Autor: da Redação

  • Associações médicas alertam para falta de medicamentos para sedação e anestesia no RS

    O Rio Grande do Sul enfrenta deficiência no estoque de remédios para sedação e anestesia usados em UTIs, alerta a Associação Médica do RS (AMRIGS).

    A escassez ocorre em razão do avanço da pandemia. Pacientes com a COVID-19 costumam ficar mais dias internados do que a média em UTIs. O relato de hospitais é de baixa nos estoques.

    Por conta desse sinal de alerta, Em nota informativa da Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, o governo gaúcho determinou entre outras medidas a definição de conduta de racionalização do uso de estoques disponíveis. Com isso, devem ser suspensas cirurgias e procedimentos eletivos que utilizem medicamentos do “kit entubação” para sedação dos pacientes. A medida vale para casos nos quais não há um risco real para saúde do paciente.

    “A medida é válida e é importante que se olhe com muita atenção para esta questão. Não adianta nada ter respiradores e leitos se não houver medicação para sedação”, afirma o diretor de comunicação da AMRIGS, Juliano Chibiaque.

    Já o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) acionou o Ministério Público Federal (MPF), por meio de ofício encaminhado na última sexta-feira (03/07). No documento, o Conselho solicita intervenção junto ao Ministério da Saúde (MS) para que sejam adotadas medidas para regularização do fornecimento de medicamentos para sedação e anestesia de pacientes em ambiente hospitalar.

    A indisponibilidade de insumos foi identificada nas redes pública e privada, causando o fechamento de leitos de UTI em vários municípios, situação agravada pelo aumento dos preços de forma desproporcional. O desabastecimento não ocorre somente no Rio Grande do Sul, mas também em outros estados.

    No ofício enviado ao MPF, o Cremers solicita que as autoridades públicas e as empresas adotem medidas urgentes para regularização do fornecimento dos medicamentos, bem como elaborem planejamento que garanta o abastecimento desses produtos nos hospitais de referência, com a finalidade de não colocar em risco a atividade médica e a vida dos pacientes.

    Segundo o site oficial da Secretaria da Saúde do RS, O Ministério da Saúde acenou com uma compra emergencial no mercado nacional, e até mesmo internacional em parceria com a OPAS, para abastecer os Estados. Há notícias de que alguns Estados já começaram a receber lotes de medicamentos e a SES acredita que o RS será contemplado em breve.

    O RS já registrou 759 óbitos de Covid-19. São 32401 casos confirmados, com 26892 pessoas já recuperadas. Nesta segunda a taxa de ocupação nas UTIs é de 72%, com 1618 pacientes para 2218 leitos.

  • Com recorde em ocupações de UTI por Covid-19, Marchezan fecha orla e parques em Porto Alegre
    A Orla do Guaíba foi fechada para pedestres a partir da meia-noite desta sexta-feira (3) no trecho entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias, para medidas de segurança do COVID-19. Foto: Anselmo Cunha/PMPA

    Com recorde em ocupações de UTI por Covid-19, Marchezan fecha orla e parques em Porto Alegre

    No final da tarde desta sexta-feira, 03/07, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, determinou novas medidas de restrição à circulação de pessoas. A procupação é com o aumento na ocupação de leitos hospitalares por pacientes de Covid-19.

    No início da noite, o número de pacientes em leitos de UTI por Covid-19 na rede hospitalar de Porto Alegre chegou a 222, entre confirmados (175) e suspeitos (47), um recorde desde o começo da pandemia.

    Um decreto municipal sobre as novas regras deve ser publicado ainda no final de semana. Mas já estarão interditados a partir deste sábado, 4, os parques Moacyr Scliar (trecho 1 da Orla), Gabriel Knijnik, Germânia, Chico Mendes e Harmonia. O prefeito avisa que as medidas são “um sinal muito forte aos porto-alegrenses”.

    Conforme balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) até as 19h30, o total de óbitos na Capital chega a 106 desde que se iniciaram as ações de combate à pandemia. De acordo com a SMS, foram confirmados 92 novos casos de pacientes com a Covid-19 nas últimas 24 horas. No acumulado, são 3.816 confirmados e 8.846 em investigação.

    Ao todo, as UTIs de Porto Alegre têm uma taxa de ocupação de 82%. Dos 709 leitos de UTI, 581 estão ocupados. Se o atual ritmo de hospitalizações for mantido, até o final do mês não haveria mais leitos disponíveis.

    O governo municipal ainda lançou uma nova campanha para conscientizar a população em torno do aumento do isolamento social para 55% – como meta de controle do coronavírus.

    Marchezan afirma que o apelo para “ficar em casa” nunca foi tão decisivo quanto agora. “Estamos no limiar entre a manutenção das atuais restrições e a avaliação de novas medidas, mais drásticas e totalmente indesejadas, mas que podem ser necessárias para salvar vidas caso sigamos totalmente pressionados pelos impactos da Covid-19 à nossa rede hospitalar”, antecipa.

    Entre outras medidas, que serão válidas por 15 dias a partir de segunda-feira, estão incluídas:

    – Suspensão das atividades de academias, salões de beleza, lojas de eletroeletrônicos e Mercado Público, bem como de igrejas, cultos e templos;
    – Novo controle de entradas em supermercados e hipermercados, além da restrição de apenas um adulto por família dentro desses estabelecimentos;
    – Suspensão da Área Azul;
    – Interdição de bolsões de estacionamentos como os do Parque Marinha do Brasil e Viaduto da Borges de Medeiros, próximo à elevada do Hospital Mãe de Deus;
    – Redução de atendimento simultâneo em lojas de ferragens e materiais de construção (um cliente por atendente), entre outros.

  • Partículas do novo coronavírus são descobertas em amostra do esgoto de Florianópolis de novembro de 2019

    Partículas do novo coronavírus, SARS-CoV-2, foram encontradas em duas amostras do esgoto de Florianópolis colhidas em 27 de novembro de 2019, dois meses antes do primeiro caso clínico ser relatado no Brasil. A descoberta é descrita na pesquisa SARS-CoV-2 in human sewage in Santa Catarina, Brazil, November 2019, de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, da Universidade de Burgos (Espanha) e da startup BiomeHub.

    A professora da UFSC Gislaine Fongaro explica que amostras de esgoto do final de outubro até o início de março foram analisadas. “Acessamos amostras congeladas do esgoto bruto para investigar o material como ferramenta epidemiológica”, afirma a pesquisadora. Até agora, é o relato da primeira presença confirmada do vírus nas Américas. Gislaine lembra que estudos semelhantes encontraram o SAR-CoV-2 no esgoto de Wuhan, na China, em outubro, e na Itália no início de dezembro, antes do vírus ser descrito em 31 de dezembro de 2019.

    Para o estudo, diversos departamentos da UFSC foram acionados. “É um trabalho do LVA, com parcerias interlaboratoriais. Ficamos um pouco desconfiados com os primeiros resultados, mas a gente repetiu todos os dados, fazendo testes no laboratório do Hospital Universitário, e rastreamos o genoma do vírus”, salienta a professora. “Tivemos o cuidado de realizar um teste interlaboratorial, e não foi feito um único marcador viral, vários marcadores do vírus foram usados para reconfirmar. Estamos bem tranquilos quanto ao resultado”, indica.

    A descoberta só foi possível porque pôde acessar amostras que já eram coletadas por outros estudos. “É a importância de ter amostras disponíveis e os recursos necessários para pesquisa”, comenta Gislaine, que destaca a importância do monitoramento do esgoto e da ciência básica: “É um grande momento para a gente pensar como o esgoto da população serve para programas sentinelas. Muito antes de aparecer casos clínicos, o vírus estava circulando. É possível fazer análises de risco  e antecipar os cuidados necessários com a população, como, por exemplo, a hora de dar uma diminuída nas atividades”.

    Com informações da Universidade Federal de Santa Catarina

  • Expointer 2020 é cancelada
    Parque em esteio tem 141 hectares e recebe milhares de pessoas durante o evento. Com potencial de grande aglomeração, expositores optaram pelo cancelamento da edição em 2020. Foto Arquivo / Governo rs

    Expointer 2020 é cancelada

    A edição 2020 da Expointer foi cancelada. A decisão foi tomada após reunião entre organizadores e governo do Estado do RS, na tarde desta quinta-feira, 02/07.

    Dúvidas quanto a contenção da pandemia até a data que tinha sido anunciada, final de setembro, levou à decisão.

    No final da tarde, o Governo publicou oficiamente uma nota confirmando o cancelamento do evento. O texto registra que “provas técnicas de associações de produtores e atividades de julgamento de animais serão prioritariamente consideradas, observados os protocolos de saúde pública e sem a participação de público visitante.”

    A mensagem é assinada pelo secretário de agricultura, Luis Antônio Covatti, e por entidades copromotoras.

    Em 10 de junho a Comissão Executiva da Expointer tinha anunciado que estava programando a realização da 43ª edição da Feira para o final de setembro, e não mais em agosto, como ocorreu em anos anteriores. O calendário havia sido definido pelas Secretarias da Agricultura e de Saúde, em conjunto com as entidades promotoras, mas com o agravamento da pandemia do novo coronavírus, as entidades entendem qua há alto risco para expositores e público, optando agora pelo ccancelamento.

    Neste ano a Expointer celebraria 50 anos sediada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A feira é a principal do Rio Grande do Sul e uma das maiores do País.

  • Congresso aprova adiamento das eleições municipais para novembro

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (01/07) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/20, que adia as eleições municipais deste ano devido à pandemia causada pelo novo coronavírus. A PEC determina que os dois turnos eleitorais, inicialmente previstos para os dias 4 e 25 de outubro, serão realizados nos dias 15 e 29 de novembro.

    Por meio de uma emenda de redação, deputados definiram que caberá ao Congresso decidir sobre o adiamento das eleições por um período ainda maior nas cidades com muitos casos da doença.

    O placar de votação da PEC no segundo turno foi folgado, 407 votos a 70. Pouco antes, no primeiro turno, foram 402 votos favoráveis e 90 contrários.

    Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o texto será promulgado nesta quinta-feira (2), às 10 horas, pelo Congresso Nacional.
    Calendário eleitoral

    Além de adiar as eleições, a PEC, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), estabelece novas datas para outras etapas do processo eleitoral de 2020, como registro de candidaturas e início da propaganda eleitoral gratuita (veja quadro). Apenas a data da posse dos eleitos permanece a mesma, em 1º de janeiro de 2021.

    Prazo maior – O TSE ainda analisa as ações necessárias para garantir a realização das eleições com as garantias à saúde. Se houver necessidade de adiamento maior em determinada cidade, a PEC prevê que, após pedido do TSE instruído por autoridade sanitária, o Congresso deverá aprovar decreto legislativo para remarcar o pleito, tendo como limite o dia 27 de dezembro.

    Com informações da Agência Câmara

  • Entregadores fazem paralisação e pressionam aplicativos por melhores condições de trabalho
    A mobilização desta quarta é nacional e pode ocorrer em outras datas. Foto Cleber Dioni / JÁ

    Entregadores fazem paralisação e pressionam aplicativos por melhores condições de trabalho

    Quem nunca pediu uma entrega por aplicativo? Em época de pandemia e confinamento é comum. Mas já parou pra pensar nas condições de trabalho dos milhares de entregadores que andam de um lado pra outro em nossas cidades?

    Para chamar atenção de suas condições não favoráveis de trabalho e, principalmente, pressionar as empresas de aplicativos, está sendo realizado nesta quarta-feira, 01/07, um movimento nacional dos entregadores de aplicativos, cobrando mudanças nas suas rotinas e valorização do trabalho.

    O movimento surgiu via internet e troca de mensagens, por iniciativa dos próprios profissionais e de suas constantes reclamações.

    As principais reivindicações são:

    – Aumento do valor do Km e aumento do valor mínimo: É pedido que os apps aumentem o valor mínimo das entregas, para compensar o deslocamento tanto dos proprietários de motos, quanto de bicicletas;

    – Seguro contra roubo, acidente e de vida: Os entregadores pedem seguro contra roubo de seus instrumentos de trabalho, bem como um seguro que forneça uma compensação financeira em caso de acidente de trabalho;

    – Auxílio pandemia (EPI’s e licenças): Os entregadores pedem não apenas a distribuição de EPIs, como máscaras e álcool gel, como também licença remunerada caso eles sejam contaminados pela Covid-19;

    – Fim do sistema de pontuação e restrição de local: No app do Rappi há um sistema de pontos que obriga entregas em horários noturnos e locais longínquos para que a remuneração cresça.

    O movimento é intitulado #BrequedosApps. Em Porto Alegre, uma concentração ocorre na Praça da Alfândega, no centro da Capital. Segundo panfletos distribuídos pelo grupo, “a pandemia mostrou como o trabalho é essencial. Corremo, riscos, recebendo mal, e somos desrespeitados todos os dias pelos aplicativos”.

    O baixo valor pago é uma das principais reclamações. O maior pagamento vem do Ifood, entre $ 6 e R$ 6,50 por corrida de bicicleta, e um pouco acima disso nas motos. No Uber, a média é de R$ 3,50 por entrega.

    A mobilização desta quarta é nacional e pode ocorrer em outras datas. Nas redes sociais o movimento cresceu de tal forma que ganhou adesão de trabalhadores em outros países da América Latina, como Colômbia, Argentina e Chile.

  • Os efeitos do ciclone não terminaram. Vem mais vento e nível dos rios preocupa
    Na Capital, retirada de árvores caídas. Muitas quedas são esperadas para esta quarta-feira / EPTC/ Divulgação

    Os efeitos do ciclone não terminaram. Vem mais vento e nível dos rios preocupa

    Ao menos dez pessoas morreram (nove em Santa Catarina, uma no Rio Grande do Sul), em consequência do ciclone que passa pela região. Vários trechos de estradas estão bloqueados por queda de árvores. Ao menos 835 mil pessoas, ou 1/4 da população gaúcha, ainda estavam sem luz na manhã desta quarta-feira.

    A previsão da MetSul para esta quarta-feira é vento moderado a forte (40 km/h a 80 km/h) em todo o Rio Grande do Sul. Rajadas intensas (80 km/h a 100 km/h) no Sul e no Leste gaúcho, incluindo a Capital. Rajadas muito intensas (100 km/h a 120 km/h) no Litoral Norte, Aparados da Serra, e região da Lagoa dos Patos e entorno. Rajadas ocasionalmente superiores em alguns pontos destas regiões podendo atingir 130 km/h ou mais.

    Quanto às rajadas de vento de 80 km/h a 100 km/h, em Porto Alegre, o efeito de afunilamento pelas construções e topografia tendem a acelerar o vento em pontos da cidade com rajadas superiores.

    Cidades próximas da Capital como Guaíba, Eldorado do Sul, Viamão, Alvorada, Gravataí e Cachoeirinha também são duramente impactadas. O Vale do Sinos pelo relevo local, tem menor impacto de ciclones.

    Como choveu muito e o solo está saturado e instável, com o vento intenso, o risco de queda de árvores aumenta enormemente em Porto Alegre. 

    A Metsul aguarda o pico de intensidade do vento na maioria das áreas do Rio Grande do Sul durante a madrugada (mais ao Sul gaúcho) e nas demais localidades no final da madrugada e de manhã, cedendo o vento gradualmente da tarde pra noite a despeito de rajadas esporádicas.

    Nebulosidade variável com aberturas de sol e períodos de nublado a encoberto. Chove em diferentes pontos, mas, sobretudo, no Sul e na Metade Leste pela circulação ciclônica, até isoladamente forte. Porto Alegre terá instabilidade com chuva e garoa intercalada com momentos de melhoria até com sol.  

    Não se aguardam mais temporais no Sul do Brasil nesta quarta-feira, mas vento intenso no decorrer do dia no Sul e no Leste Catarinense, assim como no Planalto Sul, com rajadas acima de 100 km/h e em alguns pontos da costa de 110 km/h a 130 km/h. Atividades do Porto de Rio Grande foram suspensas Florianópolis está na área de alerta de vento ciclônico muito intenso.

    Devido ao ar frio, as condições são radicalmente distintas de ontem e não há previsão de temporais no Sul do Brasil. 

    Segundo a Defesa Civil, os municípios de Iraí, Cacique Doble, Barracão, Vacaria e Capão Bonito do Sul foram os mais atingidos até a manhã desta quarta-feira. Só na terça-feira, a Defesa Civil já havia enviado três mil metros quadrados de lonas para Iraí, onde um temporal danificou cerca de 300 residências.

    Em Vacaria, o vendaval deixou 520 pessoas desalojadas e 130 casas danificadas. No município de Cacique Doble, foi registrado o destelhamento de 150 casas, danos em estruturas de três empresas e queda de árvores em diversas estradas vicinais.

    Em Capão Bonito do Sul, a tempestade deixou 400 pessoas desalojadas e cem residências danificadas. Na cidade de Barracão, o hospital municipal ficou parcialmente destelhado e cem residências afetadas pelos ventos.

    Em Poto Alegre, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) registrou até as 7h30 desta quarta-feira, 17 quedas de vegetais, sendo 10 bloqueios totais, cinco  parciais e dois sem bloqueios. Postes e fios caídos foram cinco, sendo um causando bloqueio total e dois  parciais da via. A EPTC estima que 35% dos semáforos ficaram fora de operação pela manhã.

    A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos trabalham na remoção de árvores e galhos e o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) também faz a limpeza das ruas. A prioridade é para desobstrução de vias bloqueadas total ou parcialmente. A Defesa Civil Municipal também atua desde a madrugada em parceria com o Corpo de Bombeiros. A falta de energia também afeta o abastecimento de água na Estação de Tratamento de Água (ETA) Menino Deus e estações de bombeamento na Zona Norte.

    É quase certo que haverá inundações em diferentes partes do Estado, após mais de 100 milímetros de chuva, alerta a Defesa Civil. Em São Sebastião do Caí uma área já estava inundada terça-feira, com pelo menos 73 pessoas fora de suas residências por alagamento.
    (Com informações das agências públicas)
  • Brasil registra 1.280 óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas
    Estado do Rio de Janeiro ultrapassa 10 mil mortes por covid-19. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Brasil registra 1.280 óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas

    A atualização do Ministério da Saúde de terça-feira (30) mostra que o Brasil registrou 1.280 óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 59.594. Ainda há 3.950 mortes em investigação.

    A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4,3%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 28,4.

    O levantamento do Ministério da Saúde mostra também 33.486 novos casos confirmados da doença, atingindo 1.402.041 casos acumulados de covid-19 em todo o país, um aumento de 2,4%, se comparado com os dados de ontem. Com isso, a incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes subiu para 667,2.

    O balanço aponta ainda que 552.407 pacientes estão em observação, enquanto o total de recuperados desde o início da pandemia é de 790.040.

    Geralmente, o número de novos registros de óbitos e casos confirmados de covid-19 é menor aos sábados, domingos e segundas-feiras devido à dificuldade de as secretarias estaduais alimentarem o banco de dados com as notificações. Já às terças-feiras, os números são maiores em razão do acúmulo de notificações dos dias anteriores.

    Covid-19 nos estados

    Os estados com mais mortes em função da pandemia: São Paulo (14.763), Rio de Janeiro (10.080), Ceará (6.146), Pará (4.920) e Pernambuco (4.829). As unidades da Federação com menos óbitos: Mato Grosso do Sul (46), Tocantins (200), Roraima (283), Santa Catarina (341) e Acre (365).

    Agência Brasil 

  • Câmara aprova texto-base de MP que suspende quantidade mínima de dias letivos em escolas

    O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (30) o texto-base da Medida Provisória 934/20, que suspende a obrigatoriedade de escolas e universidades cumprirem a quantidade mínima de dias letivos neste ano em razão da pandemia de Covid-19.

    Os deputados devem analisar, em outra sessão a ser convocada para este fim, os destaques apresentados pelos partidos com a intenção de mudar o texto da relatora da MP, deputada Luisa Canziani (PTB-PR).

    De acordo com o texto-base aprovado, os estabelecimentos de educação infantil serão dispensados de cumprir os 200 dias do ano letivo e também a carga mínima de 800 horas.

    Já as escolas de ensino fundamental e médio terão de cumprir essa mesma carga horária, embora não precisem seguir o número mínimo de dias (200).

    O Conselho Nacional de Educação (CNE) deverá editar diretrizes nacionais para implantar a regra, segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e sem prejuízo da qualidade do ensino e da aprendizagem.

    Devido ao tempo escasso que restará até o fim do ano para encaixar a carga horária nos dias disponíveis, o projeto de lei de conversão permite que o conteúdo deste ano seja aplicado no próximo ano, aglutinando duas séries ou anos escolares.

    O texto prevê que as estratégias de retorno das aulas presenciais deverão ser adotadas em colaboração com outros setores, como saúde e assistência social, além de observar as diretrizes das autoridades sanitárias e as regras estabelecidas pelo respectivo sistema de ensino. Para isso, a União deverá prestar assistência técnica e financeira aos estados e municípios.

    Aos alunos em situação excepcional de risco de contrair o novo coronavírus deverá ser garantido atendimento educacional adequado à sua condição, como o regime domiciliar ou hospitalar. Para os estudantes das redes públicas, deve ser garantida ainda a continuidade de programas de apoio, como os de alimentação e de assistência à saúde.

    ENEM

    Quanto ao Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de 2020, cujo adiamento tem sido discutido por vários especialistas em educação, o texto prevê que o Ministério da Educação deverá ouvir os sistemas estaduais de educação para definir a data de sua realização.

    Em relação ao uso dessa nota pelas instituições de ensino participantes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (Prouni), Luisa Canziani determina que os processos seletivos de acesso aos cursos dessas instituições deverão ser compatíveis com a data de divulgação dos resultados do Enem.

    A critério dos sistemas de ensino, o aluno do terceiro ano do ensino médio na rede pública poderá, em caráter excepcional e se houver vagas, matricular-se para período suplementar de estudos de até um ano escolar a fim de revisar o conteúdo curricular de 2020, prejudicado pela pandemia.

    Atividades não presenciais
    O texto permite ainda que os sistemas de ensino desenvolvam atividades pedagógicas não presenciais. Na educação infantil, isso deverá seguir orientações pediátricas quanto ao uso de tecnologias de informação e comunicação.

    Nos ensinos fundamental e médio, deverão estar vinculadas aos conteúdos curriculares de cada etapa e modalidade. Para contar como carga horária mínima, terão de seguir critérios objetivos estabelecidos pelo CNE. Esses critérios deverão levar em conta as especificidades de cada faixa etária dos estudantes e de cada modalidade de ensino.

    Aqueles sistemas de ensino que optarem pelas atividades não presenciais terão de assegurar que os alunos tenham acesso aos meios necessários para a realização dessas atividades. Se isso envolver equipamentos e assistência técnica, a União deverá ajudar estados, Distrito Federal e municípios, tanto em favor dos profissionais de educação quanto dos alunos.

    Os recursos deverão vir do “orçamento de guerra” previsto na Emenda Constitucional 106, de 2020.

    Ensino superior

    uanto ao ensino superior, as faculdades não precisarão cumprir os 200 dias letivos, mas terão de manter a carga horária prevista na grade curricular para cada curso e não deverá haver prejuízo aos conteúdos essenciais para o exercício da profissão. Atividades pedagógicas não presenciais também serão admitidas para completar a carga horária.

    A relatora manteve, no caso de carreiras ligadas ao enfrentamento da pandemia de Covid-19, a permissão para antecipação da conclusão dos cursos. A medida alcança os cursos de Medicina, Farmácia, Enfermagem, Fisioterapia e Odontologia, desde que o aluno cumpra, no mínimo:
    – 75% da carga horária do internato do curso de Medicina; ou
    – 75% da carga horária dos estágios curriculares obrigatórios dos cursos de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Odontologia.

    Neste último caso, o Poder Executivo fica autorizado a ampliar, ouvido o CNE, a lista de cursos da área da saúde cuja conclusão poderá ser antecipada se diretamente relacionados ao combate da pandemia.

    De maneira semelhante, o relatório permite a conclusão antecipada dos cursos de educação profissional técnica de nível médio caso relacionados ao combate à pandemia. Para isso, o aluno precisará ter cumprido, no mínimo, 75% da carga horária dos estágios curriculares obrigatórios.

    Sem redução de repasses

    Para garantir os mesmos valores de repasses da União aos outros entes federados no ano letivo de 2020, o projeto de lei de conversão prevê o uso dos 200 dias regulamentares no cálculo dos valores dos programas.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Auxílio emergencial de R$ 600 é prorrogado por mais dois meses

    O presidente Jair Bolsonaro assinou na tarde desta terça-feira, 30/06, o decreto que prorroga, por mais dois meses, o auxílio emergencial de R$ 600, destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos, desempregados e pessoas de baixa renda durante a pandemia da covid-19.

    Segundo o governo, cerca de 65 milhões de pessoas que tiveram o benefício aprovado receberão mais duas parcelas, no mesmo valor. Os R$ 600 vão ser pagos em julho e agosto, ao custo de 100 bilhões de reais, que sairá do Tesouro Nacional via liberação extra de crédito.

    Até a semana passada, o governo federal avaliava estender o auxílio por mais três meses, mas reduzindo o valor de cada parcela de forma decrescente, para R$ 500, R$ 400 e R$ 300, respectivamente. Pressionado pelo Congresso Nacional e não querendo perder apoio da parcela da população que precisa do auxílio, o governo prorrogou o programa.

    Há ainda uma série de fraudes registradas, mais de 620 mil pessoas receberam irregularmente as primeiras parcelas, segundo o Tribunal de Contas da União.

    Esta semana o governo federal começou a pagar a terceira parcela do auxílio.

    De acordo com o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, não será necessário um novo cadastro para receber as novas parcelas do auxílio emergencial. Todos aqueles que tiverem o benefício aprovado receberão os pagamentos normalmente, tanto por meio das contas digitais, quanto pelos saques nas agências bancárias e casas lotéricas.

    Para quem preenche os requisitos para obter o auxílio emergencial, o prazo para novos cadastros termina nesta quinta-feira, dia 2 de julho. Até agora, mais de 124 milhões de solicitações foram realizadas e cerca 65 milhões de pessoas foram consideradas elegíveis. Outras 41,5 milhões, segundo o Ministério da Cidadania, foram apontadas como inelegíveis, por não atenderem aos critérios do programa.