A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), recebe a partir desta sexta-feira, 22, a exposição “La Marche”, do artista visual Paulo Henrique Lange.
Abertura às 18h, na Sala Radamés Gnatalli, no 4º andar da CCMQ (Andradas, 736 – Centro Histórico).
Graduado em Artes Visuais pela UFRGS, em 2018, Paulo H. Lange pesquisa linguagens do desenho, pintura, vídeo e fotografia analógica.
La Marche é uma série de desenhos iniciada em 2018, realizada em nanquim preto e laranja sobre diversas folhas envelhecidas de cadernos de partituras.
O artista descreve que o processo de criação foi disparado como que por brincadeira.
“Fiquei fascinado por um cavalinho de brinquedo, que se desmontava em duas partes, separando em uma delas a cabeça e membros anteriores e, na outra, as patas traseiras e a cauda. Girei meia volta numa das peças e a seguir encaixei-a novamente com as metades invertidas. Quando esta figura do cavalinho invertido ganhou meu interesse como tema de desenho, decidi desenhá-lo sobre um material ‘contaminado’: folhas de cadernos de partituras. Elas guardavam sons latentes e um senso de ritmo progressivo, que imaginei que evocariam também o trotar ritmado do animal”, explica Paulo Henrique.
Ao imaginar usos hipotéticos do cavalinho invertido, o símbolo pareceu simples o bastante para se tornar uma logomarca ou um brasão, algo que a concepção artística pudesse aderir a cenas de atividades coletivas ou íntimas. “A insígnia de um time de atletas ou de um partido político, uma estampa em um uniforme de banda marcial, uma tatuagem no corpo de alguém, etc. Estas associações provinham do acervo de referências visuais que se acumula no ateliê: recortes de ilustrações de livros, enciclopédias e fotos encontradas em briques. São imagens que me fascinam, nas quais reconheço o potencial de disparadoras de processos de criação e por isso as coleciono”, detalha.
As inserções do cavalinho de La Marche em diferentes contextos dificulta conclusões sobre o real significado do símbolo e se torna um jogo de lançar pistas para tornar o mistério mais insolúvel a cada novo desenho. “Mais especificamente, interessa-me apresentar um trabalho que propõe um questionamento empático por parte do observador: que tipo de relação aquelas figuras desenhadas desenvolvem como signo? Em torno de quais ideias se unem estes grupos?”, instiga Paulo Henrique Lange.
O artista expõe em Porto Alegre desde 2018. Em 2019, La Marche esteve em exposição individual em Blumenau, Santa Catarina. Em 2021, foi premiado no 7º Salão de Artes de Mogi das Cruzes, em São Paulo, e participou da residência artística Tórus, em Garibaldi, no Rio Grande do Sul.
A estreia do espetáculo “Teatro para pássaros”, dirigido por Breno Ketzer Saul, será marcada por duas apresentações, que ocorrem nos dias 22 e 23 de julho (sexta e sábado), às 20h, no teatro do Centro Histórico Cultural Santa Casa (CHC Santa Casa – av. Independência, 75), em Porto Alegre.
Escrita pelo argentino Daniel Veronese, mais do que propor uma reflexão sobre as dificuldades que enfrentam determinadas produções teatrais, onde o fazer artístico de linguagem alternativa entra em conflito com a necessidade de se apresentar um produto comercial; a peça amplia o foco para a complexidade das relações humanas em que poder e dinheiro animam um mundo em que pequenas violências parecem brotar inesperadamente do subsolo da civilidade. Tudo isso com muita ironia e uma nota do ridículo que habita o universo teatral e os demais projetos humanos.
O elenco de Teatro Para Pássaros – foto Fernanda Chemale- Divulgação
Em cena, o elenco interpreta seis atores que se reúnem em um apartamento, durante uma madrugada, para discutirem sobre um projeto artístico. A anfitriã Teresa, que assina a dramaturgia de sua primeira peça teatral, revela o interesse de vender o trabalho para seu ex-namorado, agora um renomado e bem-sucedido produtor de TV (Toni). A partir daí as coisas começam a se misturar, uma vez que a peça escrita por Teresa é o próprio espetáculo (Teatro para Pássaros) que estamos assistindo.
Narrada, portanto, através de um exercício de metalinguagem (o teatro dentro do teatro), a trama passa por diversos pontos de tensão: um deles é de que Toni, que não gosta de teatro e ganha muito dinheiro na TV, não tem o menor interesse em abraçar o projeto de Teresa. Para agradá-lo e convencê-lo a mudar de ideia, ela acaba por se submeter, abrindo mão de escolhas, que alteram a originalidade de sua obra.
Elenco e diretor de Teatro Para Pássaros – foto Fernanda Chemale_ Divulgação
Isso gera revolta em Glória, uma das atrizes do elenco, que cita a poeta Emily Dickinson o tempo todo, em referência à “reclusão” da alma, que acaba sendo imposta pelo sistema, e que impede a essência humana de “voar”. Na sequência, passa a ser humilhada por Toni e revela novos tons de seu temperamento, com atitudes explosivas e violentas.
Outro ponto de constrangimento na história é o fato de que os seis atores reunidos formam casais que já tiveram relações entre si anteriormente. Um deles chega ao ponto de se agredir fisicamente durante um conflito e os vestígios deste acontecimento parecem ressoar misteriosamente nas mortes sucessivas de dois porteiros do prédio, que acontecem uma no dia anterior e outra durante a madrugada do encontro do grupo.
Mesmo assim, eles parecem não se importar em nada com isso. Pelo contrário: mergulham em um diálogo frenético e picotado, e se posicionam como se estivessem em uma arena, em um embate cujo ritmo lembra a engrenagem de uma máquina.
Com narrativa enigmática que mistura com humor e ironia a realidade e a ficção, a obra apresenta uma dramaturgia ágil que pretende colocar a atuação (o trabalho de ator) no centro do acontecimento teatral. Os personagens criados por Daniel Veronese parecem arrastados por acontecimentos que os tornam reféns da ficção que eles mesmos produzem. A única forma de suportar a vida é atuando. Teatro para Pássaros
Serviço:
Data: Dias 22 e 23 de julho de 2022
Horário: 20h
Local: Teatro da Santa Casa, Av. Independência, 75 – Independência, Porto Alegre (https://www.chcsantacasa.org.br/)
Classificação: maiores de 12 anos
Ingressos:
Ficha Técnica:
Texto: Daniel Veronese
Tradução: Rafaela Milara Kersting e o grupo
Elenco: Áurea Baptista, Carla Cassapo, Dionísio Farias, Evandro Soldatelli, Raquel Zepka, Vinícius Petry
Direção: Breno Ketzer Saul
Assistente de direção: Naomi Luana Siviero
Iluminação: Nara Maia
Cenografia: Daniel Veronese e Breno Ketzer Saul
Execução do Cenário: Artenova
Pintura do Cenário: Adalberto Almeida
Figurinos e Adereços: Rô Cortinhas
Fotografias: Fernanda Chemale
Design Gráfico: Flávio Wild
Duração: 100 minutos
Produção e Realização: Independente Teatro
Sobre o autor:
Daniel Veronese é autor e diretor teatral e um dos primeiros dramaturgos argentinos que começa a chamar a atenção a partir do começo dos anos 90 com uma dramaturgia que dá eco à renovação do teatro propondo um teatro ceno-cêntrico e anti-literário. É autor de obras como ‘La muerte de Marguerite Duras’, ‘Mujeres Soñaron Caballos’ e ‘Espia uma mujer que se mata’, (versão de Tio Vânia de Tchecov). Tem inúmeras participações em festivais internacionais sendo considerado um dos dramaturgos e diretor de maior reconhecimento do teatro contemporâneo argentino.
Sobre o diretor:
Breno Ketzer Saul é ator, iluminador, sonoplasta e diretor de teatro tendo participado de diversos projetos de criação e montagem de espetáculos dos quais destaca os seguintes:”Kaldewei, A Farsa do Convidado Obsceno”. De Botho Strauss com direção de Maria Helena Lopes,1992. “Macário” De Álvares de Azevedo. Direção: Patrícia Fagundes, 1994. “New York.New York”. De Marlene Streeruwitz. Direção: Miriam Amaral.Porto Alegre,1996. Dirigiu a leitura dramática do texto “B” em Cadeira de Rodas” de Ronald Radde. Solar Paraíso/Porto Alegre em Cena. Porto Alegre, 2005. Dirigiu a leitura dramática do texto “Santo Elvis” de Serge Valetti no Estúdio Stravaganzza, 2005. “Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície” texto do dramaturgo argentino Daniel Veronese, 2016 e Teatro é sempre Arena, espetáculo em homenagem aos 50 anos do Teatro de Arena, 2017.
Sobre o elenco:
Áurea Baptista é atriz e diretora. Atuou em montagens teatrais como ‘O Pagador de Promessas’, ‘Antígona’, ‘Marxismo, Ideologia e Rock’n Roll’, ‘GPS Gaza’, todas elas produções assinadas por importantes diretores gaúchos. Dirigiu, entre outros espetáculos, “Salomé”, “O Amor e Sua Sombra” e os musicais “Música de Cena”, e “Cirandô”. Canta em vários CDs, entre eles “Calvo com Sobrepeso”, de Edson Natale e “Flicts”, de Roberto
Oliveira e Arthur de Faria.
Carla Cassapo é atriz, produtora cultural, preparadora de elenco e diretora cênica. Integrante do grupo teatral gaúcho Falos & Stercus de 1998 a 2021, produziu e atuou em diversas performances e espetáculos e em inúmeras mostras e festivais em espaços não convencionais no Brasil e no exterior. Em 2015, ganhou o Prêmio Açorianos de Teatro de Melhor Atriz Coadjuvante pelo espetáculo ‘O Mal Entendido’, dirigido por Daniel Colin.
Dionísio Farias é ator formado pela Casa de Teatro de Porto Alegre sob a batuta de Zé Adão Barbosa. Teve aulas com profissionais como Graça Nunes, Carlota Albuquerque e Larissa Sanguiné. Atuou em espetáculos como ‘O Apanhador’,’A Gaivota’, ‘Terror e Miséria no Terceiro Reich’, ‘O Mambembe” e “Carmen’, ‘Formas de Falar das Mães dos Mineiros Enquanto Esperam que Seus Filhos Saiam à Superfície’ e ‘Teatro é Sempre Arena’.
Evandro Soldatelli é ator e diretor formado no Departamento de Arte Dramática da UFRGS. Atuou em diversos espetáculos como: ‘Alpes em Chamas’ com direção de Miriam Amaral e ‘Hamlet’ com direção de Luciano Alabarse. Participou das minisséries ‘Mad Maria’ em 2004; ‘Força Tarefa’ em 2011, ‘Doce de Mãe’ em 2015 e ‘Desalma’ em 2019/2021. Desde 2017 dirige o show ‘Serenata de Encomenda’ do grupo Crê Tinas. Seu mais recente trabalho foi o “Sr. Esquisito” com o Coletivo Esquisites.
Raquel Zepka é atriz, diretora e dramaturga. Autora do livro “Disformias desatadas” (2022) é mestranda em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atualmente pesquisa dramaturgias que radicalizam barreiras entre o real e o ficcional
Vinícius Petry é vencedor de prêmios de atuação, trabalhou com os principais diretores de teatro de Porto Alegre como Roberto Oliveira, Camilo de Lélis, Dilmar Messias, Ronald Radde e Adriane Mottola. Atualmente faz sucesso com o espetáculo TOC – Uma Comédia Obsessiva Compulsiva sob direção de Lutti Pereira.
No dia 23 de julho, sábado, uma apresentação gratuita e híbrida marca o lançamento do projeto sócio-cultural “Orquestra de Brinquedos e o Caminhão Brincalhão” idealizado por Yanto Laitano, com produção da Primeiro Corte Produções. A apresentação acontece às 17h, na Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, RS. Aberta ao público, é uma oportunidade para crianças, adolescentes e adultos vivenciarem uma tarde lúdica no início das férias escolares, neste ano em que a capital comemora seus 250 anos.
Com uma trajetória de mais de dez anos, a Orquestra de Brinquedos é um espetáculo infantil de teatro musical que utiliza instrumentos de brinquedo manipulados por cinco soldadinhos de chumbo. Ao apresentar o seu repertório, os soldadinhos Abacaxi, Capitão, Grandão, Soldadinha e Veterano tocam e interagem ludicamente com o público através de performances musicais divertidas e envolventes. O repertório agrega cantigas de roda e obras de compositores consagrados.
Os impactos e desafios impostos pela pandemia da Covid-19 fizeram nascer este novo personagem: o Caminhão Brincalhão, abrilhantando ainda mais o espetáculo, que agora ganha mobilidade e autonomia. Dessa forma, o distanciamento proporciona maior segurança e proteção ao público e também aos artistas e técnicos envolvidos. ,
“Neste projeto, transformamos um caminhão de verdade em um caminhão lúdico, que leva a Orquestra de Brinquedos de carona, em um palco móvel. Esperamos todos lá neste dia especial”, complementa Yanto Laitano, diretor do espetáculo.
Esta primeira edição também terá apresentações em diversos abrigos e instituições de acolhimento da capital nos próximos meses, levando mais alegria a esses lares.
O projeto ainda engloba encontros presenciais e virtuais com educadores e estudantes onde irá se abordar a contribuição da educação musical para o desenvolvimento cognitivo e socioafetivo na infância. Em ações destinadas a escolas públicas situadas em Porto Alegre, esses encontros híbridos acontecem entre setembro e outubro de 2022.
Serviço
Espetáculo cênico-musical infantil: Orquestra de Brinquedos e O Caminhão Brincalhão
Data: 23 de julho de 2022, sábado
Hora: 17h
Local: Casa de Cultura Mario Quintana – Travessa dos Cataventos
Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico, Porto Alegre – RS, CEP: 90020-004.
A exposição de fotografias Caminho em Cores está no Bistrô do MARGS. A fotógrafa Andréa Seligman escreve sobre a motivação do seu ensaio fotográfico em visita à Salvador:
CAMINHO EM CORES:
“Meu olhar sobre a Bahia.
Mais especificamente sobre Salvador, cidade encantadora, que transborda alegria, arte; na qual diversidade cultural e religiosa afloram em cada canto, em cada encanto, em cada sorriso.
Meu coração bateu forte mesmo quando cheguei ao Pelourinho. Localizado no Centro Histórico de Salvador e tombado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, abriga artistas de todos os gêneros:
música, pintura, teatro, entre outros.
A arquitetura colonial portuguesa e a preservação das igrejas, museus e casarios dos séculos XVII e XVIII, ao longo das ladeiras de pavimentação original, fazem qualquer um perder o fôlego – literalmente.
Foi como voltar no tempo e entrar num romance de Jorge Amado.
Um dia não foi suficiente para os meus olhos curiosos. Voltei ao Pelourinho outras vezes, percorrendo cada rua, cada beco, degustando cada detalhe, cor, textura.
O tempo parava para que eu pudesse encontrar os melhores ângulos e a luminosidade mais expressiva. Brincar de luz e sombra ao meio-dia,
apreciar a luz amarelada das luminárias de rua, à noite.
Esse lugar tocou minha alma.
Voltarei mil vezes.
Porque nem mil imagens serão capazes de retratar os momentos que lá deixei.”
A fotógrafa Andréa Seligman. Foto: Divulgação
Já a A Associação dos Amigos do MARGS (AAMARGS) publicou o seguinte convite:
CONCURSO DE FOTOGRAFIAS AAMARGS – MARGS
BISTRÔ DO MARGS 2020
5ª edição
O CONCURSO DE FOTOGRAFIA AAMARGS/MARGS tem como objetivo divulgar a obra de fotógrafos profissionais e amadores, residentes no Rio Grande do Sul, através de exposições no Bistrô do MARGS. O concurso, que retorna após ter suas exposições interrompidas em
razão da pandemia em março de 2020, está em sua 5ª edição e é uma iniciativa da Associação dos Amigos do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (AAMARGS), com o apoio do MARGS e do Bistrô.
EXPOSIÇÃO:
“Caminho em Cores”
Andréa Seligman
VISITAÇÃO:
de 24/06 a 25/09/2022, no Bistrô do MARGS.
SOBRE O ARTISTA:
Andréa Seligman, Arquiteta e fotógrafa artística, teve sua primeira exposição individual em 2018. Selecionada em diversos concursos fotográficos, com exposições individuais e coletivas, premiações e menções honrosas (Paraty em Foco 2020/21, Brasília Photo Show
2021/22, Museu de Arte do RS /AAMARGS, Espaço Cultural Correios, Street Expo Photo 19, 20, 21 e 2022, Art Lab Gallery São Paulo, entre outros).
Exposição em Paris, na Galerie 59, rue Rivoli (coletiva), Lisboa e Porto (Portugal), com autorretrato selecionado no MIRA MOBILE PRIZE
2022.
Possui imagens publicadas no livro Cidade Feita de Rio (Arq Smart – 2021), Ponto De Vista (Stemmer Rodrigues Arquitetura – 2021), Brasília
Photo Show 2022 (melhor foto com celular e medalha de ouro categoria Randômica), Porto Alegre em Imagens 250 anos – 2022)
Atua como fotógrafa artística e com obras fine art / quadros para compor e transformar ambientes, atividade que alia o que mais ama: fotografia, arquitetura e arte.
BISTRÔ DO MARGS:
Telefone para contato: (51) 3018-1380
Horário de Funcionamento: segunda a sábado, das 11h às 19h.
AAMARGS:
WhatsApp: (51) 98570-0013 | Telefone: (51) 3211-5736
E-mail: aamargs@margs.rs.gov.br
Facebook/aamargsmuseu
no período da tarde
Este inverno promete ser o mais rigoroso dos últimos anos. Diante disso, o Espaço Marin mobiliza a comunidade para o Arraial Solidário no dia 16 de julho (sábado), das 16h até a meia-noite. A entrada é gratuita, com ponto de coleta de agasalhos no local (Rua Professora Cecy Cordeiro Thofehrn, 413 – Porto Alegre/RS). O espaço já está recebendo doações.
Grupo Andanças. Foto Tiago Trindade- Divulgação
O evento conta com o grande show do Forró Maria Bonita, banda pioneira do estilo no sul do país e abertura do músico Emerson Ribeiro. O Espaço Marin vem se destacando por receber grandes nomes da música brasileira e promete um caloroso arraial com muito quentão, pipoca, quadrilha, casamento na roça, brincadeiras, decoração e guloseimas juninas, promovendo uma bela causa social, engajado com a Campanha do Agasalho 2022. A animação fica a cargo do Grupo Andanças e da DJ Santinha, com um set especial de forró pé-de-serra.
Grupo Andanças. Foto Tiago Trindade- Divulgação
A Banda Maria Bonita é formada por Elojac (violão e voz e voz), Márcio Barão (Sanfona), Mestre Chico (zabumba) e Lua Barros (Triângulo), com participação especial de convidados, bailarinos e brincantes. O grupo, que reúne 3 gerações de musicistas, está preparando o videoclipe da música “Reabraço”, com direção de Tiago Trindade. No repertório, canções autorais como “Fulô di minina”, “Danielle”, “Colcha de Retalhos”, “Chuva de Baião”, além da música “Torpedo”, composta exclusivamente para a banda por Adriana Calcanhotto, da releitura de “Asa Morena” do gaúcho Zé Caradípia, canção consagrada nos anos 80 na voz de Zizi Possi e sucessos do momento.
Arraial Solidário do Marin
Sábado, dia 16 de Julho a partir das 16h até a meia noite.
Espaço Marin – Rua Cecy Cordeiro Thofehrn 413, Porto Alegre/RS
Entrada gratuita como ponto de coleta de agasalhos
Atrações: Maria Bonita, Emerson Ribeiro e DJ Santinha
Quentão, cerveja artesanal, comidinhas típicas, quadrilha, casamento na roça, brincadeiras e decoração especial.
Programação :
• 16h Abertura
• 17h Quadro cangaceiros com o Grupo Andanças
• 18h Casamento na roça
• 19h Show do Emerson Ribeiro
• 21h Dj Santinha
• 22h Show da Banda Maria Bonita
• 24h Quadrilha de encerramento
ABERTO AO PÚBLICO
Classificação etária: Livre (Evento para toda a família)
Ponto de coleta de agasalho que será doado para comunidades do bairro Sarandi e arredores.
Nesta sexta-feira, dia 15, a cantora uruguaia Bibiana Dulce, uma das mais importantes presenças femininas no jazz do RS, estreia no palco do Espaço 373 em um show que destaca a cultura latino-americana. No repertório do quarteto formado por Antonio Flores (guitarra), Mateus Mussatto (bateria) e Rodrigo Arnold (contrabaixo-acústico), canções como Alfonsina y el Mar, Sabor a Mi e Toda Yo (versão de All of Me em espanhol).
Quarteto Bibi Jazz apresenta também clássicos do jaz. Foto: Divulgação
Junto há sete anos, o grupo já percorreu os maiores festivais de jazz do Estado e tem três clipes lançados, entre eles Alfonsina y el Mar – referência no cancioneiro popular –, celebrada na voz de Mercedes Sosa (1935 – 2009) em parceria com o pianista Ariel Ramirez (1921 – 2010) com o historiador Felix Luna (1925 – 2009), na qual a cantora e os compositores argentinos dramatizam a morte escolhida da poetisa.
A cantora Bibiana Dulce. Foto: Alexandre Auler- Divulgação
Ingresso Amigo: R$ 35
Ingresso Mui Amigo: R$ 45
Ingresso 373: R$ 55
Ingresso Apoiador da Arte: R$ 65
Ingresso Patrocinador da Arte: R$ 100 (tornar um novo espaço colaborativo do Distrito Criativo)
Há décadas Ricardo Stricher faz a crônica fotográfica de Porto Alegre.
Neste sábado, no Espaço Amelie, Stricher faz exposição com curadoria de Alexandro Auler, de parte de sua viagem poética pelas ruas da cidade. É sua homenagem aos 250 anos de Porto Alegre.
A partir das 15 horas, na Vieira de Castro, 439
Além de artista visual de múltiplas técnicas, Zoravia Bettiol é uma caprichosa colecionadora de arte.
Neste sábado, 9 de julho, ela abre seu atelier-galeria na Zona Sul de Porto Alegre com a exposição “Acervo Zoravia Bettiol – Artistas Brasileiros e Estrangeiros”.
Só nesta mostra são nada menos que 160 obras, de artistas da Alemanha, Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Cuba, Grécia, Polônia, Portugal, Suíça e Uruguai.
Adquiridas a partir de 1960, quando tinha 25 anos de idade, a primeira foi uma pintura da Regina Silveira, sua conterrânea e contemporânea, “importante artista nacional e internacionalmente, que também integra a mostra”, frisa Zoravia.
A maior parte das obras em exposição são desenhos e gravuras, mas o acervo também conta com pinturas e esculturas. “Costumava comprar obras com frequência, inclusive quando fazia exposições no exterior. Depois de um tempo me dei conta que estava colecionando”, conta ela.
Nesta mostra, destacam-se trabalhos de artistas brasileiros como Vasco Prado, Maria Bonomi, Marcelo Grassmann, Farnese de Andrade, Carlos Scliar e Ado Malagoli. E dos estrangeiros Luis Solari, Jorge Páez Vilaró, Lela Pascale, Adolf Frohner, Rudolf Krämmer e Hector Capurro.
Além, é claro, de boas oportunidades para começar ou ampliar uma coleção com os trabalhos da própria Zoravia.
Exposição “Acervo Zoravia Bettiol – Artistas Brasileiros e Estrangeiros”
Inauguração: sábado, 09 de julho de 2022 – das 14h às 18 horas
Para sua primeira exposição individual, o artista plástico João Salazar deixa de lado os materiais tradicionais da pintura e utiliza a inusitada plastilina, mais conhecida como massa de modelar.
São 16 trabalhos com plastilina, em duas ou três dimensões, que espelham paisagens urbanas pontuadas por ícones da cultura pop e do ambiente web, como emojis tristonhos e deformados.
A pesquisadora Adriane Hernandez, do Instituto de Artes da UFRGS, comenta o trabalho de Salazar analisando algumas relações entre a poética do artista e as particularidades da plastilina, que “precipita a sua presença pelo forte apelo à tatilidade”, pois tira a narrativa da imagem do primeiro plano e nos permite focar nas sensações táteis típicas do material, como os sulcos, as ranhuras e os achatamentos.
Hernandez também destaca que os temas desenvolvidos por Salazar se somam à natureza da plastilina para indicar uma constituição de algo “que ainda está por ganhar a forma fixa ou propenso ao derretimento”.
Tudo derrete sobre o sol poderá ser visitada até o dia 6 de agosto na Calafia Art Store. Os trabalhos estão incorporados ao acervo comercial da galeria.
Tudo derrete sob o sol
Trabalhos em plastilina de João Salazar
Apresentação de Adriane Hernandez
Visitação
De 09 de julho a 07 de agosto de 2022
Seg a sexta, das 10h30 às 17h30.
Sábado, das 11h às 16h.
Atendimento remoto pelo WhatsApp 51 31081057
Rua Gen. Couto de Magalhães, 439. Bairro São João. Porto Alegre/RS.
O dia 10 de julho de 2022 será histórico para a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). O Teatro Colón, em Buenos Aires, convidou a Sinfônica a realizar um concerto no seu palco, considerado o mais nobre do país. Será a primeira vez que a OSPA, em formação completa, atravessará a fronteira da Argentina para uma apresentação. Sob regência do diretor artístico e maestro Evandro Matté, a orquestra executará uma obra contemporânea do compositor Arthur Barbosa, um grande clássico de Heitor Villa-Lobos e ainda uma das maiores criações de Sergei Rachmaninoff, com solo do pianista Fabio Martino. O concerto está marcado para as 17h de domingo (10/7). Os ingressos já estão à venda no site teatrocolon.org.ar e também na bilheteria do teatro.
‘‘É um prazer inestimável levar a OSPA pela primeira vez com formação completa a um dos templos da música de concerto mundial. E, para isso, apresentamos um programa que representa a essência da música brasileira – com obras de um compositor contemporâneo (Arthur Barbosa) e do maior nome da música de concerto nacional (Heitor Villa-Lobos)’’, comenta Evandro Matté.
Teatro Colon exterior-Divulgação.
Os preparativos para a viagem à capital argentina estão a todo o vapor. Faltando poucos dias para os embarques, que ocorrem na sexta e no sábado, a equipe de produção ajusta os últimos detalhes para garantir o transporte de dezenas de músicos, instrumentos e partituras.
A secretária de Estado da Cultura, Beatriz Araujo, que acompanha a orquestra na viagem, ressalta a importância do momento: “A apresentação da OSPA no magnífico Teatro Colón é um marco na história da orquestra que muito nos orgulha. Por meio da música, brasileiros e argentinos fortalecem os laços que unem nossos países e ampliam a potência do intercâmbio artístico e cultural”.
Pianista Fabio Martino. Foto: Peter Adamik – Divulgação
O solista convidado para a ocasião é o pianista Fabio Martino, brasileiro radicado na Alemanha e com amplo reconhecimento internacional. Começou a estudar o instrumento com 5 anos e, com apenas 12, superou pianistas maduros ao vencer o concurso da Fundação Magda Tagliaferro. Em 2010, tornou-se o único brasileiro a vencer o Concurso Internacional de Piano do BNDES, o mais importante da América Latina.
Teatro Colon interior. Foto- Divulgação
Em sua segunda apresentação com a OSPA (a primeira foi em 2016), Martino sobe ao palco para interpretar “Rapsódia sobre um Tema de Paganini”, de Sergei Rachmaninoff (1873 – 1943). Trata-se de um conjunto de 24 variações sobre o tema “Capricho em lá menor”, do violinista virtuose Niccolò Paganini. Exímio pianista, o próprio compositor foi o solista na estreia da obra, que ocorreu em 1934, em Baltimore, Estados Unidos, com a Orquestra da Filadélfia regida pelo célebre maestro Leopold Stokowski.
Para iniciar o concerto da OSPA, foi escolhida “Mba’epu Porã” (“música bela” em tupi-guarani), uma abertura sinfônica composta por Arthur Barbosa (1965-) em 2018 especialmente para a inauguração da Casa da OSPA. Depois, foi registrada no CD “OSPA e Convidados”, lançado em 2021. Segundo o compositor, que também é violinista da OSPA, a obra é uma “homenagem lúdica a tudo o que se construiu e se construirá musicalmente no Rio Grande do Sul, em que se conta a história do som e da música na região desde os seus primórdios”, incluindo representações da natureza, dos povos indígenas, africanos, europeus, passando por milongas, chamamés, chacareras e outros ritmos que ainda hoje ecoam.
A apresentação termina com “Choros nº 6”, peça fundamental de Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959) que faz parte da série “Choros” – definida pelo compositor como uma síntese de “diferentes modalidades da música brasileira indígena e popular”. Composta em 1926, “Choros nº 6” faz alusão à atmosfera seresteira e aos personagens chorões do Rio de Janeiro daquela época. Para isso, os tradicionais instrumentos da orquestra ganham a companhia de uma percussão tipicamente brasileira com a cuíca, o reco-reco, o roncador e o tamborim de samba. “Choros nº 6” foi apresentada pela OSPA em 11 de junho de 2022 e, na semana seguinte, foi registrada nas gravações do próximo CD da orquestra, com previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano.
É diretor artístico e maestro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, da Orquestra Theatro São Pedro e do Festival Internacional SESC de Música, em Pelotas. Realizou sua formação musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na University of Georgia (Estados Unidos) e no Conservatoire de Bordeaux (França). Desde 2006, atua como regente e, como convidado, já esteve à frente de orquestras de Uruguai, Argentina, China, Portugal, República Checa, Croácia, Alemanha, Itália, Colômbia e Estados Unidos. Em 2019, foi condecorado pelo Ministério da Cultura da França pelo desenvolvimento das artes francesas em seu domínio artístico.
Fabio Martino. Foto- Peter Adamik – Divulgação
Sobre Fabio Martino (piano)
Comparado internacionalmente com Nelson Freire, Martha Argerich, Claudio Arrau, Sviatoslav Richter e Vladimir Horowitz, o pianista brasileiro Fabio Martino chamou a atenção ao ser o único brasileiro a vencer o Concurso Internacional de Piano do BNDES, o mais importante da América Latina. Com três CDs solo e um com a Filarmônica de Stuttgart, coleciona elogios de críticos e revistas especializadas no mundo todo. O último disco, “Latin Soul”, alcançou a segunda posição nos charts do iTunes como “Top Album Classics”. A experiência o levou a diversas produções de filme e TV, além de gravações em rádios brasileiras, alemãs e a inglesa BBC.
Serviço
ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE (OSPA)-
Turnê – Teatro Colón convida OSPA
Concerto: Domingo, 10 de julho de 2022, às 17h (hora local).
Bilheterias do Teatro Colón: Calle Tucumán, 1.171, de segunda a sábado, das 9h às 20h, domingo, das 9h às 17h. Calle Viamonte, 560, de segunda a sexta, das 9h às 16h.