Cooperativa de Consumo GiraSol inaugura nesta quarta-feira (05/02), às 18 horas, em Porto Alegre, um espaço de comercialização de alimentos orgânicos, provenientes da agricultura familiar e reforma agrária, e de produtos de origem dos empreendimentos da economia solidária e feminista.
Trata-se do Armazém GiraSol, que abre suas portas na Avenida Venâncio Aires, 757, Bairro Santana.
A Coperativa GiraSol é uma das assistidas pela Unidade de Cooperativismo da Emater/RS-Ascar em Porto Alegre (UCP Poa) através do Programa de Extensão Cooperativa/PEC.
Segundo o coordenador da UCP Poa, Marcelo Cotrim, a Emater/RS-Ascar auxiliou a Cooperativa GiraSol neste novo processo de reorganização social e comercial atuando na reforma estatutária da cooperativa, no auxilio à gestão contábil, nos processo de intercooperação comercial com cooperativas assistidas pela Instituição, nos processos de organização e avaliação das frentes comercias, dentre outras ações.
O investimento no armazém faz parte do projeto “Mulheres Rurais em Rede: Agroecologia, Autonomia Econômica e Autogestão Solidária”, que tem recursos da Fundação Banco do Brasil e ONU Mulheres.
Além do armazém da GiraSol no Rio Grande do Sul, o investimento do Projeto contemplou outras cooperativas, bem como outros empreendimentos da economia solidária que fazem parte da Rede de Economia Solidária e Feminista (RESF), uma rede nacional que fomenta a Ecosol em 11 estados do Brasil.
Para completar, o espaço contará com uma cafeteria com lanches e refeições saudáveis, além da promoção de atividades culturais, debates sobre temas da sociedade contemporânea, rodas de conversa e muito mais. “Vamos abrir um lugar aconchegante, para a boa convivência, que ofereça alimento para o corpo e para a alma”, afirma Tanara Lucas, coordenadora executiva do Projeto Mulheres Rurais em Rede: Agroecologia, Autonomia Econômica e Autogestão Solidária.
O Armazém GiraSol funcionará de segunda a sábado, das 9h às 19 horas
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
Seriam conjuntos de três prédios, com onze andares cada e capacidade para até 5 mil presos. Segundo o governador, o complexo só iria “receber sentenciados sem ligações com facções criminosas”, e custaria cerca de R$ 80 milhões cada unidade.
O sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio, emitiu uma nota criticando o projeto:
“A proposta é nociva à operacionalidade do sistema. Experiências menos audaciosas no estado feitas com prédios de apenas três pavimentos provocaram situações dramáticas durante motins ocorridos em 2004 e 2006, quando a resolução dos conflitos foi dificultada pelos bloqueios provocados graças a uma arquitetura mal projetada, que impede ação imediata por parte das forças de segurança”.
O projeto foi recusado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), em audiência pública realizada em agosto.
O conselheiro do CNPCP Vilobaldo de Carvalho ressaltou no relatório que rejeitou a proposta, que não se trata apenas do custo da obra, mas de sua adequação às regras da Lei de Execução Penal.
“Apesar de a unidade evidentemente precisar funcionar dentro da ‘normalidade’, não se deve menosprezar possíveis acontecimentos graves dentro da realidade do sistema prisional brasileiro que, nos últimos anos, registrou massacres entre presos em diversos Estados”, explicou.
Entre os problemas estão a própria altura dos prédios, que deixaria os servidores expostos a ataques externos. Além disso, um problema grave nos andares inferiores, como uma rebelião ou um incêndio, pode bloquear o acesso a todo o resto do edifício.
Na proposta de Witzel, a área de banho de sol do Conjunto Penal Vertical ficaria no terraço, dando ampla visão do entorno aos presos, possibilitando o planejamento de ataques ou fugas.
Com o projeto vetado pelo conselho, Witzel agora pretende utilizar dinheiro do orçamento estadual para a construção, escapando do veto federal.
Ao mesmo tempo que promete construir as unidades do Conjunto Penal Vertical com verba estadual, o governador do Rio diz não ter dinheiro para contratar servidores, já sinalizando uma terceirização dos Conjuntos Penais Verticais, bem como de algumas outras unidades já existentes. O estado tem 51 presídios estaduais.
Para o Sindsistema, o governo Witzel devia se preocupar primeiro em resolver o déficit funcional, a falta de equipamentos básicos e de estrutura de trabalho nas atuais unidades. “Um sistema em decadência, com unidades sob funcionamento precário, baixo efetivo de servidores diante da administração da custódia, da disciplina, da saúde e da ressocialização de mais de 50 mil presos, enquanto o governo promete para os presos terraço com banho de sol e vista privilegiada de toda a movimentação no vizinho Complexo Penitenciário do Gericinó”, diz o sindicato.
(Com informações da RBA)








