Autor: da Redação

  • Governo gaúcho anuncia R$ 55,1 milhões para poços e açudes

    O governo do Estado anunciou, nesta quarta-feira (15/7), recursos para o enfrentamento à estiagem e para mitigação dos danos causados pelos meses de seca no Rio Grande do Sul, entre o final do ano passado e o começo de 2020. No total, serão R$ 55,1 milhões destinados a perfuração de poços, construção de açudes e pagamento de horas-máquina para recuperação de estradas.

    São R$ 29,1 milhões oriundos de emendas parlamentares da bancada federal gaúcha, por meio da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), R$ 6 milhões do Ministério do Desenvolvimento Regional e R$ 10 milhões do próprio governo do Estado. Outros R$ 10 milhões foram direcionados a partir do orçamento da Assembleia Legislativa na semana passada.

    O governador Eduardo Leite, em transmissão ao vivo pelas redes sociais, agradeceu os esforços de todos os agentes envolvidos neste processo. “Há uma ação coordenada, desde janeiro, por parte do governo do Estado, para minimizar os danos e os prejuízos da estiagem. Além disso, estamos trabalhando juntos para viabilizar meios de prevenção e de antecipação de cuidados em relação a futuras estiagens”, detalhou.

    Dos R$ 55,1 milhões, R$ 10 milhões serão destinados à construção de 1.025 açudes, cuja execução ficará a cargo da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, em 102 municípios – cada um receberá dez. Esse valor, oriundo da Assembleia Legislativa, também será destinado à perfuração de 55 poços.

    Os R$ 10 milhões do governo do Estado servirão para a perfuração de 50 poços e para a contratação de horas-máquinas em 53 municípios.
    O secretário de Obras e Habitação, José Stédile, explicou que os R$ 6 milhões provenientes do Ministério do Desenvolvimento Regional serão destinados também à perfuração de poços. A Funasa perfurará o restante dos poços.

    Confira a lista de municípios e de ações a serem executadas.

  • Jornal mais antigo do Estado, terceiro no país, a Gazeta de Alegrete luta para salvar a memória

    Jornal mais antigo do Estado, terceiro no país, a Gazeta de Alegrete luta para salvar a memória

    Tiago Baltz

    “A situação é terrível”. É assim, de forma direta, que Lilia Ricciardi, atual diretora da Gazeta de Alegrete, resume a situação do centenário impresso da cidade da fronteira oeste do Rio Grande do Sul.

    O jornal Gazeta de Alegrete, com 137 anos de existência, é o mais antigo em circulação no Rio Grande do Sul, e o terceiro no Brasil, ficando atrás apenas do “Diário de Pernambuco” e de “O Estado de São Paulo”.

    Tudo começou em 1882, com uma campanha em pró da absolvição dos escravos negros.

    Barão de Ibirocay, ganhou o título por sua vertente abolicionista / Reprodução

    O jornal foi fundado por Jesuíno Melquíades de Souza, José Celestino Prunes e Luís de Freitas Vale, que em 1888 foi condecorado pela Princesa Isabel como Barão de Ibirocay, justamente pela sua campanha abolicionista.

    De lá pra cá o jornal viu a República nascer, passou pela pandemia da gripe espanhola em 1919 e viu em suas páginas textos de políticos como Oswaldo Aranha e Demétrio Ribeiro e do poeta Mário Quintana. Foi ainda na Gazeta que começaram nomes como Nico Fagundes e Sérgio Faraco.

    O jornal viu a passagem de um novo século, até uma nova pandemia determinar o momento mais difícil de sua existência. “Estamos apenas com o dinheiro das publicações legais da prefeitura e alguns antigos apoiadores. Com a nova crise econômica as empresas estão cancelando seus contratos pois não estão vendendo e infelizmente a mídia do Governo Federal não chega aos jornais do interior”, diz a atual proprietária, Lilia Ricciardi, que consegue manter apenas mais três funcionários e uma tiragem semanal mínima.

    A família Ricciardi está no jornal desde os anos 50, quando o pai de Lilia, o poeta Hélio Ricciardi comandava a publicação, então diária. Desde 1970 o jornal passou a ser de propriedade do jornalista e poeta. Foi também Hélio Ricciardi que criou os Cadernos do Extremo Sul, importante publicação literária que contou com textos de Mário Quintana, Laci Osório, Sérgio Faraco e Nico Fagundes, muitos dos poemas e contos, antes de serem publicados nos Cadernos eram veiculados pela Gazeta.

    O poeta Mario Quintana com Hélio Ricciardi, também escritor e jornalista que comandou a Gazeta por mais de 40 anos / Arquivo pessoal

    O poeta da aldeia, como se autodefinia e cujo nome completo era Hélio Irajá Ricciardi dos Santos, foi diretor do jornal até 2003, quando passou o serviço para a filha Lilia, mas manteve uma coluna até sua morte em 2015.

    Na antiga gráfica da Gazeta de Alegrete / Reprodução

    No início dos anos 90, com o fechamento da gráfica própria, a Gazeta deixou de ser diária, com os anos passou de bissemanal para semanal, e com o novo século acabou perdendo leitores, principalmente entre os mais jovens. No auge, chegou a ter mais de 40 funcionários.

    Em 2020, ano de uma nova pandemia, o jornal ocupa uma pequena loja, com apenas dois computadores. É impresso em Ijuí, e distribuído aos sábados, com doze páginas e um preço de capa de R$ 2,50. Além de Lilia, há mais três funcionários, sendo que um é jornalista.

    O jornal fez parte da Associação dos Diários do Interior (Adjori), mas segundo Lilia, não havia nenhum retorno da entidade e optou-se pela saída do grupo.

    Durante dois anos houve um site, que está desativado: “Não há ganho financeiro que justifique um site”, coloca a proprietária.

    Em 1978 foi inaugurado o Grupo Gazeta de Comunicações, formado pelo Jornal Gazeta de Alegrete, pela Rádio Gazeta AM e pela Rádio Cultura FM. A Rádio Cultura FM foi posteriormente vendida para um grupo de Santa Maria e seu nome fantasia passou a ser Nativa. A rádio Gazeta continua no ar, mas a operação da emissora e do jornal Gazeta é separada.

    Em 2016, a história do jornal começou a ganhar novo capítulo com o processo coordenado pela PUC para digitalização do acervo completo. A Gazeta de Alegrete é possivelmente o maior acervo público da cidade, um patrimônio. Mas apenas um terço do trabalho foi concluído, ainda faltam recursos para o restante do trabalho.

    “Em cada página, em cada edição, estão registrados os hábitos e costumes da nossa gente, tudo que resultou ao que hoje somos como cidade. A Gazeta é a cara de Alegrete. Folhear as Gazetas antigas é viajar pelo tempo”, define Lilia. A ideia é que após a digitalização completa as edições antigas passem para um memorial. O futuro é incerto, mas ao menos, a memória poderá ser assim preservada.

    Capa de 1 de outubro de 1982, quando o jornal completou 100 anos / Reprodução
    16 de junho de 1964
    18 de junho de 1942
  • Itaú financia reforma para transformar escola em Centro de Acolhimento

    Itaú financia reforma para transformar escola em Centro de Acolhimento

    Está prevista para o dia 20 de julho a abertura do Centro de Acolhimento e Isolamento Social (CAIS), o primeiro de Porto Alegre destinado a moradores de baixa renda com teste positivo para Covid-19, com sintomas leves e não tenham condições de isolamento adequado.

    A prefeitura cede o local e a Fundação Itaú para Educação e Cultura financia a reforma e o funcionamento do centro, no prédio da Escola Estadual Marechal Mallet, que está desativada, na Vila Jardim.

    O custo total do projeto é de R$ 3,5 milhões com as obras e as equipes que irão trabalhar no novo espaço. O acordo de cooperação tem validade de três meses, podendo ser prorrogado.

    O Centro terá inicialmente capacidade para abrigar 100 pessoas, podendo ser ampliado para até 200 pessoas.

    “A parceria com a iniciativa privada vai permitir desafogar o SUS”, explicou o prefeito o prefeito Nelson Marchezan ao visitar o local nesta segunda feira, 13,, acompanhado do secretário municipal da Saúde, Pablo Stürmer, e do adjunto, Natan Katz.

    Porto Alegre, segundo a prefeitura, é a primeira cidade do Sul do país a receber o projeto, que já tem outros dois centros de acolhimento em São Paulo e ainda será implementado em outros estados.

    O secretário Pablo Stürmer explica que os pacientes serão encaminhados pelas unidades de saúde de Porto Alegre. “É uma iniciativa para possibilitar atendimento adequado a quem não tem condições de cumprir o isolamento social em casa”, acrescenta.

    O CAIS vai funcionar 24 horas, e os residentes terão apoio de uma equipe de assistentes sociais, enfermeiros, cuidadores e monitores, e acompanhamento médico via telemedicina.

    Também receberão roupas e cinco refeições por dia. Custeado pela Fundação Itaú, o projeto integrará o Plano Emergencial de Proteção Social, conjunto de ações que a prefeitura organiza para minimizar os efeitos sociais causados pela pandemia.

    De acordo com o coordenador regional do projeto, Marcos Soares, o centro não vai atender como equipamento de saúde, mas como  local de acolhimento temporário.  “É para os casos em que o paciente não precise ir ao hospital ocupar um leito, mas não tenha um local adequado para fazer o isolamento. Durante o período de risco de transmissão, ele ficará recebendo todo o suporte necessário”, explica.

    A casa está passando por reforma da estrutura e adequação para atender os pacientes a partir do dia 20 de julho.

    O Instituto Renascer será responsável pela gestão da “Já temos uma parceria importante da Prefeitura de Porto Alegre com os residenciais terapêuticos, e agora vamos administrar o CAIS e dar o atendimento e apoio aos que precisam neste momento”, afirma Thiago Franklin Flores, presidente do Instituto Renascer.

    Critérios para atendimento no CAIS:

    Teste RT-PCR for positivo;
    – Não ter possibilidade de isolamento adequado em casa;
    – Ser encaminhado por um profissional de saúde;
    – Residir com pessoas do grupo de risco ou com idosos com mais de 60 anos;
    – Residir com pessoas com comorbidades: HIV, tuberculose, gestantes e lactentes, pessoas com câncer, DPOC, obesos, cardiopatas, diabéticos, hipertensos, com insuficiência renal grave ou outras doenças relacionadas à imunossupressão.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

     

  • Tribunal vai investigar se há verba da saúde na propaganda de Marchezan

    Tribunal vai investigar se há verba da saúde na propaganda de Marchezan

    O procurador geral do Ministério Público de Contas, Geraldo da Camino, pediu ao Tribunal de Contas do Estado que suspenda a campanha publicitária “Poa pra Frente, Poa pra Gente”, patrocinada pela prefeitura de Porto Alegre.

    O pedido, encaminhado na sexta-feira,  tem por base uma representação do Conselho Municipal da Saúde, que denuncia o uso de recursos do Fundo Municipal da Saúde em campanha de propaganda da prefeitura, sem “que o conteúdo se atenha ao caráter educativo, informativo ou de orientação social”.

    Em nota, o CMS “lamenta que, em meio à maior crise sanitária já vivida no SUS, frente a todas as necessidades prioritárias de investimento de recursos para o enfrentamento da pandemia, o prefeito volte sua atenção para  flagrante campanha de propaganda”.

    Caberá agora a apreciação do pedido pelo Tribunal. Se for acolhido, a propaganda será suspensa imediatamente e um inquérito vai apurar se há ou não desvio de verba do Fundo Municipal da Saúde para propaganda do prefeito.

    A campanha, depois de uma licitação vencida pela agência Morya, foi lançada em todos os veículos de comunicação da capital, em dezembro do ano passado e se desdobra por todo 2020.

    Para divulgar o “novo conceito de comunicação”, a prefeitura promoveu um Seminário de Governo, na Fiergs, com cerca de 800 participantes, dentre eles secretários municipais, vereadores e gestores públicos.

    Há outros dois processos na Justiça – um movido pela Associação dos Juristas pela Democracia e outro pelo Sindicato dos Municipários – questionando os investimentos que Marchezan vem fazendo em publicidade de sua administração.

  • Ondas de até cinco metros entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina

    Ventos de até 75 km  são previstos no comunicado da Marinha do Brasil, por meio do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM).

    “A frente fria poderá provocar ventos de direção Oeste a Sudoeste, com intensidade de até 75 km/h (40 nós), na faixa litorânea compreendida entre os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, ao sul de Laguna, entre a manhã do dia 12 de julho e a tarde do dia 14 de julho”.

    Os ventos associados a esse sistema meteorológico poderão ocasionar agitação marítima com ondas, em alto-mar, com até 5,0 metros de altura, entre os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, ao sul de Laguna, entre a manhã do dia 12 de julho e a noite do dia 14 de julho.

    Há condições favoráveis à ocorrência de ressaca com ondas de direção Sudoeste a Sudeste, com até 3,0 metros de altura, na faixa litorânea compreendida entre os estados do Rio Grande do Sul e de Santa
    Catarina, ao sul de Laguna, entre a tarde do dia 13 de julho e a manhã do dia 15 de julho.

    A Marinha do Brasil mantém todos os avisos de mau tempo em vigor no endereço eletrônico
    http://www.marinha.mil.br/chm/dados-do-smm-avisos-de-mau-tempo/avisos-de-mau-tempo.

  • Nova pesquisa aponta que mais de 30% de bares e restaurantes podem fechar as portas em definitivo no RS

    A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul (Abrasel-RS), realizou uma pesquisa junto aos associados para identificar os reflexos econômicos e sociais das medidas restritivas estabelecidas ao setor de alimentação no Estado.

    Dos entrevistados, 33,1% apontam que podem fechar em definitivo em 60 dias e 31% avaliam como real a possibilidade de voltar ao mercado de trabalho como empregado e deixar de empreender.

    Ainda, conforme a pesquisa, a estimativa é que mais de 19 mil pessoas percam o emprego. Até o momento 72,3% dos associados já demitiram, mesmo que 83,4% tenha utilizado a MP 936 para suspender ou reduzir a carga horária. E 54,8% precisará prorrogar as suspensões ou reduções.

    A Abrasel-RS já tinha divulgado no começo do mês uma pesquisa sobre a situação em Porto Alegre, onde até 50% dos entrevistados apontaram que poderiam não abrir mais seus estabelecimentos.

    “O resultado desta pesquisa confirma o que já prevíamos para o futuro do setor, uma segunda onda de fechamentos em definitivo e mais demissões. Um reflexo da instabilidade na tomada de decisões do Executivo Municipal e Estadual. Estamos em meio a uma grande crise, uma situação que piora a cada dia e os números que levantamos demonstram o quanto nós precisamos que os governantes tenham um maior diálogo conosco para que possamos encontrar uma solução para manter o setor vivo”, conta Maria Fernanda Tartoni, Presidente da Abrasel no RS.

    Além dos números sobre o funcionamento das operações e o cenário de empregos, a pesquisa levantou dados sobre linhas de crédito, investimento em insumos, tributos, negociações de contratos de aluguéis, faturamento e as expectativas futuras para o setor.

    Confira o resultado completo da pesquisa:

    Levantamento feito no dia 08.07.20, sendo 53,5% dos respondentes de Porto Alegre.

    FUNCIONAMENTO:
    Dos estabelecimentos pesquisados, 69,4% está funcionando com delivery, sendo que 54,8% também opera com pague e leve. Com o salão em funcionamento apenas 19,7% do setor está operando no Rio Grande do Sul.

    Com a operação suspensa estão 14% e 3,8% estão se preparando para suspender.

    Na atual pesquisa, no Estado todo, 33,1% apontam que ainda podem fechar em definitivo nos próximos 60 dias.

    Alguns empresários já pensam em deixar de empreender, sendo que 31% avaliam como real a possibilidade de voltar ao mercado de trabalho como empregado.

    EMPREGOS:
    Estimamos, com base nas pesquisas e nos dados do Atlas Econômico de 2017, que o setor possua em torno de 100 mil trabalhadores no Rio Grande do Sul. Destes, em torno de 30 mil já foram demitidos e nos próximos meses, não havendo mudança na situação atual e não prorrogando a MP936, mais 19,5 mil devem perder o emprego.

    Das empresas pesquisadas, 72,3% já demitiram mesmo que 83,4% tenha utilizado a MP936 para suspender ou reduzir a carga horária. Dos entrevistados, 54,8% precisará prorrogar as suspensões ou reduções.
    Dado importante é que 26,1% possui receio de utilizar a MP936, pois caso precisem fechar não poderão demitir, em virtude da estabilidade exigida na, agora, lei.

    O que está pesquisa demonstrou, comparada a pesquisa de junho feita exclusivamente na capital, é que a situação está mais crítica em Porto Alegre, onde se concentra o maior número de trabalhadores da área e 21,7% dos estabelecimentos do setor.

    CRÉDITO:
    Sobre as linhas de crédito 79,4% buscaram algum tipo, sendo que destes 81,3% não conseguiram o crédito ou tudo o que necessitavam.

    Dentre os que buscaram, 73,5% tiveram dificuldade de acesso, sendo os motivos mais comuns: linhas do governo que não chegaram ou demoraram a chegar nas agências bancárias; banco solicitou garantias reais, banco pediu contrapartidas adicionais (reciprocidade, venda casada, etc), os juros altos, dificuldade de informação com os bancos e bancos que não retornavam as solicitações.

    ECONOMIA
    Dos entrevistados, 39,6% passaram a comprar entre 51 a 75% menos insumos comparado a período anterior aos decretos de calamidade.

    Uma fatia um pouco menor, 29,9%, passou a comprar entre 76 a 100% menos insumos. Estável apenas 6,5%, sendo o restante também em queda no nível de compra.

    Com relação aos tributos, não houve aumento para nenhum dos entrevistados. Sendo que 38,3% estão recolhendo entre 76 a 100% menos tributos do que recolhia normalmente e 7,1% mantém o patamar.

    As negociações nos contratos de aluguel foram buscadas por 83,4% dos entrevistados, sendo que 69,4% chegou num acordo.

    Comparando com a média de faturamento anterior aos decretos de calamidade pública (em março), 21,2% teve mais de 90% de queda no faturamento e 39,7% teve queda entre 70 a 89%. Apenas 3,8% aumentou o faturamento e o 5,8% se manteve estável. Nos dois casos é possível inferir que foram amparados pelo Delivery e o pague leve.

  • MST doa 15 toneladas de alimentos na região Metropolitana de Porto Alegre

    MST doa 15 toneladas de alimentos na região Metropolitana de Porto Alegre

    O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realizou a doação de alimentos agroecológicos, nesta sexta-feira, 10/07. Foram entregues mais de 15 toneladas de produtos produzidos por assentados do Rio Grande do Sul.

    “Hoje entregamos essas cestas em nome de todos os camponeses e camponesas que estão em seus territórios produzindo alimentos saudáveis, cuidando da natureza, dos filhos dos outros, para que a gente possa enfrentar esse momento de pandemia que tem atingido todos no mundo inteiro, mas principalmente os trabalhadores e trabalhadoras” declara Daniele Cazarotto, dirigente estadual do MST/RS.

    As doações ocorreram na região Metropolitana de Porto Alegre. Em Viamão, foram doadas cinco toneladas de alimentos a 127 famílias. Já em Porto Alegre, os assentados distribuíram 10 toneladas, mais mil cestas de produtos da Reforma Agrária a moradores das comunidades do Morro da Cruz, da Lomba do Pinheiro, da Grande Cruzeiro e indígenas Caingangues e Guaranis.

    Luana Faria, moradora da comunidade Pedreira agradeceu a ajuda que vem recebendo do movimento. “Se não fosse essa doação do MST, eu não teria alimento na minha casa. Eu vim agradecer pela comunidade”, afirma.

  • Diários do Interior discutem a sobrevivência no pós-coronavírus

    Diários do Interior discutem a sobrevivência no pós-coronavírus

    Como será o futuro de nossas empresas?

    Essa será a pergunta-guia no debate que a Associação dos Diários do Interior do Rio Grande do Sul vai promover nos dias 21, 23, 28 e 30 deste mês, pelo Google Meet.

    Formada por 24 jornais, a ADI enfrenta a maior crise já vivida em quase duas décadas de existência. Uma calamidade que mistura recessão econômica, transição tecnológica e a pandemia, atingindo sem piedade a todos os seus sócios.

    “É uma derrocada!”, exclama o presidente, Eládio Vieira da Cunha. Pior, a crise dos jornais é, também, pandêmica. Como o coronavírus, ameaça a todos, grandes e pequenos, em todos os países: “Não há fórmulas, ninguém tem a saída”, diz ele.

    A ADI foi criada em 1992 para representar os jornais diários de cidades polo do Rio Grande do Sul, principalmente nas negociações com os grandes anunciantes.

    Teve papel relevante no fortalecimento da imprensa diária no interior do Estado, onde importantes grupos regionais se consolidaram em torno de um jornal impresso e de um parque gráfico moderno. Hoje, vive o melancólico fim de um ciclo.

    Há três anos mudou seus estatutos para se adaptar à realidade de muitos dos associados que já não conseguiam manter o impresso diário, pela elevação de custos e a perda de anunciantes para os meios digitais.

    Passou a admitir quem tivesse pelo menos uma edição impressa por semana, mantendo um noticioso diário no meio digital. As adaptações acontecem desde então.

    A Folha do Mate, de Venâncio Aires, tinha seis edições semanais, passou para três. A Tribuna Regional tinha cinco edições, reduziu para duas, A Plateia, de Livramento, passou a circular semanalmente (a foto de Marcelo Pinto que ilustra este texto registra a redação esvaziada). O centenário Diário Popular, de Pelotas, desativou o parque gráfico e passou a ser impresso na gráfica da Zero Hora, em Porto Alegre. A Gazeta do Sul, potência regional que chegou a imprimir 50 títulos em sua gráfica, entrou em recuperação judicial.

    Todos hoje têm sua edição na internet. O digital, porém, embora tenha custos menores e maior alcance, não gera receitas que compensem as perdas dos impressos, em assinantes e anunciantes. “Nem de perto”, diz Eládio.

    Esta é a “sinuca de bico” sobre a qual se debruçam os 17 sócios da ADI que ainda lutam para manter a circulação diária dos jornais impressos.

    “No meu caso, e no de muitos, o impresso ainda é vital. Ele traz a credibilidade, alavanca eventos, mobiliza prestígio, mas é questão de tempo… Quanto tempo?”, pergunta o presidente da ADI.

    Ele só tem uma certeza, por enquanto: sem o impresso, as empresas serão menores.

    “Com a migração para o digital, empresas de 80 ou 100 funcionários vão murchar para 20 ou 30, mesmo  as grandes vão reduzir pelo menos 50% do pessoal. O digital não sustenta uma redação e uma estrutura de vendas e uma cobertura ampla. A tendência é de perda, de queda na qualidade e na diversidade de informação”, diz Vieira da Cunha.

    A internet e o coronavírus são os desafios mais visíveis dos jornais do Interior. Mas a crise tem raízes antigas.

    Começa há mais de dez anos com a quebra nas finanças do governo estadual, com o consequente corte de verbas publicitárias, e se aprofunda com a recessão econômica dos últimos cinco anos. “Em termos reais, as verbas do setor público para publicidade em jornais caíram mais da metade”, garante.

    Na comparação com os Estados vizinhos, Santa Catarina, Paraná ou São Paulo, fica visível a redução.

    Em todo caso, restam os grandes anunciantes institucionais. O Banrisul, por exemplo, o principal anunciante do Estado, que negocia um contrato anual com a ADI com programação para todos os associados.

    Eládio não fala em números, mas diz que, para os pequenos, as verbas desses anunciantes estatais são relevantes.

    Para os grupos maiores, não representa mais do que 3% da receita publicitária. Em seu caso, ele estima que 5% do faturamento de publicidade resulte de contratos com o Estado, incluindo aí Corsan, BRDE. “As prefeituras são mais importantes do que o governo estadual”, diz Eládio.

    Outro efeito colateral é a concentração das verbas nos grandes veículos. “Isso é como em tudo. Assim como o governo federal concentra na Globo, aqui no Estado concentra na RBS”.

    O quadro se agrava com o avanço das redes sociais, que abocanham os outros anunciantes, e dos smartphones, que seduzem cada vez mais os leitores. E se torna caótico com a pandemia, fechando o comércio, parando as empresas, fazendo sumir os anunciantes, os leitores e os pontos de venda.

    Caso exemplar: uma rede de oito supermercados, que vendiam o Jornal do Povo, em Cachoeira, suspendeu a distribuição do impresso, assim que começou a pandemia.

    Com 91 anos, Jornal do Povo busca saída para “tempestade”

    Eládio tinha 30 anos quando começou a assumir a empresa da família em 1979. Vinha de uma experiência como gerente da Coojornal, a cooperativa dos jornalistas em Porto Alegre. O Jornal do Povo, já era cinquentenário, mas ainda era feito no chumbo, com tipografia e linotipo.

    Seu primeiro desafio foi fazer a transição para o sistema off-set.

    Quarenta anos depois, ele diz que enfrenta “a mesma tempestade”, uma mudança ainda mais radical de processo de produção, com um agravante: desta vez não só à frente do seu próprio negócio, mas dirigindo uma associação cujos sócios, como ele diz, estão “esmagados pela situação”.

    “Não tem jornal que deu certo, ninguém está se sustentando, um blog ou outro pode ser, mas no geral tá todo mundo perdido. Crescem os assinantes digitais mas isso significa trocar uma assinatura de 140 reais por uma de R$ 3,90”.

    Sua estratégia no Jornal do Povo é estimular a assinatura do impresso, por 69 reais, três vezes mais do que a só digital. Tem 4.500 assinantes fiéis do impresso que não pode deixar de atender. Perdeu 10% em cinco anos e considera excelente resultado. Grandes como  Zero Hora e Folha de S. Paulo perderam 50% na circulação do impresso.

    O Jornal do Povo completou 91 anos em junho. A inserção que tem na comunidade e a credibilidade que tem o jornal, alavanca iniciativas, que se tornam eventos importantes da cidade. “O jornal alavanca essas promoções e as torna importantes”.

    O grupo Vieira da Cunha tem uma gráfica comercial com 40 funcionários, um jornal impresso diário (com versão digital) com 80 funcionários, uma emissora de rádio que vai completar cinco anos, duas revistas e promove os principais eventos sociais da cidade.

    Sua situação é estável e ele não esperou para tomar providências. Cortou a edição impressa das segundas-feiras, ajustou a circulação, fez acordo para redução de salário e jornada com empregados e contenção de custos. Tudo para para enfrentar uma queda de pelo menos 20% nas receitas que estima para este ano. E depois? Esta é a pergunta que todos estão fazendo.

    A ADI espera umas setenta pessoas, entre executivos e jornalistas, no seminário que terá como instigador do debate o jornalista e consultor  Eduardo Tessler.

     

  • Rede de contas e páginas removidas pelo Facebook chegam ao Palácio do Planalto

    O Facebook anunciou nesta quarta-feira (8) a remoção de uma rede de contas e páginas, tanto na rede social quanto no Instagram, “ligadas ao Partido Social Liberal (PSL) e a gabinetes da família Bolsonaro”, conforme o G1.

    Essas contas “estavam envolvidas com a criação de perfis falsos” e com “comportamento inautêntico” — quando um grupo de páginas e pessoas atuam em conjunto para enganar outros usuários sobre quem são e o que estão fazendo.

    Apesar das tentativas de ocultar, as investigações encontraram ligações de pessoas associadas ao PSL e a alguns funcionários nos gabinetes dos dois filhos do presidente – o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos -RJ) – do presidente Jair Bolsonaro, e também de Anderson Moraes e Alana Passos, ambos deputados estaduais pelo PSL no Rio de Janeiro.

    Foram apagadas 35 contas, 14 páginas e 1 grupo no Facebook, além de 38 contas no Instagram;

    Cerca de 883 mil pessoas seguiam uma ou mais dessas páginas no Facebook;

    Em torno de 917 mil seguiam contas do grupo no Instagram;

    O grupo removido reunia cerca de 350 pessoas;

    Foram gastos US$ 1,5 mil em anúncios por essas páginas, pagos em real.

    As medidas adotadas pelo Facebook coincidem com um boicote de centenas de anunciantes liderado por movimentos civis que podem medidas mais duras contra a propagação de ódio nas redes.

    O envolvimento de filhos e aliados, inclusive em gabinetes próximos do  presidente, abre mais um flanco num momento em que Bolsonaro está na defensiva, tentando safar-se de um processo de impeachment. E num momento em que as fake news são objeto de um processo no STF e uma CPI no parlamento.

     

  • No Sul, 56% dos trabalhadores têm pendências com o Serasa

    Um levantamento do Grupo H, fintech brasileira especialista em crédito para funcionários de empresas privadas, identificou que 56% dos trabalhadores da região Sul possuem alguma pendência com o Serasa. O estudo, que analisou 1.049 perfis, identificou que o valor médio financiado por esses colaboradores é de R$ 5.384,61. Entre estes endividados, as mulheres são 52,7%.

    Mais da metade dos trabalhadores da região Sul (53%) recebem salário de até R$ 1.576, na sequência estão os salários entre R$ 1.576,01 e R$ 3.152 (36,42%).  Para o CEO do Grupo H, Fernando Ferraz, os dados demonstram que é necessário refletir sobre a forma em que as pessoas se relacionam com o dinheiro e que o estudo sobre o endividamento precisa ser ampliado. “Diversas frentes de análise visam entender as dívidas de quem não possui uma renda regular, entretanto, estudar esse cenário em quem possui um trabalho é importante, pois demonstra que a educação financeira precisa ser reforçada”.

    O estudo ainda identificou que em todo país os casados possuem uma média de valor maior na solicitação de crédito, com R$ 5.460,01, na sequência estão os divorciados (R$ 5.203,11) e os solteiros (R$ 4.782). Segundo Ferraz, isso se reflete pela etapa da vida, pois tradicionalmente, uma relação em conjunto reflete em investimentos de valor mais elevado. “Quando se está em uma relação a dois, a aplicação de investimentos em imóveis ou carros se faz mais presente, por isso, se busca maiores valores de crédito”, detalha.