Especial na TVE marca abertura das comemorações dos 30 anos da Traça Biblió

Gravado na Casa de Cultura Mario Quintana, o especial  A Traça Biblió e o Poeta –Brincando com os versos de Quintana,  homenageia as crianças e marca a abertura das comemorações  dos 30 anos de trajetória no Teatro, da consagrada personagem Traça Biblió, protagonista do livro Uma Graça de Traça, de Carlos Urbim.  A exibição será fita pela TVE neste sábado (24/10),  às 11h30min, com reprise no domingo (25/10), às 16 horas. Será exibido também pelo Facebook  da TVE  e pelo canal YouTube da Casa de Cultura Mario Quintana.

Direção e captação de imagens (Kevin Nicolai), música (José Eduardo Prates-EProdutora), direção de fotografia (Nicollas Colar Medeiros),  produção e assistente de direção (Elisa Gottfriend), produtora (Estúdio Ninho), figurino e maquiagem (Nilton Silveira). A edição do especial é assinada por Daniela Bonamigo com a coordenação de Hilda Haubert.

O especial é uma realização de Dinorah Araújo Produções Culturais/Companhia Te-Atuar, em parceria com a Casa de Cultura Mario Quintana e a TVE, com apoio da FM Cultura.

Foto: Cláudio Etges/ Divulgação

 

O pato ganhou sapato,

Foi logo tirar retrato.

O macaco retratista

Era mesmo um grande artista.

Quintana

Traça Biblió – Histórico

Biblió é uma traça singular que ama os livros e, ao invés de roê-los,  se tornou guardiã da biblioteca infantil de uma  velha escola.

Em cartaz há 30 anos, desde que saltou das páginas do livro “Uma Graça de Traça” dia 13 de outubro de 1990, a personagem incentiva a leitura e a preservação dos livros, de forma alegre e divertida.

Segundo o próprio Carlos Urbim escreveu: “Houve um dia em que a traça saltou do livro e ganhou vida própria. Pela sensibilidade da atriz Dinorah Araújo, tornou-se estrelinha do teatro gaúcho.”

Desde a montagem do livro Uma Graça de Traça na década de 1990,  somando todos os projetos nos quais Dinorah Araújo vem atuando com a personagem:  peça infantil Uma Graça de Traça, Série A Traça Biblió e o Poeta (Brincando com os versos de Quintana -visita guiada na Casa de Cultura Mario Quintana- e o espetáculo infantil Brincando com os versos de Carlos Urbim), e contação de histórias de autores como Simões Lopes Neto (Negrinho do Pastoreio e A MBoitatá), a Traça Biblió contabiliza atualmente 881 apresentações para 106.167 espectadores.

Foto: Cláudio Etges/ Divulgação

Biblió, Teca!

Venham almoçar

Há guisadinho

De papel

Para traçar!

Carlos Urbim

 A Traça Biblió e o Poeta –Brincando com os versos de Quintana

Foi idealizado por Dinorah Araújo, no verão de 2006, após nove meses de estudos da obra de Quintana e ensaios,   com montagem da Companhia te-Atuar estreou no dia 5 de outubro do mesmo ano, com a parceria da Casa de Cultura Mario Quintana, ocasião que   integrou a programação intitulada: Aprendiz de Feiticeiro – 100 Anos de Mario Quintana. De lá para cá, além das apresentações sistemáticas para as escolas , o projeto integrou as  programações especiais em homenagem ao aniversário de nascimento do poeta e da Casa de Cultura. Embora concebido para receber alunos de Escolas do Ensino Fundamental,  o projeto  também recebe  crianças e adolescentes  participantes  de ONGS e outros projetos sociais. Público de todas as idades, incluindo estudantes de escolas de Ensino Médio como os Institutos Federais e do programa Pró-Jovem já participaram.  Por motivos de estudo,  alunos e professores de Arquitetura da UNIOESTE de Santa Catarina e do Curso de Museologia da UFRGS conheceram a Casa de Cultura guiados pela Traça Biblió.

Mais do que uma visita guiada,  o projeto A Traça Biblió e o Poeta –Brincando com os versos de Quintana é uma apresentação teatral com atuação  de Dinorah Araújo, que de forma lúdica, com a  personagem Traça Biblió percorre os mais variados espaços das duas alas da Casa de Cultura, entre eles o quarto do poeta, a Biblioteca Infantojuvenil Lucília Minssen, o Jardim Lutzenberger, o acervo do poeta e o Quintana`s Bar.  O roteiro é assinado pelo escritor e jornalista Carlos Urbim e pela atriz, jornalista e produtora cultural Dinorah Araújo.

Participantes de projetos sociais, oriundos dos quatro cantos do Rio Grande do Sul,  conheceram a Casa de Cultura Mario Quintana por meio do projeto, que contabiliza 138 apresentações para 5.320 espectadores.

O gato é preguiçoso como uma segunda-feira.

Quintana

 

O conteúdo da visita

Com início no Espaço Elis Regina, na Travessa dos Cataventos, o trabalho aborda o universo infantil da obra do poeta, sem deixar de incluir aspectos alusivos à infância contidos nos livros para adultos, além de referências que traduzem o amor de Quintana pela cidade de Porto Alegre, uma das grandes fontes inspiradoras da sua produção literária.

Enquanto vai mostrando detalhes da Casa de Cultura e contando sobre a vida e a obra do poeta às crianças, Biblió vai dizendo poemas e textos de Quintana. A obra e a vida do poeta alegretense são mescladas com a história do Hotel Majestic, fundado em 1923,  e que se tornou a atual Casa de Cultura,  em 1990, um dos centros culturais mais completos da América do sul.

Os poemas e textos escolhidos para compor o roteiro  pela atriz, jornalista e produtora cultural Dinorah Araújo e pelo escritor e jornalista Carlos Urbim (1948-2015), integram as seguintes obras: Pé de Pilão, Lili Inventa o Mundo, Baú de Espantos, Sapo Amarelo,  A Rua dos Cataventos, Canções, Sapato Florido, Espelho Mágico, Caderno H, Apontamentos de Histórias Sobrenatural, Esconderijos do Tempo, A Vaca e o Hipogrifo, O Batalhão das Letras e Sapato Furado.

Nós da FADEM gostaríamos de agradecer e parabenizar pela recepção na nossa visita, adoramos o contato com a Biblió, principalmente os alunos que comentaram muito sobre a personagem. Todos os recantos da Casa de Cultura Mario Quintana irão ficar na nossa memória, como forma de cultuarmos e valorizarmos a nossa cultura, através das lindas palavras, versos e poemas escritos por Mario Quintana.

Juçara Rech Ortiz – Educadora Física – Coordenadora SCFV FADEM – Fundação de Atendimento a Deficientes Múltiplos

Foto: Kevin Nicolai/ Divulgação

“O projeto é uma homenagem à memória e  ao universo poético do Mario Quintana,  com o qual as crianças se identificam  muito. A obra do poeta é contextualizada à Casa de Cultura e também com a cidade de Porto Alegre, a exemplo dos poemas Arquitetura Funcional e O Mapa, além de ser associada com a realidade dos  estudantes que assistem,  e desde a estreia  apresentam gratas surpresas, as quais me ensinam e emocionam,  no sentido da compreensão e identificação, que as crianças têm dos poemas e textos do Quintana”, afirma a atriz.

Na opinião da pedagoga Luana Castro do Couto, a apresentação da visita guiada à Casa de Cultura Mario Quintana com a Traça Biblió tem muito a oferecer às crianças, instigando a imaginação, a curiosidade e a construção de novos conhecimentos. “O  projeto valoriza a leitura e a imaginação, abrindo as portas de um espaço educativo da nossa cultura para a interpretação da obra de Quintana e de outros autores. Esse encontro enriquece a formação de novos leitores e, talvez o mais importante, despertando a imaginação latente, fonte para a descoberta e para a construção do mundo. Após a apresentação da visita guiada, o mundo da criança abre-se para um novo lugar, para o mundo da poesia, da leitura, da imaginação, da valorização do patrimônio histórico, enfim, para um universo onde é possível realizar muitas outras descobertas”, avalia a pedagoga.

Serviço

Especial A Traça Biblió e o Poeta –Brincando com os versos de Quintana

24/10-sáb-11h30min – Reprise-dom-25/10-16h – duração: 30 minutos

Exibição – TVE Canal 7 (TV Aberta) e 507 NET/Claro (Porto Alegre)

http://www.tve.com.br/sintonize-a-tve-em-sua-cidade/ (Interior)

www.facebook.com/tvepublicars

Canal YouTube – Casa de Cultura Mario Quintana

Secretaria Estadual da Cultura divulga resultado da renda emergencial da Lei Aldir Blanc

 

A Secretaria Estadual da Cultura divulgou a lista dos solicitantes deferidos e indeferidos para receber a renda emergencial prevista na Lei 14.017/2020 – Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc. A lista foi publicada nesta quinta-feira (22/10) no site www.cultura.rs.gov.br/rendaemergencial.

Os postulantes ao benefício estabelecido no inciso I do art. 2º, deferidos ou não, serão informados, individualmente, por meio do endereço eletrônico fornecido no preenchimento do cadastro. Na hipótese do solicitante não ter endereço eletrônico cadastrado, a notificação será efetuada por contato telefônico.

As solicitações deferidas terão a renda emergencial depositada na conta bancária informada no cadastro, nos casos em que ela tiver a mesma titularidade. Se não houver conta cadastrada, o beneficiário deverá informar seus dados bancários pelo e-mail rendaemergencial@sedac.rs.gov.br.

Quem teve a solicitação indeferida pode apresentar recurso à Comissão de Recursos da Lei Aldir Blanc, no prazo de cinco dias úteis da ciência do indeferimento, pelo canal informado no e-mail de notificação.

O canal de controle social (denuncia-leialdirblanc@sedac.rs.gov.br) permanecerá disponível para denúncias pelo período de 90 dias após a publicação da lista de contemplados.

Renda emergencial

O cadastro da Lei de Emergência Cultural do RS ficou disponível aos interessados, no site da Sedac, de 12 de agosto a 15 de setembro. A renda emergencial destina-se a trabalhadores e trabalhadoras da cultura que comprovem atuação na área nos últimos 24 meses e não tenham emprego formal. Outra exigência é não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial e nem estar recebendo seguro-desemprego ou qualquer renda de programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família.

Também é preciso comprovar renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos, o que for maior. Para ter direito ao benefício, a pessoa não pode ter recebido, no ano de 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 e nem ser beneficiário do auxílio emergencial pago pelo governo federal.

A melancólica história do Rei João, que mereceu a atenção de William Shakespeare

 

A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o oitavo volume.

A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 8

REI JOÃO

p/William Shakespeare

Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

Porto Alegre, Editora Movimento, 2019, 184p.

Editado com o apôio de Café da Serra, Canela, RS.

“A melancólica história do Rei João, sétimo descendente de Guilherme o Conquistador, foi dramatizada por Shakespeare em King John, primeiro rei Plantageneta que mereceu atenção do Bardo. Depois de King John, Shakespeare ainda levaria ao palco 10 peças históricas baseadas em seis reis Plantagenetas e um rei Tudor. O Rei João, visto como o pior rei dentre os 40 soberanos que têm reinado na Inglaterra desde o Conquistador (1066) até Elisabeth II (1954), é lembrado como o rei que assinou a Magna Carta, documento considerado como sendo a certidão de nascimento da democracia na Inglaterra. Mas a concretização da democracia ainda levaria cinco séculos, pois o bebê que a Magna Carta documentava só se tornaria adulto em 1714, por ocasião da ascensão ao trono inglês do rei alemão Jorge I. As enormes dificuldades para que a democracia (supostamente poder do povo pelo povo) se concretizasse, parecem justificar a afirmativa de Thomas More, segundo o qual os governos são, na verdade, uma conspiração de homens que procuram seu conforto disfarçados sob o manto e em nome da democracia.”

Ato IV, Cena 2 – Rei João:

Não há nada de sólido fundado em sangue,

Nem vida segura baseada na morte de outra pessoa.

SMC lança edital de 2,3 milhões para premiações do inciso III da Lei Aldir Blanc

A prefeitura de Porto Alegre publicou, através da  Secretaria Municipal da Cultura (SMC),  em edição extra do Diário Oficial (DOPA) na segunda-feira, 19, o edital do processo seletivo de premiação denominado LAB POA. O instrumento é destinado a aplicação dos recursos do inciso III da lei federal 14.017 (Lei Aldir Blanc). O processo tem objetivo premiar 655 propostas, totalizando o recurso de R$2.356.200,00. As inscrições podem ser feitas de 20 a 30 de outubro (até às 16h59) através de ficha de inscrição e formulário on-line  disponível no link http://bit.ly/PoaLAB2020.

Podem participar neste processo artistas, coletivos, grupos, entidades artístico-culturais, técnicos, agentes culturais, produtores, e trabalhadores da cadeia econômica da cultura, residentes em Porto Alegre e designados como pessoas físicas (PF) ou jurídicas (PJ).  São contemplados neste concurso propostas de teatro, circo, dança, artes visuais, audiovisual, livro e literatura, música, memória e patrimônio, carnaval, folclore e tradição, artesanato, museus e arquivos, pontos de cultura, hip-hop, capoeira e blocos de rua.

Live – A SMC irá realizar, nesta quinta-feira, 22, live para explicar o regulamento e responder dúvidas de interessados. A transmissão inicia às 14h, na conta do Atelier Livre do YouTube através do link http://bit.ly/AtelierLivreUtube.

 
Cronograma

A divulgação  será realizada no DOPA e no portal da Prefeitura no site https://prefeitura.poa.br.

– Inscrições: de 20 de outubro a 30 de outubro de 2020  às 16h59 (dezesseis horas e cinquenta e nove minutos), horário de Brasília do dia, através de ficha de inscrição e formulário on-line;

– Divulgação das inscrições habilitadas (análise apenas de documentação): 4 de novembro;

-Prazo para recursos administrativos: De 5 a 6 de novembro, através do e-mail editalpoalab@gmail.com

– Divulgação do resultado dos recursos: 9 de novembro;

– Período de seleção de projetos: 10 a 12 de novembro;

– Divulgação dos projetos premiados e suplentes:13 de novembro.

 
O edital pode ser conferido na íntegra no link:
https://drive.google.com/drive/folders/1P00E4G6Lgqo63YUt45sDGrn-rWL1cLpr?usp=sharing

OSPA Live destaca Guerra-Peixe, Vivaldi e Boccherini com trio e Camerata da Escola

A melodia de um dos principais nomes da música de concerto nacional e de três consagrados compositores da música italiana é destaque na 25ª edição do OSPA Live. No próximo sábado (17), às 17h, um trio de músicos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), composto por Geovane Marquetti (violino), Murilo Alves (violoncelo) e André Carrara (piano), executa Trio para violino, violoncelo e piano, do carioca César Guerra-Peixe (1914-1993).

Em edição alusiva ao Dia do Professor, promovida junto à Secretaria da Educação do RS, o OSPA Live contempla também a apresentação de estudantes do Conservatório Pablo Komlós. Com regência de Arthur Barbosa, a Camerata da OSPA Jovem sobe ao palco pela primeira vez desde o início da pandemia e interpreta Adagio em sol menor, de Tomaso Albinoni (1671-1751), Concerto para quatro violinos e cordas nº 10, de Antonio Vivaldi (1678-1741), e Concerto para violoncelo em sol maior, de Luigi Boccherini (1743-1805). Os solos são de Dhouglas Umabel (violino), Gustavo Ferraz (violino), Marina Zimmermann (violino/solo), Daniela Luz (violino) e Diego Shuck Biasibetti (violoncelo), que também atua como cravista. O espetáculo é transmitido ao vivo, pelo canal do YouTube da Orquestra, diretamente da Casa da OSPA. A direção artística é do maestro Evandro Matté.

Maurício Paz/ Divulgação

Sobre o Repertório

Trio para violino, violoncelo e piano, de Guerra-Peixe, se destaca pelo caráter de câmara tradicional. A obra foi elaborada em 1960 para o programa Música e Músicos do Brasil, da Rádio Mec, e ganhou a segunda colocação no concurso, que revelou grandes nomes da música nacional. Consagrada composição de Albinoni, Adagio em sol menor é um dos principais arquétipos da música barroca, sendo aclamada no repertório de concerto e na cultura popular – especialmente no audiovisual, em que serviu de fundo para o filme Gallipoli.

Com diversas remodelações, a peça teve intervenção direta do biógrafo do compositor, Remo Giazotto. Concerto para quatro violinos e cordas nº 10, de Vivaldi, insere-se na coletânea de 12 concertos de Vivaldi, L’ estro armonico, que elevou exponencialmente a reputação do compositor. Concerto para violoncelo em sol maior, de Boccherini, revela o instrumento pelo qual o músico tornou-se célebre. Com vasto repertório camerístico, o compositor escreveu 12 concertos somente nessa disposição.

OSPA/ Divulgação

Sobre o OSPA Live

Projeto online da OSPA, busca conciliar isolamento social com cultura durante a pandemia do novo coronavírus. Aos sábados, às 17h, músicos da orquestra e convidados realizam recitais, em grupos de câmara, diretamente da Sala Sinfônica, na Casa da OSPA. As exibições são transmitidas ao vivo, através do canal do YouTube da Orquestra, sem a presença física do público. Com direção artística de Evandro Matté, os eventos seguem criteriosamente todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

SERVIÇO

OSPA LIVE

Quando: 17 de outubro de 2020, às 17h

Onde: Ao vivo, pelo canal do YouTube da OSPA

Acesso em bit.ly/ospalive25

Programa:

César Guerra-Peixe (1914-1993)

Trio para violino, violoncelo e piano

I. Allegro Moderato

II. Andante

III. Vivace

Apresentação:

Geovane Marquetti (violino)

Murilo Alves (violoncelo)

André Carrara (piano)

&

Tomaso Albinoni (1671-1751)

Adagio em sol menor

Antonio Vivaldi (1678-1741)

Concerto para quatro violinos e cordas nº 10
I. Allegro
II. Largo
III. Allegro

Luigi Boccherini (1743-1805)

Concerto para violoncelo em sol maior
I. Allegro
II. Largo
III. Allegro

Camerata da OSPA Jovem

Arthur Barbosa (regente)

Diego Shuck Biasibetti (cravo e violoncelo/solo)

Dhouglas Umabel (violino/solo)

Gustavo Ferraz (violino/solo)

 Marina Zimmermann (violino/solo)

 Daniela Luz (violino/solo)

Evandro Matté (Direção Artística)

 

“Gaúchos e símbolos”, em 48 obras de Armando Gonzalez, na Galeria Bublitz

 

A Bublitz Galeria de Arte ganhou nova forma este ano e se transformou na primeira galeria virtual de arte do País. Também o arquiteto, pintor e desenhista Armando Gonzalez, 79 anos, sendo 62 dedicados à arte, descobriu uma nova expressão em sua obra no período. No dia 17 de outubro, essas duas reinvenções se encontram na exposição “Gaúchos e Símbolos”, que poderá ser conferida até 17 de novembro no link virtual.galeriabublitz.com.br e, presencialmente, no espaço localizado na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, no Bairro Rio Branco, em Porto Alegre.

 

Galeria Bublitz/ Divulgação

A mostra apresenta 48 obras, a maioria produzida durante pandemia, além de criações clássicas do artista que expressam o homem do campo, o cavalo, as paisagens do Pampa. Em seus novos trabalhos, Gonzalez debruçou-se sobre os signos e signos com valores pictográficos, surgidos na Mesopotâmia em 3.200 a.C. “Essa escritura pictográfica baseada em desenhos de diferentes objetos e figuras, foi criando um sistema de signos estilizados denominados cuneiformes”, explica o artista. “Não obstante, minha pintura caminha agora por dois caminhos de forma simultânea, aquele que percorre uma jornada às nossas raízes mais profundas, e aquele de uma construção rigorosa, que incorpora um universo de símbolos e signos, antigos e contemporâneos, em permanente diálogo”, revela. A exposição também apresenta quatro obras digitais criadas a partir dos trabalhos do pintor.

 

O artista visual Armando Gonzalez.
Foto Crédito: Karine Viana/ Divulgação

Armando Gonzalez nasceu em Montevideo, no Uruguai. Estudou desenho e pintura na Escuela Nacional de Bellas Artes e graduou-se em Arquitetura na Facultad de Arquitectura de La República Oriental de Uruguay. Emigrou para o Brasil em 1972, radicando-se em Porto Alegre, onde reside desde então. Já expôs em diversos museus e galerias de arte do Brasil, da Argentina e do Uruguai. Seu trabalho é conhecido por pinturas e desenhos que trazem fortes elementos da natureza, garimpados no campo, que revelam suas raízes no Uruguai e no Sul do Brasil. O Pampa, as marcas da fronteira e o gaúcho são retratados em suas criações, que agora ganham a companhia das imagens pictóricas desenvolvidas ao longo de 2020 e lançadas nesta mostra. Em 2018, Gonzalez celebrou 60 anos de pintura com exposição individual na Bublitz Galeria de Arte, com a apresentação 20 obras do artista em acrílica sobre tela.

A exposição “Gaúchos e Símbolos” é a terceira da Bublitz Galeria Virtual de Arte, inaugurada em julho, com obras do artista gaúcho Marcelo Hübner, que também já recebeu as obras do mestre do abstracionismo oriental Kenji Fukuda. A galeria á a primeira do País a permitir uma experiência on-line imersiva, em que é possível passear pelos ambientes da exposição e ver detalhes e as informações de cada obra. Entre as próximas exposições confirmadas para o espaço virtual e presencial estão as com os artistas consagrados Vitorio Gheno e Inos Corradin.

Exposição “Gaúchos e Símbolos”

Período: 17 de outubro a 17 de novembro

Bublitz Galeria Virtual de Arte: virtual.galeriabublitz.com.br

Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143 – Porto Alegre – RS
De segunda a sexta, das 10h às 18h

Aos sábados, das 10h às 13h

Cimbelino: forças opostas, do bem e do mal, em drama de Shakespeare

 

 

 

A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o sexto volume.

A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 6

CIMBELINO

p/William Shakespeare

Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

Porto Alegre, Editora Movimento, 2020, 224p.

Editado com o apoio da Família Paulus Funck

“Embora o Rei Cimbelino dê o título a esta peça de Shakespeare, nela predominam as forças opostas representadas por Imógine e Póstumo, o Bem, e pela rainha e seu filho, Cloteu, o Mal. Como nas peças medievais, chamadas Moralities, nas quais o Bem sempre derrota o Mal, Imógine e Póstumo são também vencedores, mas não sem antes sentirem o doloroso aguilhão das forças do Mal. Atormentado pelo pensamento que a todos nós perturba, ou seja, por que os deuses onipotentes, bondosos e misericordiosos permitem que o Mal atue com tanta força no mundo, Póstumo exige que o deus Júpiter lhe dê uma resposta satisfatória. A resposta do deus pagão tem ressaibos de cristianismo e, embora pouco satisfatória, Póstumo – e nós – a ela nos conformamos. O próprio Shakespeare, no Soneto 66, revela a angústia de Póstumo, a ponto de, decepcionado com a corrupção que o rodeia, desejar a morte.”

 

Ato V, Cena 5 – Cimbelino:        […] Nunca realmente guerra nenhuma acabou, se as mãos ensanguentadas a água da paz não lavou.

 

“Múltiplos olhares” em exposição virtual de 11 fotógrafos

Com à proposta de celebrar a diversidade da fotografia em tempos de Covid 19, a 4ª edição do Projeto Múltiplos Olhares transborda para além dos limites usuais de uma mostra meramente virtual e se transforma em Galeria Múltiplos Olhares, com obras em grandes dimensões de 11 fotógrafos gaúchos. O projeto de arquitetura é do curador da mostra, Fábio André Rheinheimer, que também assina o mobiliário – o tapete e o banco foram especialmente concebidos para esta mostra virtual. O lançamento simultâneo ocorrerá no evento do facebook: Galeria Múltiplos Olhares, e em fabriloffice.wordpress.com, dia 12 de outubro às 11h.

Foto: Douglas Fischer/ Divulgação
Foto: Andréa Barros/ Divulgação
Foto; Aníbal Elias Carneiro/ Divulgação

O Projeto Múltiplos Olhares se consolida fiel ao objetivo de estabelecer o diálogo entre visões distintas na área da fotografia, e se transforma em GaleriaMúltiplos Olhares, com lançamento dia 12 de outubro, às 11h. Para esta mostra foram selecionadas as visões destes tempos de Pandemia, formas distintas de expressão de 11 fotógrafos especialmente convidados.

Porém, diante da amplitude deste tema na contemporaneidade, esta mostra se desenvolve sem jamais se pretender absoluta [tampouco definitiva] ao que se propõe. Para esta exposição virtual, que será disponibilizada simultaneamente no evento homônimo no facebook: Galeria Múltiplos Olhares e fabriloffice.wordpress.com,foram selecionadas obras dos seguintes fotógrafos: Helena Stainer; Flávia Ferme; Fábio Petry, Leandro Facchini; Fernanda Carvalho Garcia, Andréa Barros; Aníbal Elias Carneiro; Victor Ghiorzi; Douglas Fischer; Laércio de Menezes; Sílvia Dornelles.

Foto: Fernanda Garcia, como uma onda no mar/ Divulgação
Foto: Flávia Ferme/ Divulgação
Foto: Laércio de Menezes/ Divulgação
Foto: Fábio Petry/ Divulgação

“Na concepção deste projeto de arquitetura foi considerado a facilidade de acesso às obras, as quais solicitei aos fotógrafos em grandes dimensões, 1,33×2,00m. A minha proposta foi interferir o menos possível na visualização das fotografias. Já o projeto do banco se desenvolve enquanto sólido de revolução, a partir da figura geométrica trapézio e tem o tapete como complemento acentuando a proposta formal. A concepção e disposição do mobiliário visa estabelecer um diálogo elegante com as obras da exposição.” – observa Fábio André Rheinheimer.

Foto; Victor Ghiorzi/ Divulgação

 “Sob orientação de um mesmo conceito: o exercício da fotografia enquanto instrumento a serviço de [possíveis] narrativas, as fotografias selecionadas para esta mostra formam um conjunto multifacetado [a revelar pontualmente o universo particular de cada um dos 11 fotógrafos convidados]; as quais, segundo novas vinculações neste contexto, propõem outras apropriações simbólicas, portanto viabilizam novas releituras de domínio exclusivo do espectador”, escreve Fábio André Rheinheimer.

Foto: Leandro Facchini/ Divulgação
Foto; Sílvia Dornelles/ Divulgação
Serviço: 
GaleriaMúltiplos Olhares – exposição virtual com obras de 11 fotógrafos gaúchos, e projeto arquitetônico e de mobiliário do curador da mostra.
Fotógrafos participantes: Helena Stainer;Flávia Ferme;Fábio Petry, Leandro Facchini; Fernanda Carvalho Garcia, Andréa Barros; Aníbal Elias Carneiro; Victor Ghiorzi; Douglas Fischer; Laércio de Menezes; Sílvia Dornelles.
Lançamento: 12 de outubro às 11h
Onde: lançamento simultâneo no evento do facebook: Galeria Múltiplos Olhares, e fabriloffice.wordpress.com
Período do evento: de 12 a 26 de outubro de 2020.

Wander Wildner Power Trio no ShowLivrePlay, lançando o disco gravado ao vivo no Opinião

A carreira de Wander Wildner tem dessas coisas. Pouco antes do início da pandemia, sem saber de nada sobre COVID ainda, Wander chamou Georgia Branco e Pitchu Ferraz, duas parceiraças de carteirinha, pra gravar um show ao vivo e, quem sabe, no futuro próximo virar disco. No dia 12 de março esse encontro aconteceu e foi memorável.

Wander Wildner. Foto Fernanda Chemale/ Divulgação

A ideia era pegar a estrada logo a seguir, mas poucos dias depois se iniciava esta que é a maior crise sanitária em séculos, obrigando populações inteiras a se adaptarem e deixando os artistas à mercê do mundo digital e sem previsão de retorno. Mas nem essa dificuldade toda tirou Wander da parada. Pelo contrário. Acostumado a fazer limonada de limão, o artista vai mostrar com as gurias este show, que marca o lançamento do disco, dia 15 de outubro, às 20h e todos poderão assistir onde quer que estejam. Pra isso é só se conectar na rede e acessar o canal ShowLivrePlay.

Pitchu Ferraz (bateria e backing vocal). Foto: Fernanda Chemale/ Divulgação
Georgia Branco (baixo e backing vocal). Foto Fernanda Chemale/ Divulgação

Wander Wildner Power Trio Ao Vivo

Dia 15 de outubro, às 20h no canal ShowLivrePlay

Os ingressos já estão a venda no site www.showlivreplay.com ou direto no link https://bit.ly/2Gqt1DX

Valores:

R$ 10,00 – PROMOCIONAL (50 unidades) Ingresso show online

R$ 20,00 – Ingresso show online + 15% Desconto dos produtos Wander Wildner no site www.produtooficial.com.br

R$ 30,00 – Ingresso show online + 15% Desconto dos produtos Wander Wildner no site www.produtooficial.com.br + Download de 2 EP’s (Qu4tro Qu4rtos de Qu4rentena Qu4ntica e 3XWW)

 

“Os dois nobres parentes” um conto de Chaucer, teatralizado por Shakespeare

 

A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 5

OS DOIS NOBRES PARENTES

p/William Shakespeare

& John Fletcher

Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

Porto Alegre, Editora Movimento, 2016, 248p.

Em coedição com EDUNISC, Santa Cruz do Sul, RS.

“Palamon e Arcite, personagens centrais desta obra, querem sair da Tebas corrupta, onde o vício é virtude e a virtude, vício. Como eles dizem, o leite da vaca tem o gosto do pasto que a alimenta, ou seja, como não ficar corrupto em meio a tanta corrupção?”

Tendo o argumento dessa peça sido retirado de um conto de Chaucer (de certo modo o codificador da língua inglesa), no Prólogo, o Coro diz assim:

É Chaucer, por todos admirado, o pai desta história;

nela, por toda a eternidade ele vive.

Se não fizermos jus à nobreza da obra de Chaucer

e o primeiro som que esta criança ouvir for um apupo,

como haverão de se agitar os ossos daquele bom poeta

e como ele haverá de chorar debaixo da terra: Ó, longe

de mim esta palha sem gosto de um escritor tão ruim,

que destrói minha reputação de poeta e faz menos caso de minhas

obras do que das histórias de Robin Hood. Este é nosso medo.