Autor: da Redação

  • Um Henrique VIII humano e justo, descrito por Shakespeare

    Um Henrique VIII humano e justo, descrito por Shakespeare

     

     

    A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o 12º volume.

    A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 12

    HENRIQUE VIII

    p/William Shakespeare

     

    Tradução interlinear, introdução e notas de

    Elvio Funck

    Porto Alegre, Editora Movimento, 2017, 232p.

    Em coedição com a UDINISC, Santa Cruz do Sul, RS.

    Esta edição teve o apoio de Be Fluent, Escola de Idiomas e Intercâmbio, Igrejinha, RS.

    Telefone da editora: (51) 3232-0071

    “A imagem que temos de Henrique VIII, como o cruel e sanguinário rei que teve seis esposas, duas das quais mandou matar, não faz jus ao Henrique humano e justo que Shakespeare descreve em Henrique VIII. Na verdade, Henrique deve seu desprestígio junto ao mundo ocidental, predominantemente católico no século XVI, ao fato de ter entrado em atrito com a maior potência espiritual da época, o papado, e com o maior poder civil daqueles tempos, a Espanha e o Sacro Império, conflito que terminou com secessão religiosa entre a Inglaterra e Roma.”

    Ato I, cena2 – Henrique:

    […] ninguém é mais dotado pela natureza do que Buckingham;

    é tanto seu saber, que ele pode esclarecer e instruir grandes

    mestres, tendo a si mesmo como única fonte de consulta;

    mas, vede bem: quando esses nobres dons da natureza

    começam a ser mal usados, depois que a alma se corrompe,

    eles se transformam em vícios, dez vezes mais feios

    do que uma vez foram bonitos.

  • “Narrativas pandêmicas”, na visão de 18 artistas brasileiros, com destaque para Zoravia Bettiol

    “Narrativas pandêmicas”, na visão de 18 artistas brasileiros, com destaque para Zoravia Bettiol

    Teve início nessa sexta-feira, dia 06, em Santa Maria, a exposição virtual, “Narrativas Pandêmicas”, com participação de 18 artistas e curadoria da também artista visual, Susane Kochhann. Presença destacada na mostra é da artista Zoravia Bettiol, decana no meio artístico visual gaúcho e brasileiro.

    Obras de Zoravia Bettiol/ Divulgação

    O texto de divulgação da mostra é esse: 

    “Adaptada ao seu tempo, a exposição Narrativas Pandêmicas, com curadoria de Susane Kochhann, expõe o pensamento de 18 artistas brasileiros sobre este momento em que um microrganismo mudou a forma de nos conectarmos ao mundo e aos outros. O próprio modo de fruição já é uma reflexão em si, afinal quem imaginou que um dia seria obrigado a apreciar uma galeria virtual para não pôr a própria vida em risco?

    Obra de Altamir Moreira /Divulgação.
    Obra de Soraya Girotto/ Divulgação

    Os artistas convidados expressam suas inquietações por meio de pequenas séries de obras que podem ser entendidas como relatos de suas inquietações e vivências durante o confinamento. Cada série resulta das reflexões sobre o mundo, sobre a fragilidade da vida, sobre o espaço dentro de quatro paredes que isola cada indivíduo. As manifestações se dão na forma de pintura, arte têxtil, fotografia, grafite, desenho, arte-performática, cerâmica e vídeo-arte.
    Cada artista criou seu próprio relato que, por sua vez, estará inserido dentro da narrativa criada por Susane Kochhann.”

    Susane Kochhann: artista visual e curadora da mostra/ Divulgação

    A exposição coletiva está no formato de galeria virtual, e poderá ser acessada através das redes sociais:
    – Instagram: Artista visual#susanekochhann
    – Facebook: https://www.facebook.com/susanne.kochhann/
    – Site: https://www.susanekochhann.com

    Obra de Rebeca Stumm/ Divulgação

    No ano de 2021 a exposição acontecerá no formato presencial e em espaços públicos. A itinerância iniciará no mês de abril de 2021 na cidade de Bagé, logo após nas cidades de Gramado, Novo Hamburgo e Santa Maria. Uma segunda edição da exposição “Narrativas Pandêmicas” está sendo planejada para o período de janeiro de 2021 com um novo grupo de artistas brasileiros e estrangeiros.

    Obra de M. Flowers/ Divulgação

    Artistas participantes da primeira edição da “NARRATIVAS PANDÊMICAS”:

    ALTAMIR MOREIRA, DÉBORA IRION, DENISE WICHMANN, JANE ZOFOLI ,KALU DA CUNHA FLORES, LIA BRAGA, LISIANNE GONÇALVES, LUCAS CASELAT, MARILENE NUNES, M. FLOWERS, MATHEUS FLORES, MELINA GUTERRES, POLIN MOREIRA, RAFAEL ITAQUI, REBECA STUMM, SORAYA GIROTTO, VANI FOLETTO, ZORAVIA BETTIOL.

    Colaboração: Janio Davila.

    SERVIÇO:
    O QUE: Exposição “Narrativas Pandêmicas”
    QUANDO: Abertura – 06/11/2020 às 20h através das redes sociais:
    – Instagram: Artista visual#susanekochhann
    – Facebook: https://www.facebook.com/susanne.kochhann/
    – Site: https://www.susanekochhann.com

     

  • Em Rei Lear, de Shakespeare, a oportunidade de cotejo entre dois idiomas

    Em Rei Lear, de Shakespeare, a oportunidade de cotejo entre dois idiomas

     

    A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o 11º volume.

    A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 11

    REI LEAR

    p/William Shakespeare

    Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

    Porto Alegre, Editora Movimento, 2013, 256p.

    Em coedição com a UDINISC, Santa Cruz do Sul, RS.

    Telefone da editora: (51) 3232-0071

    “Há cerca de uma dezena de traduções de King Lear para o português, algumas mais afeitas ao poético, outras mais preocupadas em transmitir o desenvolvimento da história propriamente dita. Em tese, todas as traduções de um texto clássico publicáveis são bem-vindas, pois, com suas idiossincrasias, cada tradutor de razoável competência dá sua iluminação ao texto. Dentre as traduções de King Lear, a de Elvio Funck se caracteriza por seu aspecto bilíngue-interlinear, que enseja, ao leitor curioso, oportunidade de cotejo entre as duas línguas, e pela presença de notas explicativas de pé de página, que esclarecem aspectos semânticos, gramaticais e históricos.”

    Ato III, cena2 – Lear:

    Soprai ventos, arrebentai vossas bochechas. Enfurecei-vos, soprai!

    Vós, cataratas e trombas d’água, derramai-vos

    até que nossas torres afundem e os galos dos cata-ventos se afoguem.

    Vós, relâmpagos sulfurosos, rápidos como o pensamento,

    mensageiros dos trovões que racham ao meio os carvalhos,

    chamuscai minha cabeça branca. E vós, trovões que tudo sacudis,

    achatai a volumosa redondeza da terra,

    destruí os moldes da natureza, derramai de uma só vez os germens

    que criam os ingratos seres humanos.

    Ato III, cena 2 – Bobo:

    Ó, titio, água benta da corte numa casca seca é melhor do que

    esta água da chuva ao relento.

    Bom titio, entra; pede a bênção a tuas filhas. Esta é uma daquelas

    noites que não têm compaixão nem do sábio, nem dos bobos.

  • OSPA Live destaca suítes de Nepomuceno e Holst com Orquestra de Câmara

    OSPA Live destaca suítes de Nepomuceno e Holst com Orquestra de Câmara

    A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) prepara uma apresentação especial, com formação reduzida, pela 27ª edição do OSPA Live. No próximo sábado (31), às 17h, a Orquestra de Câmara da OSPA sobe ao palco com Serenade, de Edward Elgar (1858-1934), St. Paul’s Suite, de Gustav Holst (1874-1934), e Suíte Antiga, do nacionalista Alberto Nepomuceno (1864-1920), que completa 100 anos de morte em outubro. O concerto tem regência e direção artística do maestro Evandro Matté e é transmitido ao vivo, pelo canal do YouTube da Orquestra, diretamente da Casa da OSPA.

    Maestro Evandro Matté. Foto Maurício Paz/ Divulgação

    Sobre o Repertório

    Finalizada em março de 1892, a Serenata de Edward Elgar foi estreada parcialmente num concerto particular para a União Musical de Worcester, da Inglaterra. A obra é disposta em formação para uma orquestra de cordas e teve sua primeira audição completa realizada apenas alguns anos depois.

    Elaborada enquanto diretor musical da St. Paul’s Girls’ School, a suíte de Holst foi a primeira obra escrita na instituição de ensino, onde ocupou o cargo por cerca de três décadas. A peça, além de homenagear o local, inspira-se no folclore inglês, cujas referências se observam no nome dos movimentos.

    Alberto Nepomuceno, que completa 100 anos de morte em outubro de 2020, revela uma influência intertextual direta no trabalho de Edvard Grieg para a composição de sua suíte. Numa viagem, o compositor brasileiro hospedou-se na casa do nacionalista norueguês, que reforçou o paradigma do idioma como modelo para a construção de seu repertório.

    Sobre o O

    Foto: Carol Chaves/ Divulgação

    SPA Live

    Projeto online da OSPA, busca conciliar isolamento social com cultura durante a pandemia do novo coronavírus. Aos sábados, às 17h, músicos da orquestra e/ou convidados realizam apresentações, em grupos reduzidos, diretamente da Sala Sinfônica, na Casa da OSPA. As exibições são transmitidas ao vivo, através do canal do YouTube da Orquestra, sem a presença física do público. Com direção artística de Evandro Matté, os eventos seguem criteriosamente todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

    OSPA LIVE

    Quando: 31 de outubro de 2020, às 17h

    Onde: Ao vivo, pelo canal do YouTube da OSPA

    Acesso em bit.ly/ospalive27

    Programa:

     

    Elgar, Edward (1857-1934)
    Serenade for strings in E minor, Op. 20

    I. Allegro piacevole

    II. Larghetto

    III. Allegretto

    Holst, Gustav (1874-1934)
    St Paul’s Suite in C Major, Op. 29, No. 2

    I. Jig: Vivace

    II. Ostinato: Presto

    III. Intermezzo: Andante con moto

    IV. Finale (The Dargason): Allegro

     

    Nepomuceno, Alberto (1864-1920)
    Suíte Antiga, Op. 11

    I. Prelude

    II. Menuet

    III. Air

    IV. Rigaudon

    Apresentação:

    Orquestra de Câmara da OSPA Evandro Matté (maestro e diretor artístico)

  • “Metade” volta a cartaz com bailarinos do RS, SC e Inglaterra em apresentação virtual

    “Metade” volta a cartaz com bailarinos do RS, SC e Inglaterra em apresentação virtual

     

    Depois de quatro temporadas presenciais de sucesso, METADES volta a cartaz com novo espetáculo no dia 8 de novembro (domingo), às 20h, em formato virtual, com todos os bailarinos se apresentando direto de suas casas. Com concepção e coreografias de Cris Nunes e direção cênica de Jacqueline Pinzon, desta vez, METADES em ¼ – Um novo olhar em tempos sensíveis contará com 16 performers do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Inglaterra.

    “Metades em ¼ propõe a seus performers a ideia da reinvenção de si mesmo, em um novo contexto, agora, não mais com seu grupo reunido em uma sala de espetáculos, mas enquanto criadores solitários, fazendo de suas casas sala de ensaio e cenário do novo espetáculo. Tais operações implicam numa mudança de pensamento, um câmbio do modo de olhar para si enquanto criador e de dirigir o olhar para seu ambiente domiciliar, enxergando-o carregado de significados poéticos a serem trabalhados junto ao espectador”, explica Jacqueline.

    Foto: Lê Rambo/ Divulgação

    Inspirado no poema de Oswaldo Montenegro, a peça traz à cena pessoas que se acolhem, se respeitam, se produzem, se fazem e refazem ao dançar. A obra reúne diversas linguagens de dança e teatro, embaladas por uma banda que compôs uma trilha especialmente para o espetáculo. METADES fala das muitas partes que formam o nosso ser. Isto inclui as lutas internas e externas do dia a dia, a beleza e a dor de sermos quem somos e como somos.

    A apresentação ocorre pelas plataformas Zoom e YouTube. Os ingressos custam entre R$ 20 e R$ 80 e podem ser adquiridos pelo link https://www.sympla.com.br/metades-em-14—um-novo-olhar-em-tempos-sensiveis__1031768. Negros e trans têm acesso gratuito ao espetáculo.

    SERVIÇO
    METADES EM ¼ – Um novo olhar em tempos sensíveis
    Quando:
     8 de novembro | Domingo | 20h
    Onde: online e ao vivo pelas prataformas Zoom e YouTube
    Ingressos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/metades-em-14—um-novo-olhar-em-tempos-sensiveis__1031768

     

  • Lei Aldir Blanc: edital de R$ 395 mil premia Povos e Comunidades Tradicionais da capital

     

    A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) publicou em edição extra do Diário Oficial (Dopa), desta terça-feira, 27, o edital do processo de premiação denominado Povos e Comunidades Tradicionais de Porto Alegre. O instrumento é destinado à aplicação dos recursos do inciso III da lei federal 14.017 (Lei Aldir Blanc). O objetivo é premiar 50 propostas, totalizando o recurso de R$ 395 mil. As inscrições podem ser feitas até o dia 04 de novembro, (até 16h59), através de ficha de inscrição e formulário on-line, disponíveis neste link http://bit.ly/PovosTradicionaisLeiAldirBlanc.

    Podem participar povos e comunidades tradicionais reconhecidos, residentes em Porto Alegre e designados como Pessoas Físicas, tais como comunidades quilombolas, comunidades indígenas, comunidades ribeirinhas, ciganas e terreiros. Serão contempladas até 29 propostas de Povos e Comunidades Tradicionais, com o valor de R$ 10 mil por premiação, e até 21 propostas de Terreiros, como o valor de R$ 5 mil por premiação.

    Cronograma

    Divulgação dos resultados no Dopa e neste site.

    Inscrições: até o dia 04 de novembro de 2020  (às 16h59 no horário de Brasília), através de ficha de inscrição e formulário on-line http://bit.ly/PovosTradicionaisLeiAldirBlanc/

    Divulgação das inscrições habilitadas (análise apenas de documentação): 06 de novembro;

    Prazo para recursos administrativos: De 09 de novembro à 11 de novembro através do endereço eletrônico  editalpoalab@gmail.com;

    Divulgação do resultado dos recursos: 12 de novembro;

    Período de seleção de propostas: 13 a 17 de novembro;

    Divulgação dos projetos premiados e suplentes: 18 de novembro.

  • A arte de 60 escultores contemporâneos gaúchos, na  5ª edição Tridimensional

    A arte de 60 escultores contemporâneos gaúchos, na 5ª edição Tridimensional

    A exposição Tridimensional chega no ano de 2020 em sua 5ª edição, com curadoria de Débora Irion. O projeto Tridimensional V foi contemplado no edital Fac Digital da Secretaria de Estado da Cultura, realizado em parceria com Feevale, sendo o mesmo aprovado para ser apresentado de forma virtual. A ação conta com o apoio da Associação dos Escultores do Estado do Rio Grande do Sul – AEERGS e da Cultura de Gramado.
    Obra de Susane Kochhann/ Divulgação
    Obra de Rejane Wagner/ Divulgação
    Obra de Paulo Corrêa/ Divulgação
    Obra de VAANDRADE/ Divulgação
    Nessa perspectiva de não interromper a continuidade da Tridimensional realizada anualmente pela AEERGS, a exposição desse ano tem como objetivo estimular o diálogo entre os escultores de todo o Rio Grande do Sul, mostrando a diversidade de nossa produção no cenário contemporâneo.

    A 5ª edição da Tridimensional conta com 60 escultores, oriundos de diversas regiões do Rio Grande do Sul. São eles: Adriana Giora, Adriano Mayer, Alceo Luiz De Costa, Alexandre Barcelos, Ana Aita, Ana Andueza, Angelo Gabriel, Antônio Sobral, Arminda Lopes, Bia Macedo, Cláudia Piccinini, Claudia Stern, Eduardo Rick Martins, Elia Weschnfelder, Elisa Troglio, Gilberto Sibemberg, Gisele Sirena,Gotto, Graça Hund, Guto Rubin, Helenara Fão, Iouri Petrov, Iveli Camargo, Joana Kiruá, Larissa Marian Frasca, Leandro Machado, Leo Mathias, Lúcia Reckziegel Nelz, Lúcio Spier, Magna Sperb, Márcia Bianchini, Marcos Strey, Marcos Vaandrade, Mari Sangoi, Marilia Fayh, Marília Klein, Mario Cladera, Mario Thaddeu Neto, Marite, Marta Mincato, Martina Berger, Neca Lahm, One Fão, Paulo Aguinsky, Paulo Borgato Olzewski, Paulo Corrêa, Rejane Wagner, Ricardo Aguiar, Ricardo Blauth, Rita Gil, Rogério Maduré, Rosa Groisman, Sandra Kravetz, Sonia Seibel, Susane Kochhann, Ubiratan Fernandes, Valquiria Navarro, Xaplin,Xisto de Andrade e Yan Ziegler.

    Obra de Magna Sperb/ Divulgação
    Obra de Leo Mathias/ Divulgação
    Obra de Larissa Marian Frasca/ Divulgação
    Obra de Gotto/ Divulgação
    Segundo a curadora da mostra virtual, Débora Irion,  “é com essa união de saberes coletivos que a impressão digital de cada escultor se desenvolve. A exposição anual Tridimensional permanece viva e com a força necessária para seguir em frente, reunindo todos aqueles artistas que se dispões a participar com sua arte neste movimento coletivo de permanente valorização da cultura no nosso Rio Grande do Sul.”
    Obra de Larissa Marian Frasca/ Divulgação.
    Obra de Adriana Giora/ Divulgação
    Obra de Adriano Mayer/ Divulgação
  • Especial na TVE marca abertura das comemorações dos 30 anos da Traça Biblió

    Especial na TVE marca abertura das comemorações dos 30 anos da Traça Biblió

    Gravado na Casa de Cultura Mario Quintana, o especial  A Traça Biblió e o Poeta –Brincando com os versos de Quintana,  homenageia as crianças e marca a abertura das comemorações  dos 30 anos de trajetória no Teatro, da consagrada personagem Traça Biblió, protagonista do livro Uma Graça de Traça, de Carlos Urbim.  A exibição será fita pela TVE neste sábado (24/10),  às 11h30min, com reprise no domingo (25/10), às 16 horas. Será exibido também pelo Facebook  da TVE  e pelo canal YouTube da Casa de Cultura Mario Quintana.

    Direção e captação de imagens (Kevin Nicolai), música (José Eduardo Prates-EProdutora), direção de fotografia (Nicollas Colar Medeiros),  produção e assistente de direção (Elisa Gottfriend), produtora (Estúdio Ninho), figurino e maquiagem (Nilton Silveira). A edição do especial é assinada por Daniela Bonamigo com a coordenação de Hilda Haubert.

    O especial é uma realização de Dinorah Araújo Produções Culturais/Companhia Te-Atuar, em parceria com a Casa de Cultura Mario Quintana e a TVE, com apoio da FM Cultura.

    Foto: Cláudio Etges/ Divulgação

     

    O pato ganhou sapato,

    Foi logo tirar retrato.

    O macaco retratista

    Era mesmo um grande artista.

    Quintana

    Traça Biblió – Histórico

    Biblió é uma traça singular que ama os livros e, ao invés de roê-los,  se tornou guardiã da biblioteca infantil de uma  velha escola.

    Em cartaz há 30 anos, desde que saltou das páginas do livro “Uma Graça de Traça” dia 13 de outubro de 1990, a personagem incentiva a leitura e a preservação dos livros, de forma alegre e divertida.

    Segundo o próprio Carlos Urbim escreveu: “Houve um dia em que a traça saltou do livro e ganhou vida própria. Pela sensibilidade da atriz Dinorah Araújo, tornou-se estrelinha do teatro gaúcho.”

    Desde a montagem do livro Uma Graça de Traça na década de 1990,  somando todos os projetos nos quais Dinorah Araújo vem atuando com a personagem:  peça infantil Uma Graça de Traça, Série A Traça Biblió e o Poeta (Brincando com os versos de Quintana -visita guiada na Casa de Cultura Mario Quintana- e o espetáculo infantil Brincando com os versos de Carlos Urbim), e contação de histórias de autores como Simões Lopes Neto (Negrinho do Pastoreio e A MBoitatá), a Traça Biblió contabiliza atualmente 881 apresentações para 106.167 espectadores.

    Foto: Cláudio Etges/ Divulgação

    Biblió, Teca!

    Venham almoçar

    Há guisadinho

    De papel

    Para traçar!

    Carlos Urbim

     A Traça Biblió e o Poeta –Brincando com os versos de Quintana

    Foi idealizado por Dinorah Araújo, no verão de 2006, após nove meses de estudos da obra de Quintana e ensaios,   com montagem da Companhia te-Atuar estreou no dia 5 de outubro do mesmo ano, com a parceria da Casa de Cultura Mario Quintana, ocasião que   integrou a programação intitulada: Aprendiz de Feiticeiro – 100 Anos de Mario Quintana. De lá para cá, além das apresentações sistemáticas para as escolas , o projeto integrou as  programações especiais em homenagem ao aniversário de nascimento do poeta e da Casa de Cultura. Embora concebido para receber alunos de Escolas do Ensino Fundamental,  o projeto  também recebe  crianças e adolescentes  participantes  de ONGS e outros projetos sociais. Público de todas as idades, incluindo estudantes de escolas de Ensino Médio como os Institutos Federais e do programa Pró-Jovem já participaram.  Por motivos de estudo,  alunos e professores de Arquitetura da UNIOESTE de Santa Catarina e do Curso de Museologia da UFRGS conheceram a Casa de Cultura guiados pela Traça Biblió.

    Mais do que uma visita guiada,  o projeto A Traça Biblió e o Poeta –Brincando com os versos de Quintana é uma apresentação teatral com atuação  de Dinorah Araújo, que de forma lúdica, com a  personagem Traça Biblió percorre os mais variados espaços das duas alas da Casa de Cultura, entre eles o quarto do poeta, a Biblioteca Infantojuvenil Lucília Minssen, o Jardim Lutzenberger, o acervo do poeta e o Quintana`s Bar.  O roteiro é assinado pelo escritor e jornalista Carlos Urbim e pela atriz, jornalista e produtora cultural Dinorah Araújo.

    Participantes de projetos sociais, oriundos dos quatro cantos do Rio Grande do Sul,  conheceram a Casa de Cultura Mario Quintana por meio do projeto, que contabiliza 138 apresentações para 5.320 espectadores.

    O gato é preguiçoso como uma segunda-feira.

    Quintana

     

    O conteúdo da visita

    Com início no Espaço Elis Regina, na Travessa dos Cataventos, o trabalho aborda o universo infantil da obra do poeta, sem deixar de incluir aspectos alusivos à infância contidos nos livros para adultos, além de referências que traduzem o amor de Quintana pela cidade de Porto Alegre, uma das grandes fontes inspiradoras da sua produção literária.

    Enquanto vai mostrando detalhes da Casa de Cultura e contando sobre a vida e a obra do poeta às crianças, Biblió vai dizendo poemas e textos de Quintana. A obra e a vida do poeta alegretense são mescladas com a história do Hotel Majestic, fundado em 1923,  e que se tornou a atual Casa de Cultura,  em 1990, um dos centros culturais mais completos da América do sul.

    Os poemas e textos escolhidos para compor o roteiro  pela atriz, jornalista e produtora cultural Dinorah Araújo e pelo escritor e jornalista Carlos Urbim (1948-2015), integram as seguintes obras: Pé de Pilão, Lili Inventa o Mundo, Baú de Espantos, Sapo Amarelo,  A Rua dos Cataventos, Canções, Sapato Florido, Espelho Mágico, Caderno H, Apontamentos de Histórias Sobrenatural, Esconderijos do Tempo, A Vaca e o Hipogrifo, O Batalhão das Letras e Sapato Furado.

    Nós da FADEM gostaríamos de agradecer e parabenizar pela recepção na nossa visita, adoramos o contato com a Biblió, principalmente os alunos que comentaram muito sobre a personagem. Todos os recantos da Casa de Cultura Mario Quintana irão ficar na nossa memória, como forma de cultuarmos e valorizarmos a nossa cultura, através das lindas palavras, versos e poemas escritos por Mario Quintana.

    Juçara Rech Ortiz – Educadora Física – Coordenadora SCFV FADEM – Fundação de Atendimento a Deficientes Múltiplos

    Foto: Kevin Nicolai/ Divulgação

    “O projeto é uma homenagem à memória e  ao universo poético do Mario Quintana,  com o qual as crianças se identificam  muito. A obra do poeta é contextualizada à Casa de Cultura e também com a cidade de Porto Alegre, a exemplo dos poemas Arquitetura Funcional e O Mapa, além de ser associada com a realidade dos  estudantes que assistem,  e desde a estreia  apresentam gratas surpresas, as quais me ensinam e emocionam,  no sentido da compreensão e identificação, que as crianças têm dos poemas e textos do Quintana”, afirma a atriz.

    Na opinião da pedagoga Luana Castro do Couto, a apresentação da visita guiada à Casa de Cultura Mario Quintana com a Traça Biblió tem muito a oferecer às crianças, instigando a imaginação, a curiosidade e a construção de novos conhecimentos. “O  projeto valoriza a leitura e a imaginação, abrindo as portas de um espaço educativo da nossa cultura para a interpretação da obra de Quintana e de outros autores. Esse encontro enriquece a formação de novos leitores e, talvez o mais importante, despertando a imaginação latente, fonte para a descoberta e para a construção do mundo. Após a apresentação da visita guiada, o mundo da criança abre-se para um novo lugar, para o mundo da poesia, da leitura, da imaginação, da valorização do patrimônio histórico, enfim, para um universo onde é possível realizar muitas outras descobertas”, avalia a pedagoga.

    Serviço

    Especial A Traça Biblió e o Poeta –Brincando com os versos de Quintana

    24/10-sáb-11h30min – Reprise-dom-25/10-16h – duração: 30 minutos

    Exibição – TVE Canal 7 (TV Aberta) e 507 NET/Claro (Porto Alegre)

    http://www.tve.com.br/sintonize-a-tve-em-sua-cidade/ (Interior)

    www.facebook.com/tvepublicars

    Canal YouTube – Casa de Cultura Mario Quintana

  • Secretaria Estadual da Cultura divulga resultado da renda emergencial da Lei Aldir Blanc

    Secretaria Estadual da Cultura divulga resultado da renda emergencial da Lei Aldir Blanc

     

    A Secretaria Estadual da Cultura divulgou a lista dos solicitantes deferidos e indeferidos para receber a renda emergencial prevista na Lei 14.017/2020 – Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc. A lista foi publicada nesta quinta-feira (22/10) no site www.cultura.rs.gov.br/rendaemergencial.

    Os postulantes ao benefício estabelecido no inciso I do art. 2º, deferidos ou não, serão informados, individualmente, por meio do endereço eletrônico fornecido no preenchimento do cadastro. Na hipótese do solicitante não ter endereço eletrônico cadastrado, a notificação será efetuada por contato telefônico.

    As solicitações deferidas terão a renda emergencial depositada na conta bancária informada no cadastro, nos casos em que ela tiver a mesma titularidade. Se não houver conta cadastrada, o beneficiário deverá informar seus dados bancários pelo e-mail rendaemergencial@sedac.rs.gov.br.

    Quem teve a solicitação indeferida pode apresentar recurso à Comissão de Recursos da Lei Aldir Blanc, no prazo de cinco dias úteis da ciência do indeferimento, pelo canal informado no e-mail de notificação.

    O canal de controle social (denuncia-leialdirblanc@sedac.rs.gov.br) permanecerá disponível para denúncias pelo período de 90 dias após a publicação da lista de contemplados.

    Renda emergencial

    O cadastro da Lei de Emergência Cultural do RS ficou disponível aos interessados, no site da Sedac, de 12 de agosto a 15 de setembro. A renda emergencial destina-se a trabalhadores e trabalhadoras da cultura que comprovem atuação na área nos últimos 24 meses e não tenham emprego formal. Outra exigência é não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial e nem estar recebendo seguro-desemprego ou qualquer renda de programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família.

    Também é preciso comprovar renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos, o que for maior. Para ter direito ao benefício, a pessoa não pode ter recebido, no ano de 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 e nem ser beneficiário do auxílio emergencial pago pelo governo federal.

  • A melancólica história do Rei João, que mereceu a atenção de William Shakespeare

    A melancólica história do Rei João, que mereceu a atenção de William Shakespeare

     

    A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o oitavo volume.

    A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 8

    REI JOÃO

    p/William Shakespeare

    Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

    Porto Alegre, Editora Movimento, 2019, 184p.

    Editado com o apôio de Café da Serra, Canela, RS.

    “A melancólica história do Rei João, sétimo descendente de Guilherme o Conquistador, foi dramatizada por Shakespeare em King John, primeiro rei Plantageneta que mereceu atenção do Bardo. Depois de King John, Shakespeare ainda levaria ao palco 10 peças históricas baseadas em seis reis Plantagenetas e um rei Tudor. O Rei João, visto como o pior rei dentre os 40 soberanos que têm reinado na Inglaterra desde o Conquistador (1066) até Elisabeth II (1954), é lembrado como o rei que assinou a Magna Carta, documento considerado como sendo a certidão de nascimento da democracia na Inglaterra. Mas a concretização da democracia ainda levaria cinco séculos, pois o bebê que a Magna Carta documentava só se tornaria adulto em 1714, por ocasião da ascensão ao trono inglês do rei alemão Jorge I. As enormes dificuldades para que a democracia (supostamente poder do povo pelo povo) se concretizasse, parecem justificar a afirmativa de Thomas More, segundo o qual os governos são, na verdade, uma conspiração de homens que procuram seu conforto disfarçados sob o manto e em nome da democracia.”

    Ato IV, Cena 2 – Rei João:

    Não há nada de sólido fundado em sangue,

    Nem vida segura baseada na morte de outra pessoa.