Autor: da Redação

  • Governo corrige erros no cálculo do mínimo mas anuncia como se fosse aumento

    O presidente da República e o Ministro da Economia convocaram a imprensa nesta terça-feira para anunciar um reajuste de R$ 6 (seis reais) no valor salário mínimo que entrou em vigor no dia 1º de janeiro. Era R$ 1.039 passou para R$ 1.045.
    O acréscimo, na verdade é a correção de dois erros.
    Primeiro porque valor calculado inicialmente para este ano se baseou numa previsão de inflação menor da que realmente ocorreu. O mínimo foi reajustado em 4,1%, enquanto a inflação medida pelo INPC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, subiu 4,48%.
    Além de reajustado pelo novo percentual, o novo mínimo recebeu também um acréscimo de R$ 2 para compensar um erro do ano passado, também devido à diferença no cálculo da inflação.
    Guedes estimou que o reajuste vai custar R$ 2,3 bilhões a mais nas contas da Previdência.
    Segundo o Dieese, mesmo com estas correções o governo não repõe o valor de compra do salário mínimo. “O governo ainda tira do bolso do trabalhador cerca de R$ 300 por ano ao interromper a política de valorização do salário mínimo que previa também aumentos reais”, segundo o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.
    Se fosse seguida a lei que regulava os aumentos do mínimo, iniciada na década passada e que vigorou até 2015, o aumento real para 2020 seria em torno de 1,3% (equivalente à variação do PIB de 2018). “E vez de termos um salário mínimo de R$ 1.039, deveríamos ter um salário mínimo entre R$ 1.061 e R$ 1.062”, explica Clemente.

    De acordo com o Dieese, pelo menos 48 milhões de trabalhadores têm a remuneração referenciada no salário mínimo. Com a descontinuação do aumento real, a perda da massa salarial chegar a R$ 14 bilhões por ano. E os impactos serão negativos tanto para os trabalhadores, em seu poder de compra, como para a própria economia, que perde em dinamismo, ressalta o diretor técnico.
    “O governo está tirando da economia quase metade daquilo que se propôs a colocar com a liberação do fundo de garantia”, compara Clemente. E reduzindo a possibilidade de o salário mínimo seguir avançando para atingir aquilo que a Constituição define, destaca o diretor do Dieese.
    “O crescimento do salário mínimo contribuiria positivamente para melhorar as condições de vida das pessoas e a economia também ganha”.

  • Presidente do Cpers diz que suspensão da greve é "recuo estratégico"

    Presidente do Cpers diz que suspensão da greve é "recuo estratégico"

    O Cpers teve que recorrer a urnas na Assembleia Geral  desta terça-feira,  convocada para decidir sobre a greve dos professores da rede pública estadual.
    Por 725 votos a 539, os professores presentes decidiram voltar às aulas, depois de 57 dias de uma greve já bastante desgastada, principalmente depois que o governo decidiu endurecer mantendo o desconto dos dias parados.
    Em vídeo dirigido à categoria depois da Assembleia, a presidente do Sindicato, Helenir Schürer, conclamou os professores a voltarem às aulas “de cabeça erguida”:
    “Recuamos estrategicamente para reabastecer nosso movimento e manter a luta contra esse governo ditatorial”, disse.
    A próxima atividade da categoria é um ato na Praça da Matriz, no dia 27 de janeiro, quando haverá sessão extraordinária para a votação do restante do pacote de Eduardo Leite na Assembleia Legislativa.
    A mobilização – com acampamento no espaço público e paralisação nos dias de votação – só ocorrerá se a sessão for convocada pelos deputados gaúchos.
    A greve foi encerrada depois de dois dias de reuniões entre Cpers e governo do Estado, sem acordo entre as partes.
    Segundo o levantamento do sindicato, a greve teve adesão de 80% da categoria, com  1.530 escolas paralisadas total ou parcialmente desde 18 de novembro.
     

  • INSS vai contratar militares da reserva para reduzir fila de pedidos

    Wellton Máximo, da Agência Brasil 
    O governo pretende contratar temporariamente cerca de 7 mil militares da reserva para reforçar o atendimento nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e reduzir o estoque de pedidos de benefícios em atraso.
    O anúncio foi feito nesta terça-feira (14) pelo secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, que prometeu que o estoque de processos acumulados caia para próximo de zero até o fim de setembro.
    A contratação dos militares será voluntária, sem haver convocação. Eles serão treinados em fevereiro e em março, devendo começar a trabalhar nos postos em abril, recebendo adicional de 30% na reserva remunerada.
    Segundo Marinho, a medida custará R$ 14,5 milhões por mês ao governo, mas ele disse que o custo deve ser compensado pela diminuição da correção monetária paga nos benefícios concedidos além do prazo máximo de 45 dias depois do pedido.
    Paralelamente, entre 2,1 mil e 2,5 mil funcionários do INSS que hoje trabalham no atendimento presencial serão remanejados para reforçar a análise dos processos.
    Outras medidas
    De acordo com Marinho, até o fim da semana, o Diário Oficial da União publicará um decreto do presidente Jair Bolsonaro com as medidas.
    Ele anunciou ainda que para diminuir o atraso, o governo dará prioridade às perícias médicas dos cerca de 1,5 mil funcionários do INSS afastados por problemas de saúde.
    Segundo o secretário, a expectativa é que cerca de dois terços dos servidores (cerca de 1 mil funcionários) voltem ao trabalho nos próximos meses.
    Além disso, uma portaria do presidente do INSS restringirá a cessão de funcionários para outros órgãos. De agora em diante, a autarquia só cederá funcionários para cargos comissionados de nível 4 (DAS-4) e para cargos vinculados diretamente à Presidência da República. Atualmente, o INSS tem cerca de 200 funcionários cedidos.
    O INSS também pretende ampliar os convênios com o setor privado para que o setor de recursos humanos de empresas formalizem os pedidos de aposentadoria. Atualmente, fundos de pensão de grandes empresas encaminham conjuntamente ao INSS os documentos exigidos dos empregadores, acelerando os processos. O governo quer estender o modelo a mais empregadores.
    Simplificação
    O decreto a ser editado também simplificará a tramitação dos pedidos de benefícios. O INSS passará a aceitar certidões antigas. O órgão vai verificar as súmulas administrativas em que o INSS foi vencido no Judiciário para deixar de recorrer dos pedidos dos benefícios em situações já pacificadas pela Justiça. O INSS também deixará de exigir a demonstração do vínculo quando o empregado e o empregador contribuam atualmente para a Previdência Social. Segundo Marinho, a medida acelerará principalmente a aposentadoria de empregados domésticos.
    Segundo Marinho, desde meados do ano passado, o governo está reduzindo o estoque de processos empoçados no INSS. O número de pedidos de benefício com mais de 45 dias de atraso caiu de 2,3 milhões em julho do ano passado para 1,3 milhão atualmente. Nos últimos cinco meses, o governo tem conseguido diminuir o empoçamento em 67 mil e 68 mil processos por mês.
    Caso esse ritmo continuasse, o estoque de processos em atraso só seria zerado em 16 ou 17 meses, nas estimativas de Marinho. Com as medidas anunciadas, o secretário disse que a redução nos processos em atraso deverá saltar para 160 mil por mês, permitindo a redução a quase zero dos pedidos com mais de 45 dias de atraso até o fim de setembro. Apenas os processos em que o INSS discorda da concessão do benefício, com falta de documento ou que dependem da Justiça continuariam em atraso.
    O secretário disse que o principal fator que provocou o aumento da fila de atendimento do INSS até a metade do ano passado foi a automatização dos pedidos de benefício. Em maio de 2018, com a inauguração da página Meu INSS, os pedidos dispararam. O número de requerimentos de aposentadorias, pensões, auxílios da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) saltou de cerca de 715 mil por mês no início de 2018 para 988 mil mensais atualmente. O estoque começou a cair em agosto do ano passado.

  • Cadastro positivo: Idec disponibiliza carta para saber quais informações valem pontos

    Em vigor desde o último sábado (11),  o Cadastro Positivo – nota atribuída aos cidadãos no sistema de pontuação de crédito que reúne informações para avaliar o quão “confiável” alguém é financeiramente – já pode ser consultado por lojas, bancos e financeiras. Para ajudar os consumidores a entender quais informações estão sendo utilizadas para formular seus pontos, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) disponibilizou um modelo de carta para solicitar esses dados.
    Com a promessa de diminuir juros e melhorar as condições de crédito para os “bons pagadores”, as instituições financeiras criaram o cadastro que pontua cada consumidor com base em dados como renda, pagamentos de contas de energia, água, telefone, além dos dados de seus familiares em primeiro grau. Para o Idec, o grande problema é que não se sabe ao certo como esses dados são utilizados para compor a nota de cada pessoa, nem os critérios dessa avaliação.
    Por isso, o Instituto elaborou uma carta que pode ser enviada por qualquer cidadão aos birôs de crédito. Por meio dela, é possível saber, por exemplo, se foram coletadas informações de suas redes sociais, dados de geolocalização ou sobre a navegação em seu celular. O documento pode ser solicitado de forma gratuita no site do Idec (idec.org.br/cadastro-positivo).
    O Idec também disponibiliza outras cartas exclusivas aos seus associados, nas quais o consumidor pode solicitar o cancelamento da inscrição no cadastro, alterações de dados incorretos, revisão de decisões entre outros.
    Histórico 
    O Cadastro Positivo existe desde 2011, mas antes precisava da autorização do consumidor para que suas informações sobre pagamento pudessem ser avaliadas pelos birôs de crédito.
    A mudança na lei aprovada pelo Congresso em 2019  modificou essa regra: agora, a abertura do Cadastro é feita de forma automática, não mais voluntária, abrangendo todos os brasileiros com CPF.
    Desde que as mudanças no cadastro começaram a ser debatidas, o Idec se posicionou contra a inclusão automática dos consumidores por entender que ela conflita com a Lei Geral de Proteção de Dados, que tem como princípio a autodeterminação informativa. Isso significa que os dados de cada pessoa são parte dela e, por isso, é direito de cada um determinar o que será feito com suas informações. Portanto, deveria ser direito de qualquer consumidor não ser incluído compulsoriamente no Cadastro Positivo.
    Além disso, a falta de transparência sobre exatamente quais dados serão utilizados e irão compor a pontuação dos consumidores, preocupa o Instituto, uma vez que existe o risco de discriminação na hora de solicitar crédito financeiro ou realizar compras à prazo.
    (Com informações do Idec)
  • Fenaj diz que empresas não defendem jornalistas agredidos por Bolsonaro

    Fenaj diz que empresas não defendem jornalistas agredidos por Bolsonaro

    O presidente Jair Bolsonaro fechou o primeiro ano de seu mandato acumulando um total de 116 ataques à imprensa, de acordo com levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
    São quase dez agressões verbais por mês, uma a cada três dias. E no primeiro dia útil de 2020, Bolsonaro abriu seu segundo ano de mandato desferindo novas ofensas.
    Nesta segunda-feira (6), em conversa com apoiadores e jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada, o presidente, ao ser questionado sobre seu diálogo com os chefes do Legislativo e a agenda de reformas de seu governo, respondeu declarando que “quem não lê jornal não está desinformado, e quem lê está desinformado”.
    “Tem que mudar isso. Vocês (jornalistas) são uma espécie em extinção. Acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados do Ibama. Vocês são uma raça em extinção”, disse Bolsonaro.
    Para a presidente da Fenaj, Maria José Braga, o novo ataque só confirma que, desde seu primeiro ano de mandato, Bolsonaro vem “institucionalizando por meio da Presidência da República ataques à liberdade de imprensa no Brasil”.
    “Não é uma coisa espontânea, não é uma coisa impensada, o presidente tem feito sistemáticos ataques no sentido de descredibilizar a imprensa para que as notícias que começam a circular sobre suas ações de governo, sobre tantas medidas que o governo tem tomado e que contrariam os interesses da população brasileira, não sejam lidas e interpretadas pela população como deve ser, para que ela saiba de fato julgar como está o governo. Então é uma ação sistemática e por isso é muito perigosa”, adverte a presidente da Fenaj.
    O levantamento da Federação mostra ainda que o número de agressões a jornalistas cresceu 36,36% em 2018, ano da campanha eleitoral, na comparação com 2017.
    Ao todo, foram registradas 135 ocorrências de violência, entre elas um assassinato, e 227 profissionais vitimados. Ainda de acordo com a Fenaj, em 30 desses casos foram apoiadores/manifestantes os autores das agressões, 23 deles partidários de Bolsonaro e sete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
    Maria José alerta que o comportamento do presidente legitima a violência contra jornalistas, ressaltando ainda que ele conta com uma “tropa” virtual de seguidores para desferir ofensas e agressões a estes profissionais, tratados como “inimigos” pelo mandatário.
    Para evitar responder aos jornalistas sobre as contradições de seu governo, ou as denúncias que cercam seus familiares, Bolsonaro não se limita a questões técnicas, procurando atacar inclusive de forma pessoal, como ocorreu recentemente quando deu uma resposta homofóbica a um jornalista e outros 10 ataques nos quais ofendeu diretamente um profissional ao longo do último ano.
    “Infelizmente nós estamos vivendo uma situação em que o presidente da República se tornou o principal agressor da categoria dos jornalistas”, lamenta a presidente da Fenaj.
    Apesar dos constantes ataques aos profissionais da imprensa, ainda assim, os  grandes veículos não têm repercutido, ou mesmo apontado, as denúncias apresentadas pela Federação Nacional dos Jornalistas em relação ao presidente da República, de acordo com Maria José.
    Segundo ela, os profissionais agredidos não têm recebido a devida proteção de suas empresas para a defesa de sua atividade, pois a mídia convencional tem “fechado os olhos para as arbitrariedades desse governo e as ameaças feitas aos seus próprios profissionais”.
    “Os veículos hegemônicos de comunicação continuam dando apoio a Bolsonaro porque, apesar de ele atacar inclusive esses veículos, continua implementando a agenda econômica neoliberal que é apoiada pelos grandes veículos de comunicação do Brasil”, avalia.
    “Então, do ponto de vista da economia, ele (Bolsonaro) está fazendo as lições que foram dadas para fazer, que é tirar direitos do trabalhador, desregulamentar as relações de trabalho, favorecer o capital, as empresas e empregadores, em detrimento dos trabalhadores. Como ele está cumprindo essa agenda econômica, continua tendo o apoio político da maioria dos veículos de comunicação comerciais do Brasil, que não fazem a defesa do seu profissional e da sua atividade, de produção de informação jornalística”, destaca Maria José.
    Baseado no Twitter, entrevistas e discursos oficiais, o levantamento da Fenaj adverte que o número de ataques à imprensa por parte de Bolsonaro pode ser ainda maior. “Nós estamos de fato vivendo em meio a um estado de exceção do Brasil”, declara a presidente.
    (Com informações da RBA)

  • Bolsonaro defende "tarifa zero" para a energia solar

    Setenta por cento dos consumidores brasileiros que produzem a própria energia estão nas  regiões Sudeste e Sul, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    Em todo o país, já são mais de 166 mil instalações de “geração distribuida”.

    O número inclui casas, comércios, condomínios e fazendas (que normalmente produzem energia para atender a grandes consumidores, como shoppings ou supermercados).

    A Geração Distribuída se tornou o centro de uma polêmica desde que a Aneel anunciou, no ano passado, a intenção de mudar as regras estabelecendo cobrança pelo uso do sistema de transmissão.
    A polêmica aumentou depois que o presidente Jair Bolsonaro declarou que estava “sepultada” qualquer possibilidade de retirada de incentivos e de aplicação de taxas sobre consumidores que geram a própria energia por meio de painéis solares.

    Bolsonaro anunciou ainda um acordo com os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), para reverter no Congresso uma eventual decisão da Aneel no sentido de taxar a geração própria.

    O presidente, que disse ainda que a posição de seu governo é de “tarifa zero” para a geração própria de energia.

  • "A primeira tentação de Cristo" volta ao ar por decisão do Supremo

    "A primeira tentação de Cristo" volta ao ar por decisão do Supremo

    Durou pouco mais de 24 horas a censura ao vídeo  “A Primeira Tentação de Cristo”, da produtora Porta dos Fundos, veículado pela Netflix desde o Natal.
    Suspensa na quarta-feira, 8, por uma liminar, a exibição do vídeo foi reabilitada por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli na tarde desta quinta, 9.
    A produtora Porta dos Fundos tem sido criticada nas redes sociais por vários grupos cristãos pela maneira como retratou Jesus no programa de humor.
    O filme insinua que Jesus teve uma experiência homossexual após passar 40 dias no deserto.
    “Não se descuida da relevância do respeito à fé cristã (assim como de todas as demais crenças religiosas ou a ausência dela). Não é de se supor, contudo, que uma sátira humorística tenha o condão de abalar valores da fé cristã, cuja existência retrocede há mais de 2 (dois) mil anos, estando insculpida na crença da maioria dos cidadãos brasileiros”, afirmou o ministro Dias Toffoli na decisão.
    O relator do pedido é o ministro Gilmar Mendes, mas a ação foi distribuída ao presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. Como o Poder Judiciário está em recesso até fevereiro, cabe a Toffoli julgar as questões que ele considerar urgentes.
    Ataque
    Na madrugada de 24 de dezembro, a sede da produtora do Porta dos Fundos no Humaitá, Zona Sul do Rio, foi alvo de um ataque. Dois coquetéis molotov foram jogados contra a fachada do imóvel. O caso foi registrado como crime de explosão na 10ª DP (Botafogo).
    Único suspeito identificado até o momento, o economista e empresário Eduardo Fauzi fugiu para a Rússia no dia 29 de dezembro. Ele foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol e, com isso, pode ser preso por qualquer força policial do país em que esteja.

  • Sem acordo, ano letivo de 2019 não termina

    Mais uma vez, não houve acordo entre a Secretaria Estadual da Educação e o Sindicato dos Professores sobre o final da greve que já dura quase dois meses na rede pública estadual.
    A proposta apresentada pelo governo, em reunião na quarta-feira, não agradou aos dirigentes da entidade sindical e será será submetida a assembleia geral dos professores na próxima terça-feira, 14.
    O secretário da Educação, Faisal Karam, disse que o governo está propondo uma “trégua” no impasse.
    A proposta do governo é de pagar o salário da categoria relativo aos dias paralisados de forma integral em folha suplementar a ser rodada em até cinco dias úteis partir da adesão da categoria ao acordo.
    Mas o desconto dos dias paralisados seria mantido, só que feito de forma parcelada ao longo de seis meses.
    Quando forem retomadas as aulas para a recuperação dos 25 dias de aulas perdidos em 2019, o Estado propõe uma nova rodada de negociação para discutir o desconto.
    “Estamos estabelecendo uma trégua ao impasse, priorizando os estudantes e toda comunidade escolar”, sintetizou o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, que participou do encontro junto com o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, e integrantes da Seduc.
    O Cpers criticou a proposta e respondeu que irá levá-la para avaliação dos grevistas em assembleia geral.
    “Para nós há um espaço de diálogo, mas não há nada de concreto em que se possa avançar. Chamei a atenção do governador de que isso pode criar um caldo para que o ano letivo de 2020 não seja iniciado”, alertou Helenir Schürer, presidente do sindicato que representa o Magistério.
    Nota do Comando de Greve do CPERS
    A proposta apresentada nesta quarta-feira (8) pelo governo constitui-se em um flagrante ataque ao direito de greve.
    O Piratini propõe o pagamento em folha suplementar dos salários cortados mediante o fim da greve e a recuperação das aulas.
    Mas descontará, ao longo de seis meses, os dias parados do contracheque dos educadores(as). Mesmo após a recuperação.
    Ou seja, o corte de ponto seria parcelado, ao invés de integral. Assim mantendo a penalização dos grevistas.
    Diante do exposto, que não condiz com o pleito da categoria expresso no dia 20 de dezembro, convocamos nova Assembleia Geral para discutir com a base, a ser realizada na próxima terça-feira (14), às 13h30, no pátio do Colégio Candido José de Godoi. Até lá, a greve continua.
    Após, a categoria decidirá.
    Ressaltamos que, enquanto o governo desvia o foco e ganha tempo sem solucionar o impasse, articula a votação do pacote para o final de janeiro.
    É preciso compreender este movimento do governo para fragilizar o Sindicato e a resistência, que se mostrou inquebrantável no último período.
    Independente da situação da greve e da recuperação das aulas, estaremos em peso em Porto Alegre na semana da votação dos projetos.
    Sigamos fortes e mobilizados para evitar a destruição da escola pública. Avante educadores(as), de pé!
    Abaixo, a proposta enviada pela Seduc:

     
     
     

  • Censura: Justiça tira do ar vídeo sobre Jesus

    Censura: Justiça tira do ar vídeo sobre Jesus

    A justiça do Rio concedeu liminar que retira do ar o especial de Natal da produtora Porta dos Fundos.
    A decisão é do desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível, e  atende a pedido em Ação Civil Pública, ajuizada pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura.
    O pedido tinha sido  negado em primeira instância.
    A associação alegou que o filme despreza, ridiculariza e avilta as crenças e os valores mais caros aos católicos e aos cristãos de todo o mundo, “a pretexto de uma  liberdade  de  expressão e artística”.
    O especial de Natal do humorístico, intitulado “A Primeira Tentação de Cristo”, retrata Jesus como homossexual.
    O magistrado considerou mais adequado e benéfico, não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira, segundo ele, majoritariamente cristã, recorrer à cautela e suspender a exibição, até que se julgue o mérito do caso.
    A decisão determina suspensão, imediata, pela Netflix, da exibição do filme, assim como trailers, making of, propagandas, ou qualquer alusão publicitária à peça.
    E ainda proíbe que o Porta dos Fundos autorize sua exibição ou divulgação por qualquer outro meio sob pena de multa de R$ 150 mil por dia de exibição do filme ou produções acessórias.
    O Porta dos Fundos foi procurado para comentar a decisão que suspende a veiculação do filme e informou que não foi notificado.
    OAB diz que é censura
    Em nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, se posicionou contra a decisão.
    “A Constituição brasileira garante, entre os direitos e garantias fundamentais, que ‘é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença’. Qualquer forma de censura ou ameaça a essa liberdade duramente conquistada significa retrocesso e não pode ser aceita pela sociedade”, disse Felipe Santa Cruz.
    Ataque à produtora
    Na madrugada de 24 de dezembro, a sede da produtora do Porta dos Fundos no Humaitá, Zona Sul do Rio, foi alvo de um ataque.
    Dois coquetéis molotov foram jogados contra a fachada do imóvel.
    Houve danos materiais no quintal e na recepção.
    O economista e empresário Eduardo Fauzi foi identificado como suspeito de atacar a sede da produtora Porta dos Fundos. Nesta quarta, ele foi incluído a pedido da Polícia Federal na lista de difusão vermelha da Interpol.

  • Aos 80, Pujol diz que vai "quebrar paradigmas" na presidência da Câmara de Porto Alegre

    Aos 80, Pujol diz que vai "quebrar paradigmas" na presidência da Câmara de Porto Alegre

    Ao tomar posse na presidência da Câmara de Porto Alegre, nesta quinta-feira (2/1), o vereador Reginaldo Pujol (DEM) afirmou que pretende dirigir a Casa de forma solidária e quebrar paradigmas, principalmente aquele que diz que, em anos eleitorais, os parlamentos não funcionam. “Aqui, vai funcionar e vai funcionar muito bem”, declarou..
    Em seu oitavo mandato, Pujol é o mais antigo integrante da Câmara Municipal e fez toda sua formação política na capital: UDN, Arena, PDS (partidos que apoiaram o regime militar de 1964), PFL e,finalmente, DEM – são as siglas do currículo político de Reginal do Pujol .
    “Aqui em Porto Alegre, muito cedo, eu aprendi, ainda na política estudantil e depois lá na gloriosa União Democrática Nacional, que o preço da liberdade é a eterna vigilância”.
    Conforme o vereador, este ensinamento o acompanha desde então em sua trajetória política, que inclui passagem pela Arena, pelo PDS e pelo “querido Partido da Frente Liberal, o partido que eu sou efetivamente integrante, ainda que hoje ocupando um cargo pelo Partido Democratas”.
    O novo presidente defendeu o diálogo como instrumento para resolver conflitos e encontrar soluções. “Tenho dito e quero repetir hoje mais alto do que nunca: chega de pensar no que é mais corretamente certo, vamos pensar naquilo que é mais corretamente necessário. E necessário nesta hora é que todos nós tenhamos compreensão do momento histórico que vivemos”.
    Sobre a relação com sua antecessora, vereadora Mônica leal (PP), disse ter tido “às vezes algum desentendimento, mas através de uma convivência muito fértil, uma bela experiência de convivência democrática” que pretende estender para toda Casa.
    Para Pujol, é necessário dialogar sempre, mesmo que haja divergência de ideias. “Às vezes a gente pode divergir, às vezes a gente pode não estar com a mesma posição, mas nunca queimar todas as pontes que podem permitir que mais adiante se encontre harmonia e compreensão”, afirmou.
    (Com informações da Assessoria)