Rafael Guimaraens lança romance policial, ambientado em 1935

O livro “1935” (Libretos, 336 páginas, R$45. Na Feira do Livro, R$36) é a primeira incursão do escritor e jornalista Rafael Guimaraens no romance policial. O lançamento acontece no dia 13 de novembro, sexta-feira, às 18 horas, na programação da 66ª Feira do Livro de Porto Alegre.
O título traz uma marcante reconstituição de ambientes, diálogos e cenas sobre disputas políticas, crimes, perseguições e atos de exploração de mulheres na cidade, no momento absolutamente dominado pela espetacular exposição do Centenário da Revolução Farroupilha naquele ano, no Parque da Redenção, antecipando a tensão permanente da eclosão da segunda guerra mundial.

A cidade se anima com a Exposição, Dyonélio Machado sonha com a revolução, Apparício Cora de Almeida investiga quem matou Waldemar Ripoll e a chanteuse francesa Juliette quer esquecer o passado. Envolvido até o pescoço num redemoinho de mistério e paixão, o repórter Paulo Koetz terá a oportunidade de se transformar em protagonista de sua própria vida.

Boa parte do livro foi escrita durante a pandemia, em uma circunstância de isolamento e sentimentos à flor da pele o que, por certo, se reflete na narrativa.

Rafael Guimaraens. Foto: Marco Nedeff/ Divulgação

Rafael Guimaraens

Nascido em Porto Alegre (25/05/1956), Carlos Rafael Guimaraens Filho é jornalista profissional desde 1976. Atuou como repórter, editor e secretário de redação da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (Coojornal). Foi editor de Política do jornal Diário do Sul. 

É autor dos livros “O Livrão e o Jornalzinho” (1997, reedição em 2011), “Pôrto Alegre Agôsto 61” (2001), “Trem de Volta, Teatro de Equipe” (com Mario de Almeida, 2003), “Tragédia da Rua da Praia” (2005, Prêmio “O Sul Nacional e os Livros”, categoria melhor narrativa longa), “Abaixo a Repressão – Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas” (com Ivanir Bortot, 2008), “Teatro de Arena – Palco de Resistência” (2009, Prêmio Açorianos categoria Especial e Livro do Ano), “A Enchente de 41” (2010, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, como melhor livro não-ficção), “Rua da Praia – Um Passeio no Tempo” (2010), “Unidos pela Liberdade!” (2011), “Mercado Público – Palácio do Povo” (2012), “A Dama da Lagoa” (2013), “Aguas do Guaíba” (2015), “O Sargento o Marechal e o Faquir” (2016, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, categoria Especial), 20 Relatos Insólitos de Porto Alegre” (2017, Prêmio Minuano de Literatura), “Fim da Linha – Crime do Bonde” (2018), “O Espião que Aprendeu a Ler (2019) e “1935” pela Editora Libretos.

Em 1986, editou o livro “Legalidade – 25 anos”. Coordenou a edição do livro “Coojornal – um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar” (2011, Prêmio Açorianos, categoria Especial) e “Os Filhos Deste Solo – Olhares Sobre o povo Brasileiro” (2013). Produziu o roteiro do espetáculo “Legalidade – o Musical” (2011), exibido diante do Palácio Piratini, em comemoração aos 50 anos da Campanha da Legalidade.

 
13 novembro, sexta-feira, às 18h

1935, de Rafael Guimaraens

Evento: No ar, um livro noir – o autor apresenta seu romance policial, ambientado no ano da Exposição do Centenário da Revolução Farroupilha.

O repórter Paulo Koetz está envolvido até o pescoço num redemoinho de mistério e paixão, enquanto a cidade se anima com a Exposição. Dyonélio Machado sonha com a revolução; Apparício Cora de Almeida investiga quem matou Waldemar Ripoll e a chanteuse francesa Juliette quer esquecer o passado.

Link do evento: https://www.youtube.com/watch?v=bsyj3_-Sn3s

Link de venda:  1935

O Butiá retoma o projeto Jazz na Beira com show Pedro Tagliani Trio

A fazenda O Butiá retoma neste sábado (14), às 17h30, as apresentações musicais ao pôr do sol com Pedro Tagliani Trio. Os ingressos custam R$ 30,00 e, seguindo os protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo sitewww.obutia.com.

Acompanhado de Luiz Mauro Filho (piano) e Cesar Audi (bateria), o guitarrista do grupo Raiz de Pedra fará uma releitura de diversas fases da carreira de Pat Metheny, um dos nomes mais importantes da guitarra e do jazz contemporâneo, além de apresentar músicas autorais que têm raízes na música brasileira.

Sobre O Butiá
É uma antiga fazenda leiteira circundada por morros e gentilmente aninhada na beira do rio, a menos de uma hora de Porto Alegre. Com duzentos hectares de matas, campos e praias, o Butiá foi concebido para quem quer, literalmente, sair do lugar comum. A localização e como chegar são informadas por e-mail após a reserva.

SERVIÇO
Jazz na Beira com Pedro Tagliani Trio
Quando:
 14 de novembro | Sábado
Hora do show: 17h30
Ingresso: R$ 30 | Crianças até 10 anos não pagam | Consumação mínima: R$ 30
Reservas somente pelo site www.obutia.com
Cão são bem-vindos, desde que em suas guias

Festival de violão da UFRGS terá representantes de nove países em evento virtual

De 17 a 21 de novembro acontece o XII Festival de Violão da UFRGS, coordenado pelo professor Daniel Wolff.

Concertos, cursos, palestras, mesas redondas,comunicações de pesquisa.

Totalmente online e gratuito, com participação de dezenas de artistas do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Estados Unidos, Romênia, Itália e Portugal.

Em parceria com o departamento de violão da Universidade do Arizona (EUA), através do Prof. Thomas Patterson, doutorandos de destaque que venceram inúmeros concursos internacionais oferecerão recitais exclusivos para o evento, que contará com o apoio do Acervo Digital do Violão.

Participação especial da recém-criada Orquestra do Instituto de Artes, com regência do Prof. Carlos Völker-Fecher. Todas as atividades serão transmitidas pelo canal do Festival de Violão da UFRGS no Youtube.

https://www.youtube.com/channel/UCQlfKgzSBUU8vg9LuxYHgeQ

Concertos: Duo Khytar 12.6, Juan Carlos Laguna, Misael Barraza-Diaz, Duo Villa-Lobos, Andrea Roberto, Ana Maria Iordache, Daniel Wolff, Alisson Alípio, Andrés Pantoja, Cleyton Fernandes, Paulo Inda, Marcos Araújo.

Cursos, palestras e mesas redondas: Thomas Patterson, Pedro Rodrigues, Juan Carlos Laguna, Federico Nuñez, Luiz Claudio Ribas, Alisson Alípio, Gilson Antunes, Sidney Molina, Cleyton Fernandes, Thiago Abdalla, Ximena Matamoros, Cristina Tourinho, Humberto Amorim, Flávia Prando, Rafael Iravedra, André Godinho, Misael Barraza-Diaz.

Inscrições:

http://www1.ufrgs.br/extensao/inscricoes/ins_verifica_acao.php?codacao=42514

VAGAS PARA EXECUTANTES NAS MASTERCLASSES: apenas para alunos de música da UFRGS

CERTIFICADOS

Será fornecido certificado de participação a todos os inscritos que obtenham um mínimo de 75% de frequência no evento. Os certificados, com registro no MEC, estarão disponíveis, via sistema de Extensão da UFRGS, aproximadamente 60 dias após o evento.

PROGRAMAÇÃO

Terça-feira, 17 de novembro:

  • 20h – Concerto de abertura: Daniel Wolff (lançamento do disco Beethoven for Guitar, com participação de Olinda Allesandrini, Camilo Simões, Milene Aliverti e Orquestra do Instituto de Artes – reg. Carlos Vôlker-Fecher), Paulo Inda, Marcos Araújo.

Quarta-feira, 18 de novembro:

  • 9h30-12h – Masterclass com Alisson Alípio (UNESPAR)
  • 14-15h30 – Oficina com Misael Barraza-Diaz (México): Técnicas do violão flamenco
  • 16-17h30 – Mesa redonda: Ensino de violão e intercâmbio na América Latina, com Juan Carlos

Laguna (UNAM/México), Ximena Matamoros (Universidade do Chile), Federico Nuñez

(UNA/Argentina) e Daniel Wolff (moderador)

  • 20h – Concerto com Duo Khytar 12.6 (Pedro Rodrigues e Miguel Amaral/Portugal) e Alisson Alípio

Quinta-feira, 19 de novembro:

  • 9h30-12h – Masterclass com Luiz Claudio Ribas (UNESPAR)
  • 14-15h30 – Palestra com Thomas Patterson (Universidade do Arizona/EUA): Preparação para recitais, audições e concursos
  • 16h-17h30 – Mesa redonda: Pesquisa em violão na universidade, com Sidney Molina (FAAM), Gilson Antunes (Unicamp), Cleyton Fernandes (UFCA) e Marcos Araújo (moderador)
  • 20h – Concerto com Ana Maria Iordache (Romênia) e Misael Barraza-Diaz (México)

Sexta-feira, 20 de novembro:

  • 9h30-12h – Masterclass com Pedro Rodrigues (Universidade de Aveiro/Portugal)
  • 14-15h30 – Palestra com Juan Carlos Laguna: leitura à primeira vista ao violão
  • 16h-17h30 – Mesa redonda: Violão em conjuntos (ensino coletivo e música de câmara), com Cristina Tourinho (UFBA), Carla Santos (UFPB), Thiago Abdalla (EMESP) e Paulo Inda (moderador)
  • 20h – Concerto com Andrea Roberto (Itália), Andrés Pantoja (Chile) e Duo Villa-Lobos (Edwin Guevara e Cecilia Palma/Colômbia)

Sábado, 21 de novembro:

  • 9h30-10h15 – Comunicação de pesquisa com Rafael Iravedra (PNPD/UFRGS): A preparação para a performance ao vivo: processos e estratégias de estudo.
  • 10h30-12h – Palestra com Humberto Amorim (UFRJ) e Flávia Prando (CPF-SESC/SP): Publicação e difusão de pesquisas em violão
  • 14h-16h30 – Masterclass com Thomas Patterson (Universidade do Arizona/EUA)
  • 17h30-18h30 – Oficina com André L. Godinho: Produção de conteúdo em vídeo para violonistas
  • 20h – Concerto de encerramento com Cleyton Fernandes (homenagem a Paulo Bellinati, com Thalita Savordelli) e Juan Carlos Laguna

 

Um Henrique VIII humano e justo, descrito por Shakespeare

 

 

A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o 12º volume.

A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 12

HENRIQUE VIII

p/William Shakespeare

 

Tradução interlinear, introdução e notas de

Elvio Funck

Porto Alegre, Editora Movimento, 2017, 232p.

Em coedição com a UDINISC, Santa Cruz do Sul, RS.

Esta edição teve o apoio de Be Fluent, Escola de Idiomas e Intercâmbio, Igrejinha, RS.

Telefone da editora: (51) 3232-0071

“A imagem que temos de Henrique VIII, como o cruel e sanguinário rei que teve seis esposas, duas das quais mandou matar, não faz jus ao Henrique humano e justo que Shakespeare descreve em Henrique VIII. Na verdade, Henrique deve seu desprestígio junto ao mundo ocidental, predominantemente católico no século XVI, ao fato de ter entrado em atrito com a maior potência espiritual da época, o papado, e com o maior poder civil daqueles tempos, a Espanha e o Sacro Império, conflito que terminou com secessão religiosa entre a Inglaterra e Roma.”

Ato I, cena2 – Henrique:

[…] ninguém é mais dotado pela natureza do que Buckingham;

é tanto seu saber, que ele pode esclarecer e instruir grandes

mestres, tendo a si mesmo como única fonte de consulta;

mas, vede bem: quando esses nobres dons da natureza

começam a ser mal usados, depois que a alma se corrompe,

eles se transformam em vícios, dez vezes mais feios

do que uma vez foram bonitos.

“Narrativas pandêmicas”, na visão de 18 artistas brasileiros, com destaque para Zoravia Bettiol

Teve início nessa sexta-feira, dia 06, em Santa Maria, a exposição virtual, “Narrativas Pandêmicas”, com participação de 18 artistas e curadoria da também artista visual, Susane Kochhann. Presença destacada na mostra é da artista Zoravia Bettiol, decana no meio artístico visual gaúcho e brasileiro.

Obras de Zoravia Bettiol/ Divulgação

O texto de divulgação da mostra é esse: 

“Adaptada ao seu tempo, a exposição Narrativas Pandêmicas, com curadoria de Susane Kochhann, expõe o pensamento de 18 artistas brasileiros sobre este momento em que um microrganismo mudou a forma de nos conectarmos ao mundo e aos outros. O próprio modo de fruição já é uma reflexão em si, afinal quem imaginou que um dia seria obrigado a apreciar uma galeria virtual para não pôr a própria vida em risco?

Obra de Altamir Moreira /Divulgação.
Obra de Soraya Girotto/ Divulgação

Os artistas convidados expressam suas inquietações por meio de pequenas séries de obras que podem ser entendidas como relatos de suas inquietações e vivências durante o confinamento. Cada série resulta das reflexões sobre o mundo, sobre a fragilidade da vida, sobre o espaço dentro de quatro paredes que isola cada indivíduo. As manifestações se dão na forma de pintura, arte têxtil, fotografia, grafite, desenho, arte-performática, cerâmica e vídeo-arte.
Cada artista criou seu próprio relato que, por sua vez, estará inserido dentro da narrativa criada por Susane Kochhann.”

Susane Kochhann: artista visual e curadora da mostra/ Divulgação

A exposição coletiva está no formato de galeria virtual, e poderá ser acessada através das redes sociais:
– Instagram: Artista visual#susanekochhann
– Facebook: https://www.facebook.com/susanne.kochhann/
– Site: https://www.susanekochhann.com

Obra de Rebeca Stumm/ Divulgação

No ano de 2021 a exposição acontecerá no formato presencial e em espaços públicos. A itinerância iniciará no mês de abril de 2021 na cidade de Bagé, logo após nas cidades de Gramado, Novo Hamburgo e Santa Maria. Uma segunda edição da exposição “Narrativas Pandêmicas” está sendo planejada para o período de janeiro de 2021 com um novo grupo de artistas brasileiros e estrangeiros.

Obra de M. Flowers/ Divulgação

Artistas participantes da primeira edição da “NARRATIVAS PANDÊMICAS”:

ALTAMIR MOREIRA, DÉBORA IRION, DENISE WICHMANN, JANE ZOFOLI ,KALU DA CUNHA FLORES, LIA BRAGA, LISIANNE GONÇALVES, LUCAS CASELAT, MARILENE NUNES, M. FLOWERS, MATHEUS FLORES, MELINA GUTERRES, POLIN MOREIRA, RAFAEL ITAQUI, REBECA STUMM, SORAYA GIROTTO, VANI FOLETTO, ZORAVIA BETTIOL.

Colaboração: Janio Davila.

SERVIÇO:
O QUE: Exposição “Narrativas Pandêmicas”
QUANDO: Abertura – 06/11/2020 às 20h através das redes sociais:
– Instagram: Artista visual#susanekochhann
– Facebook: https://www.facebook.com/susanne.kochhann/
– Site: https://www.susanekochhann.com

 

Em Rei Lear, de Shakespeare, a oportunidade de cotejo entre dois idiomas

 

A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o 11º volume.

A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 11

REI LEAR

p/William Shakespeare

Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

Porto Alegre, Editora Movimento, 2013, 256p.

Em coedição com a UDINISC, Santa Cruz do Sul, RS.

Telefone da editora: (51) 3232-0071

“Há cerca de uma dezena de traduções de King Lear para o português, algumas mais afeitas ao poético, outras mais preocupadas em transmitir o desenvolvimento da história propriamente dita. Em tese, todas as traduções de um texto clássico publicáveis são bem-vindas, pois, com suas idiossincrasias, cada tradutor de razoável competência dá sua iluminação ao texto. Dentre as traduções de King Lear, a de Elvio Funck se caracteriza por seu aspecto bilíngue-interlinear, que enseja, ao leitor curioso, oportunidade de cotejo entre as duas línguas, e pela presença de notas explicativas de pé de página, que esclarecem aspectos semânticos, gramaticais e históricos.”

Ato III, cena2 – Lear:

Soprai ventos, arrebentai vossas bochechas. Enfurecei-vos, soprai!

Vós, cataratas e trombas d’água, derramai-vos

até que nossas torres afundem e os galos dos cata-ventos se afoguem.

Vós, relâmpagos sulfurosos, rápidos como o pensamento,

mensageiros dos trovões que racham ao meio os carvalhos,

chamuscai minha cabeça branca. E vós, trovões que tudo sacudis,

achatai a volumosa redondeza da terra,

destruí os moldes da natureza, derramai de uma só vez os germens

que criam os ingratos seres humanos.

Ato III, cena 2 – Bobo:

Ó, titio, água benta da corte numa casca seca é melhor do que

esta água da chuva ao relento.

Bom titio, entra; pede a bênção a tuas filhas. Esta é uma daquelas

noites que não têm compaixão nem do sábio, nem dos bobos.

OSPA Live destaca suítes de Nepomuceno e Holst com Orquestra de Câmara

A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) prepara uma apresentação especial, com formação reduzida, pela 27ª edição do OSPA Live. No próximo sábado (31), às 17h, a Orquestra de Câmara da OSPA sobe ao palco com Serenade, de Edward Elgar (1858-1934), St. Paul’s Suite, de Gustav Holst (1874-1934), e Suíte Antiga, do nacionalista Alberto Nepomuceno (1864-1920), que completa 100 anos de morte em outubro. O concerto tem regência e direção artística do maestro Evandro Matté e é transmitido ao vivo, pelo canal do YouTube da Orquestra, diretamente da Casa da OSPA.

Maestro Evandro Matté. Foto Maurício Paz/ Divulgação

Sobre o Repertório

Finalizada em março de 1892, a Serenata de Edward Elgar foi estreada parcialmente num concerto particular para a União Musical de Worcester, da Inglaterra. A obra é disposta em formação para uma orquestra de cordas e teve sua primeira audição completa realizada apenas alguns anos depois.

Elaborada enquanto diretor musical da St. Paul’s Girls’ School, a suíte de Holst foi a primeira obra escrita na instituição de ensino, onde ocupou o cargo por cerca de três décadas. A peça, além de homenagear o local, inspira-se no folclore inglês, cujas referências se observam no nome dos movimentos.

Alberto Nepomuceno, que completa 100 anos de morte em outubro de 2020, revela uma influência intertextual direta no trabalho de Edvard Grieg para a composição de sua suíte. Numa viagem, o compositor brasileiro hospedou-se na casa do nacionalista norueguês, que reforçou o paradigma do idioma como modelo para a construção de seu repertório.

Sobre o O

Foto: Carol Chaves/ Divulgação

SPA Live

Projeto online da OSPA, busca conciliar isolamento social com cultura durante a pandemia do novo coronavírus. Aos sábados, às 17h, músicos da orquestra e/ou convidados realizam apresentações, em grupos reduzidos, diretamente da Sala Sinfônica, na Casa da OSPA. As exibições são transmitidas ao vivo, através do canal do YouTube da Orquestra, sem a presença física do público. Com direção artística de Evandro Matté, os eventos seguem criteriosamente todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

OSPA LIVE

Quando: 31 de outubro de 2020, às 17h

Onde: Ao vivo, pelo canal do YouTube da OSPA

Acesso em bit.ly/ospalive27

Programa:

 

Elgar, Edward (1857-1934)
Serenade for strings in E minor, Op. 20

I. Allegro piacevole

II. Larghetto

III. Allegretto

Holst, Gustav (1874-1934)
St Paul’s Suite in C Major, Op. 29, No. 2

I. Jig: Vivace

II. Ostinato: Presto

III. Intermezzo: Andante con moto

IV. Finale (The Dargason): Allegro

 

Nepomuceno, Alberto (1864-1920)
Suíte Antiga, Op. 11

I. Prelude

II. Menuet

III. Air

IV. Rigaudon

Apresentação:

Orquestra de Câmara da OSPA Evandro Matté (maestro e diretor artístico)

“Metade” volta a cartaz com bailarinos do RS, SC e Inglaterra em apresentação virtual

 

Depois de quatro temporadas presenciais de sucesso, METADES volta a cartaz com novo espetáculo no dia 8 de novembro (domingo), às 20h, em formato virtual, com todos os bailarinos se apresentando direto de suas casas. Com concepção e coreografias de Cris Nunes e direção cênica de Jacqueline Pinzon, desta vez, METADES em ¼ – Um novo olhar em tempos sensíveis contará com 16 performers do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Inglaterra.

“Metades em ¼ propõe a seus performers a ideia da reinvenção de si mesmo, em um novo contexto, agora, não mais com seu grupo reunido em uma sala de espetáculos, mas enquanto criadores solitários, fazendo de suas casas sala de ensaio e cenário do novo espetáculo. Tais operações implicam numa mudança de pensamento, um câmbio do modo de olhar para si enquanto criador e de dirigir o olhar para seu ambiente domiciliar, enxergando-o carregado de significados poéticos a serem trabalhados junto ao espectador”, explica Jacqueline.

Foto: Lê Rambo/ Divulgação

Inspirado no poema de Oswaldo Montenegro, a peça traz à cena pessoas que se acolhem, se respeitam, se produzem, se fazem e refazem ao dançar. A obra reúne diversas linguagens de dança e teatro, embaladas por uma banda que compôs uma trilha especialmente para o espetáculo. METADES fala das muitas partes que formam o nosso ser. Isto inclui as lutas internas e externas do dia a dia, a beleza e a dor de sermos quem somos e como somos.

A apresentação ocorre pelas plataformas Zoom e YouTube. Os ingressos custam entre R$ 20 e R$ 80 e podem ser adquiridos pelo link https://www.sympla.com.br/metades-em-14—um-novo-olhar-em-tempos-sensiveis__1031768. Negros e trans têm acesso gratuito ao espetáculo.

SERVIÇO
METADES EM ¼ – Um novo olhar em tempos sensíveis
Quando:
 8 de novembro | Domingo | 20h
Onde: online e ao vivo pelas prataformas Zoom e YouTube
Ingressos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/metades-em-14—um-novo-olhar-em-tempos-sensiveis__1031768

 

Lei Aldir Blanc: edital de R$ 395 mil premia Povos e Comunidades Tradicionais da capital

 

A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) publicou em edição extra do Diário Oficial (Dopa), desta terça-feira, 27, o edital do processo de premiação denominado Povos e Comunidades Tradicionais de Porto Alegre. O instrumento é destinado à aplicação dos recursos do inciso III da lei federal 14.017 (Lei Aldir Blanc). O objetivo é premiar 50 propostas, totalizando o recurso de R$ 395 mil. As inscrições podem ser feitas até o dia 04 de novembro, (até 16h59), através de ficha de inscrição e formulário on-line, disponíveis neste link http://bit.ly/PovosTradicionaisLeiAldirBlanc.

Podem participar povos e comunidades tradicionais reconhecidos, residentes em Porto Alegre e designados como Pessoas Físicas, tais como comunidades quilombolas, comunidades indígenas, comunidades ribeirinhas, ciganas e terreiros. Serão contempladas até 29 propostas de Povos e Comunidades Tradicionais, com o valor de R$ 10 mil por premiação, e até 21 propostas de Terreiros, como o valor de R$ 5 mil por premiação.

Cronograma

Divulgação dos resultados no Dopa e neste site.

Inscrições: até o dia 04 de novembro de 2020  (às 16h59 no horário de Brasília), através de ficha de inscrição e formulário on-line http://bit.ly/PovosTradicionaisLeiAldirBlanc/

Divulgação das inscrições habilitadas (análise apenas de documentação): 06 de novembro;

Prazo para recursos administrativos: De 09 de novembro à 11 de novembro através do endereço eletrônico  editalpoalab@gmail.com;

Divulgação do resultado dos recursos: 12 de novembro;

Período de seleção de propostas: 13 a 17 de novembro;

Divulgação dos projetos premiados e suplentes: 18 de novembro.

A arte de 60 escultores contemporâneos gaúchos, na 5ª edição Tridimensional

A exposição Tridimensional chega no ano de 2020 em sua 5ª edição, com curadoria de Débora Irion. O projeto Tridimensional V foi contemplado no edital Fac Digital da Secretaria de Estado da Cultura, realizado em parceria com Feevale, sendo o mesmo aprovado para ser apresentado de forma virtual. A ação conta com o apoio da Associação dos Escultores do Estado do Rio Grande do Sul – AEERGS e da Cultura de Gramado.
Obra de Susane Kochhann/ Divulgação
Obra de Rejane Wagner/ Divulgação
Obra de Paulo Corrêa/ Divulgação
Obra de VAANDRADE/ Divulgação
Nessa perspectiva de não interromper a continuidade da Tridimensional realizada anualmente pela AEERGS, a exposição desse ano tem como objetivo estimular o diálogo entre os escultores de todo o Rio Grande do Sul, mostrando a diversidade de nossa produção no cenário contemporâneo.

A 5ª edição da Tridimensional conta com 60 escultores, oriundos de diversas regiões do Rio Grande do Sul. São eles: Adriana Giora, Adriano Mayer, Alceo Luiz De Costa, Alexandre Barcelos, Ana Aita, Ana Andueza, Angelo Gabriel, Antônio Sobral, Arminda Lopes, Bia Macedo, Cláudia Piccinini, Claudia Stern, Eduardo Rick Martins, Elia Weschnfelder, Elisa Troglio, Gilberto Sibemberg, Gisele Sirena,Gotto, Graça Hund, Guto Rubin, Helenara Fão, Iouri Petrov, Iveli Camargo, Joana Kiruá, Larissa Marian Frasca, Leandro Machado, Leo Mathias, Lúcia Reckziegel Nelz, Lúcio Spier, Magna Sperb, Márcia Bianchini, Marcos Strey, Marcos Vaandrade, Mari Sangoi, Marilia Fayh, Marília Klein, Mario Cladera, Mario Thaddeu Neto, Marite, Marta Mincato, Martina Berger, Neca Lahm, One Fão, Paulo Aguinsky, Paulo Borgato Olzewski, Paulo Corrêa, Rejane Wagner, Ricardo Aguiar, Ricardo Blauth, Rita Gil, Rogério Maduré, Rosa Groisman, Sandra Kravetz, Sonia Seibel, Susane Kochhann, Ubiratan Fernandes, Valquiria Navarro, Xaplin,Xisto de Andrade e Yan Ziegler.

Obra de Magna Sperb/ Divulgação
Obra de Leo Mathias/ Divulgação
Obra de Larissa Marian Frasca/ Divulgação
Obra de Gotto/ Divulgação
Segundo a curadora da mostra virtual, Débora Irion,  “é com essa união de saberes coletivos que a impressão digital de cada escultor se desenvolve. A exposição anual Tridimensional permanece viva e com a força necessária para seguir em frente, reunindo todos aqueles artistas que se dispões a participar com sua arte neste movimento coletivo de permanente valorização da cultura no nosso Rio Grande do Sul.”
Obra de Larissa Marian Frasca/ Divulgação.
Obra de Adriana Giora/ Divulgação
Obra de Adriano Mayer/ Divulgação