Autor: da Redação

  • Sociedade de infectologia divulga informe sobre o virus

    INFORME DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA SOBRE O NOVO
    CORONAVÍRUS
    PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA PROFISSIONAIS DA SAÚDE E PARA O PÚBLICO EM GERAL
    (Dados atualizados em 28/01/2020)
    O que são coronavírus?
    Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família de vírus, conhecidos desde meados da década de 1960, que receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa (do inglês crown).
    Podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a
    síndrome respiratória aguda grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) e a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS, do inglês Middle East Respiratory Syndrome).
    Os vírus foram denominados SARS-CoV e MERS-CoV, respectivamente.
    O que é este novo coronavírus?
    Trata-se de uma nova variante do coronavírus, denominada 2019-nCoV, até então não identificada em humanos.
    Até o aparecimento do 2019-nCoV, existiam apenas seis cepas conhecidas capazes de infectar humanos, incluindo o SARS-CoV e MERS-CoV.
    Recomendamos evitar os termos “nova gripe causada pelo coronavírus” porque gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza.
    Como este novo coronavírus foi identificado?
    O novo coronavírus foi identificado em investigação epidemiológica e laboratorial, após a notificação de casos de pneumonia de causa desconhecida entre dezembro/2019 e janeiro/2020, diagnosticados inicialmente na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei.
    Centenas de casos já foram detectados na China. Outros casos importados foram registrados na Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Vietnã, Cingapura, Arábia Saudita e Estados Unidos da América; todos estiveram em Wuhan.
    Qual a origem do surto atual?
    A origem ainda não está elucidada. Acredita-se que a fonte primária do vírus seja em um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan.
    Os coronavírus podem ser transmitidos de animais para humanos?
    Sim. Investigações detalhadas descobriram que o SARS-CoV foi transmitido de civetas (gatos selvagens) para humanos na China, em 2002, e o MERS-CoV de dromedários para humanos na Arábia Saudita, em 2012.
    Porém, existem vários coronavírus que causam infecção animal. Na maioria, infectam apenas uma espécie ou algumas espécies intimamente relacionadas, como morcegos, aves, porcos, macacos, gatos, cães e roedores, entre outros.
    A transmissão do coronavírus acontece entre humanos?
    Sim. Alguns coronavírus são capazes de infectar humanos e podem ser transmitidos de pessoa a pessoa pelo ar (secreções aéreas do paciente infectado) ou por contato pessoal com secreções contaminadas.
    Porém, outros coronavírus não são transmitidos para humanos, sem que haja uma mutação. Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente.
    Há transmissão sustentada do novo coronavírus?
    Até agora, não há evidências. Está limitada a grupos familiares e profissionais de saúde que cuidaram de pacientes infectados.
    Também não há evidências de transmissão de pessoa a pessoa fora da China, mas
    isso não significa que não aconteça.
    Qual é o período de incubação desta nova variante do coronavírus?
    Ainda não há uma informação exata. Presume-se que o tempo de exposição ao vírus e o início dos sintomas seja de até duas semanas.
    Quais são os sintomas de uma pessoa infectada por um coronavírus?
    Pode variar desde casos assintomáticos, casos de infecções de vias aéreas superiores semelhante ao resfriado, até casos graves com pneumonia e insuficiência respiratória aguda, com dificuldade respiratória.
    Crianças de pouca idade, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves. No caso do 2019-nCov, ainda não há relato de infecção sintomática em crianças ou adolescentes.
    Como ocorre o contágio e qual é a gravidade do novo coronavírus?
    Não se sabe até o momento. Alguns vírus de transmissão aérea são altamente contagiosos, como o sarampo, enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o 2019-nCoV é transmitido de pessoa para pessoa.
    Até que tenhamos esta informação mais acurada, recomenda-se que as
    precauções e isolamentos sejam adotados. Quanto à gravidade, devemos acompanhar a evolução da epidemia.
    Pelos dados iniciais publicados, a estimativa inicial é de que a letalidade seja em torno de 3% (26 mortes em 912 casos), inferior à do SARS-CoV e do MERS-CoV.
    Como é feita a confirmação do diagnóstico do novo coronavírus?
    Exames laboratoriais realizados por biologia molecular identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias.
    Existe um tratamento para o novo coronavírus?
    Não há um medicamento específico. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários.

  • Produção da indústria cai 11% em dois meses, mas CNI vê recuperação

    Produção da indústria cai 11% em dois meses, mas CNI vê recuperação

    A produção da indústria brasileira caiu 7,1 %  em dezembro, na comparação com novembro.
    A retração no mês foi menor que em outros anos, mas foi a segunda queda mensal consecutiva: em novembro, o índice de produção tinha recuado 4,3 pontos em relação a outubro, o que soma uma perda de 11,4 % acumulada nos dois últimos meses de 2019.
    Outros dados, no entanto, indicam perspectiva de reação na atividade.
    Os números são da pesquisa Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria. O índice de dezembro em 43,8 pontos. Indicadores abaixo de 50 pontos mostram queda. Acima de 50 pontos indicam crescimento.
    Em dezembro de 2018, o índice de evolução da produção estava em 40,7 pontos.
    O índice de evolução do número de empregados caiu 1,3 ponto em dezembro na comparação com novembro, chegando a 48,7 pontos.
    Segundo a CNI, é comum a produção industrial cair em dezembro, por causa do fim das encomendas para as festas de fim de ano, mas a redução em 2019 foi inferior à de 2018.
    Apesar da queda da produção em dezembro, outros indicadores mostram recuperação da indústria, segundo a CNI.
    A utilização da capacidade instalada somou 63% em dezembro, alta de 2 pontos percentuais em relação ao registrado em dezembro de 2018. Esse foi o maior índice para o mês desde o início da série, em 2010.
    O nível de estoques em relação ao planejado encerrou em 49 pontos. Quando está abaixo de 50 pontos, o indicador mostra queda nos estoques e possibilidade de aumento da produção.
    A disposição da indústria para investir nos próximos seis meses aumentou.
    O índice de intenção de investimento subiu 1,1 ponto em relação a dezembro e fechou janeiro em 59,2 pontos, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2014. Esse foi o quarto mês seguido de alta no indicador.
    A intenção não significa que os investimentos sairão do papel, mas servem de parâmetro para a indústria.
    A pesquisa foi realizada de 6 a 17 de janeiro com 1.965 indústrias de todo o país. Do total, 744 são pequenas, 711 são médias e 510 são de grande porte.
    (Com Agência Brasil)

  • "PIB das favelas" supera a renda de 20 Estados brasileiros

    "PIB das favelas" supera a renda de 20 Estados brasileiros

    Se fosse possível reunir num único território todos os moradores que vivem em favelas no Brasil, eles formariam uma cidade de 13,6 milhões de pessoas, que movimentam R$ 119,8 bilhões por ano.
    Seria maior do o Rio Grande do Sul em população e, em termos econômico, teria um PIB maior do que 20 das 27 unidades da federação.
    Os dados são da pesquisa “Economia das Favelas – Renda e Consumo nas Favelas Brasileiras”, desenvolvida pelos institutos Data Favela e Locomotiva.
    “Os favelados são empreendedores natos. Essa pesquisa só comprova isso. É preciso que a sociedade reconheça a potência desses territórios e, cada vez mais, gere oportunidades para seus moradores desenvolverem suas habilidades e criatividades”, disse Celso Athayde, CEO da Favela Holding e fundador do Data Favela.
    Para o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, há poucos dados sobre a realidade desse território e das oportunidades que existem nele.
    “Muitas vezes, as pessoas enxergam a favela só como território da violência e tendem a generalizar a favela só pelas questões negativas, como a falta de segurança. A grande fala que o que existe na favela é a falta de oportunidade. Essa falta de oportunidade, que alimenta o preconceito que os moradores do asfalto têm da favela, acaba criando barreiras para que esse mercado consumidor consiga atingir produtos de boa qualidade e eles tenham boas oportunidades no mercado de trabalho”.
    O levantamento revela que 89% dos moradores de favelas estão em capitais e regiões metropolitanas. O Rio de Janeiro é o único estado da Região Sudeste com mais de 10% da população vivendo em favelas.
    As regiões Norte e Nordeste registraram maior percentual de pessoas vivendo em favelas – de 5% a 10%. Os estados do Amazonas, Pará, Maranhão e Pernambuco têm mais de 10% da população em favelas.
    Expectativas
    O levantamento revela que os moradores estão otimistas com suas vidas pessoais para o ano de 2020: 80% estão otimistas com a vida financeira; 80% com a saúde; 84% com a vida familiar; 76% com a vida profissional; 72% com a vida amorosa e 71% com a vida física.
    No entanto, segundo os dados, eles têm uma visão pessimista com o país quando consideram a dimensão pública: 43% responderam que o governo brasileiro vai piorar; 39% acreditam que a segurança pública vai piorar e 38% avaliam que a saúde pública também vai piorar.
    De acordo com o estudo, o otimismo dos moradores de favela com suas vidas pode ser explicado pela crença no seu esforço pessoal, chamando para si a responsabilidade: 64% dos entrevistados acham que depende de si fazer a vida melhorar. Outros 13% atribuem a Deus, fé ou igreja a contribuição para melhoria de vida e 10% atribuem à família. Apenas 5% dos entrevistados responderam que o governo federal e o presidente podem contribuir para a vida melhorar e 1% atribuiu a responsabilidade ao prefeito da sua cidade.
    “A primeira leitura normalmente diz que as pessoas estão querendo resolver mais por conta própria as deficiências do Estado, mas o que a gente vê na prática é que, depois de tantos anos com uma atribulação política muito grande, eles não acreditam mais que a solução virá de fora, eles não têm mais tempo para esperar políticas públicas ou privadas para melhorar de vida”, disse Meirelles.
    Por isso, segundo Meirelles, os moradores das favelas estão empreendendo, correndo atrás do próprio negócio e chamando para si a responsabilidade pela própria vida. “Isso não é um cenário ruim, mas é fruto não apenas da vontade empreendedora, mas também do descrédito que a população da favela passa a ter com as instituições”.
    Perfil
    A pesquisa mostrou também que as favelas concentram uma proporção maior de negros do que a média brasileira: 67% dos moradores de favelas são negros; no Brasil, o percentual é de 55%. Outro dado representativo é que 49% dos lares das favelas são chefiados por mulheres, ou seja, elas exercem um papel de protagonismo.
    A pesquisa considerou que a favela está conectada, já que 87% dos adultos acessam a internet pelo menos uma vez por semana e mais de 97% dos jovens acessam regularmente.
    Os dados mostram que 31% dos moradores de favelas não têm conta em banco. Entre aqueles que têm conta (69%), as tarifas e taxas são apontados como o aspecto mais importante na escolha de um banco para 49% dos moradores de favelas.
    Apesar de fatores financeiros serem apontados como os principais, 33% consideram aspectos de relacionamento como mais importantes.
    Em relação ao tipo de instituição financeira, 67% dos moradores de favelas têm conta em bancos tradicionais, 9% em bancos digitais e 7% têm conta em ambos os tipos de banco.
    Consumo
    No que diz respeito ao consumo, a preferência de compra ainda é por loja física, mas a opção pelo e-commerce cresce para produtos eletrônicos. Um total de 39% dos moradores de favelas diz que compram pela internet, mas um terço desses compradores online que moram em favelas não consegue receber suas compras em casa.
    “[O levantamento] mostra também para as empresas que muitas vezes ela se esforça para fazer com que os seus produtos cheguem por um preço barato para cidades muito distantes, para cidades que muitas vezes têm menos de 10 ou 15 mil habitantes, e ela não tem a mesma preocupação para fazer os produtos de qualidade chegarem a um preço justo dentro das favelas”, disse Meirelles. “A pesquisa serve também para quebrar os preconceitos que muitas vezes afastam as empresas no desenvolvimento de negócios para esse importante mercado consumidor”.
    Os moradores de favelas estão dando mais valor a preço e qualidade, buscando custo-benefício na hora de comprar, de acordo com os dados divulgados. Questionados sobre suas compras, comparando com um ano atrás, hoje, os moradores de favela dão mais importância para a qualidade (77%), preço (74%) e marca (51%).
    “A Comunidade Door encomendou esta pesquisa porque quer mostrar ao mercado todo o potencial econômico do morador de favela e deste território em geral”, disse Leo Ribeiro, CEO da Comunidade Door.

  • Prazo para contestar IPTU

    O prazo para o contribuinte ingressar com processo de impugnação do IPTU 2020 vai até 3 de fevereiro. A contestação pode ser feita pelo site http://prefeitura.poa.br/iptu.
    O serviço já está disponível e facilita o andamento do pedido, sem que o contribuinte tenha que se deslocar até a Loja de Atendimento da Secretaria Municipal da Fazenda (SMF). Leia mais
     

  • Defesa Civil cria sistema de alerta via SMS

    Enchentes, deslizamentos, desabamento de grandes estruturas, grandes incêndios, tremores de terra e furacões podem, em questão de instantes, afetar grandes áreas.
    Esses desastres geralmente causam muita destruição, mortes e possibilidade de doenças, já que influenciam na qualidade da água, na estrutura de saneamento básico e no acesso a itens essenciais de cuidado pessoal, remédios e alimentos.
    A Defesa Civil Nacional criou um sistema de alerta que funciona via SMS – as mensagens de texto que recebemos por celular que não necessitam de conexão à internet – que é acionado sempre que há possibilidade de desastre.
    A iniciativa foi inspirada em um sistema similar criado pelo Japão em 2007. Diferente do Brasil, o Japão é afetado constamentente por desastres naturais, como terremotos, furacões e tsunamis. No Brasil, o projeto-piloto havia sido implementado em 20 municípios do estado de Santa Catarina, onde cerca de 500 mil pessoas testaram a novidade.
    De acordo com a secretaria Nacional de Defesa Civil, mais de 6 milhões de brasileiros já fizeram o cadastro.
    Fazer parte da rede de avisos da Defesa Nacional é bem simples. Veja:
    O serviço é totalmente gratuito, e cada número de celular pode cadastrar diversos CEPs para receber alertas no mesmo aparelho. Sair do sistema é bem simples: basta mandar uma mensagem com o CEP para o mesmo número do cadastro (40199).
    Como agir em situações de desastres
    Caso a Defesa Civil considere que há risco iminente para a região, você receberá uma mensagem de alerta sobre o que pode ocorrer. A Defesa Civil adota um protocolo diferente para cada situação de risco. “O alerta permite ações antecipadas de autoproteção, de proteção da comunidade e para que o poder público se posicione oportunamente para o socorro”, afirma Alexandre Lucas, secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil.
    As orientações básicas de como lidar com a situação de risco também são informadas via SMS. Em alguns estados, como Santa Catarina, o serviço da Defesa Civil também informa a situação das marés – no caso de cidades litorâneas – e a previsão da intensidade das chuvas.
    O secretário também destacou que é importante espalhar a mensagem adiante, para que a informação chegue ao maior número de pessoas no menor tempo possível. “As pessoas recebem por SMS, mas podem replicar nas redes sociais. A gente precisa que toda a população saiba, no tempo mais oportuno, o que está acontecendo”.

  • Coronavirus: 80 mortes na China e casos de contaminação em 11 países

    As autoridades chinesas de saúde anunciaram nesta segunda-feira que até o final do domingo haviam sido informados no país 2.744 casos confirmados de pneumonia causada pelo novo coronavírus (2019-nCoV), incluindo 461 em estado crítico.
    Durante as 24 horas do domingo, 769 novos casos confirmados e 3.806 novos casos suspeitos foram informados, enquanto 24 pessoas morreram em decorrência da doença (24 em Hubei), de acordo com a Comissão Nacional de Saúde.
    Até domingo, a doença já causou 80 mortes, enquanto 51 pacientes recuperaram-se e 5.794 permaneciam sob suspeita.
    Um total de 32.799 contatos estreitos foi rastreado, disse a comissão, acrescentando que, entre estes, 30.453 estavam sob observação médica enquanto outros 583 foram liberados no domingo.
    Além disso, 17 casos confirmados foram registrados nas regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau, assim como em Taiwan, com oito em Hong Kong, cinco em Macau e quatro em Taiwan.
    No exterior, casos confirmados foram informados na Tailândia (7), Japão (3), República da Coreia (3), Estados Unidos (5), Vietnã (2), Cingapura (4), Malásia (3), Nepal (1), França (3) e Austrália (4).
     
    Também neste domingo, o ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas.
    Segundo a Reuters, Ma afirmou ainda durante a coletiva que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados.
    Ma disse também que o período de incubação do coronavírus pode variar de um a 14 dias, e que o vírus é infeccioso durante a incubação, o que não foi o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), um coronavírus que se originou na China e matou quase 800 pessoas globalmente em 2002 e 2003.
    Como medida de prevenção do surto, o governo chinês anunciou que vai estender o recesso de Ano Novo até o dia 2 de fevereiro em todas as escolas do país.
    Ainda neste domingo, a China anunciou uma proibição nacional da venda de animais silvestres em mercados, restaurantes e plataformas de comércio eletrônico.
    Acredita-se que o vírus tenha se originado no final do ano passado em um mercado na cidade chinesa de Wuhan, que vendia ilegalmente animais selvagens.
    Enquanto isso, os Estados Unidos confirmaram mais três casos da doença, chegando agora a cinco. Segundo o Departamento de Saúde Pública, as pessoas retornaram de viagens a Wuhan e, ao apresentar sintomas, foram a hospitais – duas na Califórnia e uma no Arizona – onde estão recebendo tratamento. Seus nomes e localizações exatas não foram divulgados. Os dois primeiros casos tinham sido registrados em Washington e Illinois.
    Criança brasileira
    Uma criança brasileira de 10 anos está internada nas Filipinas com suspeita de coronavírus, segundo o site da rede local ABS-CBN News.
    Ela esteve na cidade chinesa de Wuhan com os pais, que também estão em isolamento no mesmo hospital, por precaução.
    Segundo o doutor Audie Cipriano, chefe dos médicos do hospital ng Palawan, em Puerto Princesa, a criança foi hospitalizada com febre e dificuldade para respirar na madrugada de sábado, enquanto seu pai apresentava apenas dor de garganta.
    Enquanto a ABS-CBN News diz que o paciente é um menino, a CNN de Manila afirma que se trata de uma menina, que mora na China com a família e estava passando férias nas Filipinas.
    Além da criança brasileira, uma menina taiwanesa de seis anos também está em isolamento por suspeita de contaminação. Ela tem pneumonia, e seus pais disseram que ela teve contato com pessoas que estiveram em Wuhan, cidade chinesa que registra a grande maioria dos casos.
    As duas crianças ainda aguardam os resultados de seus testes, e devem permanecer em isolamento por um período de cinco a 14 dias.
    Bebê infectado
    Segundo o jornal estatal “Diário do Povo” de domingo (26), um bebê de 9 meses está entre os pacientes diagnosticados com a doença em Pequim.
    A capital da China registrou ao menos 68 infectados por coronavírus desde o início do surto, em 31 de dezembro.
    (Com informações da Xinhua e G1)
     

  • São Paulo: MP denuncia empresas de ônibus por fraude e pede devolução de R$ 1,8 bilhão

    Empresas descumprindo os contratos, investimentos não realizados, valores maiores que os estipulados e substituição de empresas nos consórcios de forma fraudulenta.
    Essas são as irregularidades que o Ministério Público está apontando no sistema de transporte coletivo em São Paulo. A São Paulo Transportes, que deveria fiscalizar o sistema, é acusada de ser conivente com as fraudes.
    O promotor do Patrimônio Público Ricardo Manuel Castro apontou as fraudes na Ação Civil Pública apresentada à Justiça paulista na última segunda-feira (20).
    Ele quer que empresas de ônibus do Grupo Ruas, do empresário José Ruas Vaz, e oito ex-presidentes da SPTrans devolvam à prefeitura de São Paulo em R$ 1,8 bilhão.
    Utilizando documentos do Tribunal de Contas do Município (TCM) e da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão e Investigações Sobre Crimes Contra a Administração, o promotor apontou, entre outros problemas, a prática de alteração fraudulenta de contratos e sucessão tributária pelo Grupo Ruas.
    Castro cita, por exemplo, como o Consórcio Plus substituiu a Viação Itaim Paulista pela VIP Transporte Urbano, em 2006, para escapar de um processo de execução fiscal contra a primeira.
    Com isso, Ruas teria conseguido extinguir uma penhora de seus rendimentos, que deviam ser retidos pela SPTrans e remetidos à União.
    A VIP “recém-criada, sem capacidade técnica prévia, porquanto não obtinha estrutura e aparelhamento suficiente para execução do contrato, valendo-se, em razão disso, da estrutura (veículos e garagens) da Viação Itaim Paulista, em patente alteração fraudulenta do contrato. (…) Em razão disso, restou prejudicada a cobrança pela União e, por conseguinte, extinta a penhora de faturamento que incidia sobre valores recebidos da Viação Itaim Paulista”, relatou Castro. Além disso, a SPTrans descontava um valor inferior ao determinado pela justiça.
    A suposta prática de fraude nas empresas de ônibus se repetiu em 2008, no Consórcio Sete, “mediante a saída da empresa Viação Itaim Paulista e o ingresso da VIP Transporte Urbano, novamente, em notório prejuízo à União e evidente inviabilidade de sucessão empresarial”. “Oportuno ressaltar que a Secretaria de Transporte e a SPTrans, por meio dos respectivos agentes públicos, autorizaram tais operações, culminando em omissões dolosas. (…) O que se verificou, em verdade, foi uma fraude durante toda a execução contratual, para manterem hígidas as concessões de transporte”, destacou Castro.
    “As empresas componentes do chamado Grupo Ruas eram sucedidas à medida em que se endividavam. Estando determinada empresa com passivo considerável, criavam uma nova empresa, transferindo para essa apenas os ativos e remanescendo na substituída apenas o passivo. Na sequência, desrespeitando o instituto da substituição tributária, providenciavam o aditamento do contrato de concessão para substituição da empresa suja pela recém-criada”, detalhou o promotor.
    Além disso, Castro destacou condutas específicas de consórcios compostos por empresas do Grupo Ruas, que desrespeitam cláusulas contratuais. No caso do Consórcio Plus, Castro identificou descumprimento do contrato referente à realização de investimentos e o pagamento de remuneração de forma diversa do previsto em contrato, mesmo após o término do período de transição, indicando a ocorrência de prejuízo ao poder público estimado em R$ 492 milhões. Dentre os descumprimentos estão a não implantação dos Centros Operacionais, a não realização de obras nos terminais de ônibus e a não instalação dos localizadores de veículos.
    A situação se repetiu no Consórcio Unisul, com prejuízo estimado em R$ 515 milhões aos cofres públicos, e no Consórcio Sete, com prejuízo de R$ 875 milhões. O promotor também pede a dissolução das empresas do Grupo Ruas que participaram do esquema fraudulento e a condenação por improbidade administrativa de Ruas Vaz; de José Carlos Nunes Martinelli e Paulo César Shingai, ex-presidentes da SPTrans; dos Consórcios Plus, Unisul e Sete. Os pedidos estão sob análise da juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara da Fazenda Pública.
    Também são citados na ação que pede ressarcimento os ex-presidentes da SPTrans: Ulrich Hoffmann (2003); Jilmar Augustinho Tatto (2003 e 2013 a 2014); Frederico Victor Moreira Bussinger (2007); Marcelo Cardinale Branco (2010 a 2012); José Evaldo Gonçalo (2004); e Carlos Alberto Tavares Carmona (2005).
    A SPTrans informou que ainda não foi notificada da ação. O Grupo Ruas negou as acusações de fraude nas empresas de ônibus e informou que os investimentos não realizados dependiam de obras da prefeitura que não foram realizadas.
    (Com informações da RBA)

  • Governo reduz para R$ 18,7 bilhões o corte pretendido com pacote

    Governo reduz para R$ 18,7 bilhões o corte pretendido com pacote

    Na linguagem oficial,  trata-se de um “conjunto de propostas que objetivam modernizar a legislação sobre carreiras dos servidores estaduais e adequar as regras previdenciárias gaúchas às federais”.
    Na visão dos sindicatos dos servidores estaduais, é “um pacote que vai destruir com o serviço público no Rio Grande do Sul sem resolver a crise do Estado”.
    Entre os dois lados estão os 55 deputados, que devem votar nesta semana os sete projetos que ainda restam para completar a reforma pretendida pelo governo Eduardo Leite.
    Na quarta-feira (22/1), seguindo o ritual político, o governador Eduardo Leite atravessou a rua para entregar pessoalmente ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luís Augusto Lara, o pedido de convocação extraordinária dos parlamentares.
    Nas negociações para garantir a aprovação do pacote, o governo cortou quase R$ 7 bilhões do total que pretendia economizar com os gastos de pessoal nos próximos dez anos.
    Inicialmente, o governo pretendia “economizar” R$ 24, 5 bilhões, agora reduziu essa pretensão para R$ 18, 7 bilhões, dos quais R$ 13,9 bilhões já estão garantidos, segundo o governo, com a reforma da previdência dos servidores estaduais, aprovada em dezembro
    “ Acredito que todo o esforço foi feito para que os projetos pudessem estar em condição de aprovação, com a altura e a qualidade que o Estado merece para tirar o RS da crise e fornecer serviços públicos de qualidade à população”, discursou Leite.
    Sugestões acatadas
    Segundo a nota do Piratini, “a equipe de governo acatou sugestões dos parlamentares e propôs alterações nos sete projetos que compõem a Reforma RS e que ainda não foram apreciados”.
    Os deputados, assim como suas equipes técnicas, receberam as novas propostas para conhecimento antes do protocolo.
    Cinco projetos de lei complementar foram reformulados e protocolados novamente: os antigos PLC 504 (previdência dos militares), 505 (estatuto dos servidores civis), 506 (estatuto dos militares), 507 (estatuto do magistério) e 508 (mudanças no Instituto-Geral de Perícias).
    As outras duas propostas já enviadas à Assembleia não serão substituídas, mas deverão ser modificadas por meio de emenda parlamentar. Trata-se da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 285 (atualiza regras previdenciárias e altera carreiras dos servidores) e do Projeto de Lei Complementar (PLC) 509 (modifica aposentadoria especial da Polícia Civil).
    O PLC 503/2019, que adequa as regras de previdência dos servidores civis gaúchos à legislação federal, é o único que já foi à votação, tendo sido aprovado no dia 18 de dezembro e sancionado pelo governador em 23 de dezembro. As novas regras passam a valer no final de março, com descontos aplicados a partir de abril.
    Impacto reduzido
    A economia inicialmente prevista de R$ 25,4 bilhões para os próximos dez anos foi reduzida para R$ 18,7 bilhões no mesmo período – R$ 13,9 bilhões em previdência e R$ 4,8 bilhões no restante. O maior impacto se deu pelas mudanças feitas nas alíquotas previdenciárias e na remuneração do magistério, com a adoção de subsídio e aplicação do novo piso federal a todos os níveis.
    “Desta economia de R$ 18,7 bilhões, apenas R$ 2,9 bilhões serão nos próximos três anos, ou seja, este mandato está pensando no futuro do Rio Grande do Sul, e não nas suas próprias contas, porque a apropriação da economia por este governo será muito menor do que para os futuros governos”, destacou Leite.
    MUDANÇAS NA REFORMA RS
    Como ficam os cinco projetos reapresentados à Assembleia:
    • Previdência dos militares: antigo PLC 504/2019 – novo PLC 5/2020
    • Estatuto dos servidores civis: antigo PLC 505/2019 – novo PLC 2/2020
    • Estatuto dos militares: antigo PLC 506/2019 – novo PLC 6/2020
    • Estatuto do magistério: antigo PL 507/2019 – novo PL 3/2020
    • Mudanças no IGP: antigo PLC 508/2019 – novo PLC 4/2020
    Projetos que seguem como estão na Assembleia:
    • Regras previdenciárias e carreiras dos servidores: PEC 285/2019
    • Aposentadoria especial da Polícia Civil: PLC 509/2019
    Outros projetos
    O Executivo protocolou mais dois projetos para serem votados durante a convocação extraordinária: a proposta que permite a dação em pagamento de bens imóveis pertencentes ao Estado para quitação de débitos com os municípios (PL 500/2019) e outro que promove alterações no Sistema Estadual de Apoio e Incentivo a Políticas Estratégicas (Sisaipe), que articula o Pró-Cultura RS, o Pró-Esporte RS e o Pró-Social RS (PL 1/2020).
     
     

  • Em dois anos, cresce 17% o número de pessoas com mais de cem anos na Rússia

    O número de pessoas maiores de 100 anos na Rússia aumentou 17% de 2017 a 2019, segundo informou o jornal Izvestia, citando dados do Serviço de Estatísticas da Rússia (Rosstat).
    “Na Rússia, um novo recorde foi estabelecido no número de pessoas com mais de 100 anos de idade. Em 1 de janeiro de 2019, havia 20.582 cidadãos dessa idade no país, o que é quase 17 por cento a mais do que em 2017”, relata a publicação.
    ​Ainda de acordo com o levantamento, o número de pessoas com mais de 100 anos de idade está crescendo a uma taxa constante nos últimos oito anos, e quase triplicou neste período.
    Desses mais de 20 mil centenários existentes atualmente na Rússia, 14.687, mais de 70%, são mulheres.
    Uma pesquisa agora vai detalhar esse universo, para um estudo sobre a longevidade.

  • Agência de risco diz que "modelo chinês" pode tirar América Latina da pobreza

    Agência de risco diz que "modelo chinês" pode tirar América Latina da pobreza

    O modelo econômico da China provou ser eficaz em estimular o crescimento econômico e combater a pobreza e pode ser exemplo para a América Latina. É o que disse o chefe de Pesquisa Econômica da América Latina, da Moody’s Analytics.
    “Acho que o modelo econômico da China é o modelo a seguir”, declarou Alfredo Coutino à agência Nova China.
    O Moody’s Analytics é uma das maiores agências internacionais de análise de risco.  Fornece inteligência financeira e ferramentas analíticas para ajudar empresários e líderes políticos a tomar decisões.
    A experiência da China, de acordo com Coutino, mostra “como você pode começar a resolver o problema da pobreza e da má distribuição de renda na América Latina”.
    Depois de tirar centenas de milhões de pessoas da pobreza, a China novamente alcançou sua meta anual em 2019 de ajudar outras 10 milhões de pessoas a saírem da classificação de pobreza, observou o diretor.
    A chave do sucesso da China, disse ele, tem sido sua capacidade de transformar o crescimento econômico em empregos de qualidade.
    “Eles abriram fábricas para os chineses lhes darem um emprego decente e bem remunerado”, disse Coutino. “Eles foram treinados. Não basta abrir uma fábrica e dar-lhes trabalho. Você também precisa investir no treinamento e na educação desses trabalhadores. E foi o que a China fez”.
    A estratégia da China aborda as principais raízes da pobreza: empregos de baixa qualidade e salários baixos, duas reclamações constantes entre a força de trabalho da América Latina, segundo Coutino.
    A China é uma ditadura dirigida pelo Partido Comunista, com economia planificada e regiões especiais  controladas onde se permitem a propriedade privada, empresas e relações capitalistas. O presidente do país mais populoso do mundo, Xi Jianping é também o secretário do Comitê Central do PC chinês.