Autor: da Redação

  • Fiergs prevê expansão do PIB e do emprego com acordo Mercosul-União Europeia

    Fiergs prevê expansão do PIB e do emprego com acordo Mercosul-União Europeia

    Presidente Claudio Bier aposta no aumento no fluxo de comércio entre as duas regiões; entidade estima alta de 4,6% do PIB gaúcho em 15 anos e geração de 31 mil empregos.

    O acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado neste sábado (17), no Paraguai, é “um avanço importante”, segundo a Federação das Indústrias do RS.

    “É um passo importante para o futuro da economia do Brasil e do Rio Grande do Sul, especialmente num cenário em que a diversificação de mercado é essencial”, diz o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, lembrado que “foram mais de 25 anos de negociação”.

    O acordo é benéfico para o Rio Grande do Sul,  segundo Bier. “O crescimento econômico, diz ele, será estimulado pelo aumento das exportações e pela atração de novos investimentos, parcerias e joint-ventures. Dessa maneira, se consolida a inserção do Brasil nas cadeias globais de comércio”.

    A Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS projeta que, ao longo dos próximos 15 anos, as exportações industriais gaúchas para a União Europeia possam se expandir em aproximadamente US$ 801,3 milhões.

    Os setores que devem ser mais beneficiados são tabaco (com expansão de US$ 410,5 milhões), químicos (US$ 138,3 milhões), couro e calçados (US$ 84,3 milhões), alimentos (US$ 63,8 milhões) e celulose e papel (US$ 7,4 milhões).

    Esse aumento sustentado nas vendas industriais no longo prazo implicaria impactos relevantes sobre o mercado de trabalho formal, com a geração estimada em 31 mil novos empregos na Indústria de Transformação gaúcha.

    No plano macroeconômico, o efeito agregado desse choque positivo de demanda externa resultaria em um acréscimo aproximado de 4,6% (R$ 31 bilhões) no PIB do Rio Grande do Sul no horizonte de 15 anos, evidenciando que a intensificação do comércio com a União Europeia tem potencial para produzir efeitos significativos e persistentes sobre a produção, sobre o emprego e a renda no Estado, aprofundando os encadeamentos produtivos já identificados na análise de sensibilidade.

    “Sabemos que há pressão especialmente em países como a França, ainda tenho receio que possa ocorrer algum entrave, mas confio que será mantido o posicionamento majoritário da União Europeia para que possamos aproveitar todos os benefícios para o desenvolvimento do nosso país”, diz o presidente do Sistema FIERGS.

    EXPANSÃO DE MERCADOS

    Em 2025, a UE foi o segundo principal destino como bloco econômico das exportações gaúchas (US$ 2,7 bilhões), representando 13% do total exportado e a quarta principal origem das importações (US$ 1,4 bilhão), representando 11,1% do total importado.

    No mesmo ano, o RS foi o sexto estado brasileiro que mais exportou para a União Europeia e o oitavo que mais importou do bloco.

    Nos últimos cinco anos, o Rio Grande do Sul exportou 3,7 mil tipos de produtos, enquanto a União Europeia importou 5,8 mil mercadorias distintas de diferentes países. A interseção entre esses conjuntos, isto é, produtos que o RS já exporta e que a UE já importa, alcança 3,4 mil itens. Desses, cerca de 2,3 mil mercadorias são atualmente exportadas pelo Rio Grande do Sul para a União Europeia, indicando potencial de ampliação do volume exportado desses produtos com a efetivação do acordo. Os 1,1 mil itens restantes, que o RS exporta para outros mercados e que a UE importa de outros países, configuram um potencial adicional de abertura de mercado e diversificação da pauta exportadora estadual.

    Naturalmente, um acordo desta magnitude poderá gerar sensibilidades em segmentos específicos, porém o tratado prevê um cronograma de desgravação tarifária e dispositivos de salvaguarda amplamente discutidos. Esse prazo gradual de desgravação é fundamental para que os setores mais vulneráveis realizem as adequações necessárias e garantam sua competitividade no mercado internacional. “Em relação aos setores industriais sensíveis, precisamos trabalhar junto aos governos estadual e federal instrumentos de defesa que preservem a competitividade, os empregos e a indústria do Rio Grande do Sul”, afirma Bier.

    OPORTUNIDADES E BENEFÍCIOS DO ACORDO

    •         Crescimento da economia, comércio e investimentos;

    •         Maior diversificação da economia brasileira, proporcionando ganhos mais extensos em termos setoriais;

    •         Impacto positivo sobre outras negociações, ampliando a inserção internacional do Brasil por meio de acordos com países prioritários;

    •         Redução de custos das importações de alta tecnologia, gerando ganhos de produtividade e modernização em áreas que a indústria nacional ainda não atua;

    •         Aumento dos fluxos de investimentos estrangeiros;

    •         Novas possibilidades de joint ventures e associações entre empresas;

    •         Maior segurança jurídica e homologação de práticas aduaneiras para transações de investimentos e comerciais;

    •         Aumento das linhas logísticas e eventual redução de fretes internacionais;

    •         Redução das barreiras técnicas e burocracia;

    •         Maior inserção do Brasil nas cadeias globais de valor;

    •         Aperfeiçoamento institucional do Mercosul;

    •         Boas oportunidades para setores como: celulose, soja, carnes, tabaco, couro, calçados, móveis e máquinas/implementos agrícolas.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Banco Master: “Maior fraude da história” começa com uma pequena corretora há 50 anos…

    Banco Master: “Maior fraude da história” começa com uma pequena corretora há 50 anos…

    A história do Banco Master começa discretamente com a fundação da Máxima Corretora de Valores e Títulos Imobiliários, em 1974.

    Quinze anos depois, em 1990 a corretora foi transformada em banco múltiplo, tornou-se o Banco Máxima..Quase 30 anos se passaram até 2017, quando Daniel Vorcaro, então, empresário do ramo imobiliário, entrou de sócio, aportando cerca de R$ 45 milhões para sanar a “insuficiência de recursos” do banco. Em setembro daquele mesmo ano, Vorcaro assumiu o controle, mas só em outubro de 2019, o Banco Central concedeu a autorização formal para a troca de controle das mãos do antigo proprietário, Saul Sabbá, para Daniel Vorcaro.

    Dois anos depois, após a consolidação da nova gestão e uma injeção total de capital superior a R$ 400 milhões, o Banco Máxima foi oficialmente rebatizado como Banco Master. A mudança de nome consolidou a nova fase do banco, marcada por uma estratégia de crescimento arrojado, incluindo diversas aquisições e foco em CDBs de alto rendimento.

    Segundo apurou a Polícia Federal, já no processo de compra do antigo Banco Máxima já teria havido fraude, incluindo o uso de terrenos superfaturados para inflar o patrimônio da instituição durante esse período de transição. Só em 2024, porém, começaram as investigações, quando já eram evidentes os sinais sobre a saúde financeira do banco e irregularidades na venda de carteiras de crédito. No início de 2025, Vorcaro ainda tenta uma saída, com a venda do Master para o BRB (Banco de Brasília). A diretoria do BRB chegou a aprovar a compra de participação majoritária no Master, mas a operação foi vetada pelo Banco Central (BC) em setembro, citando riscos excessivos.

    Dois meses depois, foi decretada a intervenção no Master. No dia 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master por “grave situação de iliquidez” e “graves violações” às normas financeiras. Paralelamente, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero e prendeu Daniel Vorcaro e outros executivos por suspeita de fraude bilionária.

    O caso segue em investigação, com discussões no TCU e no STF sobre as responsabilidades e os desdobramentos financeiros, que podem impactar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em até R$ 55 bilhões.

  • Ministro da Justiça nomeado por Lula ficou 14 dias no cargo no governo Dilma

    Ministro da Justiça nomeado por Lula ficou 14 dias no cargo no governo Dilma

    Wellington César Lima e Silva, nomeado pelo presidente Lula para o Ministério da Justiça, já exerceu o cargo no governo de Dilma Rousseff . Foi nomeado em março de 2016 e ficou apenas 14 dias no cargo.

    O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que integrantes do Ministério Público ( Wellington era Procurador-geral da Justiça na Bahia) não poderiam exercer cargos no Poder Executivo, a menos que pedissem exoneração definitiva de suas funções de origem.
    Entre ser Ministro da Justiça, cargo temporário, e sua carreira  no Ministério Público, Wellington optou por deixar o governo em 14 de março de 2016. Ele foi sucedido por Eugênio Aragão.

    Sua nomeação ocorreu em um momento de alta instabilidade, visando substituir José Eduardo Cardozo, que sofria pressão interna por não “controlar” a Polícia Federal durante a Operação Lava Jato.

    Neste 13 de janeiro de 2026, Wellington César Lima e Silva foi nomeado novamente para o cargo pelo presidente Lula, desta vez após ter deixado a carreira no MP para atuar como advogado e gestor (ocupava a Advocacia-Geral da Petrobras).

  • China: Xi Jinping pede “esforço vigoroso” do Partido Comunista para combater a corrupção

    China: Xi Jinping pede “esforço vigoroso” do Partido Comunista para combater a corrupção

    O líder chinês  Xi Jinping, falou nesta segunda-feira numa sessão plenária da 20ª Comissão Central de Inspeção Disciplinar do Partido Comunista, em Pequim.

    Presidente do pais, Xi é também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e presidente da Comissão Militar Central.

    Xi pediu “vigorosos esforços para confinar o poder a uma estrutura institucional de forma mais bem concebida e eficaz, e promover a luta anticorrupção com uma compreensão mais clara e uma determinação mais forte”.

    Destacou que, em 2025, o Comitê Central do PCCh intensificou os esforços para melhorar a conduta do Partido, defender a integridade e combater a corrupção, alcançando resultados notáveis.

    Segundo ele, “foram feitos esforços para manter uma postura firme contra a corrupção e erradicar os criadouros e as condições que a favorecem”.

    Disse, porém, que a situação atual de combate à corrupção continua “grave e complexa”, e que a tarefa de eliminar os criadouros e as condições que alimentam a corrupção continua árdua.

    Prometeu manter uma “pressão elevada” para garantir que funcionários corruptos não tenham “onde se esconder”.
     Xi enfatizou a necessidade de eliminar as “condições que geram a corrupção”, visando tanto “tigres” (altos funcionários) quanto “moscas” (baixo escalão).
    Em 2025, um recorde de 65 oficiais e funcionários de alto escalão (os “tigres”) foram investigados, superando os 58 de 2024.
    No final do ano, a campanha atingiu fortemente o setor militar, com a remoção de nove generais e altos comandantes ligados às forças de mísseis e supervisão ideológica.
    As investigações foram expandidas para além do governo, atingindo universidades, empresas estatais e os setores de energia e finanças.
    Em setembro de 2025, o  ministro da Agricultura e Assuntos Rurais, Tang Renjian, foi condenado à morte por corrupção. Ele recebeu propinas que totalizaram mais de 268 mlhões de yuans (cerca de 40 milhões de dólares) entre os anos de 2007 e 2024.
    Em 2025, também o Partido revisou regulamentos para proibir banquetes luxuosos, carros de luxo e projetos de infraestrutura desnecessários (“elefantes brancos”).
    Pesquisas indicam que o combate à corrupção é um dos pilares da popularidade de Xi internamente, visto por muitos como um resgate da integridade do Partido.
    Analistas críticos sugerem que a campanha também funciona como uma ferramenta política para remover rivais e consolidar a lealdade absoluta ao líder. Há também preocupações sobre a falta de independência das agências de supervisão, o que pode limitar a eficácia do combate em níveis locais. 

     

  • Fim de semana em Porto Alegre: 73 acidentes de trânsito, 28 com feridos, um com morte

    A EPTC registrou 73 acidentes no trânsito de Porto Alegre entre as 18h de sexta-feira, 9, e as 6h desta segunda-feira, 12 0de janeiro.

    Do total, 41 acidentes envolveram apenas danos materiais e 28 resultaram em feridos, com uma ocorrência com morte. Três dos acidentes registrados foram atropelamentos.

    Nos casos com morte analisados pelo Programa Vida no Trânsito, os principais fatores identificados incluem:

    – Avanço de sinal vermelho ou parada obrigatória
    – Velocidade excessiva ou inadequada
    – Condução sem habilitação regular
    – Alcoolemia
    – Conversões ou circulação em locais proibidos

     

  • BRICS realizam “exercício marítimo” conjunto na África do Sul , para defesa das rotas internacionais

     Um exercício marítimo conjunto foi definido com a participação de membros dos BRICS, incluindo China, Rússia e África do Sul, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa Nacional da China na sexta-feira.

    O exercício, “Will for Peace 2026”, será realizado do início de meados de janeiro em águas e espaço aéreo próximo ao Porto de Simon’s Town, na África do Sul.

    Com o tema  “Ações conjuntas para garantir a segurança das principais rotas marítimas e das atividades econômicas marítimas”, o exercício contará com os participantes conduzindo operações de contraterrorismo, resgate e ataques marítimos, além de outras atividades como intercâmbios profissionais e excursões a bordo.

    O exercício visa aprofundar o intercâmbio militar e a cooperação entre as nações participantes, além de aprimorar as capacidades conjuntas das mesmas no enfrentamento de ameaças marítimas.

    (Com informações da Xinhua

  • Caso Renee Good: vídeo gravado pelo policial desmente versão de Trump; protestos aumentam em todo o país

    Caso Renee Good: vídeo gravado pelo policial desmente versão de Trump; protestos aumentam em todo o país

    O jornal Washington Post divulgou neste sábado imagens de um vídeo gravado no celular do policiai Jonathan Ross, que matou a tiros a escritora e ativista Renee Good na cidade de Minneapolis, no centro-oeste americano.

    As imagens mostram momentos antes e depois de o agente ter atirado e desmontam a versão do governo Trump, de que ele agiu em legítima defesa.

    Os protestos pela morte de Renee Nicole Good,  na quarta-feira,  7/1,  estão em fase de “expansão significativa” por todos os Estados Unidos.

    O incidente, no qual uma cidadã americana e mãe de três filhos foi morta por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), tornou-se um novo catalisador de tensão nacional. 
    As manifestações, que começaram em Minneapolis logo após o ocorrido, já se espalharam por cidades como FiladélfiaKansas CityClevelandAppleton e várias localidades em Michigan.
    Há registros de que mais de mil eventos e comícios estão programados para este fim de semana (10 e 11 de janeiro de 2026), organizados por coalizões de direitos civis e grupos de imigrantes, em todo país.
    A indignação aumentou após a divulgação de vídeos do incidente e devido a um segundo tiroteio envolvendo agentes federais em Portland, ocorrido apenas um dia depois da morte de Good.
    Em Minneapolis a situação é “tensa e militarizada”. Cerca de 2 mil agentes federais do Departamento de Segurança Interna (DHS) que patrulham a cidade,  na “maior operação de todos os tempos”, segundo o próprio DHS.
    Autoridades locais e federais travam um embate público: enquanto o governo Trump diz que o agente agiu em legítima defesa, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador de Minnesota, Tim Walz, criticam duramente a ação, chamando-a de “imprudente” e “governança por reality show”.
     Moradores e grupos religiosos locais realizam vigílias e protestos diários, denunciando o que chamam de táticas de guerra e “brutalidade sem sentido” contra cidadãos e imigrantes.
    A morte de Good ocorreu a poucas quadras de onde George Floyd foi assassinado em 2020, o que aprofunda a carga simbólica e emocional das manifestações na cidade.
  • Protestos em todo o país: tiros que mataram Renee Nicole podem também ser fatais para Donald Trump

    Protestos em todo o país: tiros que mataram Renee Nicole podem também ser fatais para Donald Trump

    Ainda não se sabe o número exato de mortos no ataque à Venezuela em que uma força militar dos Estados Unidos sequestrou o presidente Nicolás Maduro, na madrugada de sábado. Noticiou-se que seriam 23, depois 40, 80 e agora, quase uma semana depois, 100.

    Militares da guarda presidencial, inclusive 36 cubanos, seriam a maioria dos mortos, mas há também um número incerto de civis. Não se sabe ainda o nome de nenhum deles.

    Diferente é o caso Renee Nicole Good,  37 anos, morta a tiros por um agente federal de imigração, na noite da quarta-feira, no interior dos Estados Unidos.

    Em 24 horas, sua fotografia e detalhes de sua vida estavam em todos os jornais e tvs e uma onda de protesto se alastrava pelo país. Ela tornou-se um caso exemplar do que a violência dos métodos de Donal Trump pode provocar.

    Mãe de três filhos, Renné havia se mudado há poucos meses para a Minneapolis, cidade de 500 mil habitantes, no centro-oeste americadno.

    Era uma poeta premiada e guitarrista amadora, e, segundo a senadora representante do Estado de Minnesota, Tina Smith, “uma cidadã norte-americana”.

    Sua mãe, Donna Ganger, disse ao jornal Minnesota Star Tribune que sua filha estava “provavelmente apavorada”  e que ela era “uma das pessoas mais gentis que já conheci”.
    “Ela era extremamente compassiva”, disse Ganger ao jornal. “Ela cuidou de pessoas a vida toda. Ela era amorosa, generosa e afetuosa. Era um ser humano incrível.”
    “Que a vida de Renee seja um lembrete do que nos une: liberdade, amor e paz”, escreveu o presidente da Old Dominion University, Brian Hemphill.

    Várias lideranças estaduais disseram que Good estava no local de uma operação do ICE no sul de Minneapolis como observadora legal — uma voluntária que monitora as forças policiais e de segurança em protestos e operações.

    O objetivo deles é ajudar a manter a calma, deter condutas impróprias e garantir que os direitos legais sejam respeitados.
    A mãe de Good disse ao Minnesota Star Tribune que sua filha “não fazia parte de nada” que envolvesse desafiar os agentes do ICE.
    Mas autoridades da Casa Branca, incluindo o presidente, disseram que Good não estava apenas observando, como também interferindo no trabalho dos agentes.
    A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, disse que Good estava “perseguindo e impedindo o trabalho deles” o dia todo ao “bloqueá-los” com seu carro e “gritar com eles”.
    Good “usou seu veículo como arma”, disse Noem a repórteres, e teria tentado atropelar um dos agentes “em uma tentativa de matar ou causar danos corporais aos agentes, um ato de terrorismo doméstico”.

    O governo Trump a chamou de “terrorista doméstica” e o presidente, antes mesmo de saber detalhes do caso, disse que  o policial que desferiu os tiros contra o carro da vítima “podia contar com todo o apoio do governo, pois havia cumprido seu dever”.

    Vários vídeos gravados no local desmentem a versão do governo e o caso ameaça sair do controle. Ao contrário das outras, que provavelmente ficarão impunes, essa morte pode custar muito caro a Donald Trump.

     

     

  • Banco do Brics financia construção do primeiro “hospital inteligente” do SUS; serão 14 em rede

    Banco do Brics financia construção do primeiro “hospital inteligente” do SUS; serão 14 em rede

    O presidente da República Lula assinou nesta quarta-feira, 7/01, em Brasília, um contrato de US$ 320 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) com o Novo Banco de Desenvolvimento (o “banco do Brics”) para a construção do “primeiro hospital inteligente do SUS”, segundo o ministro da Saúde.

    Trata-se do “Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente” (ITMI), que terá ainda R$ 110 milhões do governo federal e R$ 55 milhões do Estado de São Paulo, num investimento total de R$ 1,9 bilhão.

    Concebido para ser referência nacional e modelo de assistência em saúde totalmente digital para os países do BRICS, o hospital em São Paulo (SP) usará inteligência artificial, telemedicina e conectividade integrada.

    O ITMI faz parte da “Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes”, que prevê investimento de R$ 4,8 bilhões e 14 unidades interligadas.

    O projeto foi apresentado no Palácio do Planalto com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff,  que atualmente preside o NDB, Banco do BRICS.

    Na cerimônia, Lula disse que “precisamos garantir que o povo mais humilde seja visto. É para eles que governamos e temos que melhorar a saúde. Todos precisam ter o mesmo acesso à mais alta tecnologia, ao melhor atendimento”.

    Com inauguração prevista para 2029,  ITMI atenderá com foco em urgência e emergência, assistência especializada em medicina de emergência, terapia intensiva e neurologia. Serão 800 leitos: 250 de emergência, 350 unidades de UTI e 200 de enfermaria em geral, com capacidade para tratar cerca de 190 mil pacientes internados anualmente. Também estão previstas 25 salas cirúrgicas para a realização de 27 mil cirurgias por ano.
    “Hoje damos um passo histórico para o SUS, colocando-o na nova fronteira tecnológica da saúde mundial. Com esse investimento, a população terá acesso ao que há de mais moderno em tecnologia da informação e inteligência artificial, capazes de acelerar diagnósticos, monitorar pacientes à distância e tornar o atendimento mais eficiente”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
    Viabilizado em tempo recorde, o financiamento foi garantido após articulações do Ministério da Saúde junto ao NDB, e autorização concedida, após aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX), do Ministério do Planejamento e Orçamento, em apenas seis meses. Isso representa uma redução de quatro vezes do prazo médio desse tipo de processo.
    Dilma Rousseff destacou a importância da parceria tecnológica em saúde com China e Índia. Para ela, é fundamental que o Brasil compartilhe com os demais países do bloco suas experiências com a inovação em saúde. “Por estar na América Latina, esse hospital vai atrair a atenção de todos os outros países. Ele é uma construção muito pensada e tem uma escala compatível com sua ambição. A oferta de 800 novos leitos é bastante significativa para um projeto-piloto. Os novos projetos do BRICS serão baseados nele”, destacou.
    Tecnologia para o SUS
    O Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente também abrigará um Centro Nacional para Pesquisa Translacional e Inovação com foco em medicina de precisão, ciência de dados em saúde, algoritmos clínicos, validação de dispositivos médicos e avanços tecnológicos.
    (Com informações do Ministério da Saúde)

  • Banco do Brics financia construção do primeiro “hospital inteligente” do SUS; serão 14 em rede

    Banco do Brics financia construção do primeiro “hospital inteligente” do SUS; serão 14 em rede

    O presidente da República Lula assinou nesta quarta-feira, 7/01, em Brasília, um contrato de US$ 320 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) com o Novo Banco de Desenvolvimento (o “banco do Brics”) para a construção do “primeiro hospital inteligente do SUS”, segundo o ministro da Saúde.

    Trata-se do “Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente” (ITMI), que terá ainda R$ 110 milhões do governo federal e R$ 55 milhões do Estado de São Paulo, num investimento total de R$ 1,9 bilhão.

    Concebido para ser referência nacional e modelo de assistência em saúde totalmente digital para os países do BRICS, o hospital em São Paulo (SP) usará inteligência artificial, telemedicina e conectividade integrada.

    O ITMI faz parte da “Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes”, que prevê investimento de R$ 4,8 bilhões e 14 unidades interligadas.

    O projeto foi apresentado no Palácio do Planalto com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff,  que atualmente preside o NDB, Banco do BRICS.

    Na cerimônia, Lula disse que “precisamos garantir que o povo mais humilde seja visto. É para eles que governamos e temos que melhorar a saúde. Todos precisam ter o mesmo acesso à mais alta tecnologia, ao melhor atendimento”.

    Com inauguração prevista para 2029,  ITMI atenderá com foco em urgência e emergência, assistência especializada em medicina de emergência, terapia intensiva e neurologia. Serão 800 leitos: 250 de emergência, 350 unidades de UTI e 200 de enfermaria em geral, com capacidade para tratar cerca de 190 mil pacientes internados anualmente. Também estão previstas 25 salas cirúrgicas para a realização de 27 mil cirurgias por ano.
    “Hoje damos um passo histórico para o SUS, colocando-o na nova fronteira tecnológica da saúde mundial. Com esse investimento, a população terá acesso ao que há de mais moderno em tecnologia da informação e inteligência artificial, capazes de acelerar diagnósticos, monitorar pacientes à distância e tornar o atendimento mais eficiente”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
    Viabilizado em tempo recorde, o financiamento foi garantido após articulações do Ministério da Saúde junto ao NDB, e autorização concedida, após aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX), do Ministério do Planejamento e Orçamento, em apenas seis meses. Isso representa uma redução de quatro vezes do prazo médio desse tipo de processo.
    Dilma Rousseff destacou a importância da parceria tecnológica em saúde com China e Índia. Para ela, é fundamental que o Brasil compartilhe com os demais países do bloco suas experiências com a inovação em saúde. “Por estar na América Latina, esse hospital vai atrair a atenção de todos os outros países. Ele é uma construção muito pensada e tem uma escala compatível com sua ambição. A oferta de 800 novos leitos é bastante significativa para um projeto-piloto. Os novos projetos do BRICS serão baseados nele”, destacou.
    Tecnologia para o SUS
    O Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente também abrigará um Centro Nacional para Pesquisa Translacional e Inovação com foco em medicina de precisão, ciência de dados em saúde, algoritmos clínicos, validação de dispositivos médicos e avanços tecnológicos.
    (Com informações do Ministério da Saúde)