Autor: da Redação

  • Jeferson Tenório é o patrono da 66ª Feira do Livro de Porto Alegre

    Jeferson Tenório é o patrono da 66ª Feira do Livro de Porto Alegre

    A Câmara Riograndense do Livro anunciou hoje, dia 29, o nome do patrono da 66ª Feira do Livro de Porto Alegre. Será o escritor Jeferson Tenório. A 66a Feira do Livro de Porto Alegre acontecerá, seguindo a tradição, nos primeiros dias de novembro – a programação oficial vai de 30 de outubro a 15 de novembro. Porém, como ela será inteiramente virtual, sem eventos na Praça da Alfândega, dará a largada em 13 de outubro, com um “aquece” do que virá pela frente.

    Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Jeferson Tenório mudou-se para Porto Alegre ainda criança, com 13 anos de idade. Foi na capital gaúcha que se formou como pessoa e como profissional. Graduou-se em Letras pela UFRGS, onde ingressou através da primeira turma do programa de cotas raciais, e onde obteve seu título de mestre em literaturas luso-africanas, com uma dissertação sobre o moçambicano Mia Couto.

    Atualmente, é doutorando em teoria literária pela Escola de Humanidades da PUCRS, e professor de português e literatura na rede pública de ensino de Porto Alegre. Os 30 anos de morada no Rio Grande do Sul já lhe conferem, se não oficialmente pelo menos honorariamente, o título de gaúcho.

    Sua obra mais recente, O Avesso da Pele, foi publicada em agosto deste ano, pela Companhia das Letras, e chegou fazendo barulho. Ou, talvez seja mais correto dizer, chegou em meio ao barulho provocado pelos protestos desencadeados após a morte de George Floyd, em Minnesota, nos Estados Unidos, e, no cenário nacional, da morte do adolescente João Pedro Mattos, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Vidas negras importam, diz o movimento antirracista e a obra de Tenório. Em seu livro, o personagem principal também é brutalmente assassinado, por policiais, por causa da sua cor.

    Tenório estreou sua carreira como romancista com a obra O beijo na parede, publicada em 2013, pela Sulina. O livro lhe rendeu o prêmio de Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores. Em 2018, o livro entrou para o PNLD (Plano Nacional do Livro e do Material Didático), do Ministério da Educação, e passou a ser distribuído para as escolas públicas, para alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e alunos do Ensino Médio. A obra já teve mais de 60 mil exemplares distribuídos pelo programa. Seu segundo romance, Estela sem Deus, foi publicado em 2018, pela editora Zouk.

    PROGRAMAÇÃO DA FEIRA

    A programação deste ano está organizada a partir dos temas valorização da cultura, diversidade, ciência e sustentabilidade

    Neste ano, tudo fugiu da normalidade. Os setores da vida precisaram se reorganizar. Com a Feira do Livro, não foi diferente. Considerando sempre a segurança do público e dos participantes em primeiro lugar, bem como a sua importância na formação de leitores, a Câmara Rio-Grandense do Livro entendeu que as mudanças trazidas pela pandemia da Covid-19 exigiriam adaptações ao tradicional evento de Porto Alegre. A querida Praça da Alfândega não poderia ser ocupada por milhares de pessoas que costumam frequentar a Feira, não poderia receber a efervescência de todos os anos. Foi preciso transformar o cenário de dificuldades, de saudades e de pesar em algo positivo, produtivo e novo. O que poderia ser uma crise acabou trazendo uma oportunidade de inovação. A partir de agora, a Feira do Livro se insere em um novo patamar, alinhando-se também com as tendências do mercado e da integração ao mundo digital.

    Toda a programação de 2020 acontece inteiramente on-line. Encontros com autores, lançamentos, balaios de descontos, contações de histórias, atividades paralelas, entre outros, estão concentrados aqui na plataforma e são acessíveis não apenas para o público cativo, que vive em Porto Alegre ou que costumava visitar a cidade por ocasião da Feira, mas para todos. Para quem quiser ver, ouvir, participar e compartilhar, de qualquer canto do mundo.

    Para garantir a relevância e a representatividade de uma programação intensa e em um novo formato, a 66ª Feira do Livro de Porto Alegre conta, este ano, com uma curadoria acompanhada de um manifesto (leia aqui – link). Lu Thomé, jornalista, escritora e editora, assumiu a tarefa de pensar a relação e a conexão entre cada uma das atividades da programação geral a fim de montar uma grade de atividades que fosse atual e que prezasse, acima de qualquer outra coisa, pela importância dos debates. A programação Infantil e Juvenil segue a cargo de Sônia Zanchetta, que também se adaptou ao on-line (saiba mais aqui – inserir link para outra matéria).

    Se, por um lado, o ambiente digital proporciona um alcance ainda maior, por outro, justamente pela quantidade de eventos que acontecem simultaneamente nas redes, ele exige mais qualidade. Pensar uma linha condutora entre as lives que integram a Feira foi o ponto central do trabalho da curadora. Lu Thomé conta que o primeiro passo foi pensar na programação como um todo. “A programação precisava dialogar com a maneira como estamos vivendo este ano e também com as pautas que nos rondam nos últimos meses. E, é claro, ter o livro como centro de tudo”, aponta. Assim, como não poderia deixar de ser, é do livro e da literatura que irradiam os temas que compõem o grande guarda-chuva temático da 66ª edição.

    Em um ano de muitas inovações na Feira do Livro, a indicação de Jeferson Tenório como patrono da 66ª Feira do Livro marca também um novo posicionamento da Câmara Rio-grandense do Livro. Um posicionamento que sinaliza o quanto a Literatura e seus autores podem contribuir para um mundo melhor.

     

  • Prefeitura retoma atendimentos em parte de seus espaços culturais

    Prefeitura retoma atendimentos em parte de seus espaços culturais

    Pinacoteca Rubem Berta. Foto Cristine Rochol/ Divulgação

    A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) irá retomar gradualmente o atendimento presencial em parte de seus equipamentos culturais. O retorno das atividades ocorre após a publicação do decreto n° 20.742, que regulamenta o funcionamento do comércio e prestação de serviços. O novo decreto autoriza a reabertura controlada de museus, centros culturais e bibliotecas. Serão respeitados todos os protocolos de saúde e o atendimento será realizado por equipes reduzidas e restrição ao número de visitantes.

     Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho. Foto; PM/ Divulgação

    Arquivo Histórico Moysés Vellinho

    Atendimento presencial mediante agendamento, sendo um visitante no turno da manhã e um no turno da tarde.
    Atendimentos terças e quintas-feiras, das 9h às 11h e das 13h às 15h.
    A higienização da sala de pesquisa ocorre das 11h às 13h
    O pesquisador visitante deverá trazer e usar luvas e máscara.

    Informações e solicitações:
    (51) 3289.8282 ou 3289.8278
    arquivohistorico@smc.prefpoa.com.br

    Porto Alegre, RS – 30/05/2018
    Arquivo Histórico Moysés Velinho .
    Foto: Joel Vargas / PMPA/Divulgação

    Centro de Documentação e Memória – Cinemateca Capitólio

    Atendimento presencial mediante agendamento, limitação de uma pessoa por hora.
    Atendimentos  segundas, quartas e sextas-feiras, das  9h às 15h.
    Respeitando a agenda, intervalos mínimos de 15 minutos entre pesquisadores e usuários para higienização da sala de pesquisa.
    O pesquisador visitante deverá trazer usar luvas e máscara.

    Informações e agendamentos pelo e-mail pesquisacapitolio@gmail.com.

    Centro Municipal de Cultura

    Atendimento presencial mediante agendamento.
    De segunda a sexta-feira,  das 9h às 15h.
    O visitante agendado deverá usar máscara.

  • “Muito barulho por nada” revela um Shakespeare “profundo conhecedor da pulsão sexual”

    “Muito barulho por nada” revela um Shakespeare “profundo conhecedor da pulsão sexual”

     

    A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o segundo volume.

    “MUITO BARULHO POR NADA”

    p/William Shakespeare

    Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

    Porto Alegre, Editora Movimento, 2018, 192p.

    “Escrita há mais de quatrocentos anos, Muito barulho por nada revela um Shakespeare profundo conhecedor da pulsão sexual, sem o refino e as sofisticações acadêmicas que caracterizam os modernos discípulos de Freud. Como um Freud da ribalta da Era Elisabetana, Shakespeare disseca a personalidade de seus personagens e nos faz ver, por baixo das roupas coloridas da civilização, o animal humano impulsionado por forças internas que, há séculos, nos dominam e causam muito barulho e transgressões de toda espécie em nossa civilização, supostamente dita racional.” – E não está demais lembrar que, na gíria elisabetana, o nothing do título, esse nada, é o oposto de thing, o pênis.

    Ato II, Cena 1 – Beatriz:        Gênio muito mau é mais do que mau gênio, mas abranda o castigo de Deus, pois está escrito: Deus dá chifres curto a uma vaca de mau gênio, mas não a uma de muito mau gênio.

  • 20 vezes Shakespeare, em resenhas, apresentadas por Luiz-Olyntho Telles da Silva

    20 vezes Shakespeare, em resenhas, apresentadas por Luiz-Olyntho Telles da Silva

    A apresentação é do psicanalista, escritor e intelectual gaúcho Luiz-Olyntho Telles da Silva, colaborador do JÁ Porto Alegre.

    “A Editora Movimento, de Porto Alegre, está oferecendo a Coleção das obras completas de William Shakespeare, em edição bilíngue, traduzida pelo Prof. Elvio Funk, doutorado em literatura inglesa pela Universidade do Texas. Um luxo que deixa de parabéns não só o tradutor e o editor, Carlos Jorge Appel, mas também toda a comunidade intelectual gaúcha e brasileira. Dividida em dois pacotes de vinte volumes, o primeiro deles já está inteiramente disponível.

    A seguir, a resenha de uma obra da juventude do bardo (nos próximos dias irei publicando as resenhas de todos os primeiros vinte volumes):

    BEM ESTÁ O QUE BEM ACABA

    p/William Shakespeare

    Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

    Porto Alegre, Movimento, 2019, 184p. –

    Editado com o apoio da Família Hartmann

    _________

    “Em seus encontros e desencontros, Bem está o que bem acaba não deixa de ser um retrato da sociedade moderna, sempre esperançosa de que no fim tudo vai dar certo, mas também sempre manipuladora e maquiavélica e raramente aprendendo dos erros passados. O título da peça não deixa de ser uma nem tão sutil paráfrase de o fim justifica os meios. Aliás, a arma mais forte que usamos para conseguir nossos fins, nem sempre nobres, é a palavra, o signo, em qualquer de suas manifestações. Não por acaso o personagem central da peça, essencialmente bravateiro e mentiroso chama-se Paroles, ou seja, Palavras. Não por nada Shakespeare inventa palavras sem significado, são apenas ruídos (oscorbidulchos volivorcomanka revania dulche) mas, paradoxalmente, no contesto, são ruídos muito significativos.”

    Ato I, Cena I – Paroles:

    Depois que a virgindade implodir,

    o homem bem ligeiro vai dar sua descarga e cair desanimado.

    Mas, depois que o deixais bem caído, a brecha que foi feita

    na vossa muralha porá a cidade a perder.

    A preservação da virgindade não é estratégia comum

    no reino da natureza. A perda da virgindade traz consigo

    um incremento de pessoas no mundo e nunca houve virgem

    sem que, primeiro, se perdesse a virgindade.

    Sois feita de um metal muito próprio para gerar virgens.

    Depois que a virgindade é perdida, dez virgens podem ser achadas;

    se ela for preservada, as dez virgens deixarão de existir.

    A virgindade peca por excesso de pureza! Fora com ela!

  • Prêmio Açorianos de Dança anuncia os vencedores de 2020 em cerimônia virtual

    Prêmio Açorianos de Dança anuncia os vencedores de 2020 em cerimônia virtual

    Neste domingo, 27, acontece a cerimônia do Prêmio Açorianos de Dança. O evento será virtual, a partir das 19h, através da página do Facebook do Centro de Dança, da Secretaria Municipal da Cultura (https://www.facebook.com/centromunicipal.dedanca).

    Entre os 17 espetáculos inscritos em 2019, destacam-se Dura Máter, que recebeu oito indicações, Chromos e Reutilizáveis Corpos Descartáveis, que receberam sete indicações cada, Afluência, com seis, e Tiger Balm com quatro indicações. Todos estão concorrendo ao prêmio de Melhor Espetáculo do Ano.

    O Açorianos contempla ainda as categorias de destaque por modalidades como balé, jazz, danças urbanas, entre outras, além das categorias de Novas Mídias em Dança e Projetos de Difusão e Formação. Essas categorias contam com juris especializados que somam um total de 23 profissionais da área.

    Neste ano, Cláudio Etges receberá o Prêmio de Personalidade do Ano, pela sua trajetória de mais de 40 anos como fotógrafo de dança no Rio Grande do Sul, registrando e dando visibilidade para milhares de produções ao longo das últimas décadas. Também serão homenageados o Curso de Dança da Ufrgs, que em seus dez anos de atividade ajuda a consolidar a pesquisa, o ensino e a arte da dança no campo acadêmico, e o conjunto de folclore internacional Os Gaúchos, que há 50 anos pesquisa e divulga a arte folclórica dos povos através da música e da dança.

    “Reutilizáveis Corpos Descartáveis” está concorrendo com sete indicações / Foto: Claudio Etges/Divulgação

    INDICADOS

    Prêmio Espetáculo do Ano

    Afluência
    Chromos
    Dura Máter
    Reutilizáveis Corpos Descartáveis
    Tiger Balm

    Direção

    Bruna Gomes, por Dura Máter
    Coletivo Grupelho, por Tiger Balm
    Direção coletiva pelo espetáculo Afluência
    Gustavo Silva, por Chromos
    Patrícia Nardelli e Luíza Fischer, por Três Canções

    Bailarino

    Bruno Manganelli, por FM
    Leonardo Maia Moreira, por Pétalas ao Vento
    Pedro Coelho, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
    Robinson Gambarra, por Arcanum
    Willian Dipe Anga, por Chromos

    Bailarina

    Geórgia Macedo, por Afluência
    Louíse Lucena, por Do lugar onde habito
    Luíse Robaski, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
    Marilice Bastos, por Translúcido
    Taís da Cunha Schneider, por Dura Máter

    Coreografia

    Bruna Gomes, por Dura Máter
    Geórgia Macedo, por Afluência
    Gustavo Silva, por Chromos
    Marilice Bastos, por Translúcido
    Maurício Miranda, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis

    Cenografia

    Al-Málgama, por Dura Máter
    Companhia H, por FM
    Gustavo Silva, por Chromos
    Isabel Ramil, por Afluência
    Reynaldo Netto, Daisy Homrich e Lucas Busato, por O Paradoxo da Queda

    Iluminação

    Casemiro Azevedo, por Ranhuras
    Gustavo Silva, por Chromos
    Karrah, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
    Leandro Gass, por Dura Máter
    Lucca Simas, por O Paradoxo da Queda

    Figurino

    Ateliê Alfa, por FM
    Antônio Rabadan, Júlia Dieguez Lippel, Mova e elenco, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
    Graça Ferrari, por Tiger Balm
    Gustavo Silva, por Chromos
    Loraine Santos, por Dura Máter

    Trilha Sonora

    Felipe Zancanaro e Thiago Ramil, por Afluência
    Flamenco Popular, por Arcanum
    Henrique Fagundes, por Tiger Balm
    Patrícia Nardelli, por Três Canções
    Robson Serafini, por Metades

    Produção

    Al-Málgama, por Dura Máter
    Dullius Dance, por Unífico
    Cintia Bracht, elenco Guadalupe Casal, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
    Guilherme Conrad, por O Paradoxo da Queda
    Luka Ibarra (Lucida Desenvolvimento Cultural), por FM

    PRÊMIOS DESTAQUE

    Destaque em Ballet Clássico

    –  A B C Dança Festival Infantil – criado e organizado pela profª. Samantha Bueno Dias –  por proporcionar uma experiência com o ballet clássico desenvolvida e pensada para as crianças, que respeita o tempo de cada pequena aprendiz, de forma lúdica e por proporcionar um espaço para as escolas apresentarem seus trabalhos recebendo uma avaliação que visa a aprimorar e conscientizar os educadores em sua prática.

    – Dançar é arte – da Ong Renascer da Esperança Restinga – coordenado por Daniel Santo – por oportunizar a inclusão social e promover o acesso à cultura através da dança.

    – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre – organizado e realizado pelo Ballet Vera Bublitz – por promover e incentivar o intercâmbio da produção sul-americana em Dança Clássica e Contemporânea, por meio de apresentações, cursos, vivências e concessões de bolsas de estudo para bailarinas e bailarinos em destaque.

    – Gala Ballet 2019 – criado e organizado por Cris Fragoso – por valorizar e promover a linguagem do ballet clássico, reunindo escolas e grupos que trabalham com esta modalidade e também por apresentar importantes personalidades do ballet que escreveram a história desta arte em Porto Alegre e no Estado aos jovens estudantes e artistas.

    – Gisele Meinhardt – pelo trabalho como professora desenvolvido com bailarinos de diversas idades e níveis, mantendo-se fiel à metodologia Vaganova.

    Destaque em Sapateado

    – Heloísa Bertoli – pela trajetória no sapateado no qual é uma das pioneiras, por sua colaboração na formação de bailarinos e pela atuação continuada como profissional no universo da dança.

    – Hoje tem espetáculo – da Cia Claquê – pela cenografia criativa na articulação de diferentes elementos cenográficos que valorizaram a apresentação.

    – Ilha, pesquisa em TAP – pela proposta de difusão e popularização do TAP em novas mídias, pelo resgate da memória e por levar o sapateado para espaços alternativos.

    – Mulher de Fases – coreografia do espetáculo A Deusa da Minha Rua – Outras Deusas, do grupo Laços – pela fusão do sapateado com a dança contemporânea e por trazer uma temática atual que enfoca o universo feminino.

    – Tap Hour – por congregar diversas escolas e divulgar o TAP em um evento descontraído e acessível ao público.

    Destaque em Flamenco

    – Ana Medeiros – pelo trabalho continuado de expansão dos domínios da cena flamenca em Porto Alegre, especialmente através do CD Carmen & os Violões, ao lado da camerata Violões de Porto, na qual se fez o registro sonoro da dança, não só no sapateado e nas castanholas, como até no som do movimento da bata de cola, do abanico e do mantón.

    – Del Puerto – pelos 20 anos de um projeto que concilia o trabalho de excelência da companhia, de reconhecimento nacional, ao da escola, que estimula o gosto pelo flamenco e forma novos bailarinos, o que se evidenciou no espetáculo comemorativo do final do ano. E, paralelamente, pela produção do primeiro espetáculo solo de Gabriel Matias e da vinda do projeto Inmersión Flamenco.

    – Marco van Teffelen – por sinalizar a possibilidade inovadora da bata de cola ser praticada por homens na cena local.

    – Silvia Canarim – pela sólida trajetória dedicada ao flamenco em Porto Alegre, investigando a história dessa linguagem e explorando as nuances possíveis de seu encontro com a dança contemporânea, registrada no espetáculo de 25 anos, que reuniu com intensidade emocional e artística parceiros de diferentes épocas.

    Destaque em Jazz

    – POA Dança Jazz – Pela integração, promoção e acessibilidade de profissionais, escolas e alunos do jazz que o evento promove na cidade. Pela inovação e criatividade na edição de 2019 que incluiu o pré-evento Esquenta POA Dança Jazz e também a participação de profissionais de renome nacional.

    – Escobar Junior – Pela qualidade técnica e artística como bailarino e coreógrafo que se revela na diversidade de sua produção e reconhecimento em diversos eventos de dança no ano de 2019.

    – Igor Zorzella – Pela qualidade técnica e artística como bailarino e coreógrafo que vem se destacando no Brasil e no exterior, preservando o jazz tradicional, em 2019.

    – Reutilizáveis Corpos Descartáveis – Pela qualidade e primor na produção do espetáculo, lançando Maurício Miranda como coreógrafo, mantendo viva a Transforma Cia de Dança e o gênero do jazz em Porto Alegre.

    – Move it – Dança – Pela inovação na criação de um grupo voltado à produção de jazz musical em Porto Alegre.

    Destaque em Dança do Ventre

    – Al-málgama – pela excelência técnica e artística na criação do espetáculo Dura Máter, que aborda uma temática de relevância ao questionar o papel da mulher na sociedade contemporânea e pela ação social de abrir sessão extra gratuita para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

    – Karine Neves – pela qualidade técnica e estética em Tribal Fusion, evidenciada no espetáculo Conexões e pela pesquisa científica e pioneirismo no estudo do Tribal Brasil na cidade.

    – Gabriela Bonatto – pelo trabalho de resgate da autoestima das crianças da Vila Nazaré através da dança do ventre.

    – Deusas – espetáculo do grupo Filhas de Rá – pela valorização da mulher através do texto e escolha de personagens.

    – Fernando Espinosa – pela sensibilidade em retratar a essência da Dança do Ventre, contribuindo para a difusão do estilo na cidade.

    Destaque em Danças Urbanas

    – Underground Queen – Pela pesquisa em danças urbanas que intercruza as danças de matriz africana, pela promoção de eventos gratuitos fomentando as danças urbanas ao ar livre em Porto Alegre e pela representação artística da cidade em eventos que fomentam a cultura Hip Hop.

    – Leleo (Leonardo Meirelles) – Pelo trabalho artístico desenvolvido nas danças urbanas e pelo destaque em batalhas de hip hop freestyle, mesclando as danças urbanas e as danças de matriz africana.

    – Syl Rodrigues – Pela excelência na direção artística da Flashblack Cia de Dança, criada em 2019 com jovens negros da periferia e pela pesquisa que desenvolve tanto nas danças urbanas quanto na práxis do jazz funk.

    Destaque em Dança Contemporânea

    – Afluência – pela pesquisa de movimento e pela articulação dos elementos cênicos que compõem o espetáculo.

    – Estúdio Amplo – pela constituição de um lugar efetivo e diversificado para a formação e difusão da dança contemporânea na cidade, com aulas, ateliês de criação e espaço de diálogo e reflexão.

    – Coletivo Moebius – pela gestão coletiva de uma qualificada e abrangente produção em dança contemporânea evidenciada em espetáculos como Ranhuras, Três Canções e Poéticas sobre morte/tempo/vida.

    – Laura Bernardes e Milena Fernandes – pela organicidade e fluência presentes na linguagem corporal da performance Despertar, apresentada no Mix Dance 2019 – Mostra do Curso de Licenciatura em Dança/Ufrgs.

    – Degustação de Movimentos com o Mímese – por compartilhar metodologias e procedimentos de composição do projeto de extensão da Mímese cia de dança-coisa com a comunidade, incentivando a difusão da linguagem da dança contemporânea a um público mais amplo.

    Destaque em Danças Folclóricas/Étnicas

    – Afrosul/Odomodê – pelo fomento e divulgação da cultura afrobrasileira durante 45 anos, sendo símbolo de resistência na cidade.

    –  La Marropeña Brasil – pela divulgação do folclore argentino em Porto Alegre e no Brasil, tornando-se referência na área.

    – Movimento Cênico do Cesmar/Centro Social Marista de Porto Alegre – pela introdução das danças folclóricas/étnicas na prática pedagógica de um Centro Social da cidade.

    – Movimento Meninas Crespas – pela implantação de ações afirmativas da Cultura Afrobrasileira através da dança.

    – Pablo Geovane – pela dedicação ao desenvolvimento da chula em apresentações, divulgando essa modalidade em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul

    Destaque em Projeto de Formação e Difusão em Dança

    – A B C Dança Festival Infantil – por promover o intercâmbio entre diferentes grupos e escolas de dança para crianças, ampliando a visão do público para a diversidade das criações e proporcionando, através de um parecer técnico, o crescimento na formação dos jovens bailarinos.

    –  Dança e Saúde Mental – por proporcionar uma vivência no qual a dança não é mera ferramenta terapêutica ou recreativa, mas uma experiência de criação artística, proporcionando a pessoas que estão em situação de cuidado por sofrimento psíquico uma experiência que as leva a ressignificar seu lugar no mundo e por dar visibilidade a estas criações para diferentes públicos.

    –  Degustação de movimentos com o Mímese – Por aproximar o público do fazer em dança, tornando acessíveis metodologias e rotinas de trabalho de bailarinas e bailarinos a um público não necessariamente familiarizado com a dança.

    –  Musas e Muso do Ceprima – Por apresentar e incentivar a prática da dança na comunidade do bairro Santa Maria Goretti, promovendo a formação e a socialização de adultos e idosos.

    – Projeto Dança & Parkinson – por proporcionar a pessoas com doença de parkinson e seus acompanhantes uma experiência em dança que amplia as possibilidades de experienciar o mundo através do movimento.

    Destaque em Novas Mídias

    – Contágio – do Coletivo Opsis – pela qualidade e criatividade no desenvolvimento da narrativa, usando elementos do audiovisual de uma maneira inteligente e artística, na qual a coreografia tem papel fundamental.

    – Cross-cap – de Lícia Arosteguy – pela excelência na articulação dos elementos de audiovisual e dança: produção, coreografia, direção de arte, fotografia e trilha sonora original. Pelo diálogo instigante entre o movimento do corpo e do cenário.

    –  Depois em voz alta – de Anne Plein e Caroline Turchiello – pela escolha do poema como construtor da narrativa coreográfica tratando de forma sensível e artística a temática.

    –  Home – do grupo K-Klass – do pela qualidade na utilização dos elementos técnicos, onde destacam as interferências digitais como elementos que contribuíram para uma criação pop, empolgante e alegre.

    Destaque em Dança de Salão

    – Caroline Wüppel – pela experimentação e difusão da pesquisa da corporeidade, musicalidade e liberdade em gêneros afro-latinos.

    –  Eduardo Santacruz – pela produção de eventos de bachata e forró, envolvendo aulas e shows com artistas nacionais e internacionais, levando a dança de salão a ocupar espaços de grande visibilidade em Porto Alegre e pela manutenção de festas, oportunizando a prática regular da dança social.

    –  Forró de Rua – pelo empenho do projeto – idealizado por Giziane Almeida e realizado de maneira coletiva – em democratizar e dar visibilidade ao Forró por meio da produção de eventos públicos.

    – Martha Royer – pela dedicação ao desenvolvimento de práticas pedagógicas relacionadas à desconstrução de gênero na Zathus Espaço de Dança, estimulando o desenvolvimento de novas percepções da dança e das relações sociais. Pela visibilidade nacional alcançada, promovendo o intercâmbio dessas práticas.

    –  Zouk na Rua – pela iniciativa em levar o Zouk para espaços públicos, promovendo a aproximação e despertando o interesse da população por este gênero.

    Serviço
    Cerimônia Virtual de Premiação  Açorianos de Dança
    Domingo, 27, 19h – página do Facebook do Centro de Dança

  • Aloizio Pedersen apresenta trabalhos de projeto de arte inclusiva

    Aloizio Pedersen apresenta trabalhos de projeto de arte inclusiva

    O artista plástico Aloizio Pedersen apresenta os resultados do projeto Artinclusão no AR7, nesta sexta-feira, 25, às 20h. Também será lançado o documentário produzido durante a realização do projeto. A live será realizada na página do Faceebok do AR7 (@artinclusaonoar7).  No projeto, foram apresentadas a vida e a obra de renomados artistas brasileiros e estrangeiros a um público infanto juvenil que, a partir das suas realidades, criou releituras a partir de várias técnicas expressionistas.

    Releitura de obra do projeto de arte inclusiva / Divulgação

    Financiado pelo Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural (Fumproarte) da Secretaria Municipal da Cultura (SMC) e com parceria da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), o projeto atendeu crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco social da Casa de Acolhimento AR7 de Porto Alegre.

    Releitura de obra de projeto de arte inclusiva / Divulgação

    A iniciativa de Pedersen surgiu de sua experiência consolidada nas artes, que ultrapassa 40 anos de ações em escolas, presídios, faculdades, museus e que, na edição proposta na casa de acolhimento AR7, realizou semanalmente oficinas de pintura. A live terá a participação de convidados que contribuíram com a iniciativa.

    Serviço
    Live apresentação resultados do projeto ArtInclusão no AR7
    Sexta-feira, 25, 20h
    Página do Artinclusão no Ar7 no Facebook (@artinclusaonoar7)

  • A vez de Chacarera Blues, em relançamento, nas plataformas digitais

    A vez de Chacarera Blues, em relançamento, nas plataformas digitais

    Pioneiro na disponibilização integral na Internet há 15 anos , o álbum Chacarera Blues será relançado nas  plataformas digitais dia 25 de setembro data que se completam dez meses da morte do autor.

    Trabalho autoral de Alexandre Vieira, reúne 16 canções, de mais de vinte anos de composição,  e conta com as parcerias de Carlos Patrício, Mário Falcão e Carolina Zingler.

    Mantendo a proposta conceitual, segundo o músico e compositor Pablo Lanzoni, que desde a morte de Alexandre, ocorrida no dia 25 de novembro ano passado, está à frente do projeto, o disco  vem com ganhos sonoros muito significativos.

    Alexandre Vieira. Fotos: Livia Davalos/ Divulgação

    Algumas canções receberam regravações e edições. Passaram a integrar a obra,  as percussões de Mimo Ferreira e os violões e guitarras de Angelo Primon.

    Pablo conta que o projeto do relançamento começou a ser gestado em 2018, mas que foi materializado em 2019. “Alexandre havia enviado os arquivos para a mixagem. Recebeu a prova da primeira canção já no hospital. Comentou comigo o que achou, mas queria ouvir quando retornasse para casa”, completa Lanzoni.

    Trabalho autoral de Alexandre Vieira, reúne 16 canções, de mais de vinte anos de composição.

    Chacarera Blues, por Leandro Maia

    “Chacarera Blues é a “Estética do Frio” do Alexandre, ou seja, um conceito que engloba sua poética, seu processo criativo. É Glocal, onde regional e universal se apresentam através da justaposição (e não fusão) entre o ritmo platino Chacarera e o gênero estadunidense “Blues”. Chacarera Blues dialoga com a Estética, no sentido de contrapor a tradições gaúchas e mpbistas ao mesmo tempo. Ou seja: o Blues é tão gaúcho quanto a Milonga, a Chacarera é tão brasileira quanto o samba. Neste sentido a canção “Blues Chacarera” apresenta seu manifesto: fazer um gol de alpargatas, abusar da paz com um mate na mão.”

    Ficha técnica

    Alexandre Vieira: violão, baixo, ukulele, programações e percussão

    Angelo Primon: violão e guitarra; Carolina Zingler: voz;  Carlos Patrício: voz; violão, percussão;     Jean Presser: teclado;  Johann Alex de Souza: vocal;

    Jorge Herrmann: voz; Karine Cunha: voz; Karlo Kulpa: violino; Leandro                  Maia:       voz; Marcus Bonilla: violão; Mário Falcão: voz, guitarra; Mimo     Ferreira:  percussão; Nenê Falcão: bateria; Robson Serafini: teclado; Vinícius    Prates: flauta transversa; Zé da Terreira: voz;mixagem e masterização: Gilberto Jr.; capa: Janaina Lobo e Cataneo; produção: Alexandre Vieira e Pablo Lanzoni.

    Alexandre Vieira – biografia

    Músico e professor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Alexandre Vieira graduou-se, foi mestre e doutor em música pelo Instituto de Artes da UFRGS. Envolvido em projetos de canção autoral desde meados da década de oitenta, teve entre seus principais trabalhos colaborações com artistas da cena local como Mário Falcão, Pablo Lanzoni, Leandro Maia e Zé da Terreira. Destaque especial para sua atuação entre 1998 e 2002 no quinteto popular de câmara Café Acústico – grupo vencedor de dois Prêmios Açorianos de Música e do II Festival de Música de Porto Alegre. Em 2005, foi pioneiro ao lançar na Web o álbum Chacarera Blues, composto por um apanhado de mais de vinte anos composições. Seu segundo e último trabalho, o álbum NOVO (2017), que recebeu uma luxuosa edição em vinil, além de CD, foi nomeado por Juarez Fonseca como um dos dez melhores álbuns de 2017 e recebeu quatro indicações ao Prêmio Açorianos. Faleceu, precocemente, no dia 25 de novembro de 2019.

    Serviço

    Relançamento álbum Chacarera Blues

    Dia 25 de setembro de 2019

    Horário: 0h

    A obra será lançada no perfil do artista,  em todas as plataformas digitais (Spotify, Deezer, Google Play, YouTube, Apple Music, etc…).

  • “Bento, esse desconhecido”: um debate sobre a atualidade do mito farroupilha

    “Bento, esse desconhecido”: um debate sobre a atualidade do mito farroupilha

    Bento Gonçalves, esse desconhecido, foi o tema da live do Jornal JÁ neste 20 de setembro, no You Tube.

    Com mediação do editor Elmar Bones, o debate contou com Giovanni Mesquita, museólogo e historiador, autor da única biografia de Bento, cujo primeiro volume já foi publicado; José Antônio Severo, jornalista e escritor, especialista em História Militar; e Cleber Dioni Tentardini, jornalista e pesquisador que coordena a edição de uma biografia Ilustrada de Bento Gonçalves pela JÁ Editora.

    Assista aqui.

  • Fundação Iberê Camargo reabre as portas, depois de seis meses fechada, para exposição presencial

    Fundação Iberê Camargo reabre as portas, depois de seis meses fechada, para exposição presencial

    Depois de seis meses fechada, a Fundação Iberê Camargo reabre suas portas com a exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne”. nesse sábado, dia 19. Ela é a primeira de caráter presencial desde o início de isolamento social imposto pela COVID 19.

    Com curadoria de Denise Mattar e Gustavo Possamai, a mostra apresentará 37 cerâmicas e sete tapeçarias de grandes dimensões, obras que não são expostas há cerca de 40 anos e que estão espalhadas em coleções públicas e particulares de Lisboa, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Acompanham a exposição cartões e gravuras e uma linha do tempo em referência à urdidura feminina que apoiou o trabalho do pintor ao longo de sua história.

    Segue “O Fio”
    Durante as décadas de 1960 e 1970, além de sua intensa produção em pintura, desenho e gravura, Iberê Camargo realizou trabalhos em cerâmica e tapeçaria. Eles respondiam a uma demanda do circuito de arte, herdada da utopia modernista que preconizava o conceito de síntese das artes; uma colaboração estreita entre arte, arquitetura e artesanato.

    Com assessoria técnica das ceramistas Luiza Prado e Marianita Linck, o artista realizou, nos anos 1960, um conjunto de pinturas em porcelana com resultados surpreendentes. Na década seguinte selecionou um conjunto de cartões que foram transformados por Maria Angela Magalhães em impactantes tapeçarias. “Esses trabalhos não apresentados ao público há mais de 40 anos estão espalhados em instituições e coleções particulares pelo país e até fora dele. É, portanto, uma rara oportunidade ver esse conjunto”, destaca a curadora.

    Iberê Camargo durante exposição em 1983, em Porto Alegre — Foto: Martin Streibel/Fundação Iberê/ Divulgação

    A mostra será complementada por uma cronologia ilustrada, chamada por Denise Mattar de “O Fio de Ariadne”, apresentando algumas das mulheres que marcaram presença na vida de Iberê. “A imagem do ‘Fio de Ariadne’ surgiu para mim como um insight, como uma referência à urdidura feminina que apoiava o artista, o guia que Iberê usava para sair da estrutura labiríntica de sua própria pessoa e obra. Com assombro, descobri o projeto Dédale, filme e exposição de Pierre Coulibeuf realizados em 2009, na Fundação Iberê. Não estamos, portanto, no domínio das coincidências, mas no das recorrências, dos potentes ecos suscitados pela contundente personalidade de Iberê Camargo – incluindo o prédio de Siza”, diz a curadora.

    Na conhecida lenda grega, o herói Teseu consegue se salvar graças à Ariadne, que lhe dá um novelo de lã para guiá-lo no intrincado labirinto de Creta. O mito de Ariadne, que tem inúmeras interpretações filosóficas e psicológicas, mostra também como o apoio de uma mulher pode ser fundamental para a vitória do herói.

    As mulheres são apresentadas por meio de fotos, biografias e depoimentos: a esposa Maria Coussirat Camargo; as artistas Djanira, Regina Silveira e Maria Tomaselli; a tapeceira Maria Angela Magalhães; as ceramistas Luiza Prado e Marianita Linck; as gravadoras Anna Letycia, Anico Herskovits e Marta Loguercio; a escritora Clarice Lispector; a galerista Tina Zappoli; a produtora cultural Evelyn Ioschpe; a cantora Adriana Calcanhotto e a atriz Fernanda Montenegro.

    Obra “Ciclista”, óleo sobre tela, de Iberê Camargo, do ano de 1990 — Foto: Fundação Iberê Camargo/ Divulgação

    “O processo de pesquisa para obtenção de material para a linha do tempo evidenciou a recorrência da invisibilidade feminina. Nos deparamos com a precariedade de fotos e de textos de pessoas como Elisa Byington, Luiza Prado e da própria Maria Angela Magalhães. Mesmo uma personalidade atuante como Evelyn Ioschpe não dispõe de uma biografia de fácil acesso à consulta. A procura por fotos, informações e documentos nos levou a recorrer a arquivos de família e foi complementada por entrevistas em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro”, explica Denise Mattar.

    A mostra, organizada numa curadoria conjunta de Denise Mattar e Gustavo Possamai, responsável pelo acervo da Fundação Iberê, resultou numa exposição que oferece algumas camadas de leitura ao público: apresenta uma faceta menos conhecida da obra de Iberê Camargo; demonstra a qualidade artística de cerâmicas e de tapeçarias – colocando em questão algumas convenções ultrapassadas do circuito de arte – e torna visível a rede feminina que sempre deu suporte ao artista, revelando as vozes de Ariadne.

    A exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne” está disponível no Google Arts & Culture, no link:
    https://artsandculture.google.com/exhibit/preview-iber%C3%AA-camargo%C2%A0%E2%80%93%C2%A0o-fio-de-ariadne/-gLSVUhYX-85LQ?hl=pt-BR

    Novos horários da Fundação Iberê

    Neste momento de retomada parcial, as visitas ocorrerão de sexta a domingo, das 14h às 18h (mais informações pelo telefone 51 32478000.

    Nesta fase, em função dos altos custos para operacionalizar os cuidados sanitários, será necessária uma modalidade de contribuição à Fundação pelo Sympla:
    – Visita mediada individual: R$ 20,00;
    – Visita mediada dupla: R$ 30,00;
    – Visita mediada em dupla + catálogo: R$ 40,00;
    – Visita mediada em dupla + catálogo + estacionamento: R$ 70,00;
    – Profissionais da saúde em geral terão acesso gratuito.

    Serviço
    Exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne”
    Abertura: 19 de setembro | Sábado
    Visitação: 14h | 15h | 16h | 17h | 18h – 15 pessoas por grupo

     

  • China festeja aniversário da Revolução Comunista com música brasileira

    China festeja aniversário da Revolução Comunista com música brasileira

    China celebra aniversário da revolução comunista com temas da Bossa Nova. No 71º aniversário da  República Popular haverá um concerto gravado ao vivo dia 3 de outubro, às 20h do horário de Brasília, transmitido para o Brasil pelo canal por assinatura Music Box Brazil.

    O projeto inédito busca “fortalecer os laços de reciprocidade, amizade e integração artística entre os dois países, em um gesto de solidariedade e parceria para o combate global à Covid-19”.

    O festival evocará a orquestração do cancioneiro popular mundialmente conhecido de ambas as nações, com o lançamento do remix “Fragrância nos céus”, que une o clássico “Garota de Ipanema” (1962), de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, com a folclórica “Flor de Jasmim”, uma das músicas  mais regravadas na China, criada no reinado do imperador Qianlong (1735 – 1796).

    A produção foi criada especialmente pelo compositor Dai Bo, professor do Conservatório Central da China.

    A obra dos bossa-novistas também será revisitada com “Chega de Saudade”, que se juntará a “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, no repertório.

    O espetáculo de 45 minutos estará a cargo da Orquestra de Câmara do Conservatório Central da China, localizada em Beijing; Vivace Quarteto de Cordas, de Brasília; e Orquestra Maré do Amanhã, do Rio de Janeiro. Os músicos adotam os protocolos médico-governamentais de retomada das atividades de entretenimento, com trabalho remoto desenvolvido em suas respectivas cidades.

    Assinam a realização e produção da iniciativa a Embaixada da China em Brasília e os Consulados-Gerais do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Recife. É a primeira vez que essas autoridades realizam evento conjunto para comemorar a Data Nacional da China. Também é a primeira vez que a celebração será totalmente online e transmitida para o grande público do Brasil.

    SERVIÇO

    Concerto China-Brasil

    Quando: 3 de outubro, às 20h (Brasília)

    Canal de TV por assinatura:  Music Box Brazil

    Principais operadoras de TV: Claro HD (623), Claro (123) e Oi (145)

    Duração: 45 minutos

    Reprise: 8 de outubro, às 20h30 (Brasília)

    Classificação indicativa: Livre

     

    PROGRAMA

    – PRELÚDIO

    1. “Abertura festiva”, por Orquestra de Câmara

    Melódica e apaixonante, esta peça integra elementos folclóricos de diferentes regiões da China e expressa a alegria com o advento de uma nova era. A imagem de união e harmonia entre os grupos étnicos compõe o retrato de uma sociedade em constante renovação.

    MOVIMENTO I – COMPREENSÃO

    2. “Noite de Primavera ao luar”, por Orquestra de Câmara

    Inspirada no poema homônimo escrito por Zhang Ruoxu no século VII, esta peça, principalmente a cargo do alaúde chinês pípá, faz parte do repertório clássico da China. Com simplicidade e fluidez, descreve uma paisagem serena à beira de um rio, numa cena de inconfundível estética oriental.

    3. “Aquarela do Brasil”, por Vivace Quarteto de Cordas

    Escrita por Ary Barroso em 1939, é uma das canções brasileiras mais populares de todos os tempos. Tanto que ganhou interpretações e adaptações no mundo inteiro. É um hino à natureza generosa de um país e ao espírito caloroso de seu povo.

    4. “Meu Coração Chinês”, por Orquestra Maré do Amanhã

    Criada em 1982 para um cantor originário de Hong Kong, a letra fala das saudades de casa, relembrando dos rios e montanhas da terra distante. É considerada a canção que melhor expressa o amor dos chineses ao redor do mundo por sua pátria no ultramar.

    MOVIMENTO II – CONVÍVIO

    5. “Numa terra longínqua”, por Orquestra de Câmara

    Composta por Wang Luobin, o Rei das Melodias do Oeste chinês, e adaptada para orquestra de câmara pelo jovem músico Li Bochan, esta peça que combina elementos musicais das etnias han, cazaque e uigur fala de uma história romântica na Rota da Seda.

    6. “Chega de Saudade”, por Vivace Quarto de Cordas

    Este marco inicial da bossa nova foi criado em 1958 por Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes. Em notas suaves, canta a melancolia de um amor à distância e a saudade de quem está longe.

    7. “Marcha Radiante”, por Orquestra de Câmara

    Inspirada da peça homônima de Liu Tianhua, um dos músicos chineses mais eminentes do século 20, a obra incorpora melodias da canção Minha Pátria. Utiliza compasso composto, harmonias complexas e outras técnicas para expressar o amor do compositor por seu país e a busca por um futuro melhor.

    FINAL

    8. “Fragrância nos céus”, por Orquestra de Câmara e Quarteto de Cordas – estreia mundial

    MÚSICOS

    Orquestra de Câmara do Conservatório Central da China

    Criada em junho de 2018, esta orquestra composta por jovens instrumentistas de talento excepcional está entre os dez melhores grupos especializados em músicas folclóricas na China. Com a missão de promover o intercâmbio cultural com o mundo todo, já fez turnês em vários países da África e da América do Sul.

    Vivace Quarteto de Cordas

    O Quarteto de Brasília Vivace String Quartet pertence à Toccata Produções Artísticas e integrado pelos experientes músicos Kathia Pinheiro (1º violino), Regiane Cruzeiro (2º violino), Victor Bueno (Viola) e Francisco Orru (violoncelo). Os músicos fazem parte da renomada Orquestra Sinfônica do Theatro Nacional Cláudio Santoro.

    Orquestra Maré do Amanhã

    Criada em 2010 no Complexo da Maré, a maior comunidade na Zona Norte do Rio de Janeiro, a orquestra tem a State Grid Brazil Holding como mantenedora desde 2011. O projeto já musicalizou mais de 6.000 crianças, adolescentes e jovens de famílias de baixa renda. Grupo sinfônico de renome nacional, a orquestra se apresenta nos mais prestigiados palcos do Brasil.