Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Nos 50 anos da Delphus Galeria, exposição de colagens de Márcia Baroni

    Nos 50 anos da Delphus Galeria, exposição de colagens de Márcia Baroni

    Neste mês de agosto, em que completa 50 anos de existência, a Delphus Galeria e Molduras inaugura, no dia 13 (terça-feira), uma exposição que leva os espectadores a viajar por lugares icônicos de diferentes países.

    Trata-se de “Mundo Afora”, da artista visual Márcia Baroni, que se dedica à colagem, técnica que, entre outros, foi praticada por mestres como Pablo Picasso e Georges Braque, fundadores do cubismo. A visitação irá até 12 de setembro.

    A mostra conta com 23 quadros, a maioria de 0,80 x 0,80 cm, e uma instalação que reproduz a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, a partir do conceito de sustentabilidade, utilizando caixas de remédios, de fósforos, de perfumes.

    Obra Santa Tereza, no Rio de Janeiro/ Divulgação

    A cidade também aparece maravilhosa nas representações de seu bairro mais tradicional e famoso, Copacabana, com sua praia, e de Santa Tereza, esse mostrado com seu emblemático bonde.

    A viagem conduzida pela reconhecida técnica de Márcia transporta o visitante a Ushuaia e Cerro Castor, na vizinha Argentina, a Trastevere, em Roma, a Bruges, na Bélgica, ao Time Square, em Nova York, por exemplo.

    “É uma honra, um presente significativo, participar desse momento para lá de especial com a galeria Delphus”, diz Márcia, referindo-se à data que marca o meio século de existência da galeria. “Minha gratidão pela partilha desses espaços de criação, desenvolvimento da arte, pesquisa e convívio com a singularidade criativa”.

    A artista visual Márcia Baroni – Divulgação

    O ponto de partida, a base do trabalho de Márcia, é o seu desenho. A partir daí, usa fragmentos de revistas descartadas como elementos pictóricos. Pedacinhos recortados vão preenchendo os desenhos e dando cor aos espaços retratados. “É um trabalho lento, meticuloso, detalhista, numa produção analógica, de pesquisa, criatividade, paciência, desaceleração”.

    Comandada por Salete Salvador, a Delphus Galeria e Molduras possui acervo de obras de mais de 300 artistas de diversos lugares do Brasil, nos estilos clássico, moderno e contemporâneo. A galeria, inaugurada em 1974 em Porto Alegre, trabalha com acervo de obras originais superior a 2 mil itens, entre pinturas, esculturas, fotografias e gravuras seriadas.

    Obra Bruges, na Bélgica/ Divulgação

    O serviço de moldura para quadros da galeria é referência na Capital, aliando assessoria especializada na escolha da melhor montagem à mão de obra qualificada.

    O quê: Exposição Mundo Afora, da artista visual e colagista Márcia Baroni

    Onde: Delphus Galeria e Molduras

    Endereço: Av. Cristóvão Colombo, 1501, bairro Floresta

    Visitação: de 13 de agosto a 12 de setembro

    Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h45 e sábado, das 9h às 13h

    Entrada gratuita

  • Homenagem no Theatro São Pedro, com exposição e dança celebram os 80 anos de Vera Bublitz

    Homenagem no Theatro São Pedro, com exposição e dança celebram os 80 anos de Vera Bublitz

     

    Solenidade será no dia 15 de agosto e inicia, às 19h, com exposição que retrata a trajetória de 80 anos da mestre da dança, seguida por espetáculo beneficente.

    Um dos grandes nomes da dança do Estado será homenageada pelo principal templo da cultura do Rio Grande do Sul. Vera Bublitz recebe uma placa alusiva à sua contribuição para a cultura no Theatro São Pedro na quinta-feira, 15 de agosto. A homenagem é um reconhecimento ao trabalho que a mestre da dança exerce em formar e projetar talentos do Rio Grande do Sul para o Brasil e para o mundo.

    O evento inicia às 19h com a exposição “Vera Bublitz: 80 anos” e será seguido, às 20h, pelo espetáculo beneficente, com parte da renda revertida para a Liga Feminina de Combate ao Câncer. Ao final do evento, Vera receberá uma placa alusiva ao seu empenho em prol da cultura do Estado, que fará parte de uma galeria ao lado de outros grandes nomes que também receberam esse reconhecimento.

    Vera Bublitz comemora 80 anos – Estúdio Daniel Martins/ Divulgação

    “Para nós, é uma alegria e uma honra poder, mais uma vez, ter a presença de Vera Bublitz no palco, mas agora nós queremos homenageá-la e queremos marcar essa história como artista, como criadora, como diretora de escola, como animadora, como alguém que formou muitos jovens e valores que estão levando a dança do Brasil para todo o mundo”, destaca Antonio Hohlfeldt, presidente da Fundação Theatro São Pedro.

    Trajetória

    Nascida em 19 de fevereiro de 1944, em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, Vera Bublitz encontrou a dança muito cedo. Aos 5 anos, começou as aulas de ballet com a russa Albertina Saikowska, uma mestre da dança que seguia a metodologia da lendária professora russa Agripina Vaganova. Vera estudou dança até os 16 anos, quando se casou com o ortodontista gaúcho Carlos Bublitz. Em 1966, Vera fundou sua primeira escola de ballet na cidade de Cruz Alta, no interior do RS. Vieram os filhos Nicholas Bublitz e Carlla Bublitz e o amor pela cultura e pela dança foi transmitido para seus descendentes. Nicholas está à frente da Galeria Bublitz, em Porto Alegre, e Carlla seguiu os passos da mãe e hoje é uma das diretoras do Ballet Vera Bubliz. O neto Patrick Bublitz, filho de Carlla, também acompanhou os passos artísticos da família, e hoje, além de professor de dança, é ator e um dos diretores da BAM – Bublitz Academia de Musicais.

    Vera Bublitz no camarim do Theatro São Pedro – Estúdio Daniel Martins/ Divulgação

    Nesse percurso, de quase 60 anos, muitos talentos formados pelo Ballet Vera Bublitz brilharam e continuam brilhando em palcos internacionais. Grandes nomes da dança mundial também compartilharam o palco, ao lado dos bailarinos e bailarinas BVB, como Fernando Bujones, Johan Renvall, Albert Evans, Nikolaj Hübbe, a gaúcha Nora Esteves e a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ana Botafogo.

    Espetáculo e exposição

    Para o espetáculo que homenageia Vera Bublitz também foram convidados bailarinos que atualmente estão entre os melhores do Brasil, como Paulo Vitor Rodrigues e Marcos Silva, da Companhia Paulista de Dança Adriana Assaf. Eles dividirão o palco com bailarinas que se destacaram em competições nacionais e internacionais e reforçam o histórico do Ballet Vera Bublitz em revelar talentos.

    No repertório, coreografias históricas de ballet já apresentadas pela escola serão revividas no Theatro São Pedro, como Paquita e Corsário, além de peças de ballet contemporâneo, como Seres da Floresta, que recentemente conquistou o segundo lugar no World Ballet Competition, no Estados Unidos.

    No hall de entrada do Theatro São Pedro, quem for à homenagem terá ainda a oportunidade de conferir a Exposição “Vera Bublitz: 80 anos”, com imagens, figurinos e recortes de jornais que revelam parte da trajetória dessa diva da dança. Entre os materiais, destaque para os jornais e fotos que registram a primeira apresentação do Ballet Vera Bublitz no Theatro São Pedro, em 2 de outubro de 1984, há quase 40 anos.

    Serviço:

    Theatro São Pedro homenageia Vera Bublitz

    Data: 15 de agosto (quinta-feira)

    Horário: 19 h – Exposição “Vera Bublitz: 80 anos”

                    20h – Espetáculo beneficente com parte da renda em prol da Liga Feminina de Combate ao Câncer

    Endereço: Praça Marechal Deodoro, s/n – Centro Histórico – Porto Alegre

    Ingressos antecipados: Ballet Vera Bublitz – Rua Coronel Corte Real, 227 – Telefone: (51) 3307-4564 – Whatsapp: (51) 99605-3538, com Raquel.
    Ingressos (no dia): Theatro São Pedro
    Valor: R$ 100

  • Miniarte prorroga prazo de inscrições e já recebe  obras de artistas inscritos

    Miniarte prorroga prazo de inscrições e já recebe obras de artistas inscritos

    Levando em conta os embaraços que a recente catástrofe climática causou na vida das pessoas no Rio Grande do Sul, o Projeto Miniarte Internacional decidiu estender o período de inscrições até 31 de agosto.

    A prorrogação de prazo vale para todos, ou seja, também para interessados em participar da Miniarte de fora do estado e do país, conforme a coordenadora geral internacional do projeto, a reconhecida artista visual gaúcha Clara Pechansky.

    Mensageira da paz, obra de Lenora Santos/ Divulgação

    As informações sobre as inscrições, gratuidade (facultada a artistas atingidos pelas enchentes que não tiverem condições de pagar a taxa), descontos progressivos, ficha técnica, etc. estão disponíveis no site miniartex.org. O regulamento, além do português, consta em inglês e espanhol.

    Artista visual Clara Pechansky, coordenadora da Miniarte – Arquivo pessoal – Divulgação

    “A inscrição de quem pode pagar vai permitir a participação gratuita dos que não podem, devido às enchentes”, diz Clara, que criou a Miniarte há 21 anos.

    Paz, obra de Marta Loguercio/Divulgação

    Obras de participantes nacionais e estrangeiros sobre o tema proposto – Paz – já estão sendo recebidas pela coordenação. A Miniarte Paz será realizada em Porto Alegre, na Gravura Galeria, de 5 a 31 de outubro.

    Era Beta, obra de Fernando da Luz/ Divulgação

    Uma novidade da Miniarte este ano é estar aberta à participação de escritores, cujos textos e poesias serão apresentados no idioma original dos autores. A artista visual, escritora e editora Liana Timm foi consultora do projeto na elaboração desse tópico do regulamento.

    Bomba da Paz, obra de Roger Monteiro/ Divulgação

    No ano passado, a Miniarte Futura contou com trabalhos de 163 artistas de 11 países. Em 2021, a Miniarte Vida reuniu 261 artistas visuais de 14 países das Américas, Europa, Ásia e Oceania, por exemplo.

  • João Maldonado de volta, em noite de swing jazz-blues no Espaço 373

    João Maldonado de volta, em noite de swing jazz-blues no Espaço 373

    Primeiro pianista a gravar um disco de blues no RS, Maldonado apresenta o estilo desenvolvido nos Estados Unidos que dominou nos anos 1930 e 1940

    Após um período longe dos palcos para dedicar-se à gravação de três álbuns – instrumental, solo de piano e outro dedicado à música brasileira, com as participações de Roberto Menescal, Paulo Braga, Jaques Morelenbaum, Quarteto do Rio, Mú Carvalho (A Cor do Som) e Antonio Villeroy – João Maldonado volta ao Palco Paulo Moreira do Espaço 373, no dia 3 de agosto (sábado), para reviver uma noite de swing, um estilo com origem no final dos anos 1920, em Nova Iorque, e que, na década seguinte, já havia se convertido em um dos mais populares gêneros musicais do país.

    Acompanhado de Miguel Tejera (baixo acústico) e Dani Vargas (bateria), Maldonado apresentará releituras de nomes como Ben Bernie, Maceo Pinkard, Duke Ellington, Ray Noble e Bobby Troup, além de uma versão para trio de “Dream a little dream of me”, de Fabian André, Wilbur Schwandt e Gus Kahn.

    João Maldonado – Foto Marcelo Nunes /Divulgação

    “A chamada ‘Swing Era’ levou o jazz ao mundo através de programas de rádio, filmes e discos, influenciando compositores, músicos, arranjadores e toda uma geração musical que se reflete até hoje”, destaca o pianista, que, há alguns anos, escutou do trompetista e compositor Wynton Marsalis o seguinte conselho: “Você quer tocar jazz? Então comece tocando e dominando o blues nos doze tons.

    João Maldonado foi o primeiro pianista a gravar, na década de 1990, um disco de blues com Solon Fishbone, e, nos anos 2000, considerado o melhor guitarrista do Chile nesse estilo.

    SERVIÇO
    3 de agosto | Sábado | 21h
    João Maldonado | River’s Blues
    Ingressos: R$30 a R$90
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/joao-maldonado-river-s-blues/2534160

  • Em “Irmão Robô”, livro de Ricardo Silvestrin, o tempo entre o humano e a alta tecnologia

    Em “Irmão Robô”, livro de Ricardo Silvestrin, o tempo entre o humano e a alta tecnologia

     

    Livro de Ricardo Silvestrin tem lançamento no dia 20 de julho na Livraria Paralelo 30 com bate-papo e sessão de autógrafos

    Em seu novo livro, Irmão Robô (Libretos Editora, 2024, 104 páginas, ISBN 978-65-86264-83-8, R$40), Ricardo Silvestrin traz os impasses deste tempo em que vivemos entre o humano e a alta tecnologia. Poemas de uma vida em movimento, como a própria criação poética do autor, sempre propondo e apontando novos caminhos.

    O poeta e professor Jorge Fróes, logo no prefácio, aconselha o “Irmão (que ainda não é um robô)”: “Enquanto os irmãos robôs não herdarem a Terra, como nos é alertado no poema Discurso, vá ao índice e leia o poema Cântico, no punhado de dias que recebemos. Que não seja o raiar do dia a única alegria. Decore. Saber algo de cor é saber de coração”.

    Ricardo Silvestrin. foto Marco Nedeff/ Divulgação

    E provoca: “Mensagem deste livro? Nenhuma. Poesia não é correio, não é e-mail, não é whats. Poesia é mensagem,correio, e-mail e whats. Eu me contradigo, dizemos eu e o outro bardo (Walt Whitman), e nos diz Ricardo, no poema Mensagem: Tudo fala/e, mais,/nos escuta. Este livro contém multidões e todas as coisas que o Ricardo Silvestrin sabe colocar em poesias: os humanos coisificaram o mundo.”

    Com edição e design de Clô Barcellos, o livro tem capa do artista Leo Silvestrin que ilustrou também o livro Carta aberta ao Demônio (Libretos, 2021), de autoria de Ricardo Silvestrin.

    O lançamento deIrmão Robôacontece no dia 20 de julho, a partir das 17h, na Livraria Paralelo 30 (Rua Vieira de Castro, 48 – Farroupilha, Porto Alegre – RS). Será realizado bate-papo com Ricardo Silvestrin, Leo Silvestrin e Jorge Fróes e, logo após, sessão de autógrafos.

    Ricardo Silvestrin nasceu em Porto Alegre em 1963. Formou-se em Letras pela UFRGS em 1985. Em 2020, recebeu o título de Mestre em Literatura, também pela UFRGS, com a dissertação Manuel Bandeira, um poeta na fenda.

    Publicou até o momento dezesseis volumes de poesia. A esse conjunto, agregam-se um romance, um volume de contos, dois livros de tradução, uma peça de teatro, uma produção de canções como compositor e vocalista, com dois CDs, um DVD e três álbuns virtuais, e mais oito livros de poesia para crianças.

    Ricardo Silvestrin_foto Marco Nedeff/Divulgação

    Foi editado por importantes editoras brasileiras, como Record, Cosac Naify, Ática, Salamandra, Companhia das Letras, Nankin, Patuá, Artes e Ofícios, Projeto, Artes e Ecos, Tchê, Sulina, Bestiário. Pela Libretos, publicou Carta aberta ao Demônio, em 2021.Integra diversas antologias, como, por exemplo, Haicais Tropicais, editada pela Cia das Letras. É citado em vários estudos, como o volume dedicado aos poetas que iniciaram a publicar a partir dos anos 1980 da coleção Roteiro da Poesia Brasileira, editora Global, que percorre a poesia do Brasil ao longo da história.

    Recebeu por cinco vezes o prêmio Açorianos de Literatura. Foi premiado também no Encontro Brasileiro de Haicai e no prêmio AGES e foi finalista de outros certames, como Prêmio Candango, Portugal Telecom, Prêmio Brasília de Literatura e Academia Rio-grandense de Letras. É editado em livro individual no Uruguai e figura na Antologia Mundial de Haicai, Frogpond, publicada nos Estados Unidos. Seu livro É tudo invenção integra a Biblioteca Básica do Estudante Brasileiro da FNLIJ.

    Leo Silvestrin é artista visual e ilustrador, formado em Artes Visuais na UFRGS. Dirigiu e produziu o documentário Arte e Revolução: o exemplo dos Centros Populares de Cultura. Pela Libretos, ilustrou o livro Carta aberta ao Demônio, de Ricardo Silvestrin.

    Serviço

    Lançamento do livro Irmão Robô, de Ricardo Silvestrin

    Bate-papo com Ricardo Silvestrin, Leo Silvestrin e Jorge Fróes e, logo após, sessão de autógrafos.

    Dia 20 de julho, a partir das 17h

    Livraria Paralelo 30 – Rua Vieira de Castro, 48 – Farroupilha, Porto Alegre – RS

  • 50 Tons de Pretas lança “Dengo” nas plataformas e sai em em turnê pelo RS e SP

    50 Tons de Pretas lança “Dengo” nas plataformas e sai em em turnê pelo RS e SP

    Os fãs da 50 Tons de Pretas já podem comemorar.  As cantoras e instrumentistas Dejeane Arruée e Graziela Pires apresentam um pacote de novidades, que inclui lançamento de single, o novo álbum Dengo, produzido a partir de recursos do edital Natura Musical 2023, e uma turnê com shows no Estado e em São Paulo. A espera terminou no dia 12 de julho com o single Oración nas plataformas digitais. A canção, versão bônus da música Oração, que se conecta com o momento atual que o Rio Grande do Sul, dá um gostinho do novo trabalho da banda, segundo o material de divulgação.

    Oração surgiu como uma força de uma conexão com a crença, com o poder interior, seja qual for. Onde o canto for um grito de conexão, o cantar for a força maior, onde há o encontro da oração e o coração, o momento onde se dá o ritual único: orar + canção = Oração“, afirma Dejeane. Oração é diferente de tudo que as Pretas já fizeram musicalmente. É uma Milonga, uma canção única com uma energia diferenciada, que movimenta, que envolve, que conduz as pessoas para lugares especiais e particulares, tocando cada um de forma única. Oração é um convite a ver o lado bom da vida e se conectar com a sua fé.  Alimentar a esperança de que vale a pena olhar pra dentro de si, sobretudo nos momentos difíceis, e ao ver as coisas do seu coração encontrar a coragem pra seguir. “Esta mensagem cabe exatamente neste momento desolador que estamos passando em nosso estado. Para todos nós, que choramos perdas, que ficamos abalados, a fé e a coragem de seguir as coisas do nosso coração é o que nos ajudará na missão de reconstruir nosso estado. E assim será!”, comenta Grazi.

    Grazi e Dejeane_credito Ricardo Lage /Divulgação

    Para a versão em Espanhol, a ideia foi uma conexão com os países vizinhos. “Ao ouvirmos a canção pronta e toda a sonoridade que ela trouxe, pensamos que seria interessante explorar as possibilidades dela conversar com nosso público mais da fronteira e além dela. Então, pensamos que seria interessante ter uma versão em espanhol para comunicar com o público latino. Oración concretiza nossa ideia de ultrapassar fronteiras com a nossa arte”, diz Grazi. Na percussão, Mimmo Ferreira trouxe o poder e a sonoridade dos tambores que Grazi e Dejeane buscavam. Mimmo trás referências particulares de ritmos de tambores do Sul carregados da presença e influência Uruguaia.  Oração é de Dejeane e Grazi, com produção musical e arranjos de Dejeane e com a participação da incrível banda formada pelo João Costa, Gustavo Nunes, Xandy Santos, Vlad Godoy e Alexsandra Amaral.

    Oracíon e Oração estão no novo álbum, Dengo, que chega nas plataformas digitais no dia 25 julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Luta. Ancestralidade. Resistência. Amor! Algumas palavras que definem este segundo álbum autoral da 50 Tons de Pretas. Produzido a partir de recursos do edital Natura Musical 2023, Dengo vem como mais um trabalho representando a resistência pela arte e que promete trazer muito swing, tambores, temas de luta e um lado romântico das Pretas, que muitos fãs vão adorar conhecer.

    Grazi e Dejeane_credito Ricardo Lage /Divulgação

    Dengo é carinho, afeto e amor. É um mimo das Pretas para os nossos fãs. Dengo, como dizem nossos ancestrais é aconchego! Ou seja, pra mim Dengo é o que eu fui, o que eu sou e o que serei. É um longo trabalho de tudo que já fiz e o que estou fazendo nele. É a junção do que fui, do que absorvi, do que sou e uma parte do que serei, porque no próximo já vou ter vivido outras experiências e serei mais alguma coisa e pra mim tudo isso é processo”, diz Grazi. O processo de um álbum novo é sempre muito especial e profundo, e nesse novo trabalho estão todos esses elementos. “Fomos buscar na profundidade da nossa ancestralidade todas as nossas referências e memórias ancestrais, um trabalho íntimo tocando na raiz da nossa essência e memórias. Esse novo álbum, assim como Voa, traz muito de nós, das nossas experiências e vivências, mas com uma pitada a mais de amadurecimento musical e pessoal de cada uma das Pretas”, afirma Dejeane. O processo do disco iniciou meses atrás, ainda em 2023, com período de escuta e seleção das composições pelas artistas. “Fomos buscar em nosso arquivo de composições quais as músicas que gostaríamos de explorar, trabalhar nos arranjos e levar pra o disco. É uma parte muito prazerosa do processo, onde temos que seguir nossa intuição, nosso feeling e fazer as melhores escolhas. Dentre mais de 20 composições, selecionamos apenas oito para entrar no disco”, destaca Grazi Pires. Fazem parte as canções: `Dengo´, `Ah, eu espero´, `Melanina´, `A palma da minha mão é preta´, `Só quero te dizer´, `Meus heróis´, `Sou Preta` e `Oração`, com versão bônus em espanhol.

    O que deixou o processo mais profundo foram meses de pesquisa íntima individual e coletiva para chegarem no resultado do álbum.  “Foram incansáveis escutas de obras que havíamos criado há meses na tentativa de selecionarmos o que mais estava nos representando no momento. Pesquisas rítmicas e culturais pra chegarmos na sonoridade mais verdadeira e íntima dessa nova fase das Pretas. Um processo rico de trocas e vivências com nossa banda e com convidados super especiais que deixaram esse trabalho ainda mais compacto, resistente e repleto de Identidade. O processo de composição é sempre intenso, forte e mostrar, lançar esse novo álbum, é jogar, dividir, expor toda nossa intimidade a mais intensa intimidade que poderíamos dividir é expor e despir a alma”, completa Dejeane.

     

    A banda realizou um período de imersão, fundamental para o processo de gravação iniciado em março, uma vez que optaram por uma gravação em formato “ao vivo”, ou seja, com toda a banda reunida tocando junta. Dejeane conta que foram horas intensas de ensaios para deixar tudo pronto para o processo de gravação. E valeu a pena, pois no primeiro dia de setting a banda gravou as oito músicas.  Depois foram gravados mais detalhes de guitarras e violões, as percussões, as vozes e o sopro. Um disco gravado em tempo recorde. “Como diretora musical e artística do projeto, posso antecipar que o novo trabalho vem trazendo muito a essência da nossa música preta brasileira. Tem som pesado e swingado característico do nosso samba rock, muita sonoridade afro gaúcha com referências dos nossos tambores e letras que abordam a resistência, ancestralidade e o amor”, destaca Dejeane Arruée. Entre as participações especiais estão Mimo Ferreira, percussionista, Neuro Junior, violonista, e as crianças e adolescentes do Projeto Afroativos.

     

    Turnê nacional

    Dengo já nasce pronto para cair na estrada. “O show vai apresentar ao público este disco que traz a força e presença da mulher negra e da ancestralidade”, afirma Grazi Pires. A turnê nacional, que inicia em julho, inclui shows no Rio Grande do Sul e São Paulo. Confira as datas e locais:

     

    17 de julho, 2024 – Tupanciretã (RS)

    02 de agosto, 2024 – Teatro CIEE-Banrisul RS, Porto Alegre (RS)

    25 de agosto, 2024 – Casa Natura, São Paulo (SP);

     

    50 Tons de Pretas

    A Dupla acumula um repertório representativo e diverso, inúmeros prêmios e um reconhecimento público que as orgulha e consolida no estado do RS. O primeiro espetáculo “A mais pura verdade”, circulou por mais de 15 cidades em 2018, pelo SESC RS, e foi indicado ao Prêmio Açorianos de Música na categoria Melhor Espetáculo, em 2019. O primeiro disco, ‘Voa’, foi lançado em novembro de 2020 e teve enorme reconhecimento de público e de crítica. Sendo premiado no Prêmio Açorianos de música em 2021 como Melhor álbum MPB, melhores intérpretes e melhores compositoras. Um feito inédito na história do tradicional prêmio foi a conquista destes 03 troféus por duas artistas pretas com um trabalho independente. Em 2021, as Pretas lançaram o EP ‘Então Vem’ e foram premiadas em festivais nacionais no Paraná e Minas Gerais. Os últimos reconhecimentos de grande destaque são os de Melhor Banda MPB do Brasil no Prêmio Profissionais da Música 2023 e a contemplação como Artistas NATURA MUSICAL, patrocinadores do próximo trabalho a ser lançado.

  • Duas novas mostras na Galeria Duque, “Inconfundíveis  e Psicodélicas: Encontro de Singularidades”

    Duas novas mostras na Galeria Duque, “Inconfundíveis e Psicodélicas: Encontro de Singularidades”

     

    Duas novas exposições abrem na Galeria Duque: Inconfundíveis e Psicodélicas- Encontro de Singularidades
    A vernissage no próximo sábado, 13 de julho, a partir das 13h30min h. “Inconfundíveis” expõem obras do acervo da Galeria Duque, de artistas singulares, de quem
    reconhecemos a assinatura mesmo que ela não esteja ali, explícita. O modo singular pelo qual cada indivíduo
    se expressa dentro do contexto de sua própria história de vida, evidencia a sua trajetória individual através
    do mundo da arte. São artistas que desempenham diferentes papéis em diferentes níveis de ação. A
    singularidade expressa sua subjetividade, sua experiência individual, o que torna um artista autêntico. São
    criadores que realizam uma obra única, que contém elementos expressivos pessoais cujas poéticas surgem a
    partir do universo que os rodeia. Fazem parte dessa exposição nomes que simbolizam a própria arte.

    Entre eles, estão Beatriz Milhazes, Burle Marx, Iberê Camargo, Tarsila do Amaral, Pedro Weingärtner, Antônio
    Bandeira, Carlos Scliar, Athos Bulcão, Manabu Mabe, Aldemir Martins, Britto Velho, Danúbio Gonçalves,
    Gustavo Rosa, Di Cavalcanti, Carybé, Paulo Pasta, Alfredo Volpi, Manoel Santiago, Arcangelo Ianelli,
    Leopoldo Gotuzzo, Mário Zanini, Pietrina Cecacchi, Ado Malagoli, Carlos Paes Vilaró, Orlando Teruz, Nelson
    Junghbluth, além de outros grandes artistas.

    Neste segundo momento da exposição que está exposta na galeria desde o mês de abril, e
    atravessou o período trágico que vivenciamos em Porto Alegre, acrescentamos obras de artistas muito
    importantes na história da arte brasileira no século XX: Maria Martins e Frans Krajcberg.

    Grupos de mulheres artistas

    “Psicodélicas: Encontro de Singularidades”. O Psicodélicas é um grupo de mulheres artistas que
    há anos se reúnem para vivenciar a arte. Circulam pelas exposições e ateliês, estabelecendo uma relação
    de troca de ideias e convivência social, artística e cultural. O ponto de partida que reuniu estas mulheres
    foi o fazer artístico que cada uma desenvolve. O respeito à singularidade de fazer e de pensar é o
    cimento que mantém o grupo unido há tanto tempo. E esta história linda e divertida, agora ganha um
    novo capítulo: eu (Daisy Viola) propus e elas aceitaram, pela primeira vez, vão expor juntas, na Galeria
    Duque, nos terceiro e quarto andares da galeria, espaços sempre destinados a artistas gaúchos (as)
    contemporâneos (as). Artistas que participam: Ana Hochegger , Ana Rowe, Clara Koury, De
    Lourdes A. Auler ElisaTesseler, Fátima Pinto, Gleice Maurente, Heloísa Sonaglio, Larissa
    Scaravaglione, Marli Leal, Noely Luft, Rejane Wagner, Rosane Morais, Soraya Girotto, Suzana
    Albano,Tereza Albano Vera Behs, Vera Matos, Yara Knijnik , Zica Fortini
    A cada exposição, a Galeria Duque se orgulha por ter um dos mais completos acervos de arte
    do Brasil e por abrir espaço para artistas gaúchos da atualidade. A partir do próximo sábado, 13 de julho de
    24 das 13h30minh às 16h30minh, os visitantes poderão conferir duas exposições que reúnem diferentes
    manifestações de arte que mostram a essência de cada artista representado em seu trabalho, como em
    “Inconfundíveis”, com obras icônicas de grandes nomes da arte, que fazem parte do acervo da galeria, como
    em “Psicodélicas: Encontro de Singularidades”. As duas exposições tem a curadoria de Daisy Viola. A Galeria
    Duque está localizada na Rua Duque de Caxias, 649, no Centro Histórico de Porto Alegre. As exposições
    ficam no espaço até o dia 06 de setembro.
    Agenda:
    Exposições:
    “Inconfundíveis” – Acervo com grandes nomes da arte
    “Psicodélicas: Encontro de Singularidades”
    Local: Galeria e Espaço Cultural Duque
    Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre

    Contato: Watts (51) 98354.1022
    galeriadaduque@gmail.com
    Vernissage: sábado, 13 de julho, das 13: h30min às 16h30min
    Período da exposição: de 13 de julho a 06 de setembro de 2024
    Horário de funcionamento:
    Seg./Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h
    Entrada Franca
    www.galeriaespacoculturalduque.com.brue

  • Festival de Roteiro será presencial na Casa Mário Quintana e já recebe inscrições

    Festival de Roteiro será presencial na Casa Mário Quintana e já recebe inscrições

    O Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre (FRAPA)  que vai manter sua 12ª edição em formato presencial, de 4 a 8 de novembro na Casa de Cultura Mario Quintana, sua sede original.

    A decisão foi anunciada nesta terça-feira 09/07, e a venda de credenciais já está reaberta – com prazo até o dia 31 de agosto – no site do FRAPA.

    Ainda é possível se inscrever para a Rodada de Negócios (com mais de 80 players participantes) até o dia 12 de julho. Informações em: frapa.art.br.

    “Foram diversos os motivos que nos levaram à essa decisão: a começar pela CCMQ, que felizmente está livre de alagamentos há mais de um mês e, dia após dia, une esforços para retomar suas atividades e estará em pleno funcionamento em novembro”, anuncia a organização do FRAPA. “Nosso hotel parceiro, Master Hotéis, também está apto a receber nosso público em segurança, assim como grande parte dos estabelecimentos comerciais na região. E por fim, a ciência da importância local do evento e para o setor audiovisual brasileiro como um todo”, concluem.

    A produção aconselha os participantes a chegarem por outros aeroportos, além de Canoas (RS), que opera com um número limitado de voos. “Nosso principal objetivo agora é seguir em busca de apoios e parcerias que nos ajudem a viabilizar transfers gratuitos de ida e volta para todos os participantes desde os aeroportos de Caxias do Sul (RS) e de Florianópolis (SC)”, asseguram os realizadores.

    Grandes nomes do audiovisual brasileiro como Carla Esmeralda, Chica Andrade, Daniel Bandeira, Guto Parente, Hilda Lopes Pontes e Rubens Rewald são alguns dos convidados já confirmados. Entre os consultores para esta edição do FRAPA[LAB] estão André Novais Oliveira, Maíra Oliveira, Mariana Jaspe e Tiago Rezende.

    Com o apoio de instituições como a ABRA, Projeto Paradiso e Conspiração, o FRAPA é uma realização da Coelho Voador e da Epifania Filmes e tem direção-geral de Leo Garcia e produção executiva de Mariana Mêmis Müller.

     

    12ª Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre (FRAPA)

    De 4 a 8 de novembro de 2024 na Casa de Cultura Mario Quintana

    Informações e venda de credenciais: frapa.art.br

     

    Sobre o FRAPA

    O FRAPA – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre é o principal ponto de encontro e porto seguro de centenas de roteiristas de todas as regiões do Brasil. Inspirado em festivais do gênero consagrados no exterior, o FRAPA acontece anualmente de maneira ininterrupta desde 2013. Foram mais de três mil roteiros de longa-metragem e piloto de série inscritos no Concurso de Roteiros, mais de 800 argumentos inscritos nas duas primeiras edições do Concurso de Argumentos em 2023 e mais de três mil reuniões realizadas na Rodada de Negócios.

    Além de apostar na qualificação profissional de roteiristas e dar visibilidade a projetos, o FRAPA é uma rara oportunidade para que criadores se aproximem de canais, produtoras e distribuidoras. A atração já trouxe à capital gaúcha nomes como James V. Hart (“Drácula de Bram Stoker”), Bráulio Mantovani (“Cidade de Deus”), Renata Martins (“Histórias Impossíveis”), Eduardo Melo e Mariana Bardan (“Cangaço Novo”), Lucas Paraizo (“Os Outros”), Luiz Bolognesi (“Uma História de Amor e Fúria”) e Pablo Stoll (“Whisky”), entre outros. Conspiração, Amazon, NBCUniversal, Netflix, O2 Filmes e Vitrine Filmes foram alguns dos players que já participaram do FRAPA.

  • “Estalo”, a 14ª Bienal de Arte do Mercosul tem nova data definida

    “Estalo”, a 14ª Bienal de Arte do Mercosul tem nova data definida

     

    A 14ª Bienal de Arte do Mercosul irá acontecer entre 27 de março a 01 de junho de 2025. A mostra, que acontece em Porto Alegre e estava planejada para acontecer neste ano, teve o seu calendário reestruturado em decorrência das catástrofes climáticas que atingiram o sul do Brasil.
    A próxima edição da Bienal tem como tema “Estalo” e vai se espalhar por diversos espaços na cidade de Porto Alegre, numa proposta de atingir uma quantidade maior e mais diversa de público – investindo numa aproximação da arte tanto com a audiência local quanto global. O conceito curatorial da mostra tem como principal objetivo perceber como diferentes movimentos podem provocar transformações de diversas magnitudes – sejam elas mediadas pelo corpo, pela natureza ou por distintas mídias.
    Após os desafios do projeto da 14ª edição, a fundação da Bienal do Mercosul reitera o seu desejo em continuar realizando um trabalho com impacto social conforme apresenta a presidente Carmen Ferrão: “Durante este ano estamos envolvidos em iniciativas para a reconstrução do setor artístico e dos equipamentos – espaços expositivos parceiros. Também mantivemos as equipes que dedicam-se à instituição e a esta edição. Temos certeza que a mostra é parte da reconstrução: trará mais pessoas ao RS e movimentará a capital através da arte e da educação”.
    Algumas das iniciativas propostas pela fundação além da mostra principal são os projetos Portas para a Arte – em parceria com galerias da cidade – e Arte no Prato – que envolve e movimenta o setor de gastronomia local. Ambos eventos acontecem no mesmo período da mostra principal da Bienal, que nesta edição tem como curador-chefe Raphael Fonseca. A lista dos artistas participantes e dos espaços expositivos será divulgada em novembro.
    Financiamento: PRÓ-CULTURA – Lei Estadual de Incentivo à Cultura
    Realização: Lei Federal de Incentivo à Cultura
    Foto: Thiéle Elissa
    Equipe 14ª Bienal do Mercosul “Estalo”:
    Alexandre Lindenberg (Estúdio Margem, identidade visual), Fernanda Medeiros, curadora assistente, Michele Ziegt, curadoria educativa, Marina Feldens, curadora de Programas Públicos
    Tiago Sant´Ana, curador adjunto, Andréa Hygino, curadoria educativa, Raphael Fonseca, curador-chefe, Anna Mattos – curadora de Programas Públicos e Yina Jiménez Suriel, curadora adjunta.
    Criada em 1996, a Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul é uma instituição que tem como missão desenvolver projetos culturais e educacionais na área de artes visuais, adotando as melhores práticas de gestão e favorecendo o diálogo entre as propostas artísticas contemporâneas e a comunidade. Reconhecido como o maior conjunto de eventos dedicados à arte contemporânea latino-americana no mundo, oportuniza o acesso à cultura e à arte a milhares de pessoas de forma gratuita.
  • Ayton Centeno lança o ABC da Ditatura em pequena tiragem

    Ayton Centeno lança o ABC da Ditatura em pequena tiragem

    Do alto dos seus 75 anos, o incansável jornalista Ayrton Centeno está distribuindo a amigos, colegas e bibliotecas públicas seu último livro, Dicionário da DitaDura, onde consolida uma contundente síntese de atos, fatos, personagens e versões sobre o regime militar vigente no Brasil de 1964 a 1985.

    Em 324 páginas, alinha 528 verbetes vazados na linguagem enxuta que marcou os melhores anos do Jornal do Brasil do Rio e os anos iniciais da revista Veja (nenhum desses dois veículos ganhou verbete no livro, embora sejam citados incidentalmente aqui ou ali).
    Poucos textos do dicionário ocupam uma página (32 linhas). A maioria absoluta tem mais ou menos 16 linhas, o suficiente para dar conta dos causos recheados de ironias e sarcasmo, num dos mais didáticos resumos dos anos 64/85.
    Folheando o livro, a gente acaba se perguntando como e por que ninguém teve essa ideia antes. O próprio Centeno explica: viu-se com a faca e o queijo na mão após concluir o livro “Os Vencedores” (Geração Editorial, 2014), no qual conta histórias dos que pegaram em armas contra a ditadura. Para escrever suas 856 páginas, entrevistou dezenas de pessoas e, além de checar arquivos, leu todos os livros sobre a ditadura.
    Dez anos depois de juntar uma grande massa de informações, “achei que seria um desperdício não publicar nada sobre os 60 anos daquela tragédia que estropiou várias gerações”, disse Centeno. Assim o dicionário veio à luz quase automaticamente. Saiu com excelente qualidade de impressão em tiragem mínima custeada pelo autor, que só tem esperança de recuperar o investimento se o livro extrapolar as previsões da Editora Autografia, do Rio, responsável pela edição inicial e pelas vendas on line em seu site.
    Produto de um veterano jornalista que começou nos anos 60 na revisão do Diário Popular de Pelotas até hoje não parou de trabalhar, o livro tem chance de fazer sucesso se for encarado como fonte de consulta didática – pedagógica, na realidade – por jovens estudantes ou professores que não vivenciaram os anos de chumbo.

    (Geraldo Hasse)