Autor: da Redação

  • Cooperativa de alimentos orgânicos abre armazém em Porto Alegre

    Cooperativa de alimentos orgânicos abre armazém em Porto Alegre

    Cooperativa de Consumo GiraSol inaugura nesta quarta-feira (05/02), às 18 horas, em Porto Alegre, um espaço de comercialização de alimentos orgânicos, provenientes da agricultura familiar e reforma agrária, e de produtos de origem dos empreendimentos da economia solidária e feminista.
    Trata-se do Armazém GiraSol, que abre suas portas na Avenida Venâncio Aires, 757, Bairro Santana.
    A Coperativa GiraSol é uma das assistidas pela Unidade de Cooperativismo da Emater/RS-Ascar em Porto Alegre (UCP Poa) através do Programa de Extensão Cooperativa/PEC.
    Segundo o coordenador da UCP Poa, Marcelo Cotrim, a Emater/RS-Ascar auxiliou a Cooperativa GiraSol neste novo processo de reorganização social e comercial atuando na reforma estatutária da cooperativa, no auxilio à gestão contábil, nos processo de intercooperação comercial com cooperativas assistidas pela Instituição, nos processos de organização e avaliação das frentes comercias, dentre outras ações.
    O investimento no armazém faz parte do projeto “Mulheres Rurais em Rede: Agroecologia, Autonomia Econômica e Autogestão Solidária”, que tem recursos da Fundação Banco do Brasil e ONU Mulheres.
    Além do armazém da GiraSol no Rio Grande do Sul, o investimento do Projeto contemplou outras cooperativas, bem como outros empreendimentos da economia solidária que fazem parte da Rede de Economia Solidária e Feminista (RESF), uma rede nacional que fomenta a Ecosol em 11 estados do Brasil.
    Para completar, o espaço contará com uma cafeteria com lanches e refeições saudáveis, além da promoção de atividades culturais, debates sobre temas da sociedade contemporânea, rodas de conversa e muito mais. “Vamos abrir um lugar aconchegante, para a boa convivência, que ofereça alimento para o corpo e para a alma”, afirma Tanara Lucas, coordenadora executiva do Projeto Mulheres Rurais em Rede: Agroecologia, Autonomia Econômica e Autogestão Solidária.
    O Armazém GiraSol funcionará de segunda a sábado, das 9h às 19 horas
    Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

  • Preço da gasolina: Fenafisco diz que Bolsonaro "falta com a verdade"

    Nota de Posicionamento
    A Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), entidade sindical nacional representativa de mais de 35 mil servidores públicos fiscais tributários da Administração Tributária dos Estados e do Distrito Federal, em face da declaração publicada pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, em suas redes sociais, que acusa os governadores de serem os culpados pela alta no preço dos combustíveis e que, em razão dessa culpa, tomará a iniciativa de propor a alteração da cobrança do ICMS, em desfavor dos estados e municípios, vem a público manifestar o seguinte:
    Ao anunciar uma medida que pode reduzir dramaticamente as já combalidas finanças de estados e municípios, altamente dependentes do ICMS em razão de um sistema tributário que privilegia os milionários e os grandes proprietários, o chefe do Executivo falta com a verdade. A disparada do preço dos combustíveis, verificada a partir de 2017, não apenas nada tem a ver com a tributação, como tem tudo a ver com a mudança na política de preços da Petrobras, que passou a vigorar exatamente em 2017 e permanece intocada pelo atual governo, para regozijo dos acionistas da Petrobras, muitos dos quais estrangeiros.
    O presidente Jair Bolsonaro, para não se indispor com os acionistas privados da Petrobras, que acumulam ganhos extraordinários com a mudança da política de preços da empresa, preferiu o caminho fácil do constrangimento e da ameaça aos estados que, em última análise, imporá sacrifícios ainda maiores, não aos governadores, mas à sociedade brasileira, especialmente a parcela mais dependente dos serviços públicos.
    A Fenafisco espera que a coragem que falta ao presidente para enfrentar o problema na sua raiz, não falte aos governadores e prefeitos para denunciarem com veemência essa fake news e resistirem a esse violento assédio aos cofres públicos.
    Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco)

  • Câmara aprova regras para situações de emergência em saúde pública

    Câmara aprova regras para situações de emergência em saúde pública

    A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que estabelece as medidas a serem adotadas em caso de emergência de saúde pública. A matéria vai ao Senado, que deve votar o texto nesta quarta-feira (5).
    A proposta prevê isolamento, quarentena e fechamento de portos, rodovias e aeroportos para entrada e saída do País.
    Aprovada na forma de um substitutivo da relatora, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), a proposta contou com mudanças incorporadas após sugestões dos parlamentares.
    Uma delas é que a futura lei terá vigência enquanto perdurar o estado de emergência internacional relacionada ao coronavírus.
    A relatora disse que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, comprometeu-se com os líderes partidários e com ela a enviar à Casa, em breve, um projeto com cerca de 84 artigos sobre a temática, aprofundando os tipos de situações de emergência sanitária.
    Não há no país registro de contágio da doença.
    As primeiras pessoas a serem submetidas à quarentena são brasileiros residentes na região de Wuhan cuja repatriação está sendo providenciada.
    Isolamento
    O projeto define isolamento como a separação de pessoas doentes ou contaminadas ou de bagagens, meios de transporte, mercadorias ou encomendas postais afetadas de outros, de maneira a evitar a contaminação ou a propagação do coronavírus.
    Já a quarentena é conceituada como a restrição de atividades ou separação de pessoas suspeitas de contaminação das pessoas que não estejam doentes ou de bagagens, contêineres, animais, meios de transporte ou mercadorias suspeitos de contaminação, de maneira a evitar a possível contaminação ou a propagação do coronavírus.
    Os períodos de duração do isolamento, da quarentena e da situação de emergência serão definidos por ato do Ministério da Saúde. Nesta terça-feira, foi publicada a portaria que formaliza a situação de emergência no País.
    Outras medidas
    Além do isolamento, da quarentena e da restrição de entrada ou saída do País, o texto prevê a adoção das seguintes medidas em caso de emergência de saúde pública decorrente do vírus: realização compulsória de exames, testes laboratoriais, coleta de amostras clínicas, vacinação e outras medidas profiláticas e tratamentos médicos específicos.
    A pessoa em tratamento terá o direito de ser informada permanentemente sobre o seu estado de saúde e sua família deverá contar com assistência na forma de um regulamento. O tratamento será gratuito.
    Uma novidade nesse tópico é a incorporação de diretriz do Regulamento Sanitário Internacional que prevê “o pleno respeito à dignidade, aos direitos humanos e às liberdades fundamentais das pessoas”.
    O projeto dispensa a licitação para a compra de bens, serviços e insumos de saúde destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do coronavírus. A dispensa é temporária e se aplica apenas ao período de emergência.
    Carmen Zanotto complementou seu voto determinando que todas as contratações serão divulgadas em site específico na internet, contendo informações como o nome do contratado, seu CNPJ, o prazo contratual e o valor do contrato.
    Requisições
    Durante o período emergencial, poderá haver a requisição de bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas, hipótese em que será garantido o pagamento de indenização, além de autorização excepcional e temporária para a importação de produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
    Todas as medidas somente poderão ser determinadas com base em evidências científicas e em análises sobre as informações estratégicas em saúde e deverão ser limitadas no tempo e no espaço ao mínimo indispensável à promoção e à preservação da saúde pública.
    O único ponto retirado pela relatora é o que previa o dever de informar às autoridades sanitárias qualquer manifestação de sintomas considerados característicos de adoecimento pelo coronavírus. Isso poderia gerar confusão com sintomas de outras doenças, desviando o foco dos casos reais.
    Entretanto, as pessoas precisarão comunicar às autoridades sanitárias sobre possíveis contatos com agentes infecciosos do coronavírus e sobre a circulação em áreas consideradas como regiões de contaminação pelo vírus.
    Casos
    O último boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS) registra 20.471 casos confirmados no território chinês, com 426 mortes.
    A primeira morte fora da China foi registrada no domingo (2), nas Filipinas, e o total de países com coronavírus também subiu nesta terça. Agora são 24, além da China.
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Brasil e Estados Unidos buscam cooperação em energia nuclear

    Os governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira um memorando de entendimento em energia nuclear que busca estreitar a cooperação e avanços em áreas como a segurança nuclear, informaram fontes oficiais.
    O acordo foi assinado pela Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan) e o Instituto de Energia Nuclear dos Estados Unidos (NEI, na sigla em inglês) durante o Fórum de Energia Brasil-Estados Unidos.
    Durante o evento, que contou com a participação do ministro de Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, e do secretário de Energia dos EUA, Dan Brouillette, foi assinada também uma carta de intenções entre a estatal brasileira Eletronuclear e a norte-americana Westinghouse, especializada em energia nuclear.
    O documento entre ambas as empresas busca estreitar a colaboração para garantir a renovação de licenças e a operação de longo prazo da central nuclear brasileira Angra 1, podendo ampliar seu prazo de vida de 40 a 60 anos.
    Já o acordo entre a associação brasileira e o instituto americano busca avanços em áreas como segurança nuclear.
    “A indústria americana de energia está pronta e animada para trabalhar com o Brasil”, afirmou Brouillette. Segundo o secretário, o diálogo também incluiu temas regulatórios.
    Brouillette defendeu mais clareza nas regras e mais transparência e ressaltou a modernização na legislação brasileira sobre energia.
    “Continuaremos a apoiar esses esforços de todas as formas que pudermos”, disse o secretário e acrescentou que os acordos assinados são um passo significativo para aumentar a presença e os investimentos dos Estados Unidos no setor nuclear brasileiro.
    Por sua vez, o ministro de Energia do Brasil destacou que a cooperação entre os dois países “visa criar um melhor ambiente de negócios para investimentos no setor de óleo e gás, tanto no comércio internacional ou para a realização de leilões que temos realizado com previsibilidade aqui no Brasil”.
    Para Bento Albuquerque, Brasil e Estados Unidos têm muito a cooperar por terem se tornado exportadores líquidos de petróleo recentemente. “Procuramos, nessa parceria com os Estados Unidos, reduzir as incertezas que possam, por acaso, existir nos leilões.”
    A colaboração entre Brasil e Estados Unidos no fórum incluiu ainda a experiência americana com o shale gas, ou gás de xisto, atividade que o governo brasileiro quer começar a realizar, segundo o ministro.
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Tribunal derruba liminar que proibia privatização de presídios em São Paulo

    Tribunal derruba liminar que proibia privatização de presídios em São Paulo

    O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco derrubou uma liminar que suspendia licitação para privatização de quatro presídios no interior do estado de São Paulo.
    Com a decisão, duas unidades penais de Gália e cada uma das unidades de Registro e Aguaí terão retomada a publicação de edital que previa a parceria público-privada (PPP).
    O projeto de licitação, de autoria do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) deve entrar em curso já nos próximos dias.
    A Defensoria Pública do Estado aguarda no entanto que a decisão do desembargador seja reavaliada pelos tribunais superiores.
    De acordo com órgão, autor da liminar que pedia a suspensão do edital, o despacho do TJ-SP desconsidera a emenda constitucional 104, que impede as atividades de custódia e segurança dos presídios de serem terceirizadas.
    A emenda já havia sido considerada em primeira instância, mas o governo recorreu e foi atendido pelo desembargador no último dia 30.
    Essa é segunda vez que o TJ suspende liminar contrária à privatização. Em outubro, a Justiça também rejeitou o pedido da Defensoria.
    “Essa emenda que foi promulgada no final do ano passado, ela diz que essas atividades são privativas de servidores públicos concursados, e me parece que o Tribunal de Justiça, ao caçar essa liminar, passou por cima dessa emenda constitucional”, explica o defensor público Renato De Vitto em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, da Rádio Brasil Atual.
    De acordo com o defensor, a decisão do TJ-SP traz ainda “ingredientes políticos, para atendimento dos interesses do governador e parece desconsiderar esse elemento (emenda) jurídico importante”, acrescenta.
    Membro associado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e ex-diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), De Vitto destaca que a privatização dos presídios é “uma solução simplista que leva ao agravamento dos problemas” do sistema prisional brasileiro. A começar pelas finanças públicas, pois custaria ainda mais à população.
    Segundo cálculo da procuradoria, cada preso nas quatro unidades deixaria de custar R$ 2.428,57, passando para R$ 3.760,85. “Quando a gente estimula a privatização, a gente está estimulando a organização do poder do capital, pedindo mais encarceramento. O Brasil já tem problema objetivo de super encarceramento. A média, nos países, é 140 pessoas a cada grupo de 100 mil habitantes. Aqui no Brasil a gente já passa dos 350 presos por 100 mil habitantes”, observa o defensor.
    Ainda de acordo com De Vitto, a privatização dos presídios é contrária à proposta do Banco Mundial, que em relatório em 2013 propôs a redução no número de presos provisórios, hoje estimados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em mais de 337 mil pessoas, 41,5% da população carcerária.
    Além de ser um modelo que provoca o recrudescimento penal e vai contra os interesses dos agentes penitenciários.
    “Nos Estados Unidos o que se verificou foi a criação de um seguimento de lobby potente das empresas interessadas no aumento do encarceramento, que passam a incidir no poder legislativo pedindo mais prisão, mais pena e insistindo nessa fórmula arcaica e pouco efetiva de que a gente resolve o problema de segurança pública apenas com o aprisionamento”, contesta.
     

  • Projeto de presídio vertical para cinco mil presos é alvo de críticas

    Projeto de presídio vertical para cinco mil presos é alvo de críticas

    O governo do Rio de Janeiro apresentou a maquete do Conjunto Penal Vertical, proposta do governador  Wilson Witzel (PSC).
    Seriam conjuntos de três prédios, com onze andares cada e capacidade para até 5 mil presos. Segundo o governador, o complexo só iria “receber sentenciados sem ligações com facções criminosas”, e custaria cerca de R$ 80 milhões cada unidade.
    O sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio, emitiu uma nota criticando o projeto:
    “A proposta é nociva à operacionalidade do sistema. Experiências menos audaciosas no estado feitas com prédios de apenas três pavimentos provocaram situações dramáticas durante motins ocorridos em 2004 e 2006, quando a resolução dos conflitos foi dificultada pelos bloqueios provocados graças a uma arquitetura mal projetada, que impede ação imediata por parte das forças de segurança”.
    O projeto foi recusado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), em audiência pública realizada em agosto.
    O conselheiro do CNPCP  Vilobaldo de Carvalho ressaltou no relatório que rejeitou a proposta, que não se trata apenas do custo da obra, mas de sua adequação às regras da Lei de Execução Penal.
    “Apesar de a unidade evidentemente precisar funcionar dentro da ‘normalidade’, não se deve menosprezar possíveis acontecimentos graves dentro da realidade do sistema prisional brasileiro que, nos últimos anos, registrou massacres entre presos em diversos Estados”, explicou.
    Entre os problemas estão a própria altura dos prédios, que deixaria os servidores expostos a ataques externos. Além disso, um problema grave nos andares inferiores, como uma rebelião ou um incêndio, pode bloquear o acesso a todo o resto do edifício.
    Na proposta de Witzel, a área de banho de sol do Conjunto Penal Vertical ficaria no terraço, dando ampla visão do entorno aos presos, possibilitando o planejamento de ataques ou fugas.
    Com o projeto vetado pelo conselho, Witzel agora pretende utilizar dinheiro do orçamento estadual para a construção, escapando do veto federal.
    Ao mesmo tempo que promete construir as unidades do Conjunto Penal Vertical com verba estadual, o governador do Rio diz não ter dinheiro para contratar servidores, já sinalizando uma terceirização dos Conjuntos Penais Verticais, bem como de algumas outras unidades já existentes. O estado tem 51 presídios estaduais.
    Para o Sindsistema, o governo Witzel devia se preocupar primeiro em resolver o déficit funcional, a falta de equipamentos básicos e de estrutura de trabalho nas atuais unidades. “Um sistema em decadência, com unidades sob funcionamento precário, baixo efetivo de servidores diante da administração da custódia, da disciplina, da saúde e da ressocialização de mais de 50 mil presos, enquanto o governo promete para os presos terraço com banho de sol e vista privilegiada de toda a movimentação no vizinho Complexo Penitenciário do Gericinó”, diz o sindicato.
    (Com informações da RBA)
  • Novo presidente da Assembleia quer Estado mais competitivo

    Novo presidente da Assembleia quer Estado mais competitivo

    Diante de uma plateia repleta de autoridades – incluindo o chefe do Executivo gaúcho, Eduardo Leite, ex-governadores, senadores, deputados, secretários, empresários, presidentes de partidos e lideranças regionais -, o progressista Ernani Polo foi eleito para a presidência da Assembleia Legislativa pelo período de um ano.
    A sessão solene, realizada no plenário 20 de Setembro na manhã de segunda-feira (3), também definiu a nova Mesa Diretora da Casa até 2021.
    Em seu pronunciamento como novo presidente, Polo deixou claro qual será o principal foco de sua gestão: o estímulo à competitividade. “Uma das nossas metas centrais, em plena era digital, é diminuir a burocracia e estimular a simplicidade”, disse o parlamentar.
    A ideia, conforme Polo, é mapear e estabelecer indicadores objetivos para que o parlamento possa contribuir com ações que incentivem o desenvolvimento gaúcho. “Que legislação ainda precisa ser modernizada? Em que causas precisamos nos envolver politicamente para estimular o desenvolvimento? O que ainda precisa ser modernizado na estrutura do Estado? O que está ao nosso alcance? O que depende de nós na prática?”, questionou.
    O novo chefe do Legislativo gaúcho defendeu que partidos políticos, Poderes de Estado e iniciativa privada façam um esforço conjunto em busca da convergência. “Eu sigo acreditando na moderação como força construtora do bem comum. Juntos, somos muito mais fortes”, resumiu.
    Ele ainda expôs dados do ranking anual do Centro de Liderança Pública (CLP), que mostra que o Rio Grande do Sul figura na 27ª posição em solidez fiscal, na 18ª posição em infraestrutura e na 11ª em educação.
    Em consonância com o processo de gestão compartilhada em vigência no Legislativo, Polo assegurou que manterá iniciativas bem-sucedidas da antiga administração, como o Crescer/RS e a campanha Valores Que Ficam. “Não vou mudar de nome só para chamar de meu; não tem nada mais atrasado do que isso. Os programas são nossos, dos gaúchos – e assim continuarão”, declarou, sob aplausos.

    Ernani Polo posa no cenário montado com o símbolo da sua gestão: o remo / Joel Vargas/Agência AL

    O dia marcado pela posse da Mesa Diretora também serviu para o lançamento do novo slogan que marcará a atual gestão. A simbologia escolhida foi a de um remo, e a frase será “Assembleia Legislativa 2020: atitude para um Rio Grande mais competitivo”.
    Por isso, na Esplanada do Palácio Farroupilha, três remadores do Clube Grêmio Náutico União estavam a postos, ao lado de um barco, para tirar fotos com os presentes. “A atitude muda o mundo. Precisamos de atitude dos políticos, mas também dos demais atores. Atitude de quem tem consciência, de quem tem redes, de quem forma opinião”, afirmou.
    Ressaltando sua origem ligada à agricultura, ele finalizou seu pronunciamento com uma saudação ao ex-presidente Luiz Augusto Lara (PTB), aos colegas deputados, ao presidente estadual do Progressista, Celso Bernardi, e à bancada progressista por sua indicação. Por fim, fez uma menção especial à esposa, filhos, pais, familiares, amigos e à equipe de seu gabinete parlamentar.
    Composição da Nova Mesa Diretora
    Titulares
    Presidente: Ernani Polo (PP)
    1º Vice-presidente: Zé Nunes (PT)
    2ª Vice-presidente: Franciane Bayer (PSB)
    1º Secretário: Gabriel Souza (MDB)
    2º Secretário: Dirceu Franciscon (PTB)
    3ª Secretária: Zilá Breitenbach (PSDB)
    4º Secretário: Luiz Marenco (PDT)
    Suplentes
    1º Suplente de Secretário: Issur Koch (PP)
    2ª Suplente de Secretária: Fran Somensi (Republicanos)
    3º Suplente de Secretário: Paparico Bacchi (PL)
    4º Suplente de Secretário: Carlos Búrigo (MDB)
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Pacote de Marchezan sobre transporte coletivo é um "bode na sala"

    Pacote de Marchezan sobre transporte coletivo é um "bode na sala"

    O pacote de projetos que o prefeito Nelson Marchezan mandou à Câmara para votação em regime de urgência, embaralhou de vez o debate sobre o transporte coletivo em Porto Alegre, que tem a tarifa mais cara entre as capitais brasileiras e, mesmo assim, está à beira de um colapso pela perda de passageiros.
    O conjunto de seis projetos, que mudam radicalmente a forma de remuneração do transporte coletivo na cidade, foi apresentado de surpresa no final do recesso parlamentar, para votação em dois dias, apesar das medidas polêmicas que contém – a começar por uma esdrúxula “taxa de congestionamento” que seria paga por motoristas de outros municípios em trânsito pela capital.
    Para embaralhar ainda mais as discussões, o pacote da prefeitura juntou aos seis projetos que propõem os subsídios um projeto polêmico que já estava em tramitação na Câmara, prevendo a extinção do cargo de cobrardor nos ônibus.
    Através de subsídios de diversas fontes, o pacote do prefeito pretende “reduzir o valor da passagem de ônibus na Capital em aproximadamente R$ 1,00 já neste ano”, além de estabelecer “passe livre para todo trabalhador com carteira assinada” e congelar o passa estudantil em R$ 1,00.
    A saída dos vereadores foi não dar quorum para as duas sessões convocadas e agora o pacote volta à ordem do dia, na reabertura dos trabalhos legislativos nesta segunda-feira, 3.
    É previsível uma intensa e prolongada polêmica no legislativo, enquanto o prazo para o reajuste anual da tarifa vai se esgotando.
    O pedido de reajuste já apresentado pelas empresas concessionárias no início de janeiro e que deve ser decidido em fevereiro, prevê um acréscimo de 50 centavos, que eleva a tarifa única dos atuais R$ 4,70 para R$ 5,20 – um aumento de 10,63% perante uma inflação anual de 4,13%.
    Há mais de dez anos, o reajuste das tarifas de ônibus em Porto Alegre supera folgadamente a inflação e o reajuste dos salários dos funcionários, que segundo a ATP  representam metade do custo operacional do sistema.

    De 2009, quando a tarifa era de R$ 2,30, até os 4,70 de 2019, o aumento soma 104,3%, enquanto a inflação do período ficou em 76,7%.
    A proposta das empresas, paralelamente ao pacote, está em análise no Conselho Transportes Urbanos (Comtu) que nunca negou um pedido de reajuste.

     

  • Privatização do Banrisul ainda não está descartada no acordo com União

    O secretário do Tesouro Nacional disse que será necessário “fazer as contas” para ver se as reformas que o governo Eduardo Leite está fazendo são suficientes para que o Rio Grande do Sul possa aderir ao Programa de Reajuste Fiscal sem privatizar o Banrisul.
    As declarações de Monsueto Almeida foram  feitas em entrevista nesta sexta-feira à rádio Gaúcha.
    O secretário elogiou os  “avanços” obtidos pelo governador com as reformas aprovadas e disse que o Estado está “muito próximo” da adesão ao programa.
    Mas, explicou que o Programa decorre de uma lei e tem regras bem claras. “Para que se abra mão da privatização do Banrisul, é necessário que os ganhos com as mudanças aprovadas compensem os recursos que viriam com a venda”, disse o secretário.
     

  • Passagem inesperada de Bolsonaro pelo Hospital das Forças Armadas

    Passagem inesperada de Bolsonaro pelo Hospital das Forças Armadas

    Ao retornar de Belo Horizonte, onde sobrevoou as áreas atingidas pela chuva, na tarde de quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro  foi examinado no Hospital das Forças Armadas.
    Segundo o G1, o presidente  permaneceu no hospital por pouco mais de uma hora e meia. Deixou o local pouco antes das 20h30 por uma saída reservada.
    O jornal Nacional registrou lacônicamente o fato, informando que Bolsonaro permaneceu no hospital “duas horas”
    Nem o Palácio do Planalto, nem o hospital informaram o motivo da visita de Bolsonaro ao hospital. A assessoria do Planalto confirmou o fato, mas não deu detalhes.
    Na agenda oficial do presidente, divulgada pelo Palácio do Planalto, não há compromissos previstos para esta sexta (31) – nem no Planalto nem no Palácio da Alvorada.
    O hospital é o mesmo ao qual Bolsonaro foi levado às pressas em dezembro após sofrer uma queda no Palácio da Alvorada. Naquela ocasião, o presidente fez exames, passou a noite no hospital e recebeu alta na manhã seguinte.
    O presidente também foi duas vezes ao Hospital da Força Aérea de Brasília, onde passou por exames. Em dezembro, Bolsonaro disse ter ido à unidade para investigar um possível câncer de pele. Em janeiro, o Palácio do Planalto falou apenas em “exames de rotina”.
    Segundo o Poder 360, desta vez no HFA “médicos analisaram se há necessidade de uma cirurgia para reposicionar tela que o presidente teve instalada em setembro de 2019 para corrigir uma hérnia, além de uma possível correção da cicatriz resultante de procedimentos anteriores”.
    “O presidente deixou o hospital às 20h25, amparado por uma pessoa”, segundo o blog.
    Jair Bolsonaro já passou por quatro cirurgias após a facada que sofreu em 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG), durante a campanha eleitoral.