Droga no avião da FAB: nomes dos investigados não foram revelados

Foto: Johnson Barros/FAB

“Quinta Coluna” chamou-se a operação deflagrada pela Polícia Federal nesta terça, 2, em Brasilia, pertinente ao caso da cocaína encontrada num avião da FAB, em  junho de 2019.

Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e dois mandados que restringem a comunicação dos investigados, que, por determinação judicial, não podem deixar o Distrito Federal.

A identidade dos envolvidos não foi revelada.

A operação desta terça é o primeiro fato visível das investigações iniciadas em junho de 2019, quando um sargento da FAB foi flagrado transportando 39 quilos de cocaína num avião da comitiva presidencial.

Nas buscas, na terça,  os agentes apreenderam drogas na casa de um dos suspeitos, sinal de que o esquema se manteve operacional nesse período.

De acordo com a PF, os alvos se associaram, “de forma estável e permanente, para a prática do crime de tráfico ilícito de drogas”.

As investigações revelaram uma organização criminosa com “diversas estratégias para ocultar os bens obtidos por meio do tráfico de drogas”.

Uma casa no Lago Sul,  avaliada em R$ 4 milhões foi  sequestrada por decisão da Justiça. As imagens mostram a área externa da residência, onde há duas piscinas e, pelo menos, dois pavimentos ocupados.

Não houve prisões em flagrante.

Em junho de 2019, o segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, de 38 anos, foi preso no aeroporto em Sevilha por portar 39 quilos de cocaína em sua bagagem, dentro de um avião da FAB que fazia parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro, em viagem ao Japão.

O avião dava suporte à missão presidencial, e fazia uma escala na Espanha. Rodrigues atuava como comissário de bordo em voos oficiais da Aeronáutica. Como segundo-sargento, ele recebia um salário bruto de R$ 7,2 mil.

No ano passado, o militar foi condenado por uma tribunal de Sevilha. Inicialmente, a pena pedida pelo Ministério Público era de oito anos de prisão, além de uma multa de quatro milhões de euros.

Ao todo, dez pessoas são investigadas por participação no esquema, segundo a PF.

Entre elas, a mulher de Manoel Silva Rodrigues, preso na Espanha, além de um tenente-coronel e mais alguns tenentes da FAB. A operação também investiga três empresas.

Em nota, a Força Aérea informou que “atua firmemente para coibir irregularidades” e que atuou em conjunto com a PF no cumprimento das diligências necessárias para a investigação.

(Com informações do G1)

 

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