Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Jornalista narra em livro-reportagem história do Hospital Colônia de Itapuã

    Jornalista narra em livro-reportagem história do Hospital Colônia de Itapuã

    Na próxima sexta-feira, 24, às 19h, a livraria Taverna sediará um bate papo de lançamento do livro “Nós não caminhamos sós – histórias de isolamento no antigo Leprosário Itapuã”,  da jornalista e escritora Ana Carolina de Oliveira. O livro é resultado de dois anos de pesquisa sobre a história do hospital, da doença e da vida das pessoas que foram isoladas no Leprosário depois do diagnóstico de Lepra  (doença hoje em dia curável e chamada de hanseníase).

    Entre os anos de 1940 e 1985, mais de 2,4 mil pessoas foram segregadas compulsoriamente no  Leprosário Itapuã, uma minicidade construída artificialmente para isolá-los no município de Viamão, na região  metropolitana de Porto Alegre. Em comum, apenas o diagnóstico de Lepra. Partindo da história de duas  mulheres que tiveram a vida atravessada por esta política segregacionista de profilaxia da doença, o livro reportagem busca registrar como era a vida no local, resgatar o histórico da doença – conhecida como a mais  antiga da humanidade – e recordar a mobilização da sociedade gaúcha para a construção do Leprosário.

    O bate-papo contará com a presença da autora Ana Carolina de Oliveira, da jornalista Mariana  Oselame e de Magda Chagas, coordenadora do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela  Hanseníase de Porto Alegre e Região Metropolitana (Morhan MetroPoa), e falará sobre o processo de  construção o livro-reportagem e sobre a atual situação do hospital, que está em processo de fechamento pelo Governo do Estado. O lançamento tem apoio do Morhan e do Morhan MetroPoa, e é realizado pela Livraria  Taverna e pela Editora Sulina.

    A Livraria Taverna fica na Rua dos Andradas, 736 – Casa de Cultura Mario Quintana, Centro de Porto Alegre).

    Leia também: 

    Três pacientes travam o fechamento do último hospital colônia do Brasil: “Nós não caminhamos sós”

    Depoimentos sobre o livro:

    Luís Augusto Fischer: “Tudo isso é contado aqui com mão segura, após pesquisa documental e reportagem  certeira, por Ana Carolina de Oliveira. Seu texto é tão primoroso quanto pode ser, pela fluência da frase e por  uma outra virtude, superior ainda, a extrema discrição com que as palavras se comportam para dar  protagonismo a quem de fato importa aqui, os internados em Itapuã, especialmente Eva e Marleci.

    O livro de Ana Carolina não tem poucos méritos. No correr dos capítulos, vão sendo trançadas a história de  duas mulheres com a história da cidade, do estado, do país e do mundo, e ainda com a história quase infinita  da lepra, da hanseníase, doença velha como o mundo conhecido.”

    Jane Tutikian: “Com inteligência e sensibilidade, a autora nos coloca diante de uma sociedade a um só tempo  simples e complexa: simples porque resolve seus problemas, complexa porque, ao resolvê-los, revela vidas  que foram roubadas em plenitude. É como denuncia e reage à indiferença e à injustiça social a que foram  submetidos os habitantes do Leprosário Itapuã, reconstituindo as trajetórias de Eva e Marleci. Trata-se de uma  leitura instigante e, por isso mesmo, prazerosa, onde a articulação do conteúdo gera uma modulação textual  singular: a de Ana Carolina, fazendo, já, do seu texto uma referência e iluminando, como poucos conseguiram,  uma parte esquecida das cidades de Porto Alegre e Viamão, que se pode ampliar incontavelmente mundo  afora.”

  • Pelotas faz evento com escritores, músicos e especialistas em Literatura para celebrar  Aldyr Schlee

    Pelotas faz evento com escritores, músicos e especialistas em Literatura para celebrar  Aldyr Schlee

    Programação prevê palestras, debates, leituras, lançamentos de livros e espetáculo musical no Instituto João Simões Lopes Neto, em Pelotas, na véspera do aniversário do escritor fronteiriço 

    No dia 21 de novembro será realizada no Instituto João Simões Lopes Neto, em Pelotas, um evento cultural em homenagem a Aldyr Garcia  Schlee (1934-2018), na véspera de seu aniversário. Aberto ao público, o encontro literário e musical será gratuito.
    Alfredo Aquino junto ao muro na rua “Uma Terra Só” no campus Jaguarão da Unipampa. Foto: Edições Ardotempo/ Divulgação
    Idealizada pelo artista plástico, escritor e editor de Edições Ardotempo Alfredo Aquino, a programação dedicada à memória do escritor de Linguagem de Fronteira oferece palestras, debates, leituras, lançamentos de livros e show com uma releitura de seus contos em forma de canções (tangos, boleros e milongas). Participam das atividades Paula Mascarenhas, Antonio Hohlfeldt, Paulo Rosa, Luiz Carlos Vaz, Martim César, Cátia Goulart, Maurício Barcellos e Paulo Timm.
    Alfredo Aquino. Foto: Gilberto Perin/ Divulgação
    “Autor de vários livros e textos (inclusive um espantoso e extenso Dicionário de Linguagem Pampeana),  Aldyr afirmava que seu universo literário era geograficamente limitado, estendendo-se da região de Pelotas, talvez entre Piratini e São Lourenço do Sul até, no máximo, Trinta y Tres, Melo e Tacuarembó, tendo como palco central das ações humanas, a luminosa Capital Literária constituída pelas cidades irmãs de Jaguarão / Río Branco, umbilicalmente ligadas pela majestosa Ponte Mauá, sobre o rio da fronteira, o Jaguarão. Os livros de Schlee, lidos e relidos nos trazem de volta a grandeza de sua literatura original.”
    Martins César. Foto: Elis Vasconcellos/ Divulgação
    Luiz Vaz; Foto: Marcelo Soares/ Divulgação
    Evento cultural dedicado ao escritor de linguagem de fronteira ALDYR GARCIA SCHLEE
    Dia 21 de Novembro no Instituto João Simões Lopes Neto (Rua Dom Pedro II, 810 – Centro), em Pelotas

    19h – Mesa de palestrantes sobre os temas Literatura de Fronteira / Livros de ALDYR GARCIA SCHLEE

    Paula Mascarenhas – Doutora em Letras

    Antonio Hohlfeldt – Diretor do Theatro São Pedro – Porto Alegre/RS

    Paulo Rosa  – Escritor e Cronista do Diário Popular de Pelotas

    Luiz Carlos Vaz  – Escritor , Jornalista e Fotógrafo

    Martim César – Escritor, Músico Compositor

    Cátia Goulart – Professora da FURG – Especialista e Tradutora em Linguagem de Fronteira

    Cátia Goulart; Foto: Acervo pessoal/ Divulgação
    Paulo Rosa._Foto Luiz Vaz/ Divulgação

    Lançamento e autógrafos:

    NOTÍCIAS DO SCHLEE (Edições Ardotempo, crônicas, fotos e lembranças,128 páginas, R$55), de Luiz Carlos Vaz
    MEMÓRIAS DE UM MAU TEMPO (Edições Ardotempo, crônicas, 144 páginas, R$45), de Luiz Carlos Vaz
    Capa do Livro “Notícias de Schlee”/ Divulgação
    Ivo, o Imperador dos Prazeres (Edições Ardotempo, romance, 176 páginas, R$50) – de José Gabriel Ceballos, com tradução de Cátia Goulart e Geisela San Martins
    Capa do livro “Ivo o Imperador dos Prazeres”/ Divulgação
    SCHLEE E CERVANTES – Duas Fronteiras do Mundo (Edições Ardotempo, 128 páginas, R$60), de Martim César. Livro com textos e poemas + CD encartado com contos-canções

    Show Musical: Homenagem a ALDYR GARCIA SCHLEE 

    No repertório, Canções inspiradas nos Contos de ALDYR GARCIA SCHLEE

    Poemas de Martim César e músicas de Maurício Barcellos. Participação especial de Paulo Timm
    ALDYR GARCIA SCHLEE

    Nascido em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, a 22 de novembro de 1934, sobre a fronteira com o Uruguai, Aldyr Garcia Schlee foi escritor fronteiriço e tradutor bilíngue, que escreveu e publicou sua obra tanto em português como em espanhol. Com larga carreira no jornalismo, nas artes gráficas e no magistério superior do Brasil, foi desenhista profissional (vencedor, em 1953, de concurso nacional para a escolha do uniforme da Seleção Brasileira de Futebol), jornalista (ganhador do Prêmio Esso de Reportagem, em 1962) e Doutor em Ciências Humanas, que atuou por mais de 30 anos em várias áreas de seu conhecimento na Universidade Federal de Pelotas (onde chegou a Pró-Reitor de Extensão e Cultura) e na Universidade Católica de Pelotas (onde fundou o Curso de Jornalismo), concluindo sua carreira universitária como professor-visitante do Programa de Pós-graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre.

  • Galeria Duque homenageia a obra de Clara Pechansky, Liana Timm e Rosane Morais e expões pinturas de nomes consagrados

    Galeria Duque homenageia a obra de Clara Pechansky, Liana Timm e Rosane Morais e expões pinturas de nomes consagrados

    “Lugares” celebra 11 anos do espaço e destaca produções de nomes consagrados da arte como Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Danúbio Gonçalves, Fernando Baril, Anita Malfatti e muitos outros.

    As mostras “Duas mulheres de fino traço” e “Fios que pulsam” complementam a exposição, que tem vernissage no sábado, 18 de novembro, a partir das 11h.

    Heitor dos Prazeres/ Divulgação

    Grandes nomes da arte mundial, do Brasil e do Rio Grande do Sul se reúnem na Galeria Duque em um verdadeiro templo da arte no Centro Histórico de Porto Alegre. A exposição “Lugares”, com curadoria de Daisy Viola, revela paisagens reais e idealizadas por mestres da pintura e celebra o 11º aniversário da galeria. A festa se completa com duas mostras de renomadas artistas gaúchas. Em “Duas mulheres de fino traço”, a afetuosidade de Clara Pechansky e a sensibilidade de Liana Timm se entrelaçam em obras de uma trajetória de mais de 40 anos de arte e de amizade. A arte vestível de Rosane Morais, presente em “Fios que pulsam”, completa o espaço com suas obras viscerais e poéticas.  A Galeria Duque fica na Rua Duque de Caxias, 649, em Porto Alegre. Vernissage no sábado, 18 de novembro, a partir das 11h até às 16h30min. A exposição vai até o dia 5 de março de 2024, com entrada franca.

    MULHER COM LEMBRANÇAS. IV.2019 – CLARA PECHANSKY/ dIVULGAÇÃO

    “A Galeria Duque é um desses lugares mágicos que um dia sonhamos e realizamos. Neste momento, quando este nosso lugar completa 11 anos, vamos comemorar mostrando obras que fazem parte do acervo, que nos mostram diferentes lugares, como paisagens bucólicas com seus céus, lagos, mares e jardins, ou paisagens urbanas, cidades, prédios, casarios e ambientes. Também paisagens de dentro, sentimentos e sonhos que ultrapassam seus limites e explodem em gestos, abstrações e cores”, destaca a curadora Daisy Viola.

    Esses lugares exibem visões e interpretações de artistas como Alberto Veiga Guignard, Ado Malagoli, Aldemir Martins, Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Alice Brueggemann, Alice Soares, Anita Malfatti, Burle Marx, Cândido Portinari, Carlos Scliar, Carlos Sorensen, Carybé, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Djanira, Fernando Baril, Glauco Rodrigues, Gonçalo Ivo, Ianelli, Inimá de Paula, José Pancetti, Judith Lauand, Kazuo Wakabayashi, Romanelli, Sued e muitos outros.

    Liana Timm e Clara Pechansky – Luis Ventura 2021/ Divulgação

    No terceiro andar da galeria, “Duas mulheres de fino traço” apresenta 60 obras das artistas Clara Pechansky e Liana Timm. São desenhos e pinturas em diversas técnicas que evidenciam a produção dessas duas reconhecidas artistas gaúchas, cujos identidades tão características e caminhos se entrelaçam ao longo dos últimos 40 anos, produzindo eventos significativos em sua trajetória em uma permanente paixão pelo desenho e pela cultura.

    Rosane Morais – Berenice Fischer/ Divulgação

    Em “Fios que pulsam”, o destaque é a arte vestível de Rosane Morais. Suas produções revelam uma arte visceral, uma arte de pele, que transcende o espaço da própria obra e convida o visitante à reflexão e à interação. Como envelopes que emolduram o corpo, as peças de Rosane Morais já estiveram presentes em exposições no Brasil e no exterior e agora voltam à Galeria Duque, local que já recebeu o atelier da artista.

    O OLHAR DIVERGENTE – LIANA TIMM/ DIVULGAÇÃO

    Agenda:
    Exposições:

    “Lugares” – Acervo com grandes da arte
    “Duas mulheres de fino traço” – Clara Pechansky e Liana Timm
    “Fios que pulsan” – Rosane Morais
    Local:
     Galeria e Espaço Cultural Duque
    Endereço:
     Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Vernissage: sábado, 18 de novembro, das 11h às 16h30min
    Período da exposição: de 18 de novembro de 2023 até 4 de março de 2024.
    Horário de funcionamento:
    Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h
    Entrada Franca

  • MDHC seleciona projetos que valorizam ancestralidade e memória de pessoas idosas em comunidades tradicionais

    MDHC seleciona projetos que valorizam ancestralidade e memória de pessoas idosas em comunidades tradicionais

    O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) está selecionando projetos que atuam pela valorização das pessoas idosas em comunidades tradicionais. A previsão é de que sejam selecionadas até cinco propostas ligadas aos eixos de cultura e economia sustentável, enviadas por Organizações da Sociedade Civil (OSC) até o prazo de 10 de dezembro deste ano. A realização deste chamamento público é promovida pela Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos do MDHC.

    Na área da cultura, os projetos devem promover e valorizar a memória, oralidade e ancestralidade de Pessoas Idosas de Povos e Comunidades Tradicionais. Poderão ser inscritos de projetos que trabalhem com registro, manutenção e promoção da cultura através de produtos audiovisuais, livros, biografias, estruturação de museus locais, oficinas de capacitação e de divulgação de tradições, exposições, entre outras possibilidades, vinculadas a temas como artesanato, música, lazer, culinária e práticas tradicionais de saúde (parteiras, benzedeiras, erveiras, rezadeiras), dentre outros.

    No âmbito da economia sustentável poderão ser contemplados projetos que viabilizem a inclusão produtiva com a promoção de tecnologias sustentáveis, valorizando recursos naturais locais, as práticas e saberes das pessoas idosas de Povos e Comunidades Tradicionais. As propostas podem abordar estruturação de espaços para promoção da economia sustentável que contemplem a participação de pessoas idosas e projetos autossustentáveis que utilizem recursos naturais de forma não predatória, reduzindo danos ao ecossistema/biodiversidade e respeitando o ciclo de recomposição dos recursos renováveis dos Territórios Tradicionais

    De acordo com o edital, o valor de referência para as propostas é de até R$ 150 mil. Após a seleção, as entidades assinarão termo de fomento junto ao MDHC. A expectativa é de que o resultado seja publicado até 28 de dezembro.

    São oficialmente considerados como sendo Povos e Comunidades Tradicionais: Andirobeiras; Apanhadores de Sempre-vivas; Caatingueiros; Caiçaras; Castanheiras; Catadores de Mangaba; Ciganos; Cipozeiros; Extrativistas; Faxinalenses; Fundo e Fecho de Pasto; Geraizeiros; Ilhéus; Indígenas; Isqueiros; Morroquianos; Pantaneiros; Pescadores Artesanais; Piaçabeiros; Pomeranos; Povos de Terreiro; Quebradeiras de Coco Babaçu; Quilombolas; Retireiros; Ribeirinhos; Seringueiros; Vazanteiros e Veredeiros.

    Acesse a íntegra do Edital de Chamamento Público neste link 

    Para participar da seleção, as entidades devem estar habilitada na Plataforma Transferegov.br, disponível neste link, declarar ciência e concordância com o Edital e anexos, e apresentar proposta na Plataforma Transferegov.br com preenchimento completo das abas “Dados da Proposta” e “Plano de Trabalho”.

  • É o Schaan, agora em romance ecológico

    É o Schaan, agora em romance ecológico

    Geraldo Hasse

    Eis um livro surpreendente. Começa com a capa – tomada pela cabeça negra de uma jaguaruna (cujo desenho não tem autor identificado nos créditos) –, segue com a orelha assinada pelo escritor Luiz Antonio de Assis Brasil afirmando tratar-se, este romance, de uma obra-prima da
    literatura regional e, logo depois, vem o preâmbulo do
    jornalista-historiador Juremir Machado da Silva dizendo que o leitor encontra neste livro “um rio caudaloso, selva de imagens, (…), enchente de metáforas”.
    O que dizer mais?

    Felizmente, logo no início, o autor Roberto Schaan Ferreira (que não é um estreante, em 2011 ganhou o Açorianos de Narrativa Longa com o romance Por que os Ponchos são Negros) dá uma pista do caminho que vai trilhar. Caminho áspero, selvagem, violento, no qual a divindade se faz representar por um felino invisível. Na primeira de suas 270 páginas, Schaan faz referência ao espaço vasto e o tempo moroso. É seu modo denso de falar do pampa profundo, onde se cria gado sem cercas, graças a seres humanos que se movimentam no lombo de cavalos. Os fabulosos centauros da mitologia gaúcha…
    Como um esgrimista incansável, o ficcionista opera em alta voltagem. A tensão aparece logo na primeira frase do romance: “De repente o cavalo voltou a cabeça para a esquerda, orelhas tesas em direção ao mato”. Em outras palavras, seria o caso de dizer que alguma coisa acontece atrás das árvores, mas somente algumas páginas adiante o narrador voltará a esse episódio-chave. “Isso é onça”, diria um compositor caipira. Já temos leitura suficiente para concluir que o cavalo estava pressentindo o jaguar, ou a jaguaruna, que sempre andará por perto, mas sem mostrar.
    A narrativa é exuberante na descrição de detalhes da paisagem e dos procedimentos no trato com os animais, especialmente os cavalos. A gadaria pasta e os humanos se alimentam de carne bovina. Qualquer semelhança com a gastronomia gauchesca não será mera coincidência. Foi mais ou menos aqui que tudo começou.
    O cenário tem nome: Rincão do Inferno, nas cabeceiras do rio Camaquã.
    No romance não é citada nenhuma cidade, mas quem nasceu na metade sul do Rio Grande acaba percebendo que esse território fantástico fica entre Lavras do Sul, Jaguarão, Pinheiro Machado, Bagé e Piratini, a vila histórica escolhida pelo coronel Souza Netto para proclamar a república, à revelia dos companheiros entreverados em outros locais.
    O autor Roberto Schaan Ferreira nasceu em Passo Fundo mas na juventude campereou à larga no Rincão do Inferno, onde já havia ambientado seu primeiro romance (Por Que os Ponchos são Negros). Agora ele vai mais
    fundo e não parece fora de propósito dizer que Deus Estava Longe, a segunda narrativa longa, é um resgate sentimental de uma paisagem única, quase desconhecida da maioria dos sul-rio-grandenses.
    Leitura fácil como andar em cavalo manso. Por conhecer o terreno, Schaan viaja voluptuosamente para o passado. As terras e os animais têm donos, mas estes não aparecem, mal são nomeados em parágrafos passageiros. À medida que a leitura flui, vai ficando claro que os protagonistas dessa história são os trabalhadores que lutam para sobreviver nesse meio áspero, quase deserto: são capatazes, peões, posteiros, domadores, negros escravos, quilombolas e uma surpreendente índia charrua, que vive e procria com o fugitivo (negro) de uma estância. Nesse lugar não há soldados mas, de vez em quando, aparecem
    grupos de caçadores empenhados em aprisionar negros que fugiram de seus donos e se organizaram em quilombo. Sim, no Rincão do Inferno há pelo menos um quilombo cujos pioneiros, depois de um ano, decidem sair em busca de mulheres, sem as quais a vida transcorria sem graça. Não foi difícil raptar ou propiciar a fuga de algumas escravas sedentas de liberdade.
    O ano das ações iniciais é 1831, mas logo se vê que as datas não importam muito. De repente, os acontecimentos podem estar dentro do chamado período farroupilha, que começou em 1835 e continua até hoje, em eventos oficiais e programas de CTG. Mas para o final do livro, já se fala nos soldados imperiais comandados por um certo Barão até que se ouvem, mal e mal,  os ecos do massacre de Porongos.
    Mesmo com poucos e esquivos personagens, este livro apresenta maior riqueza de detalhes sobre o pampa do que o decantado Don Segundo Sombra, romance do argentino Ricardo Güiraldes sobre a vida campeira
    lançado em 1924 em Buenos Aires. Bueno que apareça no Rio Grande de hoje um escritor capaz de produzir relatos carregados de sentimento telúrico.
    Aos falar da potência das plantas, da força das águas e do poder dos ventos, além de outras minúcias da vida no campo, Schaan produziu um romance ecológico que nos remete a um das maiores obras da literatura brasileira. Quem se lembra do rio Urucuia citado intermitentemente no maior livro de Guimarães Rosa? É um rio pequeno consagrado por personagens que só andam a cavalo nas veredas dos sertões de Minas Gerais. Respeitemos o Camaquã, cujas águas nascidas numa serrania
    inóspita descem ao encontro da Grande Laguna, como Schaan chama a Lagoa dos Patos. É um rio pequeno, de uns 250 km, que ganhou uma nova dimensão graças a essa copiosa narrativa.
    Roberto Schaan Ferreira autografa Deus Estava Longe na praça de autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre, às 18h de terça-feira (14/11), o mesmo dia do massacre dos lanceiros negros no Cerro dos Porongos, em 1844.

  • Combo de arte gratuito ao público: uma ação do Instituto Zoravia Bettiol

    Combo de arte gratuito ao público: uma ação do Instituto Zoravia Bettiol

     O Instituto Zoravia Bettiol montou uma programação especial, com diferentes manifestações artísticas e culturais, para receber o público neste sábado (11/11), das 16h às 20h, na galeria da artista e no jardim que a ornamenta, na Rua Paradiso Biacchi, 109, Ipanema, zona sul de Porto Alegre.

    Prestes a completar 88 anos de idade e esbanjando energia criativa e determinação, Zoravia diz que o evento acontecerá “faça chuva ou faça sol”. A entrada é franca.

    A ocasião servirá também para dar visibilidade às atividades do instituto, congraçar os associados e captar novos sócios. Já dispondo da aprovação do projeto arquitetônico, a instituição agora busca recursos para viabilizar a revitalização de sua futura sede, a Casa dos Leões, na Rua dos Andradas, 507, cedida pela prefeitura e que abrigará o acervo de pinturas, gravuras, desenhos, arte têxtil, arte mural e instalações de Zoravia. Durante o evento, que a artista prefere classificar como “encontro com amigos”, ela estará à disposição para conversar e responder perguntas sobre o instituto.

    Coral da Procergs/Divulgação

    MÚLTIPLAS ATIVIDADES

    Quem usufruir da programação deste sábado poderá não só ver (e ouvir) arte como também fazer atividades artísticas. A presença do coletivo Urban Sketchers será um convite a todos que gostam de desenhar com liberdade da técnica e de acordo com a subjetividade de cada um. É só levar o material de sua preferência e se integrar ao grupo.

    Professora de Artes Elaine Veit / Divulgação

    Uma oficina de caleidociclo, um tipo de dobradura em papel, será ministrada pela professora Elaine Veit, artista visual graduada e licenciada pelo IA/UFRGS, especialista em Expressão Gráfica e em Educação Humanizadora, com 30 anos de experiência em sala de aula. A oficina Tetraedos em Movimento acontecerá das 16h30 às 17h20, com vagas para 10 jovens e adultos. As inscrições devem ser feitas até as 16h15. O material necessário é tesoura, canetas coloridas, cola bastão ou cola branca.

    A atriz Deborah Finocchiaro/ Divulgação

    As conhecidas atrizes da cena porto-alegrense Deborah Finocchiaro e Nora Prado declamarão poesias dos livros A Espessura da Vida, Alma das Flores e Afetos Flutuantes, de autoria de Nora, que falam sobre amor, tempo, memória, guerra e a finitude da vida. Haverá ainda apresentação do coral da Procergs, regido pelo maestro Manuel Abreu

    A atriz Nora Prado/ divulgação

    Na galeria, está aberta à visitação, até 30 de novembro, a mostra Ícones, Pinturas e Acervo de Artistas Brasileiros e Estrangeiros, de Zoravia.

    Outras atrações são os painéis interativos para fotos com Alice e a Rainha de Copas – obras de Zoravia -, banquinhas de venda de delícias e bebidas, loja de suvenires com produtos artísticos e livros do instituto.

    Em frente à galeria, há uma pracinha com parque de brinquedos para crianças, lugar tranquilo, seguro, com pouco trânsito e bastante espaço para estacionar sem custo.

    SERVIÇO

    O quê: Encontro no jardim – atividades culturais e artísticas

    Quando: sábado (11/11), das 16h às 20h

    Local: Galeria e Atelier da artista Zoravia Bettiol

    Endereço: Rua Paradiso Biacchi, 109, Ipanema, zona sul de Porto Alegre

    Entrada franca

    Fone: (51) 3354-2456

  • Schlee volta à Feira como personagem

    Schlee volta à Feira como personagem

    Cinco anos depois de viajar para o outro lado, o escritor Aldyr Garcia Schlee volta à Feira do Livro de Porto Alegre como personagem central de um livro escrito pelo fotojornalista  Luiz Carlos Vaz, seu mais constante parceiro entre 1973 e 2018. Notícias do Schlee, editado pela Ardotempo, é um carinhoso apanhado de crônicas, fotos e lembranças sobre o jaguarense que viveu a maior parte da vida em Pelotas, onde marcou época como jornalista, professor e escritor.

    Com autógrafos marcados para esta quarta-feira (8/11) às 19 horas, o lançamento de Notícias do Schlee” coincide com a última visita de Schlee a Porto Alegre, no dia 3 de novembro de 2018, quando autografou O Outro Lado – Noveleta Pueblera, seu último livro. De volta a Pelotas, precisou ser levado para o hospital. Debilitado por um câncer diagnosticado em 2011, morreu 12 dias depois, em pleno feriado da República.

    Nascido em 22 de novembro de 1934 em Jaguarão, Schlee era estudante de Direito e diagramador do Diário Popular quando ganhou em fins de 1953 o prêmio pelo desenho da nova camiseta da Seleção Brasileira de Futebol, a amarela consagrada como a “Canarinho”. Com apenas 19 anos, ele se tornou uma celebridade nos meios jornalísticos do Rio de Janeiro.

    De volta a Pelotas, passou dois anos desfrutando da fama de artista e negligenciando a vida estudantil. Ao se formar advogado em 1959, já estava apto a abraçar a carreira de professor. Primeiro lecionou Língua Portuguesa e Literatura, depois Direito Internacional Público.
    Paralelamente a essas funções públicas, dedicou-se ferrenhamente à escrita de artigos, crônicas, contos e romances. Sua obra é considerada um marco da literatura do pampa, bioma campestre compartilhado pelo Brasil, o Uruguai e a Argentina.

    Casado com a professora primária Marlene Rosenthal, Schlee teve três filhos: Aldyr,  nascido em 1960; Andrey, em 1963, e Sylvia, 1973, ano em que chegou de Bagé o fotógrafo Luiz Carlos Vaz, autor da primeira foto da caçula Sylvia. Aos 21 anos, Vaz sobrevivia até então como autor de pôsteres de crianças e teve a sorte de ser contratado para trabalhar como fotógrafo da incipiente seção de impressos da jovem Universidade Federal de Pelotas, fundada em 1969. O chefe era o professor Schlee, que estava sendo processado pela Justiça Militar (só seria absolvido na década seguinte). Desde então, os dois sempre trabalharam juntos, tanto que Vaz acabou se tornando “filho adotivo” do casal Schlee, história que nasceu de uma brincadeira de D. Marlene Rosenthal Schlee diante de um visitante algo cerimonioso.

    Os dois, Aldyr e Marlene, faziam sala para um repórter alemão que chegara sabendo tudo sobre o escritor, que se divertia com as perguntas do interrogador. Eis que adentra a sala, sem bater ou tocar a campainha, o Vaz, notório filho de Hulha Negra, ainda distrito de Bagé. Cumprimenta e vai para a cozinha, como se fosse da casa. O repórter quis saber quem era. Marlene brincou: “É filho de outro casamento…”

    O alemão se surpreendeu com a informação que não combinava com sua pesquisa prévia, e quis saber qual dos dois, Marlene ou Aldyr, era o autor do bendito fruto recém-chegado à residência. Os Schlee deram um pouco de corda no repórter antes de esclarecer que Vaz era de fato “filho de outro casamento”, mas era tão próximo que havia se tornado, na prática, um membro extra da família. De fato, ele sempre contou com o apoio dos Schlee no trabalho e nos estudos: além de se formar em Jornalismo, Vaz fez mestrado e doutorado em memória social; e ainda foi professor de comunicação e comentarista de rádio.

    Quando Schlee morreu, Vaz era visto naturalmente como a pessoa certa para escrever a biografia do velho amigo. Ele demorou alguns anos para  se convencer de que possui matéria-prima suficiente para honrar a memória do amigo e chefe. Esbanjando bom humor, lança agora Notícias do Schlee. São mais de 30 capítulos de lembranças. Portador de um arquivo imensurável, Vaz revela-se um ótimo cronista ao mostrar fragmentos da vida do profescritor jaguarpelotense. O livro tem prefácio assinado por Aldyr Rosenthal Schlee, o filho mais velho do personagem.

    Quem aprendeu a apreciar a figura de Schlee como pessoa e escritor tem nesse livro mais um motivo para recordá-lo em alto astral.

  • Gumercindo Saraiva, o caudilho que perdeu a cabeça, chega à Feira do Livro em 3ª edição

    Gumercindo Saraiva, o caudilho que perdeu a cabeça, chega à Feira do Livro em 3ª edição

    Chegaram à feira do livro de Porto Alegre nesta sexta-feira os primeiros exemplares da terceira edição do livro “A Cabeça de Gumercindo Saraiva” , de Tabajara Ruas e Elmar Bones.

    O livro teve duas edições pela Record, esgotadas, e agora sai pela Editora JÁ.

    O texto é um ensaio jornalístico e literário  sobre o universo pastoril que forjou o Rio Grande do Sul, a partir de uma de suas figuras mais representativas: o caudilho Gumercindo Saraiva.

    Tabajara e Bones  percorreram os caminhos do caudilho, para buscar sua memórias, entender suas motivações, no contexto de uma economia assentada nas estâncias,  na criação e no comércio do boi.

    A dita economia pastoril, cujo pilar era  a propriedade da terra, sobre a qual se reproduzia o boi, fonte de toda a riqueza.

    Arquétipo desse mundo, Gumercindo teve sua cabeça cortada, para provar que ele era mortal. Ao cortar-lhe a cabeça, tornaram-no imortal. Criou-se uma lenda.

    A cabeça de Gumercindo Saraiva está à venda na Feira do Livro, na banca da ARI, na loja virtual da editora e na Amazon. Ou peça ao seu livreiro.

     

  • Com “Gestualle II” em exposição na Galeria Delphus, Marcelo Zanini celebra 60 anos

    Com “Gestualle II” em exposição na Galeria Delphus, Marcelo Zanini celebra 60 anos

    Médico renomado e reconhecido por suas obras de arte abstrata, Marcelo Zanini é o artista do mês de novembro na Delphus Galeria de Arte. Com curadoria de Paulo Amaral, ele inaugura a exposição Gestuale II, na segunda-feira, 06 de novembro, no espaço localizado na Av. Cristóvão Colombo, 1501, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A exposição marca também os 60 anos do artista, celebrados em 29 de novembro.

    Gestuale II fica na Delphus até o dia 6 de dezembro. A visitação pode ser realizada de segunda à sexta-feira das 9h às 18h45min e, aos sábados, das 9h às 13h. Entrada franca.

    Obra: Scirocco 100X100- 2023.

    “Essa exposição é uma extensão da recente e bem-sucedida mostra individual com 22 obras que o artista apresentou em setembro deste ano na Rodyner Gallery, em Cascais, Portugal”, conta o curador Paulo Amaral, que selecionou 12 obras de grandes dimensões para expor em Porto Alegre. Os quadros mesclam criações recentes do artista e produções históricas que marcam a trajetória de Zanini.

     Obra: Palla 180X160 -2023

    Paulo Amaral explica que o nome Gestuale II foi escolhido para essa exposição por ser um seguimento da recentemente realizada em Cascais e por denotar o amplo gesto que caracteriza as produções do artista. “Seu estilo revela o pintor intuitivo, de pinceladas gestuais fortes, harmônicas, ricas em volume e cores”, complementa.

    Obra ; Dantesco 150X140 – 2022.

    Marcelo Zanini mergulhou na pesquisa do expressionismo abstrato na década de 90, participando de exposições no Brasil e no exterior. Ele concilia o trabalho médico com a pintura e fez de sua clínica uma verdadeira galeria de arte, que também abre espaço para o amplo estúdio onde produz suas obras. “Na medicina eu trabalho com precisão milimétrica, mas na arte abstrata eu exerço a liberdade nos gestos e na profusão de cores”, revela Zanini.

    O próprio artista explica seu processo de produção: “Começo novas pinturas com um sentimento de combate e de curiosidade, deixando a pintura indicar sua direção à medida que acrescento elementos e cores, muitas vezes resultando o inesperado. Algumas das melhores obras que criei surgiram da experimentação ousada e da renúncia a noções preconcebidas. É emocionante ver as diferentes formas e transparências ocorrendo à minha frente durante o processo pictórico”.

    Marcelo Zanini Foto: Tatiana Csordas’/Divulgação

    Em sua primeira exposição individual na Galeria Delphus, o artista do mês Marcelo Zanini convida os visitantes a uma imersão em seu universo abstrato. “Suas obras têm o dom de despertar e provocar no espectador sentimentos múltiplos que vão do assombro ao enternecimento”, conclui o curador Paulo Amaral.

    SERVIÇO

    Gestuale II por Marcelo Zanini
    Curadoria: Paulo Amaral

    Visitação: de 6 de novembro a 6 de dezembro de 2023

    Horários: de segunda à sexta-feira das 9h às 18h45min e, aos sábados, das 9h às 13h.

    Local: Delphus Galeria de Arte, na Av. Cristóvão Colombo, 1501, Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

  • Domingo na praça: dia de celebrar o patrono e sua obra literária

    Domingo na praça: dia de celebrar o patrono e sua obra literária

    O escritor Tabajara Ruas assumiu como patrono da 69ª Feira do livro de Porto Alegre quebrando o protocolo. Considerou desnecessário citar nominalmente as autoridades presentes ao ato de abertura, com exceção ao presidente da Câmara do Livro, Maximiliano Ledur. “Sintam-se todos cumprimentados”, abreviou Taba. Já haviam sido nomeadas pela mestre de cerimônias, Tânia Carvalho.

    Ele preferiu citar as duas pessoas que o ensinaram a ler: sua mãe, Irma Gutierrez, e seu pai, Napoleão Ruas, ambos leitores contumazes, na distante Uruguaiana de meados do século XIX. Tanto é, que deram à prole nomes inspirados em personagens de José de Alencar: Tabajara, Ubirajara, Potiguara, Tapejara e Paraguaçu. Fez mais três agradecimentos nominais: a Lígia Walper, companheira dos últimos 30 anos, e aos filhos do casal, Lucas e Tomás.

    Então Tabajara avisou que de novo não faria o esperado, não diria palavras elegantes e acadêmicas, sobre livros e literatura, “enaltecendo esta arte que ainda faz as pessoas pensarem”. Partiu da realidade: lamentou a guerra fraticida no Oriente, a escalada da ultradireita no mundo, na América e no Brasil, o alinhamento das milícias, as mazelas locais: “A fome, que em nossa cidade está tão presente, com gente desassistida jogada em cada esquina, a parca educação oferecida às nossas crianças, a herança e os resquícios do desgoverno recente, aliado à pandemia, me faz acreditar cada vez mais que quem ler, sabe o caminho”.

    “Se não sabe, pensa, intui, raciocina e acha. Para encontrar o caminho, qualquer caminho, é preciso, sim, ler, pesquisar e pensar”, resumiu o patrono, antes de ler duas antigas crônicas suas sobre a Feira do Livro de Porto Alegre.

    Na abertura da Feira, Airton Ortiz, patrono em 2014 e hoje presidente da Academia Rio-Grandense de Letras, segreda a Tabajara a palavra ‘mágica’ que só os patronos conhecem e ninguém sabe qual sua utilidade | Ramiro Sanchez/@outroangulo/JÁ

    Tabajara Ruas autografa às 19 horas deste domingo, 29, seu mais recente livro, Você sabe de onde eu venho, sobre a conquista brasileira de Monte Castelo, na Segunda Guerra Mundial, lançamento da AGE.

    Mais cedo, às 17h30, o patrono conversa com Hilda Simões Lopes, Letícia Wierzchouwski e Sergius Gonzaga, no Auditório Barbosa Lessa, no Espaço Força e Luz (Rua dos Andradas, 1223), onde receberá amigos e leitores.