Servidores da Carris Portoalegrense promoveram manifestação na manhã desta quarta-feira em frente ao Paço Municipal. contra a desestatização da companhia, a mais antiga estatal de transporte do país.
O ato foi breve e resultou na reunião de um pequeno grupo com o secretário de Governança Local e Coordenação Política, Cassio Trogildo e com o diretor-presidente da Carris , Maurício Cunha.
O grupo de servidores pediu que fosse retirado o projeto de extinção da Carris, para que durante um período, pós pandemia, a empresa pudesse voltar a ser financeiramente lucrativa, o que não ocorre desde 2012.
“Pedimos um tempo, para mostrar que a Carris é viável” contou o representante da Comissão em defesa da Carris, Marcelo Weber.
O segundo pedido foi do repasse de R$ 41 milhões que uma auditoria, feita em 2019 constatou, que não foram repassados da ATP para a estatal.
A deputada estadual Sofia Cavedon que estava no ato falou que é intenção dos servidores tornar a Carris novamente com lucro, aceitando inclusive um desafio do prefeito Melo:
“O prefeito desafiou os funcionários, ah eles querem governar a Carris eu aceito. Fez uma bravata, os funcionários querem estar na gestão da Carris, aceitam o desafio porque o que está em crise é o sistema e não é a Carris.” avaliou a parlamentar.
Para ela tornar a Carris privada é ampliar o problema de gestão, já que a Carris é parâmetro de qualidade e tem o melhor índice de quilometro por passageiro.
Os servidores também reclamam da atual distribuição dos recursos feitos pela ATP. Segundo eles a Câmara de compensação, hoje sobre gestão da ATP, não é transparente o que acaba acarretando em prejuízos não somente para a Carris mas como para todo o transporte publico da cidade que hoje é considerada pelo próprio prefeito como um modelo falido.
O governo diz que vai seguir com o projeto em tramitação na Câmara Municipal. Uma audiência para discutir a desestatização da Carris entre outros projetos do transporte público está na pauta do legislativo depois do recesso.
Uma reunião para tratar sobre dados apresentados pela comissão irá acontecer na próxima semana dias com a presença da diretoria e da associação de funcionários da Carris, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação).
Enquanto a reunião o corria outros servidores faziam panfletagem junto a população em frente ao mercado Público.
| Foto: Ramiro Furquim/@outroangulofoto/Jornal Já| Foto: Ramiro Furquim/@outroangulofoto/Jornal Já protesto contra privatização da Cia Carris Porto Alegrense, no Paço Municipal. | Foto: Ramiro Furquim/@outroangulofoto/Jornal Já
Cerca de 60 empresários participaram do almoço com o presidente Jair Bolsonaro em sua visita ao Rio Grande do Sul, no último sábado, 10.
Bolsonaro foi convidado pelo presidente da Associação da Classe Média (Aclame), Cláudio Goldstein “para falar sobre a retomada da economia no pós-pandemia e as reformas em discussão no Congresso Nacional”, segundo o noticiário.
| Foto: Isac Nóbrega/PR
Não foi permitida a presença da imprensa e, estranhamente, nada foi divulgado depois do evento. As matérias nos jornais foram genéricas, sem declaração de ninguém.
Não foram divulgados os nomes dos empresários, nem dos mais notórios, como Jorge Gerdau, que saudou o presidente, Pedro Bartelle, da Vulcabras/Azaléia, Claudio Goldstein, presidente da Aclame, César Saut, da Icatu Seguros, Hugo Zattera, da Agrale, Fernando Estima, da Taurus.
| Foto: Clauber Cleber Caetano/PR
Segundo relatos discretos, o presidente “foi recebido com aplausos pela plateia” e, durante seu discurso, “colheu palmas ao menos em quatro ocasiões”.
Antes do pronunciamento, foi servido um churrasco.
Bolsonaro chegou Casa NTX, onde ocorreu o evento, quase duas da tarde, mais de uma hora após o horário marcado.
O presidente foi direto para o “cercadinho” onde era aguardado por uma centena de apoiadores. Sem máscara, posou para fotos, recebeu presentes e pegou duas crianças no colo.
Segundo os organizadores, políticos não foram convidados para o almoço, mas Bolsonaro chegou acompanhado de ministros e parlamentares, como Onix Lorenzoni e Bibo Nunes.
O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, obteve rápida audiência com o presidente. `Pediu isenção dos impostos federais sobre o transporte público e a doação ao município do prédio do Gasômetro, que pertence a estatal Eletrobrás, ao município.
Os repórteres na saída perguntaram a Melo se ele iria multar o presidente por não ter usado máscara. O prefeito disse que jamais multou alguém por dispensar o acessório, e que seu governo é de diálogo.
O presidente permaneceu no evento por 90 minutos. Os jornalistas não tiveram acesso à Casa NTX, permanecendo em um cercadinho do lado de fora. Pouco antes das 16h, o presidente embarcou de volta para Brasília.
O presidente Jair Bolsonaro foi internado no Hospital das Forças Armadas na manhã desta 4ª feira (14.jul.2021).
O presidente sentiu dores abdominais.
Ele vai realizar exames na unidade médica vai permanecer em repouso nas próximas 48 horas, de acordo com nota oficial divulgada pela Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social).
Bolsonaro está com soluços há 11 dias. Disse a apoiadores que a causa é um remédio que tomou depois de um procedimento ortodôntico, que realizou na semana passada.
O presidente também tem refluxo e em abril afirmou que precisaria passar por um novo procedimento cirúrgico para a correção de uma hérnia. Ele, contudo, não informou quando seria.
A reunião com os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal, Arthur Lira, Rodrigo Pacheco e Luiz Fux, marcada para as 11h desta 4ª feira, foi cancelada.
A Secom diz ainda que o presidente “está animado e passa bem.”
Entidades sindicais, partidos e movimentos sociais saíram às ruas do Centro, nesta terça (13), em Porto Alegre. Uma novidade é a volta de ato de oposição ao governo federal em dia útil. As últimas grandes manifestações aconteceram aos finais de semana.
A outra foi a mudança no trajeto. O itinerário voltou a passar sob o viaduto da Borges de Medeiros partindo da sede da Prefeitura.
A marcha foi pacífica mesmo com gritos contundentes contra o presidente Jair Bolsonaro. Das ruas foi possível ouvir bateção de panelas vindas de alguns apartamentos. A avenida Loureiro da Silva ficou tomada por cerca de cinco mil pessoas.
Uma curiosidade foi a presença do caminhão do Corpo de Bombeiros ao fim da mobilização. Acionado para apagar o fogo ateado em alguns sacos de lixo no meio de uma das pistas da Perimetral, um bombeiro – visivelmente irritado – usou somente de alguns golpes de enxada para remover parte do lixo que já não mais queimava. Não houve dano no asfalto.
O prefeito Sebastião Melo entregou ao vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), Alexandre Postal, um pedido de auditoria das contas do transporte coletivo em Porto Alegre.
“O sistema de transporte coletivo está falido, operacional e financeiramente. Além da necessidade urgente de repactuar os contratos, não podemos continuar repassando dinheiro público sem uma rigorosa avaliação técnica, que o tribunal tem a competência para realizar”, disse Melo na reunião, nesta terça-feira, 13.
“Temos todo o interesse em ajudar, dentro das nossas atribuições, para que a cidade vença seus desafios”, manifestou Postal.
Participaram da reunião o procurador-geral do Município, Roberto Rocha, o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Luiz Fernando Zachia, o adjunto de Governança Local e Coordenação Política, Alexandre Borck, e os procuradores municipais Rafaela Peixoto e Igor Moura Maciel.
O documento de dezesseis páginas além de um histórico do cenário do transporte público nos últimos anos, quando perdeu 24% no fluxo de passageiros, questiona, na página seis do documento, valores que não são explicados devidamente pela EPTC, como despesas com aluguéis e superávit de milhões em 2019.
Diz a Prefeitura na página 6:
16. O item 11.1.1 lista os itens que comporão a revisão tarifária. São eles: combustível, óleos e lubrificantes, vida útil de pneus e recapagens, consumo de peças e acessórios, consumo de outras despesas, fatores de utilização de fiscais, de pessoal de manutenção e de pessoal de administração.
17. Contudo, percebeu-se que a formação dos itens que compõem os coeficientes de custo e os índices de uso da planilha de cálculo tarifário podem estar distorcidos, o que leva a imprecisão da tarifa técnica fixada, que repercute anualmente na tarifa do usuário decretada pelo Chefe do Poder Executivo.
18. Verifica-se, conforme adiante será exposto, que não há precisão técnica sobre os insumos que compõem o cálculo, nem o quantum deste montante, já que diversos dos itens são formados por documentos fornecidos unilateralmente pelas próprias concessionárias.
Na página 7 a Prefeitura questiona:
20. Conforme se depreende, a conclusão do COMTU, baseada no Parecer Técnico elaborado pela EPTC, fora no sentido de inexistir saldo disponível a ser revertido para a modicidade, eis que os custos da operação da bilhetagem eletrônica pela ATPP redundaram em mais de 93 (noventa e três) milhões de reais.
21. Contudo, alguns questionamentos não foram devidamente apreciados no momento da avaliação do Parecer Técnico submetido ao COMTU:
a) Conforme dados apurados na Auditoria Independente do Serviço de
Bilhetagem Eletrônica de Porto Alegre, o saldo da venda de vales
transporte (passe antecipado, normal e escolar) versus a entrega destes
apresentou um superávit de R$ 131.298.339,28 (centro e trinta e um
milhões duzentos e noventa e oito mil trezentos e trinta e nove reais e vinte e oito centavos) em dezembro de 2019. Já os valores aplicados em
investimentos financeiros e no sistema de bilhetagem somaram R$
26.992.830,68 (vinte e seis milhões novecentos e noventa e dois mil
oitocentos e trinta reais e sessenta e oito centavos), na mesma data.
b) Ademais, a própria ATP recebe um percentual para realizar a gestão
da bilhetagem eletrônica, que poderia absorver integralmente os custos
desta operação, conforme sinalizado no citado Relatório de Auditoria.
22. Sendo assim, restaria crédito para abranger os supostos gastos com a implantação e manutenção do sistema de bilhetagem eletrônica alegados pela ATP, o que leva a crer que o saldo do rendimento deveria ser integralmente revertido para a modicidade tarifária.
“O sistema de transporte coletivo está falido, operacional e financeiramente. Além da necessidade urgente de repactuar os contratos, não podemos continuar repassando dinheiro público sem uma rigorosa avaliação técnica, que o tribunal tem a competência para realizar”, disse Melo na reunião.
O lugar onde já foi abrigo para mais de 4,5 mil exemplares de 45 espécies de orquídeas agora vai virar um “Espaço Gastronômico”, com refeições rápidas e bebidas.
A outorga de R$ 20 mil foi oferecida pela Ioiô Casa de Festas Infantis, vencedora da licitação anunciada pela Prefeitura nesta terça-feira, 13.
Serão quatro contêineres de 29,30 metros quadrados, destinados à gastronomia, e um módulo de contêiner de 14,65 metros quadrados, destinado ao sanitário.
A estrutura também prevê um pergolado de 6×2,50 metros e um pátio de serviço de 128 metros quadrados, ocupando área externa total de 750 metros quadrados para atendimento ao ar livre com mesas, cadeiras e guarda-sóis.
“Queremos preservar o contato do público com a natureza e valorizar o espaço em meio ao verde, com uma experiência de comer e beber algo saboroso” explicou Pedro Santarem, empreendedor do negócio.
Trenzinho e pedalinho também foram licitados
Vencedora da outra licitação a Solidos Equipamentos Infantis será responsável pelo uso do trenzinho e do pedalinho.
A empresa apresentou uma proposta de R$15,2 mil, para outorga, trezentos reais a mais que o valor inicial mínimo aceito.
O trenzinho deverá comportar no mínimo de 20 passageiros e deverá ser dimensionado para circular em um percurso de aproximadamente 2.500 metros, com saída no Postinho, em direção à área do cachorródromo. A viagem terá duração média de 30 minutos.
Deverão ser colocados à disposição do público pelo menos 15 pedalinhos. elétricos ou manuais, confeccionados em fibra de vidro de alta resistência, com capacidade para, no mínimo, duas pessoas. O embarque será no prédio onde funcionava o antigo café. O Embarcadouro tem área interna total de 55 metros quadrados, foi tombado em 1997 e restaurado em 2020.
Isabel Cristina Ferraz Sokolnik sócia da Solidos e promete requalificar todo o espaço. “O trem será tipo maria-fumaça, com conforto, segurança e preço acessível. Vamos trazer as famílias de volta para ao parque”.
Secretário fala em contra partidas para a redenção
“Os valores pagos poderão ser revertidos em contrapartida para manutenção do próprio parque, trazendo mais benefícios para população”, explica o secretário do Meio Ambiente, Urbanismo eSustentabilidade (Smamus), Germano Bremm.
Os pagamentos mensais, foram estipulados em R$ 4,8 mil para cada uma das empresas, mas só terão início quando as atividades comerciais estiverem funcionando. O prazo de vigência da permissão de uso será de cinco anos, a contar de 60 dias após a data de assinatura do Termo de Permissão de Uso, podendo ser prorrogado.
Com orçamento de aproximadamente R$ 4 milhões a Prefeitura quer revitalizar 80 praças até o fim do primeiro ano de gestão. Em 2021, já foram recuperadas trinta e nove praças pela Prefeitura, ainda segundo o Secretário de Serviços Urbanos, Marcos Felipi, outras 27 estão em andamento.
“Algumas praças recebem mais outras menos, dependendo do que elas necessitam, a gente tem que equalizar dentro desse valor” destacou Felipi.
Em 2019, Marchezan anunciou a revitalização das quase 600 praças da cidade, em um investimento que chegaria a R$ 24 milhões.
A empresa contratada a vencedora da licitação, Ecsam Serviços Ambientais, acabou não cumprindo o cronograma projetado, foram entregues menos de cinquenta praças.
A atual gestão dividiu os novos financiamentos em três lotes. Cada lote engloba aproximadamente 200 praças.
“Foram feitas três licitações para que se divida em três empresas para que não ocorra o que aconteceu igual a ultima e tudo fique na mão só de uma empresa” enfatizou o secretário.
Enquanto não anuncia grandes investimentos o Governo estimula as parcerias para melhorar a cidade.
O programa “Seja parceiro de Porto Alegre” lançado em março é um exemplo.
Nele o município abre a possibilidade de adoções ou doações não somente para praças e parque mas também para diversos espaços públicos como canteiros , rótulas, fachadas de prédios público e logradouros.
A doação pode ser feita por pessoas físicas ou jurídicas de qualquer natureza. Não é assinado nenhum tipo de contrato ou responsabilidade de quem doou.
Já na adoção, o adotante fica responsável pelos serviços básicos de manutenção daquele espaço. Capina e roçada são alguns do serviços quando estamos falando de parque e praças.
Em contrapartida o adotante poderá fazer publicidade naquele espaço identificando o adotante, além do mesmo ter o direito de usar espaço para feiras e eventos.
Cais Mauá: primeira grande parceira anunciada
Em junho a Prefeitura anunciou uma grande parceria: adoção para o muro da Mauá. O trecho de 750 metros, entre a Secretaria Estadual da Fazenda e a cerca divisória na curva da avenida Mauá, antes da Usina do Gasômetro, será gerido pelo consórcio composto pelas empresas Sinergy e HMidia. O termo de adoção será assinado pelo período de dois anos.
Parceria prevê 15% de publicidade em 750 metros adotados do Muro da Mauá. Foto: Ramiro Furquim
A proposta escolhida prevê sessões mostrando diversas imagens de personalidades e aspectos culturais da capital gaúcha. Haverá espaço para interatividade com QR codes além de uma cascata de água, abrigos de ônibus mais modernos e iluminação cênica.
Em contrapartida o consórcio poderá usar 15% da área adotada para identificação da sua marca.
A secretaria de Parcerias já contabiliza quarenta espaços adotados e outros 40 em andamento.
Prefeito da Praça ganha adesões
Outro projeto que estava adormecido e ganhou força nessa gestão foi o “Prefeito da Praça”. Nele a comunidade elege o representante de sua praça. O eleito recebe crachá certificado e tem seu nome publicado no DOPA (Diário Oficial de Porto Alegre.
No dia 9 de julho Melo participou da nomeação de Prefeito da Praça da República – Jardim Itu Sabará. Foto: Mateus Raugust/PMPA
O Prefeito da Praça tem a função de zelar pelos equipamentos públicos, acompanhar serviços de manutenção, fazer o elo com o poder público ou adotante para eventuais problemas, além de buscar parceiros que possam contribuir com a conservação do espaço.
“É um resgate de cidadania para os bens públicos depredados. Queremos inserir o cidadão esse espirito, engajamento” ressaltou o Diretor de parcerias comunitárias Pedro Meneguzzi. Há duas praças oficialmente com Prefeito atualmente em Porto Alegre; Praça Álvaro Coelho Borges, localizada no bairro Menino Deus e a praça da República do Itu Sabará, mas segundo Meneguzzi há outros 20 pedidos para ser “Prefeito de praça”.
Praças que serão recuperadas:
Sul: Praça Vereador Ervino Besson, Praça Florinda Tubino Sampaio, Praça Osmar Pila, Praça Inácio Antonio Da Silva, Anita Zandwais, Praça 1ª U.V Restinga, Praça 3ª U.V Restinga, Praça Associação Rio-grandense de de Imprensa, Praça Poli Marcelino Espírito, Praça Padre José Kentenich e Praça Angela Locatelli.
Norte: Praça Oliveira Rolim, Praça Wolfgan Klaus Sopher, Praça Capitão Carlos Vieira, Praça Mario Tarani (antiga Calábria); Praça Chopin, Praça General Darcy Vignoli, Praça Lino Schiefferdeck, Parque Chico Mendes (externo), Parque Chico Mendes (interno), Praça Irineu Esteris da Silva e Praça Major Rubem Berta.
Centro/Leste: Praça 20 de Novembro; Praça Rotary, Praça Guilherme Gaudenzi, Praça Visconde de Taunay e Parque Marinha do Brasil.
Praças já recuperadas em 2021:
Centro/Leste: Dom Sebastião, Silvio Ughini, Província de São Pedro, Daltro Filho, Largo Adayr Figueiredo, Salomão Abrão, General Braga Pinheiro, General Micheli, Frei Orlando, Praça Sport Club Internacional, Praça Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense, Praça 60 Anos da Rádio da Rádio Gaúcha, Praça dos Anjos, Professor Saint-Pastous e Nelson Sangoy.
Norte: Valverde, Flávio Veiga Miranda, Ervory Rodrigues Tavares, Irmão Modesto Girotto, Libanesa, Padre Rambo, NilvaMortari, Parque Germânia e David Ben Gurion.
Sul: José Comunal, Almerindo Lima, Vasco Rodrigues de Lima, Simões Lopes Neto, Desembargador Vieira Pires, Orla do Lami, Orla de Ipanema,Milton Krause, Percival Flores, Verde Complementar Tramandaí e Holanda.
Ilhas: Praça Sem Nome, Rua Santa Luzia e Rua Ilha Mauá.
Serão abertas nestaa terca-feira, 13, as propostas das empresas interessadas em executar obras de revitalização no cen
tro histórico de Porto Alegre, conforme projeto da prefeitura municipal.
O edital de licitação foi publicado em 8 de junho, para obras no calçadão das ruas dos Andradas e Uruguai e a urbanização do Quadrilátero Central, orçadas em R$ 12,7 milhões.
O Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) financia o projeto, com prazo de 12 meses para conclusão dos serviços após a data de início das obras.
O projeto executivo foi elaborado pela ENCOP Engenharia, com o acompanhamento das diversas secretarias municipais.
As obras pretendem renovar aquela que é uma das primeiras áreas de ocupação da cidade, valorizando o patrimônio cultural existente.
A proposta privilegia a circulação de pedestres, ampliando as calçadas, qualificando as travessias, reduzindo barreiras de acessibilidade e melhorando a pavimentação em geral.
Haverá, também, a implantação de novo mobiliário urbano, melhorias na iluminação pública e a ampliação do sistema de video-monitoramento.
As obras ocorrerão nas seguintes vias:
Rua dos Andradas – trecho entre a rua General Câmara e a rua Marechal Floriano Peixoto – reforma completa do calçadão de pedestres;
Rua dos Andradas – trecho entre a rua Marechal Floriano Peixoto e a rua Dr. Flores – recuperação do pavimento histórico da via e reforma completa dos passeios;
Rua Uruguai – trecho entre a rua dos Andradas e a rua Sete de Setembro – reforma completa do calçadão de pedestres;
Urbanização
Rua Voluntários da Pátria – trecho entre a rua Marechal Floriano Peixoto e a rua Dr. Flores – recuperação do pavimento do corredor de ônibus, reforma completa dos passeios;
Rua Otávio Rocha – trecho entre a rua Marechal Floriano Peixoto e a rua Dr. Flores – recuperação do pavimento da via, reforma completa dos passeios e qualificação do canteiro central;
Rua General Vitorino – trecho entre a rua Marechal Floriano Peixoto e a rua Dr. Flores – substituição do pavimento da via e reforma completa dos passeios;
Rua Doutor Flores – trecho entre a rua General Vitorino e a rua Voluntários da Pátria – substituição do pavimento da via e reforma completa dos passeios;
Rua Vigário José Inácio – trecho entre a rua General Vitorino e a rua Voluntários da Pátria – substituição do pavimento da via, reforma completa dos passeios e do calçadão de pedestres;
Rua Marechal Floriano Peixoto – trecho entre a rua General Vitorino e a rua Otávio Rocha – substituição do pavimento da via e reforma completa dos passeios;
Avenida Borges de Medeiros – trecho entre a avenida Salgado Filho e a rua Sete de Setembro – substituição do pavimento da via, reforma completa dos passeios, qualificação do canteiro central e da Esquina Democrática.
Uma mulher foi algemada e levada à delegacia quando batia panela em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro, no sábado em Porto Alegre. A polícia divulgou a idade, 47 anos, mas não o nome.
Betina de Jesus se identificou pelas redes sociais, onde reconheceu que se excedeu ao chutar uma moto.
As imagens da prisão, pelas redes sociais, repercutiram e levaram o governador Eduardo Leite, a se pronunciar.
Na versão da Secretaria de Segurança Pública do RS (SSP), a mulher foi presa por desacato, após ser abordada por policiais e solicitada a se afastar “por diversas vezes”.
O advogado da mulher presa, Aloísio Rosa de Melo, afirma que ela se exaltou, mas que “estava em seu direito de se manifestar” e que “em nenhum momento teve a intenção de fazer algo ou de agredir alguém”. E questiona o uso das algemas.
— Só pode ser algemado se há uma resistência muito grande por parte da pessoa, e ela não me disse ter resistido — disse o advogado ao site G1.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, a mulher ameaçou os motociclistas que passavam e foi solicitada por diversas vezes a se afastar da via para “evitar um possível acidente”.
“Apesar das repetidas tentativas das PMs de afastar a mulher, ela desobedeceu a ordem, desacatou as PMs que a abordaram, tentou chutar um dos motociclistas e manteve as ameaças de agressão”, afirmou a secretaria.
Diante disso, a manifestante foi contida no local e conduzida até a 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), onde, foi liberada após a produção de termo circunstanciado por desobediência.
A Secretaria de Segurança Pública do RS informou ainda que a Brigada Militar abrirá procedimento para apuração, em nome da transparência e do rigor com os fatos, mesmo diante de “uma situação específica, onde apontam evidências que justificam o recolhimento da manifestante”.
O caso aconteceu dois dias depois da condução do cozinheiro Eduardo Lazzari, levado a depor à polícia, depois de reclamar que precisaria cozinhar para o presidente em um hotel da cidade de Bento Gonçalves (RS).
O governador explicou que a mulher foi contida por policiais femininas no local e conduzida à delegacia. Segundo ele, a detenção foi justificada. Ainda assim a Brigada Militar abrirá procedimento para apurar o caso “em nome da transparência e rigor com os fatos”.
“Relatos são que a manifestante foi abordada e solicitada por diversas vezes a se afastar do leito da via, de forma a evitar acidente. Apesar das tentativas de afastar a mulher, ela desobedeceu a ordem, desacatou as PMs que a abordaram, tentou chutar motociclista e manteve ameaças…”
Sobre o uso das algemas, a Secretaria de Segurança informou que “diante da exaltação inicial da cidadã, no momento e contexto dos fatos, houve necessidade de se fazer o uso de algemas para sua contenção, conforme prevê a súmula vinculante 11 do Supremo Tribunal Federal, com o intuito de salvaguardar a integridade física da detida e de terceiros”.
Motociata
Após uma semana marcada por confrontos com a CPI da Covid e com mais denúncias sobre sua gestão na pandemia, Bolsonaro participou da motociata ao lado de apoiadores na manhã deste sábado.
Segundo publicações nas redes sociais, o grupo de manifestantes se concentrava na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) desde cedo. De lá, o grupo partiu depois das 10h para o passeio com o chefe do Executivo.
Assim como aconteceu nos atos anteriores, Bolsonaro não usou máscara. O presidente estava acompanhado de Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e do deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS).
O prefeito Sebastião Melo aproveitou a presença do presidente Jair Bolsonaro em Porto Alegre, no sábado, 10 para entregar um pedido assinado por todos os prefeitos da Região Metropolitana para enfrentar a crise no transporte coletivo: retirada dos impostos federais sobre diesel, gasolina e outros insumos que pesam na tarifa de ônibus e criação de um fundo nacional para financiar as isenções
Em outro documento, Melo apresentou uma reivindicação específica de Porto Alegre: a doação do prédio da Usina do Gasômetro, que de propriedade da Eletrobrás. cedido ao município.
Acompanhado do vice-prefeito Ricardo Gomes e do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rodrigo Lorenzoni, o prefeito encontrou com o presidente no final desta manhã, na Casa NTX. “Foi um encontro bastante produtivo e tenho expectativa que teremos resultados positivos”, diz Melo.
O documento que trata do transporte público foi elaborado pelos gestores que integram a Granpal e ressalta a necessidade urgente de uma união de esforços no enfrentamento à crise do transporte urbano.
Além da retirada dos impostos, os prefeitos pedem a criação de um fundo federal para financiar as tarifas dos idosos acima de 65 anos. Hoje, os tributos federais que incidem sobre o transporte público têm impacto de 8,09% sobre os insumos. No Estado, o peso dos impostos é de 5,77%.
“A mobilidade humana é um dos grandes desafios dos prefeitos. Entendemos que para baratear a passagem é preciso atitudes do governo federal, como a desoneração de impostos ou a criação de um fundo nacional para financiar aqueles que têm isenções constitucionais” – Prefeito Sebastião Melo.
Usina do Gasômetro
Melo também entregou um segundo ofício solicitando a doação do prédio da Usina do Gasômetro ao Município de Porto Alegre.
O imóvel foi cedido por tempo indeterminado ao município pela Eletrobras em 1982.
Um dos cartões postais da Capital, o espaço está em obras e o projeto é transformá-lo em um “novo marco de inovação e desenvolvimento da cidade”.