Bolsonaro diz que Olavo de Carvalho “foi gigante na luta pela liberdade”

O guru do governo Bolsonaro, Olavo de Carvalho morreu nessa segunda-feira (24), aos 74 anos, nos Estados Unidos, onde vivia. A informação foi dada pela família nas redes sociais do escritor.

“Com grande pesar, a família do professor Olavo de Carvalho comunica sua morte na noite de 24 de janeiro, na região de Richmond, na Virgínia, onde se encontrava hospitalizado”, segundo a Agência Brasil.

Natural de Campinas, São Paulo, ele deixa a esposa, Roxane, oito filhos e 18 netos. A causa da morte não foi divulgada. Recentemente, Olavo esteve internado em hospital no Brasil com problemas cardíacos.

No Twitter, o presidente Jair Bolsonaro lamentou a morte do escritor. “Nos deixa hoje um dos maiores pensadores da história do país, o filósofo e professor Olavo Luiz Pimentel de Carvalho. Olavo foi gigante na luta pela liberdade e farol para milhões de brasileiros. Seu exemplo e seus ensinamentos nos marcarão para sempre”, afirmou.

Olavo de Carvalho foi o mentor de toda uma agenda negacionista que influencia o governo de Jair Bolsonaro. Nos últimos tempos, ele se dizia abandonado pelo presidente e pelos filhos.

 

Bolsonaro e as rachadinhas: por que o Jacaré abriu a boca?

Waldir Ferraz, capitão reformado da Marinha Mercante, conhecido como Jacaré e  que se autointitula o amigo ‘Zero Zero’ do presidente  Jair Bolsonaro, abriu a boca.

Contou à revista Veja como funcionava o esquema de “rachadinhas” nos gabinetes do deputado Jair Bolsonaro e de seus filhos.

Em encontros no Rio de Janeiro e em Brasília, Jacaré declarou que houve rachadinha nos gabinetes de Jair, Flávio e Carlos Bolsonaro.

Quem “fazia” era Ana Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro, mas quem “assinava” era o próprio Bolsonaro, segundo ele.

“Ela (Ana Cristina Valle) fez nos três gabinetes. Em Brasília, aqui no Flávio e no Carlos. O Bolsonaro deixou tudo na mão dela para ela resolver. Ela fez a festa. Infelizmente é isso. Ela que fazia, mas quem é que assinava?”, pergunta Jacaré.

No esquema, segundo ele, funcionários devolviam parte do salário.

Em setembro do ano passado,  um ex-empregado da família Bolsonaro  fez o mesmo relato.

Segundo esse ex-empregado, que trabalhou por 14 anos para a família, Bolsonaro tirou de Ana Cristina o comando da rachadinha ao se descobrir traído.

Segundo  Jacaré, Ana Cristina Valle dizia: “Quer ganhar um dinheiro? Te dou R$ 1 mil por mês. Me empresta seu documento aí”.

A pergunta que fica é: por que  Waldir Ferraz, o Jacaré, fiel escudeiro de Bolsonaro, abriu a boca?

Guedes negocia com auditores fiscais em greve: 1.288 já entregaram cargos de chefia

Chega a 1.288 o número de auditores fiscais da Receita Federal que já entregaram cargos de chefia,  seguindo a orientação do Sindifisco em reação ao corte no orçamento para o setor.

Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional), as primeiras exonerações começaram a ser publicadas no Diário Oficial da União na quarta-feira (12). As demais demissões serão registradas nos próximos dias.

A entrega de cargos da categoria teve início em dezembro, depois de o Congresso aprovar o Orçamento de 2022 com cortes de recursos da autarquia, e reajuste apenas para as categorias policiais. O movimento de entrega dos cargos é uma forma de pressionar o governo a ampliar recursos para a Receita e regulamentar o pagamento de bônus de produtividade.

Segundo o sindicato, no país existem 7.500 auditores fiscais, sendo que 2 mil deles estão em cargo de chefia. A greve do órgão faz parte de um movimento de, pelo menos, 19 categorias que estão mobilizadas pelo reajuste salarial.

Caso não haja um acordo com o governo de Jair Bolsonaro, as atividades desempenhadas pela Receita poderão ficar comprometidas. Isto inclui a fiscalização de transporte de carga, operação padrão nos portos e aeroportos.

O impacto das paralisações já é sentido pelo governo com a suspensão de julgamentos pelo Conselho Administrativo de Recursos Federais (Carf), filas de caminhões nas fronteiras esperando inspeção e até possível aumento nos combustíveis devido à lentidão no abastecimento dos postos.

As negociações para o fim da greve seguem a passos lentos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, receberá Isac Falcão, presidente da Sindifisco Nacional, nesta quinta-feira (13). Na pauta, o corte no Orçamento da Receita Federal e a demora no cumprimento de um acordo assinado em 2016, pelo Governo com os Auditores Fiscais, que estabelece um bônus de eficiência para a categoria.

Por conta das reações no funcionalismo, Paulo Guedes tem defendido que o governo desista de qualquer reajuste este ano, desfazendo o compromisso com as carreiras policiais.

 

Ex-bolsonaristas apoiam Moro em campanha para quebrar “polarização entre pelegos e milicianos”

“Começo hoje a rodar o Brasil. Nesta semana, estarei na Paraíba. Conto com vocês nessa jornada que está só começando. Temos um país para salvar de uma triste polarização entre pelegos e milicianos. Vamos construir a nação moderna e inclusiva que queremos”.

Esta foi a mensagem do ex-juiz Sérgio Moro, nesta quinta-feira, 6/1,  ao iniciar seu roteiro pelas principais cidades do Nordeeste  como pré-candidato à presidência da República, pelo Podemos.

Começou mal. Desembarcou no aeroporto Castro Pinto, em João Pessoa, na Paraíba, sob gritos de “juiz ladrão”. Segundo registrou o Congresso em Foco, “os gritos foram feitos, em sua maioria, por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro”.

No Nordeste, além da Paraíba, Moro também cumprirá agenda para Ceará, Piauí e Sergipe em fevereiro.

A tour do ex-juiz no estado começou na capital paraibana, a convite do deputado federal Julian Lemos (PSL). Moro também está acompanhado da presidente nacional do Podemos, Renata Abreu (SP) e de um assessor de comunicação pessoal.

Lemos coordenou a campanha de Bolsonaro no Nordeste, em 2018, e rompeu com o presidente para apoiar o ex-juiz. Nas redes sociais ele afirmou que estará ao lado de Moro em sua agenda de compromissos.

Sergio Moro busca apoio na região, que ainda é predominante de esquerda. As últimas pesquisas mostram que o ex-presidente Lula (PT) reúne 61% de apoio no Nordeste, enquanto Moro possui 3%.

No estado, o ex-juiz falará com a imprensa local e terá encontro com empresários da capital e cidades vizinhas. Ele busca ser opção diante do atual cenário de polarização entre Jair Bolsonaro (PL) e Lula, ocupando o espaço da terceira via na corrida presidencial.

Não é a primeira vez que Moro passeia acompanhado de ex-bolsonaristas.

Nas últimas semanas de 2021, o ex-ministro esteve em tour pelos estados do Sul e Sudeste. Em São Paulo, ele contou com ajuda do deputado Júnior Bozzella (PSL-SP).

O parlamentar, também ex-aliado de Bolsonaro, e Moro mantêm conversas desde antes do anúncio de filiação ao Podemos. Bozzella defende o ex-juiz como “o único candidato” capaz de consolidar “uma saída” para as eleições de 2022.

Também do PSL, a deputada Dayane Pimentel (BA), outra ex-aliada de Jair Bolsonaro, irá compor a chama do ex-juiz, como coordenadora na Bahia

(Com informações do Congresso em Foco)

 

 

Veto à reeleição de Maia e Alcolumbre é vitória de Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal decidiu neste domingo vetar a possibilidade de reeleição dos atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para os respectivos cargos.

A decisão foi feita em plenário virtual. Entenda os votos:

Reeleição de Rodrigo Maia – 4 votos a favor e 7 contra;

Reeleição de Davi Alcolumbre – 5 votos a favor e 6 contra.

A votação começou na 6ª feira, 4, e foi concluída na noite deste domingo, 6.

A expectativa era por uma decisão favorável. Os votos dos demais ministros deveriam vir na sequência do relatório de Gilmar, que se manifestou a  favor da reeleição em ambas as Casas.

A forte reação nas redes sociais e na mídia tradicional contra a liberação das reeleições pesou na  reviravolta final.

O veto à reeleição no legislativo é uma vitória para o presidente Jair Bolsonaro, porque pavimenta o caminho para o Planalto ter um aliado no comando dos deputados e dos senadores a partir de fevereiro de 2021.

No entendimento do relator, Maia e Alcolumbre poderiam se reeleger, mas deveria haver uma regra para que fosse permitida apenas uma recondução. Ele foi seguido pelos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski. Nunes Marques acompanhou o relator, mas em relação à candidatura de Alcolumbre apenas.

Edson Fachin, Luís  Barroso e Luiz Fux seguiram os votos das ministras Carmen Lúcia e Rosa Weber e do ministro Marco Aurélio Mello, contrários à reeleição. Ao proferir seu voto, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, disse que a norma constitucional “impede a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente a do primeiro ano da legislatura”.

Segundo Fux, “não há como se concluir pela possibilidade de recondução em eleições que ocorram no âmbito da mesma legislatura sem que se negue vigência ao texto constitucional.”

Resultado final
Como o ministro Nunes Marques votou contrário à candidatura da reeleição de Rodrigo Maia, na mesma legislatura, para a presidência da Câmara; e a favor da candidatura de Davi Alcolumbre, para o Senado; o placar final da votação, em sessão de julgamento no plenário virtual, ficou em 7 votos a 4 contra a Maia e 6 a 5 contra Alcolumbre.

(Com EBC, G1 e Congresso em Foco)

Moro diz que Bolsonaro queria controlar investigações da Polícia Federal e abre caminho para o impeachment

O pronunciamento do ministro da Justiça, Sérgio Moro, em cadeia nacional, nesta sexta-feira, abre uma crise sem precedentes no governo Bolsonaro.

O ministro pediu demissão e acusou o presidente de tentar interferir nas investigações de Polícia Federal.

Moro deixou claro também que o Palácio do Planalto divulgou uma mentira ao anunciar que o diretor geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, foi exonerado a pedido.

Essa justificativa foi mencionada no ato que exonerou Valeixo publicado no Diário Oficial desta sexta-feira. “Não houve o pedido de exoneração”, disse Sérgio Moro.

Mesmo nos veículos que apoiaram a eleição de Bolsonaro já se diz que “é o começo do fim de Jair Bolsonaro”.

 

Fenaj diz que empresas não defendem jornalistas agredidos por Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro fechou o primeiro ano de seu mandato acumulando um total de 116 ataques à imprensa, de acordo com levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
São quase dez agressões verbais por mês, uma a cada três dias. E no primeiro dia útil de 2020, Bolsonaro abriu seu segundo ano de mandato desferindo novas ofensas.
Nesta segunda-feira (6), em conversa com apoiadores e jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada, o presidente, ao ser questionado sobre seu diálogo com os chefes do Legislativo e a agenda de reformas de seu governo, respondeu declarando que “quem não lê jornal não está desinformado, e quem lê está desinformado”.
“Tem que mudar isso. Vocês (jornalistas) são uma espécie em extinção. Acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados do Ibama. Vocês são uma raça em extinção”, disse Bolsonaro.
Para a presidente da Fenaj, Maria José Braga, o novo ataque só confirma que, desde seu primeiro ano de mandato, Bolsonaro vem “institucionalizando por meio da Presidência da República ataques à liberdade de imprensa no Brasil”.
“Não é uma coisa espontânea, não é uma coisa impensada, o presidente tem feito sistemáticos ataques no sentido de descredibilizar a imprensa para que as notícias que começam a circular sobre suas ações de governo, sobre tantas medidas que o governo tem tomado e que contrariam os interesses da população brasileira, não sejam lidas e interpretadas pela população como deve ser, para que ela saiba de fato julgar como está o governo. Então é uma ação sistemática e por isso é muito perigosa”, adverte a presidente da Fenaj.
O levantamento da Federação mostra ainda que o número de agressões a jornalistas cresceu 36,36% em 2018, ano da campanha eleitoral, na comparação com 2017.
Ao todo, foram registradas 135 ocorrências de violência, entre elas um assassinato, e 227 profissionais vitimados. Ainda de acordo com a Fenaj, em 30 desses casos foram apoiadores/manifestantes os autores das agressões, 23 deles partidários de Bolsonaro e sete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Maria José alerta que o comportamento do presidente legitima a violência contra jornalistas, ressaltando ainda que ele conta com uma “tropa” virtual de seguidores para desferir ofensas e agressões a estes profissionais, tratados como “inimigos” pelo mandatário.
Para evitar responder aos jornalistas sobre as contradições de seu governo, ou as denúncias que cercam seus familiares, Bolsonaro não se limita a questões técnicas, procurando atacar inclusive de forma pessoal, como ocorreu recentemente quando deu uma resposta homofóbica a um jornalista e outros 10 ataques nos quais ofendeu diretamente um profissional ao longo do último ano.
“Infelizmente nós estamos vivendo uma situação em que o presidente da República se tornou o principal agressor da categoria dos jornalistas”, lamenta a presidente da Fenaj.
Apesar dos constantes ataques aos profissionais da imprensa, ainda assim, os  grandes veículos não têm repercutido, ou mesmo apontado, as denúncias apresentadas pela Federação Nacional dos Jornalistas em relação ao presidente da República, de acordo com Maria José.
Segundo ela, os profissionais agredidos não têm recebido a devida proteção de suas empresas para a defesa de sua atividade, pois a mídia convencional tem “fechado os olhos para as arbitrariedades desse governo e as ameaças feitas aos seus próprios profissionais”.
“Os veículos hegemônicos de comunicação continuam dando apoio a Bolsonaro porque, apesar de ele atacar inclusive esses veículos, continua implementando a agenda econômica neoliberal que é apoiada pelos grandes veículos de comunicação do Brasil”, avalia.
“Então, do ponto de vista da economia, ele (Bolsonaro) está fazendo as lições que foram dadas para fazer, que é tirar direitos do trabalhador, desregulamentar as relações de trabalho, favorecer o capital, as empresas e empregadores, em detrimento dos trabalhadores. Como ele está cumprindo essa agenda econômica, continua tendo o apoio político da maioria dos veículos de comunicação comerciais do Brasil, que não fazem a defesa do seu profissional e da sua atividade, de produção de informação jornalística”, destaca Maria José.
Baseado no Twitter, entrevistas e discursos oficiais, o levantamento da Fenaj adverte que o número de ataques à imprensa por parte de Bolsonaro pode ser ainda maior. “Nós estamos de fato vivendo em meio a um estado de exceção do Brasil”, declara a presidente.
(Com informações da RBA)