Autor: da Redação

  • OS MORTOS DA PANDEMIA: Uma população maior do que 95% das cidades brasileiras

    OS MORTOS DA PANDEMIA: Uma população maior do que 95% das cidades brasileiras

    O Ministério da Saúde divulgou neste domingo (9/8) novos números sobre a pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país: o Brasil tem 3.035.422 casos confirmados da doença e 101.049 mortes registradas.

    Se morassem todas no mesmo lugar, as vítimas da pandemia no país formariam uma população maior do que 95% das cidades brasileiras.

    Os casos recuperados somam 2.118.460.

    Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 23.010 novos casos e 572 mortes.

    O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 627.126 casos e 25.114 mortes.

    Em seguida estão os estados da Bahia (193.029 casos e 3.953 óbitos), Ceará (188.542 casos e 7.954 óbitos) e o Rio de Janeiro (178.850 casos e 14.080 óbitos)

    De acordo com o Ministério da Saúde, 3.566 casos estão em investigação.

    Segundo estudo divulgado pelo Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde, dos Estados Unidos, em pouco mais de cinco meses. as mortes causadas pela pandemia no Brasil já superam as principais causas da mortalidade no país: homícios (63 mil), acidentes de trânsito (46 mil) e diabetes (56 mil), de acordo com os dados mais recentes.

    As mortes pelo novo coronavírus também já superam as causadas por demência (73.419), doenças hepáticas (36.269) e doenças renais (35.350).

    Globalmente, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 727 mil mortos e infectou mais de 19,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

     

  • OMS defende vacina gratuita para todos, como “um bem público”

    OMS defende vacina gratuita para todos, como “um bem público”

    A recuperação econômica em todo o mundo virá mais rápida se uma vacina contra a covid-19 for disponibilizada a todos como um bem público.

    A declaração foi feita nesta quinta-feira, 16, pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, e revela uma preocupação crescente entre as autoridades de saúde com uma possível guerra comercial em torno da vacina contra a pandemia.

    Tedros fez sua manifestação em um painel de discussão online com membros do Fórum Aspen Security, dos Estados Unidos, moderado pela rede NBC de televisão.

    “O nacionalismo com vacinas não é bom, não vai nos ajudar”, acrescentou Tedros, em alusão à disputa competitiva entre diversas nações e seus laboratórios para criar uma vacina eficaz e pedir o máximo de doses possível com antecedência.

    Na segunda-feira (3), Tedros disse que o coronavírus é a maior emergência de saúde desde o início do século 20, e que a corrida internacional por uma vacina também é “sem precedentes”.

    “Precisamos aproveitar este momento para nos juntarmos em unidade nacional e solidariedade global para controlar a covid-19”, afirmou ele no fórum. “Nenhum país estará seguro até todos estarmos seguros.”

    O diretor de Emergências da OMS, Michael Ryan, questionado sobre a proposta da vacina russa, disse ao painel que são necessários dados de estudo para garantir que os produtos sejam seguros e eficazes.

    Ryan disse também que as autoridades devem ser capazes de demonstrar a eficácia de uma vacina contra o novo coronavírus por meio de ensaios clínicos tradicionais, em vez de estudos de “desafio humano”. Ele se referiu à exposição intencional de voluntários para verificar se o produto funciona.

    O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse ontem que é possível que o país tenha uma vacina contra o novo coronavírus antes das eleições de 3 de novembro – uma previsão mais otimista do que o tempo apresentado pelos próprios especialistas em saúde da Casa Branca.

    Trump acusou a OMS de se tornar um fantoche da China – onde o surto do novo coronavírus surgiu pela primeira vez no ano passado, e avisou que os Estados Unidos sairão da agência dentro de um ano.

    Os EUA são o maior doador geral da OMS e contribuíram com mais de US$ 800 milhões até o fim de 2019 para o biênio 2018-19.

    Tedros Adhanom, que negou que a OMS responda à China ou a qualquer outro país, disse ao painel que o principal dano da iniciativa do governo Trump, de sair da agência, não será a perda de financiamento.

    “O problema não é o dinheiro, não é o financiamento, é realmente o relacionamento com os EUA. Isso é mais importante para a OMS – o vácuo, não o financeiro. E esperamos que os EUA reconsiderem sua posição”, declarou.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • Associações colhem assinaturas para Frente Parlamentar no Congresso em defesa dos jornais  do interior

    Associações colhem assinaturas para Frente Parlamentar no Congresso em defesa dos jornais do interior

    Associações de jornais do interior já estão colhendo as 172 assinaturas necessárias à formação de uma Frente Parlamentar em defesa das empresas municipais de comunicação, duramente atingidas  pela crise econômica decorrente do coronavirus.

    O movimento foi deflagrado na quarta-feira, 4, em reunião virtual com os presidentes das Associações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Recife.

    A lista de assinaturas já circula em Brasilia a partir do gabinete do deputado Carlos Chiodini (MDB/SC), organizador da frente.

    Mais de 30 jornais impressos, médios e pequenos pararam de circular este ano segundo a Associação Nacional de Jornais.

    A internet, que desviou verbas e leitores dos jornais, está decretando o fim dos impressos. Ao mesmo tempo, não gera receita suficiente para as empresas. A recessão econômica com a pandemia é a pá de cal para muitos.

    Jair Francisco de Souza, Adjori RS, Carlos Balada, Adjori SP, José Alberto Dechamp, Adjori SC e Cláuduio Vasconcelos do SE, participaram da primeira reunião virtual com o deputado Carlos Chiodini, organizador da frente.

  • Câmara aprova abertura de impeachment de Marchezan por gastos da saúde com publicidade

    Câmara aprova abertura de impeachment de Marchezan por gastos da saúde com publicidade

    Em sessão virtual extraordinária realizada na tarde desta quarta-feira (5/8), a Câmara Municipal de Porto Alegre acolheu, com 31 votos favoráveis e quatro contrários, pedido de impeachment do prefeito Nelson Marchezan Júnior.

    Os votos contrários foram apresentados pelos vereadores Mauro Pinheiro (PL), Ramiro Rosário (PSDB), Airto Ferronato (PSB) e Cláudio Conceição (PSL). O presidente da Casa, Reginaldo Pujol (Dem), não votava nesta matéria, pela exigência de maioria simples.

    Logo após a admissão do pedido, por sorteio, os vereadores Hamilton Sossmeier (PTB), Alvoni Medina (Republicanos) e Ramiro Rosário (PSDB) foram escolhidos para organizar e instalar a Comissão Processante, o que deverá ser feito em até cinco dias úteis. Ao ser instalada, a comissão terá um prazo de 90 dias para seus trabalhos e, ao final, um relatório deverá apontar a necessidade ou não de impeachment do prefeito, conforme as denúncias apuradas. O impeachment, no entanto, somente ocorrerá se o relatório indicar este ato e receber 24 votos favoráveis do plenário.

    Prefeito teria usado mais de R$ 3 milhões do fundo em publicidade

    O uso de recursos do Fundo Municipal de Saúde para pagamento de gastos com publicidade é a base para as denúncias encaminhadas a Câmara Municipal. Nair Berenice da Silva, Andrea Glashester Pires Weber, Carlos Frederico Brandt e Fernanda da Cunha Barth assinam a solicitação de instauração de Comissão Processante, e sugerem que dados disponíveis no Portal Transparência do Executivo mostram ter o prefeito autorizado a aplicação de R$ 2.414.465,14 deste fundo em despesas de divulgação publicitária.

    Além da verba citada acima, Silva, Weber, Brandt e Barth afirmam igualmente no documento que Marchezan Júnior autorizou a retirada total de R$ 3.122.799,40 deste fundo para o pagamento de material publicitário e que os valores foram utilizados não apenas com órgãos de imprensa da capital, mas também “além dos limites do Município de Porto Alegre”, fato este que sugerem seja averiguado pela Comissão Processante.

    Conforme os signatários “atos de gestão são uma questão de escolha da administração que ocupa o Paço Municipal”. Porém, eles afirmam que nada pode justificar, ante o Estado de Calamidade causado pela pandemia do coronavírus-19, “o desvio de finalidade de verba pública direcionada por lei exclusivamente à saúde que, na atualidade, deixou de ser aproveitada para a compra de materiais permanentes como ventiladores pulmonares, ou até mesmo leitos junto à rede hospitalar privada, para ser utilizado com publicidade”.

    Nesta legislatura, este foi o sexto pedido de impeachment do prefeito Nelson Marchezan Júnior. Todos os anteriores foram arquivados.

    Em ofício enviado para os vereadores, o prefeito Marchezan diz que os recursos para saúde recebidos pelo município são depositados no Fundo Municipal, e que os gastos em publicidade estariam inclusos nisso. Marchezan lembra no ofício que o Legislativo teria autorizado teto de R$5,9 milhões para publicidades em saúde no orçamento de 2020.

    Além do pedido de impedimento, há ainda ao menos outras três representações levadas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas contra a aplicação que o prefeito Nelson Marchezan vem fazendo da verba de publicidade de R$ 34,9 milhões aprovada para este ano em Porto Alegre.

  • STF decide obrigar governo federal a tomar medidas de enfrentamento da Covid-19 em terras indígenas

    STF decide obrigar governo federal a tomar medidas de enfrentamento da Covid-19 em terras indígenas

    O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), na sessão desta quarta-feira (05/08), confirmou determinação para que o governo federal adote medidas de contenção do avanço da Covid-19 nas comunidades indígenas.

    Os ministros referendaram decisão cautelar concedida parcialmente pelo ministro Luís Roberto Barroso na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, em que a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, em conjunto com seis partidos políticos (PSB, PSOL, PCdoB, Rede, PT, PDT), argumentam que há falhas e omissões do governo federal no combate ao coronavírus nas aldeias indígenas.

    A maioria dos ministros concordou com todas as medidas deferidas na cautelar pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator da ADPF, como a criação de barreiras sanitárias e sala de situação, a retirada de invasores e a apresentação de plano de enfrentamento.

    Na sessão de segunda-feira (3), Barroso havia votado pela ratificação integral da liminar, em que foi negada apenas o pedido de desintrusão imediata, por entender que os invasores devem ser removidos somente após um plano produzido pela União.

    Barreiras sanitárias

    Segundo o entendimento unânime da Corte, há necessidade de criação de barreiras sanitárias, em razão da vulnerabilidade dos indígenas, que devem permanecer isolados para assegurar maior proteção.

    Os ministros também convergiram sobre a sala de situação, ressaltando que, em momentos de grande catástrofe, todos os setores envolvidos, inclusive representantes indígenas, devem atuar de maneira conjunta, em cumprimento ao princípio da eficiência.

    Retirada dos invasores

    O ponto mais sensível da ADPF foi a questão da retirada dos invasores. A Corte considerou a ilegalidade das ocupações, mas observou a necessidade de protocolos de atuação. A maioria votou com o relator, pela elaboração de um plano de desintrusão para que, posteriormente, ocorra a retirada dos invasores.

    O ministro Alexandre de Moraes, que acompanhou integralmente o relator, salientou ainda que as desintrusões devem ser realizadas pela Polícia Federal com a ajuda das Polícias Militares locais e uma estrutura maior de apoio, formada por assistentes sociais, psicólogos, médicos e enfermeiros que, no momento, estão mobilizados no combate à pandemia. “Há todo um trabalho pré-policial para direcionamento das pessoas que lá invadiram”, disse. Segundo ele, a retirada de invasores precisa de uma infraestrutura operacional, com o estabelecimento de protocolos de atuação, daí a importância de um plano.

    Alguns ministros também observaram que o exame da questão ainda é preliminar e que, para o julgamento de mérito da questão, a Corte precisará de um panorama sobre a situação das terras indígenas. Para eles, entre outros dados, será necessário o envio de informações detalhadas sobre a localização e a quantidade dos invasores e as condições da região, além da produção de um cronograma de retirada.

    Na sessão de hoje, o relator reafirmou que a retirada de invasores não acontece “num estalar de dedos, mas é um processo”. Trata-se, segundo ele, de dever da União, que deve apresentar um plano com um cronograma possível de ser realizado. Barroso lembrou que, no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), foi instituída uma força-tarefa para o levantamento e o mapeamento das áreas em que a situação é mais grave. “Há diálogo institucional”, finalizou.

    O ministro Edson Fachin apresentou divergência pontual. Para ele, a retirada dos invasores deve ser imediata, a fim de não colocar os indígenas em risco de contágio da Covid-19. Em relação aos outros pontos, Fachin acompanhou o voto do relator.

  • Sob pressão de prefeitos, Governo gaúcho altera protocolos de bandeira vermelha

    Sob pressão de prefeitos, Governo gaúcho altera protocolos de bandeira vermelha

    O Gabinete de Crise do governo gaúcho deliberou, na tarde desta terça-feira (4/8), alterações nos protocolos sugeridos para a bandeira vermelha, que classifica as regiões como de alto risco epidemiológico.

    As mudanças, que valerão a partir desta quarta-feira (5/8), com a publicação de decreto, envolvem o comércio varejista não essencial, localizado em ruas, centros comerciais e shoppings, e o funcionamento de restaurantes.

    “Como identificamos estabilização na demanda por internações em UTIs, ainda que em patamar elevado, para pacientes com Covid-19, decidimos alterar algumas regras a fim de estimular a economia do Estado”, disse o governador Eduardo Leite.

    Essas mudanças também foram debatidas e validadas com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e com as 27 associações regionais durante reunião na manhã desta terça-feira (4/8).

    NOVOS PROTOCOLOS DE BANDEIRA VERMELHA

    Comércio varejista não essencial (rua, centros comerciais e shoppings)

    • Permite 25% trabalhadores (somente para estabelecimentos com mais de três trabalhadores).
    • Respeito ao teto de ocupação (número máximo de pessoas conforme área do estabelecimento).
    • Abertura exclusiva de quarta-feira a sábado, em horário reduzido, das 10h às 16h, para não coincidir com a movimentação de serviços essenciais.

    Restaurantes

    • Atendimento presencial restrito passa a ser permitido na bandeira vermelha, com dias e horários reduzidos e reforço dos protocolos obrigatórios.
    • Aviso visível aos frequentadores sobre a lotação máxima nas bandeiras amarela, laranja e vermelha, para reforçar distanciamento mínimo. Na bandeira amarela, a lotação máxima é de 75%. Na bandeira laranja, é de 50%. Na bandeira vermelha, passa para 50% de trabalhadores e 25% de lotação, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.
    • As modalidades de tele-entrega, drive-thru e pague e leve seguem permitidas durante todos os dias da semana.
    • Restaurantes que se localizam em shoppings também estão inclusos na alteração.

  • Galpão virtual substitui acampamento na Semana Farroupilha

    Galpão virtual substitui acampamento na Semana Farroupilha

    A Semana Farroupilha, tradicional evento de setembro no Estado, terá formato virtual inédito, adaptado aos tempos de coronavírus.

    O projeto para as comemorações foi apresentado em videoconferência, com a participação do prefeito Nelson Marchezan Júnior e representantes do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e da Comissão Municipal dos Festejos Farroupilhas.

    Foi confirmado o cancelamento do Acampamento Farroupilha no Parque Harmonia.

    A data histórica, que leva um milhão de visitantes ao Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (Parque Harmonia) de 13 a 20 de setembro, será festejada on-line.

    O Galpão Virtual terá programação de shows com grandes nomes da música tradicionalista e oficinas com temas como gastronomia, dança, cutelaria, artes plásticas e artesanato.

    O vice-presidente administrativo e de finanças do MTG, César Oliveira, mostrou-se otimista: “Vamos projetar Porto Alegre e o nosso estado para todo o país, mostrando a força de nossa tradição, em um evento audacioso. Nem o Nordeste aproveitou as festas juninas para se transformar em um evento totalmente on-line, que é o que nós estamos propondo”, diz.

    O prefeito Nelson Marchezan Júnior garantiu apoio da prefeitura e definiu a iniciativa como “algo extremamente inovadora, com potencial de grande impacto e projeção, que tem tudo a ver com a futura retomada do turismo cultural na cidade”.

    “Honramos nossas tradições, mas a vida vem em primeiro lugar”, justificou o secretário adjunto da Cultura e presidente da Comissão Municipal dos Festejos Farroupilhas, Giovani Tubino, sobre mudanças nas comemorações.

    Também participaram da reunião o vice-presidente da Fundação Cultural Gaúcha do MTG, Maxsoel Bastos; o secretário municipal da Cultura, Luciano Alabarse; o procurador-geral adjunto de Contratos, Albert Abuabara; a coordenadora do Escritório de Eventos, Natália Medeiros, e técnicos da Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Meio Ambiente.

    A Comissão Municipal dos Festejos Farroupilhas definiu por unanimidade Sandra Abech como patrona do evento em 2020.

    Natural de Porto Alegre, Sandra é professora aposentada e atualmente atua como coordenadora pedagógica.

    A patrona iniciou as cavalgadas em 1982, atividade que incentiva a participação das mulheres. Atual patroa do CTG Galpão da Amizade, já participou do Piquete Pealo do Rincão e foi Capataz do Piquete Bonanza. Foi a primeira mulher a participar da Chama Internacional do Uruguai até Porto Alegre. Sandra Regina é a atual vice-presidente da diretoria da Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul (Orcav).

    (Com  informações da Assessoria de Imprensa)

     

  • Eleição concorrida e polêmica indica recondução de Rui Oppermann na UFRGS

    Eleição concorrida e polêmica indica recondução de Rui Oppermann na UFRGS

    guilherme Hagel

    Chega a Brasilia nesta segunda feira, a lista tríplice para escolha do novo reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que será decidida até setembro pelo presidente Jair Bolsonaro.

    O atual reitor Rui Vicente Oppermann e sua vice Jane Tutikian, da Chapa 2, encabeçam a lista.

    Eles foram os escolhidos pela comunidade acadêmica, em votação on line, na segunda feira, dia 13/06, e referendados pelo Conselho Universitário na sexta-feira, 17.

    As outras duas chapas que disputaram a eleição, completam a lista tríplice, pela ordem da votação que fizeram:

    Chapa 3: Karla Maria Müller (Reitora)/ Claudia Wasserman (Vice),

    Chapa 1.: Carlos André Bulhões (Reitor)/ Patricia Helena Lucas (Vice).

    Com votação on line, a escolha do novo reitor para o quadriênio de 2020/2024 teve uma participação sem precedentes. Foram computados 15.700 votos, mais que o dobro da última em eleição, em  2016, quando apenas 7.700  compareceram para votar.

    A participação de mais de 11 mil alunos fez a diferença e deu a nota polêmica da eleição. Eles votaram em massa na chapa 3, encabeçada pela professora Karla Maria Muller, diretora da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, que seria a vencedora se os votos de professores alunos e funcionários fossem paritários.

    Como são ponderados e o voto dos professores tem peso de 0,7 enquanto de alunos e funcionários tem, cada um, peso de 0,15 ( mais de quatro vezes menos), os 1.454 votos do corpo docente deram a vitória a Rui Oppermann.

    Entre os professores havia 2.932 votantes habilitados. Votaram 2.605, dando 1.454 votos para a reeleição do atual reitor Rui Oppermann.

    A votação não deixou de ser polêmica, com muitos comentários nas redes sociais sobre o caráter “antidemocrático” do critério que da mais peso para o voto dos professores, frente a alunos e funcionários.

    Contemplada com o maior número de votos, pela votação dos estudantes e funcionários, a candidata Karla Maria Muller, reconheceu o resultado, mas levantou a bandeira da paridade já: “A adoção da paridade hoje é uma necessidade gritante, pois o resultado não corresponde à de decisão da maioria dos votantes”

    “Para nós isso é bastante ruim, pois desconsidera todo o papel dos técnicos e estudantes para poder ter uma universidade adequada. Então, não é uma democracia que está acontecendo ali dentro, infelizmente”, diz a candidata.

    A praxe é que a escolha do reitor seja feita de acordo com a indicação do Conselho Universitário e recaia sobre o primeiro nome da lista tríplice, o que significaria a recondução de Opperman, para um segundo mandato até 2024.

    Mas não é uma regra e surpresas podem acontecer dada a transição que ocorre no MEC, onde, em menos de dois anos, tem-se um terceiro ministro recém nomeado.

    DETALHES DA ELEIÇÃO PARA A REITORIA DA UFRGFS

    Votantes        Professores    Alunos    Funcionários

    Chapa 1            436                    1.216       208

    Chapa 2         1.454                   2.713        516

    Chapa 3            679                    7.212      1.056

    TOTAL             2.569                11.141        1.780

    COMO VOTOU CADA CATEGORIA 

    Docentes (peso 0,7)

    ●        Chapa 1 – 436 votos

    ●        Chapa 2 – 1.454 votos

    ●        Chapa 3 – 679 votos

    ●        Branco – 7 votos

    ●        Nulo – 29 votos

    ●        TOTAL: 2.605

    ●        Votantes habilitados: 2.932

    Técnico-administrativos (peso 0,15):

    Os servidores da Universidade habilitados a votar eram 2.545 e deram maioria dos votos (1.066 votos) para a chapa 3.

    ●        Chapa 1 – 208 votos

    ●        Chapa 2 – 516 votos

    ●        Chapa 3 – 1.056 votos

    ●        Branco – 15 votos

    ●        Nulo– 33 votos

    ●        TOTAL – 1.795

    ●        Votantes habilitados – 2.545

    Alunos  (peso 0,15):

    Mais de 40 mil alunos estavam habilitados para votar. Pouco mais de 11 mil deram seu voto na consulta on line, dois terços dos quais votaram na chapa 3:

    ●        Chapa 1 – 1.216 votos

    ●        Chapa 2 – 2.713 votos

    ●        Chapa 3 – 7.212 votos

    ●        Branco – 76 votos

    ●        Nulo – 75 votos

    ●        TOTAL – 11.217

    ●        Votantes habilitados – 40.128

     

     

  • Militares no governo Bolsonaro: são 6.157, segundo o Tribunal de Contas

    Militares no governo Bolsonaro: são 6.157, segundo o Tribunal de Contas

    O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou na sexta-feira (17), um levantamento sobre a quantidade de militares da ativa e da reserva que ocupam cargos civis no governo federal. O número mais do que dobrou nos dois primeiros anos da gestão de Jair Bolsonaro.

    Em 2018, havia 2.765 militares em cargos civis do governo federal. Em 2019, o número chegou a 3.515 cargos destinados a servidores oriundos da caserna.

    Em 2020, o total chegou a 6.157, um aumento de 122%.

    É a primeira vez que um levantamento oficial mostra o grau de militarização do governo Bolsonaro.

    Um dos maiores aumentos ocorreu entre militares que passaram a ocupar cargos comissionados.

    Em 2016 eram 1.965, em 2018 caiu para 1.934. Já no primeiro ano do governo Bolsonaro, a quantidade subiu para 2.324, um aumento de 20%. Neste ano, são 2.643 militares ocupando esses cargos, ou 34,5% a mais.

    O TCU ainda aponta que cresceu também a presença de militares em conselhos de administração de estatais, função pela qual recebem pagamentos adicionais, e em “cargos na alta administração do Poder Executivo”.

    Oito militares estão nessas posições, conforme o TCU. Nenhum as ocupou em 2016, 2017, 2018 e 2019, afirma o tribunal. O levantamento pode ser incompleto porque o tribunal não teve acesso às bases de dados de toda as estatais.

    O levantamento sobre a presença de militares no governo Bolsonaro foi feito a pedido do ministro Bruno Dantas. Os dados foram repassados ao presidente do TCU, ministro José Mucio Monteiro, e então enviados aos gabinetes de todos os ministros do tribunal.

    O subprocurador Lucas Rocha Furtado fez o pedido em meio a críticas à presença dos militares no governo. De acordo com Furtado, o trecho da Constituição que autoriza o uso de militares da ativa em cargos civis principalmente para “melhorar o atendimento a populações de regiões de fronteira e distantes dos grandes centros urbanos”.

     

  • Por que o silêncio em torno das ações contra a propaganda de Marchezan?

    Por que o silêncio em torno das ações contra a propaganda de Marchezan?

    Pelo menos três representações já foram levadas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas contra a aplicação que o prefeito Nelson Marchezan vem fazendo da verba de publicidade de R$ 34,9 milhões aprovada para este ano em Porto Alegre.

    A primeira representação foi protocolada no dia 29 de janeiro de 2020, pela Associação dos Juristas pela Democracia (Ajurd) com a assinatura de quinze juristas e advogados.

    Não mereceu sequer um registro no noticiário local e o MP não dá qualquer informação. Na internet, o processo aparece como inteiramente sigiloso.

    “Em quase seis meses, não obtivemos sequer um parecer”, disse ao JÁ o advogado Mário Madureira, presidente da Ajurd.

    “É um caso absolutamente estranho, pois a representação não precisa de instrução, se baseia em provas documentais”, disse o jurista Lenio Streck, também signatário da representação.

    No dia 10 de julho, uma nova representação foi levada ao Ministério Público de Contas,  desta vez pelo Conselho Municipal de Saúde, que acusa o prefeito de estar usando recursos do Fundo Municipal de Saúde para fazer publicidade de sua gestão .

    O procurador Geraldo Da Camino, do MPC, em seguida,  pediu ao Tribunal que suspenda a campanha em andamento e instaure inquérito para apurar as denúncias. O Tribunal não se pronunciou até o momento e nem informa sobre o andamento do processo.

    “O silêncio de mídia a respeito do assunto, a gente entende: o prefeito é um grande anunciante. Mas a posição do Ministério Público não dá para entender”, diz Madureira.

    Anúncios em São Paulo

    O alvo da primeira representação é uma série de anúncios da campanha “As reformas que o Brasil precisa Porto Alegre já fez” veiculada no final de dezembro de 2019, “em diversos meios, inclusive em jornais que não possuem circulação no Município, como Valor Econômico, Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo”.

    A Ajurd denuncia o prefeito Nelson Marchezan Jr. por propaganda ilegal e crime de responsabilidade, pedindo inclusive, seu afastamento.

    A representação é assinada pelos juristas Lenio Luiz Streck, Gabriel Pauli Fadel, Mario Luiz Madureira, Jorge Buchabqui, Maritânia Dallgnoll, Jorge Luis Garcia de Souza, Luciane Toss, Jucemara Beltrame, Leonardo Kauer Zinn, Ramiro Goulart, Daniel Severo Schiites e Luísa Stern.

    Aponta “crime de responsabilidade em razão dos gastos de verbas públicas com publicidade em desacordo com a Lei Orgânica do Município e as Constituições Estadual e Federal”.

    As peças de propaganda, veiculadas em jornais de São Paulo, foram consideradas “de cunho eleitoral” na decisão judicial proferida pela Juíza Keila Silene Tortelli em 2 de janeiro, tendo a magistrada determinado a suspensão da publicidade governamental.

    Na Representação, a AJURD pede:

    [1] a instauração do processo penal diante da prática, em tese, de crime de responsabilidade;

    [2] o afastamento do Prefeito do exercício do cargo durante a instrução criminal; e

    [3] a apuração do montante dos gastos indevidos com a publicidade ilegal, com vistas ao ressarcimento aos cofres públicos.

    A representação invoca a Constituição Federal, no artigo 37 que trata dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade, dispõe o seguinte sobre o tema:

    “§ 1º – A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.

    E a Constituição Estadual, no Art. 19, que estabelece:

    “§ 1.º A publicidade dos atos, programas, obras e serviços, e as campanhas dos órgãos e entidades da administração pública, ainda que não custeadas diretamente por esta, deverão ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, nelas não podendo constar símbolos, expressões, nomes,“slogans” ideológicos político-partidários ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridade ou de servidores públicos”.

    Também a Lei Orgânica do Município,  equivalente à de uma Constituição Municipal, é invocada no artigo 125, que estabelece:

    “§ 2º – Ficam proibidas a publicidade e a propaganda de órgão da administração direta e indireta fora do Município, seja qual for o objetivo, exceto aquelas referentes à atividade turística.

    […]

    § 8º – O não-cumprimento do disposto neste artigo implicará crime de responsabilidade, sem prejuízo da suspensão da propaganda ou publicidade e da instauração imediata de procedimento administrativo para apuração do ilícito”.

    Crimes de responsabilidade cometidos por Prefeitos Municipais e Vereadores estão enquadrados no Artigo 1º do Decreto-Lei 201/1967 e são julgados pelo “Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara de Vereadores.

     

    Na representação, a Ajurd informa que, em tese, o Prefeito incorreu nos seguintes crimes [artigo 1º do Decreto]:

    “III – desviar, ou aplicar indevidamente, rendas ou verbas públicas;

    V – ordenar ou efetuar despesas não autorizadas por lei, ou realizá-las em desacordo com as normas financeiras pertinentes;

    XIV – Negar execução a lei federal, estadual ou municipal, ou deixar de cumprir ordem judicial, sem dar o motivo da recusa ou da impossibilidade, por escrito, à autoridade competente;”.

    Rito de julgamento de crime de responsabilidade

    Caso o Ministério Público acolha a Representação da Ajurd, denunciará o Prefeito Municipal, que então terá de responder a processo criminal na Justiça.

    O juiz pode acatar o pedido da Ajurd de afastar o Prefeito Marchezan Júnior do exercício do cargo durante a instrução criminal, como prevê o inciso II do artigo 2º do Decreto-Lei 201/1967. Além disso, o artigo 2º estabelece:

    “I – Antes de receber a denúncia, o Juiz ordenará a notificação do acusado para apresentar defesa prévia, no prazo de cinco dias. Se o acusado não for encontrado para a notificação, ser-lhe-á nomeado defensor, a quem caberá apresentar a defesa, dentro no mesmo prazo.

    II – Ao receber a denúncia, o Juiz manifestar-se-á, obrigatória e motivadamente, sobre a prisão preventiva do acusado, nos casos dos itens I e II do artigo anterior, e sobre o seu afastamento do exercício do cargo durante a instrução criminal, em todos os casos.