Morte por febre hemorrágica em São Paulo deixa Ministério da Saúde em alerta

O Ministério da Saúde divulgou na noite desta segunda-feira (20) a confirmação de uma caso de febre hemorrágica  no país.

A doença é “extremamente rara e de alta letalidade”.

Entre o início dos sintomas (30/12/2019) e a morte (11/01/2020), o paciente passou por três diferentes hospitais, nos municípios de Eldorado, Pariquera-Açu e São Paulo, “sendo o último o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFM USP). Não houve histórico de viagem internacional”.
Durante seu atendimento, informou o ministério, foram realizados exames para identificação de doenças, como febre amarela, hepatites virais, leptospirose, dengue e zika.
“Contudo, os resultados foram negativos para essas doenças. Foram realizados exames complementares no Laboratório de Técnicas Especiais do Hospital Albert Einstein que identificou o arenavírus, causador da febre hemorrágica brasileira.
Esse resultado foi confirmado pelo Laboratório de Investigação Médica do Instituto de Medicina Tropical do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Instituto Adolfo Lutz”, complementou.
O Ministério da Saúde já comunicou o fato à Organização Mundial de Saúde e à Organização Pan-americana de Saúde (OMS/OPAS), conforme protocolos internacionais estabelecidos.

Último relato

O último relato de caso de febre hemorrágica brasileira foi há mais de 20 anos. Nesse período, foram quatro casos em humanos, sendo três casos adquiridos em ambiente silvestre no estado de São Paulo e um por infecção em ambiente laboratorial, no Pará.

O período de incubação da doença é longo (em média de 7 a 21 dias) e se inicia com febre, mal-estar, dores musculares, manchas vermelhas no corpo, dor de garganta, no estômago e atrás dos olhos, dor de cabeça, tonturas, sensibilidade à luz, constipação e sangramento de mucosas, como boca e nariz.

Com a evolução da doença pode haver comprometimento neurológico (sonolência, confusão mental, alteração de comportamento e convulsão).

Situação atual

Neste momento, não está confirmada a origem da contaminação do paciente. “O que se sabe é que as pessoas contraem a doença possivelmente por meio da inalação de partículas formadas a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados.
A transmissão dos arenavírus de pessoa a pessoa pode ocorrer quando há contato muito próximo e prolongado ou em ambientes hospitalares, quando não utilizados equipamentos de proteção, por meio de contato com sangue, urina, fezes, saliva, vômito, sêmen e outras secreções ou excreções”, informou.
Os funcionários dos hospitais por onde o paciente passou estão sendo monitorados, e avaliados, assim como os familiares do caso confirmado em São Paulo.
Ações realizadas
Nesta segunda-feira (20), o Ministério da Saúde convocou reunião com representantes de todas as partes envolvidas no caso: Secretaria de São Paulo, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Hospital Israelita Albert Einstein e os Conselhos Nacional e Estaduais de Saúde (Conass e Conasems).
O objetivo da reunião foi verificar o atual cenário e as ações de busca e monitoramento das pessoas que tiveram contato direto com o paciente.
O Ministério da Saúde também ofereceu apoio a Secretaria de Saúde de São Paulo, com o envio de equipe de técnicos, para realizar a busca ativa de pessoas que tiveram contato com o paciente e para a investigação ambiental.
Com o objetivo de dar transparência do caso e das medidas que estão sendo tomadas, o Ministério da Saúde também publicou, nesta segunda-feira (20), em seu portal, o Boletim Epidemiológico com detalhes sobre o assunto.

(Com informações e foto da Assessoria de Imprensa)

Lara assume o governo em ritual para aprovação do pacote

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Luis Augusto Lara, assumiu o cargo de governador do Estado em exercício em uma solenidade realizada no início da noite deste domingo (19/1), no salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini.
O governador Eduardo Leite transmitiu o cargo ao parlamentar antes de viajar para São Paulo, onde cumpre agenda até terça-feira (21/1).
Entre os compromissos do governador em São Paulo estão debates sobre gestão pública e reuniões com diretores de empresas instaladas no Rio Grande do Sul. Leite retorna na noite da próxima terça-feira (21/1), quando reassume o cargo.
O vice-governador e secretário da Segurança Pública Ranolfo Vieira Júnior também estará fora do Estado no período, motivo pelo qual Lara irá responder pelo Executivo gaúcho temporariamente.
Ranolfo irá participar de reuniões no Ministério da Justiça, em Brasília, entre segunda-feira (20/1) e quarta-feira (22/1), quando retorna ao RS. Entre as reuniões agendadas na capital federal está o encontro do Colégio Nacional dos Secretários de Segurança Pública (Consesp), na quarta-feira.
Após a assinatura do termo de transmissão de cargo, o governador Eduardo Leite lembrou que a medida não é só uma questão legal, mas também um ato representativo.
“Está nos termos da lei, mas é também uma questão simbólica de confiança recíproca estabelecida entre os chefes de dois poderes. Ao longo de 2019, o deputado Lara demonstrou o compromisso com o Estado que já foi observado em toda a sua vida política. Por isso tenho muita tranqüilidade em transmitir o cargo, sabendo que o deputado vai poder ajudar a coordenar debates em reuniões já programadas para que se possa dar andamento aos projetos de interesse da população gaúcha”, afirmou Leite.
O agora governador em exercício Luis Augusto Lara agradeceu a confiança e reforçou o simbolismo do momento. “Vejo este ato do governador como uma homenagem a Assembleia Legislativa. Vamos encaminhar temas importantes dentro do que o governo já está trabalhando e aproveitar o espaço para pautas previamente combinadas”, disse Lara.
Alguns pontos da agenda dos próximos dias foram destacados por Lara, como reuniões sobre a estiagem e encontros com a Federação das Santas Casas e com entidades empresariais da metade sul e da região noroeste.
Acompanharam a cerimônia deputados, convidados do presidente da Assembleia Legislativa, a secretária de Comunicação, Tânia Moreira, e o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian.
Texto: Thamíris Mondin, da Assessoria de Imprensa

Mês da Visibilidade Trans une secretarias contra o preconceito

No mês em que se celebra no Brasil o Dia da Visibilidade Trans (29 de janeiro), diversas secretarias do Estado estarão envolvidas em atividades para a comunidade trans e propor reflexões sobre identidade de gênero, liberdade e direitos humanos.
A data foi criada em 2004, quando, pela primeira vez, travestis e transexuais foram ao Congresso Nacional cobrar dos parlamentares políticas de igualdade e lançar a campanha nacional “Travesti e Respeito” – a primeira organizada por transexuais para a promoção do respeito e da cidadania.
O preconceito, a baixa escolaridade, o desemprego, a discriminação e a violência fazem do Brasil o país que mais mata transexuais no mundo.
Enquanto a expectativa de vida média da população brasileira é de 74 anos, segundo o IBGE, a das pessoas trans é de apenas 35 anos.
“O cenário dá a dimensão da urgência com que a sociedade brasileira deve ser sensibilizada para a construção da cultura de paz e respeito”, afirma a assessora de Diversidade da Secretaria da Cultura, Gabriella Meindrad.
Segundo ela, os casos de assassinato de pessoas LGBT no Brasil corresponde a quase 50% do total mundial.
A programação do Mês da Visibilidade Trans ocorre de 22 a 31 de janeiro, reunindo as secretarias da Cultura; de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos; da Educação; de Planejamento, Orçamento e Gestão; e de Segurança Pública.
Cursos
O programa RS Criativo, da Secretaria da Cultura, instalado no 3º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736), realiza dois cursos de capacitação para a comunidade trans: “Inovação de mídia: além do feijão com arroz”, nos dias 22 e 29, das 9h às 13h, e “Produção de conteúdo para redes sociais: relevância e engajamento ao alcance de pequenos negócios”, nos dias 23 e 30, das 14h às 17h. Inscrições no site da Secretaria da Cultura.
Fotografia
No dia 24, às 10h, no auditório do andar térreo do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), será aberta a exposição fotográfica “Em nome de todas”, organizada pela Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria Estadual de Diversidade Sexual. A mostra destaca a vivência de transexuais, algumas já falecidas. “A exposição deve despertar a conscientização sobre o número de mortes e a violência sofrida especialmente por trans, no Rio Grande do Sul”, afirma o coordenador de Diversidade Sexual do Estado, Léo Beone. A exposição é gratuita, aberta ao público e pode ser visitada até 31 de janeiro, das 8h30 às 18h.
Intervenção cultural
Dia 25, das 18h às 22h, o Museu de Arte Contemporânea (MACRS) promove a intervenção cultural “Entre sem (me) bater”, com curadoria de Valéria Barcellos. O evento será realizado na futura sede do museu, na rua Comendador Azevedo, 256, bairro Floresta, 4º Distrito de Porto Alegre.
Cinema
Dia 27, o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa (Rua dos Andradas, 959) exibe o filme “Meninos não choram”, às 19h, seguido de debate promovido pelo Museu Antropológico do RS. Esta atividade tem apoio do Coletivo para Educação Popular TransEnem – Por uma educação emancipadora e plural, de Porto Alegre.
A Cinemateca Paulo Amorim, no térreo na Casa de Cultura Mario Quintana, vai exibir e debater outros três filmes com temática trans: “Minha vida em cor de rosa” (28/1), “Divinas divas” (29/1) e “Transamérica” (30/1), sempre às 19h30.
Políticas de segurança
No dia 29, às 10h, o espaço para debates se amplia com roda de conversa e relatos de vivências e memórias sobre visibilidade trans no Memorial do RS (Rua 7 de setembro, 1.020). A atividade é realizada pelo Museu Antropológico, com a participação da Secretaria da Segurança Pública, por meio do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), que abordará as políticas de segurança e dará esclarecimentos sobre o encaminhamento da população trans às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs). Esta atividade também tem apoio do TransEnem.
Região Metropolitana
Dia 29, das 9h às 15h, no calçadão de Canoas, haverá apresentações artísticas e distribuição de material informativo e preservativos. Às 18h30, no Auditório Sady Schivitz, na prefeitura (Rua Quinze de Janeiro, 11, Centro), ocorre a terceira edição do Cine Diversidade, com apresentação do documentário “(Com)Vivências”, produzido por Mônica de Souza Chaves. Após, a produtora promove uma roda de conversa para debater a vida de mulheres trans da região metropolitana de Porto Alegre. As atividades são promovidas pela Diretoria das Políticas das Diversidades e Comunidades Tradicionais da prefeitura de Canoas.
Troféu RS sem Preconceito
No encerramento da programação, dia 31 de janeiro, às 14h, o Troféu RS sem Preconceito será entregue no auditório do térreo do Caff. “A entrega faz parte da campanha estadual que leva o mesmo nome do troféu, lançada no dia 24 de janeiro. A intenção é prestar agradecimento aos serviços voluntários de transexuais de todo o Estado, no combate à discriminação e à transfobia”, explica Léo Beone.
 

Governo corrige erros no cálculo do mínimo mas anuncia como se fosse aumento

O presidente da República e o Ministro da Economia convocaram a imprensa nesta terça-feira para anunciar um reajuste de R$ 6 (seis reais) no valor salário mínimo que entrou em vigor no dia 1º de janeiro. Era R$ 1.039 passou para R$ 1.045.
O acréscimo, na verdade é a correção de dois erros.
Primeiro porque valor calculado inicialmente para este ano se baseou numa previsão de inflação menor da que realmente ocorreu. O mínimo foi reajustado em 4,1%, enquanto a inflação medida pelo INPC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, subiu 4,48%.
Além de reajustado pelo novo percentual, o novo mínimo recebeu também um acréscimo de R$ 2 para compensar um erro do ano passado, também devido à diferença no cálculo da inflação.
Guedes estimou que o reajuste vai custar R$ 2,3 bilhões a mais nas contas da Previdência.
Segundo o Dieese, mesmo com estas correções o governo não repõe o valor de compra do salário mínimo. “O governo ainda tira do bolso do trabalhador cerca de R$ 300 por ano ao interromper a política de valorização do salário mínimo que previa também aumentos reais”, segundo o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.
Se fosse seguida a lei que regulava os aumentos do mínimo, iniciada na década passada e que vigorou até 2015, o aumento real para 2020 seria em torno de 1,3% (equivalente à variação do PIB de 2018). “E vez de termos um salário mínimo de R$ 1.039, deveríamos ter um salário mínimo entre R$ 1.061 e R$ 1.062”, explica Clemente.

De acordo com o Dieese, pelo menos 48 milhões de trabalhadores têm a remuneração referenciada no salário mínimo. Com a descontinuação do aumento real, a perda da massa salarial chegar a R$ 14 bilhões por ano. E os impactos serão negativos tanto para os trabalhadores, em seu poder de compra, como para a própria economia, que perde em dinamismo, ressalta o diretor técnico.
“O governo está tirando da economia quase metade daquilo que se propôs a colocar com a liberação do fundo de garantia”, compara Clemente. E reduzindo a possibilidade de o salário mínimo seguir avançando para atingir aquilo que a Constituição define, destaca o diretor do Dieese.
“O crescimento do salário mínimo contribuiria positivamente para melhorar as condições de vida das pessoas e a economia também ganha”.

Presidente do Cpers diz que suspensão da greve é "recuo estratégico"

O Cpers teve que recorrer a urnas na Assembleia Geral  desta terça-feira,  convocada para decidir sobre a greve dos professores da rede pública estadual.
Por 725 votos a 539, os professores presentes decidiram voltar às aulas, depois de 57 dias de uma greve já bastante desgastada, principalmente depois que o governo decidiu endurecer mantendo o desconto dos dias parados.
Em vídeo dirigido à categoria depois da Assembleia, a presidente do Sindicato, Helenir Schürer, conclamou os professores a voltarem às aulas “de cabeça erguida”:
“Recuamos estrategicamente para reabastecer nosso movimento e manter a luta contra esse governo ditatorial”, disse.
A próxima atividade da categoria é um ato na Praça da Matriz, no dia 27 de janeiro, quando haverá sessão extraordinária para a votação do restante do pacote de Eduardo Leite na Assembleia Legislativa.
A mobilização – com acampamento no espaço público e paralisação nos dias de votação – só ocorrerá se a sessão for convocada pelos deputados gaúchos.
A greve foi encerrada depois de dois dias de reuniões entre Cpers e governo do Estado, sem acordo entre as partes.
Segundo o levantamento do sindicato, a greve teve adesão de 80% da categoria, com  1.530 escolas paralisadas total ou parcialmente desde 18 de novembro.
 

INSS vai contratar militares da reserva para reduzir fila de pedidos

Wellton Máximo, da Agência Brasil 
O governo pretende contratar temporariamente cerca de 7 mil militares da reserva para reforçar o atendimento nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e reduzir o estoque de pedidos de benefícios em atraso.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (14) pelo secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, que prometeu que o estoque de processos acumulados caia para próximo de zero até o fim de setembro.
A contratação dos militares será voluntária, sem haver convocação. Eles serão treinados em fevereiro e em março, devendo começar a trabalhar nos postos em abril, recebendo adicional de 30% na reserva remunerada.
Segundo Marinho, a medida custará R$ 14,5 milhões por mês ao governo, mas ele disse que o custo deve ser compensado pela diminuição da correção monetária paga nos benefícios concedidos além do prazo máximo de 45 dias depois do pedido.
Paralelamente, entre 2,1 mil e 2,5 mil funcionários do INSS que hoje trabalham no atendimento presencial serão remanejados para reforçar a análise dos processos.
Outras medidas
De acordo com Marinho, até o fim da semana, o Diário Oficial da União publicará um decreto do presidente Jair Bolsonaro com as medidas.
Ele anunciou ainda que para diminuir o atraso, o governo dará prioridade às perícias médicas dos cerca de 1,5 mil funcionários do INSS afastados por problemas de saúde.
Segundo o secretário, a expectativa é que cerca de dois terços dos servidores (cerca de 1 mil funcionários) voltem ao trabalho nos próximos meses.
Além disso, uma portaria do presidente do INSS restringirá a cessão de funcionários para outros órgãos. De agora em diante, a autarquia só cederá funcionários para cargos comissionados de nível 4 (DAS-4) e para cargos vinculados diretamente à Presidência da República. Atualmente, o INSS tem cerca de 200 funcionários cedidos.
O INSS também pretende ampliar os convênios com o setor privado para que o setor de recursos humanos de empresas formalizem os pedidos de aposentadoria. Atualmente, fundos de pensão de grandes empresas encaminham conjuntamente ao INSS os documentos exigidos dos empregadores, acelerando os processos. O governo quer estender o modelo a mais empregadores.
Simplificação
O decreto a ser editado também simplificará a tramitação dos pedidos de benefícios. O INSS passará a aceitar certidões antigas. O órgão vai verificar as súmulas administrativas em que o INSS foi vencido no Judiciário para deixar de recorrer dos pedidos dos benefícios em situações já pacificadas pela Justiça. O INSS também deixará de exigir a demonstração do vínculo quando o empregado e o empregador contribuam atualmente para a Previdência Social. Segundo Marinho, a medida acelerará principalmente a aposentadoria de empregados domésticos.
Segundo Marinho, desde meados do ano passado, o governo está reduzindo o estoque de processos empoçados no INSS. O número de pedidos de benefício com mais de 45 dias de atraso caiu de 2,3 milhões em julho do ano passado para 1,3 milhão atualmente. Nos últimos cinco meses, o governo tem conseguido diminuir o empoçamento em 67 mil e 68 mil processos por mês.
Caso esse ritmo continuasse, o estoque de processos em atraso só seria zerado em 16 ou 17 meses, nas estimativas de Marinho. Com as medidas anunciadas, o secretário disse que a redução nos processos em atraso deverá saltar para 160 mil por mês, permitindo a redução a quase zero dos pedidos com mais de 45 dias de atraso até o fim de setembro. Apenas os processos em que o INSS discorda da concessão do benefício, com falta de documento ou que dependem da Justiça continuariam em atraso.
O secretário disse que o principal fator que provocou o aumento da fila de atendimento do INSS até a metade do ano passado foi a automatização dos pedidos de benefício. Em maio de 2018, com a inauguração da página Meu INSS, os pedidos dispararam. O número de requerimentos de aposentadorias, pensões, auxílios da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) saltou de cerca de 715 mil por mês no início de 2018 para 988 mil mensais atualmente. O estoque começou a cair em agosto do ano passado.

Cadastro positivo: Idec disponibiliza carta para saber quais informações valem pontos

Em vigor desde o último sábado (11),  o Cadastro Positivo – nota atribuída aos cidadãos no sistema de pontuação de crédito que reúne informações para avaliar o quão “confiável” alguém é financeiramente – já pode ser consultado por lojas, bancos e financeiras. Para ajudar os consumidores a entender quais informações estão sendo utilizadas para formular seus pontos, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) disponibilizou um modelo de carta para solicitar esses dados.
Com a promessa de diminuir juros e melhorar as condições de crédito para os “bons pagadores”, as instituições financeiras criaram o cadastro que pontua cada consumidor com base em dados como renda, pagamentos de contas de energia, água, telefone, além dos dados de seus familiares em primeiro grau. Para o Idec, o grande problema é que não se sabe ao certo como esses dados são utilizados para compor a nota de cada pessoa, nem os critérios dessa avaliação.
Por isso, o Instituto elaborou uma carta que pode ser enviada por qualquer cidadão aos birôs de crédito. Por meio dela, é possível saber, por exemplo, se foram coletadas informações de suas redes sociais, dados de geolocalização ou sobre a navegação em seu celular. O documento pode ser solicitado de forma gratuita no site do Idec (idec.org.br/cadastro-positivo).
O Idec também disponibiliza outras cartas exclusivas aos seus associados, nas quais o consumidor pode solicitar o cancelamento da inscrição no cadastro, alterações de dados incorretos, revisão de decisões entre outros.
Histórico 
O Cadastro Positivo existe desde 2011, mas antes precisava da autorização do consumidor para que suas informações sobre pagamento pudessem ser avaliadas pelos birôs de crédito.
A mudança na lei aprovada pelo Congresso em 2019  modificou essa regra: agora, a abertura do Cadastro é feita de forma automática, não mais voluntária, abrangendo todos os brasileiros com CPF.
Desde que as mudanças no cadastro começaram a ser debatidas, o Idec se posicionou contra a inclusão automática dos consumidores por entender que ela conflita com a Lei Geral de Proteção de Dados, que tem como princípio a autodeterminação informativa. Isso significa que os dados de cada pessoa são parte dela e, por isso, é direito de cada um determinar o que será feito com suas informações. Portanto, deveria ser direito de qualquer consumidor não ser incluído compulsoriamente no Cadastro Positivo.
Além disso, a falta de transparência sobre exatamente quais dados serão utilizados e irão compor a pontuação dos consumidores, preocupa o Instituto, uma vez que existe o risco de discriminação na hora de solicitar crédito financeiro ou realizar compras à prazo.
(Com informações do Idec)

Fenaj diz que empresas não defendem jornalistas agredidos por Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro fechou o primeiro ano de seu mandato acumulando um total de 116 ataques à imprensa, de acordo com levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
São quase dez agressões verbais por mês, uma a cada três dias. E no primeiro dia útil de 2020, Bolsonaro abriu seu segundo ano de mandato desferindo novas ofensas.
Nesta segunda-feira (6), em conversa com apoiadores e jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada, o presidente, ao ser questionado sobre seu diálogo com os chefes do Legislativo e a agenda de reformas de seu governo, respondeu declarando que “quem não lê jornal não está desinformado, e quem lê está desinformado”.
“Tem que mudar isso. Vocês (jornalistas) são uma espécie em extinção. Acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados do Ibama. Vocês são uma raça em extinção”, disse Bolsonaro.
Para a presidente da Fenaj, Maria José Braga, o novo ataque só confirma que, desde seu primeiro ano de mandato, Bolsonaro vem “institucionalizando por meio da Presidência da República ataques à liberdade de imprensa no Brasil”.
“Não é uma coisa espontânea, não é uma coisa impensada, o presidente tem feito sistemáticos ataques no sentido de descredibilizar a imprensa para que as notícias que começam a circular sobre suas ações de governo, sobre tantas medidas que o governo tem tomado e que contrariam os interesses da população brasileira, não sejam lidas e interpretadas pela população como deve ser, para que ela saiba de fato julgar como está o governo. Então é uma ação sistemática e por isso é muito perigosa”, adverte a presidente da Fenaj.
O levantamento da Federação mostra ainda que o número de agressões a jornalistas cresceu 36,36% em 2018, ano da campanha eleitoral, na comparação com 2017.
Ao todo, foram registradas 135 ocorrências de violência, entre elas um assassinato, e 227 profissionais vitimados. Ainda de acordo com a Fenaj, em 30 desses casos foram apoiadores/manifestantes os autores das agressões, 23 deles partidários de Bolsonaro e sete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Maria José alerta que o comportamento do presidente legitima a violência contra jornalistas, ressaltando ainda que ele conta com uma “tropa” virtual de seguidores para desferir ofensas e agressões a estes profissionais, tratados como “inimigos” pelo mandatário.
Para evitar responder aos jornalistas sobre as contradições de seu governo, ou as denúncias que cercam seus familiares, Bolsonaro não se limita a questões técnicas, procurando atacar inclusive de forma pessoal, como ocorreu recentemente quando deu uma resposta homofóbica a um jornalista e outros 10 ataques nos quais ofendeu diretamente um profissional ao longo do último ano.
“Infelizmente nós estamos vivendo uma situação em que o presidente da República se tornou o principal agressor da categoria dos jornalistas”, lamenta a presidente da Fenaj.
Apesar dos constantes ataques aos profissionais da imprensa, ainda assim, os  grandes veículos não têm repercutido, ou mesmo apontado, as denúncias apresentadas pela Federação Nacional dos Jornalistas em relação ao presidente da República, de acordo com Maria José.
Segundo ela, os profissionais agredidos não têm recebido a devida proteção de suas empresas para a defesa de sua atividade, pois a mídia convencional tem “fechado os olhos para as arbitrariedades desse governo e as ameaças feitas aos seus próprios profissionais”.
“Os veículos hegemônicos de comunicação continuam dando apoio a Bolsonaro porque, apesar de ele atacar inclusive esses veículos, continua implementando a agenda econômica neoliberal que é apoiada pelos grandes veículos de comunicação do Brasil”, avalia.
“Então, do ponto de vista da economia, ele (Bolsonaro) está fazendo as lições que foram dadas para fazer, que é tirar direitos do trabalhador, desregulamentar as relações de trabalho, favorecer o capital, as empresas e empregadores, em detrimento dos trabalhadores. Como ele está cumprindo essa agenda econômica, continua tendo o apoio político da maioria dos veículos de comunicação comerciais do Brasil, que não fazem a defesa do seu profissional e da sua atividade, de produção de informação jornalística”, destaca Maria José.
Baseado no Twitter, entrevistas e discursos oficiais, o levantamento da Fenaj adverte que o número de ataques à imprensa por parte de Bolsonaro pode ser ainda maior. “Nós estamos de fato vivendo em meio a um estado de exceção do Brasil”, declara a presidente.
(Com informações da RBA)

Bolsonaro defende "tarifa zero" para a energia solar

Setenta por cento dos consumidores brasileiros que produzem a própria energia estão nas  regiões Sudeste e Sul, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em todo o país, já são mais de 166 mil instalações de “geração distribuida”.

O número inclui casas, comércios, condomínios e fazendas (que normalmente produzem energia para atender a grandes consumidores, como shoppings ou supermercados).

A Geração Distribuída se tornou o centro de uma polêmica desde que a Aneel anunciou, no ano passado, a intenção de mudar as regras estabelecendo cobrança pelo uso do sistema de transmissão.
A polêmica aumentou depois que o presidente Jair Bolsonaro declarou que estava “sepultada” qualquer possibilidade de retirada de incentivos e de aplicação de taxas sobre consumidores que geram a própria energia por meio de painéis solares.

Bolsonaro anunciou ainda um acordo com os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), para reverter no Congresso uma eventual decisão da Aneel no sentido de taxar a geração própria.

O presidente, que disse ainda que a posição de seu governo é de “tarifa zero” para a geração própria de energia.

"A primeira tentação de Cristo" volta ao ar por decisão do Supremo

Durou pouco mais de 24 horas a censura ao vídeo  “A Primeira Tentação de Cristo”, da produtora Porta dos Fundos, veículado pela Netflix desde o Natal.
Suspensa na quarta-feira, 8, por uma liminar, a exibição do vídeo foi reabilitada por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli na tarde desta quinta, 9.
A produtora Porta dos Fundos tem sido criticada nas redes sociais por vários grupos cristãos pela maneira como retratou Jesus no programa de humor.
O filme insinua que Jesus teve uma experiência homossexual após passar 40 dias no deserto.
“Não se descuida da relevância do respeito à fé cristã (assim como de todas as demais crenças religiosas ou a ausência dela). Não é de se supor, contudo, que uma sátira humorística tenha o condão de abalar valores da fé cristã, cuja existência retrocede há mais de 2 (dois) mil anos, estando insculpida na crença da maioria dos cidadãos brasileiros”, afirmou o ministro Dias Toffoli na decisão.
O relator do pedido é o ministro Gilmar Mendes, mas a ação foi distribuída ao presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. Como o Poder Judiciário está em recesso até fevereiro, cabe a Toffoli julgar as questões que ele considerar urgentes.
Ataque
Na madrugada de 24 de dezembro, a sede da produtora do Porta dos Fundos no Humaitá, Zona Sul do Rio, foi alvo de um ataque. Dois coquetéis molotov foram jogados contra a fachada do imóvel. O caso foi registrado como crime de explosão na 10ª DP (Botafogo).
Único suspeito identificado até o momento, o economista e empresário Eduardo Fauzi fugiu para a Rússia no dia 29 de dezembro. Ele foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol e, com isso, pode ser preso por qualquer força policial do país em que esteja.