Covid pega deputado Osmar Terra, aliado de Bolsonaro na crítica do isolamento social

O deputado federal Osmar Terra deu entrada no domingo (22) no Hospital São Lucas, de Porto Alegre.

Em postagem nas redes sociais, o parlamentar, que está com Covid-19, afirmou fará exames de avaliação e fisioterapia no tratamento da doença.

Segundo ele, o tratamento visa “acelerar volta ao trabalho o mais breve possível”. Segundo o hospital, ele seguirá em observação durante os próximos dias.

“Já iniciei tratamento precoce com hidroxicloroquina e ivermectina. Comecei o isolamento em casa e cumprirei minha agenda de forma remota nos próximos dias seguindo as instruções médicas”, informa o post.

Estudos no Brasil e no exterior já negaram a eficácia da hidroxicloroquina no combate à doença. E a Anvisa diz que “não existem estudos conclusivos” para o uso dos antiparasitários, como a ivermectina.

Ex-ministro dos governos Bolsonaro e Temer, Terra também foi secretário de Saúde do Rio Grande do Sul.

Durante debate, em maio, o deputado criticou o isolamento social. O Twitter chegou a marcar uma postagem dele com um aviso de sanção, pois contrariava medidas do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde.

Osmar foi um dos críticos mais ativos contra as medidas de isolamento social apoiadas desde o início da pandemia, opondo-se ao então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Após a demissão deste, os rumores apontavam para que Osmar Terra assumisse o cargo, dada sua relação com o presidente Jair Bolsonaro.

Oministro envolveu-se no apoio à Cloroquina e à Hidroxicloroquina para o tratamento da doença. Os dois medicamentos são considerados ineficazes ao tratamento da doença, podendo inclusive intensificar riscos ao tratamento.

O presidente apoiou novamente Osmar Terra neste tema, advogando pelo medicamento – mesmo depois de repetidos ensaios clínicos apontarem a inutilidade do remédio para o coronavírus. Ao descobrir que tinha a doença, há 10 dias, Osmar anunciou que faria uso do comprimido.

Em março Osmar chegou a dizer que os casos de covid seriam menores que os de H1N1 no Brasil em 2019 – o que geraria cerca de 3.500 casos de infecção e 800 mortes. Hoje, já são mais de 6 milhões de casos e 167 mil mortos pela pandemia.

 

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