rui Moreira, com a coordenação de Iara Deodoro (Afro-Sul Odomode). A ideia é que com essas trocas, se formem agentes socio-políticos-culturais dentro das comunidades, instrumentalizados para atuar na arte-educação. Desse projeto resultará um documentário que será apresentado ao final do projeto (em data a definir).
A criação dessa rede entre os espaços culturais e os atravessamentos entre os projetos que integram o guarda-chuva de atividades do MEME surgiram da identificação de características comuns a esses espaços, que tanto têm contribuído para o desenvolvimento de sujeitos críticos, por meio de ações coletivas e transformadoras. Em cada um deles a celebração da vida é pulsante em busca de laços capazes de transformar pela arte.
SERVIÇO:
MEME: Incubadora Cultural e Mosaicos Territórios da Cultura
Dia06 de maio no MEME Estação Cultural, às 20h
Show Violeta Parra, com Tânia Farias (com participação de Mário Falcão)
*apresentação fechada para público transmitida pelo YouTube do MEME
Dia 18 de maio, às 20h
Encontro na Comunidade Kilombola Morada da Paz, em Triunfo
*transmissão pelo YouTube do MEME
Acompanhe nas redes:
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Instagram – @memeestacao
You Tube – https://www.youtube.com/memeestacaocultural
MEME Incubadora Cultural é realizado com recursos da Lei Aldir Blanc / Lei n. 14.017/2020 – edital 09/2020 – SEDAC RS.
Montada nos primeiros dias de abril mas impedida de receber visita presencial do público por causa da pandemia, a exposição Fora da Cor – Exercício 4 poderá ser vista a partir desta terça-feira, sob agendamento, na Galeria Augusto Meyer e no Espaço Maurício Rosenblatt, na Casa de Cultura Mario Quintana, graças às mudanças nos critérios sanitários pelo governo do estado. A mostra integra as comemorações dos 30 anos do IEAVi (Instituto Estadual de Artes Visuais) – com o apoio do MACRS.
Secretária da Cultura (de frente) fez visita a mostra Fora da Cor – Exercício e a elogia à curadora Ana Zavadil (de camisa amarela). Foto: Divulgação
A exposição foi distinguida por uma única visita – ilustre – na última quinta-feira. A secretária da Cultura do Estado, Beatriz Araujo, que cumpriu agenda no prédio da CCMQ, acompanhada do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Airton Ortiz, foi convidada a apreciar as obras pelo diretor do MAC, André Venzon.
Ela foi, viu e gostou, diz a curadora da mostra, Ana Zavadil, que estava no local e ficou feliz com os elogios da secretária a muitas das obras e ao projeto, lançado em 2018 e que envolveu três exposições (ou exercícios) anteriores. Os visitantes receberam o catálogo da Fora da Cor, que fica em exibição até 4 de julho.
As obras, de 56 artistas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, são em preto e branco e nos tons de cinzas possíveis entre uma cor e outra. Os trabalhos, em diferentes linguagens e suportes, revelam a poética de cada artista, enriquecendo a investigação no campo do conhecimento e da experimentação. “O que dá unidade à exposição é justamente a pouca cor e o diálogo entre as obras, esse é forte e chama a atenção para nichos dentro do espaço expositivo” explica a curadora, que também é professora e mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Os artistas da mostra:
Alexandra Eckert, Andréa Bracher, Angela Plass, Beatriz Dagnese, Carmela Slavutzky, Clara Koppe, Cristie Boff, Cristina Luviza Battiston, Dani Remião, Dartanhan Baldez Figueiredo, Denise Giacomoni, Denise Wichmann, Edson Possamai, Esther Bianco, Felipe Ferla da Costa, Gelson Soares, Graça Craidy, Helena D’Avila, Heloísa Biasuz, Juliana Feyh, Kika Costa, Leonardo Loureiro, Leonice Araldi, Lisi Wendel, Lorena Steiner, Lucy Copstein, Mara Galvani, Maria Cristina, Maria Paula Giocomini, Maril Rodrigues, Marina Ramos, Maristel Nascimento, Marlon Viana, Mery Bavia, Milene Gensas, Mônica Furtado, Myra Gonçalves, Nadiamara Paim, Natalia Bianchi, Neca Sparta, Odilza Michelon, Priscila Sabka Thomassen, Rachel Fontoura, Ricardo Aguiar, Rosirene Mayer, Sandra Gonçalves, Sandra Kravetz, Sandra Lages, Selir Staliotto, Silvia Rodrigues, Sonia Loren, Sonia Rombaldi, Susan Mendes, Susane Kochhann, Vera Reichert e Wischral.
Na noite de 4 de maio, diversas projeções acontecerão em São Paulo em pontos de grande visibilidade como no Vale do Anhangabaú e na Consolação.
A data assinala o primeiro ano da morte do cronista, compositor e letrista Aldir Blanc, e teem como homenageado especial o sociólogo Betinho (Hebert José de Souza).
As empenas (paredes cegas) de alguns edifícios da cidade de São Paulo servirão de suporte para a primeira exposição virtual de artistas plásticos, chargistas e grafiteiros do Brasil.
O projeto, denominado “A Noite do Brasil”, resulta de uma associação entre o grupo “Projetemos” com vários artistas, que farão uma gigantesca mostra de artes visuais, cujo tema será um comentário crítico sobre o atual momento brasileiro.
O sociólogo Betinho é um dos homenageados. Pìntura de Elifas Andreatto
Cerca de cem pessoas entre artistas visuais, e profissionais que trabalham com projetores de longo alcance, a mostra “A Noite do Brasil” que alude ao conhecido samba, “O Bêbado e a Equilibrista” de Aldir Blanc, será simultaneamente estendido à internet e poderá contar com a participação de projecionistas de várias cidades brasileiras.
Exposição virtual marca um ano da morte de Aldir Blanc
Segundo os organizadores, as mostras virtuais terão, no máximo, uma hora de duração. Os artistas convidados e selecionados para o lançamento da “A Noite do Brasil”, além de Elifas Andreato e Enio Squeff, o escultor Israel Kislansky, os chargistas Aroeira, Laerte, Cau Gomez, Brum, Carol Cospe Fogo, Gilmar e o grafiteiro Bonga pretendem inaugurar um movimento, e também, uma espécie de procedimento estético que tenha continuidade, consolide uma relação longa entre artistas e projecionistas, e resulte em novos desdobramentos.
Charge de Cau Gomez é uma das obras projetadas
A lista de participantes de “A Noite do Brasil” não está encerrada. Os próximos artistas e projecionistas, contudo, – inclusive de outros países – que quiserem participar, numa segunda fase, deverão preencher o formulário e enviar suas obras neste link: bit.ly/a-noite-do-Brasil-FORMS A partir disso, os trabalhos passarão por uma nova curadoria que marcará a data da próxima versão da mostra.
Para o grupo “Projetemos”, as projeções poderão ser feitas de 15 em 15 dias.
O Arte como Ciência: Raízes é um projeto especial do Arte Como Ciência que objetiva reverenciar e refletir sobre a relevância da trajetória profissional de importantes nomes da cultura gaúcha: Vera Lopes, Mestre Pernambuco, Irene Santos, Zé da Terreira e Seli Maurício. A realização conta com a produção de um web-documentário sobre o trabalho de cada artista, cujo lançamento será acompanhado de uma mesa redonda virtual dedicada a refletir sobre o tema central da trajetória abordada. As mesas serão compostas por profissionais especialistas em cada temática central, em uma programação que acontecerá na última semana de abril e durante todo o mês de maio, sempre nas terças-feiras, às 14:30 no canal do Arte Como Ciência no Youtube e na página do Facebook.
Irene Santos. Foto_Rogerio do Amaral Ribeiro / Divulgação
Os web documentários que serão apresentados e debatidos são: “Vera Lopes: arteativista das lutas negras”, uma trajetória que engloba a arte negra no teatro, poesia, cinema e música; “Zé da Terreira: na cadência do tambor”, destacando seu trabalho no teatro de rua, performance política e música; “Seli Maurício: o exercício da sensibilidade”, artista plástica e bonequeira da cidade de Pelotas; “Mestre Pernambuco: quilombismo, a utopia viável”, com enfoque na promoção do carnaval de rua e sua relação filosófica e política com o quilombismo; “Irene Santos: memória fotográfica de negros de alma preta”, com ênfase na promoção do papel essencial da negritude na formação da cultura gaúcha.
O Arte como Ciência: Raízes foi criado em meio à pandemia do COVID-19, um momento em que o mundo está sofrendo o luto de perder tantas trajetórias repletas de maturidade, experiência e sabedoria. As pessoas enfocadas nesta realização possuem mais de sessenta anos. Elas fizeram parte de momentos históricos essenciais às transformações dos modos de emocionar e refletir que as realizações artísticas promovem. Elas integram o momento presente, de forma contundente, pois nada substitui a relevância de suas experiências. Essas pessoas foram, são e continuarão sendo essenciais ao desenvolvimento cultural do Rio Grande do Sul. O Arte como Ciência: Raízes é um ato político de conscientização e reverência a pessoas que constituem ancestralidades férteis, repletas de realizações passadas e possibilidades presentes e futuras. Segundo Viviane Juguero, coordenadora pedagógica do projeto a proposta está embasada no entendimento de que “os discursos artísticos são fundamentais na configuração das estruturas sociais pois compõem as coordenações emocionais que embasam valores e desejos, e resultam nas escolhas de cada pessoa em relação às possibilidades dos contextos em que estão inseridas. Já Daniela Israel, coordenadora técnica, pontua que este “é um projeto colaborativo, feito com muitas mãos, de diferentes lugares, envolvendo muita paixão, arte e ciência. Focamos em como um conteúdo pesado e difícil de ser entendido por vezes, possa ser leve, interessante, agregando e transformando a sociedade.”
Seli Mauricio. Foto_video: Huli Balasz – Patricia Custodio / Divulgação
Ao mesmo tempo, o projeto englobou profissionais com trajetórias e experiências distintas, em uma equipe diversa em todos os sentidos. Junto a profissionais com ampla experiência e formação, aprendizes e iniciantes também tiveram a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos, por meio de distintos estágios. A iniciativa também reúne, além de sua equipe diretiva e de produção, profissionais da arte de diversos estados, ampliando nacionalmente a repercussão do trabalho, além de equipes de acessibilidade, divulgação e tradução, pois, seguindo o propósito original do projeto de estabelecer conexões internacionais, todos os vídeos e encontros contam com tradução para o inglês e o espanhol.
O Arte Como Ciência: Raízes está sendo realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020, através do Edital SEDAC nº 09/2020 – Concurso Produções Culturais. Os vídeos, mesas redondas e demais conteúdos do projeto podem ser acompanhados nos canais do Arte Como Ciência no Youtube, Facebook, Instagram e também no site do projeto.
Zé da Terreira. Foto de Kin Viana/ Divulgação
Serviço:
Arte como Ciência: Raízes
Data: nas terças-feiras, sempre às 14:30 (BRT)
27 de abril – Mestre Pernambuco: quilombismo, a utopia viável
04 de maio – Vera Lopes: arteativista das lutas negras
11 de maio – Seli Maurício: o exercício da sensibilidade
18 de maio – Zé da Terreira: na cadência do tambor
25 de maio – Irene Santos: memória fotográfica de negros de alma preta
Como assistir: As mesas redondas e web-documentários serão transmitidos em nosso canal no Youtube e em nossa página no Facebook.
Canal do Youtube: youtube.com/artecomociencia
Waldemar Moura Lima (Pernambuco), o Professor Pernambuco, é uma importante referência da cultura popular em nosso Estado. Ele se destaca como compositor, cantor, ator e diretor de teatro. Carnavalesco, é fundador e coordenador da Rua do Perdão e da Banda DK, produzindo eventos que atraem grande público no carnaval de rua da cidade. É idealizador e diretor artístico do Grupo Temático Pedagógico Ponto Z (Z de Zumbi), criado com o objetivo de proporcionar uma releitura na história do Brasil, apresentando em diferentes palcos o espetáculo educativo “Contando a verdade, cantando a história”. É também um dos coordenadores do Movimento Quilombista Contemporâneo, dando continuidade à ideia implantada por Abdias do Nascimento, com inspiração na “República de Palmares”, de colocar negros e negras em espaço de poder, que propõe uma governança afrocentrada.
Vera Lopes é atriz gaúcha, com atuação em teatro, cinema, recital poético-musicais, com mais de 30 anos de experiência. Vive em Salvador/BA e tem como foco atuar com expressões artísticas baseadas na cultura negra. No cinema gaúcho teve sua estreia no premiado curta ‘O Dia em que Dorival encarou a Guarda’, em 1986, dirigido por Jorge Furtado e José Pedro Goulart. Participou dos longas, igualmente premiados, ‘Neto Perde sua Alma’, de Beto Souza e Tabajara Ruas/1998, e ‘Neto e o Domador de Cavalos’, de Tabajara Ruas/2005. Foi protagonista no curta ‘Antes que Chova’, direção de Daniel Marvel/2009, e participou ainda de ‘Tolerância’, de Carlos Gerbase/2000; ‘Da Colônia Africana a Cidade Negra’, de Paulo Ricardo de Moraes; ‘Brasil um Eterno Quilombo’, de Julio Ferreira/2006. No teatro, atuou nos espetáculos ‘Hamlet Sincrético’ e ‘Transegun’, do Grupo Caixa-Preta, ambos dirigidos por Jessé Oliveira, entre outros.
Seli Maurício – Artista plástica e bonequeira, nascida em Morro Redondo, vive em Pelotas há mais de cinquenta anos. Uma de suas maiores e mais reconhecidas obras é a Via Sacra da Igreja da Luz feita em 1977, na técnica entalhe em madeira. Pioneira no teatro de bonecos profissional em Pelotas. Fundadora do grupo Trio Pilha de teatro de bonecos, o primeiro a participar do Festival Internacional de Teatro de Bonecos de Canela. Em 1991, criou o espaço Praça da Paz, que conta com o trabalho paisagístico da artista na praia do Laranjal e recentemente deu luz a uma nova série de desenhos, com o tema Mulheres Guerreiras / Luzes da África. Atua entre o erudito e o popular e entre o sagrado e o profano.
José Carlos Peixoto, Zézão ou Zé da Terreira, nasceu em Rio Grande, em 1945. É cantor, ator e personalidade do meio cultural de Porto Alegre. Em 1969, estudou no Departamento de Arte Dramática da UFRGS. Foi para o Rio de Janeiro em 1970, conviveu com o grupo Tá na Rua. Participou como cantor no Festival Universitário de Música Brasileira. Em 1984, de volta a Porto Alegre, trabalhou no Ói Nóis Aqui Traveiz e no grupo teatral Oficina Perna de Pau.
A fotógrafa e historiadora Irene Santos se dedica à preservação da memória da comunidade negra em Porto Alegre. É autora dos livros “Negro em Preto e Branco: história fotográfica da população negra de Porto Alegre (Fumproarte, 2005/ Prêmio Açorianos de Literatura – categoria Especial) ” e “Colonos e Quilombolas: memória fotográfica das colônias africanas de Porto Alegre” (Fumproarte, 2010). Como fotógrafa de artistas da cidade, tornou-se conhecida no meio artístico, o que a levou à realização de várias exposições individuais de fotografia em lugares prestigiados como o MARGS, a Galeria do Theatro São Pedro e a Casa de Cultura Mario Quintana.
Sobre o projeto:
O projeto ARTE COMO CIÊNCIA apresenta entrevistas com artistas que desenvolvem um olhar reflexivo e científico sobre a relação entre seu fazer artístico e a sociedade. A intenção é dialogar sobre o papel crucial e específico que as distintas criações artísticas desempenham na permanente formação pessoal e social, em cooperação, mas não em subordinação, com outros campos do saber.
Em 2020, foram realizados quatro episódios – a apresentação do projeto, contando com profissionais de distintos países, além das entrevistas inéditas com os brasileiros Jessé Oliveira e Richard Serraria, e a estadunidense Kathy Perkins. Já em 2021, o projeto realizou, em conjunto com CBTIJ/ASSITEJ Brasil, o debate virtual “Arte para Crianças e Jovens”, com a presença de Clarissa Malheiros (México), Idris Goodwin (Estados Unidos), Jerry Adesewo (Nigéria), María Inés Falconi (Argentina), Imran Khan (Índia) e Yuck Miranda (Moçambique), e mediação de Viviane Juguero (Brasil/Noruega). Em fevereiro, foi realizada entrevista com o pesquisador cubano Luval Garcia Leyva.
O acervo do Museu Histórico Farroupilha, em Piratini, será enriquecido com um conjunto de quase mil peças reunidas por Volnir Junior dos Santos, colecionador conhecido como TcheVoni.
Gaúcho residente em Natal, capital do Rio Grande do Norte, TcheVoni dedicou 20 anos reunindo material referente à Revolução Farroupilha – livros, documentos, moedas e armas, como espadas e balas de canhão.
Em 2019, ele procurou o MHF para manifestar o desejo de doar as peças à instituição. Em outubro daquele ano, a secretária da Cultura, Beatriz Araujo, e a diretora do museu, Francieli Domingues, viajaram a Natal para tornar esse desejo uma realidade.
A coleção, acondicionada em 30 caixas, será transportada com uma escolta da Brigada Militar, de Porto Alegre até a cidade de Piratini, onde fica o museu a 350 km da captal.
O acervo está em posse da Sedac desde dezembro de 2019, quando foi transportado de Natal para o Rio Grande do Sul.
Na capital gaúcha, as peças foram recebidas por técnicos do Departamento de Memória e Patrimônio da Sedac, que trabalharam na catalogação.
“Numeramos e criamos fichas de cadastro com fotos para cada uma das peças. Depois, fizemos o devido acondicionamento para o novo transporte”, explica o assessor especial de Memória e Patrimônio da Secretaria da Cultura, Eduardo Hahn.
“Temos certeza que o acervo está no lugar certo, e o Museu Farroupilha vai poder contar, com detalhes e profundidade, a história da Revolução Farroupilha”, analisa Beatriz Araujo.
Melhorias no museu
Enquanto o processo de catalogação acontecia, o Museu Histórico Farroupilha preparava sua estrutura para receber a coleção.
As melhorias contemplaram o mobiliário, a parte elétrica, o sistema de iluminação e a reserva técnica do museu, que agora conta com mais duas salas para acondicionar o acervo.
“A chegada da coleção permitirá que a direção e a equipe técnica aprofundem a pesquisa histórica das peças, bem como a construção da nova exposição, que está prevista para inaugurar em setembro”, anuncia a diretora do Museu Histórico Farroupilha, Francieli Domingues.