Autor: da Redação

  • Novas revelações do Intercept mostram que Dallagnol tentou derrubar Gilmar Mendes

    Procuradores da Operação Lava Jato atuaram ilegalmente com advogados com objetivo de pedir o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
    No dia 3 de maio de 2017, Thaméa Danelon, procuradora da República que coordenou a Lava Jato em São Paulo, escreveu para o chefe da força-tarefa em Curitiba, Deltan Dallagnol, mostrando trabalho feito para o advogado do setor privado Modesto Carvalhosa, visando o pedido de impedimento de Gilmar.
    A nova revelação da Vaza Jato, a partir de conteúdos obtidos pelo The Intercept Brasil, foi divulgada nesta segunda-feira (16).
    Uma funcionária pública trabalhando para um advogado do setor privado para prejudicar um ministro da Suprema Corte.
    A procuradora mandou mensagem para Deltan Dallagnol: “Oi, o professor Carvalhosa (Modesto) vai arguir o impeachment do Gilmar. Ele pediu para eu minutar para ele”.
    Uma procuradora redigindo um pedido de impeachment de um ministro do STF que ele, advogado, iria entregar. De fato, Carvalhosa já apresentou dois pedidos de impeachment contra Gilmar.
    Deltan, chefe dela, poderia expulsá-la da força-tarefa. Mas não. Ele responde: “Sensacional, Tamis. Manda ver. Fala com o pessoal do Rio de Janeiro que tem tudo documentado”. Ela retorna, afirma para Dallagnol que o apoio dele é muito importante. “Apoiadíssima”, afirma o chefe da força-tarefa seguido de nove palmas de comemoração.
    “Se quiser, olhamos depois de você redigir”, completa Dallagnol, se oferecendo para supervisionar o trabalho. “Quero sim, lógico, obrigada”, agradece a procuradora. “Ninguém pode saber que olhamos, se não enfraquece. Vão dizer que é vingança porque soltaram o Dirceu”, completa Dallagnol, aparentemente ciente da ilegalidade.
    “Esse tipo de gente que faz isso faz qualquer coisa. Esse tipo de gente, quando morre criança ironiza“, criticou o jornalista Reinaldo Azevedo, ao comentar a ambiente de conluio que emerge das revelações da Vaza Jato.
    Indicação de Aras
    O novo procurador-geral da República, Augusto Aras, teria a intenção de nomear Thaméa para coordenar a força-tarefa da Lava Jato em Brasília.
    Até o momento, a Vaza Jato mostrou a relação promíscua de Sergio Moro, ministro bolsonarista que era juiz federal em Curitiba, com membros do MP, especialmente Dallagnol. Moro atuou como orientador, como chefe da acusação, e não como juiz imparcial. O objetivo do conluio foi prejudicar adversários políticos do projeto de extrema-direita, defendido por eles e representado por Jair Bolsonaro (PSL).
    Thaméa e Carvalhosa disseram que não se manifestam sobre um caso oriundo de informações obtidas ilegalmente. Nem para negar. Dallagnol disse que não reconhece as mensagens e não revisou nenhum pedido de impeachment.
     

  • Relator aprova quebra de monopólio e propõe privatização dos Correios

     
    Incluir os Correios em um programa de privatização. Essa é a proposta do deputado Alexis Fonteyne (NOVO-SP), feita em relatório ao projeto de lei 7488/2017, de autoria do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que propõe a extinção do monopólio apenas nos serviços postais, mas mantem a exploração dos Correios por meio de empresa pública.
    Para Fonteyne, o projeto caminha em uma direção favorável às maiores eficiência e desenvolvimento do setor postal no Brasil. A proposição abre a operação de todo o setor postal, incluindo telegrama, para pessoas jurídicas de direito privado, o que confere um espaço mais amplo à competição, em linha à experiência internacional aqui reportada. No entanto, a proposta é permitir a a ação das pessoas jurídicas de direito privado a atuar apenas por meio de empresas transportadoras.
    “Se o Correio é eficiente, não precisa de monopólio e, se for ineficiente, não merece”, disse Fonteyene. “A nosso ver, em um projeto de liberalização mais completo, não cabe tal restrição. Similarmente, ao contrário das experiências internacionais, o projeto não prevê uma maior flexibilização do regime da ECT. O ideal seria incluir a empresa no programa de privatização, ainda que seja para abrir o capital”, completou.
    A ideia original é que as empresas transportadoras entrantes possam atuar no recebimento, transporte e entrega, no território nacional, e a expedição, para o exterior, de carta e cartão-postal; recebimento, transporte e entrega, no território nacional, e a expedição, para o exterior, de correspondência agrupada e fabricação, emissão de selos e de outras fórmulas de franqueamento postal.
    Fonteyne dá exemplos bem-sucedidos de privatização no exterior, como Japão e Nova Zelândia para justificar seu voto. “temos que lutar por uma maior eficiência e desenvolvimento do setor postal”, diz ele.

  • Justiça rejeita denúncia contra Lula e seu irmão

    A 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo rejeitou nesta segunda-feira a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , seu irmão, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, além de Marcelo, Emílio Odebrecht e o executivo Alexandrino Alencar.
    O petista e seu irmão respondiam por corrupção passiva e os executivos da empreiteira por corrupção ativa.
    Para o juiz federal Ali Mazloum, os fatos da denúncia não possuem todos os elementos legais exigidos para a configuração do delito, não havendo pressuposto processual e nem justa causa para a abertura da ação penal.
    “A denúncia é inepta. Não seria preciso ter aguçado senso de justiça, bastando de um pouco de bom senso para perceber que a acusação está lastreada em interpretações e um amontoado de suposições”, escreveu o juiz.
    Essa é a segunda denúncia contra o ex-presidente feita pela força tarefa da Operação Lava-Jato de São Paulo. Em dezembro, a Justiça Federal tornou o líder petista réu por lavagem de dinheiro devido ao pagamento de R$ 1 milhão feito pelo Grupo ARG para o Instituto Lula. A empresa contaria com a influência de Lula para obter negócios junto ao governo de Guiné Equatorial.
    Militante sindical histórico, Frei Chico foi responsável por incentivar Lula a iniciar a sua atuação no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.Segundo o MPF, entre 2003 e 2015, Frei Chico teria recebido mais de R$ 1 milhão de reais por meio do pagamento de mesadas que variaram de R$ 3 mil a R$ 5 mil e que era parte de um pacote de propinas oferecidas a Lula, em troca de benefícios diversos obtidos pela Odebrecht junto ao governo federal.
    Segundo os procuradores, entre os anos de 1992 e 1993, Lula teria sugerido que a Odebrecht contratasse seu irmão para intermediar um diálogo entre a construtora e trabalhadores. Ao final do contrato, em 2002, quando Lula assumiu a presidência, Frei Chico teria continuado a receber uma mesada para manter uma relação favorável aos interesses da empresa.
    Para a acusação, havia diversos indícios de que Lula tinha conhecimento da mesada a Frei Chico, pois tinha origem no setor de propinas da Odebrecht.
    O juiz Ali Mazloum ressalta que, para a caracterização do delito de corrupção passiva ou ativa, é essencial haver o dolo do agente público, o qual deve ter ciência inequívoca da ocorrência de comércio de sua função pública.
    “Não se tem elementos probatórios de que Lula sabia da continuidade dos pagamentos a Frei Chico sem a contrapartida de serviços, muito menos que tais pagamentos se davam em razão de sua novel função”, afirma o juiz.
    Em outro trecho da decisão, o magistrado pontua que “nada, absolutamente nada existe nos autos no sentido de que Lula, a partir de outubro de 2002 pós-eleição foi consultado, pediu, acenou, insinuou, ou de qualquer forma anuiu ou teve ciência dos subsequentes pagamentos feitos a seu irmão em forma de ‘mesada’ – a denúncia não descreve nem mesmo alguma conduta humana praticada pelo agente público passível de subsunção ao tipo penal”.
    Para Mazloum, “a denúncia não pode ser o fruto da vontade arbitrária da acusação, baseada em suposições ou meras possibilidades. A imputação deve ter lastro probatório sério e verossímil”.
    Outro ponto para que o magistrado chamou atenção é que, considerando o lapso de tempo entre o período em que os supostos delitos foram cometidos e a denúncia foi feita, os crimes de corrupção passiva e ativa já estariam prescritos em relação à Lula, seu irmão e a outros dois executivos da Odebrecht, pelo fato de terem mais de 70 anos e o prazo prescricional ser reduzido à metade. A exceção seria Marcelo Odebrecht, que teria tomado ciência da suposta mesada a Freio Chico em novembro de 2010, conforme consta num e-mail do empresário. No entanto, ele teria articipado de um único pagamento das parcelas, mas que não foi possível provar que de fato ocorreu.
    “Dar início a uma ação penal com o quadro que se apresenta, seria o mesmo que utilizar do processo como mero instrumento de punição, desconstruindo-se sua relevante função social”, concluiu o juiz.

  • STF proíbe que casais gays sejam excluídos de políticas públicas

    O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, que uniões homoafetivas não podem ser excluídas do conceito de entidade familiar e, portanto, devem ter acesso a políticas públicas voltadas para a família. A decisão foi tomada depois que o PT questionou o artigo 2º da Lei 6.160/2018, que define define como entidade familiar apenas o núcleo formado a partir da união entre um homem e uma mulher por meio de casamento ou união estável.
    O partido alegou que o termo violava o princípio constitucional da dignidade humana, já que exclui pessoas LGBTQ+ das políticas públicas. Com o voto dos onze ministros, o STF excluiu do Código Civil qualquer interpretação que impeça o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como família, seguindo as mesmas regras e com as mesmas consequências da união estável heteroafetiva. “Quando a norma prevê a instituição de diretrizes para implantação de política pública de valorização da família no Distrito Federal, deve-se levar em consideração também aquelas entidades familiares formadas por união homoafetiva”, concluiu o relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes.

  • Bacurau é uma metáfora perfeita do Brasil de hoje

     
    Por Jeferson Arenzon
    Estamos alguns anos no futuro. Todo o país foi ocupado pelos romanos. Todo? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis — hum, quem nasce em Bacurau é o que mesmo? — ainda resiste ao invasor. Como a aldeia gaulesa, Bacurau é uma pequena comunidade que sofre constantes ataques do seu entorno, da falta de água crônica à ganância dos políticos. Embora inicie como muitos outros filmes que já retrataram a dura vida daqueles que só são lembrados às vésperas das eleições, Bacurau traça outro perfil e segue outro caminho. Como metáfora do que é o Brasil atual, é perfeito.
    A pequena cidade nordestina de Bacurau é o último reduto de civilidade num país brutalizado, onde as execuções públicas foram retomadas (o resto fica subentendido) e governantes corruptos entregam, literal e diretamente, a vida das pessoas para grupos estrangeiros, processo este apoiado, no filme, por um membro do judiciário. Apesar das dificuldades, Bacurau funciona. Os poucos conflitos internos são facilmente resolvidos e a cadeia, aparentemente desnecessária, está enterrada, resquício de uma era ultrapassada, assim como as armas que estão no seu devido lugar, um museu. Ao ser atacada, a cidade se defende, a dor e os riscos são compartilhados. A luta, a resistência coletiva de Bacurau, é tonificada por uma pílula mágica, que dá forças para encarar o sofrimento e fazer o necessário. Quando Teresa (Barbara Colen) chega para o enterro de sua avó, precisa ser forte e recebe uma pílula.Quando a população vai responder ao ataque também precisa receber as pílulas. Tudo isso ao som do bardo local. Mas a violência não é gratuita, e sim deflagrada em resposta, proporcional, ao ataque insano, desumano, desprovido de empatia, numa competição por pontos, onde o discutível mérito pisoteia a humanidade.
    O filme retrata, por um lado, a defesa coletiva do pacto social, em que liberdade, igualdade e fraternidade são conquistas não negociáveis. Faltou a guilhotina como marca da revolta iluminista, mas não faltaram cabeças rolando. Por outro lado, também mostra a entrega do país, por concidadãos, mesmo ao custo de vidas. Como metáfora do que é o Brasil, Bacurau é perfeito. Como retrato, é ainda melhor.
    Jeferson Arenzon, físico, professor titular da Ufrgs e um dos produtores do podcast “Fronteiras da Ciência”

  • Movimento pela liberdade religiosa faz caminhada no Rio

    A Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa chegou neste domingo (15) à sua 12ª edição, reunindo na Praia de Copacabana representantes de todos os segmentos religiosos.
    Este ano, o evento contou com a participação de pastores afro-americanos da Igreja Luther King, de Atlanta, Estados Unidos, e de Arabá Agbaye Olu Isese de Ilè Ifè, considerado o sacerdote supremo de Ifá na Nigéria.
    A caminhada é organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) e levou a mensagem de “respeito à democracia, ao Estado laico, aos direitos humanos e às liberdades”.
    Segundo disse à Agência Brasil o babalaiô Ivanir dos Santos, presidente da CCIR e conselheiro do Ceap, o Brasil está vivendo um momento muito ruim, onde cresceu a intolerância religiosa, o racismo, a homofobia, “que são uma ameaça à diversidade”.

    12ª Caminhada Nacional em Defesa da Liberdade Religiosa, na orla de Copacabana.

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    Essa é a maior mensagem do evento, que pretende levar às autoridades o pleito de que sejam tomadas medidas contra os ataques que os templos do candomblé sofrem nas comunidades carentes do estado e do país. “A nossa esperança também está nessa direção. E acordar a sociedade, que precisa se posicionar, dizer que não aceita isso, que está junto conosco em um momento como esse”.
    Novo desenho
    Ivanir dos Santos destacou que o evento deste domingo tem um desenho diferente dos anteriores porque “a maçonaria se mobilizou, os escoteiros estão trazendo uma delegação grande”.
    Além disso, as escolas de samba Estação Primeira de Mangueira e Grande Rio também têm representantes, uma vez que o enredo das duas gremiações tem a ver com intolerância. “Todo mundo envolvido”.
    Também aderiram setores populares, como a cultura. Outra novidade deste ano foi que adeptos do candomblé usaram cocares de penas na abertura da caminhada, remetendo aos animais da Amazônia que devem ser preservados. “Porque, para nós, a natureza é sagrada. Somos religiões que reverenciamos a natureza”, disse o babalaiô.
    União
    Na avaliação de Patricia Carvalho, da organização budista Brahma Kumaris, a principal lição que a caminhada dá é mostrar, por meio de ações concretas, que é necessário ir além das diferenças e eleger e trabalhar por aquilo que todas as religiões têm em comum, que são os valores humanos, entre os quais a paz, a liberdade e a união. “Porque afinal de contas, a religião, na prática, é isso. É ir além dos dogmas, da filosofia, das diferenças, e juntar as mãos e trabalhar por aquilo que todos nós temos em comum”.
    O pastor evangélico Vitor Louredo, da Igreja GAE – Missões, observou que o país está vivendo um momento crítico em relação à intolerância religiosa, principalmente contra as religiões de matriz africana, que vêm sofrendo ataques. “É importante essa luta para que o respeito e o amor prevaleçam na sociedade, que é o que tem faltado”. De acordo com Louredo, tem muita onda de intolerância vinda de evangélicos.
    Por isso, afirmou que sua participação é também para mostrar que nem todos os evangélicos abraçam esses ataques. “Muitos evangélicos ainda estão lutando pelo amor, pelo respeito; são contra essa onda. Acho que o Estado laico e o direito religioso não são só para o outro. São para mim também. Ao mesmo tempo que eu não gostaria de ser perseguido, também não quero que outros sejam perseguidos”. Deixou claro que o seu direito termina quando começa o direito do outro. “Não posso querer só liberdade para mim e não querer do outro; querer só privilégios, porque eu não gostaria que fosse o contrário”.

     
     
     
     
     
     
     
    Uma das faixas carregadas pelos religiosos deixava bem claro: “Somos todos iguais perante Cristo”. O diácono Nelson Águia levou a mensagem do cardeal do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, para a caminhada, cuja importância disse ser muito grande. “Porque hoje nós temos, mais do que nunca, no passado, agora, no presente, nós temos que nos respeitar. Cada um tem o direito de seguir a religião que quer, do modo que quer e se relacionar com Deus como quer. Deus é Deus e se manifesta da maneira que quer, onde ele quer e com quem ele quer”.
    O diácono da Igreja Católica destacou que nenhuma religião é proprietária de Deus. “Ele é compartilhado por todos”. Recomendou que se deve ver sempre o que o outro tem de bom, e não aquilo que tem de ruim. “Nós temos que construir pontes e não elevar barreiras. É importante que essa manifestação hoje aqui possa mostrar à sociedade o que as religiões pensam e que querem caminhar juntas. Nós queremos respeito por parte da sociedade, por parte da política, por parte do governo, do Estado. Nós queremos respeitar e sermos respeitados”, disse.
    Na avaliação da pastora da igreja luterana Luzmarina Garcia, a importância dessa caminhada é enorme. “Porque, na verdade, nós estamos vivendo uma situação de tanta violência religiosa que precisamos dar um testemunho positivo de que é possível conviver, é possível se respeitar e entender que as diferenças fazem parte de uma sociedade democrática e que tem muitas religiões, como a sociedade brasileira”. Luzmarina considerou que o evento dá o testemunho positivo de que, todo mundo junto, se faz uma sociedade melhor.
    Reportagem da Agência Brasil
    Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil

  • D. Neri: "Problema da Amazônia transcende os limites do Brasil"

    Márcia Turcato, de Brasília
    Natural de Antônio Prado, interior do Rio Grande do Sul, o bispo Dom Neri José Tondello, 55, foi nomeado pelo papa Francisco para ser um dos membros do Conselho pré-sinodal, instância que colabora com a organização da assembleia especial do Sínodo sobre a Amazônia.
    Atualmente ele é bispo da Diocese de Juína,  Mato Grosso, e está concentrado nos preparativos finais para o evento que acontece em Roma, Itália, no próximo mês de outubro e que  tem como tema: Amazônia: novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral.
    Dom Neri, como é conhecido, é mestre em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), foi vice-reitor do Seminário Maior São Lucas em Viamão-RS (2002), reitor do Seminário Maior São José e Maria Mãe da Igreja, Caxias do Sul-RS (2003) e reitor do Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus da Diocese de Juína, Várzea Grande-MT (2004-2008).
    Ter sido escolhido pelo papa Francisco para a importante missão de colaborar na organização do Sínodo colocou Dom Neri em destaque na mídia.
    Diante dos inúmeros pedidos de entrevistas para falar sobre o evento, o bispo decidiu atender a todos por e-mail. E foi assim que conversou com a reportagem do .
    JÁ- O papa Francisco propôs a Amazônia como tema do Sínodo, colocando foco num bioma que envolve nove países e populações tradicionais. Porque a Igreja Católica escolheu esse tema?
    D Neri- O convite do papa Francisco para a realização de uma Assembleia Especial para a Amazônia é fruto de uma caminhada de longos anos. O Concílio Vaticano II (1962-1965) é marco referencial para a Igreja. Na década de 1970, em Santarém, outro grande momento da Igreja na Amazônia realizou encontro inspirado nas palavras de Paulo VI, o papa daquela época, quando dizia: “Cristo aponta para a Amazônia”.
    Atento à realidade da Amazônia, o cardeal Bergoglio, em 2007, em Aparecida, durante a V Conferência Latino-americana, como redator do texto intuiu o caminho para o futuro da Igreja na Amazônia. Eleito papa, em 2013, cardeal Bergoglio atualizou a missão e o jeito de Francisco de Assis: “vai e reconstrói a minha Igreja”. Primeiro passo: a publicação de Evangelii Gaudium (a alegria do Evangelho). Com esta Encíclica, o papa Francisco entusiasma e encoraja o povo católico ao dizer: “não deixem roubar a esperança, a missionariedade, a comunidade, a Palavra”.
    Em seguida, o papa Francisco escreve Laudato SÌ (Louvado sejas). Para entender o que o Papa Francisco deseja para o futuro da Igreja na Região Amazônica, é preciso entender Laudato Sì. Ali temos a intuição e o caminho aberto para a chamada do Sínodo, anunciado no dia 15 de outubro de 2017.
    O Sínodo, hora de Deus, Kairós para o mundo, deseja uma reconciliação da Igreja para a região pan-amazônica, com o desejo de melhorar a presença na região. Mais do que olhar para o passado, mesmo que a história nos ajude a interpretar o presente, o Sínodo é, segundo o papa Francisco: “Amazônia novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”, é tema que abraça a causa da realidade pan-amazônica e seus habitantes como lugar teológico e lugar da revelação de Deus. Contudo, “a Amazônia é um banco de prova para a Igreja”, disse o papa Francisco em 2013 na cidade do Rio de Janeiro por ocasião da realização da Jornada Mundial da Juventude.
    O tema central assume exatamente a ecologia integral, diante de um modus vivendi com perspectiva de uma “sobriedade feliz”, cuja lição nossos ancestrais na Amazônia nos ensinam. Ao mesmo tempo, o Sínodo mergulha nas consequências de um modelo de desenvolvimento pautado no paradigma de produzir o máximo com o menor custo e consumir tudo para obter o maior lucro possível, gerando miséria, violência e destruição do meio ambiente, tráfico de drogas e tráfico de pessoas. Concentração da terra e do capital, acúmulo de dinheiro e bens de produção, narcotráfico e narconegócio são marcas deste modelo de progresso.
    JÁ- O Sínodo acontecerá no momento em que o governo brasileiro praticamente rompe com países da Europa que apoiavam financeiramente ações de sustentabilidade na Amazônia brasileira com o objetivo de preservar o meio ambiente. Há um nítido conflito político e social aqui. Como a Igreja interpreta a reação do governo brasileiro?
    D Neri- Antes de o governo atual ser eleito e assumir o comando da nação, o Sínodo tinha sido anunciado em outubro de 2017 pelo papa Francisco. O Sínodo é da Igreja e para a Igreja. A Igreja, desde o mandato de Jesus que diz “Ide por todo um mundo e anunciai o Evangelho a toda criatura”, se esforça para cumprir este envio missionário. O Sínodo cumpre a agenda mínima na Igreja. Ocupa-se de sua atribuição no campo da evangelização e cuidado pastoral. Liturgia e catequese são características próprias do processo de evangelização, que é de total competência da Igreja. Longe de ser uma crítica ao governo, o Sínodo obedece a uma agenda própria.
    A realidade sócio-política é importante, mas não é questão principal à preocupação da Igreja. Para isso, existe a comunidade política. Por outra parte, pensar que a preservação da Amazônia é de competência apenas do Brasil, é reduzir a responsabilidade do mundo. O problema transcende os limites do Brasil. É maior do que nós. Neste sentido, o papa Francisco, ao conclamar a todos para o Sínodo, está pensando nas benesses da Amazônia para o mundo, mas ao mesmo tempo, clama “o que o mundo pode fazer para salvar a Amazônia?”
    O Sínodo por si só é um caminho aberto, livre e franco para favorecer o debate. Espaço propício para ampliar e aprofundar as questões que dizem respeito à realidade e aos povos que habitam esta região, a Casa Comum de todos nós.
    As relações diplomáticas cabem aos governos em diálogo-inter-institucional, mesmo quando assistimos a imagem do Brasil bastante comprometida no contexto global da relação internacional. A Igreja católica, no sentido universal, acompanha com preocupação o que vem acontecendo nestes dias em que a Amazônia encontra-se em chamas. Olha com amor e pensa de que forma e em que modo pode ajudar, além de rezar, para salvar a Amazônia. A Amazônia é responsabilidade também da Igreja. Portanto, faz parte da missão da Igreja rezar e sensibilizar a todos no cumprimento de seu dever de casa, para com o cuidado deste povo que mora na pan-Amazônia no âmbito de sua salvação integral.
    JÁ- A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) criticou a escolha do tema do Sínodo e disse que é uma ingerência estrangeira nos interesses do Governo do Brasil e exigiu participar do evento. É possível um organismo desse tipo participar do evento, ou de outra instituição do governo brasileiro participar do evento, como o Itamaraty?
    D Neri- Este assunto diz respeito às relações de Estado. A realidade, portanto, deste fato, o governo brasileiro a desenvolve em nível de Estado brasileiro com o Vaticano. É assunto que diz respeito às relações diplomáticas internacionais. Além do mais, o Sínodo é da pan-Amazônia, isto é: mesmo que a região pan-amazônica se encontre em maior parte dentro do território do Brasil, cerca de 67%, contempla também em parte a Bolívia, a Venezuela, o Peru, parte do Equador e da Colômbia, Guyana Inglesa, Guyana Francesa e Suriname. Portanto, para participar deste evento supõe entendimento com os demais Estados vizinhos. Contudo, sabendo que o Sínodo é da Igreja para a Igreja. Na história procede assim.
    Por outro lado, as notícias de desmatamento irregular, imagens de queimadas, problemas de invasão do garimpo, do uso de agrotóxicos inescrupulosamente poluindo os rios e matando os peixes, alimento básico para os ribeirinhos e indígenas, nos enchem de irresponsabilidade e vergonha. O mundo todo está de olho na Amazônia. Não é suficiente a desculpa de que os outros já destruíram tudo, o que importa, é o que vamos fazer de nossa parte de imediato para salvar o que ainda sobra.
    O Brasil, infelizmente, está pagando um preço muito grande e graves consequências nos aguardam no futuro próximo e a médio prazo, se não cumprir o dever de casa. Até parece brincadeira o que estamos fazendo. Estamos provocando a destruição. Parece que gostamos do caos. Os filhos de amanhã pedirão contas a esta geração.
    JÁ- Nas redes sociais se vê críticas do governo e seus seguidores à realização do Sínodo e quase nada a favor. Apenas as esferas da própria Igreja falam sobre o assunto, mas não há uma mobilização popular e nem foi feito um “tuitaço” ou algo semelhante em favor do evento. A Igreja não pretende ter presença forte e mobilização nas redes sociais?
    D Neri- A Igreja utiliza-se de métodos próprios para a divulgação do evento. A Igreja não faz gestão de quatro ou oito anos, nem é acostumada com muito barulho. O evento por si se divulga pela própria dinâmica particular. A Igreja vive a missão permanente desde o tempo de Jesus. O Sínodo não é uma prática do momento, neste sentido. Ele tem um período preparatório que vem antes de sua realização. Ele tem um durante que vai acontecer do dia 06 ao dia 27 de outubro de 2019, e o Sínodo conta com o que vem depois dele. Não pode ser um evento estanque de momento, ou de um tempo, portanto. Aliás, a própria palavra Sínodo significa caminho, isto é, acontecimento que prossegue como parte orgânica da própria Igreja na Pan-Amazônia.
    Faz parte da história da Igreja desde os primórdios da evangelização. Portanto, vai cumprir seu papel desde o dia em que foi anunciado pelo papa Francisco, no dia 15 de outubro de 2017, até alcançar os frutos necessários. Por último, o Sínodo é desígnio de Deus e iniciativa de Deus, e Deus se utilizou do papa Francisco para anunciá-lo a todos para o maior bem de toda a humanidade.
    O processo de escuta que durou de junho de 2018 a junho de 2019, para elaborar o Instrumentum laboris atende a dinâmica de escutar o clamor da Amazônia. Mais de 87 mil pessoas participaram desta etapa do processo. Caminho próprio feito com pessoas e lideranças comprometidas e grupos conscientes do que quer dizer Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral.
    O caminho de escuta é a melhor forma de participação e envolvimento das comunidades indígenas, ribeirinhos, quilombolas, assentados e demais povos que habitam nesta região. Trata-se, portanto, de um estudo sério a partir dos protagonistas que são os próprios povos que habitam esta região. Corpo a corpo marca este processo artesanal pastoral de evangelização. Por seu lado, a comunicação faz o seu papel à sua maneira livre de publicidade.
    Quando ficamos atentos à escuta do que o outro tem a dizer, entendemos o que as pessoas e os povos vivem. Ao escutar sabemos quais são os problemas que afetam a todos. Como disse o papa Francisco em Puerto Maldonado, no Peru, em janeiro de 2018: nunca os povos indígenas estiveram em risco de extinção como agora. Como disse: ”Vim aqui para vos escutar”. Por sua vez, os indígenas representam mais de 500 anos de resistência ao genocídio. Portanto, é preciso pontuar as problemáticas para favorecer não somente e apenas o debate, mas também a busca de soluções para garantir a vida das futuras gerações.
    JÁ- O que a Igreja Católica, em especial a Igreja no Brasil, espera alcançar com a realização do Sínodo?
    D Neri- Independentemente da resposta e decisões no final do Sínodo, dia 27 de outubro, o resultado positivo é incalculável desde agora. Temas abordados no Instrumentum Laboris estão sendo debatidos no mundo todo. Não importa se a favor ou contra. Com resistência ou apoio sobre o tema. O contrário confirma o verdadeiro. O debate está acontecendo e gestando certamente novidades que o Espírito tem a dizer à sua Igreja na Amazônia no começo do Terceiro Milênio. Nos dias da realização do Sínodo será aprofundado, discernido e decidido sobre a Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral.
    Ter oportunidade de debater sobre “biodiversidade”, “bem viver”, “sobriedade feliz”, “interculturalidade”, “Casa Comum”, “ministerialidade na Igreja”, “ministério oficial para as mulheres”, a “ordenação de anciãos sacerdotes”, com ampla abertura e liberdade já é uma oportunidade democrática de participação, um kairos, outro Pentecostes. A humanidade inteira participa deste debate podendo dar sugestões e propostas. Enfim, jamais o medo do novo e da surpresa de Deus.
    Ouvir opiniões diferentes e até contrárias ao assunto central é um ganho imensurável. Já escutamos muitas coisas. Muitas dores. Alegrias. Esperanças, sofrimentos e desafios foram ditos à Igreja. A coleta dos dados está feita. Tudo está posto sobre a mesa do Sínodo e tudo isso será analisado com cuidado, em outubro, com a presença do papa Francisco, de todos os bispos da Pan-Amazônia, com o auxílio de peritos, teólogos e especialistas, em Roma.
    Mapeamentos estão sendo feitos para identificar onde a Igreja se encontra presente e onde precisa fortalecer sua presença ainda mais junto aos povos. O grande debate está acontecendo. Alguns comentários expressam posicionamentos em sentido contrário, outros de resistência, mas a grande maioria são posturas que exprimem a hora de Deus – alegria e esperança. Sensibilidade, solidariedade, caridade, diálogo, compromisso e respeito são características que acompanham a sinodalidade da Igreja em oração.
    A Igreja sonha em ser uma Igreja mais presente, não apenas uma Igreja de visita. Uma Igreja samaritana. Missionária. Uma Igreja em estado permanente de missão. Ser uma Igreja comprometida com a realidade dos povos indígenas, dos ribeirinhos, dos quilombolas, dos assentados e demais povos que buscam na Amazônia alguma coisa de melhor.
    A Igreja espera ser mais solidária e defensora do meio ambiente. Espera ajudar a humanidade a pensar nesta região que produz 20% do oxigênio para o planeta. É preciso salvaguardar a Amazônia para que a Amazônia nos salve.  Que o desenvolvimento equilibrado e sustentável ganhe mais forma na Amazônia e supere os projetos que põe em risco o planeta e as gerações do futuro. A Amazônia é um organismo vivo que precisa ser amado, respeitado e ser ajudado com relações de amizade, vencendo a tentação do domínio e a egolatria voraz do nosso tempo.
    JÁ- Após o Sínodo da Amazônia é possível expandir a mesma preocupação tida com esse bioma para outros biomas ameaçados e que têm sua população tradicional também ameaçada?
    D Neri- O Sínodo da Amazônia não é uma iniciativa isolada. Ele é fruto de uma análise profunda da possibilidade de vida e riscos do planeta que doa vida. Diz-se, hoje, que estamos consumindo cerca de 20% a mais do que a natureza pode produzir. O ritmo da natureza não acompanha o ritmo frenético da tecnologia. O que significa uma casa ou uma empresa que consome mais que produz? O que acontece quando a despesa é maior que a receita? É falência na certa. Não há saída. No planeta, não é diferente, é apenas questão de tempo.
    O Sínodo da Amazônia é auxiliado por um serviço especial que é prestado pela REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica), que não é uma rede única. Outras redes, como a rede mesoamericana, a rede dos bosques tropicais asiáticos, a rede do Congo no continente africano caminham na mesma mística e espiritualidade do encontro. São redes que estão voltadas para a mesma leitura e compromisso diante dos problemas que afetam a humanidade em seu todo. A pobreza e a riqueza, a vida e a morte. O trabalho e o desemprego. A casa e o desabrigo. A terra e o exílio.
    O que atinge a todos é o mesmo modelo de progresso instituído no mundo que impõe falência às águas, à terra, à floresta, aos animais, os peixes, o ar.
    Em contrapartida, não podemos permitir a falência da moral e da ética. Jamais podemos admitir a falência do status humano, porque a hora chegou e a hora é agora.
    O papa Francisco afirma que “Tudo está interligado”. Os indígenas, por sua vez, com uma linguagem própria, nos dizem: “Eu sou terra, eu sou água, eu sou mato, eu sou sol, eu sou lua, eu sou estrela”. Não podemos falir a espiritualidade e a responsabilidade que nos cabe. É hora decisiva para o futuro da humanidade.
    No que diz respeito ao Sínodo em curso, já se pensa uma continuidade da sinodalidade da Pan-Amazônia. Diante deste sentido, é preciso pensar a sinodalidade das Igrejas Particulares (as  Dioceses), a sinodalidade com a região e a sinodalidade com a Igreja Universal. Isto é, os países pertencentes à geografia da mesma realidade através de uma agenda de compromissos comuns possam continuar com espírito de abertura através de um programa de propostas pastorais de evangelização de forma conjunta para o melhor cuidado da região.
     

  • Marchezan quer empréstimo de R$ 50 milhões para obras de pavimentação

    O Executivo está pedindo à Câmara de Vereadores autorização para contratar operação de crédito de até R$ 50 milhões para investir em melhoria estrutural e funcional de vias.
    O financiamento já está garantido pelo Banco do Brasil, segundo informação da prefeitura. “A prefeitura recuperou o crédito graças às reformas estruturais realizadas com apoio do Legislativo”, garante o prefeito. O projeto foi encaminhado nessa quinta-feira, 12.
    O documento prevê a execução de obras de pavimentação em 23 trechos, que somam 33 quilômetros de vias restauradas.
    Nos últimos dez anos, a média anual de investimentos em Recuperação de Pavimentos foi de R$ 10 milhões/ano.
    As obras também trarão benefícios públicos e economia aos cofres municipais. Estudos indicam que os custos para reconstrução de pavimentos danificados podem chegar a até oito vezes o valor de uma obra de recuperação.
    O projeto prevê a recuperação estrutural do pavimento asfáltico desde a base, com remoção da estrutura antiga por completo e criação de um novo pavimento.
    De acordo com o cadastro viário da prefeitura, a cidade tem 2.790 quilômetros de vias públicas, dos quais 1.155 quilômetros são pavimentados com revestimento asfáltico, que representam 42% da extensão da malha viária.
    Destes, 120 quilômetros de vias precisam de recuperação estrutural.
    Entre os trechos de vias que serão contempladas no projeto estão: Cristóvão Colombo, Benjamin Constant, Assis Brasil, Sertório, Estrada João de Oliveira Remião, Estrada Belém Velho, rua Santo Antônio, General Câmara, entre outros.
     

  • Bate-papo com chargistas censurados no Universo Expandido

    Edgar Vasques e Leonardo Hals, dois dos chargistas da mostra “Independência em Risco”, censurada na Câmara Municipal de Porto Alegre na semana passada, estarão na Universo Expandido neste sábado em bate-papo sobre a liberdade de expressão no Brasil.
    O evento ‘As proibidas do Bolsonaro: um bate-papo com Edgar Vasques e Leandro Hals sobre as charges censuradas’, acontece neste sábado (14), a partir das 16 horas, no espaço de conteúdo e criação Universo Expandido (Rua Álvares Machado, 196). A atividade é aberta e gratuita.
    Fundado pelo também ilustrador Cristiano Ribeiro, o Universo Expandido funciona há quatro anos em Porto Alegre e oferece cursos nas áreas de empreendedorismo criativo, design, animação, entre outros que estimulam a liberdade artística e desenvolvimento autoral dos alunos.
     

  • Produtora desconsidera tentativa de censura a filme sobre Chico Buarque

    A Inffinito, a produtora responsável pelo 8º Cine Fest Brasil, em Montevidéu, decidiu incluir o filme “Chico: Artista Brasileiro”, de 2015, informa Ancelmo Gois, em O Globo.
    A JBM Producciones do Uruguai havia comunicado ao diretor Miguel Faria Junior que seu filme “Chico: Artista Brasileiro” fora censurado pela embaixada brasileira em Montevidéu, e não poderia ser exibido no Festival Cine de Brasil 2019, em outubro.
    O Itamaraty alegou que o “pedido” para excluir o filme foi apenas uma “sugestão” aos orgnizadores.
    (Com informações de O Globo e Revista Fórum)