Autor: da Redação

  • Diários do Interior discutem a sobrevivência no pós-coronavírus
    Redação do jornal A Plateia e da rádio RCC / Foto Marcelo Pinto/AP

    Diários do Interior discutem a sobrevivência no pós-coronavírus

    Como será o futuro de nossas empresas?

    Essa será a pergunta-guia no debate que a Associação dos Diários do Interior do Rio Grande do Sul vai promover nos dias 21, 23, 28 e 30 deste mês, pelo Google Meet.

    Formada por 24 jornais, a ADI enfrenta a maior crise já vivida em quase duas décadas de existência. Uma calamidade que mistura recessão econômica, transição tecnológica e a pandemia, atingindo sem piedade a todos os seus sócios.

    “É uma derrocada!”, exclama o presidente, Eládio Vieira da Cunha. Pior, a crise dos jornais é, também, pandêmica. Como o coronavírus, ameaça a todos, grandes e pequenos, em todos os países: “Não há fórmulas, ninguém tem a saída”, diz ele.

    A ADI foi criada em 1992 para representar os jornais diários de cidades polo do Rio Grande do Sul, principalmente nas negociações com os grandes anunciantes.

    Teve papel relevante no fortalecimento da imprensa diária no interior do Estado, onde importantes grupos regionais se consolidaram em torno de um jornal impresso e de um parque gráfico moderno. Hoje, vive o melancólico fim de um ciclo.

    Há três anos mudou seus estatutos para se adaptar à realidade de muitos dos associados que já não conseguiam manter o impresso diário, pela elevação de custos e a perda de anunciantes para os meios digitais.

    Passou a admitir quem tivesse pelo menos uma edição impressa por semana, mantendo um noticioso diário no meio digital. As adaptações acontecem desde então.

    A Folha do Mate, de Venâncio Aires, tinha seis edições semanais, passou para três. A Tribuna Regional tinha cinco edições, reduziu para duas, A Plateia, de Livramento, passou a circular semanalmente (a foto de Marcelo Pinto que ilustra este texto registra a redação esvaziada). O centenário Diário Popular, de Pelotas, desativou o parque gráfico e passou a ser impresso na gráfica da Zero Hora, em Porto Alegre. A Gazeta do Sul, potência regional que chegou a imprimir 50 títulos em sua gráfica, entrou em recuperação judicial.

    Todos hoje têm sua edição na internet. O digital, porém, embora tenha custos menores e maior alcance, não gera receitas que compensem as perdas dos impressos, em assinantes e anunciantes. “Nem de perto”, diz Eládio.

    Esta é a “sinuca de bico” sobre a qual se debruçam os 17 sócios da ADI que ainda lutam para manter a circulação diária dos jornais impressos.

    “No meu caso, e no de muitos, o impresso ainda é vital. Ele traz a credibilidade, alavanca eventos, mobiliza prestígio, mas é questão de tempo… Quanto tempo?”, pergunta o presidente da ADI.

    Ele só tem uma certeza, por enquanto: sem o impresso, as empresas serão menores.

    “Com a migração para o digital, empresas de 80 ou 100 funcionários vão murchar para 20 ou 30, mesmo  as grandes vão reduzir pelo menos 50% do pessoal. O digital não sustenta uma redação e uma estrutura de vendas e uma cobertura ampla. A tendência é de perda, de queda na qualidade e na diversidade de informação”, diz Vieira da Cunha.

    A internet e o coronavírus são os desafios mais visíveis dos jornais do Interior. Mas a crise tem raízes antigas.

    Começa há mais de dez anos com a quebra nas finanças do governo estadual, com o consequente corte de verbas publicitárias, e se aprofunda com a recessão econômica dos últimos cinco anos. “Em termos reais, as verbas do setor público para publicidade em jornais caíram mais da metade”, garante.

    Na comparação com os Estados vizinhos, Santa Catarina, Paraná ou São Paulo, fica visível a redução.

    Em todo caso, restam os grandes anunciantes institucionais. O Banrisul, por exemplo, o principal anunciante do Estado, que negocia um contrato anual com a ADI com programação para todos os associados.

    Eládio não fala em números, mas diz que, para os pequenos, as verbas desses anunciantes estatais são relevantes.

    Para os grupos maiores, não representa mais do que 3% da receita publicitária. Em seu caso, ele estima que 5% do faturamento de publicidade resulte de contratos com o Estado, incluindo aí Corsan, BRDE. “As prefeituras são mais importantes do que o governo estadual”, diz Eládio.

    Outro efeito colateral é a concentração das verbas nos grandes veículos. “Isso é como em tudo. Assim como o governo federal concentra na Globo, aqui no Estado concentra na RBS”.

    O quadro se agrava com o avanço das redes sociais, que abocanham os outros anunciantes, e dos smartphones, que seduzem cada vez mais os leitores. E se torna caótico com a pandemia, fechando o comércio, parando as empresas, fazendo sumir os anunciantes, os leitores e os pontos de venda.

    Caso exemplar: uma rede de oito supermercados, que vendiam o Jornal do Povo, em Cachoeira, suspendeu a distribuição do impresso, assim que começou a pandemia.

    Com 91 anos, Jornal do Povo busca saída para “tempestade”

    Eládio tinha 30 anos quando começou a assumir a empresa da família em 1979. Vinha de uma experiência como gerente da Coojornal, a cooperativa dos jornalistas em Porto Alegre. O Jornal do Povo, já era cinquentenário, mas ainda era feito no chumbo, com tipografia e linotipo.

    Seu primeiro desafio foi fazer a transição para o sistema off-set.

    Quarenta anos depois, ele diz que enfrenta “a mesma tempestade”, uma mudança ainda mais radical de processo de produção, com um agravante: desta vez não só à frente do seu próprio negócio, mas dirigindo uma associação cujos sócios, como ele diz, estão “esmagados pela situação”.

    “Não tem jornal que deu certo, ninguém está se sustentando, um blog ou outro pode ser, mas no geral tá todo mundo perdido. Crescem os assinantes digitais mas isso significa trocar uma assinatura de 140 reais por uma de R$ 3,90”.

    Sua estratégia no Jornal do Povo é estimular a assinatura do impresso, por 69 reais, três vezes mais do que a só digital. Tem 4.500 assinantes fiéis do impresso que não pode deixar de atender. Perdeu 10% em cinco anos e considera excelente resultado. Grandes como  Zero Hora e Folha de S. Paulo perderam 50% na circulação do impresso.

    O Jornal do Povo completou 91 anos em junho. A inserção que tem na comunidade e a credibilidade que tem o jornal, alavanca iniciativas, que se tornam eventos importantes da cidade. “O jornal alavanca essas promoções e as torna importantes”.

    O grupo Vieira da Cunha tem uma gráfica comercial com 40 funcionários, um jornal impresso diário (com versão digital) com 80 funcionários, uma emissora de rádio que vai completar cinco anos, duas revistas e promove os principais eventos sociais da cidade.

    Sua situação é estável e ele não esperou para tomar providências. Cortou a edição impressa das segundas-feiras, ajustou a circulação, fez acordo para redução de salário e jornada com empregados e contenção de custos. Tudo para para enfrentar uma queda de pelo menos 20% nas receitas que estima para este ano. E depois? Esta é a pergunta que todos estão fazendo.

    A ADI espera umas setenta pessoas, entre executivos e jornalistas, no seminário que terá como instigador do debate o jornalista e consultor  Eduardo Tessler.

     

  • Rede de contas e páginas removidas pelo Facebook chegam ao Palácio do Planalto

    O Facebook anunciou nesta quarta-feira (8) a remoção de uma rede de contas e páginas, tanto na rede social quanto no Instagram, “ligadas ao Partido Social Liberal (PSL) e a gabinetes da família Bolsonaro”, conforme o G1.

    Essas contas “estavam envolvidas com a criação de perfis falsos” e com “comportamento inautêntico” — quando um grupo de páginas e pessoas atuam em conjunto para enganar outros usuários sobre quem são e o que estão fazendo.

    Apesar das tentativas de ocultar, as investigações encontraram ligações de pessoas associadas ao PSL e a alguns funcionários nos gabinetes dos dois filhos do presidente – o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos -RJ) – do presidente Jair Bolsonaro, e também de Anderson Moraes e Alana Passos, ambos deputados estaduais pelo PSL no Rio de Janeiro.

    Foram apagadas 35 contas, 14 páginas e 1 grupo no Facebook, além de 38 contas no Instagram;

    Cerca de 883 mil pessoas seguiam uma ou mais dessas páginas no Facebook;

    Em torno de 917 mil seguiam contas do grupo no Instagram;

    O grupo removido reunia cerca de 350 pessoas;

    Foram gastos US$ 1,5 mil em anúncios por essas páginas, pagos em real.

    As medidas adotadas pelo Facebook coincidem com um boicote de centenas de anunciantes liderado por movimentos civis que podem medidas mais duras contra a propagação de ódio nas redes.

    O envolvimento de filhos e aliados, inclusive em gabinetes próximos do  presidente, abre mais um flanco num momento em que Bolsonaro está na defensiva, tentando safar-se de um processo de impeachment. E num momento em que as fake news são objeto de um processo no STF e uma CPI no parlamento.

     

  • No Sul, 56% dos trabalhadores têm pendências com o Serasa

    Um levantamento do Grupo H, fintech brasileira especialista em crédito para funcionários de empresas privadas, identificou que 56% dos trabalhadores da região Sul possuem alguma pendência com o Serasa. O estudo, que analisou 1.049 perfis, identificou que o valor médio financiado por esses colaboradores é de R$ 5.384,61. Entre estes endividados, as mulheres são 52,7%.

    Mais da metade dos trabalhadores da região Sul (53%) recebem salário de até R$ 1.576, na sequência estão os salários entre R$ 1.576,01 e R$ 3.152 (36,42%).  Para o CEO do Grupo H, Fernando Ferraz, os dados demonstram que é necessário refletir sobre a forma em que as pessoas se relacionam com o dinheiro e que o estudo sobre o endividamento precisa ser ampliado. “Diversas frentes de análise visam entender as dívidas de quem não possui uma renda regular, entretanto, estudar esse cenário em quem possui um trabalho é importante, pois demonstra que a educação financeira precisa ser reforçada”.

    O estudo ainda identificou que em todo país os casados possuem uma média de valor maior na solicitação de crédito, com R$ 5.460,01, na sequência estão os divorciados (R$ 5.203,11) e os solteiros (R$ 4.782). Segundo Ferraz, isso se reflete pela etapa da vida, pois tradicionalmente, uma relação em conjunto reflete em investimentos de valor mais elevado. “Quando se está em uma relação a dois, a aplicação de investimentos em imóveis ou carros se faz mais presente, por isso, se busca maiores valores de crédito”, detalha.

     

  • Com 51 casos, feminicídio cresce 24% em seis meses no Rio Grande do Sul
    Ilustração de Canini, extraída do livro Pago pra Ver, IEL/Corag, 2012

    Com 51 casos, feminicídio cresce 24% em seis meses no Rio Grande do Sul

    Num semestre em que os indicadores de criminalidade no Rio Grande do Sul  tiveram redução generalizada, a violência contra a mulher foi o que mais cresceu.

    Nos homicídios em geral houve queda de 21,9%, com redução de latrocínios e roubos de veículos . Os roubos a banco tiveram redução de 50%, segundo o levantamento divulgado nesta quinta-feira.

    A grande exceção foram os crimes contra a mulher. A Secretaria de Segurança registrou 51 casos de feminicídio, de janeiro a junho, crescimento de 24% em relação ao semestre anterior.

  • Enem será em 17 e 24 de janeiro de 2021

    O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que teve a aplicação adiada por causa da pandemia do novo coronavírus, foi remarcado para os dias 17 e 24 de janeiro, na sua versão impressa. A nova data para aplicação das provas foi divulgada hoje (08/07).

    A versão digital do exame será aplicada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Já a reaplicação das provas está marcada agora para os dias 24 e 25 de fevereiro do ano que vem. Os resultados serão divulgados no dia 29 de março.

    “Entendemos que essa decisão não é uma decisão perfeita e maravilhosa para todos. Sabemos que não é. Então, buscamos uma solução técnica, tentando ver a data que melhor se adequa a todos”, afirmou o secretário executivo do Ministério de Educação, Antonio Paulo Vogel, que é o ministro interino da pasta, que está sem titular há mais de duas semanas.

    Em junho, o Inep chegou a realizar uma enquete virtual para saber em quais datas os estudantes gostariam de realizar a prova. Pelo levantamento, 49,7% dos estudantes preferiam que o Enem impresso fosse aplicado em 2 e 9 de maio de 2021 e o Enem digital em 16 e 23 de maio. Ao comentar a decisão de aplicar as provas entre janeiro e fevereiro, Lopes disse que levou em conta, além da própria enquete, as opiniões das instituições de ensino e das secretarias de educação.

    Entidades estudantis não apoiam nova data e reclamam de falta de diálogo

    Em nota, a UNE (União Nacional dos Estudantes), a UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e a ANPG (Associação Nacional dos Pós-graduando) disseram que não aprovam a nova data do ENEM, e que o calendário apresentado pode prejudicar os alunos.

    Confira a íntegra:
    Nesta quarta, 8 de julho, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) apresentou dados sobre o ENEM. Entre eles, a informação de que a cada quatro candidatos, três têm dificuldades com a internet. Alertamos desde o início de nossa mobilização pelo adiamento da prova que a exclusão digital é um dos problemas que os estudantes brasileiros enfrentam nesse momento de pandemia. Por isso, questionamos a enquete realizada com datas sem critérios e a falta de soluções, por parte do governo, para as dificuldades apresentadas.

    Agora, a data escolhida pelos poucos estudantes que conseguiram votar não foi levada em conta. A escolha feita pelo Ministério da Educação, de realizar a prova nos dias 17 e 24 de janeiro, demonstra que não existe um diálogo verdadeiramente democrático com os estudantes, profissionais da educação e saúde. Durante o período em que foi realizada uma consulta cujo resultado não foi levado em consideração, o diálogo aberto com todos os segmentos poderia nos ter apresentado a saída. Vamos continuar lutando, além de recorrer por todos meios cabíveis, para que haja a formação de uma Comissão de Crise para discussão das novas datas, que envolva não só Reitores e Secretários de Educação, mas também representação de estudantes, professores e outros especialistas em educação e em saúde.
     
    Enquanto estudantes brasileiros continuam aflitos, o Ministério da Educação permanece sem ministro, o que nos preocupa ainda mais sobre a decisão das datas. Para que possamos superar a pandemia causada pelo novo coronavírus, a educação precisa estar no debate central. É dela que saem as pesquisas e é por meio dela que transformamos vidas. Estamos falando sobre o futuro de milhões de jovens brasileiros e, por isso, é preciso ter responsabilidade!

  • Os pagamentos que você pode adiar ou suspender durante a pandemia
    Foto: José Cruz/ Agência Brasil

    Os pagamentos que você pode adiar ou suspender durante a pandemia

    O governo adiou e até suspendeu diversos pagamentos para compensar parte das perdas de renda por conta da pandemia.

    Em alguns casos, também é possível renegociar.

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu regras para que os principais bancos negociem a prorrogação de dívidas. Os agricultores e pecuaristas também poderão pedir o adiamento de parcelas do crédito rural.

    Além do governo federal, diversos estados estão aceitando adiar o pagamento de tributos locais e proibir o corte de água, luz e gás de consumidores inadimplentes.

    Os consumidores de baixa renda estão isentos de contas de luz por 150 dias em todo o país.

    Uma liminar da Justiça chegou a proibir o corte de serviços de telefonia de clientes com contas em atraso, mas a decisão foi revertida dias depois.

    Alguns acordos já expiraram, como o acerto entre Agência Nacional de Saúde (ANS) e algumas operadoras para que os planos não interrompessem o atendimento a pacientes inadimplentes até o fim de junho.

    Outras medidas foram renovadas, como a proibição de cortes de luz, prorrogada até o fim de julho pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    Pagamentos adiados

    Os adiamentos não valem apenas para os consumidores. O Congresso aprovou uma lei que suspende o pagamento da dívida dos estados com a União de março a dezembro e autoriza os governos locais a renegociarem débitos com bancos públicos e organismos internacionais.

    Confira as principais medidas temporárias para aliviar o bolso em tempos de crise:

    Empresas

    •        Adiamento do pagamento da contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e dos Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Os pagamentos de abril serão quitados em agosto. Os pagamentos de maio, em outubro. A medida antecipará R$ 80 bilhões para o fluxo de caixa das empresas.

    •        Adiamento da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do 15º dia útil de abril, maio e junho para o 15º dia útil de julho.

    •        Parcelamento, em até 12 vezes, de multas administrativas aplicadas a fornecedores do governo federal.

    Micro e pequenas empresas

    •        Adiamento, por seis meses, da parte federal do Simples Nacional. Os pagamentos de abril, maio e junho passaram para outubro, novembro e dezembro.

    •        Adiamento, por três meses, da parte estadual e municipal do Simples Nacional. Os pagamentos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, pertencente aos estados) do Imposto sobre Serviços (ISS, dos municípios) de abril, maio e junho passaram para julho, agosto e setembro.

    •        Adiamento dos parcelamentos das micro e pequenas empresas devedoras do Simples Nacional. As parcelas de maio passaram para agosto, as de junho para outubro, e as de julho para dezembro.

    Microempreendedores individuais (MEI)

    •        Adiamento das parcelas por seis meses. Os pagamentos de abril, maio e junho passaram para outubro, novembro e dezembro. A medida vale tanto para a parte federal como para parte estadual e municipal (ICMS e ISS) do programa.

    •        Adiamento dos parcelamentos das micro e pequenas empresas devedoras do Simples Nacional. As parcelas de maio passaram para agosto, as de junho para outubro, e as de julho para dezembro.

    Pessoas físicas

    •       O cronograma de restituições do Imposto de Renda, de maio a setembro, está mantido. Prazo da declaração, que acabaria em 30 de abril, foi adiado por dois meses e acabou no fim de junho.

    Empresas e pessoas físicas
    •        Suspensão, por 180 dias, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos. Imposto deixará de ser cobrado de abril a outubro, injetando R$ 14 bilhões na economia. Medida acabaria no fim de junho, mas foi prorrogada por 90 dias.

    •        Suspensão, até 31 de julho, de procedimentos de cobrança e de intimação pela Receita Federal. Medida acabaria no fim de junho, mas foi estendida em um mês.

    •        Prorrogação das parcelas de renegociações com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) que venceriam em maio, junho e julho. Vencimento foi estendido para agosto, outubro e dezembro, respectivamente.

    Empresas e empregadores domésticos

    •        Suspensão das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por três meses, inclusive para empregadores domésticos. Valores de abril a junho serão pagos de julho a dezembro, em seis parcelas, sem multas ou encargos.

    Empregadores poderão pagar a contribuição do FGTS em 6 parcelas, sem juros ou multa – Arquivo/Agência Brasil
    Compra de materiais médicos

    •        Redução a zero das alíquotas de importação para produtos de uso médico-hospitalar

    •        Desoneração temporária de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens necessários ao combate ao Covid-19

    Contas de luz

    •        Proibição de cortes de energia de consumidores inadimplentes até 31 de julho. Medida acabaria no fim de junho, mas foi estendida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    •       Consumidores de baixa renda, que gastam até 220 quilowatts-hora (kWh) por mês, estarão isentos de pagarem a conta de energia até o fim de agosto. Medida acabaria no fim de junho, mas foi prorrogada por 60 dias. O valor que as distribuidoras deixarão de receber será coberto com R$ 1,5 bilhão de subsídio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

    Contas de telefone

    •        Apesar de liminar da Justiça Federal em São Paulo ter proibido o corte de serviço de clientes com contas em atraso, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recorreu e conseguiu reverter a decisão. Os clientes de telefonia continuarão a ter a linha cortada caso deixem de pagar as contas. Segundo o presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargador Mairan Maia, as operadoras precisam de recursos para manterem a infraestrutura e financiarem a crescente demanda por serviços de telecomunicação durante a pandemia”, afirmou, no texto.

    Dívidas em bancos

    •        Autorizados por uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), os cinco principais bancos do país – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander – abriram renegociações para prorrogarem vencimentos de dívidas por até 60 dias.

    •        Renegociação não vale para cheque especial e cartão de crédito.

    •        Clientes precisam estar atentos para juros e multas. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é preciso verificar se o banco está propondo uma pausa no contrato, sem cobrança de juros durante a suspensão, ter cuidado com o acúmulo de parcelas vencidas e a vencer e perguntar se haverá impacto na pontuação de crédito do cliente.

    Financiamentos imobiliários da Caixa

    •        Caixa Econômica Federal ampliou, de 90 para 120 dias, a pausa nos contratos de financiamento habitacional para clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso, incluindo os contratos em obra. Quem tinha pedido três meses de prorrogação terá a medida ampliada automaticamente para quatro meses.

    •        Clientes que usam o FGTS para pagar parte das parcelas do financiamento poderão pedir a suspensão do pagamento da parte da prestação não coberta pelo fundo por 120 dias.

    •        Clientes adimplentes ou com até duas prestações em atraso podem pedir a redução do valor da parcela por 120 dias.

    •        Carência de 180 dias para contratos de financiamento de imóveis novos.

    Financiamento estudantil

    •        Congresso aprovou suspensão de pagamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) até o fim do ano. Primeira versão da lei sobre o tema, sancionada em maio, isentava os financiamentos apenas durante a pandemia.

    Produtores rurais

    •        CMN autorizou a renegociação e a prorrogação de pagamento de crédito rural para produtores afetados por secas e pela pandemia de coronavírus. Bancos podem adiar, para 15 de agosto, o vencimento das parcelas de crédito rural, de custeio e investimento, vencidas desde 1º de janeiro ou a vencer.

    Inscritos na Dívida Ativa da União

    •        Devedores impactados pela pandemia podem pedir parcelamento especial de dívidas com a União. Adesão vai até 31 de dezembro.

    •        Suspensão, até 31 de julho, de procedimentos de cobrança e de intimação pela PGFN. Medida acabaria no fim de junho, mas foi estendida em um mês.

    Estados devedores da União

    •        Congresso aprovou suspensão dos débitos dos estados com o governo federal e com bancos públicos de março a dezembro. A medida injetará R$ 35 bilhões nos cofres estaduais para enfrentarem a pandemia.

    •        A nova lei também autoriza a renegociação de débitos dos estados e dos municípios com bancos públicos e organismos internacionais, deixando de pagar R$ 24 bilhões.

    (Levantamento da Agência Brasil)

  • Infectado, Bolsonaro está em isolamento no Palácio do Planalto

    O presidente Jair Bolsonaro informou nesta 3ª feira (7.jul.2020) que foi diagnosticado com a covid-19. Ele passa bem e ficará em isolamento no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.

    “Se eu não tivesse feito o exame, não saberia do resultado. Deu positivo. Como isso tudo começou? Começou domingo, com uma certa indisposição”, disse ele em entrevista à TV Brasil, CNN e Record, emissoras chamadas para dentro do Palácio da Alvorada. Ao fim da coletiva, Bolsonaro retirou a máscara.

    O presidente falou que, no seu entendimento, houve “superdimensionamento” da doença. Ele afirmou que achava já ter pego a doença por conta de seu contato constante com a população.

    Bolsonaro disse que está usando hidroxicloroquina. Ele afirmou que, de acordo com médicos, a chance de se curar com o uso deste remédio em fase inicial da doença é “quase de 100%”. Não há comprovação científica até hoje sobre essa declaração.

    O presidente afirmou que “todo mundo sabia que mais cedo ou mais tarde [a doença] ia atingir uma parte considerável da população”. Falou ainda que “tudo começou no domingo com uma certa indisposição e se agravou durante o dia de 2ª feira com mal-estar, cansaço, um pouco de dor muscular e a febre no final do dia chegou a bater 38º”.

    Bolsonaro afirmou que vai despachar via videoconferência, direto do Alvorada. Ele disse vai receber apenas algumas autoridades quando houver necessidade de assinar agum documento.

    Eis a nota da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social):

    “O resultado do teste de covid-19 feito pelo presidente Jair Bolsonaro na noite dessa segunda-feira, 6, e disponibilizado na manhã de hoje, 7, apresentou diagnóstico positivo. O presidente mantém bom estado de saúde e está, nesse momento, no Palácio da Alvorada.”

     

  • Guedes anuncia quatro privatizações este ano; refinarias da Petrobras estão na fila
    Uma das refinarias que podem ser privatizadas é a refinaria Gabriel Passos em Betim, Minas Gerais. Foto: Geraldo Falcão/Divulgação Petrobras

    Guedes anuncia quatro privatizações este ano; refinarias da Petrobras estão na fila

    Uma nota conjunta dos ministérios da Economia e Minas e Energia, nesta segunda-feira, revelou as novas prioridades do governo Bolsonaro, para retomar as privatizações ainda este ano.

    A nota é uma reação à ação que deu entrada no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir o governo de criar subsidiárias da Petrobras “com o intuito de desmembrar a empresa e depois vender seus ativos”.

    É a estratégia que vem sendo usada pela estatal para vender oito de suas 13 refinarias.

    O caminho é contestado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras, que propôs a ação que chegou ao STF, assinada por David Alcolumbre e Rodrigo Maia.

    Trata-se de um “pedido de tutela provisória” na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.624, que já tramita no STF, tendo o ministro Ricardo Lewandowski como relator.

    Pede que, antes da decisão final sobre o mérito da ADI, o relator determine a suspensão dos trâmites que a Petrobras vem fazendo para preparar a privatização das refinarias, sem precisar passar pelo Congresso.

    O objetivo imediato da ação é barrar as privatizações da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) e da Refinaria do Paraná (Repar), previstas para este ano.

    A nota conjunta dos dois ministros nesta segunda-feira invoca “decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)” que dariam aval à venda das estatais ao setor privado.

    No ano passado, o STF decidiu que o governo pode se desfazer de subsidiárias por meio de vendas diretas, sem a necessidade de licitação.

    A corte, no entanto, estabeleceu que o Congresso precisa aprovar a venda,  seja do negócio inteiro ou de partes dos ativos diretamente ligados ao negócio principal.

    O plano do governo é privatizar oito das 13 refinarias da Petrobras até o fim de 2021. Permaneceriam estatais apenas as quatro refinarias de São Paulo e a de Duque de Caxias, no Rio.

    As oito unidades a serem vendidas têm capacidade de processar 1,1 milhão de barris por dia, metade do refino de petróleo no país.

    Sem mencionar as refinarias da Petrobras, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo pretende anunciar nos próximos três meses a privatização de quatro grandes estatais.

    Ele não adiantou o nome das empresas, mas indicou que os Correios deverão fazer parte da lista. Assim como as subsidiárias da Caixa: “Ali há R$ 30 bilhões, R$ 40 bilhões ou R$ 50 bilhões em uma IPO grande”, declarou.

    Guedes falou em entrevista à CNN Brasil, no domingo (5), e deu a entender que a aproximação do governo com o Centrão tem esse o objetivo. “Bom, agora que o presidente buscou o centro democrático, ou o Centrão, isso agora vai exigir o aparelhamento das estatais?’. Não. Nós vamos fazer quatro grandes privatizações nos próximos 30, 60, 90 dias”, disse Guedes. O ministro disse que gostaria de “privatizar todas as estatais”.

    Segundo o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), “as privatizações são parte essencial da retomada da economia após a crise da covid-19”.

    “Um dos pontos fortes de retomada além das reformas, é isso [privatização]”.

    (Com informações da EBC, G1, Congresso em Foco)

  • Relatório da polícia mostra a expansão do crime organizado no Rio de Janeiro
    Foto: Reprodução Facebook

    Relatório da polícia mostra a expansão do crime organizado no Rio de Janeiro

    Um relatório da Polícia Civil encaminhado ao Ministério da Justiça e ao Supremo Tribunal Federal (STF), mostra que o crime organizado atua em 1.413 comunidades do Rio de Janeiro.

    O tráfico comanda 81% desses territórios, e a milícia 19%. O mapeamento mostra ainda que o número de traficantes hoje já é maior que todo o efetivo da Polícia Militar nas ruas.

    A facção de traficantes mais numerosa, revela o documento, controla 828 favelas. A segunda maior, comanda 238 favelas, enquanto uma terceira chefia o tráfico em 69 localidades.

    A milícia está presente em 278 comunidades, um número que já é maior que duas das principais quadrilhas que atuam em território fluminense.

    Divisão territorial do crime organizado no Rio:

    Quadrilha de traficantes 1 — 828 comunidades
    Milícia — 278 comunidades
    Quadrilha de traficantes 2 — 238 comunidades
    Quadrilha de traficantes 3 — 69 comunidades

    O mapa da violência obtido e divulgado pelo telejornal RJ2 mostra ainda uma mudança de comportamento no crime organizado.

    Investigações recentes da Polícia Civil apontam que agora milicianos passaram a também vender drogas em suas áreas de domínio, enquanto traficantes começaram a utilizar práticas características dos paramilitares em seus redutos.

    O documento revela também que mais da metade dos homicídios investigados na capital, na Baixada e na Região Metropolitana do Rio desde 2016 estão ligados ao crime organizado.

    A Polícia Civil estima que 56.600 criminosos estejam em liberdade e portando armas de fogo de grosso calibre. O número seria maior que todo efetivo da Polícia Militar, que conta com 44 mil PMs, sendo apenas 22 mil na atividade fim, em patrulhas e operações de enfrentamento aos criminosos.

    A participação de presos ativamente no crime organizado do Rio também é citada no relatório.

    O levantamento da Polícia Civil mostra que traficantes e milicianos contam com a colaboração de 51 mil presos ligados a estes grupos. O número de bandidos com mandados de prisão abertos mas que estão nas ruas também é grande: estima-se que sejam 895 criminosos de alta periculosidade.

    Alguns dos principais parâmetros destacados pelo relatório são:

    Polícia estima que o Rio tenha 56.600 criminosos em liberdade; efetivo da PM nas ruas é de 22 mil homens.

    895 criminosos de altíssima periculosidade têm mandados de prisão em aberto;

    A maioria dos inquéritos abertos no Rio são de crimes relacionados à violência doméstica: 9.762

    As investigações da Polícia Civil no Rio estão divididas da seguinte maneira:

    675 inquéritos policiais de associação ou organização criminosa;
    4.137 de estupro;
    830 de extorsão;
    5.522 de homicídio doloso;
    3.452 de roubos;
    2.200 de tráfico de drogas e associação para o tráfico;
    9.762 de crimes relacionados à violência doméstica.

    (Com informações do Extra)

  • Com 38º de febre, Bolsonaro faz teste para Covid 19

    Com febre de 38°C, o presidente Jair Bolsonaro foi ao Hospital das Forças Armadas (HFA) na noite desta segunda-feira para fazer uma ressonância do pulmão. Desde sábado, ele vinha se sentindo mal.

    Ao retornar, fez um teste para saber se está com coronavírus. Segundo o G1, mesmo sem saber o diagnóstico, ele começou a tomar hidroxicloroquina com azitromicina, medicamentos cuja eficácia não é comprovada.

    A apoiadores com quem falou rapidamente ao voltar ao Alvorada, pouco antes das 19 horas, Bolsonaro disse que “o pulmão está limpo” e que vai fazer outro teste para saber se contraiu a Covid.

    Assessores disseram aos repórteres que fazem plantão no Planalto, que ele começou a reclamar de cansaço no sábado à noite após voltar de Santa Catarina. No domingo, o presidente continuou se queixando de mal-estar e constatou a febre.

    Aos aliados, Bolsonaro brincou estar se sentindo “meio brocha” e decidiu buscar uma ajuda clínica no hospital.

    O presidente cancelou pelo menos três agendas oficiais que teria ao longo desta semana – a reunião do conselho ministerial, prevista para terça-feira. um café da manhã com a bancada de parlamentares de Goiás, agendado para quarta-feira e também uma viagem à Bahia, programada para sexta-feira.

    Internada desde a última quarta-feira, a avó da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foi entubada no domingo (05), de acordo com informações do G1. Maria Aparecida Firmo Ferreira, de 80 anos, está internada no Hospital Regional de Santa Maria.

    Bolsonaro já fez três testes de Covid-19 em março. O resultado foi negativo. Ele se negou a divulgar os exames, que só vieram a público em um processo judicial que terminou no Supremo Tribunal Federal. Foram utilizados nomes fictícios para ocultar que os exames eram do presidente.