Autor: da Redação

  • “Múltiplos olhares” em exposição virtual de 11 fotógrafos

    “Múltiplos olhares” em exposição virtual de 11 fotógrafos

    Com à proposta de celebrar a diversidade da fotografia em tempos de Covid 19, a 4ª edição do Projeto Múltiplos Olhares transborda para além dos limites usuais de uma mostra meramente virtual e se transforma em Galeria Múltiplos Olhares, com obras em grandes dimensões de 11 fotógrafos gaúchos. O projeto de arquitetura é do curador da mostra, Fábio André Rheinheimer, que também assina o mobiliário – o tapete e o banco foram especialmente concebidos para esta mostra virtual. O lançamento simultâneo ocorrerá no evento do facebook: Galeria Múltiplos Olhares, e em fabriloffice.wordpress.com, dia 12 de outubro às 11h.

    Foto: Douglas Fischer/ Divulgação
    Foto: Andréa Barros/ Divulgação
    Foto; Aníbal Elias Carneiro/ Divulgação

    O Projeto Múltiplos Olhares se consolida fiel ao objetivo de estabelecer o diálogo entre visões distintas na área da fotografia, e se transforma em GaleriaMúltiplos Olhares, com lançamento dia 12 de outubro, às 11h. Para esta mostra foram selecionadas as visões destes tempos de Pandemia, formas distintas de expressão de 11 fotógrafos especialmente convidados.

    Porém, diante da amplitude deste tema na contemporaneidade, esta mostra se desenvolve sem jamais se pretender absoluta [tampouco definitiva] ao que se propõe. Para esta exposição virtual, que será disponibilizada simultaneamente no evento homônimo no facebook: Galeria Múltiplos Olhares e fabriloffice.wordpress.com,foram selecionadas obras dos seguintes fotógrafos: Helena Stainer; Flávia Ferme; Fábio Petry, Leandro Facchini; Fernanda Carvalho Garcia, Andréa Barros; Aníbal Elias Carneiro; Victor Ghiorzi; Douglas Fischer; Laércio de Menezes; Sílvia Dornelles.

    Foto: Fernanda Garcia, como uma onda no mar/ Divulgação
    Foto: Flávia Ferme/ Divulgação
    Foto: Laércio de Menezes/ Divulgação
    Foto: Fábio Petry/ Divulgação

    “Na concepção deste projeto de arquitetura foi considerado a facilidade de acesso às obras, as quais solicitei aos fotógrafos em grandes dimensões, 1,33×2,00m. A minha proposta foi interferir o menos possível na visualização das fotografias. Já o projeto do banco se desenvolve enquanto sólido de revolução, a partir da figura geométrica trapézio e tem o tapete como complemento acentuando a proposta formal. A concepção e disposição do mobiliário visa estabelecer um diálogo elegante com as obras da exposição.” – observa Fábio André Rheinheimer.

    Foto; Victor Ghiorzi/ Divulgação

     “Sob orientação de um mesmo conceito: o exercício da fotografia enquanto instrumento a serviço de [possíveis] narrativas, as fotografias selecionadas para esta mostra formam um conjunto multifacetado [a revelar pontualmente o universo particular de cada um dos 11 fotógrafos convidados]; as quais, segundo novas vinculações neste contexto, propõem outras apropriações simbólicas, portanto viabilizam novas releituras de domínio exclusivo do espectador”, escreve Fábio André Rheinheimer.

    Foto: Leandro Facchini/ Divulgação
    Foto; Sílvia Dornelles/ Divulgação
    Serviço: 
    GaleriaMúltiplos Olhares – exposição virtual com obras de 11 fotógrafos gaúchos, e projeto arquitetônico e de mobiliário do curador da mostra.
    Fotógrafos participantes: Helena Stainer;Flávia Ferme;Fábio Petry, Leandro Facchini; Fernanda Carvalho Garcia, Andréa Barros; Aníbal Elias Carneiro; Victor Ghiorzi; Douglas Fischer; Laércio de Menezes; Sílvia Dornelles.
    Lançamento: 12 de outubro às 11h
    Onde: lançamento simultâneo no evento do facebook: Galeria Múltiplos Olhares, e fabriloffice.wordpress.com
    Período do evento: de 12 a 26 de outubro de 2020.

  • Wander Wildner Power Trio no ShowLivrePlay, lançando o disco gravado ao vivo no Opinião

    Wander Wildner Power Trio no ShowLivrePlay, lançando o disco gravado ao vivo no Opinião

    A carreira de Wander Wildner tem dessas coisas. Pouco antes do início da pandemia, sem saber de nada sobre COVID ainda, Wander chamou Georgia Branco e Pitchu Ferraz, duas parceiraças de carteirinha, pra gravar um show ao vivo e, quem sabe, no futuro próximo virar disco. No dia 12 de março esse encontro aconteceu e foi memorável.

    Wander Wildner. Foto Fernanda Chemale/ Divulgação

    A ideia era pegar a estrada logo a seguir, mas poucos dias depois se iniciava esta que é a maior crise sanitária em séculos, obrigando populações inteiras a se adaptarem e deixando os artistas à mercê do mundo digital e sem previsão de retorno. Mas nem essa dificuldade toda tirou Wander da parada. Pelo contrário. Acostumado a fazer limonada de limão, o artista vai mostrar com as gurias este show, que marca o lançamento do disco, dia 15 de outubro, às 20h e todos poderão assistir onde quer que estejam. Pra isso é só se conectar na rede e acessar o canal ShowLivrePlay.

    Pitchu Ferraz (bateria e backing vocal). Foto: Fernanda Chemale/ Divulgação
    Georgia Branco (baixo e backing vocal). Foto Fernanda Chemale/ Divulgação

    Wander Wildner Power Trio Ao Vivo

    Dia 15 de outubro, às 20h no canal ShowLivrePlay

    Os ingressos já estão a venda no site www.showlivreplay.com ou direto no link https://bit.ly/2Gqt1DX

    Valores:

    R$ 10,00 – PROMOCIONAL (50 unidades) Ingresso show online

    R$ 20,00 – Ingresso show online + 15% Desconto dos produtos Wander Wildner no site www.produtooficial.com.br

    R$ 30,00 – Ingresso show online + 15% Desconto dos produtos Wander Wildner no site www.produtooficial.com.br + Download de 2 EP’s (Qu4tro Qu4rtos de Qu4rentena Qu4ntica e 3XWW)

     

  • “Os dois nobres parentes” um conto de Chaucer, teatralizado por Shakespeare

    “Os dois nobres parentes” um conto de Chaucer, teatralizado por Shakespeare

     

    A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 5

    OS DOIS NOBRES PARENTES

    p/William Shakespeare

    & John Fletcher

    Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

    Porto Alegre, Editora Movimento, 2016, 248p.

    Em coedição com EDUNISC, Santa Cruz do Sul, RS.

    “Palamon e Arcite, personagens centrais desta obra, querem sair da Tebas corrupta, onde o vício é virtude e a virtude, vício. Como eles dizem, o leite da vaca tem o gosto do pasto que a alimenta, ou seja, como não ficar corrupto em meio a tanta corrupção?”

    Tendo o argumento dessa peça sido retirado de um conto de Chaucer (de certo modo o codificador da língua inglesa), no Prólogo, o Coro diz assim:

    É Chaucer, por todos admirado, o pai desta história;

    nela, por toda a eternidade ele vive.

    Se não fizermos jus à nobreza da obra de Chaucer

    e o primeiro som que esta criança ouvir for um apupo,

    como haverão de se agitar os ossos daquele bom poeta

    e como ele haverá de chorar debaixo da terra: Ó, longe

    de mim esta palha sem gosto de um escritor tão ruim,

    que destrói minha reputação de poeta e faz menos caso de minhas

    obras do que das histórias de Robin Hood. Este é nosso medo.

  • O homem que ensinou Caetano a ouvir música

    O homem que ensinou Caetano a ouvir música

    Zuza Homem de Mello. Foto Carol Guedes/ Divulgação

    Morreu enquanto dormia o jornalista e pesquisador musical  Zuza Homem de Mello, aos 87 anos. Foi na manhã deste domingo, 4, no apartamento em que morava no Bairro Pinheiros em São Paulo. Infarto agudo do miocárdio foi a causa registrada no atestado de óbito.

    Está de luto a comunidade musical brasileira, a quem ele dedicou uma obra imensa e variada que produziu como  jornalista, escritor, produtor de discos, professor, palestrante, apresentador de shows e curador de festivais.

    Zuza tinha muitos amigos gaúchos e alguns deles, como o músico e produtor cultural Carlos Badia, os jornalista Juarez Fonseca e Márcio Pinheiro e o músico Arthur de Farias fizeram registros emocionados, jornalísticos e de tributo a Homem de Mello.

    “Suinge é aquele balanço que não está na pauta”, aprendeu ele nos primeiros estudos que fez com a intenção de ser contrabaixista.

    “Essa, acredito que seja a grande meta da minha vida: fazer as pessoas saberem ouvir música”, disse ele no doc “Zuza Homem de Jazz” (2019), de Janaina Dalri.

    Começou como baixista  tocando em boates em São Paulo. Em 1957,  foi para a School of Jazz, em Massachusetts (onde teve aulas com Ray Brown, lenda do contrabaixo) e logo depois para a prestigiada Juilliard School of Music, em Nova York, onde aprendeu, em suas palavras, “a ouvir música”.

    Tinha  23 anos e  mergulhou de cabeça no mundo do jazz, em clubes como o Five Spot Jazz Café (onde o pianista Thelonious Monk mudou sua visão de música, com uma banda que tinha o saxofonista John Coltrane) e o Village Vanguard.  Foi testemunha privilegiada de uma época de rara criatividade na música mundial e registrou suas impressões como colunista da “Folha da Noite” e “Folha da Manhã”.

    Voltou ao Brasil dois anos depois e foi trabalhar como técnico de som na incipiente  TV Record onde ficou mais de dez anos.

    Lá acompanhou os bastidores dos festivais da canção que revelaram nomes como Caetano Veloso e Gilberto Gil, o “Fino da Bossa” (de Elis Regina e Jair Rodrigues) e o “Jovem Guarda”, de Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. É dessa época seu empenho em trazer grandes nomes do jazz ao Brasil.

    Quando soube de sua morte, Caetano Veloso lembrou das “conversas íntimas e audição de clássicos da canção popular do mundo”. “Eu fui presenteado com essa convivência educadora e quero saudar a existência de Zuza”, escreveu Caetano no Facebook.

     

  • Shakespeare e a resposta ambígua de um enigma, em”Péricles”

    Shakespeare e a resposta ambígua de um enigma, em”Péricles”

     

    A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o quarto volume.

    A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 4

    PÉRICLES

    p/William Shakespeare

    Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

    Porto Alegre, Editora Movimento, 2019, 176p.

    Em coedição com EDUNISC, Santa Cruz do Sul, RS.

    “Desejoso de casar com a linda filha do Rei Antíoco, o Príncipe Péricles aceita tentar resolver o complicado enigma com o qual Antíoco põe à prova os pretendentes de sua filha. Não obstante a mórbida visão de inúmeras cabeças decepadas, fincadas em estacas, de apaixonados que falharam em achar a resposta do enigma, Péricles lê o enigma, acha a resposta, que envolve o tabu do incesto, e logo se dá conta que enfrenta um drama kafkiano, pois morrerá, quer dê a Antíoco a resposta certa, quer não a dê. Salva-o, em parte, o poder da palavra, que torna sua resposta tão ambígua como o próprio enigma.”

    Ato III – Coro [após a cena do casamento]:

     Agora o sono acalmou o alvoroço;

    nenhum ruído pela casa senão roncos,

    cada vez mais altos por causa da comilança,

    nesta solene festa de casamento.

    O gato, com olhos que brilham como brasa,

    se ajeita junto à toca do ratinho;

    os grilos cantam junto à boca do forno,

    faceiros por acharem um lugar quentinho.

    Himeneu levou a noiva ao leito onde,

    perdida sua virgindade,

    formou-se um bebê. Atenção, agora

    o tempo, que passa tão ligeiro,

    preenchei inteligentemente com a imaginação;

    o que for mudo no palco, esclareço com minha fala.

  • Lei Aldir Blanc: Prefeitura publica regras para distribuição de R$ 9 milhões ao setor cultural

    Lei Aldir Blanc: Prefeitura publica regras para distribuição de R$ 9 milhões ao setor cultural

     

    A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) publicou em edição extra do Diário Oficial (Dopa) desta quarta-feira, 30, a portaria com os procedimentos necessários à aplicação dos recursos recebidos pela Lei Federal nº 14.017 (Lei Aldir Blanc). O texto apresenta as ações emergenciais destinadas ao setor cultural, destinadas à manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições e organizações culturais comunitárias que tiveram as suas atividades interrompidas com as medidas de isolamento social.

    O Município recebeu aproximadamente R$ 9,2 milhões que serão divididos entre a manutenção de espaços culturais (inciso II) e recursos para os editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural (inciso III).

    As entidades artístico-culturais habilitadas irão receber o pagamento de duas parcelas, a primeira no valor de R$ 3.000. Poderá ser acrescido ao primeiro pagamento valores referentes aos critérios afirmativos indicados no ato do cadastro, tais como gênero, raça, deficiência, orientação sexual e idade. O valor total pago na primeira parcela poderá chegar a R$ 6.000 dependendo dos critérios afirmativos informados. Já a segunda parcela dependerá da avaliação e pontuação de critérios descritos no edital, variando entre R$ 3.000 para os colocados entre as 376º e 450ª posições até R$ 8.000 para os colocados entre a 1ª e 75ª posições.

    A lista final de habilitados será publicada no Dopa. Após o recebimento e análise da documentação entregue, será concedida a pontuação de acordo com os critérios.

    ÍNTEGRA DA PORTARIA – PÁGINAS 1 A 13.
    http://dopaonlineupload.procempa.com.br/dopaonlineupload/3638_ce_20200930_executivo.pdf

  • Morreu Quino, que desenhou o inconformismo. E criou Mafalda

    Morreu Quino, que desenhou o inconformismo. E criou Mafalda

    Vitor Nuzzi, da RBA

     

    O desenhista argentino morreu hoje, aos 88 anos, um dia depois do “aniversário” de 56 anos sua icônica personagem.

     

    Em novembro de 1954, a revista semanal argentina Esto Es publicou a tira de um estreante de “linha lacônica”. Joaquín Salvador Lavado Tejón, o Quino, tinha 22 anos. Esse traço se tornou marca registrada do artista, possivelmente o desenhista de língua espanhola mais conhecido no mundo. Em boa parte, isso se deve à personagem Mafalda, a nacionalista rebelde nascida em 1964 e que ontem havia completado 56 anos. Quino morreu nesta quarta-feira (30), aos 88 anos, depois de sofrer um AVC na semana passada.

    Nascido em Mendoza em 17 de julho de 1932, aos 13 anos, já decidido a ser desenhista, matriculou-se na Escola de Belas Artes. Cansou de pintar no gesso, e aos 18 foi para Buenos Aires procurar um editor. Levou mais de três anos até conseguir. “No dia em que publiquei minha primeira página, tive o momento mais feliz da minha vida”, recordou.

    Nasce uma personagem

    Casado com Alicia Colombo desde 1960, três anos depois ele publicou seu primeiro livro, Mundo Quino. Nessa época, foi apresentado a uma agência de publicidade que procurava alguém para lançar uma linha de produtos eletrodomésticos. A campanha não foi para a frente, mas ali começou a nascer a mais famosa de suas personagens. “Mafalda, la chica de pelo negro que odia la sopa y está en contradicción con los adultos”, como definiu.

    A primeira tira com Mafalda foi publicada pela primeira vez em 29 de setembro de 1964, no semanário Primera Plana. Não demorou muito para que ela se tornasse um fenômeno inclusive internacional. Era a garotinha inconformada com as mazelas do mundo, sempre questionando seus pais. E também fanática pelos Beatles, que surgiram na mesma época.

    Mafalda chegou à Itália, por exemplo, em 1969, apresentada por ninguém menos que Umberto Eco. No Brasil, álbuns publicados nos anos 1980 (com tiras de 1965 dos jornais El Mundo e Córdoba) tiveram tradução de Mouzar Benedito e edição de Henfil.

    Criador e criatura

    Quino parou de desenhar Mafalda e sua turma em junho de 1973. Queria dedicar-se a outros projetos. Tempos depois, descobriu-se que o fim das tiras estava também relacionado à situação política da Argentina. Mas ela já ganhara vida própria. Tornou-se uma das personagens mais icônicas de todos os tempos. Quem vai a Buenos Aires, por exemplo, dificilmente deixa de ir ao bairro de San Telmo, local de uma feira famosa e onde está Mafalda, sentada em um banco.

    Em 2018, foram inauguradas estátuas de Mafalda, Manolito e Susanita em Mendoza, terra natal do escritor. Mas, assim como a personagem transcendeu o criador, a obra de Quino vai muito além da criatura. Quino é “um dos maiores autores de humor gráfico que já houve”, disse tempos atrás a cartunista Laerte.

    Em entrevista ao jornal Página/12, em 2004, Quino contou do que tratava em suas tiras: “Da relação entre os fracos e os poderosos”.

    Uma rebelde de 6 anos chega aos 50

    Reprodução
    Tira clássica de Quino: a faxineira arruma tudo, inclusive o quadro ‘Guernica’, de Pablo Picasso, em alusão à guerra civil espanhola. Até a patroa estranhou…

     

  • “Recital de piano em casa”, com João Maldonado, na reabertura parcial do Espaço 373

    “Recital de piano em casa”, com João Maldonado, na reabertura parcial do Espaço 373

    No dia 7 de outubro (quarta-feira), às 20h, João Maldonado celebra 56 anos de vida e 37 de carreira com o show “Recital de Piano em Casa”. O projeto foi contemplado no FAC Digital RS, edital da Secretaria de Estado da Cultura promovido, em parceria com a Universidade Feevale, de Novo Hamburgo. A live acontece, simultaneamente, pelo canal do Youtube do músico e do Espaço 373, que vem apoiando artistas neste período isolamento social. A data marca, ainda, a reabertura gradual do 373 para até 30 pessoas (a capacidade total é de 130 pessoas) com agendamento prévio pelo Eventbrite, em cumprimento a todos os protocolos de segurança sanitária. A apresentação tem entrada gratuita.

    No repertório, composições feitas para a família, além das músicas do disco “Beauty”, lançado em novembro do ano passado pela Loop Discos. “É um aniversário bem diferente. Já não tenho mais minha vó nem meus pais. Minhas irmãs, que moram fora de Porto Alegre, não vejo desde o início dessa loucura que estamos passando. Então este show é uma forma de estar perto deles e, também, de agradecer por estarmos sobrevivendo à pandemia do coronavírus”, diz Maldonado.

    Foto Nabor Goulart/ Divulgação

    Do jazz a bossa nova
    Desde o início da pandemia, João Maldonado tem aproveitado o tempo para estudar Harmonia com o pianista Fabio Torres, do Trio Corrente, Grammy 2014 como Melhor Álbum de Jazz Latino, e compor. Ele está preparando um trabalho de bossa nova que será lançado em breve, com várias participações especiais, pela Loop Discos.

    “Apesar de tudo, estou vivendo um momento muito feliz. Passei pelo rock, fui o primeiro pianista a gravar um álbum de blues no Rio Grande do Sul, em 2019 lancei meu primeiro disco de jazz e só faltava a bossa nova. Fui desafiado pelo Edu Santos (Loop Discos), precisei estudar muito e o trabalho está ficando maravilhoso. Vamos tocar a alma das pessoas”, destaca Maldonado.

    SERVIÇO
    Recital de Piano em Casa
    Quando:
     7 de outubro | Quarta-feira | 20h
    Transmissão ao vivo pelo Youtube
    João Maldonado:
     https://www.youtube.com/user/joaomaldonado1
    Espaço 373: https://www.youtube.com/channel/UCsRPM0jg5nTo89lkXoP4GUA
    Reserva para o show: https://www.eventbrite.com.br/e/recital-de-piano-em-casa-com-joao-maldonado-tickets-123219355409
    Endereço: Rua Comendador Coruja, 373 – Quarto Distrito
    Informações: (51) 98142 3137 | (51) 99508 2772

  • Em ” Coriolano”, um drama da república romana contado por Shakespeare

    Em ” Coriolano”, um drama da república romana contado por Shakespeare

     

    A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o terceiro volume.

    A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 3

    CORIOLANO

    p/William Shakespeare

    Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

    Porto Alegre, Editora Movimento, 2017, 264p.

    Editado com o apoio de Wizard

    “Militar romano que ajudou a expulsar o último rei de Roma, Coriolano foi um dos instauradores da república romana, em torno de 500 a.C. Seu exacerbado amor à justiça, que o levou, entre outras atitudes radicais, a exercer forte oposição à decisão do Senado que, temeroso de perder votos, permitiu a distribuição gratuita de trigo à plebe, foi seu defeito trágico (húbris) que, somado a seu apego edipiano por sua mãe e sua intransigência em ceder, lhe trouxe consequências fatais.”

    Ato I, Cena 1 – Caio Márcio (depois chamado Coriolano – dirigindo-se aos cidadãos de Roma):

                                                   […] Que quereis, cães furiosos,

                                                   que não gostais nem da paz nem da guerra? A guerra vos assusta

                                                   e a paz vos torna arrogantes. Quem em vós confiar

                                                   vai descobrir lebres lá onde pensava achar leões

                                                   e gansos onde buscava raposas; confiar em vós é o mesmo

                                                   que confiar numa brasa que fica no gelo

                                                   ou no granizo que se derrete ao sol. Para vós é virtude

                                                   valorizar aquele cujo crime o levou a ser punido

                                                   e vituperar a justiça que o puniu. Os que merecem as glórias

                                                   incorrem em vosso ódio; aquilo que procurais é como

                                                   o apetite de um homem adoentado, que mais deseja aquela comida

                                                   que vai agravar seu mal. Aquele que confia

    em vosso apoio, nada com nadadeiras de chumbo

    e tenta derrubar carvalhos com caniços.

  • Coletivo Nimba debate a condição da mulher negra  em lives no mês de outubro

    Coletivo Nimba debate a condição da mulher negra  em lives no mês de outubro

    O Coletivo Nimba, grupo de profissionais negras da cultura, convidou quatro mulheres de destacada atuação na cultura gaúcha para comentar sobre a condição da mulher negra na sociedade em uma série de encontros virtuais no mês de outubro. Quem abre o projeto “Bate-Papo Nimba” é a jornalista Carol Anchieta, que conversará sobre o tema “Afrofuturismo”, no dia 6 de outubro, terça-feira, às 21h. O público pode acompanhar pelo Instagram do coletivo (@coletivonimba).

    Carol Anchieta é jornalista, com passagens por veículos como TV Unisinos, Canal Futura, Rede Globo e RBS TV. E mestranda em Design Estratégico para Inovação Social, com foco em moda sustentável e Afrofuturismo, integra o grupo de estudos “Atinuké – Pensamento de Mulheres Negras” e, atualmente, trabalha como assessora de Diversidade da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

    A programação do “Bate-Papo Nimba” prossegue no dia 13 com a presença da bióloga e ativista Maria Cristina Santos Ferreira, que abordará o empreendedorismo de mulheres negras, a partir do caso da Rede de Afro-Empreendedoras (Reafro). No dia 20, a conversa é com a poetisa Delma Gonçalves, com o tema “Histórias de uma Compositora Negra”. Finalizando o ciclo, no dia 27 de outubro, a contadora e empreendedora Carol Moreira, mentora de negócios de mulheres negras, fala sobre a startup Negras Plurais e sobre o protagonismo negro.

    A série “Bate-Papo Nimba” iniciou-se em abril deste ano, com encontros semanais que visavam mitigar os efeitos da pandemia e proporcionar momentos de diálogo e troca de saberes. Já foram entrevistas pelas integrantes do coletivo: Vera Lopes, Iya Sandrali, Iara Deodoro, Anaadi, Andrea Cavalheiro, entre outras. As entrevistas podem ser acessadas no IGTV do @coletivonimba.

    Mesmo em um contexto de pandemia, o Coletivo Nimba mantém a proposta de reunir um conjunto de artistas descendentes da diáspora africana em conversas que discutem a presença minoritária da mulher negra em espaços de produção intelectual, de consumo e de poder. Outra iniciativa do coletivo é o Sarau A Única Negra, tradicional encontro poético-musical, que também vem sendo realizado em formato virtual, promovendo e divulgando o trabalho de artistas negras.

    SERVIÇO:

    O Quê: Bate-papo Nimba. Série de encontros virtuais que discutem a participação da mulher negra na sociedade contemporânea. Abertura com a jornalista Carol Anchieta.   

    Quando: Dia 06 de outubro de 2020, terça-feira, 21h

    Onde: Pelo Instagram do Coletivo Nimba – @coletivonimba