Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • A complexidade feminina na mostra “As duas faces de Eva”, de Anelise Ferreira e Bia Donelli

    A complexidade feminina na mostra “As duas faces de Eva”, de Anelise Ferreira e Bia Donelli

    Segundo o material de divulgação “Anelise Ferreira e Bia Donelli nos trazem em “As duas faces de Eva”, a complexidade feminina, num contraste entre a força da mulher e, ao mesmo tempo, a delicadeza. Uma brincadeira séria que une as suas pesquisas visuais. As fotógrafas questionam as padronizações e afirmam
    o direito a ser e fazer o que quiserem, como pessoas livres e donas de si.

    Encontraram na música de Rita Lee a tradução perfeita dessa dualidade e homenageiam a cantora com Cor de rosa choque.
    Consideram que a luta por mais espaço, direitos e reconhecimento ainda continua: “O sexo
    frágil, não foge à luta, … Por isso não provoque…”

    A exposição inaugura dia 21 de junho as 18 horas e pode ser visitada até dia 05 de agosto
    deste ano na Confeitaria Maomé, na Rua Vicente da Fontoura, 1857 em Porto Alegre.

    Serviço:
    Anelise Barra Ferreira e Bia Donelli
    Exposição Fotográfica “As duas faces de Eva”
    Local: Galeria Carlinhos Rodrigues
    Confeitaria Maomé
    R. Vicente da Fontoura,1857. Bairro Santana – Porto Alegre/RS
    Inauguração: 21 de junho de 2024, às 18h
    Visitação: 21 de junho a 5 de agosto de 2024

    QUEM SÃO

    Anelise Ferreira. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação

    Anelise Barra Ferreira, nascida e residente em Porto Alegre (RS). Doutora e Mestre em
    Educação pela UFRGS. Foi coordenadora do Laboratório de Fotografia, pesquisando o fotografar com os alunos em uma escola especial (1990-2014). É proprietária da Oficina de Foto – espaço de criação e assessoria. A fotografia experimental e a macro fotografia são suas
    paixões. É sócia fundadora do Fotoclube Porto-alegrense. Participou de diversas exposições
    fotográficas, tendo seu trabalho premiado em concursos.

    Bia Donelli. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação

    Bia Donelli, 60 anos, nasceu em Caxias do Sul, reside há 41 anos em Barra do Ribeiro/RS. Administradora de Empresas por formação e bancária aposentada, fotografa desde 2012 com ênfase em fotografia da natureza, urbana e fotografia fine art, participando de diversas
    exposições coletivas e individuais, entre elas As Canibais e Street Expo Photo. É sócia fundadora do Foto Clube Porto-alegrense.

  • Festival Fênix mobiliza o setor da dança e fortalece a classe artística, em tempo de enchentes

    Festival Fênix mobiliza o setor da dança e fortalece a classe artística, em tempo de enchentes

    Segundo o material de divulgação as enchentes sem precedentes que assolaram o RS e cujas consequências ainda estarão presentes por bastante tempo, atingiram diversos setores, entre eles, a cultura e seus trabalhadores. Com espaços diretamente atingidos pelas águas do Guaíba e eventos cancelados, os prejuízos materiais se somam ao sentimento de tristeza e perplexidade pela gravidade da situação. Muitos artistas, além de ficar sem possibilidade de trabalhar, perderam suas casas e bens materiais.

    Pensando em auxiliar o setor da dança — que só em Porto Alegre conta com 103 escolas e 82 grupos e companhias mapeados — o próprio segmento se organizou para criar um fundo específico para seus profissionais. Uma das ações para arrecadar recursos é o Festival Fênix, uma iniciativa da ASGADAN (Associação Gaúcha de Dança, fundada em 1969) e com colaboração de muitas mãos, corações e mentes. O festival, que acontece de forma online de 27 a 30 de junho, está com suas inscrições abertas até 17 deste mês e conta com jurados de renome no cenário nacional, como Carlinhos de Jesus e Octávio Nassur, entre outros. As premiações incluem bolsas de estudos que foram doadas por várias escolas, incluindo um período de vivência na escola do Ballet Bolshoi de Joinville.

    Sapateando Sem Fronteiras. Foto: Nando Espinosa /Divulgação

          Para se inscrever, basta acessar o formulário (no serviço abaixo) e preparar sua coreografia. Os vídeos devem ser gravados na horizontal e com câmera parada, sem zoom ou edições. A gravação deve ser feita em palco ou ambiente neutro, onde apareçam todos os artistas em plano único. A coreografia não precisa ser inédita ou gravada especialmente para o evento, podendo ser uma gravação pré-existente. Importante ter qualidade de imagem e som para melhor avaliação dos jurados. O vídeo deverá permanecer disponível no link enviado até o dia da transmissão.

    Todas as modalidades da dança podem participar, desde o balé clássico livre ou de repertório, dança moderna e contemporânea, dança de salão, danças urbanas, danças árabes, estilo livre, folclore de projeção, danças étnicas e tradicionais, jazz e sapateado. As mais variadas faixas etárias serão contempladas, bem como as danças solo, em duo, trio ou grupo a partir de quatro bailarinos.

                Todo o trabalho do Festival Fênix está sendo feito de forma voluntária, com 100% da renda sendo revertida para as escolas de dança e seus profissionais, sendo que a distribuição dos recursos se baseará em dados colhidos a partir do levantamento feito pelo Colegiado Setorial de Dança do RS. O público pode participar assistindo ao festival e doando qualquer quantia na chave pix que será divulgada durante a transmissão.

    Festival Fênix

    De 27 a 30 de junho – edição online de apoio a classe artística

    Transmissão ao vivo, sempre a partir das às 18h no Canal do YouTube da ASGADAN

    https://www.youtube.com/results?search_query=%40associacaogauchadedanca5202

    27 de junho – coreografias das categorias Infantil e Infanto Juvenil;

    28 de junho – coreografias de folclore de projeção, danças étnicas e tradicionais, estilo livre, danças árabes e dança de salão;

    29 de junho – coreografias de jazz, danças urbanas e sapateado

    30 de junho – coreografias de ballet e dança moderna e contemporânea

    Para se inscrever, acesse o formulário:

    https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScnItu4b4InY7eCvaocLq5mFs0rx9MyyzEFb_EjCHVUSCngpg/viewform

    Inscrições e informações detalhadas podem ser obtidas em www.festivalfenix.com.br

  • Projeto “Literaturas pelo Mundo” recebe a escritora Eliane Marques, no IFFar de Panambi

    Projeto “Literaturas pelo Mundo” recebe a escritora Eliane Marques, no IFFar de Panambi

    Autora do romance, “Louças de Família”participa de diversas atividades com estudantes e professores no dia 27 de junho

    O projeto de ensino “Literaturas pelo Mundo”, conduzido por docentes e técnicos vinculados à área de Linguagens do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) – Campus Panambi, ao longo do ano de 2024, propôs abordar a literatura afro-brasileira com todas as turmas dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio.

    Uma das autoras cujas obras estão sendo trabalhadas é a escritora gaúcha Eliane Marques, que já foi premiada nacionalmente, publicou livros de poemas, traduções e um romance. A autora participará de uma atividade no IFFar – Campus Panambi no dia 27 de junho, quinta-feira, na qual falará sobre suas produções, sobre a mulher negra na literatura brasileira, além de realizar uma sessão de autógrafos. A atividade será realizada no auditório da instituição em dois diferentes momentos:

    9h: Abertura

    9h30min: Apresentação de Eliane Marques e diálogo com estudantes os 1ºs anos dos Cursos Técnicos Integrados sobre o livro “Louças de Família (2023) – Editora Autêntica Contemporânea”.

    14h: Apresentação de Eliane Marques e diálogo com estudantes dos 2ºs e 3ºs anos sobre seus livros de poesia: “Relicário (2009)”, “E se alguém o pano (2015)”, e “O poço das Marianas (2021)”.

    O evento é aberto a convidados externos, além da comunidade do IFFar – Campus Panambi. Conta com o apoio do Núcleo de Arte e Cultura (NAC), do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) e do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (Nugedis) do Campus.

  • Relatos do tempo em que o futebol era uma várzea

    Relatos do tempo em que o futebol era uma várzea

    É hora de recomeçar e o livro “Viva a Várzea”, que deveria ser lançado dia 30 de abril, por conta do mau tempo foi lançado dia 11 de junho, com sessão de autógrafos no Chalé da Praça 15.
    O livro resgata histórias e personagens do futebol amador em Porto Alegre.

    Em 200 páginas, dividido em capítulos temáticos, ilustrados com fotos de época, o livro apresenta textos de 16 ex-varzeanos, a maioria jornalistas e de uma pioneira do futebol feminino.

    O time, onde todos são titulares, é formado por Cláudio Furtado, Fernando Becker, Flávio Dutra,  João Bosco Vaz, José Evaristo Villalobos,  Júlio Sortica,   Léo Iolovitch , Liliane Correa, Mário Corso, Márcio Pinheiro,  Marino Boeira,  Óscar Fuchs,  Paulo César Teixeira,  Piero D’Alascio, Ricardo Stefanelli,   Sérgio Kaminski  e Vitor Bley de Moraes.
    Times como o Bagé e o Dínamo de Petrópolis;  o Maltense, do bairro São João e o São Paulinho, da Vila do IAPI; o Tupi, da Praça Tamandaré, o Intervalo, do Araribóia e o Clarão da Lua feminino têm suas histórias e jogos memoráveis recordados. Personagens como Flávio França, do futebol praiano, e o Pau de Fósforo, contador de feitos improváveis, estão junto com o zagueiro tosco que prensou um adversário na cerca do campo, o sósia de Ademir da Guia que fez malabarismo com uma bergamota na rua da Praia, a guria que sonhava jogar com os meninos, o atacante que narrava suas jogadas e tantos outros.

    Na apresentação da obra fica clara a intenção dos autores: “Este livro foi pensado para recordar histórias do futebol varzeano e seus ‘atletas’, com espaço também para o futsal, o futebol praiano e, como não poderia faltar, para o futebol feminino, de crescente interesse. Não espere teses tratando da voracidade da especulação imobiliária sobre os campos de peladas ou o fim das equipes amadoras. Nada disso, a várzea, que nasce no futebol de rua, é imortal nas suas memórias, aqui editadas em quatro capítulos: Nos Campos da Várzea, Times Inesquecíveis, Jogos Memoráveis e A Várzea e suas Figuras. Foram reunidos textos de 17 craques da palavra, nem todos íntimos da pelota, é preciso reconhecer. Todos, porém, tiverem seus dias de glória varzeana em campos embarrados, de pouca grama e muito areão, rosetas e tufos de guanxuma. Você certamente vai se identificar com alguns dos relatos do tempo em que o futebol era uma várzea”.

    O prefácio é assinado por outro craque, o cronista Nilson Souza. O projeto gráfico é de Antônio Luzzatto, com produção da BaEditora, de Mariana Bertolucci.

    * Texto Flávio Dutra.

  • Dez espetáculos adultos e infantis vão à cena para ajudar flagelados gaúchos das enchentes

    Dez espetáculos adultos e infantis vão à cena para ajudar flagelados gaúchos das enchentes

    Deu Pra Ti Baixo Astral será de 25 a 30 de junho no Teatro do CIEE-RS Banrisul com ingresso solidário

     Dez espetáculos do Rio Grande do Sul se uniram para afastar a tristeza que se instalou no povo gaúcho depois das enchentes do mês de maio. O projeto Deu Pra Ti Baixo Astral – Juntos pra voltarmos a sorrir, idealizado e realizado pela Top Agência Produtora, será de 25 a 30 de junho no Teatro do CIEE-RS Banrisul com atrações para o público adulto e infantil. Com apresentações às 16h e às 20h, o ingresso solidário (e meia entrada) será de R$ 50,00 junto com doação de 1kg de alimento não perecível, um agasalho ou um brinquedo, que será destinado para as vítimas da maior tragédia ambiental do Estado. A entrada inteira será R$ 100,00. Ingressos e a programação completa estão em www.deupratibaixoastral.com.

    A ideia do projeto surgiu da necessidade de nos reconstruirmos também! Não podemos permitir que a enchente afogue os nossos sonhos, os nossos sorrisos, o nosso trabalho, a nossa arte. A  menos de três anos, nós paramos por causa de um vírus. Não podíamos fazer espetáculos porque isso poderia colocar a saúde do público, e a nossa, em risco. Nós também tivemos muitas perdas, mas agora, o risco é nós não trabalharmos! Isso não pode e não vai acontecer, porque nós fazemos parte desse processo de reconstrução”, afirma Juliana Barros, idealizadora do projeto, autora e diretora teatral. Foram priorizados espetáculos de sucesso de público e crítica, que tiveram suas temporadas ou apresentações canceladas por conta da enchente e que pudessem, nesse momento, reforçar o conceito do projeto.

    Temos uma programação muito variada, com espetáculos para todos os públicos, inclusive para as crianças – que foram emocionalmente muito afetadas por toda essa tragédia. Também fizemos um “quebra-cabeça” para conseguirmos colocar 10 espetáculos juntos num mesmo teatro, por isso todas as produções estão mobilizadas e juntas para viabilizar todas as apresentações. No total, teremos seis espetáculos adultos e quatro infantis”, conta Juliana, autora e diretora dos espetáculos Terapia de Casal, Adivinha o Que é e Terapia Colorida.

    Além destas três peças, fazem parte da programação as montagens TOC, Uma comédia obsessiva compulsiva, Se meu ponto G Falasse, Manual Prático da Mulher Moderna, Tributo Cazuza,  Aladdin, Peter Pan, Gato de Botas e Bombachas.

    O projeto reúne mais de 60 profissionais das artes cênicas do Estado, numa força tarefa contra o baixo astral. “Os artistas, assim como todo o povo gaúcho, foram atingidos por esta “catástrofe anunciada”, onde tivemos nossas temporadas canceladas, depósitos de cenários e teatros invadidos pelas águas de maneira devastadora. É hora da retomada, reunindo forças numa ação coletiva para seguirmos nos palcos, levando nossa arte, diversão, risos e reflexão para o público gaúcho, que sempre nos prestigiou. Como diz um dos personagens da Comédia TOC: É impressionante o que as pessoas conseguem juntas quando olham de verdade umas pras outras”, diz Lutti Pereira, diretor e produtor do espetáculo TOC.

    A arte, a cultura e o entretenimento integram um setor importante da economia que não pode ficar parado neste processo de retomada e reconstrução. “Para o Teatro CIEE-RS BANRISUL, apoiar este projeto representa um esforço para tentar mitigar os impactos dessa tragédia, que também afeta profundamente o setor artístico. Desejamos  transformar nosso palco em uma ferramenta de apoio e um canal para a disseminação de energias positivas”, comenta Paulinho Beccon, Coordenador de Eventos do teatro.

    “É nos momentos de grande sofrimento, crises, incertezas e angústias, que a arte pode oferecer os respiros necessários que ajudam as pessoas a terem força e serenidade para enfrentar as adversidades que se impõem. “Uma retomada artística, significa também uma retomada da nossa fé e força da nossa capacidade de reconstrução – ESSE É O MOMENTO!”, conclui Juliana.

    Confira a programação completa:

    Dia 25 (terça)

    20h – Tributo a Cazuza

    Dia 26 (quarta)

    20h – Manual Prático da Mulher Moderna

    Crédito_ Diogo Vaz/ Divulgação

    Dia 27 (quinta):

    16h – Peter Pan

    Crédito_ Rogério Fernandes./ Divulgação

    20h – Toc, Uma comédia obsessiva compulsiva

    Crédito Alisson Phernandes. / Divulgação

    Dia 28 (sexta):

    16h – Aladdin

    Crédito_ Rogério Fernandes. /Divulgação

    20h – Terapia Colorida #TudoJunto&Misturado

    Crédito_ Rafa Costa./ Divulgação

    Dia 29 (sábado):

    16h – Gato de Botas e Bombachas

    Foto: Vilmar Carvalho/ Divulgação

    20h – Se meu ponto G Falasse

    Crédito_ Larissa Coiro./ Divulgação

    Dia 30 (domingo):

    16h – Adivinha o que é

     

     

    Foto : Vilmar Caevalho/ Divulgação

    20h – Terapia de Casal, uma comédia em crise

    Foto:Vilmar Carvalho/ Divulgação

    SERVIÇO

    O QUE: Deu Pra Ti Baixo Astral – Juntos pra voltarmos a sorrir

    DATA:   de 25 a 30 de junho

    HORÁRIO:  16h e 20h

    LOCAL:  Teatro do CIEE-RS Banrisul (R. Dom Pedro II, 861 – São João, Porto Alegre)

    INGRESSOS:

    SOLIDÁRIO/MEIA ENTRADA*: R$ 50,00

    *Válido junto com doação de 1kg de alimento não perecível ou 1 agasalho ou 1 brinquedo;

    INTEIRO (sem doação): R$ 100,00

    Venda online através do  www.deupratibaixoastral.com  e nos dias do evento, duas horas antes de cada espetáculo na bilheteria do teatro.

     

     

     

     

     

  • Fundacine e Netflix destinam doação a trabalhadores de audiovisual gaúchos atingidos pelas enchentes

    Fundacine e Netflix destinam doação a trabalhadores de audiovisual gaúchos atingidos pelas enchentes

    Trabalhadores do audiovisual que foram afetados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no mês de maio serão contemplados por uma doação de R$ 2 milhões da Netflix. A iniciativa, batizada de Ação Audiovisual RS, será conduzida e gerenciada pela FUNDACINE (Fundação Cinema RS), entidade com 25 anos de atividades, que ficará responsável pela operacionalização dos repasses financeiros aos profissionais gaúchos.

    O cadastro de candidatos ao auxílio em dinheiro deve ser efetuado entre os dias 04 e 25 de junho, através de formulário online (disponível no site www.fundacine.org.br pelo link  https://forms.gle/7VE4v6h9b6Hp2z567). Em caso de acesso limitado à internet, também é possível entrar em contato pelo telefone (51) 99580.0624, através do WhatsApp.

    O benefício é destinado a profissionais e trabalhadores da indústria audiovisual, televisiva ou cinematográfica que atuem no segmento há pelo menos 12 meses, e que tenham sido comprovadamente afetados pela tragédia climática que assolou o Estado recentemente. “São centenas de trabalhadores do audiovisual elegíveis aos repasses, incluindo quem opera por trás das câmeras, em todas as funções, incluindo eletricistas, marceneiros, técnicos e especialistas em catering; e exerce a atividade à frente delas (como atrizes e atores)”, destaca o diretor da FUNDACINE, Beto Rodrigues.

    O dirigente observa que a prioridade será dada a quem atua por projeto e teve sua rotina diretamente afetada pelas enchentes. “Isso inclui integrantes da cadeia produtiva do audiovisual (como motoristas de van, videomakers, realizadores independentes, técnicos e fornecedores) que tiveram suas moradias atingidas, perderam equipamentos de trabalho ou tiveram filmagens canceladas, por conta do ocorrido, não somente na Capital, mas em todo o interior do Rio Grande do Sul”, reforça.

    Os pagamentos do benefício estão programados para iniciar no final de junho e se estendem até a primeira quinzena de julho. Profissionais do segmento que já responderam e preencheram os requisitos necessários do questionário da iniciativa Futuro Audiovisual RS – uma coalizão formada por SIAV, APTC, Macumba LAB, Instituto Akamani, ACCIRS e FUNDACINE, além de colaboradores nacionais como a APRO, API, BRAVI e Academia Brasileira de Cinema – serão automaticamente considerados para os repasses viabilizados a partir dessa doação.

    A Ação Audiovisual RS conta com o apoio do Ministério da Cultura, responsável por conectar a instituição local à Netflix. “Estamos empenhados em contribuir de diferentes maneiras para a recuperação do Rio Grande do Sul”, comenta o secretário executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares. “Nas tratativas com a iniciativa privada, indicamos a FUNDACINE como instituição mais habilitada a receber o aporte e encaminhar o processo de destinação de recursos aos afetados pelas enchentes”, pontua.

    “Estamos trabalhando junto a várias entidades e instituições ligadas ao audiovisual de forma dedicada para que, enquanto enfrentamos essa crise, os profissionais do audiovisual não fiquem desassistidos”, destaca Rodrigues. Segundo ele, mais empresas podem se juntar a este movimento e fazer doações à FUNDACINE ou ao programa Futuro Audiovisual RS.

    Administração Fundacine:

    Instagram: @fundaciners

    Contatos e-mail: administrativo@fundacine.org.br producao@fundacine.org.br ou fundacine.timedeapoiors@gmail.com

    Sobre a FundacineCriada em 1999 com a missão de impulsionar o desenvolvimento da indústria cinematográfica e audiovisual do Rio Grande do Sul, a Fundação Cinema RS (FUNDACINE) é uma instituição privada, sem fins lucrativos, que objetiva a análise, organização e desenvolvimento do setor audiovisual, assim como a difusão do cinema realizado no Estado, em escala nacional e internacional.

     

  • MARGS põe em prática plano de recuperação de danos causados pela enchentes

    MARGS põe em prática plano de recuperação de danos causados pela enchentes

     

    O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), instituição vinculada à Secretaria de Estado da
    Cultura (Sedac), deu início ao plano de recuperação de danos causados pela tragédia climática que
    assolou o Estado no mês de maio. A operação, conduzida por especialistas — entre eles
    restauradores e conservadores —, envolve o resgate e o salvamento de obras, patrimônio e
    documentos afetados pela água e pela umidade, além do restabelecimento das redes elétrica,
    hidráulica e do sistema de climatização.

    “Salvamos grande parte das obras, incluindo aquelas consideradas entre as mais afamadas e
    lembradas, antes mesmo da água chegar à Praça da Alfândega. Mas, em termos de patrimônio, todas
    as obras de um acervo são igualmente importantes. E essa operação que vem sendo conduzida por
    especialistas nos garante agir com precisão e expertise, nos métodos e procedimentos de salvamento
    e recuperação”, pontua o diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol, lembrando que uma
    força-tarefa trabalhou na movimentação de centenas de peças e itens do Museu até o momento de
    evacuação do prédio, na tarde de 03 de maio.
    Apesar dos esforços da equipe e em virtude do grande volume de água que se acumulou na Praça da
    Alfândega — no interior do térreo do MARGS, a medição chegou a 2 metros de altura —, a enchente
    alagou o térreo da instituição, impactando diretamente o seu mobiliário, equipamentos,
    documentos administrativos e obras do acervo em papel, entre gravuras, fotografias e desenhos.

    Segundo Dalcol, a prioridade, neste momento, é atuar na estabilização dessas obras:
    “Tudo está sendo tratado e restabelecido. Nos casos em que for necessário, e considerando
    especificidades de tipologia e características das obras, elas serão restauradas ou ganharão novas
    impressões”, ressalta.

    O plano de recuperação de danos está sendo coordenado pela conservadora e restauradora Isis
    Fófano Gama, do Departamento de Conservação e Memória do Patrimônio Cultural do Complexo
    do Palácio Piratini, com a consultoria e atuação de Naida Corrêa, restauradora e conservadora que
    atuou por 24 anos no MARGS.

    A equipe é formada por funcionários do Museu, do Palácio, colaboradores da Sedac e externos. Professores e alunos do curso de Conservação e Restauro de
    Bens Culturais Móveis da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e integrantes da Associação para
    a Preservação do Patrimônio das Américas (APOYOnline) também auxiliam nos trabalhos.

    “Nosso sentimento, neste momento, é de ambivalência, pois ao mesmo tempo que estamos tristes
    por tudo o que aconteceu no nosso Estado, ficamos felizes quando nos deparamos com tantas
    pessoas e instituições dispostas a ajudar nesse recomeço. Nossa parceria com a UFPel, por exemplo,
    vem desde 2019, e esse comprometimento e disponibilidade da instituição são fundamentais para
    que consigamos passar por esse momento sensível com a certeza de que o resultado será exitoso”,
    avalia a secretária da Cultura Beatriz Araujo.

    Diagnóstico e reconstrução

    As equipes técnicas do Departamento de Memória e Patrimônio (DMP), do Sistema Estadual de
    Museus (SEM) e do MARGS foram as responsáveis por mapear os impactos do desastre
    meteorológico no Museu. Além das obras em papel guardadas em mapotecas — grandes gavetas
    metálicas para armazenagem de obras em papel —, a água e a umidade atingiram as
    documentações administrativas e do acervo, o estoque de publicações e os catálogos.

    Agora, as obras estão no processo de secagem e estabilização. Posteriormente, caso necessário, elas
    serão restauradas. Os próprios espaços expositivos do MARGS foram adaptados para dar lugar a
    essa operação, como um grande laboratório. Já os documentos atingidos foram removidos do
    prédio e congelados, para posterior procedimento de limpeza e restabelecimento.

    A estrutura operacional do Museu, que também funcionava no térreo, foi igualmente
    comprometida. São computadores, equipamentos, mobiliários, recursos e materiais de trabalho e
    exposições. E ainda: partes das instalações elétrica, hidráulica, de lógica, telefonia, do sistemas de
    climatização e do circuito interno de câmeras — tudo passará por uma vistoria rigorosa e voltará a
    funcionar somente quando tiver operando em segurança.
    O futuro do MARGS

     

    Não há previsão para reabertura do MARGS ao público. A médio e longo prazo, o Museu passará
    por uma ampla reorganização interna de seus espaços, que envolverá realocação das atividades e
    funções que ocorriam no térreo. Um exemplo é a reserva técnica no cofre, que deverá ser
    transferida para os andares superiores, como já funcionam as duas torres do terraço adaptadas e
    climatizadas para esta finalidade.
    Criado em 1954 e funcionando no prédio histórico tombado desde 1978, o Margs tem um um acervo
    com mais de 5.700 obras desde a primeira metade do século 19, de diferentes linguagens das artes
    visuais, incluindo ainda pintura, escultura, cerâmica, arte têxtil, objeto, instalação, arte digital, vídeo,
    filme e design. Esse conjunto é composto por arte brasileira, com ênfase na produção de artistas
    gaúchos, e também por obras de artistas estrangeiros. Ao final de 2022, o prédio havia passado por
    reforma arquitetônica e ganhado pintura e novo sistema de climatização.

  • Companhia de Ópera do RS faz concerto solidário neste sábado, no Theatro São Pedro

    Companhia de Ópera do RS faz concerto solidário neste sábado, no Theatro São Pedro

     

    A Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul une-se ao Theatro São Pedro neste sábado (8), a partir das 15h, no evento Mostra Sol do Sul, com o concerto CORS canta pelo RS – Vozes em Solidariedade”. A programação tem entrada gratuita, mediante a doação de produtos de higiene e limpeza aos atingidos das enchentes.

    Flavio Leite-CORS-credito Vitor Ceolin/ Divulgação

    O programa é composto por árias, duetos, trios e grandes formações vocais de composições icônicas de Bizet, Delibes, Mozart, Puccini, Strauss e Villa-Lobos, nas vozes das sopranos Deizi Nacimento, Fiama de Vite, Gabriela Jucá, Gaia Schenini, Paula Schwartz, Raquel Flores e Rosimari Oliveira, das mezzosopranos Luciane Bottona e Rose Carvalho, dos tenores Adolfo Amaral, Felipe Bertol, Flávio Leite e Roger Scarton, do barítono Alex Barbosa e do baixo barítono Guilherme Roman. Todos serão acompanhados pelo pianista Eduardo Knob.

    Flavio Leite-CORS-credito Vitoria Proenca/ Divulgação

    Membros da CORS diretamente atingidos pelas enchentes farão parte do programa solidário nesse momento importante de reconstrução do Estado e retomada das atividades culturais no Rio Grande do Sul, como Knob, que vive no Sarandi, um dos bairros mais afetados pelas águas, e que ainda não conseguiu retornar para casa.

    “Tivemos dois artistas diretamente afetados pelas enchentes que perderam suas casas e dezenas de outros com trabalhos cancelados em função da tragédia no Estado. É hora de união e força para recomeçarmos, pois a arte e a cultura são combustíveis para a alma nesse momento em que estamos tão sensibilizados pelos acontecimentos”, diz Flávio Leite, presidente da CORS.

    Flávio Leite CORS_credito Vitoria Proenca/Divulgação

    PROGRAMAÇÃO
    15h – Sol Maior
    16h – Orquestra Jovem Theatro São Pedro
    17h – Show Casa, com Madalena e Simone Rasslan
    18h – CORS canta pelo RS – Vozes em Solidariedade

    SERVIÇO
    8 de junho | Sábado
    Mostra Sol do Sul
    Onde: Theatro São Pedro | Palco Principal (Praça Marechal Deodoro, s/n – Centro Histórico)
    Entrada gratuita, mediante doação de produtos de higiene e limpeza para os atingidos pelas enchentes

  • Fundação Padre Anchieta promove arrecadação para crianças desabrigadas gaúchas

    Fundação Padre Anchieta promove arrecadação para crianças desabrigadas gaúchas

     

    A AÇÃO REALIZADA PELA MANTENEDORA DA TV CULTURA DE SÃO PAULO ACONTECE NO SOLAR FÁBIO PRADO, NO PRÓXIMO  DOMINGO (9/6) COM PARTICIPAÇÃO DOS PERSONAGENS DO PROGRAMA INFANTIL “QUINTAL DA CULTURA”

    ‏‏‌​A Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura, realizará uma ação para arrecadar doações para as crianças do Rio Grande do Sul. No domingo (9/6), no Solar Fábio Prado, das 10h às 13h, Ludovico, Doroteia, Osório e Ofélia, personagens do Quintal da Cultura, receberão o público infantil para tirar fotos e participar de brincadeiras.
    Visando ajudar as vítimas dos desastres climáticos que ocorrem no Rio Grande do Sul, o foco das doações é material escolar, brinquedos e o que mais desejarem para as crianças gaúchas. É uma ação de criança para criança! O Solar fica localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705.

  • RS Música Urgente: coletivo lança campanha para socorrer profissionais atingidos

    RS Música Urgente: coletivo lança campanha para socorrer profissionais atingidos

    O Rio Grande do Sul vive um estado de calamidade. Mais de 90% do estado vem sofrendo os efeitos da catástrofe climática ocorrida entre abril e maio de 2024.

    Neste momento, muitas iniciativas estão sendo
    realizadas em prol dos atingidos pelas enchentes, com várias frentes de trabalho voltadas às diferentes áreas da economia.
    Em meio às inundações, um grande movimento vem sendo realizado no setor cultural do Rio Grande do Sul e o setor da música está se reunindo e propondo ações, tendo como foco o amparo da classe.

    Assim nasce o RS Música Urgente, que tem como primeira ação uma campanha de doações através da chave pix
    emergenciamusicars@gmail.com visando atender demandas urgentes de profissionais diretamente atingidos pelas cheias.

    A cadeia produtiva da música vive um cenário de perdas materiais, cancelamentos e adiamento de trabalho. O coletivo é, portanto, uma reunião com mais de mil profissionais, entre músicos, técnicos e produtores, divididos em Grupos de Trabalho que fazem frente às
    discussões e planejamentos em torno dos seguintes temas:
    – Comunicação;
    – Legislação/Impostos e Direitos Autorais;
    – Mapeamento/Cadastramento;
    – Projetos;
    – Carta/Documento ao Brasil e Mundo;
    – Associação – AMEM RS;
    – Redes Sociais/Design;
    – Auxílios Emergências/Donativos;
    – Circulação outros Estados/Países;
    – Pubs/Bares de Música;
    – Embaixadas/Consulados;
    – Interlocução política;
    – Organização Geral.
    Muitos profissionais da música perderam instrumentos e outros equipamentos de trabalho, além de terem suas moradias e estabelecimentos comerciais invadidos pelas águas.

    Mas grande parte do setor foi prejudicado nas oportunidades de atuação e receitas devido ao cancelamento de inúmeros festivais, shows e demais
    eventos.

    A circulação de espetáculos também foi diretamente atingida, uma vez que as estradas interrompidas não permitem os deslocamentos.

    Muitas cidades foram completamente “arrasadas”, sem condições de receber atividades de qualquer tipo. Desta forma, estão suspensas praticamente todos eventos culturais do Estado por tempo indeterminado, impossibilitando que milhares de profissionais da
    cultura exerçam seu trabalho, sem garantia de renda ou perspectivas de retorno.
    O objetivo do coletivo é diagnosticar, planejar e elaborar propostas e estratégias de ações, em constante diálogo com o poder público nas instâncias municipais, estadual e federal, bem como com a sociedade civil e também com agentes internacionais, embaixadas e consulados
    com representação no Brasil.
    O RS Música Urgente, preparou uma CARTA ABERTA de
    apresentação explicando os objetivos e as ações nas quais vai se dedicar.

    Nossos contatos:
    contato@rsmusica.com.br
    Instagram: @rsmusica