A melancólica história do Rei João, que mereceu a atenção de William Shakespeare

 

A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o oitavo volume.

A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 8

REI JOÃO

p/William Shakespeare

Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

Porto Alegre, Editora Movimento, 2019, 184p.

Editado com o apôio de Café da Serra, Canela, RS.

“A melancólica história do Rei João, sétimo descendente de Guilherme o Conquistador, foi dramatizada por Shakespeare em King John, primeiro rei Plantageneta que mereceu atenção do Bardo. Depois de King John, Shakespeare ainda levaria ao palco 10 peças históricas baseadas em seis reis Plantagenetas e um rei Tudor. O Rei João, visto como o pior rei dentre os 40 soberanos que têm reinado na Inglaterra desde o Conquistador (1066) até Elisabeth II (1954), é lembrado como o rei que assinou a Magna Carta, documento considerado como sendo a certidão de nascimento da democracia na Inglaterra. Mas a concretização da democracia ainda levaria cinco séculos, pois o bebê que a Magna Carta documentava só se tornaria adulto em 1714, por ocasião da ascensão ao trono inglês do rei alemão Jorge I. As enormes dificuldades para que a democracia (supostamente poder do povo pelo povo) se concretizasse, parecem justificar a afirmativa de Thomas More, segundo o qual os governos são, na verdade, uma conspiração de homens que procuram seu conforto disfarçados sob o manto e em nome da democracia.”

Ato IV, Cena 2 – Rei João:

Não há nada de sólido fundado em sangue,

Nem vida segura baseada na morte de outra pessoa.

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