A Honda comunicou na noite desta sexta-feira (14) um caso de acidente com morte envolvendo um veículo da marca equipado com os airbags defeituosos da Takata.
Não foram divulgados detalhes. A Honda informou apenas que o acidente ocorreu no Rio de Janeiro, envolvendo um Civic 2008.
A empresa disse que a perícia “determinou que houve a ruptura anormal do insuflador do airbag Takata, causando ferimentos que levaram à morte do motorista.”
Este é o primeiro caso de morte envolvendo veículos equipado com os chamados “airbags mortais” no Brasil.
Esses airbags da Takata estão ligados a 22 mortes nos Estados Unidos, na Austrália e na Malásia, e provocaram o maior recall da história.
Em setembro de 2018, a Honda informou que havia 28 ocorrências de rupturas das bolsas no Brasil, com 11 feridos.
A Honda ainda disse que “já comunicou as autoridades competentes e seguirá colaborando disponibilizando as informações sobre a ocorrência.”
De acordo com a empresa, o Civic acidentado foi convocado para o recall em 2015 para troca do insuflador do airbag do lado do motorista, mas o proprietário não levou o carro para a realização do reparo.
Em nota, a fabricante ainda informou que “continua a convocar proprietários de veículos afetados pelos recalls do insuflador de airbags Takata e pede para que levem, com urgência, seus veículos a uma concessionária autorizada para o reparo.”
Os proprietários podem checar no link se seus veículos precisam de reparo. O agendamento pode ser feito pelo mesmo site ou pelo telefone: 0800-701-3432.
Além da Honda, outras 14 marcas convocaram recalls para trocar o equipamento defeituoso no país.
Esses airbags da Takata estão ligados a 22 mortes nos Estados Unidos, na Austrália e na Malásia, e provocaram o maior recall da história. O caso ficou conhecido como o dos “airbags mortais”.
A Takata revelou o defeito em 2013.
Desde então, somente no Brasil, mais de 2 milhões de carros, de 15 diferentes marcas, foram chamados para a troca da peça defeituosa desses airbags, chamada insuflador.
O insuflador é uma espécie de caixa metálica que abriga o gás que faz a bolsa de ar inflar. O defeito nessa peça causa uma abertura forte demais quando o airbag é acionado.
Além disso, a falha gera trincas no insuflador e, com a explosão do airbag, ele se estilhaça, atirando pedaços de metal contra os ocupantes, causando ferimentos que podem ser fatais e já foram comparados a facadas.
Autor: da Redação

Airbag defeituoso que já matou 22 fez primeira vítima no Brasil

Um general na Casa Civil, pela primeira vez desde o fim da ditadura militar
Depois de uma desgastante “fritura”, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a mudança: o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, deixará o cargo para assumir o lugar de Osmar Terra no Ministério da Cidadania.
Terra, que tem mandato de deputado federal, voltará para a Câmara.
Para o lugar de Onix, na Casa Civil foi nomeado o general Walter Souza Braga Netto, que atualmente ocupa a chefia do Estado-Maior do Exército, considerada a segunda posição na hierarquia da força militar.
O anúncio foi feito por Bolsonaro em publicação no Twitter.
É a primeira vez, desde o fim da ditadura (1964-1985), que um militar ocupa a Casa Civil, que tem status de ministério e cuida da articulação política do governo.
O último general no cargo foi o general Golbery do Couto e Silva, considerado o estrategista do regime militar. Golbery chefiou a Casa Civil nos governos de Castello Branco, Ernesto Geisel e João Figueiredo.
A cerimônia de posse nos cargos será realizada na terça-feira (18), no Palácio do Planalto, às 15 h. Bolsonaro não informou quando as trocas serão formalizadas no Diário Oficial da União.
Com a mudança, só militares ocupam gabinetes de ministros no Planalto
Desde que assumiu, há pouco mais de um ano, o presidente Jair Bolsonaro já fez sete mudanças no primeiro escalão.
Houve trocas no Ministério da Educação (Ricardo Velez por Abraham Weintraub), na Secretaria-Geral da Presidência (Gustavo Bebianno por Floriano Peixoto e, em seguida, por Jorge Oliveira), na Secretaria de Governo (Santos Cruz por Luiz Eduardo Ramos) e, na semana passada, no Ministério do Desenvolvimento Regional (Gustavo Canuto por Rogério Marinho).
A Casa Civil coordena o andamento das ações dos ministérios, em uma espécie de centro de governo. A pasta também tem uma secretaria que trata da entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Já o Ministério da Cidadania é responsável pela área social do governo. A pasta gere os programas Bolsa Família, Criança Feliz e Progredir, por exemplo. Além disso, é responsável pela Secretaria Especial de Esporte, que substituiu o extinto Ministério do Esporte.
Quem é Braga Netto
General de quatro estrelas, Walter Souza Braga Netto, nasceu em Belo Horizonte (MG), o militar tem 63 anos de idade. Atualmente chefia o Estado-Maior do Exército, um dos principais cargos dentro da força.
Além de comandar a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, em 2018, Braga Netto foi comandante Militar do Leste, responsável pelas atividades do Exército nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O militar ainda foi um dos responsáveis pela coordenação da segurança durante a Olimpíada do Rio, em 2016. Ele também trabalhou no serviço de inteligência do Exército e foi observador militar durante a missão de paz das Nações Unidas no Timor Leste, no sudeste asiático
Novo ministro da Cidadania
Deputado federal licenciado do mandato, Onyx participou da campanha eleitoral de 2018 ao lado de Bolsonaro e, após o resultado, coordenou a equipe de transição.
Na Casa Civil, atuava como um dos principais interlocutores do presidente da República. O ministro chegou a ir ao Congresso em algumas ocasiões para entregar pessoalmente projetos de interesse do governo.
Depois, entretanto, deixou de ser o responsável pela articulação política e também deixou de comandar o programa de concessões do governo federal.
Em um vídeo publicado nas redes sociais após o anúncio de Bolsonaro, Onyx afirmou que concluiu a “missão” dada pelo presidente. Disse também que assumirá outra missão no governo, à frente do Ministério da Cidadania, trabalhando com “zelo”.
“O time Bolsonaro é humilde, é unido, é forte. E aqui não importa o número da camiseta”, disse Onyx.
Saída de Osmar Terra
Também deputado federal licenciado, Osmar Terra deverá retomar o mandato na Câmara. Ele é filiado ao MDB do Rio Grande do Sul.
Após o anúncio de Bolsonaro, Terra divulgou a seguinte nota: “Eu estarei onde for mais importante para o governo e para o presidente Jair Bolsonaro. Sou deputado no sexto mandato, com muito orgulho. Agradeço ter ajudado o Brasil e quero continuar ajudando onde estiver. Desejo sorte ao companheiro Onyx Lorenzoni.”
Osmar Terra comandou de 2016 a 2018 o Ministério do Desenvolvimento Social, no governo de Michel Temer. Por sugestão de Onyx, foi convidado por Bolsonaro a assumir o Ministério da Cidadania a partir de 2019.
A pasta até então comandada por Osmar Terra unificou os ministérios do Desenvolvimento Social, do Esporte e da Cultura.
Bastidores das negociações
Bolsonaro convidou Braga Netto para a Casa Civil ainda em janeiro deste ano. Antes, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, também chegou a ser sondado para o cargo, mas não aceitou.
(Com informações da Agencia Brasil e G1)
Cientista mineiro desenvolve vacina para dependentes de drogas
Um grupo de pesquisa liderado pelo cientista Frederico Garcia, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), está testando uma vacina para tratar dependentes de cocaína e de seus derivados, como o crack.
A dependência da droga é um problema de saúde pública mundial.
Na universidade, o professor lidera o Núcleo de Pesquisa em Drogas, Vulnerabilidade e Comportamentos de Risco a Saúde e coordena o Centro de Referência em Drogas.
Professor destaca que a vacina não pode ser vista como solução única para o complexo problema da dependência.
A pesquisa para a vacina contra a cocaína começou como uma tentativa de proteger fetos de mães usuárias de crack dos malefícios da droga. Hoje, é esperança para pessoas depedentes da cocaína.
Feita de moléculas da droga, a vacina faz com que o corpo passe a reconhecer a cocaína como um agente estranho e passe a combater sua entrada no organismo.
Os testes em seres humanos devem começar ainda este ano, após autorização da ANVISA. O medicamento já foi testado em animais.
Jovens são os que mais perdem renda com crise e desemprego
A parcela jovem da população é a que mais perdeu renda no trabalho nos últimos cinco anos, de acordo com a pesquisa Juventude e Trabalho do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV) Social. É entre os mais jovens também que estão os maiores índices de desigualdade.
A pesquisa mostra que entre 2014 e 2019, jovens de 15 a 29 anos perderam 14% da renda proveniente do trabalho.
Entre os jovens mais pobres, esse percentual chegou a 24% e, entre analfabetos, 51%. “O elemento fundamental um para lidar com essa situação é a educação. Não se pode errar na educação”, dizo diretor da FGV Social, Marcelo Neri.
De acordo com a publicação, enquanto outros grupos tradicionalmente excluídos como analfabetos, negros e moradores das regiões Norte e Nordeste apresentam reduções de renda pelos menos duas vezes maior que a da média geral nesse período de crise econômica no Brasil, esta perda foi cinco vezes maior entre jovens de 20 a 24 anos.
O desemprego, segundo Neri, afetou os jovens, mas a precarização do trabalho também. “O desemprego é um componente importante, mas não é o único e não é o maior. O desemprego é alto, mas a perda por precarização, por informalidade e redução de salário é tão grande quanto o desemprego”, diz.
O cenário provoca descrença entre os jovens. Neri diz que 30% dos jovens brasileiros acreditam que não têm perspectiva de ascender socialmente pelo trabalho. Isso colocar o Brasil em 103º lugar em um ranking de 130 países.
No Peru, esse percentual é 3%. “As ferramentas do jovem de inserção, que são educação e trabalho, na visão do jovem esses elementos estão aquém do que eles precisam”, diz Neri.
Descrentes, o percentual dos chamados nem-nem, ou seja, aqueles que não estudam, nem trabalham passou de 23,4% em 2014 para 26,2% 2019.
Entre os jovens que são chefes de família, esse percentual cresceu de 15,19% para 22,67% no período. Entre mulheres, passou de 27,84% para 30,25%.
“O jovem tem que acreditar que é possível subir na vida senão para que vai estudar e trabalhar para sobrevivência?”, diz o diretor. “[A situação dos Nem-Nem] é um vácuo que foi formado e precisa ser ocupado com coisas positivas e concretas. O jovem tem que conseguir vislumbrar isso, o que não está conseguindo com a situação atual”.
De acordo com Neri, uma educação mais voltada para a realidade do jovem, ensino técnico para capacitar para o mercado e melhorias no ambiente de trabalho são fatores que podem contribuir para melhorar o cenário. O estudo está disponível na internet.
(Com Agência Brasil|)Prêmio Sesc de Literatura edita obra do vencedor
Escritores com obras na gaveta têm até 20 de fevereiro para garantir a participação no Prêmio Sesc de Literatura 2020. O prêmio é uma edição de 2 mil exemplares da obra por uma editora nacional.
A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo site www.sesc.com.br/portal/site/premiosesc, onde também é possível acessar ao regulamento. Podem participar autores com obras inéditas nas categorias conto e romance.
Além da publicação pela editora Record, os vencedores realizam um circuito por unidades do Sesc de todas as regiões do Brasil falando sobre suas obras.
Lançado em 2003, o concurso já revelou 29 novos autores e recebeu mais de 14 mil inscrições de livros. Além de conceder oportunidades a novos talentos, o Prêmio tem como objetivo promover uma renovação do panorama literário brasileiro.

Banrisul vai fechar agências e investir em tecnologia em busca de eficiência
O Banrisul registrou um lucro líquido recorde de R$ 1,34 bilhão em no ano passado, conforme o balanço divulgado nesta terça-feira. Representa um crescimento de 28,2% na comparação com o lucro registrado no balanço anterior.
A orientação, adotada ainda no governo Sartori, de concentrar os esforços nas operações dentro do Rio Grande do Sul e a decisão do atual governo de manter grande parte da diretoria, foram apontadas entre os fatores que garantiram o bom desempenho do banco. “Eu diria que houve uma continuidade com aperfeiçoamento”, disse o presidente do Banrisul, Claudio Coutinho.
Para 2020, o desafio é combinar ” redução de despesas com maior eficiência operacional”. Nesse sentido, está sendo feita uma avaliação de agências que podem ser fechadas e fundidas com outras.
A extinção de seis agências na região metropolitana de Porto Alegre, que encerrarão atividades ou se fundirão com outras, já estão decidida. Outras três agências, na mesma região, se tornarão “postos bancários” (uma redução da estrutura) e mais três no interior gaúcho, sendo uma em Caxias do Sul, também serão fundidas.
Coutinho considera pequeno o número total de agências que terão suas atividades encerradas e garante que nos municípios que contam com apenas uma agência do Banrisul, o serviço vai ser mantido, mesmo quando a agência for deficitária.
Ao mesmo tempo o banco vai aumentar seus investimentos em “modernização tecnológica” em mais de 30%: em 2019 foram R$ 298 milhões para essa área. Em 2020, estão previstos no orçamento R$ 406,3 milhões de investimento em tecnologia.
A ideia é melhorar os processos já existentes, criar novos produtos e aprimorar os canais digitais. As operações feitas nos canais digitais do banco, no ano passado, representaram 54,5% do total realizado, contra 50,8% em 2018.
Em 2019, os canais de Internet Banking e Mobile Banking tiveram 274,7 milhões de acessos, 34,8% superior ao ano anterior, equivalendo a uma média de 752,7 mil acessos diários.
(Com informações da Assessoria de Imprensa e do Jornal do Comércio)
Idec divulga carta de apoio ao projeto de Marchezan para o transporte coletivo
Uma das mais respeitadas organizações de defesa do consumidor no Brasil, o IDEC enviou carta a todos os vereadores e à administração municipal de Porto Alegre (RS) analisando o Projeto Transporte Cidadão.
A iniciativa foi lançada pela Prefeitura no dia 27 de janeiro com o objetivo de reduzir a tarifa dos ônibus na cidade para R$ 2 até o final de 2021 e zerar a tarifa para trabalhadores registrados.
“O Instituto vê a proposta como um grande avanço e a apoia sua aprovação, mas chama a atenção para alguns pontos que considera críticos. A redução da tarifa seria implantada por meio da busca de recursos de origens extra-tarifárias”.
“A proposta é inédita, urgente e necessária, em Porto Alegre e nas maiores cidades do Brasil. Os constantes aumentos no preço da tarifa têm impedido o acesso ao transporte público, levando à perda de passageiros de ônibus e ao aumento do uso de transporte individual”, afirma Rafael Calabria, pesquisador de Mobilidade do Instituto.
Segundo ele, a falta de acesso ao transporte público impede que as pessoas alcancem outros direitos, como saúde, educação, lazer etc., gerando exclusão social. Também prejudica o meio ambiente, já que a alternativa que sobra é o uso do transporte individual, o que aumenta o trânsito e a emissão de poluentes.
Pontos positivos do Projeto Transporte Cidadão
Taxar o transporte por aplicativo: é importante e está em sintonia com com a Política Nacional de Mobilidade Urbana – PNMU, que prevê taxar o uso do carro como meio para baratear o transporte público. A taxa não oneraria muito o valor das viagens para o usuário, sendo esse impacto menor do que o preço dinâmico do próprio aplicativo.
Zerar o vale-transporte e criar uma taxa para que as empresas privadas da cidade colaborem com o custo do serviço: a ideia é semelhante às já adotadas em outras cidades brasileiras, como Vargem Grande Paulista-SP, e de outros países, como a França, onde o modelo é nacional.
Prefeitura assumir o pagamento do custo da gestão do sistema de transporte: retirando esse custo do valor da tarifa paga pelo usuário.
Pontos negativos do Projeto Transporte Cidadão
-Retirada dos cobradores: o Idec defende sua permanência nos veículos. Isso porque ainda existem muitos passageiros que não têm acesso à bilhetagem eletrônica, e a rede de atendimento não é suficiente, principalmente no período noturno. Esses profissionais também cumprem a função de ajudar os passageiros, dando informações, e auxiliando aqueles com deficiência e mobilidade reduzida.
-Taxar os carros de fora da cidade que entram na capital: A ideia foi copiada de cidades de países ricos, que possuem uma realidade social muito diferente da nossa. Aqui ela geraria uma grande injustiça. Isso porque as pessoas que vivem nas cidades vizinhas ou nas periferias de Porto Alegre são as de menor poder aquisitivo, e elas precisam ir ao centro urbano para trabalhar, sendo que boa parte usa o automóvel por falta de opção de transporte público.
Além dessas medidas, o Idec sugeriu outras propostas de receita extra tarifárias.
São elas:
-Redução dos custos do sistema de ônibus, para que todas essas taxas deixem de subsidiar a atual ineficiência das empresas
_Propaganda nos veículos e terminais;
-Uso de recursos da Área Azul;
-Uso de rendimento de juros de créditos antecipados; outorga de uso de solo próximo a infraestruturas de transporte; e organização dos recursos num Fundo Especial de Transportes.
Governador da Bahia não comenta ação policial que matou miliciano
O governador da Bahia, Rui Costa (PT) está evitando comentar a operação policial que resultou na morte do ex-capitão Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime, braço armado das milícias que dominam comunidades no Rio de Janeiro
Ex-comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Adriano foi morto domingo, 9, no município baiano de Esplanada, a 170 km de Salvador, “durante confronto com a polícia”, segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP).
“Não quero falar disso. Não sou policial, sou governador. Quem deve falar sobre isso é o Ministério Público do Rio de Janeiro, que solicitou apoio militar, o Ministério Público daqui, que estava acompanhando, a Polícia Civil do Rio e da Bahia, e o secretário de Segurança. Eu não sei detalhes, portanto não vou ficar especulando”, declarou.
O secretário de Segurança da Bahia, Maurício Barbosa, limitou-se a negar que tenha havido “queima de arquivo” e a dizer que o inquérito será conduzido “com agilidade e transparência”.
Nóbrega era investigado por diversos homicídios e era um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro. Ele também era investigado por envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Franco.
Nóbrega morreu durante uma operação conjunta da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) do Rio de Janeiro; e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope); da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Litoral Norte; do Grupamento Aéreo (Graer); e da Superintendência de Inteligência (SI) da Secretaria da Segurança Pública da Bahia.
Segundo nota da Secretaria de Segurança da Bahia, no momento do cumprimento de mandado de prisão, Adriano Nóbrega “resistiu com disparos de arma de fogo e terminou ferido”. Ainda conforme o órgão, o ex-policial chegou a ser socorrido em um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
Operação conjunta
De acordo com a Secretaria de Polícia do Rio, há cerca de um ano, o seu serviço de inteligência e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), vinham investigando o ex-capitão.
“Ao longo deste tempo, os agentes o monitoravam e chegaram ao paradeiro do ex-policial militar na Bahia. A ação foi realizada com apoio operacional do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar daquele estado”, informou em nota o órgão fluminense.
Também na nota, a secretaria informou que Adriano Nóbrega era investigado por envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson, na noite do dia 14 de março de 2018, no Estácio, região central do Rio de Janeiro.
Milícia da Muzema
Em janeiro do ano passado, Adriano foi considerado foragido durante a Operação Intocáveis, desencadeada pelo MPRJ e as polícias Militar e Civil para prender integrantes de uma organização criminosa que agia na zona oeste do Rio de Janeiro.
Na época, as investigações apontavam que os integrantes de uma milícia atuavam nas comunidades de Rio das Pedras, da Muzema, da Tijuquinha e adjacências.
Após a Operação Intocáveis, a promotora de Justiça do MPRJ Simone Síbilio considerou que não era possível fazer a relação entre os integrantes da organização criminosa e as mortes de Marielle e Anderson, mas apontou, que, se no futuro fosse comprovado o envolvimento, seria incluído nas investigações desse crime.
A suspeita de queima de arquivo foi levantada pelo advogado de Adriano Nóbrega, Paulo Emílio Catta Preta. “Ele me disse assim: ‘doutor, ninguém está aqui para me prender. Eles querem me matar. Se me prenderem, vão matar na prisão. Tenho certeza que vão me matar por queima de arquivo”
Também a mulher de Adriano da Nóbrega, Júlia Mello, disse ao advogado ter certeza de que ele foi morto para não revelar segredos. “A esposa dele me ligou aos prantos, dizendo que tinha absoluta certeza de que isso tinha sido uma ação orquestrada para matá-lo e não para prendê-lo, tanto é que ele disse a ela que não estava armado”, afirmou Paulo Emílio Catta Preta, que defendia Adriano.
Mais três universidades, na Bahia, rejeitam o Future-se
Três das quatro universidades federais da Bahia já decidiram: não vão aderir ao Future-se, lançado em julho de 2019 pelo Ministério da Educação (MEC).
A única que não decidiu ainda é a Universidade Federal do Oeste, cujo Conselho Universitário ainda não discutiu o tema, segundo assessoria de imprensa.
O “viés privatizante” do programa é a principal razão para a recusa das universidades em aderir.
“Preocupa principalmente a criação de um fundo soberano que iria financiar as universidades”, segundo a pró-reitora de Desenvolvimento de Pessoas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Denise Vieira de Silva.
O Future-se é o principal de um conjunto de programas que, segundo o ministro Abraham Weintrab, representam “a maior revolução no ensino superior em 20 anos”.
A implantação do Future-se inclui a assinatura de contratos de gestão entre as universidades e organizações sociais qualificadas pelo governo federal, por meio dos seus ministérios. Uma das possibilidades abertas a partir do modelo proposto é a contratação de professores sem a realização de concurso público.
Na avaliação da maioria dos reitores, o programa abre a porta para a precarização e a privatização das universidades federas.
A ideia de contratar professores pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é vista como fator que vai precarizar o trabalho dos docentes e técnicos, consequentemente prejudicando a aprendizagem dos estudantes.
Na avaliação do Conselho Superior da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que rejeitou o Future-se por unanimidade, em reunião realizada em dezembro, dois aspectos do projeto são especialmente danosos.
O Conselho destacou a desvinculação do fomento das instituições do orçamento público e a progressiva desresponsabilização do setor público pelo financiamento das universidades”.
O projeto também foi rejeitado na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), de acordo com informações da assessoria de comunicação da instituição.
Embora a nota enviada pela assessoria do MEC garanta que a iniciativa “não pretende diminuir os repasses da União para às instituições, apenas promover uma complementação nos recursos”.
“Para reduzir o financiamento público você não precisa parar de pagar, basta não reajustar. Dessa forma, o que hoje é 100, daqui a alguns anos vira 50, com mais algum tempo vira dez”, diz a pró-reitora da UFBA..
A nota do Ministério enfatiza ainda que o projeto tem adesão voluntária, mas o Sindicato dos docentes avalia que a versão recentemente submetida a consulta pública inclui um instrumento de pressão.
Ele considera que a vinculação entre a adesão e o repasse de recursos para pesquisa “é uma espécie de chantagem”.
Gestores temem prioridade ao atendimento das leis de mercado
A maioria das universidades federais já decidiu não aderir ao Future-se ou manifestou críticas ao programa do Ministério da Educação (MEC), lançado em julho.
E, até agora, nenhuma instituição declarou publicamente que pretende participar do projeto que prevê gestão por meio de organizações sociais (OSs) no ensino superior público.
No final do ano passado, um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo junto às 63 universidades, mostrou que a tendência é a rejeição..
Entre as que já decidiram em seus conselhos internos pela não adesão estão as maiores e mais tradicionais federais, como a de São Paulo (Unifesp), do Rio de Janeiro (UFRJ), de Minas Gerais (UFMG) e de Brasília (UnB) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Na ocasião, o ministro Abraham Weintraub chamou dirigentes que criticavam o Future-se de “pessoal militante politicamente” ligado ao “PSTU, PSOL, PT”. Ele disse que, o programa, de adesão voluntária, contaria com um quarto das federais.
A maior crítica das instituições é sobre possível perda da autonomia acadêmica e financeira porque os contratos de trabalho ou para pesquisas seriam fechados por meio de OSs.
Desde o lançamento do programa, procuradores das universidades têm analisado as propostas e chegaram à conclusão de que não há sustentação jurídica.

Mulheres no crime
Dez mulheres foram presas nesta sexta-feira na “Operação Lâmpades”, da Polícia Federal, acusadas de pertenceram a uma “ala feminina” de facção criminosa na Região Norte. Outras quatros tem a prisão decretada e estão foragidas.
As buscas e apreensões em Boa Vista, Guarulhos, São Paulo e Tauaracá, no Acre. Os mandados foram expedidos pela Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas da Justiça Estadual em Roraima.
As investigações indicam que o caso não é isolado. As mulheres estão ganhando posições estratégicas nas facções criminosas, porque “estão menos expostas e correm menos riscos de serem presas”..
De acordo com a polícia, a ala feminina atua em áreas tidas como estratégicas, como o controle e guarda de drogas e armas de fogo e facilitando o relacionamento entre criminosos de dentro do sistema prisional com os de fora.
As investigações também apontaram para o envolvimento dessas mulheres em crimes violentos, entre eles, os “tribunais do crime” – método de “julgamento”, no qual os criminosos são os juízes e os “condenados” pela facção podem ser submetidos a tortura e morte.
A polícia acredita que o comando para a ala feminina da facção (que seria o PCC, segundo o Uol) na Região Norte partiria de São Paulo. Duas mulheres que estão foragidas por crimes como roubo e tráfico de drogas são apontadas como coordenadoras das demais.
O nome da Operação faz referência à mitologia grega. As lâmpades ou lâmpadas (em grego, Λαμπάδες, lampádes, derivado de lampás, “archote”) são espíritos femininos que habitam o reino dos mortos, vagando pelo submundo








