Autor: da Redação

  • Cadastro positivo: Idec disponibiliza carta para saber quais informações valem pontos

    Em vigor desde o último sábado (11),  o Cadastro Positivo – nota atribuída aos cidadãos no sistema de pontuação de crédito que reúne informações para avaliar o quão “confiável” alguém é financeiramente – já pode ser consultado por lojas, bancos e financeiras. Para ajudar os consumidores a entender quais informações estão sendo utilizadas para formular seus pontos, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) disponibilizou um modelo de carta para solicitar esses dados.
    Com a promessa de diminuir juros e melhorar as condições de crédito para os “bons pagadores”, as instituições financeiras criaram o cadastro que pontua cada consumidor com base em dados como renda, pagamentos de contas de energia, água, telefone, além dos dados de seus familiares em primeiro grau. Para o Idec, o grande problema é que não se sabe ao certo como esses dados são utilizados para compor a nota de cada pessoa, nem os critérios dessa avaliação.
    Por isso, o Instituto elaborou uma carta que pode ser enviada por qualquer cidadão aos birôs de crédito. Por meio dela, é possível saber, por exemplo, se foram coletadas informações de suas redes sociais, dados de geolocalização ou sobre a navegação em seu celular. O documento pode ser solicitado de forma gratuita no site do Idec (idec.org.br/cadastro-positivo).
    O Idec também disponibiliza outras cartas exclusivas aos seus associados, nas quais o consumidor pode solicitar o cancelamento da inscrição no cadastro, alterações de dados incorretos, revisão de decisões entre outros.
    Histórico 
    O Cadastro Positivo existe desde 2011, mas antes precisava da autorização do consumidor para que suas informações sobre pagamento pudessem ser avaliadas pelos birôs de crédito.
    A mudança na lei aprovada pelo Congresso em 2019  modificou essa regra: agora, a abertura do Cadastro é feita de forma automática, não mais voluntária, abrangendo todos os brasileiros com CPF.
    Desde que as mudanças no cadastro começaram a ser debatidas, o Idec se posicionou contra a inclusão automática dos consumidores por entender que ela conflita com a Lei Geral de Proteção de Dados, que tem como princípio a autodeterminação informativa. Isso significa que os dados de cada pessoa são parte dela e, por isso, é direito de cada um determinar o que será feito com suas informações. Portanto, deveria ser direito de qualquer consumidor não ser incluído compulsoriamente no Cadastro Positivo.
    Além disso, a falta de transparência sobre exatamente quais dados serão utilizados e irão compor a pontuação dos consumidores, preocupa o Instituto, uma vez que existe o risco de discriminação na hora de solicitar crédito financeiro ou realizar compras à prazo.
    (Com informações do Idec)
  • Fenaj diz que empresas não defendem jornalistas agredidos por Bolsonaro

    Fenaj diz que empresas não defendem jornalistas agredidos por Bolsonaro

    O presidente Jair Bolsonaro fechou o primeiro ano de seu mandato acumulando um total de 116 ataques à imprensa, de acordo com levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
    São quase dez agressões verbais por mês, uma a cada três dias. E no primeiro dia útil de 2020, Bolsonaro abriu seu segundo ano de mandato desferindo novas ofensas.
    Nesta segunda-feira (6), em conversa com apoiadores e jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada, o presidente, ao ser questionado sobre seu diálogo com os chefes do Legislativo e a agenda de reformas de seu governo, respondeu declarando que “quem não lê jornal não está desinformado, e quem lê está desinformado”.
    “Tem que mudar isso. Vocês (jornalistas) são uma espécie em extinção. Acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados do Ibama. Vocês são uma raça em extinção”, disse Bolsonaro.
    Para a presidente da Fenaj, Maria José Braga, o novo ataque só confirma que, desde seu primeiro ano de mandato, Bolsonaro vem “institucionalizando por meio da Presidência da República ataques à liberdade de imprensa no Brasil”.
    “Não é uma coisa espontânea, não é uma coisa impensada, o presidente tem feito sistemáticos ataques no sentido de descredibilizar a imprensa para que as notícias que começam a circular sobre suas ações de governo, sobre tantas medidas que o governo tem tomado e que contrariam os interesses da população brasileira, não sejam lidas e interpretadas pela população como deve ser, para que ela saiba de fato julgar como está o governo. Então é uma ação sistemática e por isso é muito perigosa”, adverte a presidente da Fenaj.
    O levantamento da Federação mostra ainda que o número de agressões a jornalistas cresceu 36,36% em 2018, ano da campanha eleitoral, na comparação com 2017.
    Ao todo, foram registradas 135 ocorrências de violência, entre elas um assassinato, e 227 profissionais vitimados. Ainda de acordo com a Fenaj, em 30 desses casos foram apoiadores/manifestantes os autores das agressões, 23 deles partidários de Bolsonaro e sete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
    Maria José alerta que o comportamento do presidente legitima a violência contra jornalistas, ressaltando ainda que ele conta com uma “tropa” virtual de seguidores para desferir ofensas e agressões a estes profissionais, tratados como “inimigos” pelo mandatário.
    Para evitar responder aos jornalistas sobre as contradições de seu governo, ou as denúncias que cercam seus familiares, Bolsonaro não se limita a questões técnicas, procurando atacar inclusive de forma pessoal, como ocorreu recentemente quando deu uma resposta homofóbica a um jornalista e outros 10 ataques nos quais ofendeu diretamente um profissional ao longo do último ano.
    “Infelizmente nós estamos vivendo uma situação em que o presidente da República se tornou o principal agressor da categoria dos jornalistas”, lamenta a presidente da Fenaj.
    Apesar dos constantes ataques aos profissionais da imprensa, ainda assim, os  grandes veículos não têm repercutido, ou mesmo apontado, as denúncias apresentadas pela Federação Nacional dos Jornalistas em relação ao presidente da República, de acordo com Maria José.
    Segundo ela, os profissionais agredidos não têm recebido a devida proteção de suas empresas para a defesa de sua atividade, pois a mídia convencional tem “fechado os olhos para as arbitrariedades desse governo e as ameaças feitas aos seus próprios profissionais”.
    “Os veículos hegemônicos de comunicação continuam dando apoio a Bolsonaro porque, apesar de ele atacar inclusive esses veículos, continua implementando a agenda econômica neoliberal que é apoiada pelos grandes veículos de comunicação do Brasil”, avalia.
    “Então, do ponto de vista da economia, ele (Bolsonaro) está fazendo as lições que foram dadas para fazer, que é tirar direitos do trabalhador, desregulamentar as relações de trabalho, favorecer o capital, as empresas e empregadores, em detrimento dos trabalhadores. Como ele está cumprindo essa agenda econômica, continua tendo o apoio político da maioria dos veículos de comunicação comerciais do Brasil, que não fazem a defesa do seu profissional e da sua atividade, de produção de informação jornalística”, destaca Maria José.
    Baseado no Twitter, entrevistas e discursos oficiais, o levantamento da Fenaj adverte que o número de ataques à imprensa por parte de Bolsonaro pode ser ainda maior. “Nós estamos de fato vivendo em meio a um estado de exceção do Brasil”, declara a presidente.
    (Com informações da RBA)

  • Bolsonaro defende "tarifa zero" para a energia solar

    Setenta por cento dos consumidores brasileiros que produzem a própria energia estão nas  regiões Sudeste e Sul, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    Em todo o país, já são mais de 166 mil instalações de “geração distribuida”.

    O número inclui casas, comércios, condomínios e fazendas (que normalmente produzem energia para atender a grandes consumidores, como shoppings ou supermercados).

    A Geração Distribuída se tornou o centro de uma polêmica desde que a Aneel anunciou, no ano passado, a intenção de mudar as regras estabelecendo cobrança pelo uso do sistema de transmissão.
    A polêmica aumentou depois que o presidente Jair Bolsonaro declarou que estava “sepultada” qualquer possibilidade de retirada de incentivos e de aplicação de taxas sobre consumidores que geram a própria energia por meio de painéis solares.

    Bolsonaro anunciou ainda um acordo com os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), para reverter no Congresso uma eventual decisão da Aneel no sentido de taxar a geração própria.

    O presidente, que disse ainda que a posição de seu governo é de “tarifa zero” para a geração própria de energia.

  • "A primeira tentação de Cristo" volta ao ar por decisão do Supremo

    "A primeira tentação de Cristo" volta ao ar por decisão do Supremo

    Durou pouco mais de 24 horas a censura ao vídeo  “A Primeira Tentação de Cristo”, da produtora Porta dos Fundos, veículado pela Netflix desde o Natal.
    Suspensa na quarta-feira, 8, por uma liminar, a exibição do vídeo foi reabilitada por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli na tarde desta quinta, 9.
    A produtora Porta dos Fundos tem sido criticada nas redes sociais por vários grupos cristãos pela maneira como retratou Jesus no programa de humor.
    O filme insinua que Jesus teve uma experiência homossexual após passar 40 dias no deserto.
    “Não se descuida da relevância do respeito à fé cristã (assim como de todas as demais crenças religiosas ou a ausência dela). Não é de se supor, contudo, que uma sátira humorística tenha o condão de abalar valores da fé cristã, cuja existência retrocede há mais de 2 (dois) mil anos, estando insculpida na crença da maioria dos cidadãos brasileiros”, afirmou o ministro Dias Toffoli na decisão.
    O relator do pedido é o ministro Gilmar Mendes, mas a ação foi distribuída ao presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. Como o Poder Judiciário está em recesso até fevereiro, cabe a Toffoli julgar as questões que ele considerar urgentes.
    Ataque
    Na madrugada de 24 de dezembro, a sede da produtora do Porta dos Fundos no Humaitá, Zona Sul do Rio, foi alvo de um ataque. Dois coquetéis molotov foram jogados contra a fachada do imóvel. O caso foi registrado como crime de explosão na 10ª DP (Botafogo).
    Único suspeito identificado até o momento, o economista e empresário Eduardo Fauzi fugiu para a Rússia no dia 29 de dezembro. Ele foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol e, com isso, pode ser preso por qualquer força policial do país em que esteja.

  • Sem acordo, ano letivo de 2019 não termina

    Mais uma vez, não houve acordo entre a Secretaria Estadual da Educação e o Sindicato dos Professores sobre o final da greve que já dura quase dois meses na rede pública estadual.
    A proposta apresentada pelo governo, em reunião na quarta-feira, não agradou aos dirigentes da entidade sindical e será será submetida a assembleia geral dos professores na próxima terça-feira, 14.
    O secretário da Educação, Faisal Karam, disse que o governo está propondo uma “trégua” no impasse.
    A proposta do governo é de pagar o salário da categoria relativo aos dias paralisados de forma integral em folha suplementar a ser rodada em até cinco dias úteis partir da adesão da categoria ao acordo.
    Mas o desconto dos dias paralisados seria mantido, só que feito de forma parcelada ao longo de seis meses.
    Quando forem retomadas as aulas para a recuperação dos 25 dias de aulas perdidos em 2019, o Estado propõe uma nova rodada de negociação para discutir o desconto.
    “Estamos estabelecendo uma trégua ao impasse, priorizando os estudantes e toda comunidade escolar”, sintetizou o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, que participou do encontro junto com o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, e integrantes da Seduc.
    O Cpers criticou a proposta e respondeu que irá levá-la para avaliação dos grevistas em assembleia geral.
    “Para nós há um espaço de diálogo, mas não há nada de concreto em que se possa avançar. Chamei a atenção do governador de que isso pode criar um caldo para que o ano letivo de 2020 não seja iniciado”, alertou Helenir Schürer, presidente do sindicato que representa o Magistério.
    Nota do Comando de Greve do CPERS
    A proposta apresentada nesta quarta-feira (8) pelo governo constitui-se em um flagrante ataque ao direito de greve.
    O Piratini propõe o pagamento em folha suplementar dos salários cortados mediante o fim da greve e a recuperação das aulas.
    Mas descontará, ao longo de seis meses, os dias parados do contracheque dos educadores(as). Mesmo após a recuperação.
    Ou seja, o corte de ponto seria parcelado, ao invés de integral. Assim mantendo a penalização dos grevistas.
    Diante do exposto, que não condiz com o pleito da categoria expresso no dia 20 de dezembro, convocamos nova Assembleia Geral para discutir com a base, a ser realizada na próxima terça-feira (14), às 13h30, no pátio do Colégio Candido José de Godoi. Até lá, a greve continua.
    Após, a categoria decidirá.
    Ressaltamos que, enquanto o governo desvia o foco e ganha tempo sem solucionar o impasse, articula a votação do pacote para o final de janeiro.
    É preciso compreender este movimento do governo para fragilizar o Sindicato e a resistência, que se mostrou inquebrantável no último período.
    Independente da situação da greve e da recuperação das aulas, estaremos em peso em Porto Alegre na semana da votação dos projetos.
    Sigamos fortes e mobilizados para evitar a destruição da escola pública. Avante educadores(as), de pé!
    Abaixo, a proposta enviada pela Seduc:

     
     
     

  • Censura: Justiça tira do ar vídeo sobre Jesus

    Censura: Justiça tira do ar vídeo sobre Jesus

    A justiça do Rio concedeu liminar que retira do ar o especial de Natal da produtora Porta dos Fundos.
    A decisão é do desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível, e  atende a pedido em Ação Civil Pública, ajuizada pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura.
    O pedido tinha sido  negado em primeira instância.
    A associação alegou que o filme despreza, ridiculariza e avilta as crenças e os valores mais caros aos católicos e aos cristãos de todo o mundo, “a pretexto de uma  liberdade  de  expressão e artística”.
    O especial de Natal do humorístico, intitulado “A Primeira Tentação de Cristo”, retrata Jesus como homossexual.
    O magistrado considerou mais adequado e benéfico, não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira, segundo ele, majoritariamente cristã, recorrer à cautela e suspender a exibição, até que se julgue o mérito do caso.
    A decisão determina suspensão, imediata, pela Netflix, da exibição do filme, assim como trailers, making of, propagandas, ou qualquer alusão publicitária à peça.
    E ainda proíbe que o Porta dos Fundos autorize sua exibição ou divulgação por qualquer outro meio sob pena de multa de R$ 150 mil por dia de exibição do filme ou produções acessórias.
    O Porta dos Fundos foi procurado para comentar a decisão que suspende a veiculação do filme e informou que não foi notificado.
    OAB diz que é censura
    Em nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, se posicionou contra a decisão.
    “A Constituição brasileira garante, entre os direitos e garantias fundamentais, que ‘é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença’. Qualquer forma de censura ou ameaça a essa liberdade duramente conquistada significa retrocesso e não pode ser aceita pela sociedade”, disse Felipe Santa Cruz.
    Ataque à produtora
    Na madrugada de 24 de dezembro, a sede da produtora do Porta dos Fundos no Humaitá, Zona Sul do Rio, foi alvo de um ataque.
    Dois coquetéis molotov foram jogados contra a fachada do imóvel.
    Houve danos materiais no quintal e na recepção.
    O economista e empresário Eduardo Fauzi foi identificado como suspeito de atacar a sede da produtora Porta dos Fundos. Nesta quarta, ele foi incluído a pedido da Polícia Federal na lista de difusão vermelha da Interpol.

  • Aos 80, Pujol diz que vai "quebrar paradigmas" na presidência da Câmara de Porto Alegre

    Aos 80, Pujol diz que vai "quebrar paradigmas" na presidência da Câmara de Porto Alegre

    Ao tomar posse na presidência da Câmara de Porto Alegre, nesta quinta-feira (2/1), o vereador Reginaldo Pujol (DEM) afirmou que pretende dirigir a Casa de forma solidária e quebrar paradigmas, principalmente aquele que diz que, em anos eleitorais, os parlamentos não funcionam. “Aqui, vai funcionar e vai funcionar muito bem”, declarou..
    Em seu oitavo mandato, Pujol é o mais antigo integrante da Câmara Municipal e fez toda sua formação política na capital: UDN, Arena, PDS (partidos que apoiaram o regime militar de 1964), PFL e,finalmente, DEM – são as siglas do currículo político de Reginal do Pujol .
    “Aqui em Porto Alegre, muito cedo, eu aprendi, ainda na política estudantil e depois lá na gloriosa União Democrática Nacional, que o preço da liberdade é a eterna vigilância”.
    Conforme o vereador, este ensinamento o acompanha desde então em sua trajetória política, que inclui passagem pela Arena, pelo PDS e pelo “querido Partido da Frente Liberal, o partido que eu sou efetivamente integrante, ainda que hoje ocupando um cargo pelo Partido Democratas”.
    O novo presidente defendeu o diálogo como instrumento para resolver conflitos e encontrar soluções. “Tenho dito e quero repetir hoje mais alto do que nunca: chega de pensar no que é mais corretamente certo, vamos pensar naquilo que é mais corretamente necessário. E necessário nesta hora é que todos nós tenhamos compreensão do momento histórico que vivemos”.
    Sobre a relação com sua antecessora, vereadora Mônica leal (PP), disse ter tido “às vezes algum desentendimento, mas através de uma convivência muito fértil, uma bela experiência de convivência democrática” que pretende estender para toda Casa.
    Para Pujol, é necessário dialogar sempre, mesmo que haja divergência de ideias. “Às vezes a gente pode divergir, às vezes a gente pode não estar com a mesma posição, mas nunca queimar todas as pontes que podem permitir que mais adiante se encontre harmonia e compreensão”, afirmou.
    (Com informações da Assessoria)

  • Ano letivo: governo diz que só negocia depois de recuperadas as aulas na rede estadual

    O ano começou com professores na rua em Porto Alegre. Um “pedágio solidário” promovido pelo  Cpers Sindicato ocupou a Esquina Democrática na tarde desta quinta-feira.
    “A entidade arrecadou alimentos e valores em dinheiro para serem encaminhados aos professores em pior situação financeira”, segundo o Correio do Povo.
    “Vamos encaminhar para os colegas que estão com o ponto cortado, sem 13º e passando por uma situação extremamente triste de falta, quase, de subsistência. Nós temos professores já com ordem de despejo, corte de luz, em situação extremamente difícil. Fizemos esta ação para ajudar aqueles mais vulneráveis”, explicou a presidente do Cpers, Helenir Schürer.
    No início da tarde uma comitiva do sindicato foi à sede do governo, tentar uma audiência com o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian. Um assessor do governador atendeu a presidente do Cpers e os demais dirigentes na porta do Palácio Piratini.
    Ela expôs a proposta de antecipar para segunda feira, 6, a reunião sobre o encerramento do ano letivo, marcada pela  Secretaria de Educação para o dia 10.
    “Queremos atender imediatamente aos alunos, para encerrar o ano. Mas para reiniciar as aulas precisamos ter garantia de que não teremos corte no ponto”, afirmou Helenir.
    O governo não se manifestou sobre a possibilidade de antecipar o encontro.
    Em nota, a Secretaria da Educação deixou claro o impasse, ao afirmar que “só haverá negociação em relação ao corte do ponto dos grevistas após a recuperação total do ano letivo”.
    Ou seja: os grevistas só voltam às aulas com a garantia de que os dias parados, já descontados no salário de dezembro, serão abonados. E o governo diz que só negocia sobre corte nos salários quando as aulas forem retomadas.
    Segundo a secretaria, 115 escolas (de um total de 2,5 mil) continuam totalmente paralisadas em função da greve dos professores.
    A Seduc está orientando os  alunos que precisarem de documentação para comprovar encerramento do ano letivo, para ingresso em universidades e cursos técnicos: devem procurar as escolas ou a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) da região em que residem.
    A Secretaria contabiliza oficialmente 25 dias de paralisação, entre 14 de novembro e 19 de dezembro.
    NOTA DO CPERS



    “Nós reiteramos que os nossos alunos, pais, professores e funcionários estão à disposição de reiniciar o ano letivo. O único, hoje, que ainda demonstra não ter a disposição de reiniciar é o governador do estado quando corta o salário e marca uma reunião para o dia 10 de janeiro, dificultando o início do ano de 2020”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

    A persistência em penalizar educadores(as) coloca em risco a conclusão do ano letivo e a formação de milhares de estudantes. A retomada das aulas depende apenas do governo, mediante acordo de greve assinado entre as partes.
    Pedágio Solidário

    Antes, dezenas de professores(as) e funcionários(as) protestaram contra o corte de ponto dos servidores(as) em greve e o pacote de Eduardo Leite. Na Esquina Democrática, coração da capital, educadores(as) distribuíram panfletos e arrecadaram alimentos e dinheiro para auxiliar grevistas que tiveram seus salários cortados.

    A historiadora e servidora da Cultura, Estela Machado, prestou sua solidariedade. “A gente também está na luta por melhores condições e por serviços públicos de qualidade. No final do mês retomaremos nossa greve também, estamos juntos no movimento”, disse.

    Este é o segundo pedágio solidário promovido em Porto Alegre, que arrecadou em torno de R$ 1 mil,  valor que representa o dobro da ação anterior, realizada no dia 30. Com o dinheiro, são comprados alimentos não perecíveis para montar cestas básicas e auxiliar educadores(as) que estão passando por necessidades.

    Após o movimento no Piratini, o Comando de Greve se reuniu para debater as estratégias de ação até a próxima semana. O Conselho Geral do CPERS será convocado para o dia 6, próxima segunda-feira, a fim de discutir o acordo de greve e a mobilização para a possível votação do pacote no final do mês.

    Caso o Piratini mantenha a reunião para o dia 10, o comando também deliberou pela realização de ato estadual da categoria para pressionar pelo acordo.
                    
    As propostas aprovadas na Assembleia do dia 20

    1. Manter a greve para negociar o pagamento do salário e suspende-la após acordo assinado que condiciona a recuperação das aulas ao pagamento dos dias parados. Respeito à autonomia das escolas na construção do calendário de recuperação das aulas;
    2. Visita às escolas e plenárias nas regiões dos(as) deputados(as) da base do governo;
    3. Assembleia Geral, no caso de ser convocada sessão extraordinária da Assembleia Legislativa;
    4. Panfletagem em espaços de aglomeração de pessoas nos núcleos, fazendo a denúncia do pacote de Leite e sua retirada, bem como a defesa da escola pública e do serviço público;
    5. Campanha de denúncia contra o governo Leite que articula a privatização da escola pública estadual através da Fundação Lemann e outras organizações;
    6. Elaborar estudo e organizar a categoria para resistir ante a imposição da nova matriz curricular;
    7. Denunciar os partidos e deputados(as) que votaram a favor do PLC 503 e fortalecer a pressão e vigilância sobre os mesmos, considerando a posição destes em relação aos demais projetos do pacote;
    8. Reafirmar nossa posição contrária à municipalização das escolas públicas estaduais.
  • Polícia oferece recompensa para localizar suspeito do ataque à Porta dos Fundos

    Polícia oferece recompensa para localizar suspeito do ataque à Porta dos Fundos

    A Policia do Rio está oferecendo recompensa de R$ 2 mil reais para quem ajudar na localização do suspeito de participar do ataque com bombas caseiras à produtora de vídeos Porta dos Fundos, no Humaitá, na Zona Sul do Rio, na véspera do Natal.
    A intenção é receber informações que possam levar ao suspeito. Ele foi identificado como Eduardo Fauzi Richard Cerquise e chegou a publicar um vídeo nas redes sociais falando do ataque.
    Em entrevista coletiva, o delegado Marco Aurélio de Paula Ribeiro, titular da 10ª DP, responsável pelas investigações, disse que existe a possibilidade de que ele seja o integrante principal do grupo, sendo o organizador do atentado.
    O suspeito é presidente da Frente Integralista Brasileira e filiado ao PSL. Tem 20 anotações criminais por ameaça, lesão corporal, desacato, extorsão e uma relacionada à Lei Maria da Penha.
    Em outra, responde por agressão em 2013 ao então secretário de Ordem Pública do Rio, Alex Costa, que levou um soco na cabeça enquanto dava uma entrevista após uma operação contra estacionamento irregular.
    O mandado de prisão temporária de 30 dias foi expedido pela Justiça do Rio, atendendo a um pedido do delegado Marco Aurélio de Paula Ribeiro.
    Agentes da 10ª DP fizeram, na terça-feira, uma operação de busca, mas o acusado não foi localizado. O delegado afirmou que ele é considerado foragido da Justiça.
    suspeito foi identificado por meio de imagens de câmeras obtidas pela Polícia Civil do Rio, nas vias próximas à produtora. Os outros quatro integrantes do grupo ainda não foram identificados..
    O homem identificado é acusado de tentativa de homicídio qualificado, uma vez que o vigia da produtora foi atingido no momento em que as bombas foram lançadas na entrada da casa e ainda por crime de explosão.
    O Portal dos Procurados destacou que quem tiver qualquer informação a respeito da localização do homem identificado pela polícia e também dos envolvidos no ataque, pode fazer denúncia pelo Whatsapp do Portal dos Procurados (21) 98849-6099; pelo Facebook; pela mesa de atendimento do Disque-Denúncia (21) 2253-1177, ou pelo Aplicativo para celular do Disque Denúncia. As informações sigilosas sobre o caso serão encaminhadas para 10ª DP.
    Visivelmente transtornado, Eduardo Fauzi Richard Cerquise divulgou um vídeo na internet onde diz que a “era PT” enriqueceu Gregório Duvivier e Fábio Porchat, humoristas que protagonizam a esquete de Natal, que foi alvo de boicote por grupos conservadores.
    “O Porta dos Fundos deixa ainda mais pobre uma multidão de brasileiros que já é miserável, num país com 14 milhões de desempregados herdados justamente da era PT, que foi o que enriqueceu o Porta dos Fundos, Gregório Duvivier, Fábio Porchat, Lava Jato, Lei Rouanet, pa pa pa”, diz.
    No vídeo, Fauzi está andando por um quarto onde se vê enfeites de Natal. O atentado ocorreu justamente no dia 24 de dezembro, véspera da festa natalina, em que cristãos comemoram o nascimento de Jesus Cristo.
    “Quando o Porta dos Fundos detrata, esmaga, espezinha o nome do nosso senhor Jesus Cristo, ele está maltratando milhões de pessoas que têm na fé em Cristo a sua principal riqueza”, diz o acusado, que fez parte da Federação Integralista Brasileira (FIB) e é adepto das ideias do guru Olavo de Carvalho.
    Em tom profético, Fauzi, que possui mais de 15 registros criminais, pede orações para ele próprio e classifica os humoristas do Porta dos Fundos como “criminosos, marginais, são bandidos”, após dizer que Jesus não é um “revolucionário”.
    “Jesus Cristo não é um símbolo, uma figura histórica, um revolucionário. Jesus Cristo é Deus, que ressuscitou na carne e no sangue e está sentando num trono e regendo o universo”.
    (Com informações da EBC e da Fórum)

  • Ano terá onze feriados nacionais

    Ano terá onze feriados nacionais

    Dos 12 feriados nacionais em 2020, onze caem em dias de semana e dez podem ser emendados com sábados e domingos. A lista não inclui os feriados estaduais e feriados municipais.
    As exceções aos feriados colados ao fim de semana são 1º de janeiro (Confraternização Universal), caindo em uma quarta-feira; 21 de abril (Tiradentes), que será em uma terça-feira e o Corpus Christi (11 de junho), que sempre cai às quintas-feiras 60 dias após a Páscoa.
    Páscoa e carnaval são feriados alongados em todos anos. A Paixão de Cristo (sexta-feira) será no dia 10 de abril. A segunda-feira e a terça-feira de carnaval cairão nos dias 24 e 25 de fevereiro, respectivamente.
    Além desses dias, os brasileiros poderão emendar com o fim de semana o Dia do Trabalho (1º de maio) que cai numa sexta-feira, assim como o Natal (25 de dezembro).
    Para quem não gosta das segundas-feiras, a boa notícia é que os feriados da Independência do Brasil (7 de setembro), de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) e de finados (2 de novembro) cairão nesse dia da semana.
    Com tanto feriado, há quem preveja perdas econômicas. “O varejo nacional deve deixar de faturar R$ 11,8 bilhões em 2020 por causa de feriados nacionais e pontes ao longo do ano. O total é 53% maior do que a perda prevista para 2019, de R$ 7,6 bilhões”, calcula a Federação do Comércio de São Paulo.
    Outros setores de atividade econômica festejam como é o caso do turismo. “No ano passado, os feriados prolongados resultaram em 13,9 milhões de viagens, que injetaram R$ 28,84 bilhões na economia brasileira”, soma o Ministério do Turismo (MTur).
    Segundo a pasta. “o feriado de [1º de] maio movimentou [em 2019] R$ 9 bilhões na economia e resultou em 4,5 milhões de viagens. Já o 12 de outubro foi um dos mais movimentados do ano com a realização de 3,24 milhões de viagens domésticas e impacto econômico de R$ 6,7 bilhões nos destinos visitados”. O MTur ainda não fez projeção do impacto dos feriados de 2020 em venda de passagens, hospedagens e passeios.
    O ano que começa é ano bissexto e, portanto, tem um dia a mais, mas esse não descontará as folgas proporcionadas pelos feriados nos dias de semana. O dia 29 de fevereiro cairá em um sábado.
    (Com Agência Brasil)