Autor: da Redação

  • Vazar conversa do Wattsapp dá processo e pedido de indenização

    Da Agência Brasil

    A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que divulgar conversas de Whatsapp sem o consentimento dos participantes ou autorização judicial gera o dever de indenizar sempre que for constatado dano.

    O entendimento foi alcançado no julgamento do recurso de um homem que fez captura de tela de conversa de um grupo do qual participava no WhatsApp e divulgou as imagens. Ele já havia sido condenado nas instâncias inferiores a pagar R$ 5 mil para um dos participantes que se sentiu ofendido.

    O caso ocorreu em 2015 e envolve um ex-diretor do Coritiba. Na época, o vazamento provocou uma crise interna ao divulgar conversas com críticas à então administração do clube de futebol. Para tentar reverter o dever de indenizar no STJ, ele argumentou que o conteúdo das mensagens era de interesse público, e que não seria ilegal registrá-las.

    Votos
    Relatora do caso, a ministra Nancy Andrighi concordou que o simples registro de uma conversa por um dos participantes, seja por meio de uma gravação ou de um print screen (termo inglês para captura de tela), não constitui, em si, um ato ilícito, mesmo que outros participantes do diálogo não tenham conhecimento. O problema encontra-se na divulgação de tais registros, frisou a magistrada.

    Isso porque as conversas via aplicativos de mensagem estão protegidas pelo sigilo das comunicações, destacou a ministra. “Em consequência, terceiros somente podem ter acesso às conversas de WhatsApp mediante consentimento dos participantes ou autorização judicial”, afirmou.

    A relatora disse em seu voto que “ao enviar mensagem a determinado ou a determinados destinatários via WhatsApp, o emissor tem a expectativa de que ela não será lida por terceiros, quanto menos divulgada ao público, seja por meio de rede social ou da mídia”.

    “Assim, ao levar a conhecimento público conversa privada, além da quebra da confidencialidade, estará configurada a violação à legítima expectativa, bem como à privacidade e à intimidade do emissor, sendo possível a responsabilização daquele que procedeu à divulgação se configurado o dano”, afirmou a ministra.

    Ela foi acompanhada integralmente pelos outros quatro ministros da Terceira Turma – Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva, Marco Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro.

    A única exceção, nesses casos, é quando a exposição das mensagens visa resguardar um direito próprio de um dos participantes da conversa, num exercício de autodefesa, decidiram os ministros do STJ. Tal análise, no entanto, deverá ser feita caso a caso pelo juiz. No caso julgado pela Terceira Turma, foi mantida a condenação à indenização.

  • Dados do IBGE mostram economia estagnada no segundo trimestre

    Pesquisa indica que a economia brasileira se manteve no patamar pré-pandemia no segundo trimestre do ano

    Nesta quarta-feira (01), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro referente ao segundo trimestre de 2021.

    As pesquisas indicam que o PIB recuou 0,1% entre de abril a junho em comparação com o trimestre imediatamente anterior, período no qual houve uma alta de 1,2% que surpreendeu o mercado.

    Apesar do resultado que aponta para uma estagnação, os números mostram que o PIB se manteve no patamar identificado no período pré-pandemia, entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. Em valores correntes, o PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos por um país durante um período, chegou a R$ 2,1 trilhões.

    “A nova onda de covid-19 que aconteceu em abril deste ano pode ter impactado o resultado, mas mesmo assim, com o avanço da vacinação, a tendência é de uma recuperação”, comenta Thomas Carlsen, COO e co-fundador da mywork, startup especializada em controle de ponto online.

    “A reabertura gradual da economia deve se refletir em um PIB maior, como já vem se refletindo no mercado de trabalho com a redução no número de desempregados no país”, diz ele.

    O IBGE ainda informou que a maior queda se deu no setor agropecuário (-2,8%) e na indústria (-0,2%), ambos abalados pela quebra de safras, falta de insumos e custos elevados de matéria prima.

    Por outro lado, o setor de serviços cresceu 0,7% na comparação com o primeiro trimestre do ano, devido à reabertura de estabelecimentos e redução das medidas de contenção.

    Apesar do recuo, a economia brasileira avançou 6,4% no primeiro semestre de 2021. Esse salto, destaca o IBGE, é resultado da comparação com o trimestre que registrou a mais intensa taxa negativa da série histórica (-9% na comparação com o trimestre imediatamente anterior).

    “É claro que existem outros fatores além da vacinação que impactam no cenário que estamos vivendo, especialmente no que diz respeito ao mercado de trabalho. Todo o ecossistema de emprego e renda depende do desempenho da atividade econômica, do impacto da inflação no poder de compra das famílias, etc.”, complementa o executivo.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Sessão da Câmara de Porto Alegre termina em tumulto e agressões (veja as imagens)

    Sessão da Câmara de Porto Alegre termina em tumulto e agressões (veja as imagens)

    A sessão da Câmara de Vereadores de Porto Alegre terminou em tumulto e agressões, exigindo intervenção da Guarda Municipal no plenário, na tarde desta quarta-feira, 1.

    Na ausência do líder do governo, Edenir Cecchim, que estava em audiência com o prefeito Sebastião Melo, a vice-líder, comandante Nádia, abriu a sessão, pediu requerimento e colocou em votação o projeto que extingue a função de cobrador no transporte público na capital.

    O projeto polêmico mobiliza os trabalhadores  do setor contra sua aprovação.  Levado à votação de surpresa, o tema desencadeou o desentendimento geral e levou a suspensão da sessão antes das 16 horas.

     

  • Operação integrada prende receptadores de metais roubados no Centro Histórico

    Operação integrada prende receptadores de metais roubados no Centro Histórico

    Duas pessoas foram presasl, na manhã desta terça-feira, 31, durante uma operação integrada da Policia Civil e a Brigada Militar, contra furto e receptação de metais das operadoras de telefonia, energia, iluminação pública, fornecimento de água e sinalização viária em Porto Alegre.

    Deflagrada em 12 pontos do bairro Centro Histórico, em especial no 4º Distrito, a investida apreendeu num dos locais cabos de energia, telefonia e material possivelmente pertencente à Trensurb.

    O proprietário foi preso. Num outro local, uma foragida da Justiça foi identificada e capturada. Já num terceiro ponto, um estabelecimento foi interditado pela fiscalização.

    Participaram da operação técnicos das operadoras de telefonia e de energia.

    Depósito recebia cabos furtados de empresas de telefonia e energia elétrica / Foto: Renata Bianchini/PCRS

    Batizada de “Integração”, a operação foi combinada na reunião do dia 2 de julho da Frente Parlamentar do 4º Distrito de Porto Alegre, presidida pelo vereador Ramiro Rosário (PSDB).

    Na ocasião, cerca de 50 pessoas compareceram ao Nau Live Spaces para acompanhar o relato da Prefeitura, da Brigada Militar, da Polícia Civil e da CEEE sobre um dos problemas que mais afeta os moradores e os comerciantes da região: o furto de cabos elétricos.

    A operação Integração feita nesta terça-feira é fruto deste encontro, segundo a delegada Adriana Regina da Costa, Diretora do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), e contou com a parceria da Brigada Militar, Bombeiros Militares e Secretaria de Segurança de Porto Alegre.

     

  • Prorrogado o prazo para MEI regularizar situação tributária. CNPJ não será cancelado

    A Receita Federal prorrogou o prazo para regularização das dívidas dos Microempreendedores Individuais (MEI) para 30 de setembro. Os débitos que estiverem em aberto no mês de outubro serão enviados à PGFN para inscrição em Dívida Ativa da União.
    Contribuintes que possuam débitos da competência 2016 e que não tenham parcelado neste ano terão suas dívidas enviadas à Procuradoria. MEIs que possuam apenas dívidas de 2017 ou posteriores, ou tenham parcelado em 2021, não terão seus débitos enviados neste momento.
    Apesar de perder diversos benefícios tributários e direitos previdenciários, o MEI em dívida com a Receita Federal não tem o seu CNPJ cancelado.
  • Assembléia aprova privatização da Corsan mas regionalização fica para o dia 14

    Assembléia aprova privatização da Corsan mas regionalização fica para o dia 14

    Foi aprovado, nesta terça-feira, 31,  o projeto que autoriza o Governo Estadual a  privatizar a cinquentenária Companhia Riograndense de Saneamento, a Corsan.

    Foram 33 votos a favor e 19 contra.

    Foram quatro horas de discussão no Plenário da Assembleia Legislativa durante a sessão extraordinária, hibrida, com parte dos parlamentares presentes e parte on-line.

    Nas justificativas o governo alega que a desestatização da Corsan é necessária para que o Estado atinja as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento Básico.

    Regionalização ficará para o dia 14 

    Já o PL 210/2021 que regionaliza o saneamento, ficou para a próxima sessão no dia 14 após um pedido de inversão de ordem do líder do governo, deputado Frederico Antunes (PP).

     

     

     

     

  • Líder do governo diz que foi procurado por grupos interessados na Carris

    Líder do governo diz que foi procurado por grupos interessados na Carris

    “A Carris tem interessados  aqui do Brasil e do Chile” afirmou ao JÀ  o vereador líder do governo na Câmara de Vereadores, Idenir Cecchim.

    Sem dar detalhes, o parlamentar disse que um grupo de representantes de uma empresa chilena, e outras empresas do Brasil estiveram conversando com ele, revelando interesse na centenária Companhia Carris Porto Alegrense.

    “Perguntaram se o projeto estava em andamento. Quando for aprovado os interessados irão aparecer” garantiu o parlamentar sem dar mais informações.

    A Carris foi assunto debatido pelos vereadores de Porto Alegre na Câmara Municipal nesta tarde de segunda-feira.  O tema iniciou com o espaço da Tribuna Popular  ocupado pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, Sandro Luis Vieira Abadde que defendeu a estatal.

    Abadde reforçou o pedido dos servidores de que fosse dado pelo menos seis meses até a votação do projeto que autoriza a desestatização da Carris.

    “Pedimos aos vereadores que convençam o prefeito a dar prazo até fevereiro para esclarecer melhor o que será feito com os trabalhadores. Eles estão nervosos. Não são de protesto, mas terão que entrar em uma guerra para defender seus empregos e famílias” justificou o sindicalista.

    Depois, parlamentares se alternaram na tribuna uns defendendo a permanência da Carris pública outros apoiando o projeto do Executivo.

    “A Carris é a melhor empresa de transporte coletivo do Brasil, comparando público e privado. É um exemplo. Ela regula o transporte coletivo. Fica aqui, em nome da oposição, o nosso protesto. Uma situação caótica que será criada por conta de um compromisso de caráter ideológico com a base do governo” declarou na tribuna, o líder da oposição, vereador Pedro Ruas (PSOL).

    Do outro lado o líder do governo, Idenir Cecchim disse que o projeto não irá à votação nesta semana mas reiterou o compromisso do governo em votar a proposta: “Ainda durante a campanha eleitoral o prefeito Sebastião Melo disse que precisava resolver problema do Carris, que não é problema causado pelos funcionários.”

    Cecchim disse que a votação será realizada nas próximas semanas.

    Greve parcial na Carris começa próximo dia 2

    A paralisação parcial dos funcionários da Carris  irá ocorrer na próxima quinta-feira, dia 02.

    Os servidores estiveram reunidos ainda nesta segunda-feira com o desembargador Francisco Rossal de Araújo e decidiram que a estatal irá operar com 65% do seu efetivo (o que ainda será confirmado após três assembleias gerais, que irão ocorrer ao longo da terça-feira).

    Caso os funcionários da carris rejeitem a proposta de operar com 65% o efetivo sobe para 80%. “Vamos confirmar com a aprovação dos rodoviários” afirmou o integrante da Comissão em Defesa da Carris Marcelo Weber.

  • Micro empreendedores endividados: 4,3 milhões devem R$ 5,5 bilhões em impostos

    Micro empreendedores endividados: 4,3 milhões devem R$ 5,5 bilhões em impostos

    Dos 12,4 milhões de micro empreendedores individuais (MEI)registrados no Brasil, mais de um terço (4,3 milhões ) estão em dívida com o fisco, segundo a Receita Federal.

    Eles devem R$ 5,5 bilhões em impostos – previdência, ICMs e ISS, principalmente.

    Esse valor  se refere a dívidas superiores a R$ 1 mil, somando o valor principal, multa, juros e demais encargos.

    O prazo para renegociar esses débitos e evitar a inscrição na divida ativa termina neste 31 de agosto.

    Com a inscrição em dívida ativa, o microempreendedor deixa de ser segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e perde benefícios como auxílio-doença e aposentadoria; tem o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) cancelado; é excluído do Simples Nacional pela Receita Federal, estados e municípios; e pode tem dificuldades na obtenção de financiamentos e empréstimos.

    Com um regime simplificado de tributação, os MEIs recolhem apenas a contribuição para a Previdência Social e pagam, dependendo do ramo de atuação, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ou o Imposto sobre Serviços (ISS). O ICMS é recolhido aos estados e o ISS, às prefeituras.

    Para verificar a situação tributária e pagar ou parcelar seus débitos, o MEI deve acessar o portal gov.br.

    Em caso de não pagamento, o registro da dívida previdenciária será encaminhado à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional  com acréscimo de 20% a título de encargos com o processo.

    Nesse caso, os débitos poderão ser pagos ou parcelados pelo portal de serviços da PGFN, o Regularize.

    A dívida relativa ao ISS e/ou ao ICMS será transferida ao município ou ao estado, conforme o caso, para inscrição em Dívida Ativa municipal e/ou estadual, com acréscimo de encargos de acordo com a legislação de cada ente da federação.

     

  • Nova lei cria chance para super-endividados sairem do buraco

    Da Agência Brasil

    O consumidor endividado que não consegue mais pagar os débitos e tem dificuldades em manter os gastos básicos tem uma saída para se recuperar com aval da Justiça e sem sofrer assédio dos cobradores.

    É a Lei do Superindividamento, em vigor desde julho, que aumenta a proteção de consumidores e cria mecanismos para conter assédios por parte das instituições financeiras.

    A lei, que alterou o Código de Defesa do Consumidor, permite a renegociação em bloco das dívidas nos tribunais estaduais de Justiça.

    Num procedimento semelhante às recuperações judiciais realizadas por empresas, a pessoa física pode fazer uma conciliação com todos os credores de uma única vez, criando um plano de pagamentos que caiba no bolso.

    Além dos tribunais, a lei autoriza que a conciliação em bloco seja feita em órgãos como o Procon, Ministério Público e a Defensoria Pública, que compõem o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. Todos os credores são chamados para a audiência, a fim de conhecer a situação do consumidor inadimplente e receber uma proposta de pagamento que leve em conta os limites orçamentários.

    Homologação
    Homologado pelo juiz ou pela juíza, o acordo terá valor de sentença judicial, com o detalhamento de um título de execução de dívida. No acordo, estarão especificadas todas as condições de pagamento, como valor total da dívida, número e valor das parcelas, possíveis descontos na multa e nos juros e duração total do plano. A sentença também deverá definir quando o devedor será retirado dos cadastros de inadimplentes e deverá determinar a suspensão ou a extinção de ações judiciais de cobrança.

    A lei autoriza o magistrado a impor sanções aos credores que não aceitarem a renegociação. Os credores que comparecerem à audiência, mas não toparem o acordo, podem ir para o fim da fila e só receber após quem fechou acordo com o devedor. Caso o credor nem sequer compareça à audiência, o juiz pode suspender a cobrança da dívida, das multas e dos juros enquanto durar o acordo.

    A principal vantagem da negociação em bloco consiste no fato de que o inadimplente não precisará escolher qual dívida quitar. Ao incluir todos os débitos num mesmo plano de pagamento, acaba o impasse financeiro e psicológico de pagar uma dívida e faltar dinheiro para as demais. O programa, no entanto, está disponível apenas para dívidas ligadas a consumo, a contas domésticas e alguns débitos com instituições financeiras de pessoas físicas.

    Dívidas que podem ser renegociadas:

    • Dívidas de consumo (carnês e boletos);
    • Contas de água, luz, telefone e gás;
    • Empréstimos com bancos e financeiras, inclusive cheque especial e cartão de crédito;
    • Crediários;
    • Parcelamentos.

    Dívidas que não podem ser renegociadas:
    • Impostos e demais tributos;
    • Pensão alimentícia;
    • Crédito habitacional (como prestação da casa própria);
    • Crédito rural;
    • Produtos e serviços de luxo.

    Instituições financeiras
    A nova lei proíbe qualquer assédio ou pressão a consumidores pelas instituições financeiras. Incentivos como prêmios ou desconto de 10% na primeira compra passam a ser ilegais, assim como a oferta de crédito a quem tem o nome negativado.

    Isso porque a nova legislação passa a considerar os bancos, as financeiras e as demais instituições corresponsáveis na concessão do crédito, devendo estar cientes do risco de inadimplência em cada operação.

    A iniciativa visa a proteger pessoas vulneráveis, como idosos e pessoas de baixa escolaridade. O consumidor que se sentir coagido pode ligar na central de atendimento da instituição. Caso o problema não seja resolvido, deve contatar a ouvidoria da instituição e mandar uma reclamação ao Banco Central.

    Para ampliar a transparência dos contratos, a nova lei obriga as instituições financeiras a informar o custo efetivo total do crédito contratado. A ocultação de informações como juros, tarifas, carência, taxas e multas sobre atraso passa a ser proibida. Tudo deve estar especificado no contrato.
    Edição: Graça Adjuto

  • Micro empreendedores com dívidas de impostos tem até terça (31/08) para regularizar situação

    Os microempreendedores individuais (MEI) que tem dívidas de impostos tem até esta terça-feira, 31, para regularizar sua situação.

    A partir dessa data, os devedores serão incluídos na Dívida Ativa da União e estarão sujeitos a cobrança judicial.

    Os interessados podem recorrer aos Núcleos de Apoio Fiscal, que a Receita Federal criou para assessorar pessoas físicas de baixa renda, MEI e organizações da sociedade civil.

    O órgão explica que os MEI que tiverem apenas dívidas recentes, em razão das dificuldades trazidas pela pandemia, não serão afetados.

    Também não serão inscritas as dívidas de quem realizou parcelamento neste ano, mesmo que haja alguma parcela em atraso ou que o parcelamento tenha sido rescindido.

    O MEI, que tiver dívidas em aberto com a Receita Federal, pode fazer o parcelamento acessando o e-CAC ou o Portal do Simples Nacional. As orientações estão disponíveis na internet. Após a inscrição, as dívidas poderão ser pagas ou parceladas junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional pelo portal de serviços, por meio do Regularize.

    A Receita Federal divulgou um vídeo orientando como o contribuinte pode fazer o parcelamento sem precisar sair de casa.

    Segundo a Receita, existem 4,3 milhões de microempreendedores inadimplentes, que devem R$ 5,5 bilhões ao governo. Isso equivale a quase um terço dos 12,4 milhões de MEI registrados no país.

    No entanto, a inscrição na dívida ativa só vale para dívidas não quitadas superiores a R$ 1 mil, somando principal, multa, juros e demais encargos. Atualmente, 1,8 milhão de MEI nessa situação devem R$ 4,5 bilhões.

    Para saber se estão em dívida, os empreendedores podem consultar os débitos que estão sendo cobrados na internet pelo endereço do Simples Nacional, com certificado digital ou código de acesso, na opção “Consulta Extrato/Pendências > Consulta Pendências no Simei”.

    Os MEI estão sujeitos a um regime simplificado de tributação, recolhem apenas a contribuição para a Previdência Social e pagam, dependendo do ramo de atuação, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ou o Imposto sobre Serviços (ISS). O ICMS é recolhido aos estados; e o ISS, às prefeituras.