O texto abaixo, da jornalista Bebê Baumgarten, é do material de divulgação do evento:
“O lançamento será no ‘Bailão online da Primavera’, onde o pessoal poderá decorar sua casa, ousar nas maquiagens e fantasias e dançar juntinho com seu bloco do coração
O Bloco da Laje abre suas janelas e deixa o vento fresco da primavera sacudir a poeira, levar as folhas secas e secar a umidade do inverno pandêmico. Nesses tempos estranhos, é preciso se movimentar, estar vivo, se fazer presente, andar juntinho pra não se perder! Nesse espírito o grupo vai em frente, de live em live, mostrando sua produção, criando, re(inventando). E o próximo passo será na pista de dança da sua casa, com direito a fantasia no capricho, Djs, e toda a animação que a galera da Laje sabe propor.
28/01/2018 – Porto Alegre, RS – Saída Oficial do Bloco da laje, na Vila do IAPI. Foto: Guilherme Santos
Bailão online da Primavera. É isso mesmo. Uma festa da Laje de corpo presente, reunindo os amigos numa proposta bem lajuda. Além de matar um pouquinho as saudades, essa festa também vai ser palco de um momento muito especial: lançamento do clipe da música ‘Lá vem gente’, gravada já nos tempos de quarentena. E, de quebra, a Laje tá preparando algumas atrações e brincadeiras que em breve serão divulgadas.
A proposta é se fantasiar, se pintar, decorar no seu espaço e curtir a distância mais pertinho.
Saída Oficial do Bloco da Laje, na Vila do IAPI. Foto: Guilherme Santos
Lançamento do clipe
Dia 25 de setembro, a partir das 21h
Plataforma Zoom
Escolha o espaço mais querido da sua casa pra brincar com os amigos!!!
Ingressos
1º lote R$ 10 (+ taxa Sympla)
2º lote R$ 15 (+ taxa Sympla)
Na hora R$ 20 (+ taxa Sympla)
Pra comprar: https://www.sympla.com.br/bailao-online-da-primavera-da-laje__972957
O evento vai rolar pela plataforma Zoom e tem duas coisas importantes que destacamos pra você:
* precisa ter o aplicativo Zoom instalado no computador ou no celular pra poder entrar no evento;
* o e-mail para acessar o evento precisa ser o mesmo usado para a compra do ingresso no Sympla”
A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) começa a partir desta sexta-feira, 18, a divulgação nas redes sociais, dos primeiros projetos premiados nos editais Emergenciais de Auxílio à Cultura. Profissionais e projetos de espaços culturais das áreas de literatura, cinema, audiovisual, teatro, dança, artes plásticas, artes populares e circo foram contemplados pelos editais. Serão 310 produções disponibilizadas on-line.
Os editais foram lançados com o objetivo de contribuir com o setor artístico, que está sendo impactado pela pandemia do novo coronavírus. A iniciativa premiou propostas de pessoas físicas, como artistas, técnicos e produtores da cadeia cultural, além de pessoas jurídicas da cadeia produtiva, com ou sem fins lucrativos. Ao todo, serão investidos R$ 575 mil.
Apresentação musical em vídeo. Pâmela cantará e tocará em homenagem “Aos Novos Compositores”. A proposta visa mostrar a riqueza das produções musicais atuais no estilo do samba, mostrando uma importante oxigenação do gênero e potencializando sua existência em Porto Alegre. Portanto, o repertório consiste de sambas de compositores e compositoras de Porto Alegre, preferencialmente vivos, a fim de divulgá-los e homenageá-los em vida cantando suas produções e dando visibilidade ao samba produzido no sul do país.
Evandro Cardoso – Clube do Pandeiro de Porto Alegre – 10 anos de História
Apresentação virtual em formato oficina/mini doc, com duração de 25 minutos, contando a trajetória do Ponto de Cultura CPPA (Clube do Pandeiro de Porto Alegre) desde 2010.
Emmanuel Idowu Akinruli – Oficina de Percussão com Ìdòwú Akínrúlí
Oficina on-line de percussão sobre a cultura Yorùbá com instrumentos tradicionais. A oficina não possui restrição de idade e tem a duração de 1h30. Serão trabalhados aspectos históricos, rítmicos e técnicos dos instrumentos tradicionais do povo Yorùbá como família do Bàtá, Gángan, Gúdúgúdú, Ẹwọ́ e Agogo.
Live A Flor Et trabalhando com projeções, pinturas corporais, luzes e figurinos e um pequeno vídeo short film de 20 minutos making off da produção desta live.
Artes Plásticas
Claudia Hamerski – A periferia do desenho: um olhar sobre o processo e proposições
Narrativa audiovisual na qual a artista aborda sua produção e seu processo criativo em desenho. Através da exposição de obras e processos de ateliê, apresenta o desenvolvimento de uma pesquisa artística em desenho, abordando conceitos teóricos e a prática envolvida no ato criativo. Ao longo dessa apresentação, também são trabalhados desdobramentos possíveis, a partir das obras e de uma abordagem do desenho e sua prática como modo de expressão artística, através de proposições ao público espectador”.
Xadalu – Arte Pública – Rua como Museu a Céu Aberto
Live do Artista Visual urbano Xadalu Tupã JeKupé abordando a arte como fator político e ativista, trazendo os desdobramentos de suas experiências no Brasil e exterior, tendo o trânsito entre ruas, galerias e museus. Mostra como a arte pública tem uma grande potencial em atingir todas as camadas sociais pois a sua instalação se faz nas ruas dos grande centros urbanos, sendo seu trabalho considerado movimento pós grafite, chamado movimento sticker art, que utiliza adesivos e cartazes para passar uma mensagem. O artista também fará na live uma sessão comentada de suas obras que se tornando ícones nas ruas de Porto Alegre, obras como Área Indígena, Seres Invisíveis, Fauna Guarani, Invasão colonial meu corpo nosso território serão comentadas e discutidas com o público, que poderão fazer as perguntas antes da live que serão selecionadas nas redes sociais do artista.
Aborda a intersecção da cultura Pop e da arte contemporânea, usando como ponto de partida movimento estéticos de subcultura que ditaram moda nos anos 70, 80 e 90 e emergiram de ambientes noturnos disruptivos de entretenimento. A essência da videoaula é estudar como a moda e a maquiagem podem ser usadas como ferramentas criativas não só para criar tendências, mas também para questioná-las e criar trabalhos poéticos potentes e revolucionários no ambiente da arte contemporânea.
Camila Pereira Santos- Produção de um caderno artesanal: da xilogravura à encadernação
Terça-feira, 29, e em outubro – terça-feira, 6, Sábado, 13, e Sábado, 20, às 14 horas
Oficina contendo uma série de vídeos apresentando a técnica da xilogravura, da produção de uma matriz até a impressão e como a gravura pode ser utilizada para a criação de um caderno artesanal. O projeto será disponibilizado no formato vídeo e se dividirá em 4 partes de 5 a 7 minutos – que podem ser comprimidas em um único vídeo se for preciso – contendo o processo de entalhe, a impressão da capa, a montagem do caderno e a encadernação do mesmo.
O processo de construção de uma câmera fotográfica pinhole, revelação do negativo em preto e branco e posterior reprodução a partir de um smartphone com aplicativos gratuitos. Pinhole é um tipo de fotografia que se faz utilizando qualquer caixa hermeticamente fechada e fazendo um pequeno furo em um dos lados. Essa técnica remonta a antiguidade e se chama princípio da câmera obscura. Foi utilizada por pintores e é a base física que possibilita o surgimento da fotografia.
Dança
Divulgação a partir da segunda-feira, de 28, na página do Facebook do Centro de Dança.
Adriano Oliveira Soares – Criação de trilha sonora para dança
Videoaula
Anette Lopes Lubisco
Videoaula
Aula de dança da técnica de jazz de estilo contemporâneo.
Ângela Ferreira da Silva
Videoaulas
Aulas de Ballet Clássico completas nos níveis básico e intermediário. Master Class que explica os exercícios, a execução dos mesmos e correções técnicas.
Daniel Silva Aires – Challenge ou o quê?
Vídeo
Vídeo de dança que busca confrontar de forma descontraída os estados de dança presentes nos aplicativos de massificação de conteúdos audiovisuais como o TikTok.
Daniele Luciana Zill Heuert – Andrea Del Puerto – trajetória de uma artista ‘puerto’alegrense
Vídeo
Documentário com três episódios de (até) 10 minutos.
Fellipe Santos Resende
Video
Vídeo em formato de depoimento de trajetória de vida e de carreira sobre o bailarino, coreógrafo e professor de dança Eduardo Severino.
A história de dois dos principais expoentes da música de concerto é destaque na 21ª edição do OSPA Live. No próximo sábado (19), às 17h, instrumentistas da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) e um convidado atravessam o perído Clássico e Romântico, respectivamente, com Quarteto para flauta em Ré Maior, K 285, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), e Quarteto de Cordas em Fá Maior, Op. 96, de Antonín Leopold Dvořák (1841-1904).
A apresentação fica a cargo do quarteto formado por Henrique Amado (flauta), Bruno Esperon (violino), Leonardo Bock (viola) e Philip Gastal Mayer (violoncelo). O recital é transmitido ao vivo, pelo canal do YouTube da orquestra, diretamente da Casa da OSPA, e tem direção artística de Evandro Matté.
Foto: OSPA/ Divulgação
Repertório
Quarteto para flauta em Ré Maior, K 285, de Mozart, é o primeiro de três quartetos elaborados para o flautista amador Ferdinand de Jean; a composição, de estilo Clássico, transita de uma melodia alegre para um assombro romântico, chegando a um desfecho astuto, com conjuntos de eco. Já Quarteto de Cordas em Fá Maior, Op. 96, conhecido também como Quarteto Americano, é a principal música de câmara de Dvořák, cuja composição reúne elementos multiculturais, inspirado na cultura dos índios, dos negros e na própria nacionalidade tcheca do compositor..
OSPA Live
Projeto online da OSPA, busca conciliar isolamento social com cultura durante a pandemia do novo coronavírus. Aos sábados, às 17h, músicos da orquestra e convidados realizam recitais, em grupos de câmara, diretamente da Sala Sinfônica, na Casa da OSPA. As exibições são transmitidas ao vivo, através do canal do YouTube da orquestra, sem a presença física do público. Com direção artística de Evandro Matté, os eventos seguem criteriosamente todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
A Bublitz Galeria de Arte inaugura no próximo sábado, dia 12 , a exposição “Luz Oriental”, com obras do artista Kenji Fukuda, considerado o principal representante do abstracionismo no Brasil. A exposição estará disponível no link virtual.galeriabublitz.com.br.
A mostra apresenta 25 peças, entre clássicas e inéditas, do artista que conquistou o reconhecimento do Brasil e do mundo e hoje é um dos mais valorizados da atualidade. “Nas minhas obras, busco contemplar três características: a harmonia das cores, o equilíbrio das formas e a sensibilidade”, sintetiza Fukuda.
Fotos: Daniel Martins/ Divulgação
O artista foi responsável pela criação do monumento comemorativo dos jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e a obra de 15 metros de altura e cinco toneladas ainda está na Barra da Tijuca, na capital fluminense. Suas peças já estiveram em diversos espaços no Brasil, na Alemanha, na França e nos Estados Unidos e podem ser conferidas em algumas das principais galerias de arte do País.
A exposição de Kenji Fukuda é a segunda da Bublitz Galeria Virtual de Arte, inaugurada em julho, com obras do artista gaúcho Marcelo Hübner. É a primeira galeria do País a permitir uma experiência online imersiva, em que é possível passear pelos ambientes da exposição e ver detalhes e as informações de cada obra.
A versão virtual do espaço cultural tradicional de Porto Alegre, a Bublitz Galeria de Arte, fundada há mais de 30 anos, foi uma alternativa para continuar dando visibilidade a grandes nomes da arte nacional que fazem parte do acervo da galeria. Além de Fukuda e Hübner, já estão programadas exposições com Inos Corradin e Vitório Gheno, entre outros artistas contemporâneos.
Quem estiver na capital gaúcha também poderá conferir as obras pessoalmente. A galeria, localizada na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, no Bairro Rio Branco, está funcionando, de segunda a sábado, de acordo com os protocolos de segurança definidos pelo município e pelo Estado.
O artista visual brasileiro Márcio Machado,que vive em Paris desde 1972, criou a escultura de um trono totalmente construído com ossos e denominado por ele “O Trono Obsceno e Mórbido da Dinastia Bolsonaro”. A obra critica a postura do presidente brasileiro Jair Bolsonaro diante da pandemia do novo coronavírus. Ela fica exposta em Paris durante três dias.
O mandatário adotou atitudes anticientíficas que contribuíram para que o país seja o segundo mais atingido no mundo pela Covid-19 em números absolutos, atrás apenas dos Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, tem em Bolsonaro um aliado. O Brasil chega ao mês de setembro somando mais de 121 mil mortos e rondando os 4 milhões de contaminados confirmados.
Márcio Machado também produziu uma pintura a partir da escultura do trono feita com ossos. Foto de divulgação do arquivo do artista
O trono que o gaúcho Márcio Machado está expondo na Praça Saint-Michel é composto por tíbias e omoplatas de boi. Sua visualização causa impacto não só pelo inusitado do suporte, como também pelo tamanho de 2 metros de altura e pelo resultado estético. As articulações são folheadas a ouro.
“O trono é um símbolo representativo do poder político e, feito com ossos, evoca a morte”, diz o artista, que também mostrará na praça uma tela pintada a partir da escultura do trono. Sempre que produz uma escultura, ele a retrata em tela, e vice-versa. Márcio tem no currículo a distinção de ter sido o primeiro brasileiro convidado a expor uma obra de arte no Centro Beaubourg-Georges Pompidou, em 1977.
A denominação “O Trono Obsceno e Mórbido da Dinastia Bolsonaro” alude ao presidente e seus três filhos políticos, o senador Flávio (investigado pela prática de “rachadinha”), o deputado federal Eduardo (investigado por fake news) e o vereador Carlos (investigado por “rachadinha” e fake news).
Fonte São Michel – Foto Carlos Delgado/ Divulgação
Escultor e pintor, Márcio amplia ainda mais seu protesto na praça por meio de um caixão de defunto que decorou com uma “parafernália” de acessórios dourados e que reforça a reprovação do morticínio causado pela má gestão da Covid-19 no Brasil. “Estou apresentando a série Obras Engajadas e Recentes a convite da Fundação Julieta Vargas de Lima, de Paris, São Paulo e New York, sendo que mostras na capital paulista e na cidade norte-americana estão em discussão”, diz ele.
Impeachment
Márcio mobilizou a comunidade brasileira residente na capital francesa para os três dias do Manifesto contra a Dinastia Bolsonaro: sábado 5, domingo 6 e segunda, o 7 de Setembro, data da Independência do Brasil. Nos três dias, serão coletadas assinaturas em favor do impeachment de Bolsonaro. No dia 7, em razão da efeméride nacional, o protesto também abrirá espaço para a celebração ao melhor estilo brasileiro, com música e dança e a reivindicação de uma “nova e verdadeira independência, sem submissão aos Estados Unidos de Donald Trump”, defende Márcio.
No início da crise sanitária, Bolsonaro classificou o coronavírus de “gripezinha”, depois não respeitou o distanciamento social e o uso de máscara e propagandeou o uso da hidroxicocloroquina – droga sem comprovação científica -, além de ter exonerado dois médicos do cargo de ministro da Saúde e colocado na vaga um general sem especialização, entre outros equívocos apontados por seus críticos. No campo político, o presidente apoiou atos públicos antidemocráticos a favor do fechamento dos poderes Legislativo e Judiciário, é hostil ao trabalho da imprensa e despreza a cultura e as artes.
Amazônia e índios dizimados
Na opinião de Márcio, a situação do país “é surreal”. Afora a pandemia, “a Amazônia queima por todos os lados e os índios são dizimados no mapa do genocídio, ao mesmo tempo que a população é reduzida ao simples papel estatístico de velhos, pobres e negros, isso tudo em um ambiente de desprezo à Constituição”. Para o artista, os filhos de Bolsonaro “brincam de presidente, dão instruções absurdas e alimentam mentiras, fake news, com os ministros militares às suas ordens e submissos”.
O artista gaúcho Márcio Machado em seu ateliê. Foto: Divulgação
Vida e carreira
Márcio trocou o Brasil pela França em meio ao regime militar que vigorou em seu país de origem durante 21 anos (1964/1985). Ele emigrou junto com um grupo de amigos, entre eles o jornalista e escritor Caio Fernando Abreu (1948/1996).
O artista manteve-se informado sobre a política nacional. Suas preocupações quanto à estabilidade democrática aumentaram a partir da eleição de Bolsonaro, que tomou posse em janeiro do ano passado. O risco de retrocesso institucional no Brasil tornou-se uma séria possibilidade, embora a maioria da população preze a democracia.
Paralelamente às artes plásticas, Márcio Machado trilhou carreira também nas artes dramáticas, iniciada em Porto Alegre, no então Centro de Artes Dramáticas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e desenvolvida em Paris como produtor, diretor, ator e formador de atores.
Durante 15 anos, ele manteve em Paris a sua própria escola de arte dramática, na qual recebia alunos locais e de outros países, como Estados Unidos e Japão. Como convidado, ministrou masterclasses na conceituada Unirio, no Rio de Janeiro, por exemplo.
SERVIÇO
O quê: Manifesto contra a Dinastia Bolsonaro
Quando: 5, 6 e 7 de setembro de 2020, das 10h às 19h
Onde: Praça Saint-Michel, em frente à Fonte Saint-Michel, no bairro Quartier Latin
A Prefeitura regulamentou, nesta sexta-feira, 14, os procedimentos necessários à aplicação dos recursos recebidos através da Lei Federal 14.017 (Lei Aldir Blanc). O decreto foi publicado na edição da sexta-feira do Diário Oficial de Porto Alegre. A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) executará diretamente os recursos recebidos. Também ficam criados o Grupo de Trabalho, denominado Força Tarefa Municipal, e o Comitê Gestor Artístico, que irão auxiliar no processo.
A Força Tarefa é composta por representantes da Prefeitura, Câmara Municipal e Secretaria da Cultura do Estado. Entre suas atribuições estão realizar as tratativas necessárias junto aos órgãos do governo federal responsáveis pela descentralização dos recursos, em alinhamento com o governo do Rio Grande do Sul e com o Legislativo Municipal. Também deverá acompanhar as etapas de transferência direta dos recursos do governo federal para o Município.
Já o Comitê Gestor Artístico é composto por representantes da SMC e da sociedade civil, contemplando diversos segmentos do setor cultural. O comitê, entre suas atribuições, deverá subsidiar o Executivo Municipal na elaboração de estratégias, diretrizes e princípios para a descentralização dos recursos da Lei Aldir Blanc, contribuir para implementação e execução no âmbito municipal e também acompanhar a aplicação dos recursos da Lei Aldir Blanc.
A Lei de Emergência Cultural 14.017, que ficou mais conhecida como Lei Aldir Blanc, vai destinar R$ 155 milhões ao Rio Grande do Sul para trabalhadores da cultura e espaços culturais fortemente afetados pela pandemia do novo coronavírus. Do valor, R$ 70 milhões irão para o Estado e R$ 85 milhões serão distribuídos aos municípios gaúchos, sendo aproximadamente R$ 9,2 milhões para ações que compreendam o auxílio emergencial a espaços culturais da Capital e lançamento de editais e outros mecanismos de apoio à cadeia econômica da cultura.
O Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual, em razão da pandemia de Covid-19, terá a sua segunda edição em ambiente online, de 18 a 29 de novembro. Com isso, o evento amplia seu alcance e estará disponível a quem se interessar em todo o país. No mesmo formato virtual, acontece em seguida o Cabíria LAB de 30 de novembro a 5 de dezembro, ação voltada para as finalistas do Cabíria Prêmio de Roteiro. Toda a programação será gratuita.
Criado para somar ao debate e ações em prol à igualdade de gênero e diversidade na cadeia produtiva do audiovisual, em consonância com diversas iniciativas ao redor do mundo, sua primeira edição foi realizada em 2019, no Rio de Janeiro, com financiamento coletivo, parcerias e voluntariado. Desafiadora, a edição resultou em cinco dias de atividades gratuitas, com uma rede de 70 cineastas, 35 filmes, seminário com painéis, oficinas e masterclass, envolvendo 16 instituições/empresas do setor.
Lógica da ampliação
O evento é uma expansão do Cabíria Prêmio de Roteiro que desde 2015 incentiva a valorização de roteiristas mulheres e protagonistas inspiradoras, sob o lema “Por mais mulheres nas telas e atrás das câmeras”. Neste ano, na 5ª edição da premiação, as ações afirmativas ampliaram-se ainda mais através da gratuidade para roteiristas negras, indígenas, mulheres PcD (pessoas com deficiência) e pessoas trans nas quatro categorias de premiação: Piloto de série documental (nova); Longa-metragem de ficção; Argumento infantojuvenil de longa ficção; Piloto de série de ficção.
Encerradas em 31 de julho, as inscrições resultaram em 267 roteiros/argumentos submetidos, sendo 20% de gratuidade para roteiristas dos grupos acima identificados. Os prêmios se convertem, principalmente, em consultorias e laboratórios e, em cada categoria, serão direcionadas ao menos duas vagas para roteiristas negras e indígenas.
O Festival também se orienta pela lógica de ampliação da representatividade em termos de gênero, raça, cor, sexualidade e território. Ao público será oferecida uma ampla programação de obras de cineastas mulheres com sessões de longas e curtas-metragens, debates com as realizadoras, além de painéis, oficinas e masterclasses diversas, voltados para estimular a rede de cineastas mulheres, enriquecer a formação profissional das participantes e provocar reflexões.
Para Marília Nogueira, da Ipê Rosa Produções, e Vânia Matos, da Laranjeiras Filmes, realizadoras do festival, “o evento reforça a importância não apenas da equidade de gênero nos espaços de trabalho, mas também a do protagonismo feminino em suas próprias histórias. No contexto do audiovisual, a iniciativa soma à luta para que mulheres tenham vez e voz ao contar suas vivências, seja escrevendo roteiros, dirigindo projetos ou atuando em personagens de destaque. Já fora das telas, o Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual promove o reflexo desse empoderamento na vida pessoal de cada mulher, incentivando e respeitando seu direito de escolha, suas experiências e demandas”, ressaltam.
Além disso, diante dos cortes dos financiamentos públicos e privados à cultura e da constante ofensiva ao setor promovida pelo governo federal, intensificadas pela pandemia do Covid-19, o Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual reúne profissionais mulheres para resistir e reagir. A ideia é pensar alternativas para desenvolver projetos, resguardar os empregos gerados pela indústria do audiovisual e manter ofertas de programação para o público.
PARCERIAS
O festival conta com diversas parcerias, entre elas: Embaixada da França no Brasil, Goethe Institut, Instituto Alana, Videocamp, Spcine, Projeto Paradiso, Tertúlia Narrativa, ETC Filmes, Capital Cinema Cultural Exchange, Cardume Curtas, FRAPA – Festival do Roteiro Audiovisual de Porto Alegre, ROTA – Festival do Roteiro Audiovisual, Serie_Lab, Selo ELAS, Hysteria, Mubi, LATC, ABRA, Wifit Brazil, Imprensa Mahon, entre outras.
SOBRE O PRÊMIO CABÍRIA
Idealizado por Marília Nogueira sob o lema “Por mais mulheres nas telas e atrás das câmeras”, o Prêmio Cabíria foi lançado em 2015. Seu nome resgata uma célebre personagem de Federico Fellini no filme “Noites de Cabíria”, eternizada pela atriz Giulietta Masina. Sua criação colocou em pauta três objetivos principais: estimular roteiristas a criarem histórias com protagonistas mulheres relevantes, diversas e inspiradoras; converter o prêmio em um selo de qualidade para os projetos premiados, visando a ampliação das suas chances de encontrar financiamento e chegar às telas; e contribuir para o aumento de oportunidade e visibilidade a roteiristas mulheres. Em suas quatro edições (2016-2019), o prêmio recebeu inscrições de 427 roteiros protagonizados por mulheres, realizou duas bem-sucedidas campanhas de financiamento coletivo e distribuiu R$40 mil em prêmios.
A série especial GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDE DO SUL estreia no dia 8 de setembro, às 15 horas, com o curador e crítico de arte Jacob Klintowitz no podcast ARTEemSINTONIA, produzido e apresentado pela artista multimídia Liana Timm. Serão quatro episódios com artistas gaúchos e um crítico de arte. Além de Klintowitz, participam Simone Michelin, Walmor Corrêa e Carlos Vergara. Para conferir os episódios, basta acessar o link: salvesintonia.com.
O podcast ARTEemSINTONIA iniciou em dezembro de 2019 e sua programação é integralmente voltada às artes visuais. “A série GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDE DO SUL é uma forma de homenagear os artistas que levam a produção artística do Estado para o Brasil e para o mundo”, destaca Liana Timm.
Jacob Klintowitz é o primeiro entrevistado. Foto: Divulgação
Jacob Klintowitz, que abre a série no dia 8 de setembro, nasceu em Porto Alegre e alcançou notoriedade como curador e crítico de arte.
Já escreveu perto de 5.000 artigos para jornais e revistas e mais 150 livros sobre arte e artistas. Foi conselheiro do Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi e do Museu Judaíco de São Paulo. Ganhou duas vezes o “Prêmio Gonzaga Duque”, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), e foi homenageado duas vezes pela instituição por sua intensa atividade cultural.
Simone Michelin falará de seu trabalho com arte eletrônica. Foto: Divulgação
Simone Michelin será a entrevistada do dia 22 de setembro, às 15 horas.
Natural de Bento Gonçalves, Simone é mestre em Artes Visuais pela UFRJ e doutorando do Centro de Ciência, Tecnologia e Pesquisa da Universidade de Plymouth, na Inglaterra.
Foi uma das pioneiras do videoarte no Brasil. Conquistou o Prêmio de Fotografia do “X Salão Carioca, Rio Arte” e o prêmio “Artista Pesquisador”, pelo Museu de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro.
Artista multimídia, desenvolve pesquisas e curadorias no campo da arte eletrônica.
Walmor Corrêa tem um trabalho que faz interação entre arte e ciência.Foto: Divulgação
Walmor Corrêa participa do podcast no dia 6 de outubro, às 15 horas.
Natural de Santa Catarina, Corrêa fez sua carreira no Rio Grande do Sul, e é um dos artistas brasileiros contemporâneos mais reconhecidos, nacional e internacionalmente, por desenvolver um trabalho norteado pela interação entre arte e ciência.
Nos corpos estranhos, poeticamente produzidos em sua arte, apresenta, entre outros, uma possível materialização dos mitos e personagens do folclore que povoam o imaginário do Brasil há mais de 500 anos.
Carlos Vergara encerra a série. Foto: Divulgação
Carlos Vergara encerra a série GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDO SUL no dia 20 de outubro, às 15 horas.
Natural de Santa Maria, gravador, fotógrafo e pintor, Vergara transferiu-se para o Rio de Janeiro, na década de 50. É conhecido como um dos principais representates do movimento artístico da Nova Figuração do Brasil.
Em sua trajetória, acumula prêmios, atua como artesão de joias, cenógrafo de peças teatrais, observa o Carnaval como objeto de pesquisa e atua em colaboração com arquitetos realizando painéis para edifícios, aplicando técnicas de artesanato popular.
Para a série GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDE DO SUL, Liana Timm une duas de suas grandes paixões: as artes visuais e o rádio.
Artista multimídia reconhecida pela aplicação de técnicas digitais em suas obras, Liana iniciou sua história com rádio fazendo comentários semanais sobre artes visuais no Centro de Difusão da UFRGS. Depois, produziu e apresentou o programa Itapema Arte, da Rádio Itapema, aos sábados, às 11 horas. Foi também editora de artes visuais da Rede Bandeirantes, onde produziu dois programas: Artnews e Rádio Arte.
Desde dezembro de 2019, produz e apresenta o podcast ARTEemSINTONIA no link salvesintonia.com.
O músico Hique Gomez lançou em agosto seu novo canal no You Tube. E na segunda quinzena de setembro exibe a web série “Sbórnia em Revista”, que reunirá performances musicais, trechos de espetáculos e novos quadros com convidados especiais. O texto abaixo é da divulgação do canal.
Em meio ao isolamento social que se impõe no mundo inteiro, a Sbørnia vive um inusitado momento de abertura. A ilha flutuante, cuja história foi contada durante 30 anos por seus embaixadores culturais Kraunus Sang (Hique Gomez) e o Maestro Pletskaya (Nico Nicolaiewsky) no premiado espetáculo Tangos e Tragédias, segue trazendo novidades.
Sendo uma ilha flutuante, Sbørnia sempre esteve em isolamento social. Pela primeira vez, o Gøverno Provisørio da Sbørnia permitiu em seu território o acesso à plataforma de vídeos YouTube. O resultado foi a inédita divulgação para o mundo de muitos aspectos antes desconhecidos da cultura, do povo e da geografia do país. Essas novidades fazem parte do mais novo projeto da saga sbørniana:
Sbørnia em Revista
Produzida de modo totalmente remoto, e combinando material inédito com décadas de um longo arquivo, a web série traz para o ambiente virtual as estórias da ilha flutuante em um formato que remonta à atmosfera dos clássicos programas humorísticos de TV. Com transmissões semanais pelo YouTube, no canal A Sbørnia Kontr’Atracka, os episódios promovem uma fusão de tempos e espaços, apresentando quadros inéditos e revivendo momentos marcantes dos mais de 35 anos da chegada dos sbørnianos ao Brasil.
Personagens
Além de Kraunus, Nabiha (Simone Rasslan) e o Professor Kanflutz (Claudio Levitan), a série marca também a estreia do mais novo integrante da trupe: Abustradamus (André Abujamra).
Os episódios se passam na terra natal dos personagens, que também estão confinados em suas casas, esperando pela chegada da pandemia que se recusa a aportar na ilha flutuante. “É um verdadeiro acidente geográfico e o único a seguir rigorosamente as regras de isolamento continental desde sempre”, confirma Kraunus (Hique Gomez).
Confinados
As gravações seguem todos os protocolos de segurança exigidos pelos órgãos de saúde. Os técnicos, de som e vídeo, trabalharam de modo remoto, com acesso aos equipamentos, instalados nas casas dos artistas.
Peculiaridades da Sbørnia
A Sbørnia é uma ilha que se desprendeu do continente após sucessivas explosões nucleares e passou a flutuar errante pelos mares do mundo.
Seu maior patrimônio é a Recykla Gran Rechebuchyn, a Grande Lixeira Cultural de onde são extraídos e reciclados os dejetos artísticos esquecidos por outras nações.
Seu regime político é o Anarquismo Hiperbølico, o que faz com que todos os seus governos sejam provisórios.
A religião oficialdo país é o Votørantismo, pois os sbørnianos são radicalmente sonhadores e precisam muito acreditar no concreto.
O esporte nacional é o Machadoboll, mas não existem ídolos como os jogadores de futebol brasileiros, pois é muito raro que algum atleta sobreviva por mais de três partidas.
Kraunus e Pletskaya imigraram para o Brasil em 1984, devido aos ataques de tribos hostis, como os Menudos, ao seu país, e se tornaram embaixadores da cultura sbørniana com seu espetáculo do estilo do Teatro Hiperbølico.
Em 2014, Pletskaya retornou em definitivo à sua terra natal, e dois anos mais tarde, Kraunus se juntou à pianista sbørniana Nabiha vivida pela maestrina, pianista e atriz Simone Rasslan para dar continuidade à saga com A Sbørnia Kontr’Atracka.
Além dos tradicionais espetáculos, que desde 1984 conquistaram fãs no Brasil e no exterior, a saga sbørniana invadiu outros formatos artísticos. Em 1990, Tangos e Tragédias em Quadrinhos, com criação de Cláudio Levitan e desenhos de Edgar Vasques, foi lançada pela editora L&PM, e ganhou duas novas edições em 2007 e 2017.
Em 2013, a Sbørnia chegou às telas do cinema, com o longa de animação Até “Que a Sbørnia nos Separe”, dirigido por Otto Guerra e Ennio Torrezan, hoje os dois únicos brasileiros membros da academia de cinema de Holywood.
Autobiografia
Em 2019, Hique Gomez publicou sua autobiografia, Para Além da Sbørnia (Ed. BesouroBox), na qual são contadas pela primeira vez ao público histórias sobre as origens e os bastidores da trajetória sbørniana.
A melodia da trompa, do trompete, do trombone e da tuba fizeram parte dos mais diversos períodos da história da música. Do barroco do século XVII ao surgimento do blues, no início do século XX, músicos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) apresentam um repertório diversificado pela 18ª edição do OSPA Live.
No próximo sábado (29), às 17h, o projeto online da orquestra destaca Canzona Bergamasca, de Samuel Scheidt (1587-1654), Quinteto de Metais No. 1 Op. 5 , de Victor Ewald (1860-1935), Suíte Monette, de José Ursicino da Silva ‘Mestre Duda’ (1935-), Killer Tango, de Sonny Kompanek (1943-), e Beale Street Blues, de William Christopher Handy (1873-1958).
A apresentação marca o encerramento da I Semana dos Metais, promovida pela Escola da OSPA, e conta com a apresentação de um quinteto, formado pelos professores do Conservatório Tiago Linck (trompete), Israel Oliveira (trompa), José Milton Vieira (trombone) e Wilthon Matos (tuba), além do instrumentista Elieser Fernandes Ribeiro (trompete). O recital é transmitido ao vivo, pelo canal do YouTube da orquestra, diretamente da Casa da OSPA. A direção artística é do maestro Evandro Matté.
Repertório
Representante do emergente barroco alemão, Scheidt publicou Canzona Bergamasca em 1621, em meio à Guerra dos 30 anos, um conflito europeu entre católicos e protestantes. A obra se destaca por uma cadeia de elementos, marcada por ritmos vivos, contrastes e recapitulações. O quinteto de Ewald é considerado um dos únicos e mais extensos exemplos do repertório romântico; o russo integrou o Quarteto Belaieff, um dos mais importantes de São Petersburgo, que moldou a literatura padrão da época. A Suíte de Maestro Duda, bem como o Tango de Kompanek, recorre a elementos intertextuais da música e da cultura popular contemporânea como aliados à composição da música de câmara. W.C. Handy é conhecido como expoente do blues e como um dos mais importantes representantes da música no início do século XX. Beale Street Blues homenageia o distrito de entretenimento de mesmo nome para a população afro-americana de Memphis, no Tennessee.
Sobre o OSPA Live
Projeto online da OSPA, busca conciliar isolamento social com cultura durante a pandemia do novo coronavírus. Aos sábados, às 17h, músicos da orquestra e convidados realizam recitais, em grupos de câmara, diretamente da Sala Sinfônica, na Casa da OSPA. As exibições são transmitidas ao vivo, através do canal do YouTube da orquestra, sem a presença física do público. Com direção artística de Evandro Matté, os eventos seguem criteriosamente todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.