Autor: da Redação

  • Governo Federal nomeia Carlos Bulhões novo reitor da UFRGS

    Governo Federal nomeia Carlos Bulhões novo reitor da UFRGS

    Está confirmada a quebra de uma tradição. O presidente Jair Bolsonaro decidiu nomear o professor Carlos Bulhões Mendes como o novo reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele era o terceiro da lista tríplice encaminhada ao MEC.

    A decisão saiu no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 16/09.

    A nomeação confirma as especulações de apoiadores do presidente e a campanha pública feita pelo deputado federal Bibo Nunes (PSL) de que a escolha não seria a chapa vencedora na eleição da comunidade acadêmica.

    O atual reitor, Rui Opperman, foi o primeiro colocado na eleição interna (professores, alunos e funcionários) em julho.

    No Conselho Universitário, Oppermann, e sua vice, Jane Tutikian, tiveram o primeiro lugar com 45 votos, contra 29 de Karla Müller e Claudia Wassermann, que ficaram no segundo lugar.

    A chapa de Bulhões e Patricia Pranke ficou em terceiro lugar, com apenas três votos.

    É a segunda vez desde a redememocratização que o nome mais votado não foi aceito pela Presidência: a outra foi em 1988, quando havia uma lista sêxtupla.

    Na votação aberta com alunos, professores e funcionários, a chapa que mais votos obteve foi encabeçada pela professora Karla Müller, com 8.947 votos no total, contra 4.683 de Oppermann e 1.860 de Bulhões.

    Desde o último ano, norma do Ministério da Educação determina pesos diferentes aos votantes – os professores têm peso de 0,7, enquanto alunos e funcionários tem, cada um, peso de 0,15 (mais de quatro vezes menos); com 1.454 votos do corpo docente, a vitória acabou com Rui Oppermann.

    Nesta votação online em julho, que é para o quadriênio 2020/2024, houve uma participação sem precedentes. Foram computados 15.700 votos, mais que o dobro da última em eleição, em 2016, quando apenas 7.700 compareceram para votar.

    A participação de mais de 11 mil alunos fez a diferença e deu a nota polêmica da eleição. Eles votaram em massa na chapa 3, encabeçada pela professora Karla Maria Müller, diretora da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, que seria a vencedora se os votos de professores, alunos e funcionários fossem paritários.

    Mesmo com a decisão do Conselho de referendar Opperman, o deputado Bibo Nunes encampou a campanha pela nomeação de Bulhões, muitas vezes enfatizando o caráter “esquerdista” dos outros concorrentes. Ainda que o próprio atual reitor Oppermann se declare um moderado.

    A possível nomeação de Bulhões já gerou protestos de estudantes e há grupos de discussão online que contesta a sua nomeação e defendem o respeito à vontade da comunidade acadêmica. Mas o presidente Bolsonaro tem a prerrogativa legal da nomeação.

    A repercussão foi grande nas redes sociais, O DCE, entidade de representação estudantil da UFRGS, promete uma manifestação no dia 17 contra a nomeação de Bulhõese e contra o que chama de intervenção.

    O mandato do novo reitor é de quatro anos. A posse de Bulhões será agora marcada pelo MEC.

    Carlos Bulhões terá a professora Patrícia Helena Lucas Pranke como vice-reitora. Engenheiro civil de formação, o professor tem mestrado, doutorado e pós-doutorado na área. O educador nasceu em Alagoas e vive em Porto Alegre há 30 anos.

  • Divergências entre INSS e médicos peritos penaliza segurados

    Depois de quase seis meses com atendimento restrito por causa da pandemia, a retomada dos serviços presenciais, anunciada pelo INSS na segunda-feira, apresenta o problemas por todo o pais.

    Médicos se recusam a voltar aos postos, alegando que não há condições para o trabalho com segurança.

    Eles acusam o INSS de não ter feito as adaptações necessárias para receber os segurados nas agências onde tende a haver aglomeração e presença de grande numero de idosos, nas faixas de maior risco ante a Covid-19.

    A direção do INSS alega que os peritos pedem melhorias que estariam além do necessário para a prevenção.

    Mesmo algumas poucas agências cujos protocolos foram aprovados pelos peritos, no entanto, não retomaram a perícia médica. O resultado é muita confusão nas agências que abriram e frustração nas que permanecem fechadas.

    Em nota, o INSS admitiu que “algumas agências” não atendiam todo o protocolo exigido pela Perícia Médica Federal, mas foram retiradas da lista dos locais que abririam na última segunda-feira (14) e retornarão assim que todos os protocolos forem atendidos, “da forma mais célere possível”.

    “Informamos ainda que grande parte das agências apresentaram problemas estruturais relativos à perícia, mas não aos protocolos de segurança em relação à Covid-19, o que não impede a abertura para os demais serviços que foram oferecidos normalmente desde a manhã desta segunda-feira: cumprimento de exigência, justificação administrativa, avaliação social e reabilitação profissional”.

    O INSS promete inspeções em conjunto com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que representa a Perícia Médica Federal, nas salas de perícia médica até esta quarta-feira (16).

    Não há informação, porém, de quando pretende retomar plenamente as atividades e os peritos contestam essas novas inspeções.

    Vice-presidente da Associação Nacional de Médicos Peritos (ANMP), Francisco Cardoso afirmou em nota que as poucas agências autorizadas a funcionar ficam em pequenas cidades do interior, a maioria com um único perito e incapazes de suprir inclusive a demanda local.

    “Não se pode abrir 10 agências e deixar 900 fechadas. Isso é completamente irresponsável”, afirma.

    Segundo Cardoso, não há como separar “problema relacionado à Covid-19” dos demais “problemas antigos”, pois as agências apresentaram problemas de ventilação adequada, infraestrutura de higiene – como falta de pias, de sabão, de latas de lixo e de limpeza adequada – e sem segurança na entrada.

    “Havia previsão de alta demanda e consequente aglomeração de segurados em busca de atendimento, vide o que aconteceu nas capitais, e haveria tumulto com grandes chances de confusão e agressão”, diz Cardoso.

    “A Covid-19 exige que o INSS fique em dia com coisas que há anos vínhamos cobrando e eles se faziam de surdos. Agora é a nossa vida e a dos segurados em jogo. Não se negocia isso”, afirma.

    Úma nota da ANMP acusa o INSS de adulterar o checklist de obrigações para a retomada das perícias, “flexibilizando e relativizando itens essenciais como limpeza, segurança, ventilação e equipamentos”.

    Esse checklist é parte de uma portaria para determinar as novas inspeções nas agências – e com base nela o INSS começou a refazer as vistorias desde terça-feira.

    A entidade acusa o INSS de tentar desacreditar a inspeção realizada pela Secretaria da Perícia Médica Federal, e diz que não reconhecerá nenhuma “vistoria” feita por agentes externos à categoria.

    “Quando o INSS apresentar a lista de agências reformadas aptas a vistoria e a Secretaria de Previdência revogar a “Portaria Conjunta”, permitindo que a SPMF volte a ordenar o fluxo de inspeções, voltaremos a fazer as vistorias. Até lá, nenhum Perito Médico Federal irá se reapresentar nas agências e nos manteremos no trabalho remoto”, diz a nota.

     

  • Justiça Eleitoral espera registro de 700 mil candidatos para eleições municipais

    Termina hoje (16) o prazo para os partidos realizarem suas convenções internas e escolherem os candidatos que vão disputar os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores nas eleições municipais de novembro.

    A previsão da Justiça Eleitoral é de que serão mais de 700 mil registros de candidaturas no pleito deste ano.

    O prazo, pela Lei das Eleições, deveria ter sido encerrado em agosto. Mas o período das convenções foi prorrogado por 42 dias devido ao adiamento das datas do calendário eleitoral em função da pandemia da covid-19.

    O Congresso adiou o primeiro turno das eleições deste ano de 4 de outubro para 15 de novembro. O segundo turno, que seria em 25 de outubro, foi marcado para 29 de novembro.

    O registro dos candidatos escolhidos pelas legendas deverá ser feito até 26 de setembro na Justiça Eleitoral dos estados.

    A íntegra do calendário eleitoral pode ser acessada no site do TSE.

    Protocolo de saúde

    Na semana passada, o TSE definiu o protocolo sanitário com medidas preventivas para eleitores e mesários que vão trabalhar no pleito.

    Os eleitores só poderão para entrar nos locais de votação se estiverem usando máscaras faciais e deverão higienizar as mãos com álcool em gel antes e depois de votar.

    A distância de um metro entre as demais pessoas também deverá ser mantida. O TSE recomenda ainda que o eleitor leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação.

    Eleitores e mesários que estiverem com sintomas da covid-19 não devem comparecer ao local de votação. Posteriormente, a ausência poderá ser justificada na Justiça Eleitoral. Cartazes ilustrativos com o passo a passo da votação serão divulgados nas seções eleitorais para orientar os eleitores. (Com Agência Brasil)

  • Eleições no Rio: Após conversa com Bolsonaro, Crivela anuncia militar como vice

    A tenente coronel do Exercito Andrea Firmo foi confirmada como vice na chapa do prefeito Marcelo Crivellla, candidato à reeleição no Rio e acossado por denúncias de corrupção.

    Os analistas políticos registraram que a indicação se dá quatro dias depois de um encontro de Crivela com o presidente Bolsonaro.

    “Há entre os militares próximo de Andrea, a certeza da anuência do presidente Jair Bolsonaro à escolha. O prefeito tem conversado com o presidente. Não quer dizer que haverá apoio explícito de Bolsonaro. Mas, estrategicamente, o prefeito tentará neutralizar o estrago das denúncias com a ajuda do presidente”, escreveu Maiá Menezes no Globo.

    Tenente-coronel do Exército na ativa para ser a candidata a vice de sua chapa.

    Professora de inglês da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, Andrea Firmo é conhecida por sua discrição e sua entrada na política causou surpresa entre seus colegas.

    Católica e extremamente religiosa, ela se filiará ao Republicanos nesta quarta-feira.

    Com perfil muito técnico, Andrea foi também professora do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil. E chefe da uma Missão de Paz da ONU na África, no Saara Ocidental.

    Apesar de não ser a primeira vez que Crivella escolhe um militar como vice, dessa vez o prefeito busca solidez em uma campanha à reeleição que começa marcada por graves denúncias de corrupção, por supostos desvios de verbas para a saúde.

    Entre os colegas da tenente-coronel, há uma grande preocupação de que seu nome, tido como “sério”, se “contamine pela política”.

    Também há, entre os militares próximo de Andrea, a certeza da anuência do presidente Jair Bolsonaro à escolha. O prefeito tem conversado com o presidente. Não quer dizer que haverá apoio explícito de Bolsonaro. Mas, estrategicamente, o prefeito tentará neutralizar o estrago das denúncias com a ajuda do presidente.

    A tenente-coronel entrará de licença assim que se filiar e terá de se reformar, caso sua chapa seja eleita. Num estado em que vices têm se tornado protagonistas, o posto se tornou chave para o eleitorado. E para a imagem da chapa.

     

  • Marchezan entra oficialmente na disputa pela reeleição em Porto Alegre, com apoio do PSL e PL

    Marchezan entra oficialmente na disputa pela reeleição em Porto Alegre, com apoio do PSL e PL

    O PSDB oficializou o prefeito Nelson Marchezan Júnior como candidato do partido à reeleição em Porto Alegre. A convenção do partido, nesta terça-feira, 15/09, foi realizada em modelo drive-thru.

    Realizada no penúltimo dia antes do fim do prazo para as convenções partidárias, o encontro selou a coligação entre o PSDB, o PL e o PSL, que indicou como vice na chapa de Marchezan o advogado Gustavo Jardim.

    O vereador e presidente do PSDB municipal, Moisés Barboza, declarou: “Marchezan é o prefeito mais corajoso que Porto Alegre já teve e está devolvendo a cidade para o rumo do progresso. Essa missão deve continuar”. A coligação do atual prefeito será a com mais tempo na propaganda eleitoral de rádio e de televisão.

    Além da confirmação da chapa, o PSDB lançou 54 candidatos a vereador na Capital.

    Impeachment suspenso novamente

    Respondendo um processo de impeachment na Câmara Municipal, o prefeito teve outra boa notícia nesta terça-feira. O juiz Antônio Maria Rodrigues de Freitas Iserhard acolheu pedido da defesa de Marchezan e declarou que a decisão anterior da justiça que permitiu a continuidade do processo no legislativo, especificamente a liminar do desembargador Alexandre Mussoi Moreira, deve ser reescrita, pois não possuía argumentos jurídicos claros e válidos. Até nova decisão, o processo na Câmara fica suspensa.

    A decisão deve dar tempo mais que suficiente para que Marchezan dispute a reeleição. O registro da candidatura tem que ser feito até o dia 26 de setembro, e o primeiro turno está marcado para o dia 15 de novembro.

    12 nomes confirmados 
    
    Com o prazo de convenções chegando ao fim, são 12 os nomes que deverão participar do pleito em Porto Alegre.
     
    O próximo passo no calendário eleitoral é o registro das candidaturas, que se estende até 26 de setembro.
    
     Fernanda Melchionna (PSOL)
    
     Gustavo Paim (PP)
    
     João Derly (Republicanos)
    
     José Fortunati (PTB)
    
     Juliana Brizola (PDT) 
    
     Júlio Flores (PSTU) 
    
     Manuela D’Ávila (PCdoB) 
    
     Montserrat Martins (PV)
    
     Nelson Marchezan Júnior (PSDB) 
    
     Rodrigo Maroni (PROS) 
    
     Sebastião Melo (MDB) 
    
     Valter Nagelstein (PSD)  
    
    Fotos: Reprodução Redes Sociais
  • Estudo inédito comprova que incentivos fiscais “falharam e devem ser revistos”

    Estudo inédito comprova que incentivos fiscais “falharam e devem ser revistos”

    Uma equipe de especialistas* coordenada pelo economista Sérgio Wulff Gobetti, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, trabalhou um ano num estudo inédito sobre as isenções de impostos como forma de atrair investimentos – política largamente utilizada nas últimas décadas na maioria dos Estados.

    Os resultados estão publicados no relatório “Benefícios Fiscais no RS: Uma Análise Econômica dos Incentivos do ICMS”.

    O Rio Grande do Sul é um caso exemplar do que ocorre em todo o País, por conta da “guerra fiscal”  que se alastrou a partir de 1990, quando os Estados começaram a oferecer incentivos cada vez maiores para atrair empreendimentos.

    Os autores advertem que o trabalho “não é conclusivo” mas  o texto deixa claro que os incentivos fiscais como política de fomento “falharam e devem ser revistos”.

    “Foi um dos estudos mais completos já realizados sobre as desonerações no RS e iniciativa pioneira no país”, destacou na apresentação nesta segunda-feira, o secretário adjunto da Fazenda, Jorge Tonetto.

    O estudo mostra que no Rio Grande do Sul, as “desonerações tributárias” somaram  R$ 10 bilhões em 2019.

    Considerando apenas o que é “gasto tributário”, ou seja o que gera perda de imposto, foram  R$ 8,2 bilhões que o tesouro estadual deixou de arrecadar em 2019.

    Esse valor é praticamente o dobro do déficit registrado pelo tesouro estadual no ano.

    A pesquisa não conseguiu aferir com precisão se incrementos à economia e ao emprego corresponderam ao que o governo perdeu em arrecadação.

    Muitos casos examinados, porém, apresentaram resultado negativo: os incentivos nem incrementaram a economia, nem geraram ampliação do emprego.

    A expressão “incentivos fiscais” engloba uma série de mecanismos em que o imposto é o usado para estimular a economia:  isenções, reduções de base de cálculo,  créditos presumidos, desonerações.

    Além da perda de receita para os cofres públicos, os incentivos fiscais levam a uma outra distorção grave: para compensar a redução da arrecadação, os governos de modo geral recorreram ao aumento seletivo de imposto sobre combustíveis, energia e comunicações, setores que respondem por quase metade do ICMS.

    Segundo Gobetti, há simulações que demonstraram que essa prática  “amplia e não atenua a regressividade do imposto”.  Ou seja, faz com que os contribuintes de menor renda sejam os que mais mais perdem.

    Isso porque, embora produtos da cesta básica tenham baixa carga tributária (como carnes e laticínios),  o aumento de combustíveis, energia e comunicações, acaba impactando mais os contribuintes de baixa renda.

    “Além disso, há produtos não essenciais consumidos quase exclusivamente pelas classes médias e altas, como automóveis, que têm uma carga tributária mais baixa do que a média do ICMS. Dessa forma, segundo as estimativas realizadas, cerca 40% dos benefícios fiscais ao consumidor beneficiam a parcela dos 20% mais ricos”, afirmou.

    Resultado: “O ICMS custa, em média, 14,7% sobre a renda das famílias mais pobres e apenas 3,4% sobre a renda das famílias mais ricas”.

    Outro ponto polêmico é a ampliação do emprego, uma das principais justificativas da isenção do imposto.

    Segundo o economista Rodrigo Leandro de Moura, da Secretaria de Planejamento do Ministério da Economia, no estudo “não há evidências claras e robustas que a desoneração do ICMS, via crédito presumido, gerou impacto positivo no mercado de trabalho do Rio Grande do Sul”.

    O economista também destacou estudo do Ministério da Economia, em âmbito federal, que afirma que a desoneração da cesta básica de alimentos é regressiva. “Os 20% mais pobres se apropriam de 10% do benefício tributário, enquanto os 20% mais ricos se apropriam de quase 30% do benefício. São resultados muito parecidos com os estudos do Rio Grande do Sul”, destacou.

    Veja aqui a íntegra do estudo: https://fazenda.rs.gov.br/upload/1599677676_ESTUDO_Beneficios_Fiscais_RS_08_setembro_2020.pdf

    EQUIPE TÉCNICA
    -Sérgio Wulff Gobetti – Coordenador do Grupo Técnico (economista do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, cedido à Sefaz-RS
    -Letícia Lagemann – Divisão de Estudos Econômicos da Receita Estadual
    -Fernando Maccari Lara – Divisão de Estudos Econômicos e Fiscais do Tesouro Estadual
    -Carla Monteiro e Katrine Guewehr – Equipe de estatísticos da Statsoft (Núcleo Sefaz-RS)
    -Júlio César Graziotin – Ex-auditor fiscal da Receita Estadual
    -Eugênio Lagemann – Ex-auditor fiscal da Receita Estadual e ex-professor do Departamento de Economia da UFRGS
    -Fernando Ioannides Lopes da Cruz, Rodrigo Daniel Feix e Sérgio Leusin Júnior –
    -Departamento de Economia e Estatística da Seplag-RS
    -Luciana de Andrade Costa e Marcos Tadeu Caputi Lélis – Programa de Pós-Graduação em Economia da Unisinos
    -Maria Carolina Gullo – Departamento de Economia da Universidade de Caxias do Sul
    -Nelson Leitão Paes, Rodrigo Leandro de Moura e Igor Vinicius de Souza Geracy –Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria do Ministério da Economia.

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  • Coligação do MDB e mais seis partidos confirma Melo como candidato à prefeitura de Porto Alegre

    Coligação do MDB e mais seis partidos confirma Melo como candidato à prefeitura de Porto Alegre

    Foi oficializada nesta segunda-feira, 14/09, a candidatura do deputado estadual e ex-vice prefeito Sebastião Melo à prefeitura de Porto Alegre.

    A convenção municipal do MDB da capital foi realizada de forma virtual e confirmou a coligação “Estamos Juntos Porto Alegre” com os partidos: MDB, Democratas, Cidadania, Solidariedade, PRTB, PTC e Democracia Cristã. Esta deve ser a maior união de partidos para o pleito de 2020. A chapa majoritária é composta por Melo e Ricardo Gomes (DEM). Gomes fez parte do governo do atual prefeito Marchezan, mas rompeu com o executivo municipal após ser aprovada na Câmara um projeto que revisou os valores do IPTU da Capital.

    O candidato do MDB destacou que essa aliança entre partidos tem um propósito claro: “Queremos devolver a cidade ao cidadão. Precisamos de um prefeito que dialogue, que viva a cidade”, sustentou Sebastião Melo, em uma alfinetada no atual prefeito Nelson Marchezan Júnior.

    “Não vamos aumentar impostos. Nem um centavo. Estamos analisando com muita seriedade se temos como rever o aumento que ocorreu”, disse Melo, que pretende centralizar os licenciamentos e finalizar obras, como a reforma do segundo andar do Mercado Público e rever o Plano Diretor. “O Plano Diretor tem que ser um indutor do desenvolvimento sustentável da cidade”, ressaltou.

    Líderes do MDB, como os ex-senadores Pedro Simon e José Fogaça (que também já ocupou o Paço Municipal) apoiaram a chapa encabeçada por Melo.

    Além da chapa majoritária o MDB confirmou também sua nominata de 50 candidatos a vereador.

  • Empresária Carmen Flores abandona corrida à prefeitura de Porto Alegre

    A empresária Carmen Flores, do PSC, decidiu não concorrer como candidata a prefeita de Porto Alegre na eleição do próximo novembro. Mas ela vai sair como candidata a vereadora. Quem ficou a pé foi o ex-goleiro Mazarópi, que seria vice na chapa com Carmen e não vai participar do pleito.

    “Não foi uma decisão fácil, mas temos muitos candidatos e muita divisão na cidade. O partido é pequeno, a gente está começando um trabalho pensando em 2022”, justificou Carmen, que está no PSC desde março passado. A saída da chapa Flores/Mazarópi foi divulgada durante a convenção do partido, que vai ter, além de Carmen, mais 32 nomes na disputa pela Câmara. O PSC ainda afirma que não participará de nenhuma coligação nesta eleição.

    Carmen tinha disputada uma vaga em 2018 como senadora por outro partido, o PSL, mas saiu do partido. No mês passado ainda teve negado recurso especial no Tribunal Eleitoral que a condenou por irregularidades na sua conta eleitoral. Ela terá que devolver R$ 153,7 mil ao Tesouro Nacional em decorrência de doações eleitorais irregulares e uso ilegal e não comprovação de despesas com verbas do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (Fefc).

    Com a desistência de Carmen Flores, devem ser 12 os candidatos na corrida ao paço municipal de Porto Alegre, sendo que três mulheres restam na disputa: Fernanda Melchionna (PSOL), Juliana Brizola (PDT) e Manuela d’Ávila (PCdoB).

  • Prefeitura de Porto Alegre propõe volta às aulas presenciais em outubro

    Prefeitura de Porto Alegre propõe volta às aulas presenciais em outubro

    A prefeitura municipal de Porto Alegre apresentou, na tarde desta segunda-feira, 14/09, uma proposta de cronograma e de protocolos para a retomada das atividades presenciais de ensino em Porto Alegre.

    Pela ideia, a Educação Infantil poderá ser aberta a partir de 28 de setembro para alimentação, atividades de apoio e adaptação. Em 5 de outubro, estariam autorizadas a atender presencialmente as escolas de Educação Infantil, 3º ano do Ensino Médio, Educação Profissional e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

    O protocolo sugerido indica que a cada duas semanas uma nova etapa seja regularizada. A partir de 13 de outubro, ficam liberadas as refeições e atividades de apoio em todas as outras escolas. A data prevista para retorno do Ensino Fundamental 1 e Educação Especial é 19 de outubro, e do Fundamental 2, Especial e 1º e 2º anos do Ensino Médio, 3 de novembro.

    A gestão de Nelson Marchezan Júnior pretende discutir as sugestões com entidades que representam as instituições de educação básica e ensino superior, públicas, comunitárias e privadas.

    “Os pais não são obrigados a mandar os filhos. Estamos dizendo que há segurança para mandar os filhos. É claro que vamos continuar com atividades remotas, mas é muito importante voltar às atividades educacionais, seis meses parados é muito. Por isso, esperamos que os pais sejam paulatinamente conquistados para essa volta, não podemos fazer essa retomada sem a confiança dos pais”, indicou o secretário municipal de Educação, Adriano Naves de Brito, em live ao lado do prefeito Marchezan Júnior, que enfatizou: “Vamos iniciar uma conversa um pouco mais específica com as entidades sobre a proposta de calendário e protocolos, mas a decisão será das escolas e dos pais”.

    Segundo a prefeitura, a minuta foi construída pelo grupo especial formado para debater o tema e o Comitê Técnico de Enfrentamento ao Coronavírus. Em março, a prefeitura suspendeu todas as atividades educacionais em Porto Alegre como forma de diminuir o contágio pela Covid-19.

    As sugestões de protocolo incluem orientações sobre uso de máscaras, proibição de eventos e suspensão de reuniões presenciais, por exemplo.

    Também há regramento para o transporte escolar, limpeza e cuidados com os ambientes e normas para detecção precoce de casos e mitigação de transmissão, incluindo a comunicação com o sistema de saúde. Sendo que cada aluno só poderá ficar um turno na escola a cada dia.

    Alimentação – A Secretaria Municipal de Educação retomará a partir do dia 28 de setembro a oferta de alimentação nas 43 escolas municipais e 207 comunitárias de Educação Infantil. Desde março, foram distribuídas às famílias de alunos mais de mil toneladas de alimentos adquiridos com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Foram mais de 487 toneladas para alunos de Ensino Fundamental, 189 para a Educação Infantil estatal e 344 para as escolas comunitárias.

    Mobilidade – A educação movimenta cerca de 400 mil pessoas na cidade. Com a retomada total das aulas, 29 linhas de ônibus que circulam de acordo com o calendário escolar serão reativadas. Antes da pandemia, eram cerca de 78 mil passageiros por dia com vale escolar.

  • Covid-19: mortes no Brasil chegam a 131 mil

    O Ministério da Saúde informou, neste domingo (13), que foram registradas 14.768 novas infecções de covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 4.330.455 casos desde o início da pandemia.

    Deste total, 3.573.958 são de recuperados.

    O número atualizado de óbitos por causa da doença agora é de 131.625, sendo que 415 mortes foram notificadas entre ontem (12) e hoje.

    Segundo o ministério, há 624.872 casos em acompanhamento. A taxa de letalidade está em 3% e a mortalidade/100 mil habitantes está em 62,6. A incidência de casos do novo coronavírus por 100 mil habitantes é de 2.060,7.

    São Paulo é o estado brasileiro com o maior número de mortes (32.606), seguido por Rio de Janeiro (16.990), Ceará (8.686), Pernambuco (7.874) e Pará (6.344).

    Já Roraima é tem o menor número de óbitos em decorrência do novo coronavírus (610). Em seguida estão Acre (640), Amapá (678), Tocantins (806) e Mato Grosso do Sul (1.065).

    São Paulo também lidera o número de casos, com 892.257, seguido por Bahia (282.517), Minas Gerais (252.263), Rio de Janeiro (242.491) e Ceará (227.449). Os estados com menos casos são Acre (26.166), Amapá (45.853), Roraima (46.478) e Mato Grosso do Sul (59.077).

    Rio de Janeiro e São Paulo
    No Rio de Janeiro, foram registrados até este domingo (13), 242.491 casos confirmados e 16.990 óbitos por coronavírus em todo o estado, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Os números representam um aumento de 1.715 casos e cinco mortes em relação ao boletim divulgado ontem (12). Há ainda, até o momento, 378 óbitos em investigação. Entre os casos confirmados, 220.090 pacientes se recuperaram da doença.

    Já em São Paulo, nas últimas 24 horas, foram registradas mais 39 mortes e 1.567 novos casos confirmados de covid-19. Os dados divulgados hoje (13) pelo Governo de São Paulo revelam que, desde o início da pandemia, o estado contabilizou 32.606 óbitos e 892. 257 casos acumulados do novo coronavírus.