Autor: da Redação

  • Fantaspoa e a seleção da 17ª edição do festival, que será totalmente on-line.

    Fantaspoa e a seleção da 17ª edição do festival, que será totalmente on-line.

    O Fantaspoa, tradicional festival de cinema realizado em Porto Alegre desde 2005, realizará a sua décima sétima edição em ambiente totalmente online. O festival acontece entre os dia e 18 de abril. Dedicado a filmes fantásticos – ou seja, dos gêneros fantasia, ficção-científica, horror e thriller -, disponibilizará gratuitamente sua seleção na plataforma de streaming Darkflix. Mais 32 longas-metragens, além dos já divulgados, integram a programação de 2021, somando 57 longas. Incluindo os 103 curtas-metragens selecionados, o festival exibirá um total de 160 filmes.

    FANTASPOA: Vítima do Amor/ Divulgação

    O evento é realizado com recursos da Lei 14.017/2020, a Lei Aldir Blanc. Segundo os organizadores João Fleck e Nicolas Tonsho, “o Fantaspoa 2021 é a iniciativa mais democrática realizada por um evento cinematográfico na América Latina. Se a pessoa tem um dispositivo com acesso à internet, pode acessar 14 cursos com personalidades do cinema e 160 filmes provenientes de 40 diferentes países, selecionados priorizando a variedade e a qualidade do conteúdo apresentado.”

    Abaixo, segue a relação dos longas-metragens que complementam a programação previamente anunciada. Destes 32 títulos listados, um terá sua première mundial no festival, dois estarão sendo exibidos pela primeira vez fora de seus países de origem no Fantaspoa, 18 estarão em première latino-america e sete em première brasileira, consolidando o Fantaspoa como a mais importante janela de exibição da produção fílmica do gênero fantástico na América Latina. As obras representam 17 países e foram premiadas em alguns dos festivais mais relevantes do mundo, como Festival Internacional de Cine de Mar del Plata, Moscow International Film Festival, Annecy International Animation Film Festival, Ottawa International Animation Film Festival e Viennale. Além disso, fizeram parte das seleções oficiais de outros eventos de alto prestígio, como International Film Festival Rotterdam, Tallin Black Nights, Locarno International Film Festival e Berlin International Film Festival, ressaltando o diferencial da seleção deste ano, realizada objetivando trazer ao público um recorte do melhor da produção fílmica mundial de gênero fantástico dos anos recentes.

    Confira os 32 filmes que completam a programação:

    Assim na Terra, Como no Céu, de Francesco Er

    Come in Cielo, Così in Terra, 2020, Animação/Mistério/Thriller, Itália

    No ano de 1275, uma jovem é presa nas masmorras de uma abadia onde um alquimista a usa para estranhos experimentos. Em 2011, dois jovensdesaparecem numa floresta. Nas investigações, a polícia encontra um manuscrito em uma tumba. Nos dias de hoje, Leonardo, o inspetor da polícia e responsável pela elucidação do sumiço, deixa um vídeo-testemunho. Após suas últimas descobertas, ele teme por sua vida.

    Black Medusa, de Youssef Chebbi e ismaël

    2021, Thriller/Drama, Tunísia

    A jovem Nada leva uma vida dupla. Durante o dia, é quieta e reservada, e à noite mergulha na vida noturna da Tunísia em busca de homens com quem cria confiança, para então dominá-los. Quando uma nova colega, Noura, chega ao seu local de trabalho e Nada encontra uma faca mítica na casa de uma de suas vítimas, a situação começa a fugir de seu controle.

    Benny Loves You, de Karl Holt

    2019, Comédia/Horror, Reino Unido

    Jack está enfrentando uma crise de meia-idade e buscando desesperadamente um recomeço para sua vida. Nesta reorganização, ele joga fora Benny, o boneco de pelúcia favorito de sua infância, gerando consequências mortais. Afinal, Benny o ama.

    Corte Profundo, de Nicholas Santos

    It Cuts Deep, 2020, Comédia/Horror, EUA

    Numa viagem de final de ano, um jovem casal contempla seu futuro. Ashley está ansiosa para se casar e ter filhos, o que apavora Sam. Quando o atraente e paternal Nola entra em cena, Sam perde o controle de sua sanidade, considerando-o uma ameaça. Enquanto isso, Ashley questiona o futuro do seu relacionamento.

    Córtex, de Moritz Bleibtreu

    Cortex, 2020, Policia/Drama/Thriller, Alemanha

    Hagen é um homem de 50 anos que vem tendo distúrbios do sono e pesadelos frequentes, já não conseguindo mais distinguir entre sonhos e realidade. Ele começa a sonhar repetidamente com um jovem fora-da-lei chamado Niko, com quem sua esposa Karoline começa a ter um caso.

    A Desvida, de Agustín Rubio Alcover

    Non-Living, 2020, Drama/Thriller, Espanha

    Um casal de autores de contos infantis volta para a casa onde tragicamente perdeu seu filho. Eles pretendem buscar alguns objetos e então seguir seus caminhos separadamente. Tudo muda quando encontram uma mensagem deixada pelo garoto, que propõe um jogo de pistas com consequências inesperadas.

    Detenção, de John Hsu

    Fanxiao, 2019, Horror/Mistério/Thriller, Taiwan

    Em 1962, em Taiwan, no período da lei marcial, a estudante Fang e seu professor, Sr. Chang, se apaixonam. Apesar da restrição a certos livros e à livre expressão, o Sr. Chang organiza um grupo secreto de estudos para livros proibidos, até que um dia desaparece misteriosamente. A busca pelo professor leva Fang e um colega por um perigoso caminho.

    Dois Minutos Além do Infinito, de Junta Yamaguchi

    Beyond the Infinite Two Minutes, 2021, Ficção Científica/Comédia, Japão

    Kato é dono de um café, que fica abaixo de onde mora. Um dia, após o expediente, sobe para o seu apartamento e vê sua própria imagem na televisão, dizendo “Eu sou o seu futuro eu. Dois minutos no futuro!” A TV do quarto de Kato e a TV do café abaixo estão conectadas com uma diferença de dois minutos, permitindo que se viaje no tempo… Mas por apenas dois minutos!

    Ejen Ali, de Muhammad Usamah Zaid

    2019, Animação/Ação/Aventura, Malásia

    Após ser acidentalmente recrutado como espião, Ejen Ali, de 12 anos, cresceu para abraçar seu papel na agência secreta Meta Advance Tactical Agency (MATA) para proteger a futurística cidade de Cyberaya de ameaças externas.

    Fazendo Companhia, de Josh Wallace

    Keeping Company, 2021, Thriller/Comédia, EUA

    Uma sucessão de eventos trágicos se inicia após dois ousados vendedores de seguros baterem na porta errada. Na esperança de conseguir a venda e subir na hierarquia da empresa, eles não percebem o perigo e logo se vêem presos no porão de um estranho.

    Imortal, de Fernando Spiner

    Inmortal, 2020, Ficção Científica, Argentina

    Ana retorna a Buenos Aires para receber a herança deixada por seu pai. Lá, ela encontra o Dr. Benedetti, um cientista amigo de seu pai, que descobriu um portal para outra dimensão que permite o reencontro com os mortos.

    Jumbo, de Zoé Wittock

    2020, Drama/Fantasia/Romance, França/Bélgica/Luxemburgo

    A tímida jovem Jeanne começa a trabalhar num parque de diversões. Fascinada pelos brinquedos, passa horas montando miniaturas de parques em sua casa, onde mora com sua mãe. Um dia, Jeanne conhece a nova atração do parque, que passa a chamar carinhosamente de Jumbo.

    Mate-o e Deixe Esta Cidade, de Mariusz Wilczynski

    Kill It and Leave This Town, 2019, Animação/Horror, Polônia

    Tentando escapar do desespero depois de perder aqueles que lhe são queridos, nosso herói se refugia em suas memórias, onde o tempo não se move e todos aqueles que são queridos estão vivos.

    Menáge, de Luan Cardoso

    2020, Drama/Thriller, Brasil

    Três eméritos corruptos de um mesmo pequeno partido político envolvidos numa trama de sexo, corrupção e traição são as personagens principais de uma trama ágil, onírica e que remete às melhores realizações do cinema marginal brasileiro.

    Mentes Paralelas, de Benjamin Ross Hayden

    Parallel Minds, 2020, Thriller/Ficção Científica, Canadá

    Próximo ao lançamento da Red Eye 2, uma lente de contato revolucionária que pode gravar e replicar nossas memórias, a chefe do projeto é assassinada. A pesquisadora Margo se junta ao detetive Thomas para  desvendar as circunstâncias do homicídio. Ambos começam a ser ameaçados pelo passado enquanto buscam descobrir as verdadeiras intenções dessa perigosa inteligência artificial.

    Modell Olimpia, de Frédéric Hambalek

    2020, Drama, Alemanha

    Uma mulher desesperada desenvolve um estranho plano para ajudar seu filho. O jovem, que tem fantasias destrutivas que giram em torno de sexualidade e violência, aceita participar do programa de terapia idealizado por sua mãe.

    O Nariz ou a Conspiração dos Dissidentes, de Andrey Khrzhanovskiy

    Nos Ili Zagovor Netakikh, 2020, Animação, Rússia

    Um olhar simultaneamente sombrio e alegre sobre as loucuras do século XX, ancorado na novela proto-surrealista de Gogol “O Nariz” e na ópera homônima de Shostakovich.

    Nas Sombras, de Erdem Tepegoz

    In the Shadows, 2020, Ficção Científica, Turquia

    Em uma distopia dominada por uma tecnologia primitiva, um grupo de pessoas é controlado por um sistema de vigilância onipresente. Quando um indivíduo começa a ter dúvidas e questionar o sistema, passa a conhecer as profundezas dessa estrutura, que é mais obscura do que imaginava.

    O Ninho, de Roberto de Feo

    Il Nido, 2019, Drama/Mistério, Itália

    Samuel é um menino paraplégico que mora com sua mãe Elena em uma mansão isolada, da qual é proibido de se afastar. Quando conhece a adolescente Denise, ele começa a se opor às restrições da mãe. Por que Elena força Samuel a viver como prisioneiro em sua casa? Por que ela é cruel com Denise, que incentiva Samuel a ver o mundo lá fora?

    Os que Voltam, de Laura Casabe

    Los que Vuelven, 2019, Drama/Horror/Thriller, Argentina

    Em 1919, na América do Sul, a esposa de um proprietário de terras está desesperada por um filho, mas sofre seguidos abortos espontâneos. Ela encontra esperança em um obscuro plano: orar para uma divindade mítica ressuscitar seu filho natimorto. O plano funciona, mas com a criança vem algo mais maléfico.

    FANTASPOA : Rabo de Cavalo (Poster)/Divulgação

    Rabo de Cavalo, de Manoj Leonel Jason e Shyam Sunder

    Kuthiraivaal, 2020, Drama/Fantasia/Mistério, Índia

    Um bancário alcoólatra tem que resolver um mistério: por que certo dia ele acordou com um rabo de cavalo? Na tentativa de descobrir, embarca em uma viagem por seus sonhos, ilusões e memórias, encontrando diversos personagens enigmáticos e peculiares.

    A Risada, de Martin Laroche

    Le Rire, 2020, Drama/Fantasia, Canadá

    Valerie foi a única sobrevivente de uma execução em massa ocorrida em meio a uma guerra civil no Quebec. Com o passar dos anos, embora tenha conseguido reconstruir sua vida, tornando-se enfermeira numa casa de repouso e iniciando um novo relacionamento amoroso, Valerie ainda sofre da síndrome do sobrevivente. Até que conhece Jeanne, uma erudita e sarcástica paciente, que lhe dá outra perspectiva sobre a vida.

    Ritos Ancestrais, de Christopher Alender

    The Old Ways, 2020, Horror, EUA

    A jornalista Cristina viaja para Veracruz, sua terra natal, a fim de investigar uma história de feitiçaria. Lá, é sequestrada por um grupo de moradores que acredita que ela é a encarnação do diabo.

    Röckët Stähr’s Death of a Rockstar, de Röckët Stähr

    2020, Animação/Ficção Científica/Comédia/Musical, EUA

    No ano de 2164, quando o rock’n’roll é proibido, um grupo de rebeldes liderado por um cientista louco tenta iniciar uma revolução. Um rockstar é clonado com o objetivo de fazer uma turnê de guerrilha para “libertar as massas da tirania por meio do rock”. No entanto, logo descobrem que mesmo os melhores planos muitas vezes dão errado.

    Sangre Comigo, de Amelia Moses

    Bleed With Me, 2020, Horror/Thriller, Canadá

    A vulnerável e excluída Rowan fica animada quando é convidada pela popular Emily para um fim de semana em uma cabana na floresta. O entusiasmo logo se transforma em paranoia quando Rowan acorda com incisões misteriosas em seu braço. Assombrada por sonhos, Rowan começa a suspeitar que a estão drogando e roubando seu sangue.

    A Selva da Claquete: Sobrevivendo no Cinema Independente, de Justin McConnell

    Clapboard Jungle: Surviving the Independent Film Business, 2020, Documentário, Canadá

    Um documentário que serve como guia de sobrevivência para o cineasta independente. Afinal, fazer cinema hoje é mais difícil do que nunca. A evolução da tecnologia e um mercado superlotado geraram uma indústria na qual qualquer um pode fazer um filme, mas poucos podem ganhar a vida. Enquanto segue a jornada pessoal de um cineasta, este filme busca ajudar as pessoas a sobreviverem nesse negócio arriscado.

    A Sombra do Galo, de Nicolás Herzog

    La Sombra del Gallo, 2020, Thriller/Drama/Crime, Argentina

    Após um período afastado, um ex-policial retorna ao povoado de sua infância para vender a casa que seu pai lhe deixou. Ele, então, mergulha em um profundo estado de narcolepsia que o faz alucinar com uma mulher que parece incentivá-lo a desmascarar uma rede policial de prostituição e tráfico de mulheres.

    Sonhos Coloridos, de Jan Balej

    Barevný Sen, 2020, Animação/Fantasia, República Tcheca

    Uma trupe circense chega a uma ilha rigidamente controlada e governada por um déspota. Durante seu espetáculo, um tiro de canhão se extravia, gerando uma série de acontecimentos. Dois jovens, Drin e Tuvi, juntamente com Nathan, a gaivota, iniciam uma luta contra o totalitarismo, que pode transformar o destino de todos os habitantes da ilha.

    Trans, de Naeri Do

    2020, Ficção Científica, Japão

    Minyoung é uma garota que sonha em se tornar transumana. Depois de ser atacada na escola, ela planeja uma vingança contra os agressores. Minyoung conduz seu batismo elétrico, mas, quando desperta, transformada em uma transumana, ela percebe que assassinou um colega e tenta viajar no tempo e no espaço usando a bobina de tesla.

    FANTASPOA: Uma Tumba para Três (poster)

    Uma Tumba para Três, de Mariano Cattaneo

    Una Tumba Para Tres, 2020, Thriller, Argentina

    Três criminosos são enviados para coletar o resultado de um assalto. A tarefa não se mostra tão simples e eles cometem um erro grave. Agora, tentando remediar o irremediável, eles se envolvem em tumultos com personagens excêntricos e violentos que colocarão em risco suas vidas.

    Vítima do Amor, de Jesper Isaksen

    Victim of Love, 2019, Thriller/Horror, Dinamarca

    Charly está procurando sua namorada Amy, que desapareceu subitamente. Ele decide retornar ao hotel onde Amy foi vista pela última vez, para finalmente desvendar este mistério. No entanto, a investigação acaba tomando rumos inesperados, levando Charly a um pesadelo fantasmagórico.

    ESPECIAIS

    Entrei em Pânico ao Saber o que Vocês Fizeram na Sexta-Feira 13 do Verão Passado, de Felipe M. Guerra

    2001, Comédia/Horror, Brasil

    Um dos títulos mais populares do cinema independente brasileiro, este filme amador conta as desventuras de um grupo de jovens da Serra Gaúcha perseguidos por um psicopata mascarado. Para marcar o aniversário de duas décadas do lançamento, o diretor Felipe M. Guerra reeditou completamente o filme, voltando ao material original para recuperar cenas inéditas e esquecidas há 20 anos.

    A Morte Cansada, de Fritz Lang

    Der Mude Tod, 1921, Thriller/Drama/Fantasia, Alemanha

    Num vilarejo europeu do século XIX, a Morte leva um jovem prestes a se casar. Sua noiva suplica que devolva a vida do seu amor. A Morte decide dar uma chance à jovem desesperada, prometendo devolver a vida do noivo se ela conseguir evitar a morte de uma das três vidas prestes a perecer.

    Mergulho e Decolagem de Pazucus, de Gurcius Gewdner

    2021, Documentário, Brasil

    Com os olhos livres, coração aberto, bons amigos e um punhado de sorte, Gurcius Gewdner revisita algumas de suas aventuras dos últimos cinco anos, sobrevive ao implacável inverno Russo e faz a seguinte pergunta: quão longe pode ir um filme underground brasileiro?

    Cartaz da edição 2021 do Fantaspoa e imagens selecionadas em: https://drive.google.com/drive/folders/1sPfkiP44DeA7Aqm7KNa7gL1tfk1Z-8kW?usp=sharing

    Imagens de todos os filmes disponível em:
    https://drive.google.com/drive/folders/1hRTUYe7MCGYtBZWPO7KKHGzr_ChQdjVz?usp=sharing

    Trailer do festival: https://youtu.be/ZJhYkJReNC4

    Links do festival:
    www.fantaspoa.com
    www.facebook.com/fantaspoa
    www.instagram.com/fantaspoa
    www.youtube.com/fantaspoa

  • Exposição “Clara Pechansky y sus 33 amigas” começa a percorrer o México

    Exposição “Clara Pechansky y sus 33 amigas” começa a percorrer o México

     

    Depois de um ano em exibição na Galeria Frida Kahlo da Universidade Autônoma de Sinaloa (UAS), em Culiacán, a exposição “Clara Pechansky y sus 33 amigas” começa a ser mostrada por outras cidades do México. As amigas de Clara, no caso, são artistas gaúchas, ou que possuem fortes laços com o Brasil.

    A primeira parada da mostra é nesta sexta-feira (26/03), na cidade de Mazatlán. A inauguração, na Casa Haas, dirigida pela artista e gestora cultural Dory Perdomo, contará com a presença do professor Jorge Luis Hurtado Reyes, diretor da Galeria Frida Kahlo e curador da mostra no México. A Casa Haas está incluída no Património Histórico, com apoio do Instituto de Cultura, Turismo e Arte de Mazatlán.

    Convite Casa Haas/ Divulgação

    Clara tem sido entrevistada pela mídia mexicana, devido ao ineditismo que é mostrar 40 obras de artistas brasileiras. As obras são todas executadas sobre papel, em técnicas como desenho, gravura, pintura, técnicas mistas, colagem e fotografia. A seleção das artistas foi realizada por Clara em 2019, num critério que abrangeu desde emergentes até consagradas, permitindo um grande arco de tendências e estilos (em www.pechansky.com.br, pode-se ver a mostra na área Exposições).

    Casa Haas, em Mazatlán, México, recebe exposição de Clara Pechansky. Foto: Divulgação

    A itinerância deve se estender por alguns meses, percorrendo outras cidades do México, até chegar à capital, sempre com o suporte cultural e curadoria da Universidade Autônoma de Sinaloa.

  • Fotografia e literatura, em livro dos fotógrafos Guto Monteiro e Iara Tonidandel

    Fotografia e literatura, em livro dos fotógrafos Guto Monteiro e Iara Tonidandel

    Obra que une fotógrafos e escritores será apresentada na próxima segunda-feira, dia 29 de março, às 20 horas. É o “Projeto Grão – imagens, palavras, eternidade”, dos fotógrafos Guto Alminhana Monteiro e Iara Tonidandel, sob a coordenação do escritor, músico e publicitário Rubem Penz. O lançamento integra a programação da Semana de Aniversário de Santo Antônio da Patrulha e poderá ser acompanhado no link: https://www.facebook.com/prefasap.

    O patrulhense Guto Alminhana Monteiro e a portoalegrense Iara Tonidandel vão apresentar essa obra que nasceu da inspiração de suas imagens transformadas em crônicas e foi viabilizada a partir de um financiamento coletivo.  O livro também traz uma homenagem ao fotógrafo Beto Scliar, filho do escritor Moacyr Scliar, (que faleceu em março de 2020) , com uma foto que ele fez do pai em Cuba.

    O coordenador do livro Rubem Penz e os fotógrafos Iara Tonidandel e Guto Monteiro. Foto: Divulgação.

    Integram a publicação os fotógrafos Anibal Elias Carneiro e Carlos Eduardo Vaz e os poetas Clarissa Ferreira e André Bolivar. Eles foram convidados a escrever a partir da intensidade eloquente de instantâneos pré-selecionados e, assim, perseguir o olhar de cada um diante da lente dos autores e dos fotógrafos participantes do projeto.

    Foto Iara Tonidandel/ Divulgação

    Com 200 páginas, o livro já está disponível para venda e pode ser adquirido pelo email toniiara@hotmail.com, com o assunto Compra do Grão, ao custo de R$ 75. Também é possível solicitá-lo diretamente dos autores no Instagram: @clickiara e @guto_alminhana.

    Foto: Guto Alminhana Monteiro/ Divulgação

     

    O que: lançamento do “Projeto GRÃO – imagens, palavras, eternidade”

    Quando: 29/03 às 20h

    Onde: https://www.facebook.com/prefasap

    Como: Live – apresentação Raffaela Reis (da Prefeitura de Santo Antônio da Patrulha)
    Páginas: 200
    Valor: R$ 75
    Para encomendar o livro: 
    toniiara@hotmail.com (assunto Compra do Grão)

    Foto Iara Tonidandel/ Divulgação

     

  • Rafael Guimaraens e Paulo César Teixeira: um olhar histórico e amoroso sobre Porto Alegre

    Rafael Guimaraens e Paulo César Teixeira: um olhar histórico e amoroso sobre Porto Alegre

    No dia do aniversário de 249 anos da cidade, Rafael Guimaraens e Paulo César Teixeira, dois  premiados autores que moram na capital gaúcha, falam de seus trabalhos e trocam ideias sobre os relatos à margem de Porto Alegre. Nessa sexta feira, 26 de março, às 19 horas no Facebook @libretoseditora e no Youtube Libretos100.

     

    Os dois têm em comum a escolha de Porto Alegre como cenário de seus livros. Rafael pesquisa histórias antigas e misteriosas para contá-las em obras como “Tragédia da Rua da Praia”, “Teatro de Arena”, a “Dama da Lagoa” e “1935”. Paulo César busca locais e personagens surpreendentes, que trata em seus livros “Esquina Maldita”, “Nega Lu – uma dama de barba mal feita” e “Rua da Margem”, mesmo nome do site que mantém há quatro anos.

    Quem são:

    Rafael Guimaraens é jornalista profissional desde 1976. Atuou como repórter, editor e secretário de redação da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (Coojornal). Foi editor de Política do jornal Diário do Sul. Exerceu diversas funções nas assessorias de imprensa da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Governo do Estado do RS e Assembleia Legislativa do RS.

    Rafael Guimaraens Foto: Marco Nedeff/ Divulgação

    É autor dos livros “O Livrão e o Jornalzinho” (1997, reedição em 2011), “Pôrto Alegre Agôsto 61” (2001), “Trem de Volta, Teatro de Equipe” (com Mario de Almeida, 2003), “Tragédia da Rua da Praia” (2005, Prêmio “O Sul Nacional e os Livros”, categoria melhor narrativa longa), “Abaixo a Repressão – Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas” (com Ivanir Bortot, 2008), “Teatro de Arena – Palco de Resistência” (2009, Prêmio Açorianos categoria Especial e Livro do Ano), “A Enchente de 41” (2010, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, como melhor livro não-ficção), “Rua da Praia – Um Passeio no Tempo” (2010), “Unidos pela Liberdade!” (2011), “Mercado Público – Palácio do Povo” (2012), “A Dama da Lagoa” (2013), “Aguas do Guaíba” (2015), “O Sargento o Marechal e o Faquir” (2016, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, categoria Especial), 20 Relatos Insólitos de Porto Alegre” (2017, Prêmio Minuano de Literatura), “Fim da Linha – Crime do Bonde” (2018), “O Espião que Aprendeu a Ler (2019) e “1935” pela Editora Libretos.

     Em 1986, editou o livro “Legalidade – 25 anos”. Coordenou a edição do livro “Coojornal – um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar” (2011, Prêmio Açorianos, categoria Especial) e “Os Filhos Deste Solo – Olhares Sobre o povo Brasileiro” (2013). Produziu o roteiro do espetáculo “Legalidade – o Musical” (2011), exibido diante do Palácio Piratini, em comemoração aos 50 anos da Campanha da Legalidade.

     Já Paulo César Teixeira Escritor e jornalista em atividade desde 1980,  destaca cenários e personagens da história recente de Porto Alegre e, com isso, busca elementos para compreender a transformação da paisagem da cidade.

    Paulo César Teixeira. Foto: Tânia Meinerz/ Divulgação

    Essa preocupação está presente nos quatro livros publicados até agora. Esquina Maldita (Libretos), por exemplo, mostra o gueto boêmio que reuniu artistas, hippies e ativistas políticos, entre as décadas de 1960 e 1970, no Bom Fim. Já Nega Lu – Uma Dama de Barba Malfeita (Libretos), vencedor do Prêmio Associação Gaúcha de Escritores 2016/Categoria Não Ficção, revela a personagem irreverente que antecipou, em duas ou três décadas, as conquistas sociais e comportamentais de negros e homossexuais consolidadas no começo do século 21.

    Darcy Alves – Vida nas Cordas do Violão (Libretos), por sua vez, conta a trajetória do cantor e violonista que acompanhava Lupicínio Rodrigues no século passado, e que se transformou numa figura cult da boemia porto-alegrense no início dos anos 2000. Por fim, Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre (Libretos) apresenta as melhores reportagens do Rua da Margem, além de matérias inéditas, que reconstituem a história e a paisagem da Cidade Baixa guiadas pelos olhos de antigos moradores do bairro mais boêmio e cultural da capital gaúcha.

    Como jornalista, Paulo César, o Foguinho, tem textos publicados em Istoé, Veja, Época, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Zero Hora, Jornal do Comércio e Diário do Sul. Ganhou o Prêmio ARI (Associação Riograndense de Imprensa) de Reportagem Cultural por Um certo Erico Veríssimo e A Rua da Margem, matérias publicadas pela revista Aplauso, em 2005 e 2008.

    SERVIÇO

    Live Porto Alegre: Relatos à margem com os escritores Rafael Guimaraens e Paulo César Teixeira

    Dia 26 de março, às 19 horas no Facebook @libretoseditora e no Youtube Libretos100.

     

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  • O desafio de se tornar mãe, em tempos de pandemia, ganha espetáculo teatral virtual

    O desafio de se tornar mãe, em tempos de pandemia, ganha espetáculo teatral virtual

    A gaúcha radicada há dez anos em Salvador, Josy Acosta, estreia no dia 3 de abril, no Youtube, um espetáculo teatral sobre os desafios da maternidade na pandemia.“Yèyé” (em yorubá arcaico pode ser traduzido como mãe) é fruto do projeto Mama África, aprovado no Prêmio das Artes Jorge Portugal.

    A peça foi construída a partir de uma pesquisa de campo na Fundação Pierre Verger, local onde a atriz e sua equipe escutaram a griote Vovó Cici contar histórias de orixás femininos. “Pedi à Vovó que contasse histórias que versassem sobre mulher-guerreira, mulher-encantamento e mulher-mãe. Depois, entrei em sala de ensaio com o professor Negrizu, arte-educador e coreógrafo da Escola Olodum, para trabalhá-las corporalmente e, só então, o roteiro surgiu. Escolhemos falar sobre a ‘mulher-mãe’, a orixá que é mãe do ser humano, um espetáculo que dialoga com as minhas memórias da infância, com a religiosidade de matriz africana e com os ensinamentos que a maternidade me trouxe”, conta Josy.

    Foto: Josy Acosta e Maisha – Arquivo Pessoal

    Nascida há 37 anos na zona leste da Capital gaúcha, na comunidade do Campo da Tuca, Josy Acosta começou a estudar teatro com bolsa de estudo para uma oficina com Lisa Becker – que desde 2006 vive na Europa –, na Casa de Cultura Mario Quintana. Mais tarde, formou-se atriz na Escola de Teatro Popular da Tribo de Atuantes “Ói nóis aqui Traveiz” e, finalmente, pelo Departamento de Arte Dramática da UFRGS. Mas foi no grupo Caixa-Preta, do diretor Jessé Oliveira, do qual foi uma das protagonistas do espetáculo “Antígona BR”, que começou seu interesse pelo teatro negro. Mestre em Artes Cênicas pelo programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia, em 2013 fundou a Acosta Produções Artística, totalmente dedicado à difusão de produções artísticas que valorizam o legado cultural afrodescendente.

    Vovó Cici. Foto: Foto Ismael Silva/ Divulgação

    Vinte mães

    Para construir o roteiro, a atriz realizou encontros virtuais com vinte mães de diversas partes do país, que participaram de uma convocatória pública, para trocar experiências sobre maternidade em tempos de pandemia, um momento da nossa história potencializado pela carga emocional e o acúmulo de trabalho, principalmente das mulheres. Nesse momento de confinamento e de distanciamento social quem acolhe, aconchega e as escuta? Elas e seus bebês foram presenteados com camisetas exclusivas, produzidas pela marca BlackPim, responsável pelo figurino do espetáculo.

    Mama África dialogou diretamente com a comunidade do Engenho Velho de Brotas e arredores, tanto na realização da pesquisa, como dos ensaios e formação da equipe técnica. O espetáculo “Yèyé” segue a linha dos trabalhos anteriores do Grupo Ìwà, valorizando a musicalidade e recursos corporais para contar histórias. Acompanham a atriz em cena os músicos Juliana Almeida e Gabriel Carneiro, que divide os arranjos com Pedro Acosta. Com trilha assinada por Toni Edson e direção do cineasta Ailton Pinheiro, a montagem foi gravada em um espaço cultural da capital baiana e ficará disponível para visualização no Youtube até 10 de abril.

    O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

    SERVIÇO
    Estreia do espetáculo Yèyé
    Quando: 
    03 de abril | 16h
    Onde: Youtube do Grupo Ìwà – http://bit.ly/iwagrupo
    Instagram: @grupoÌwà

    FICHA TÉCNICA
    Coordenação de produção, roteiro, direção e atriz: Josy Acosta
    Atriz mirim: Maisha Bárbara
    Produtora executiva: Karla Janaína
    Assistente de direção: Amanda Cervilho
    Assistente de produção: Francine Cardoso
    Preparador corporal, coreógrafo e dançarino: Negrizu
    Griote entrevistada: Vovó Cici
    Trilhas: Toni Edson
    Diretor musical e arranjador: Pedro Acosta
    Músico instrumentista e arranjador: Gabriel Carneiro
    Percussionista: Juliana Almeida
    Ilustrador: Pablo Santos
    Figurino: BlackPim e Francine Cardoso
    Costureiros: Adriano Silva e Maria Luiza Santana
    Maquiagem: Douglas Navarro
    Fotógrafo: Ismael Silva
    Gestão de mídias e iluminadora: Bruna Immich
    Programadora visual: Amanda Nascimento
    Coordenador de audiovisual: Ailton Pinheiro
    Vídeo mapping: Magno Black
    Técnico de som: Jeferson Souza
    Imagens e edição do teaser do processo criativo: Márcio Soares e Uriel Santana
    Produção audiovisual: Ori Imagem e som
    Assessoria de Imprensa: Iele Portugal

  • Associação de Circo do Rio Grande do Sul lança site oficial e cartilha

    Associação de Circo do Rio Grande do Sul lança site oficial e cartilha

    No Dia do Circo no Brasil, 27 de março,  a  Associação de Circo do Rio Grande do Sul – Circo Sul – respeitosamente apresenta: o lançamento do site oficial da associação https://assocircors.org.br/ e o lançamento da cartilha de circo (em versão digital).

    A Associação de Circo do Rio Grande do Sul

    – Circo Sul é fruto de anos de luta e nasceu institucionalmente em 2018 em função da necessidade de representar a classe artística circense do Estado do RS junto aos órgãos públicos e privados, estaduais e municipais, bem como junto à sociedade civil. Desde então, vem realizando um trabalho comprometido com os seus associados. Promove atividades sociais, culturais e educacionais e desportivas que contribuam para a integração da comunidade circense, além de difundir e desenvolver o circo em geral.

    Neste ano, em meio à pandemia, a Circo Sul desenvolveu um novo instrumento de comunicação e divulgação de material para os seus sócios: o seu site. Na página, os internautas poderão encontrar dados da organização, seu histórico, seu estatuto e uma área especial para exposição de fotos de alguns de seus eventos.

    No site, elaborado pela empresa dalee.dev (https://dalee.dev/) haverá espaço para a publicação de artigos sobre o setor circense, o compartilhamento de notícias, editais, eventos e oportunidades de trabalho para os artistas de circo, entre outros itens. Também haverá um espaço especial para a divulgação do trabalho de cada um dos seus associados, para facilitar a contratação por potenciais clientes.

    Por fim, vamos conhecer a segunda versão da Cartilha de Circo, instrumento de luta da classe circense por reconhecimento e atenção às necessidades dos artistas, bem como à Legislação vigente específica para os circos itinerantes, que vem em formato Digital para facilitar o acesso ao maior número de circenses gaúchos. Na cartilha também é encontrado o primeiro mapeamento dos associados e das modalidades com as quais trabalham.

    A diretoria da Circo Sul é formada por: Presidente – Luciano Fernandes. Vice Presidente – Felipe Farinha. Secretária Geral – Consuelo Vallandro. Secretário Adjunto – Vinicius Zucatti. Tesoureira – Dominique Andujar. Tesoureiro Suplente – Ramon Ortiz. Conselho Fiscal, Patrícia Sacchet e Vanessa Bonaldo. Contatos com a imprensa: Consuelo Vallandro Barbo Fone: (51) 98427-2207

  • Um panorama das artes visuais, em pequeno formato, de várias regiões do mundo

    Um panorama das artes visuais, em pequeno formato, de várias regiões do mundo

     

    O Projeto Miniarte Internacional, criado e coordenado pela artista visual Clara Pechansky, já definiu o tema e também os locais e datas das duas exposições a serem realizadas este ano no Estado. Os artistas que atenderem à convocatória produzirão obras sobre a temática que mais se impõe neste momento histórico da humanidade: VIDA. As obras serão apresentadas ao público em 18×18 cm, tradicional formato da Miniarte, fundada em 2003.

    O lançamento da 40ª edição ocorrerá no próximo dia 22 de março (segunda-feira), quando o regulamento (em português, inglês e espanhol) estará disponível aos interessados no site www.miniartex.org. As inscrições para artistas brasileiros serão recebidas entre 5 de abril e 30 de junho.

    São convidadas especiais da coordenadora nessa edição as artistas Darmeli Araujo, Débora Irion, Eliane Santos Rocha, Esther Bianco, Inês Benetti, Flávia de Albuquerque, Liana Timm, Rita Gil, Thid Dalcol e Zoravia Bettiol. Outros artistas reconhecidos, inclusive do exterior, também são convidados de Clara Pechansky para a presente Miniarte.

    Zoravia Bettiol e seu trabalho/ Fotos Divulgação da artista

    Rita Gil e sua obra . Fotos: Divulgação da artista

    Gramado e Porto Alegre

    A Miniarte Vida será aberta em 4 de setembro e irá até 10 de outubro no Centro Municipal de Cultura de Gramado, com patrocínio da Secretaria da Cultura da cidade. Na sequência, de 4 a 26 de novembro, a mostra será remontada na Gravura Galeria, em Porto Alegre. As exposições serão instaladas fisicamente e estarão abertas à visitação presencial, seguindo os protocolos sanitários das autoridades.

    Eliane Santos Rocha e seu trabalho. Foto: Divulgação da artista –

    Débora Irion e sua obra. Fotos: Divulgação da artista

    O objetivo do Miniarte Internacional é apresentar um panorama das artes visuais de várias regiões do mundo. Democratizante e inclusiva, a proposta acolhe os trabalhos inscritos sem submetê-los à seleção. As obras são expostas em ordem alfabética, permitindo a conexão de uma diversidade de influências culturais sem que se perca a individualidade de cada artista. A produção coletiva será reunida num catálogo virtual

    Flávia de Albuquerque e sua obra. Fotos: Divulgação da artista

    Inês Benetti e sua obra. Fotos: Divulgação da artista
    Inês Benetti e sua obra. Fotos: Divulgação d artista
    Ester Bianco e sua obra. Fotos: Divulgação da artista

    Por meio do Projeto Miniarte Internacional, o Brasil já estabeleceu parcerias artísticas com Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, Irlanda do Norte, Itália, México, Portugal e Taiwan em edições anteriores.

    Liana Timm e sua obra – Fotos: Divulgação da artista

    Darmeli Araujo e sua obra. Fotos: Divulgação da artista-

    Com 65 anos de carreira profissional, a artista visual e gestora cultural Clara Pechansky define a força do formato 18×18: “Assim como a menor palavra pode ter tanto poder quanto o mais longo discurso, também uma pequena obra de arte pode ter um grande impacto sobre o observador”.

    CLARA PECHANSKY RESPONDE

    Higino Barros

    Pergunta: Como tem sido trabalhar com arte visual em tempos de pandemia?

    Clara Pechansky: Tenho meu estúdio em casa, então para trabalhar em desenho e pintura não houve mudanças. Mas meu outro estúdio, que fica no Bom Fim, onde dou aulas de Arte, está fechado desde março de 2020.

    Pergunta: A questão do presencial e o virtual nas artes visuais. Quais vantagens e desvantagens?

    CP: Com o impacto da grande crise, o PROJETO MINIARTE INTERNACIONAL, que criei em 2003 e que chegou às edições 38 e 39 em 2020, foi transformado em virtual, e as inscrições foram gratuitas. A edição 38, Miniarte Verdade, teve 400 inscrições do Brasil e do exterior, entre obras de artistas visuais e minitextos de poetas e escritores. Para a edição 39, também virtual, convidei 53 artistas gaúchos, e foi uma coprodução com a Universidade de Sinaloa, no México, portanto também reuniu artistas de vários países. Com a ajuda da minha amiga Liana Timm, foi possível produzir catálogos virtuais sobre as duas exposições, que estão no website da Miniarte (www.miniartex.org)

    Pergunta: Qual leitura que faz da arte visual no RS ? E fora daqui?

    CP: No mundo todo, após o susto inicial, houve uma aceleração na criação de arte por causa da pandemia. Profissionais aumentaram significativamente sua produção, e amadores começaram a descobrir que a Arte pode ser uma excelente maneira de expressar sentimentos e sensações, mesmo para quem nunca lidou com materiais artísticos. Esse fenômeno é universal, aconteceu com todos, artistas emergentes e consagrados, e novas formas de comunicação foram geradas. Isso vale para artistas visuais, mas também para músicos, dançarinos, atores, performistas em geral. Todos foram descobrindo novas maneiras de mostrar seu trabalho.

    Pergunta: O que espera da arte visual pós pandemia? Esse tema vai impactar de que forma os artistas?

    CP: Não há dúvida, após um ano de pandemia, que algumas formas novas de canalizar a criação artística foram descobertas e vieram para ficar. Além disso, novas plataformas foram sendo experimentadas: algumas deram certo, outras se esgotaram ao natural, por excesso de uso, ou por mau uso. Nós, artistas visuais, acostumados a receber um grande público nas nossas exposições, aprendemos que é possível criar mostras híbridas, presenciais e virtuais ao mesmo tempo. Estou participando de um projeto internacional que o coordenador chama de “phygital”, ou seja, simultaneamente digital e físico.

    Pergunta: quais os planos para 2021:

    CP: A partir de 22 de março, vou lançar a MINIARTE VIDA, edições nº 40 e nº 41 do Projeto Miniarte Internacional. Será uma exposição com convocatória em português, inglês e espanhol, prevista para receber mais de uma centena de artistas. Para participar basta se inscrever e seguir o regulamento (www.miniartex.org). A Miniarte não pede currículo e não faz seleção de participantes, é um projeto democrático que aceita todos os estilos e idades.  A inauguração presencial vai ser em setembro, no Centro Municipal de Cultura de Gramado, e em novembro, na Gravura Galeria de Porto Alegre. Afora isso, tenho convites para participações aqui e lá fora, ou seja, sigo trabalhando diariamente, mas sempre tentando me adaptar aos acontecimentos de cada dia.

     Pergunta: Porque a presença maior de mulheres na mostra? Sempre foi assim? Isso não torna a coisa digamos, “parcial”?

    CP: O que acontece é que após anos de repressão às mulheres artistas, no século XX elas passaram a ter mais predominância e começaram a mostrar seu trabalho, talvez tentando recuperar o tempo perdido. Para a exposição no México decidi convidar 33 mulheres, mas minha seleção foi absolutamente técnica. Quanto a presença maior de mulheres na Miniarte teria que ser feito um levantamento nas edições anteriores. Mas aparentemente isso é algo que vem acontecendo somente nas edições recentes. Talvez a explicação esteja numa paciência e cuidado maior para criar em um espaço muito pequeno.

     

     

  • Leilão de objetos de arte e históricos  terá renda revertida para o Hospital de Canela

    Leilão de objetos de arte e históricos  terá renda revertida para o Hospital de Canela

    Um dos hotéis mais tradicionais do Rio Grande do Sul deixou de existir, mas seus bens vão se transformar em artigos essenciais para os moradores de Canela. No sábado, 20 de março, às 19h, será realizado o Leilão Beneficente do Hotel Laje de Pedra para o Hospital de Canela, com realização da Família Druck e LDP Canela S/A e organização de Nicholas Bublitz, marchand da Bublitz Galeria de Arte. O leilão ocorrerá de forma virtual e poderá ser acompanhado no site: www.artebid.com.br ou pelo Instagram @bublitzgaleria. Quem estiver em Canela e quiser conhecer as peças presencialmente, poderá agendar visita individual, ao longo da semana, seguindo todos os protocolos de segurança, pelos telefones (54) 99189-8084 ou (54) 99625-6215.

    Obra de Vitório Gheno / Divulgação

    São 86 lotes à venda, que incluem obras de artistas como o célebre Vitorio Gheno e Paulo Amaral, Glauco Rodrigues, Nelson Jungbluth e Berenice Unikowsky, além de tapetes orientais, móveis e objetos, como piano, lustre e mesa de bilhar. O objetivo é reverter 100% da renda para a compra de equipamentos para o Hospital de Canela. Na lista de itens para aumentar a capacidade da instituição estão respiradores, monitor cardíaco e bomba de infusão. Todas as pessoas envolvidas no leilão beneficente estão trabalhando de forma voluntária. O leiloeiro é Norton Fernandes.

    Nicholas Bublitz/ Foto: Karine Viana/ Divulgação

    “O Hotel Laje de Pedra está na memória afetiva de muito gaúchos, inclusive da minha família. Por mais de 40 anos, ele esteve presente na história como um motivo de orgulho para a cidade e para o Estado e agora seus artigos vão se transformar em um bem ainda mais inestimável: a vida”, destaca Nicholas Bublitz.

    No acervo, piano do hotel

    Passado, presente e futuro

    O icônico complexo hoteleiro da Serra Gaúcha recebeu hóspedes do Brasil e do mundo durante mais de quatro décadas e encerrou suas atividades em 7 de abril do ano passado. Recentemente, no final de janeiro, o Grupo Habitasul, que era proprietário do Hotel Laje de Pedra, anunciou sua venda para o grupo LPD Canela Empreendimentos e Participações, dos investidores José Paim de Andrade e José Ernesto Marino Neto. Eles planejam investir R$ 500 milhões na expansão e na modernização do complexo, que deverá ser operado por uma empresa hoteleira de 6 estrelas, ainda não presente na América Latina, de acordo com informações dos próprios investidores, na época da aquisição.

    Do acervo do hotel, mesas de sinuca

    Leilão Beneficente do Hotel Laje de Pedra
    Onde acessar: 
    www.artebid.com.br ou pelo Instagram @bublitzgaleria
    Data: sábado, 20 de março
    Horário: 
    19h

  • VERAFRO encerra projeto com performances dos dois grupos, documentário e festa virtual

    VERAFRO encerra projeto com performances dos dois grupos, documentário e festa virtual

    “O VERAFRO – Verão Afro Performativo Pretagô Espiralar Encruza” resultou da parada compulsória dos grupos artísticos em 2020 em função da pandemia da COVID 19. Com muita assertividade e programação ampla e diversa, trouxe à cena uma programação artística negra protagonizada pelos grupos teatrais gaúchos Pretagô e Espiralar Encruza. Financiado pela Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal, por meio da Lei Aldir Blanc, teve leituras dramáticas, debates, entrevistas com personalidades e estudiosos, programação formativa composta por oficinas, exposição a céu aberto e apresentações de espetáculos.

    Para o encerramento das atividades no mês de março, programou apresentações dos dois grupos: a performance Noite Espiralar, e o documentário poético Sobrevivo, ambos do Espiralar Encruza e a exibição do espetáculo Qual a diferença entre o charme e o funk?, do Pretagô.  No dia 30 o projeto tem seu final em grande estilo com a apresentação de documentário produzido durante o processo de execução do festival.

    Dirigido coletivamente pelos dois grupos e por Thiago Lazeri, esse documentário poético visual é bastante experimental e tem como fio condutor o próprio festival e seus desdobramentos. É arte negra na pandemia, inspirada no afrofuturismo e realizada em um local de produção artística segura, trazendo fortalecimento e subjetividade’, afirma Thiago Pirajira, integrante do Pretagô.

    Confira a programação:

    12 de março, 20h – Performance Noite Espiralar / Youtube

    A Rede Espiralar Encruza convida para uma noite de apresentações performáticas, música, dança e poesia. Com a presença das artistas do coletivo Buraco Negro, irão realizar uma noite de apresentações, construindo um espaço de liberdade para os jovens pretos, para que possam celebrar e expressar a maior potência de cada um: a vida.

    Produção: Espiralar Encruza / Elenco Espiralar Encruza: CIRAdias, Eslly Ramão, Gabi Faryas, Letícia Guimarães, Maya Marqz, Phill e Sandino Rafae / Elenco grupo Buraco Negro: Gabriel Ferreira, Mariana Amaral, Pretamina e William Freitas / Duração: 90 minutos / Classificação: livre

    Frames de Sobrevivo. crédito Espiralar Encruza / Divulgação

    18 de março, 20h – Exibição documentário poético Sobrevivo / Youtube

    Exibição do documentário poético Sobrevivo, criação do coletivo Espiralar Encruza (2020). Uma criação audiovisual inspirada no espetáculo homônimo. O documentário será exibido no canal do VERAFRO no Youtube. Atividade gratuita.

    19 de março, 20h – Exibição espetáculo Qual a diferença entre o charme e o funk? / Youtube

    Exibição do espetáculo online Qual a diferença entre o charme e o funk, criação do grupo Pretagô (2014). A exibição da gravação do espetáculo será disponibilizada pela primeira vez em plataformas de streaming e celebra o primeiro espetáculo do grupo Pretagô que completa sete anos de existência. A exibição ocorrerá no canal do VERAFRO no YouTube. Atividade gratuita.

    30 de março, 20h – Estreia mini documentário VERAFRO / Youtube

    Após a estreia do documentário vai rolar o Encerramento VERAFRO com live em formato de festa e a presença de com DJ Suelen.  Após três meses de intensa programação, o evento propõe uma celebração online realizada pela plataforma Zoom e aberta ao público com acesso gratuito.

    Qual a diferença entre o charme e o funk. Foto: André Olmos/ Divulgação

    Verão Afro Performativo Pretagô Espiralar Encruza – VERAFRO

    Apresentações artísticas / encerramento do projeto

    Financiamento:

    Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal # LEI ALDIR BLANC – edital 09/2020 da SEDAC RS para ser realizado com recursos da Lei n. 14.017/2020

    Gestão e coordenação:

    UTA Produções – Thiago Pirajira

    Redes VERAFRO:

    Facebook: www.facebook.com/projetoverafro

    Instagram: @projetoverafro

    YouTube: www.youtube.com/verafro

  • Monique Brito apresenta o show virtual “Filha do Sol”, no Ecarta Musical,

    Monique Brito apresenta o show virtual “Filha do Sol”, no Ecarta Musical,

    A cantora e compositora Monique Brito apresentará o show Filha do Sol no Ecarta Musical, neste sábado, 6 de março, às 18h. O show, virtual, será transmitido pelo canal da Fundação Ecarta no Youtube (https://bit.ly/3dVv0ia).

    A apresentação busca traduzir a proposta lítero-musical da artista, profundamente ligada ao feminino, aos elementos da natureza e à ancestralidade de matriz africana. No repertório, Agridoce (Monique Brito/Bruno Amaral), Dancei ao Tempo, Preto Amor, Filha do Sol, Ode ao cuidado, Marujo, Transeunte e Íris (Monique Brito), É d’Oxum (Gerônimo) e Eu quero é botar meu bloco na rua (Sérgio Sampaio).

    Monique estará acompanhada de Calil Souza (teclado/piano) e Anderson Moreira (percussão).

    Entrada franca