Autor: da Redação

  • Brasil e Estados Unidos buscam cooperação em energia nuclear

    Os governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira um memorando de entendimento em energia nuclear que busca estreitar a cooperação e avanços em áreas como a segurança nuclear, informaram fontes oficiais.
    O acordo foi assinado pela Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan) e o Instituto de Energia Nuclear dos Estados Unidos (NEI, na sigla em inglês) durante o Fórum de Energia Brasil-Estados Unidos.
    Durante o evento, que contou com a participação do ministro de Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, e do secretário de Energia dos EUA, Dan Brouillette, foi assinada também uma carta de intenções entre a estatal brasileira Eletronuclear e a norte-americana Westinghouse, especializada em energia nuclear.
    O documento entre ambas as empresas busca estreitar a colaboração para garantir a renovação de licenças e a operação de longo prazo da central nuclear brasileira Angra 1, podendo ampliar seu prazo de vida de 40 a 60 anos.
    Já o acordo entre a associação brasileira e o instituto americano busca avanços em áreas como segurança nuclear.
    “A indústria americana de energia está pronta e animada para trabalhar com o Brasil”, afirmou Brouillette. Segundo o secretário, o diálogo também incluiu temas regulatórios.
    Brouillette defendeu mais clareza nas regras e mais transparência e ressaltou a modernização na legislação brasileira sobre energia.
    “Continuaremos a apoiar esses esforços de todas as formas que pudermos”, disse o secretário e acrescentou que os acordos assinados são um passo significativo para aumentar a presença e os investimentos dos Estados Unidos no setor nuclear brasileiro.
    Por sua vez, o ministro de Energia do Brasil destacou que a cooperação entre os dois países “visa criar um melhor ambiente de negócios para investimentos no setor de óleo e gás, tanto no comércio internacional ou para a realização de leilões que temos realizado com previsibilidade aqui no Brasil”.
    Para Bento Albuquerque, Brasil e Estados Unidos têm muito a cooperar por terem se tornado exportadores líquidos de petróleo recentemente. “Procuramos, nessa parceria com os Estados Unidos, reduzir as incertezas que possam, por acaso, existir nos leilões.”
    A colaboração entre Brasil e Estados Unidos no fórum incluiu ainda a experiência americana com o shale gas, ou gás de xisto, atividade que o governo brasileiro quer começar a realizar, segundo o ministro.
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Tribunal derruba liminar que proibia privatização de presídios em São Paulo

    Tribunal derruba liminar que proibia privatização de presídios em São Paulo

    O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco derrubou uma liminar que suspendia licitação para privatização de quatro presídios no interior do estado de São Paulo.
    Com a decisão, duas unidades penais de Gália e cada uma das unidades de Registro e Aguaí terão retomada a publicação de edital que previa a parceria público-privada (PPP).
    O projeto de licitação, de autoria do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) deve entrar em curso já nos próximos dias.
    A Defensoria Pública do Estado aguarda no entanto que a decisão do desembargador seja reavaliada pelos tribunais superiores.
    De acordo com órgão, autor da liminar que pedia a suspensão do edital, o despacho do TJ-SP desconsidera a emenda constitucional 104, que impede as atividades de custódia e segurança dos presídios de serem terceirizadas.
    A emenda já havia sido considerada em primeira instância, mas o governo recorreu e foi atendido pelo desembargador no último dia 30.
    Essa é segunda vez que o TJ suspende liminar contrária à privatização. Em outubro, a Justiça também rejeitou o pedido da Defensoria.
    “Essa emenda que foi promulgada no final do ano passado, ela diz que essas atividades são privativas de servidores públicos concursados, e me parece que o Tribunal de Justiça, ao caçar essa liminar, passou por cima dessa emenda constitucional”, explica o defensor público Renato De Vitto em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, da Rádio Brasil Atual.
    De acordo com o defensor, a decisão do TJ-SP traz ainda “ingredientes políticos, para atendimento dos interesses do governador e parece desconsiderar esse elemento (emenda) jurídico importante”, acrescenta.
    Membro associado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e ex-diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), De Vitto destaca que a privatização dos presídios é “uma solução simplista que leva ao agravamento dos problemas” do sistema prisional brasileiro. A começar pelas finanças públicas, pois custaria ainda mais à população.
    Segundo cálculo da procuradoria, cada preso nas quatro unidades deixaria de custar R$ 2.428,57, passando para R$ 3.760,85. “Quando a gente estimula a privatização, a gente está estimulando a organização do poder do capital, pedindo mais encarceramento. O Brasil já tem problema objetivo de super encarceramento. A média, nos países, é 140 pessoas a cada grupo de 100 mil habitantes. Aqui no Brasil a gente já passa dos 350 presos por 100 mil habitantes”, observa o defensor.
    Ainda de acordo com De Vitto, a privatização dos presídios é contrária à proposta do Banco Mundial, que em relatório em 2013 propôs a redução no número de presos provisórios, hoje estimados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em mais de 337 mil pessoas, 41,5% da população carcerária.
    Além de ser um modelo que provoca o recrudescimento penal e vai contra os interesses dos agentes penitenciários.
    “Nos Estados Unidos o que se verificou foi a criação de um seguimento de lobby potente das empresas interessadas no aumento do encarceramento, que passam a incidir no poder legislativo pedindo mais prisão, mais pena e insistindo nessa fórmula arcaica e pouco efetiva de que a gente resolve o problema de segurança pública apenas com o aprisionamento”, contesta.
     

  • Projeto de presídio vertical para cinco mil presos é alvo de críticas

    Projeto de presídio vertical para cinco mil presos é alvo de críticas

    O governo do Rio de Janeiro apresentou a maquete do Conjunto Penal Vertical, proposta do governador  Wilson Witzel (PSC).
    Seriam conjuntos de três prédios, com onze andares cada e capacidade para até 5 mil presos. Segundo o governador, o complexo só iria “receber sentenciados sem ligações com facções criminosas”, e custaria cerca de R$ 80 milhões cada unidade.
    O sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio, emitiu uma nota criticando o projeto:
    “A proposta é nociva à operacionalidade do sistema. Experiências menos audaciosas no estado feitas com prédios de apenas três pavimentos provocaram situações dramáticas durante motins ocorridos em 2004 e 2006, quando a resolução dos conflitos foi dificultada pelos bloqueios provocados graças a uma arquitetura mal projetada, que impede ação imediata por parte das forças de segurança”.
    O projeto foi recusado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), em audiência pública realizada em agosto.
    O conselheiro do CNPCP  Vilobaldo de Carvalho ressaltou no relatório que rejeitou a proposta, que não se trata apenas do custo da obra, mas de sua adequação às regras da Lei de Execução Penal.
    “Apesar de a unidade evidentemente precisar funcionar dentro da ‘normalidade’, não se deve menosprezar possíveis acontecimentos graves dentro da realidade do sistema prisional brasileiro que, nos últimos anos, registrou massacres entre presos em diversos Estados”, explicou.
    Entre os problemas estão a própria altura dos prédios, que deixaria os servidores expostos a ataques externos. Além disso, um problema grave nos andares inferiores, como uma rebelião ou um incêndio, pode bloquear o acesso a todo o resto do edifício.
    Na proposta de Witzel, a área de banho de sol do Conjunto Penal Vertical ficaria no terraço, dando ampla visão do entorno aos presos, possibilitando o planejamento de ataques ou fugas.
    Com o projeto vetado pelo conselho, Witzel agora pretende utilizar dinheiro do orçamento estadual para a construção, escapando do veto federal.
    Ao mesmo tempo que promete construir as unidades do Conjunto Penal Vertical com verba estadual, o governador do Rio diz não ter dinheiro para contratar servidores, já sinalizando uma terceirização dos Conjuntos Penais Verticais, bem como de algumas outras unidades já existentes. O estado tem 51 presídios estaduais.
    Para o Sindsistema, o governo Witzel devia se preocupar primeiro em resolver o déficit funcional, a falta de equipamentos básicos e de estrutura de trabalho nas atuais unidades. “Um sistema em decadência, com unidades sob funcionamento precário, baixo efetivo de servidores diante da administração da custódia, da disciplina, da saúde e da ressocialização de mais de 50 mil presos, enquanto o governo promete para os presos terraço com banho de sol e vista privilegiada de toda a movimentação no vizinho Complexo Penitenciário do Gericinó”, diz o sindicato.
    (Com informações da RBA)
  • Novo presidente da Assembleia quer Estado mais competitivo

    Novo presidente da Assembleia quer Estado mais competitivo

    Diante de uma plateia repleta de autoridades – incluindo o chefe do Executivo gaúcho, Eduardo Leite, ex-governadores, senadores, deputados, secretários, empresários, presidentes de partidos e lideranças regionais -, o progressista Ernani Polo foi eleito para a presidência da Assembleia Legislativa pelo período de um ano.
    A sessão solene, realizada no plenário 20 de Setembro na manhã de segunda-feira (3), também definiu a nova Mesa Diretora da Casa até 2021.
    Em seu pronunciamento como novo presidente, Polo deixou claro qual será o principal foco de sua gestão: o estímulo à competitividade. “Uma das nossas metas centrais, em plena era digital, é diminuir a burocracia e estimular a simplicidade”, disse o parlamentar.
    A ideia, conforme Polo, é mapear e estabelecer indicadores objetivos para que o parlamento possa contribuir com ações que incentivem o desenvolvimento gaúcho. “Que legislação ainda precisa ser modernizada? Em que causas precisamos nos envolver politicamente para estimular o desenvolvimento? O que ainda precisa ser modernizado na estrutura do Estado? O que está ao nosso alcance? O que depende de nós na prática?”, questionou.
    O novo chefe do Legislativo gaúcho defendeu que partidos políticos, Poderes de Estado e iniciativa privada façam um esforço conjunto em busca da convergência. “Eu sigo acreditando na moderação como força construtora do bem comum. Juntos, somos muito mais fortes”, resumiu.
    Ele ainda expôs dados do ranking anual do Centro de Liderança Pública (CLP), que mostra que o Rio Grande do Sul figura na 27ª posição em solidez fiscal, na 18ª posição em infraestrutura e na 11ª em educação.
    Em consonância com o processo de gestão compartilhada em vigência no Legislativo, Polo assegurou que manterá iniciativas bem-sucedidas da antiga administração, como o Crescer/RS e a campanha Valores Que Ficam. “Não vou mudar de nome só para chamar de meu; não tem nada mais atrasado do que isso. Os programas são nossos, dos gaúchos – e assim continuarão”, declarou, sob aplausos.

    Ernani Polo posa no cenário montado com o símbolo da sua gestão: o remo / Joel Vargas/Agência AL

    O dia marcado pela posse da Mesa Diretora também serviu para o lançamento do novo slogan que marcará a atual gestão. A simbologia escolhida foi a de um remo, e a frase será “Assembleia Legislativa 2020: atitude para um Rio Grande mais competitivo”.
    Por isso, na Esplanada do Palácio Farroupilha, três remadores do Clube Grêmio Náutico União estavam a postos, ao lado de um barco, para tirar fotos com os presentes. “A atitude muda o mundo. Precisamos de atitude dos políticos, mas também dos demais atores. Atitude de quem tem consciência, de quem tem redes, de quem forma opinião”, afirmou.
    Ressaltando sua origem ligada à agricultura, ele finalizou seu pronunciamento com uma saudação ao ex-presidente Luiz Augusto Lara (PTB), aos colegas deputados, ao presidente estadual do Progressista, Celso Bernardi, e à bancada progressista por sua indicação. Por fim, fez uma menção especial à esposa, filhos, pais, familiares, amigos e à equipe de seu gabinete parlamentar.
    Composição da Nova Mesa Diretora
    Titulares
    Presidente: Ernani Polo (PP)
    1º Vice-presidente: Zé Nunes (PT)
    2ª Vice-presidente: Franciane Bayer (PSB)
    1º Secretário: Gabriel Souza (MDB)
    2º Secretário: Dirceu Franciscon (PTB)
    3ª Secretária: Zilá Breitenbach (PSDB)
    4º Secretário: Luiz Marenco (PDT)
    Suplentes
    1º Suplente de Secretário: Issur Koch (PP)
    2ª Suplente de Secretária: Fran Somensi (Republicanos)
    3º Suplente de Secretário: Paparico Bacchi (PL)
    4º Suplente de Secretário: Carlos Búrigo (MDB)
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Pacote de Marchezan sobre transporte coletivo é um "bode na sala"

    Pacote de Marchezan sobre transporte coletivo é um "bode na sala"

    O pacote de projetos que o prefeito Nelson Marchezan mandou à Câmara para votação em regime de urgência, embaralhou de vez o debate sobre o transporte coletivo em Porto Alegre, que tem a tarifa mais cara entre as capitais brasileiras e, mesmo assim, está à beira de um colapso pela perda de passageiros.
    O conjunto de seis projetos, que mudam radicalmente a forma de remuneração do transporte coletivo na cidade, foi apresentado de surpresa no final do recesso parlamentar, para votação em dois dias, apesar das medidas polêmicas que contém – a começar por uma esdrúxula “taxa de congestionamento” que seria paga por motoristas de outros municípios em trânsito pela capital.
    Para embaralhar ainda mais as discussões, o pacote da prefeitura juntou aos seis projetos que propõem os subsídios um projeto polêmico que já estava em tramitação na Câmara, prevendo a extinção do cargo de cobrardor nos ônibus.
    Através de subsídios de diversas fontes, o pacote do prefeito pretende “reduzir o valor da passagem de ônibus na Capital em aproximadamente R$ 1,00 já neste ano”, além de estabelecer “passe livre para todo trabalhador com carteira assinada” e congelar o passa estudantil em R$ 1,00.
    A saída dos vereadores foi não dar quorum para as duas sessões convocadas e agora o pacote volta à ordem do dia, na reabertura dos trabalhos legislativos nesta segunda-feira, 3.
    É previsível uma intensa e prolongada polêmica no legislativo, enquanto o prazo para o reajuste anual da tarifa vai se esgotando.
    O pedido de reajuste já apresentado pelas empresas concessionárias no início de janeiro e que deve ser decidido em fevereiro, prevê um acréscimo de 50 centavos, que eleva a tarifa única dos atuais R$ 4,70 para R$ 5,20 – um aumento de 10,63% perante uma inflação anual de 4,13%.
    Há mais de dez anos, o reajuste das tarifas de ônibus em Porto Alegre supera folgadamente a inflação e o reajuste dos salários dos funcionários, que segundo a ATP  representam metade do custo operacional do sistema.

    De 2009, quando a tarifa era de R$ 2,30, até os 4,70 de 2019, o aumento soma 104,3%, enquanto a inflação do período ficou em 76,7%.
    A proposta das empresas, paralelamente ao pacote, está em análise no Conselho Transportes Urbanos (Comtu) que nunca negou um pedido de reajuste.

     

  • Privatização do Banrisul ainda não está descartada no acordo com União

    O secretário do Tesouro Nacional disse que será necessário “fazer as contas” para ver se as reformas que o governo Eduardo Leite está fazendo são suficientes para que o Rio Grande do Sul possa aderir ao Programa de Reajuste Fiscal sem privatizar o Banrisul.
    As declarações de Monsueto Almeida foram  feitas em entrevista nesta sexta-feira à rádio Gaúcha.
    O secretário elogiou os  “avanços” obtidos pelo governador com as reformas aprovadas e disse que o Estado está “muito próximo” da adesão ao programa.
    Mas, explicou que o Programa decorre de uma lei e tem regras bem claras. “Para que se abra mão da privatização do Banrisul, é necessário que os ganhos com as mudanças aprovadas compensem os recursos que viriam com a venda”, disse o secretário.
     

  • Passagem inesperada de Bolsonaro pelo Hospital das Forças Armadas

    Passagem inesperada de Bolsonaro pelo Hospital das Forças Armadas

    Ao retornar de Belo Horizonte, onde sobrevoou as áreas atingidas pela chuva, na tarde de quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro  foi examinado no Hospital das Forças Armadas.
    Segundo o G1, o presidente  permaneceu no hospital por pouco mais de uma hora e meia. Deixou o local pouco antes das 20h30 por uma saída reservada.
    O jornal Nacional registrou lacônicamente o fato, informando que Bolsonaro permaneceu no hospital “duas horas”
    Nem o Palácio do Planalto, nem o hospital informaram o motivo da visita de Bolsonaro ao hospital. A assessoria do Planalto confirmou o fato, mas não deu detalhes.
    Na agenda oficial do presidente, divulgada pelo Palácio do Planalto, não há compromissos previstos para esta sexta (31) – nem no Planalto nem no Palácio da Alvorada.
    O hospital é o mesmo ao qual Bolsonaro foi levado às pressas em dezembro após sofrer uma queda no Palácio da Alvorada. Naquela ocasião, o presidente fez exames, passou a noite no hospital e recebeu alta na manhã seguinte.
    O presidente também foi duas vezes ao Hospital da Força Aérea de Brasília, onde passou por exames. Em dezembro, Bolsonaro disse ter ido à unidade para investigar um possível câncer de pele. Em janeiro, o Palácio do Planalto falou apenas em “exames de rotina”.
    Segundo o Poder 360, desta vez no HFA “médicos analisaram se há necessidade de uma cirurgia para reposicionar tela que o presidente teve instalada em setembro de 2019 para corrigir uma hérnia, além de uma possível correção da cicatriz resultante de procedimentos anteriores”.
    “O presidente deixou o hospital às 20h25, amparado por uma pessoa”, segundo o blog.
    Jair Bolsonaro já passou por quatro cirurgias após a facada que sofreu em 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG), durante a campanha eleitoral.
     

  • Enchentes já causaram 54 mortes em Minas Gerais

    Uma mulher arrastada pelas águas que abriram uma cratera na Rodovia MG-133, perto da cidade de Tabuleiro, a 250 quilômetros de Belo Horizonte (MG), foi a 54ª morte registrada em Minas Gerais em consequência dos efeitos das chuvas que castigam a Região Sudeste desde o último dia 17.
    O alagamento da rodovia fez com que o terreno cedesse, abrindo uma cratera de cerca de 15 metros de extensão onde caíram um caminhão, uma carreta e dois carros.
    A mulher estava em um dos dois veículos de passeio e foi carregada pela água. Seis pessoas tiveram ferimentos leves.
    Segundo a prefeitura de Tabuleiro, o trecho afetado da rodovia ficará interditado por tempo indeterminado, já que não há previsão para o início das obras de recuperação. Motoristas que passarem pela região devem usar rotas alternativas pelos municípios de Piraúba, Guarani, Rio Novo e Coronel Pacheco.
    Ainda de acordo com a prefeitura de Tabuleiro, as chuvas desta madrugada causaram outros transtornos. Moradores da comunidade rural Passa Cinco ficaram isolados devido a alagamentos das vias de acesso e inundações. A comunidade de Botafogo também foi atingida pelas águas. Ao menos cinco pontes foram destruídas, e a prefeitura anunciou que solicitará ajuda estadual e federal para recuperar os estragos, sobretudo na Rodovia MG-133.
    De acordo com o informe desta manhã, o maior número de óbitos foi registrado em Belo Horizonte, onde o total de mortos já chega a 13.
    Em seguida vêm Betim, com seis mortes, e Ibirité e Luisburgo, com cinco, em cada. Ainda segundo o informe, 42 pessoas morreram soterradas e 12 afogadas ou por outras causas, após serem arrastadas pelas águas.
    O último levantamento indica que há, em todo o estado, 38.703 pessoas desalojadas, ou seja, que tiveram que deixar suas casas e, provisoriamente, ir para a casa de parentes ou amigos, e 8.157 pessoas desalojadas, que buscaram abrigos, na maioria das vezes improvisados, em escolas ou igrejas.
    A Defesa Civil pede que, em caso de chuvas fortes, as pessoas que moram em áreas propensas a alagamentos deixem suas casas e procurem um lugar seguro; evitem transitar ou encostar carros próximos a encostas; monitorem permanentemente as construções erguidas em ou perto de encostas; fiquem atentas ao surgimento de trincas ou rachaduras e evitem movimentar a terra durante o período em que o solo estiver encharcado. Em caso de dúvidas ou de perigo iminente devem pedir ajuda à Defesa Civil.
    Nunca choveu tanto em BH
    Desde que começaram os registros meteorológicos, há 110 anos, não chovia tanto em Belo Horizonte como neste mês de janeiro.
    Até agora, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o primeiro mês de 2020 acumulou 932,3 milímetros de chuva na cidade.
    O recorde anterior era de janeiro do ano de 1985, quando o acumulado do mês foi de 850,3 milímetros.
    Na madrugada desta quarta-feira, uma cratera se abriu em uma das principais vias de Belo Horizonte, a Avenida Tereza Cristina, na Região Oeste, onde choveu 101,6 milímetros em três horas.
    Na região Centro-Sul, o Córrego do Leitão transbordou desde a Barragem Santa Lúcia até o centro da capital. O maior volume de chuva foi registrado na região: 175,6 milímetros em três horas.
    São vários pontos com carros arrastados, trechos do asfalto arrancados e garagens alagadas.
    Outro córrego que transbordou foi o Acaba Mundo, que começa no Parque JK, no alto do Sion, e desceu provocando enchentes até o Centro.
    Nesta manhã, uma cratera se abriu no cruzamento da Avenida do Contorno, com a Rua Professor Morais.
    Na BR-356, na chamada curva do Ponteio, também na Região Centro-Sul, um barranco desmoronou e a via precisou ser fechada no sentido Centro.
    No shopping, parte do teto desabou durante o temporal.
    Também foram registrados alagamentos nas Avenidas Barão Homem de Melo, Silva Lobo e Professor Mário Werneck, todas na Região Oeste.
    (Com Agência Brasil)

  • Fila de pedidos acumulados derruba presidente do INSS

    Fila de pedidos acumulados derruba presidente do INSS

    A demissão do presidente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Renato Rodrigues Vieira, na terça-feira, dá a dimensão da crise no órgão, onde quase dois milhões de pedidos de pensões e aposentadorias se acumulam, desde o final do ano passado.
    O próprio secretário Especial de Previdência, Rogério Marinho, anunciou a saída de Vieira, durante entrevista coletiva sobre as providências do governo para reduzir a fila de pedidos de benefício represados no INSS.
    Segundo Marinho, Renato Vieira pediu demissão. Nomeado no início do governo Jair Bolsonaro, ele ficou pouco mais de um ano no cargo.
    “Ele consolidou sua disposição de sair do INSS a pedido. Foi uma conversa amadurecida ao longo dos últimos 15 dias. O Renato acha que precisa se dedicar a seus projetos, e nós aceitamos sua demissão”, declarou Rogério Marinho.
    Segundo o secretário,  Vieira será substituído imediatamente pelo atual secretário de Previdência, Leonardo Rolim. Ainda não há definição de quem substituirá Rolim no ministério.
    Também na terça, representantes do governo se reuniram com o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), para tentar destravar uma das medidas anunciadas: o chamamento de militares da reserva para reforçar o atendimento nas agências.
    O anúncio de que 7 mil militares reformados seria contratados emergencialmente provocou reação no Ministério Público:  o governo não poderia excluir os servidores civis desse processo seletivo, sob pena de estar limitando a concorrência e criando uma “reserva de mercado”.
    Segundo o secretário Marinho, nessa reunião de terça ficou acertado que servidores aposentados civis também devem ser incluídos no chamamento público. Uma Medida Provisória terá que ser editada.
    “No caso da área civil, você está criando de fato uma nova forma de contratação temporária, onde há necessidade de uma autorização legislativa. É uma MP em razão da necessidade, da urgência dessa ação”, disse Marinho.
    As contratações dos reservistas terão que ser avalizadas pelos comandantes militares.
    No caso dos trabalhadores civis, o governo vai buscar servidores aposentados do próprio INSS. Aqueles que já faziam a análise de benefícios podem reforçar essa área, e os aposentados que cumpriam outras funções devem ser direcionados para o atendimento nas agências.
    “A previsão dada pelo governo é de que, se os contratos forem formalizados até abril, a regularização da fila do INSS ocorrerá somente em outubro”, segundo o G1. Segundo a Agência Brasil “Marinho avalia que, quando todos os trabalhadores temporários entrarem em atividade, será possível regularizar os processos em até quatro meses. A cada mês, o INSS recebe quase 1 milhão de pedidos de benefício.
    “Na hora em que estabelecermos o processo de seleção, no primeiro mês vamos conseguir integrar ao sistema 3 mil pessoas. No segundo mês e no terceiro mês, mais 1,5 mil cada. Então é um processo gradativo dado a dimensão e complexidade de um processo desse naipe. E ele passa a ser um pouco mais complexo porque nós estamos, ao invés de nos debruçarmos em apenas uma carreira, estamos trazendo também funcionários públicos civis, que têm características distintas e isso tem que ser levado em consideração”.
    Hoje, quase 2 milhões de pedidos aguardam uma resposta do INSS para aposentadorias e outros benefícios, como salário-maternidade e auxílio-doença.
    Uma parte (500 mil) dos pedidos represados estão a espera de documentos que dependem do segurado. O restante, cerca de 1,5 milhão estão parados por falha no sistema.
    De acordo com Rogério Marinho, dos 7 mil servidores do INSS que se aposentaram no ano passado, cerca de 1,5 mil atuavam como concessores de benefícios. O objetivo é que eles e outros, que se aposentaram antes, possam voltar à ativa para ajudar na concessão dos benefícios que estão acumulados. A expectativa do governo é de que essas contratações custem de R$ 13 milhões a R$ 15 milhões por mês.
    Há duas semanas, o secretário já havia anunciado a contratação de 7 mil militares, com adicional de até 30% no salário. Agora, o plano ainda é contratar 7 mil trabalhadores, mas compondo esse grupo com civis e militares, que vão atuar no atendimento nas agências do INSS e na concessão dos benefícios. Os civis também devem receber bônus de até 30%.
    (Com informações da EBC e do G1)

  • Coronavirus: Anvisa classifica como "risco eminente" e reforça ações preventivas em aeroportos

    Coronavirus: Anvisa classifica como "risco eminente" e reforça ações preventivas em aeroportos

    A Anvisa realizou nesta terça-feira (28/1), no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, uma reunião com as companhias aéreas, empresas instaladas no aeroporto, órgãos de saúde do estado e do município do Rio de Janeiro.
    O objetivo da reunião foi orientar a comunidade aeroportuária sobre a intensificação dos procedimentos e medidas preventivas contra o novo coronavírus (nCoV).
    O protocolo de vigilância passou de “alerta” para “perigo iminente” – classificação definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – após a confirmação de um caso suspeito em Minas Gerais. Mais dois casos foram notificados ao longo da terça-feira, em Porto Alegre e em Curitiba.
    Planos de contingência
    A reunião no Galeão contou também com a presença de representantes da Receita Federal, da Polícia Federal e do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), órgãos federais que estão presentes no Galeão.
    Durante o encontro, a coordenadora de Infraestrutura e Meio de Transporte em Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados da Agência, Viviane Vilela, reafirmou a importância do cumprimento dos planos de contingência já estabelecidos no aeroporto e os fluxos de atuação na ocorrência de algum caso suspeito, em função do risco aumentado. “Nosso objetivo é fortalecer nos aeroportos os planos de contingência já existentes. A palavra-chave para este momento é intensificação”, esclareceu aos participantes presentes na reunião.
    O Galeão é o segundo aeroporto, depois do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, a receber mais passageiros com passaporte chinês. As medidas são padronizadas para todos os aeroportos.
    No dia 24/1, a Agência realizou uma reunião nos mesmos moldes em Guarulhos, com o objetivo de sensibilizar a comunidade aeroportuária para a identificação e a comunicação de possíveis casos suspeitos do novo coronavírus.
    O Ministério da Saúde passou, nesta terça-feira (28/1), a desaconselhar viagens para a China depois que todo o território daquele país foi considerado área de transmissão do coronavírus pela OMS.
    Também na terça-feira (28/1), foi criado o “Grupo de Emergência em Saúde Pública” para monitorar e conduzir as ações relacionadas ao novo coronavírus no âmbito da Anvisa.
    O grupo tem prazo de duração indeterminado e suas atividades começaram hoje, com a publicação da respectiva portaria no Diário Oficial da União (D.O.U.).
    A criação do Grupo de Emergência reforça o rol de medidas preventivas e de controle adotadas pela Agência contra o vírus no Brasil.
    Entre as ações já empreendidas, destacam-se o repasse de orientações para equipes da vigilância sanitária de todo o país, especialmente as que atuam no controle de portos e aeroportos, a divulgação de avisos sonoros sobre sinais e sintomas da doença, bem como a recomendação de cuidados básicos a serem adotados por passageiros e tripulantes.
    Desde o fim de semana, o Galeão e todos os aeroportos brasileiros divulgam alerta sonoro da Anvisa sobre o coronavírus. A mensagem reforça procedimentos de higiene e diz que os passageiros que apresentarem sintomas relacionados ao vírus devem procurar um agente de saúde.
    Os avisos são feitos em português, inglês, espanhol e também em mandarim. Além dos aeroportos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária também está intensificando ações nos portos brasileiros.
    Os pacientes em observação no Brasil se enquadraram na atual definição de caso suspeito, estabelecido pela OMS – Organização Mundial da Saúde. Os pacientes apresentaram febre, pelo menos um sinal ou sintoma respiratório e viajaram para área de transmissão nos últimos 14 dias.
    Com as suspeitas,  o Ministério da Saúde subiu o nível de vigilância no Brasil. Saiu do nível 1, considerado de alerta, para o nível 2, de risco iminente do vírus chegar ao país. Caso se confirme algum caso,  o nível sobe para 3, que é o de situação de emergência em Saúde Pública.
    O aumento do nível de vigilância no Brasil ocorreu um dia após a Organização Mundial da Saúde mudar de moderado para alto o grau de risco de epidemia global do coronavírus.
    Entre outras mudanças, a pasta agora considera suspeita qualquer pessoa que apresente febre ou problemas respiratórios 14 dias após visitar qualquer local da China, e não apenas a província de Wuhan, o epicentro da epidemia.
    O Ministério da Saúde já acompanhava o caso suspeito de uma jovem de 22 anos que está em observação em Belo Horizonte. Ela esteve na China e apresentou sintomas compatíveis com os do coronavírus.
    Outras 14 pessoas próximas à paciente estão sendo monitoradas mas, até agora, não apresentaram qualquer sintoma.
    Segundo o Ministério, foram detectados mais de sete mil rumores de coronavírus no Brasil. Desses, 12 foram notificados, nove já foram excluídos e apenas três estão em observação.
    O número de mortos pelo coronavírus chegou a 106 após as autoridades chinesas confirmarem que mais 24 pessoas faleceram nesta terça-feira. Outros 65 casos foram notificados em 17 países, incluindo Austrália, Japão, França, Canadá  e Estados Unidos.
    (Com informações da EBC e da Anvisa)