Categoria: Cultura-NOTAS

  • Restauração das Fachadas da Fundação Pão dos Pobres de Santo Antônio inicia nova etapa

    Restauração das Fachadas da Fundação Pão dos Pobres de Santo Antônio inicia nova etapa

     

    projeto de Restauração das Fachadas da Fundação o Pão dos Pobres de Santo Antônio inicia nova etapa das obras. Serão recuperadas as fachadas internas do prédio localizado na Rua da República, 801, em Porto Alegre, a partir do projeto arquitetônico  assinado pelos arquitetos Lucas Volpatto e Jacqueline Manica, da Studio1 Arquitetura.

    A iniciativa, com gestão cultural da Cult Assessoria e Projetos Culturais, também prevê uma exposição sobre a história da Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antônio, que completou recentemente 128 anos, e a construção do imponente prédio.

    A edificação foi projetada em 1925 pelo arquiteto alemão Joseph Franz Seraph Lutzenberger (pai do ambientalista José Lutzenberger), a pedido da Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antônio para o acolhimento de meninos em vulnerabilidade. Hoje, a entidade filantrópica atende em torno de 1,5 mil crianças, adolescentes e jovens.

    Tombado em 2004 pelo município por contribuir para a qualificação do cenário urbano, o prédio permanecendo como referencial arquitetônico e histórico, constituindo-se em marco significativo na memória da capital gaúcha.

    Com autorização da LIC – Lei de Financiamento à Cultura / Sistema Pró-Cultura RS para a captação do valor de R$ 1.137.442,40 (hum milhão, cento e trinta e sete mil, quatrocentos e quarenta e dois reais e quarenta centavos), o projeto já conta com a adesão das empresas patrocinadoras MA Produtos Hospitalares, Sulgás e Vitlog Transportes, que aportaram o montante de R$600.000,00 (seiscentos mil reais).

    No entanto, para a sua plena execução é fundamental a captação do saldo. Maiores informações sobre como apoiar a preservação desse importante patrimônio histórico, pelos contatos (51) 99236-6951 ou praxisgestaodeprojetos@gmail.com, com Cecília Muccillo Daudt, da Práxis Gestão de Projetos.

    Fachadas internas da Fundação O Pão dos Pobres foto Marcelo Donadussi/ Divulgação
    Sobre a Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antônio
     
    A FPP é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que atende cerca de 1.500 crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social. A instituição tem 128 anos de existência e oferece três serviços: Acolhimento Institucional, Aprendizagem Profissional e Serviço de Convivência e Educação Integral. 
     
    Do total de atendidos, 160 crianças e adolescentes com idades de zero a 18 anos (incompletos) tem o Pão dos Pobres como sua moradia. A instituição serve cerca de 62 mil refeições mensalmente e é mantida com recursos do Funcriança, parcerias com órgãos municipais e empresas parceiras, por meio de cotas de aprendizagem profissional. Doações via PIX e em espécie também são fonte de recursos para a manutenção dos espaços e serviços oferecidos pelo Pão dos Pobres.
  • Terça Lírica apresenta dia 19 Especial de Natal “La nuit de Noël”

    Terça Lírica apresenta dia 19 Especial de Natal “La nuit de Noël”

    O Memorial do Judiciário do RS encerra o Terça Lírica 2023 com o Especial de Natal La nuit de Noël. O espetáculo ocorre no dia 19 de dezembro (terça-feira), às 18h30, no Palácio de Justiça de Porto Alegre.

    Com curadoria de Flávio Leite, “La nuit de Noël” terá uma abordagem cênico-musical, assinado pela diretora Rosimari Oliveira, que contará com a iluminação de Veridiana Mendes e a participação do ator Daniel Cavalcanti. A soprano Dêizi Nascimento, a mezzosoprano Kauanny Klein, o tenor Adolfo Amaral, o baixo-barítono Guilherme Roman e o pianista Patrick Menuzzi darão vida a um emocionante repertório francês do século 18, que promete emocionar o público.

    A partir das obras de Adolhe Adam, Camille Saint-Säens, Cesar Franck e Gabriel Faurè, o recorte musical foge do lugar comum dos concertos de natal, porém, a sensibilidade, a elegância e a beleza típica destes compositores proporcionam ao público contemplação e elevação. “A apresentação das obras será ambientada cenicamente, revelando a pureza e o sentido mais original do Natal”, destaca a diretora Rosimari Oliveira.

    Terça Lírica

    Ao longo do ano, o Memorial do Judiciário realizou 6 espetáculos na série, reunindo mais de 1.000 apaixonados por ópera e novos públicos de todas as idades gratuitamente. Na internet, o projeto teve uma audiência ainda maior com as visualizações das gravações dos espetáculos disponíveis no Youtube.

    “O Rio Grande do Sul está vivendo um caso de amor com a ópera. Com as iniciativas da Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul e o aprimoramento, crescimento e profissionalização da temporada gratuita do Terça Lírica, o público gaúcho tem lotado todos os espetáculos destinados ao gênero. Terça Lírica também cumpre o importante papel de servir de palco para jovens artistas terem oportunidade de interpretar seus primeiros protagonistas e o público conhecer novas vozes e novos talentos. Através de montagens originais, criativas, acessíveis e legendadas que contam com a direção de grandes nomes das artes cênicas local, a ópera no RS está viva e cumprindo seu papel de englobar todas as outras formas de arte para emocionar o público”, destaca Flávio Leite.

    SERVIÇO
    Terça Lírica – Especial de Natal “La nuit de Noël”
    Quando: 19 de dezembro | Terça-feira | 18h30

    Onde: Palácio da Justiça do RS ((Praça Marechal Deodoro, 55 – Centro Histórico)
    Produção: Bonella Produções
    Entrada franca

     

  • Turucutá promove show de encerramento da oficina 2023

    Turucutá promove show de encerramento da oficina 2023

    A Turucutá vem trilhando seu caminho no enredo do samba e da cultura de Porto Alegre  sempre com respeito à história construída pelos que vieram antes. Histórias de samba, de família, de carnaval. E é com esse amor, dedicação e afeto, que há muitos anos vem criando sua trajetória, segundo o material de divulgação da Turu, como é chamada carinhosamente por quem a conhece.

    Para celebrar esse momento, ponto alto do ano, a Turucutá anuncia o show de encerramento da oficina 2023, dia 16 de dezembro, a partir das 21h, na quadra da Imperadores do Samba. Abrindo a noite está o Dj Tom Nudes, seguido por show do Grupo Noventa e a apresentação da Turucutá e alunos, mostrando o aprendizado e as vivências de todo o ano. Encerrando a noite vem o showzaço de Natália Santos e banda, uma das vozes mais potentes da cidade.

    Oficina Turucuta_ fotos Alex Garcia e Vinícius Ávila/ Divulgação

    Muito mais que um grupo musical com 15 anos de trajetória, a Turucutá é um movimento. Uma onda que vem lá de trás com referências dos antigos carnavais, das cidades do interior e suas famílias reunidas pra tocar e contar histórias, que traz em sua essência o respeito aos que vieram antes, ao povo do carnaval e às escolas de samba, lembranças dos bailes de salão com suas marchinhas, os cortejos de rua dos dias atuais. Um movimento que preza a liberdade e a coletividade, que realiza trabalho social, que fomenta a prática musical coletiva, que fortalece as artistas. Uma onda que, do ponto de partida ao ponto de chegada, arrepia, alegra e dá aos seus integrantes e ao público a sensação de pertencimento. Seus integrantes e professores, alguns lá do início da formação do grupo, em 2008, outros que foram somando na década seguinte, tem as mais diversas origens, profissões e visões sobre arte, música e a banda que os une, mas todos convergem quando o assunto é a importância desse coletivo para o movimento musical de batucada na cidade. Mais do que um grupo e um movimento, a Turucutá mantém firme e forte seu eixo educacional, com sua tradicional oficina que forma dezenas de alunos todo o ano e revigora e fortalece os blocos da cidade e a arte de rua. E isto faz parte da sua caminhada, está em deu DNA.

    Oficina Turucuta_ fotos Alex Garcia e Vinícius Ávila/ Divulgação

    Plural, o grupo utiliza instrumentos de percussão melodicamente acompanhados por vozes, sopros e cordas, para transformar. Um dos pioneiros nesse formato, vem transmutando o espaço público, propondo mais vida, cores, emoções e liberdade para o nosso dia-a-dia. Com um repertório que flutua do samba ao rock, do ijexá ao funk, do makulelê ao afoxé, a Turucutá é eclética e livre de preconceitos musicais. Seus artistas sonham com um mundo melhor, mais humano, mais lúdico, onde as manifestações populares tenham seu espaço garantido. E munidos de sua música, tratam de tornar esse sonho realidade!

    Oficina Turucuta_ fotos Alex Garcia e Vinícius Ávila/ Divulgação

    Que o pagode anos 90 marcou toda uma geração, ninguém duvida. Nesse cenário entra o “Grupo Noventa”, formado por Rodrigo Fileh, Thayson Marques, Artur Klassmann e Duda Lopes. O time vem forte e põe o público para cantar ao som dos clássicos de Exaltasamba, Negritude Jr. Art Popular, entre outros.

    MAIS ATRAÇÕES

    Natália Santos_ Foto: Pablo Piñeyro/ Divulgação

    Natália Santos é uma talentosa cantora, pandeirista e compositora que tem sido uma presença vibrante na cena musical de Porto Alegre desde 2004. Com uma voz poderosa que ecoa as raízes profundas do samba e uma paixão inabalável pela música brasileira, ela está pronta para conquistar corações e palcos com seu talento inegável e presença cativante. Em carreira solo com sua banda, encanta o público com sua cadência nas noites de Porto Alegre. Sua voz marcante pode ser apreciada em seus singles “De Bar em Bar” e “Cheio de PhD”, disponíveis em todas as principais plataformas digitais.

    Programação

    21h – DJ Tom Nudes

    22h – Grupo Noventa

    23h30 – DJ Tom Nudes

    00h: Apresentação Turucutá com a oficina

    1h – Natalia Santos e Banda

    3h – Dj Tom Nudes

    Oficina Turucuta_ fotos Alex Garcia e Vinícius Ávila/ Divulgação

    Show da Oficina de Percussão e Cordas da Turucutá

    Dia 16 de dezembro, às 21h

    Quadra da Imperadores do Samba – Av Padre Cacique, 1567 – Praia de Belas

    Ingressos já à venda no Sympla: https://bit.ly/FestadaOficina23

    Valores:

    1o lote (até 09/12) – R$ 20,00

    2o lote (até 12h do dia 16/12) – R$ 25,00

    Na hora: R$ 30,00

    Apoio: Imperadores do Samba, Mister X e Centro Cultural Cidade Baixa

    Redes da Turucutá:

    https://www.facebook.com/turucuta

    https://www.instagram.com/turucuta/

  • OSPA encerra Temporada Artística 2023 com concerto em Canoas amanhã, dia 14

    OSPA encerra Temporada Artística 2023 com concerto em Canoas amanhã, dia 14

     

    A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS), encerra mais uma grande temporada artística com um concerto na Paróquia Nossa Senhora das Graças, Canoas. A apresentação está marcada para a próxima quinta-feira, 14 de dezembro, às 19h30. A Orquestra estará sob a regência do maestro e diretor artístico da OSPA Evandro Matté, e contará com a participação especial da cantora Elisa Lopes. O ingresso é 1kg de alimento não perecível.

    O concerto está inserido na Série Interior da temporada “OSPA em Movimento”, que promove a circulação da música de concerto por todo o Rio Grande do Sul. Em sintonia com o ambiente da Paróquia e a época do ano, o repertório da apresentação é formado por música sacra, além de grandes sucessos de diferentes períodos da música de concerto.

    A soprano Elisa. Lopes; Foto: Luiza Piffero/ Divulgação

    A soprano lírica Elisa Lopes, que acompanhou a OSPA em uma apresentação em Cachoeirinha, em 31 de março deste ano, volta a se unir à orquestra. A cantora comenta o repertório que interpretará: “Cantarei obras do período barroco, como ‘Rejoice Greatly’ do oratório ‘O Messias’, de Händel, do classicismo com ‘Laudate Dominum’, de Mozart, e do romantismo, com a famosa ária ‘Je veux vivre’, da ópera ‘Romeo et Juliette’ de Gounod. Além disso, a ‘Ave Maria’ de Bach/Gounod, que de alguma forma une o barroco ao clássico. Apesar dos períodos musicais tão distintos, quase todo o repertório tem uma temática sacra, que remete ao período de Natal que está se aproximando.”

    No repertório instrumental estão peças muito famosas, como a abertura da ópera “As Bodas de Fígaro”, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791), “Valsa Ouro e Prata”, de Franz Lehár (1870 – 1948), “Dança Húngara nº 1”, de Johannes Brahms (1833 – 1897), e “Marcha Radetzky”, de Johann Strauss I (1804 – 1849). Também serão executadas duas composições brasileiras: “Episódio Sinfônico”, de Francisco Braga (1868 – 1945), e o segundo movimento da “Suíte Vila Rica”, de Mozart Camargo Guarnieri (1907 – 1993).

    O maestro Evandro Matté rege a apresentação em Canoas. Foto: Luiza Píffero/ Divulgação
    O maestro Evandro Matté regerá a OSPA  em Canoas. Foto: Luiza Píffero/ Divulgação

    Sobre Evandro Matté (regente)

    É diretor artístico e maestro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, da Orquestra Theatro São Pedro e do Festival Internacional SESC de Música, em Pelotas. Realizou sua formação musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na University of Georgia (Estados Unidos) e no Conservatoire de Bordeaux (França). Desde 2006, atua como regente e, como convidado, já esteve à frente de orquestras de Uruguai, Argentina, China, Portugal, República Checa, Croácia, Alemanha, Itália, Colômbia e Estados Unidos. Em 2019, foi condecorado pelo Ministério da Cultura da França pelo desenvolvimento das artes francesas em seu domínio artístico.

    Sobre Elisa Lopes (soprano)

    Graduada em canto pela UFRGS, a soprano Elisa Lopes iniciou sua carreira artística em 2006, quando ingressou no Conservatório Pablo Komlós, orientada pelo tenor Decápolis de Andrade. Participou de diversas montagens de ópera no Rio Grande do Sul, incluindo Cavalleria Rusticana, de P. Mascagni, com a OSPA, A Flauta Mágica de W. A. Mozart e Il Maestro di Musica de Pergolesi, com a Orquestra Unisinos. Recentemente, foi participante do Ópera Estúdio, da OSPA, onde aperfeiçoou seus conhecimentos com profissionais renomados da cena lírica, como Martin Muehle e Gabriella Pace, e destacou-se no papel de Valencienne, da opereta A Viúva Alegre. Atualmente integra o quadro de cantores solistas da Companhia de Ópera do RS e conta com a orientação vocal e de repertório do tenor Flávio Leite.

    ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE

    Concerto da Série Interior – Canoas

    QUINTA-FEIRA, 14 DE DEZEMBRO DE 2023

    Início do concerto: às 19h30.

    Onde: Paróquia Nossa Senhora das Graças (Rua Tamôio, 3.285, Canoas-RS)

    Ingresso: 1kg de alimento não perecível

    Este concerto disponibiliza medidas de acessibilidade.

    PROGRAMA

    Wolfgang Amadeus Mozart | Abertura (ópera “As Bodas de Fígaro”)

    Wolfgang Amadeus Mozart | Laudate Dominum (Vesperae solennes de Confessore)

    Solista: Elisa Lopes

    Georg Friedrich Händel | Rejoice greatly, O daughter of Zion (Messiah)

    Solista: Elisa Lopes

    Antônio Francisco Braga | Episódio Sinfônico

    Johann Sebastian Bach e Charles Gounod | Ave Maria

    Solista: Elisa Lopes

    Mozart Camargo Guarnieri | Andantino (Suíte Vila Rica)

    Charles Gounod | Je Veux Vivre (ópera “Romeu e Julieta”)

    Solista: Elisa Lopes

    Franz Lehár | Valsa Ouro e Prata

    Johannes Brahms | Dança Húngara nº 1 em Sol Menor, WoO 1

    Johann Strauss I | Marcha Radetzky, Op. 228

    Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre

    Direção Artística e regência: Evandro Matté

    Solista:: Elisa Lopes (Soprano)

    Lei de Incentivo à Cultura

    Patrocínio da Temporada Artística: Vero e Gerdau.

    Apoio da Temporada Artística: Fraport, Imobi, Intercity e Blumenstrauss. Apoio Institucional: Paróquia Nossa Senhora das Graças.

    Realização: Fundação Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução. PRONAC: 212601.

  • Arte e Café mostra azulejos, canecas e outras peças desenhadas por artistas gaúchos

    Arte e Café mostra azulejos, canecas e outras peças desenhadas por artistas gaúchos

     

    A Arte e Café chega para facilitar o acesso do público a produtos assinados por artistas contemporâneos, com exposições que passarão por diversos cafés de Porto Alegre.  Nesta primeira edição, traz Leandro Dóro, Vicky Furtado e Samanta Flôor, assinando quadros de azulejos, canecas e outras peças, inserindo mais arte, cores e diversão no dia a dia. Ela tem sua primeira edição nesta sexta-feira, dia oito de dezembro.

    Com curadoria de Kika Freitas, o projeto terá variações conforme  o local da exposição, com novos artistas e temáticas. Nessa edição, foi dado espaço a figuras cativantes e memórias afetivas, para o visitante do café e bistrô iQue Bueno! sentir-se estimulado pelas cores, reconfortado pelos lugares conhecidos que podem surgir ou até inserido num tipo de história em quadrinhos.

    Segundo Kika Freitas, ” o mais legal, é qualquer peça adquirida poderá ser levada na hora para casa, sem depender do término da exposição. A produção das peças fica aos encargos da Recriarte Estamparia, que tem um perfil voltado a ideia de trazer identidade e arte para o dia a dia.”
    Serviço

    Arte e Café- 1ª Edição
    Café com os artistas Leandro Dóro, Vicky Furtado e Samanta Flôor
    Quando:  08 de dezembro, sexta feira, das 17 e 30 às 20 horas
    Onde: iQue Bueno! Café e bistrô – Mostardeiro, 333, loja 132
    Visitação até 10/01/2024, podendo ter data estendida
    Ingressos antecipados (vagas limitadas), valor R$34,90 pagos em PIX chave (51) 992254435
    Informações e confirmação dos convites para o whatsapp (51) 985041112
  • Mostra “(In)visível” reúne fotografias e histórias de pessoas portadoras de Hipertensão Pulmonar

    Mostra “(In)visível” reúne fotografias e histórias de pessoas portadoras de Hipertensão Pulmonar

    Durante todo o mês de novembro, Novo Hamburgo (RS) receberá a exposição fotográfica (In)visível, que reúne fotografias e histórias de 24 pessoas que vivem com Hipertensão Pulmonar (HP). Todas as imagens expostas buscam retratar com sensibilidade a rotina de quem convive com a doença e chamar a atenção para a luta dos pacientes e cuidadores em busca de tratamento e cuidados contínuos da hipertensão pulmonar que, em muitos casos, parece invisível aos olhos da sociedade.

    Os fotógrafos responsáveis pelas imagens da campanha são: Cristina Negreiros, que clicou os pacientes de São Paulo (SP), e Renato Moura e Marina Carrilho, que clicaram os pacientes de Recife (PE). O local da exposição é a Feevale Campus 2 (área coberta) e a entrada é gratuita. A organização é feita pelo grupo de apoio da Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF) no Rio Grande do Sul.

    As telas ficarão expostas entre os dias 06 e 30 de novembro, mês que é dedicado à conscientização da HP, uma doença rara, crônica, incurável e progressiva, ou seja, o quadro pode piorar sem tratamento. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas vivem com HP no Brasil atualmente. “A exposição é muito importante para mostrar histórias de vida de pessoas que têm a doença. No mês de conscientização, além de difundir informações sobre a doença, vamos dar voz às pessoas que vivem com a HP, para que elas mostrem e contem sobre seus medos, desafios e sonhos”, destaca Flávia Lima, presidente da ABRAF.

    Voluntariado e conscientização 

    Para a realização da mostra ser possível, a ajuda de alguns voluntários é imprescindível. Entre essas pessoas, está a professora Gillaine Goulart, moradora de Sapucaia do Sul (RS). Ela descobriu a HP em 2022, após ter sintomas agravantes e recorrentes. “Comecei com muita fadiga, canseira e sem resistência física para fazer caminhada, andar de bicicleta ou subir escadas. Por volta de setembro de 2021, os sintomas se agravaram e eu não conseguia me deslocar até o quarto, porque tinha que deitar ou iria desmaiar. A princípio, pensei ser estresse e que iria passar. Após trocar a medicação psicológica e não fazer efeito, em 5 de janeiro de 2022, desmaiei em casa e fui levada ao hospital. Realizei exames por mais de um mês, até fazer um cateterismo cardíaco direito e receber o diagnóstico de HP”, conta.

    Após o choque inicial, Gillaine foi encaminhada para um pneumologista e, na sequência, para a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS), um centro de referência para tratamento da doença no SUS. “Cheguei lá em uma cadeira de rodas e sem conseguir falar direito. Os médicos me convidaram para participar de uma pesquisa clínica de um medicamento,  e após o envio dos documentos já comecei a ser medicada. Quando tive o diagnóstico, o chão abriu e a depressão tomou conta, porque perdemos a resistência e a força física. Nos sentimos inúteis, e as pessoas pensam que estamos fingindo. Voltamos a ser criança, aprender a viver novamente, fazer tudo diferente, inclusive construir uma nova vida a partir da HP”. Atualmente, ela trata a doença e atua na conscientização e divulgação de informações sobre o tema.

    Outra paciente de HP e voluntária da Abraf em Porto Alegre é a doceira Taline de Oliveira, que descobriu a doença após diversos exames. “Eu estava com minha rotina normal, indo ao trabalho e cuidando da casa e dos filhos, quando comecei a perceber que, ao ir rápido no banheiro à noite, meu coração disparava. O primeiro exame que fiz foi o eletrocardiograma, que já apresentou alterações. Fui encaminhada para outra clínica e fiz diversos exames, até me informarem que eu tinha um sopro no coração e precisaria operar. Fiquei duas semanas internada e realizando outros exames. Estava com a cirurgia marcada, mas na manhã do procedimento, ele foi cancelado após uma conversa entre a equipe médica”, explica.

    A partir de então, sem diagnóstico conclusivo e com a cirurgia desmarcada, o medo tomou conta de Taline. Após sair do hospital, algumas outras doenças foram citadas por médicos, como a ansiedade. Mais uma bateria de exames foi realizada e ela foi encaminhada para o ambulatório de hipertensão pulmonar da Santa Casa. “Atualmente, faço o tratamento com as medicações corretas, que me ajudam muito, junto à reabilitação pulmonar, que tem me dado melhor qualidade de vida”.

    “Tenho um lema: informações salvam vidas. Quando descobri a doença, fiquei muito perdida e sem rumo, ninguém conhecia ou tinha uma palavra de ânimo para dar, todos ficavam apavorados e eu ficava com medo cada vez que, na consulta, o médico me explicava o que eu tinha. Com o passar do tempo, fui entendendo que quanto mais eu aprender sobre a minha doença, mais posso me ajudar e recorrer a outros fatores para me dar qualidade de vida”, explica Taline.

    Serviço 

    Exposição fotográfica (In)visíveis

    Data: De 06/11 à 30/11
    Horário: Das 09h às 20h
    Local: Feevale Campus 2 – área coberta. Rua Arlindo Pasqualini nº 103 – Vila Nova – Novo Hamburgo (RS)

    Entrada: Gratuita

    Sobre a ABRAF

    A Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF) é uma organização sem fins lucrativos que busca apoiar a comunidade afetada por Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas, por meio de conscientização, apoio e promoção de políticas públicas. Fundada em 2006, a ABRAF fortalece a voz dos pacientes e profissionais de saúde para enfrentar os desafios dessas condições de forma colaborativa e eficaz. Saiba mais em https://abraf.ong/

  • Daniel Acosta fala sobre o processo criativo da exposição “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores”

    Daniel Acosta fala sobre o processo criativo da exposição “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores”

     

    A Ocre Galeria promove no próximo dia 18 de novembro, sábado, às 10h30min, mais uma edição do projeto Conversa com o Artista, desta vez destacando a exposição “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores”, de Daniel Acosta, atualmente em cartaz no espaço expositivo. A mediação será da pesquisadora e crítica de arte Gabriela Motta.

    Daniel Acosta vem tensionando os limites entre arte, arquitetura e design, e, ao mesmo tempo, redefinindo estes conceitos na arte contemporânea. Nesta exposição, o artista apresenta obras de diversos períodos de sua trajetória, ao mesmo tempo em que exibe trabalhos criados especialmente para o espaço expositivo localizado na Rua Demétrio Ribeiro, 535, Centro Histórico de Porto Alegre-RS. Esta é a segunda individual do artista em Porto Alegre. A primeira foi “Transfigurações”, em 1999, que ocupou a Sala de Exposições do Instituto de Artes da Ufrgs.

    Em “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores”, Daniel Acosta reúne obras de 2008, 2010, 2018, 2021, 2022 e 2023, o que confere à mostra certo tom de retrospectiva. Têm trabalhos clássicos de sua produção, como a “A Casa de Adão e Eva no Paraíso”, de 2010 e “Estimado Selvagem (leão)”, de 2008, ambas em fórmica, compensado em mdf, e tem a escultura de solo de 2018, “Permeável Jealousy”, em fórmica e compensado; todos os demais foram produzidos nos últimos três anos. Acosta classificou as obras por sua condição espacial, ou seja, a posição que ocupam em relação ao espaço expositivo e ao olhar de quem as observa.  Assim, chegou às quatro condições que, são, exatamente, as que dão título à exposição.

    Os “embutidos” são as peças em fórmica cortadas a laser e encaixados, a exemplo da já citada “Estimado Selvagem (leão)”, de 2008, e da “Paisagem de Evasão”, em fórmica, compensado e mdf, de 2021. Acosta destaca que nesta série o mais importante é a construção da imagem, a qual remete à ideia de marchetaria. É embutido porque está justo, encaixado, que é como as lâminas de fórmica são coladas, recortadas e encaixadas. Os “permeáveis” são elementos vazados, peças que permitem “ver através”. A permeabilidade é uma condição que interessa ao artista enquanto elemento de discussão por ligá-lo à arquitetura e por suas múltiplas possibilidades de leitura. Como exemplo, destaca-se a já citada “Permeável Jealousy”. Quanto aos “topológicos”, estes estão relacionados à noção de topografia, sugerindo uma relação com o espaço e com o expectador. Esta série está representada pela obra “Topocampo”, peça em fórmica e compensado, de 2021.

    Por fim, os “rotores”, incluem obras que sugerem movimento e interação, propondo um diálogo com o espectador. Na parede da Ocre o visitante poderá interagir com uma peça de madeira maciça, que gira sobre o próprio eixo, apoiada em outros dois elementos fixados na parede. Há, também, estruturas de formas elipsoldais, em cimento, que apesar de não girarem sobre o próprio eixo, possuem, em sua constituição, um gabarito feito de madeira, que gira sobre o seu próprio eixo, sobre o qual é produzida a peça em cimento.

    Experiências semelhantes a esses rotores já foram compartilhadas com o público em dois trabalhos anteriores, o Riorotor, de 2008, uma instalação interativa (220x500cm) feita em alumínio, tecido impresso com padrão de madeira plástico, acrílico, lâmpada fluorescente e motor, exposta no Itaú Cultural da Avenida Paulista, e o Rotorama (40x1500m), grande instalação em mdf, compensado, pinus, laminado cumarú, ferro, motor e adesivo recordado, que ocupou a Pinacoteca de São Paulo, em 2018, na qual Acosta elevou o piso do Octógano (o espaço central do edifício da Pinacoteca), criando um ambiente de interação e lucicidade.

     

    Ao longo de mais de 30 anos de produção e inúmeras distinções, Daniel Acosta tem trabalhado com escultura, desenho, fotografia, instalações e arquiteturas portáteis. Mais recentemente tem operado em um contexto híbrido entre arte, design e arquitetura, construindo pequenas arquiteturas/mobiliários para o espaço urbano. A paixão e a habilidade no trato da madeira é herança do pai, proprietário de uma marcenaria na qual, ainda criança, produzia seus próprios brinquedos e maquetes de pequenas cidades em papelão. Doutor em Artes pela ECA/USP é, também, professor de desenho e escultura na Universidade Federal de Pelotas/RS. Para o professor e curador Tadeu Chiarelli, Daniel Acosta pertence a uma geração de artistas que vem “redefinindo os conceitos de pintura e escultura e com isso expandindo o campo para a instauração da arte contemporânea no Brasil”, ou como declarou o critico José Roca: “(…) o trabalho de Daniel Acosta questiona a proverbial inutilidade da arte. As suas esculturas/recintos/móveis convidam o espectador a um exercício ativo de particpação, interação e diálogo”.

     

    A exposição “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores” fica aberta ao público até o dia 25 de novembro próximo. A visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados, das 10h às 13h30min.

     

    Sobre Daniel Acosta

    Daniel Albernaz Acosta é um artista nascido no município de Rio Grande-RS, em 1965, que começou a trabalhar com madeira e outros materiais na marcenaria de seu pai, inicialmente produzindo brinquedos e maquetes de cidades em papelão. Ele completou o segundo grau com formação em arquitetura, mas sua principal influência nessa época vinha de quadrinhos, cinema, televisão, música e arte. Em 1987, ele se formou em Escultura pela Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Entre 1990 e 1993, participou de workshops com artistas renomados, como José Rezende, Artur Lescher, Ricardo Basbaum e Milton Machado. Em 1994, Daniel Albernaz Acosta se mudou para São Paulo para cursar seu mestrado em Arte na ECA/USP sob a orientação de Carmela Gross. Ele começou a colaborar com a Galeria Casa Triângulo em São Paulo, realizando várias exposições individuais e coletivas ao longo dos anos.

    Seu trabalho foi premiado em salões de arte em várias cidades do Brasil, e ele também participou de exposições coletivas notáveis, como a Bienal de São Paulo e a Bienal do Mercosul. Além disso, ele trabalhou em projetos específicos para espaços públicos, como o Torreão em Porto Alegre e a Capela do Morumbi em São Paulo. Acosta concluiu seu doutorado em Arte na ECA/USP em 2005, com uma tese focada na série de “Paisagens Portáteis”. Desde então, ele continuou a criar esculturas e mobiliário específicos para espaços urbanos e galerias de arte em todo o Brasil e até no exterior. Seu trabalho é caracterizado por uma abordagem única à escultura e ao mobiliário, muitas vezes combinando elementos arquitetônicos e artísticos. Ele lançou seu segundo livro em 2018, abrangendo 30 anos de sua produção artística. Ao longo dos anos, o artista participou de várias exposições coletivas em galerias e museus no Brasil, demonstrando seu impacto contínuo no cenário da arte contemporânea.

     Sobre a Ocre Galeria

    A Ocre galeria de arte é localizada no Centro Histórico de Porto Alegre, próxima à Casa de Cultura Mario Quintana, ao Margs e à Usina do Gasômetro. É administrada pelos artistas Felix Bressan e Nelson Wilbert em sociedade com Mara Prates. A Ocre foi inaugurada em maio de 2022 com as exposições dos artistas Mariana Rotter e Rommulo Vieira Conceição.  Na sequência, realizaram exposições na galeria os artistas Patricio Farías, Thais Ueda, Luiz Felkl, Bea Balen Susin, Lenir de Miranda, Alfredo Nicolaiewsky, Nara Amelia, além de três coletivas, dois módulos apresentando os artistas da galeria e outra de desenhos das artistas Amelia Brandelli, Olívia Girardello, Mariana Riera, Claudia Hamerski e Marta Penter com a curadoria de André Severo. A galeria tem buscado preservar a história, difundir a cultura e apoiar a produção de novos artistas, disponibilizando um amplo acervo de artistas representados e um acervo online com obras sele

  • A agridoce descoberta, em livro de crônicas, de Heitor Bergamini

    A agridoce descoberta, em livro de crônicas, de Heitor Bergamini

    Heitor Bergamini saiu do universo empresarial e mergulhou na cultura, no mundo da literatura e das artes visuais. Em seu mais recente livro de crônicas autobiográficas, ele revela um fato que provocou uma reviravolta em sua trajetória, um contundente relato de despedida e de reflexões sobre a vida e a morte. “Agri Doce”, publicação da editora XXI, será lançado com sessão de autógrafos na segunda-feira, 13 de novembro, às 17h, na Feira do Livro de Porto Alegre.

    “Na obra estão o olhar penetrante sobre o cotidiano, as recordações de experiências juvenis, a proclamação de amor aos filhos e à estrutura familiar, a evocação dos amigos e considerações modelares acerca da trajetória dos indivíduos. Porém, desta vez, há uma nota pungente em várias crônicas. Atacado por áspera doença, o autor descobre sua própria finitude. O sofrimento da revelação é relatado sem subterfúgios. A resposta que então desenvolve dará a seus textos uma beleza ímpar. Recusa-se à depressão e afirma, corajosamente, a primazia da vida, do “carpe diem” (do usufruir o dia), como a mais excelsa forma criada pelos seres humanos para enfrentar o inexorável destino que os aguarda”, descreve o professor e escritor Sergius Gonzaga, que assina a orelha do livro.

    “Agri Doce” é o quarto livro do escritor, que inicialmente ficou conhecido por obras de negócios, como “Gestão de Carreiras – as 5 Ferramentas Essenciais” e “Histórias de Marketing e Vendas”. No ano passado, virou a chave de sua verve literária com o lançamento de “Quarentenas”, uma obra autobiográfica recheada de humor. Desta vez, em “Agri Doce”, Bergamini mostra seu lado mais intimista e profundo, em uma narrativa que prende o leitor em suas descobertas acerca da finitude da vida.

    Sobre Heitor Bergamini: 

    Trabalhou como alto executivo por mais de 30 anos em importantes empresas siderúrgicas e de fertilizantes no Brasil. Atualmente, dedica-se à carreira de conselheiro, consultor, palestrante e empresário. Também deu vazão à sua paixão pela arte, com a inauguração da GalArt, uma galeria de arte em Porto Alegre especializada em artistas gaúchos, mas que também tem obras de grandes nomes do Brasil e do exterior em seu acervo. Como artista visual, produz obras de arte sustentável com sucatas e materiais orgânicos e já participou de exposições individuais e coletivas. 

    Livro “Agri Doce”

    Autor: Heitor Bergamini

    Editora: Leitura XXI

    Páginas: 112

    Valor: R$ 35
    Site: www.leituraxxi.com.br

    Lançamento: 13 de novembro, às 17h, na Feira do Livro de Porto Alegre.

  • Rope Phoenix faz performance com técnica milenar japonesa no Vem Voar Studio

    Rope Phoenix faz performance com técnica milenar japonesa no Vem Voar Studio

    Surgida no Japão feudal, a técnica erótica do shibari (que significa prender/ amarrar) deixou de ser um costume exclusivo dos samurais para ser executada abertamente em frente ao público. Adepta da prática, a rigger (como é chamada quem amarra) Rope Phoenix (nome artístico da gaúcha Ana Paula Stock) irá realizar, em Porto Alegre, uma performance no Vem Voar Studio (Cel. Fernando Machado, 169/ apt. 3) às 18h deste sábado (11). Os ingressos estarão à venda no local por R$ 35,00.

    Nesta mesma data e local, a artista também irá ministrar uma oficina de shibari, com duração das 10h às 17h30min. Neste caso, as inscrições devem ser feitas pelo Instagram @rope_phoenix ou pelo telefone/whatsapp 21- 9.6951.2970. O investimento custa R$ 350,00.

    Fundadora do Coletivo Wabisabi (grupo artístico de shibari no Rio de Janeiro), Rope Phoenix entrelaça as pessoas com cordas de juta ou cânhamo, promovendo movimentos e sensações que podem levar a um estado meditativo. Nessa prática, a comunicação se dá através das cordas, porém, as intenções, desejos e limites são estabelecidos antes da amarração iniciar.

    Rope Phoenix. Foto: Sean Denny/ Divulgação

    Primeira brasileira a participar do maior festival de shibari europeu (Eurix), em 2022, e única representante do País no mesmo evento em 2023, Ana Paula recentemente realizou residência artística no Instituto de Cultura e Pesquisa do Corpo e Sexualidade em Berlim (IKSK), onde também ministrou oficinas da técnica.

    Durante os últimos sete anos, ela tem realizado várias performances artísticas em clubes e eventos particulares, incentivando mulheres a participar das amarrações, principalmente na condição de amarradoras (usando a estrutura feminista para ressignificar a prática da masmorra, transformando na possibilidade de uma sexualidade mais sensorial e ampla).

    Nessa investida no Vem Voar Studio (espaço por onde já passaram inúmeros criadores, performers e oficineiros de artes visuais, dança, teatro e circo), ela leva ao local uma nova possibilidade artística, inserida entre os diversos cursos que a casa oferece tanto no formato on-line como no presencial.

  • A memória dos anos dourados do rádio: livro digital conta a história de 11 peças radiofônicas

    A memória dos anos dourados do rádio: livro digital conta a história de 11 peças radiofônicas

     

    Preservar a memória dos anos dourados do rádio. Essa é a proposta do livro no formato digital e interativo “Casa do Artista Riograndense, uma história de amor à arte”,  que reúne textos de radioteatro escritos pelo residente mais antigo da instituição, Wilson Roberto Gomes.

    Com onze roteiros de peças radiofônicas, a obra tem apresentação de Raquel Grabauska, idealizadora e diretora artística do projeto. O livro também conta com o posfácio escrito por Claudio Mércio, professor universitário e jornalista, responsável pela revisão dos roteiros das peças de radioteatro e a produção editorial da produtora cultural e jornalista Flávia Cunha.

    Mirna Spritzer, Maria Ieda Rothermel e Raquel Grabauska. Foto Lorena Sanchez./ Divulgação

    Além disso, dois textos foram gravados especialmente para o projeto, com as radioatrizes Maria Ieda Rothermel, Mirna Spritzer e Raquel Grabauska. “As Irmãs”, uma típica peça de radioteatro, com três personagens de uma mesma família entrelaçadas por uma complexa história familiar. Já em “Eu, Casa do Artista Riograndense”, Wilson traz um histórico do nascimento deste local de acolhimento a idosos que fizeram (ou ainda fazem) do fazer artístico sua profissão. A Casa do Artista do Riograndense, localizada no bairro no bairro Glória, foi inaugurada em 1949. As duas gravações estão disponíveis também nas plataformas digitais de streaming, como Spotify.

    O gênero radioteatro, muito popular entre as décadas de 1940 e 1960, atualmente é pouco conhecido pelo público, principalmente entre as gerações mais novas. Destacar o trabalho do artista Wilson, de 81 anos, reconhecido ator de radionovelas em diversas emissoras de Porto Alegre e São Paulo, e ainda em atividade como escritor do gênero, é importante não só por ele ser residente na Casa do Artista há 30 anos. Em sua trajetória profissional, participou ativamente do apogeu do gênero radioteatro e, por isso, editar esse material é uma forma de garantir que sua produção textual atinja um público mais abrangente.

    Aberto ao público, o evento de lançamento do livro está marcado para 3 de novembro, às 17h, na Casa do Artista Riograndense (Rua Anchieta, número 280, bairro Glória, em Porto Alegre), com a audição das duas peças radiofônicas. E, neste dia, o conteúdo do livro estará disponível para ser acessado gratuitamente no link da bio do instagram @casadoartistars.

    Contemplada com o FAC Publicações, edital da SEDAC-RS, a iniciativa tem financiamento do PRÓ-CULTURA RS FAC – Fundo de Apoio à Cultura, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

    A Casa do Artista Riograndense é uma instituição permanente sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, que conserva o património material e imaterial. É uma entidade assistencial, qualificada como de utilidade pública municipal e Estadual. Tem por sua finalidade, prevista em estatuto social, oferecer abrigo para artistas com mais de 60 anos em situação financeira instável, sendo um ILPI – Instituição de Longa Permanência de Idosos. Oferece moradia, alimentação, entre outros direitos, tentando sempre buscar e proporcionar condições de bem-estar, lazer e cultura para idosos artistas que nela residem. A Casa do Artista Riograndense foi fundada em 1949, pelo radialista e músico Antônio Francisco Amábile, com apoio de diversas áreas e outros profissionais que reconheciam a importância de uma instituição dedicada a cuidar dos artistas idosos. Além disso, a Casa do Artista vem desenvolvendo a função de produção e gerenciamento de projetos culturais. Realiza, todos os meses, o Sarau da Casa, entre tantas outras atividades.

    Wilson Roberto Gomes Foto Lorena Sanchez/ Divulgação

    Evento de lançamento:

    Audição das duas peças radiofônicas e lançamento oficial do livro “Casa do Artista Riograndense, uma história de amor à Arte”

    Dia 3/11, a partir das 17h

    Casa do Artista Riograndense (Rua Anchieta, número 280, bairro Glória, em Porto Alegre)

    Entrada franca

    EQUIPE E-BOOK

    Projeto gráfico e diagramação: Alana Anillo

    Produção editorial: Flávia Cunha

    Revisão de texto: Simone Ceré

    Revisão de roteiros: Cláudio Mércio

    Fotos de capa: Acervo pessoal | principal

    Andrea de Santis | fundo

    EQUIPE GRAVAÇÕES

    Radioatrizes: Maria Ieda, Mirna Spritzer e

    Raquel Grabauska

    Captação e edição final: Geórgia Santos

    Trilha sonora e sonoplastia: Cláudio Veiga

    EQUIPE PROJETO

    Produção-executiva: Flávia Cunha e Raquel Grabauska

    Direção artística: Raquel Grabauska

    Redes Sociais: Lorena Sanchez

    Assessoria de imprensa: Simone Lersch

    Proponente: Casa do Artista Riograndense