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  • Vacinação: nem a chuva desanima quem está na fila da “xepa”

    Vacinação: nem a chuva desanima quem está na fila da “xepa”

    A chuva  parecia ter espantado as pessoas de duas filas de vacinação contra o Covid-19 no centro de Porto Alegre, na sexta-feira.

    Até às 14 horas, havia movimento grande na unidade da Panvel, na Andradas com a Uruguai, credenciada pela Secretaria Municipal Saúde (SMS) para aplicar a segunda dose da “Pfizer” nos grupos prioritários.

    Depois,  desfez-se a cena das pessoas tomando chuva no calçadão.

    No posto Santa Marta  próximo ao cais – não estava muito diferente até às 16h, sem fila e poucas pessoas se vacinando.

    Aos poucos, porém, uma nova fila começa a se formar num canto dentro do posto. Era a fila da “xepa”.

    Unidade de Saúde Santa Marta, no Centro Histórico, agora aplicará Pfizer – Foto: Ramiro Furquim/@outroangulofoto

    A “xepa” da vacinação é o restante de um frasco de imunizante, que não pode ser mais guardado. No caso da vacina da Pfizer, a validade de cada garrafinha “aberta” são seis horas.

    Então, ao fim do horário de atendimento prioritário, havendo doses excedentes, se distribui às pessoas dessa fila. O critério é sempre de idade, do mais velho ao mais novo. A SMS diz que as unidades de vacinação evitam as “sobras”. Eventualmente acontecem. Há relatos que na quinta-feira sobraram vinte doses no Santa Marta.

    O prestativo vigilante Roberto Pereira, 45 anos – Foto: Ramiro Furquim/@outroangulofoto

    A fila da “xepa” tinha quatro pessoas dentro da unidade, até o meioda tarde. De repente teve que se estender para a rua,  sob a chuva. Os seguranças terceirizados orientam, as pessoas se alinham junto ao prédio. Ali chove menos.

    Todos munidos de guarda chuva, identidade e comprovante de residência na Capital. Gente bem vestida, com idade dos trinta aos sessenta.

    Muita gente têm dúvidas sobre a xepa: “Não tem senha?”… “Quantas doses tem?”.

    Sem senha, sem categoria, sem gênero. O critério é idade: “chamaremos os mais velhos primeiro”, avisa a funcionária.

    O servidor municipal Paulo Iser liberado para triagem – Foto: Ramiro Furquim/@outroangulofoto

    A informação das doses excedentes só saiu depois das 17h. A fila tem quase 40 pessoas.

    Sete comtemplados.  São chamadas as pessoas até os 57 anos e fecha a lista,

    A fila solta aquel “aaaah”, decepcionado e começa a se dispersar. Alguns ainda mantém esperança ( “Vai que sobra, né?”) e permanecem na porta do estabelecimento.

    Um senhor grisalho cisma com duas mulheres que ficaram no lado de dentro da Unidade. Pressiona um dos seguranças: “Só vou embora quando tu colocar elas na rua”. Outras duas mulheres que estavam do lado de fora apoiaram a pressão.

    A pressão de quem ficou… – Foto: Ramiro Furquim/@outroangulofoto
    … de fora da Xepa – Foto: Ramiro Furquim/@outroangulofoto

    Anoitecia quando as pessoas contempladas com a “xepa” da vacina começaram a saír, uma à uma. Nem comemoração, nem grito, nem protesto. Todo mundo de algum modo cientes da situação.

    Paulo Iser, servidor municipal,  de 59 anos, foi o primeiro vacinado. Era sua segunda tentativa de pegar a “xepa”. Ficou sabendo por colegas que conseguiram se vacinar assim. Diz que “é uma espécie de humilhação”, pegar uma sobra. “É sempre assustador passar pela fila e é um constragimento olhar pessoas que ficaram”.

    As amigas que suscitaram desconfiança – Foto: Ramiro Furquim/@outroangulofoto

    Iser permaneceu no local aguardando a esposa Ana Lucia Basso Pompeu, 58, que também se vacinou, ambos depois de uma primeira tentativa no Posto Modelo. Contam que perderam amigo servidor da prefeitura também na mesma idade de Paulo: “Essa situação (de sobra de vacina) não pode ser normalizada. Tem quer ter vacina pra todo mundo logo”.

    Os sete do dia – Foto: Ramiro Furquim/@outroangulofoto

    Portão fechado. Quase todo mundo foi embora. Servidora e vigilantes alegam muito cansaço em lidar com as pessoas aflitas pela sua vez na vacinação. Ninguém quer ser fotografado. As pessoas que trabalham no Santa Marta só querem que o dia acabe logo. Ainda há contagem e ronda a fazer.

    Na porta com tapumes surgem as duas mulheres que ficaram dentro do prédio e levantaram suspeitas. Uma delas, a a advogada Júlia Scheirr, 26 anos, explica. Estavam na busca da vacina na xepa também. Devido ao critério, viram cedo que não seriam contempladas. Ficaram dentro do posto aguardando uma carona, pois Júlia estava sentido cólicas e não queria ficar na rua. Nada mais que isso.

    A advogada Júlia Scheirr – Foto: Ramiro Furquim/@outroangulofoto
  • Covid: Saúde amplia lista de doenças que dão prioridade na vacinação

    Novas doenças crônicas foram incluídas na lista de comorbidades, que garantem a seus portadores prioridade na vacinação contra a Covid-19.

    A primeira dose da vacina para aqueles que têm quaisquer das doenças listadas será oferecida mediante a apresentação de laudos médicos, documento com foto e CPF, comprovante de residência.

    A abaixo a lista de comorbidades divulgada pela Prefeitura de Porto Alegre, e também os locais de vacinação.

    Lista de comorbidades: https://prefeitura.poa.br/sites/default/files/usu_doc/noticias/2021/05/27/Quadro_Comorbidades27mai21.pdf

    Endereços para primeira dose da vacinação:
    US Belém Novo – Rua Florêncio Farias,195 – Bairro Belém Novo
    Clínica da Família Álvaro Difini – Rua Álvaro Difini, 520 – Bairro Restinga
    US Morro Santana – Rua Marieta Menna Barreto, 210 – Bairro Protásio Alves
    Centro de Saúde Santa Marta – Rua Capitão Montanha, 27 – Bairro Centro Histórico
    Centro de Saúde Modelo – Avenida Jerônimo de Ornelas, 55 – Bairro Santana
    US Santa Cecília – Rua São Manoel, 543 – Bairro Santa Cecília
    Centro de Saúde IAPI – Rua Três de Abril, 90 – Bairro Passo da Areia
    US Glória – Avenida Oscar Pereira, 3229 – Glória
    US Moab Caldas – Avenida Moab Caldas, 400 – Bairro Santa Tereza
    US Camaquã- Rua Professor Dr. Pitta Pinheiro Filho, 176 – Bairro Camaquã
    US São Carlos – Avenida Bento Gonçalves, 6670 – Bairro Partenon
    US Rubem Berta – Rua Wolfram Metzler, 675 – Bairro Rubem Berta

    Fonte: Prefeitura de Porto Alegre 

  • Comandante do Exército vai punir Pazuello por manifestação política

    Comandante do Exército vai punir Pazuello por manifestação política

    O Comandante-geral do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, vai mandar o general e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para a reserva.

    A decisão foi tomada após o general a ativa participar de uma manifestação política a favor do presidente Jair Bolsonaro  no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (23).

    A informação foi confirmada por interlocutores próximos ao Comandante Geral do Exército, segundo o Congresso em Foco.

    De acordo com o artigo 45 do Estatuto Militar, oficiais da ativa não podem participar de atos políticos. Portanto, Pazuello deve ser punido, mas a decisão é delicada porque o presidente da República pode reverter a definição de Paulo Nogueira e gerar uma crise com os militares.

    O ex-ministro prestou depoimento na CPI da Covid na última semana e deve ser reconvocado nos próximos dias, já há requerimentos para nova oitivado militar.

    Na manhã de domingo, ao participar do ato pró-Bolsonaro, Pazuello apareceu sem máscara e descumprindo regras de distanciamento social.

    Na semana passada, ao responder ao relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL) sobre qual sua posição sobre medidas de distanciamento, Pazuello afirmou: “Deveríamos fazer medidas de distanciamento sempre que possível”.

    Pazuello é questionado pelos senadores da CPI por ignorar as negociações de compras de vacinas da Pfizer, atrasar o início da vacinação no país e negligenciar apoio ao estado de Manaus durante a crise de oxigênio devido a pandemia de covid-19 em janeiro deste ano.

  • Secretário Busatto diz que revitalização do Cais Mauá vai contemplar atividades culturais

    Secretário Busatto diz que revitalização do Cais Mauá vai contemplar atividades culturais

    O economista Leonardo Busatto foi encarregado pelo governo do Estado para coordenar os estudos de um novo projeto de revitalização do Cais Mauá.

    Como secretário Extraordinário de Parcerias, Busatto será o interlocutor do Poder Público com o consórcio Revitaliza, um grupo de oito empresas selecionado pelo BNDES para definir o tipo de contrato a ser feito com a iniciativa privada a fim de dar novo destino a um emblemático cartão postal de Porto Alegre.

    Desde o início de maio, o secretário reúne-se semanalmente com integrantes do consórcio para debater as propostas. Uma vez por mês, o encontro terá a participação do governador Eduardo Leite.

    Até o final deste ano, o consórcio deve definir o modelo de concessão daquela área para que, entre janeiro e fevereiro de 2022, o governo lance o edital.

    Busatto diz que ainda é cedo para projetar os tipos de atividades que poderão ocupar os armazéns e seu entorno, que integram o patrimônio histórico e cultural da cidade, mas os estudos deverão concentrar-se nos aspectos socioambientais, urbanísticos e econômicos.

    – Quem vencer a licitação terá que seguir o modelo previsto para ocupação da área e, isso, quer dizer que um ou mais armazéns serão destinados a atividades culturais, afirma.

    O secretário ressalta, ainda, que o governo não terá despesas extras com a remodelação do cais.

    – O acordo de cooperação com o BNDES, o trabalho do consórcio Revitaliza e as reformas dos armazéns, inclusive a descontaminação do solo em alguns pontos do cais, serão bancados pelo vencedor da licitação, que é quem irá administrar o local, completa Busatto.

  • Cais Mauá: consórcio apresenta ao governo suas primeiras ideias para revitalização

    Cais Mauá: consórcio apresenta ao governo suas primeiras ideias para revitalização

    Pela primeira vez, nesta quinta-feira, representantes do governo do Estado se reúnem com o consórcio “Revitaliza”, que vai definir as regras para a revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre.

    O consórcio de oito empresas foi escolhido para fazer “a modelagem do projeto de desestatização e a preparação da licitação, a ser realizada pelo governo do Rio Grande do Sul até o fim do ano”.

    O consórcio, selecionado pelo BNDES entre sete concorrentes, é formado por :

    -:Patrinvest
    -Machado Meyer Advogados
    -Dal Pian Arquitetos
    -ZEBL Arquitetura,
    -Radar PPP,
    -Caruso Engenharia
    -Apsis Consultoria Empresarial
    -380 Volts Comunicação.

    O projeto vai custar R$ 4.537.200 e será pago pelo futuro administrador do cais.

    O governo não divulgou a reunião.  É certa a participação do secretário Leonardo Busatto, das Parcerias. Prováveis as presenças do secretário Cláudio Gastal, do Planejamento e Gestão,  e do procurador-Geral do Estado, Eduardo  Cunha da Costa.

    BNDES escolheu

    Em contrato assinado em fevereiro, o governo do Estado delegou ao BNDES a “estruturação da modelagem de desestatização da área”, as regras para a ocupação do espaço público pelo investidor privado.

    O projeto vai indicar o caminho: alienação, concessão ou parceria público-privada (PPP), entre outras modalidades, para desestatização do terreno que pertence ao Executivo estadual.

    São 181 mil metros quadrados junto ao centro histórico de Porto Alegre à beira do Guaiba, entre a Usina do Gasômetro e a rodoviária de Porto Alegre, Está abandonado há dez anos, pelo menos.

    Um laudo do laudo do Departamento de Patrimônio do Estado no ano passado, avaliou tudo em R$ 600 milhões

    Além dos projetos de engenharia, a contratação contempla a realização de avaliação do imóvel, estudo econômico-financeiro, audiências públicas, roadshow com investidores, editais e demais documentos necessários à execução. Pelo menos duas audiências públicas terão que ser previstas.

    Um movimento de entidades sociais quer acrescentar à agenda uma “consulta popular”.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

    Mais informações sobre o processo de seleção do BNDES podem ser obtidas aqui.

  • Cais Mauá: Governo promete debater modelo de revitalização com entidades da sociedade civil

    Cais Mauá: Governo promete debater modelo de revitalização com entidades da sociedade civil

    O secretário Extraordinário de Parcerias do Estado, Leonardo Busatto, garantiu ao procurador-geral do MPC, Geraldo Da Camino, que irá marcar reunião para o início de junho com representantes de entidades da sociedade civil para debater o novo modelo de revitalização do Cais Mauá.

    A promessa foi feita durante reunião virtual promovida pelo Ministério Público de Contas do RS (MPC), no final da tarde de terça-feira (17), reuniu, além de Busatto e Da Camino, o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, o secretário do Planejamento e Gestão, Claudio Gastal, o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RS),  Tiago Holzmann da Silva, e a advogada Jaqueline Custódio, representante da Associação dos Amigos do Cais Mauá (AMACAIS).

    O encontro  foi motivado por uma carta aberta, assinada por mais de 50 entidades, em que pedem participação nas discussões.

    O procurador Da Camino sugeriu que o poder público fizesse contato, o mais rápido possível, com as entidades. E expressou sua preocupação com o risco de judicialização, que pode travar, novamente, o processo de remodelação de toda aquela área junto ao Guaíba.

    Busatto pediu um prazo até o início de junho para organizar melhor o encontro.  Explicou que o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social -, contratado pelo governo do Estado, já selecionou um consórcio formado por oito empresas, que vai definir a modelagem do projeto de revitalização.

    A primeira reunião do consórcio  está marcada para esta quinta-feira (20/05).

    Coordenadora do Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro/RS e membro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (do inglês ICOMOS), Jaqueline entende que os projetos de revitalização têm de respeitar a vocação do Cais para atividades culturais.

    Lembrou, na reunião, que os bens tombados fazem parte do Sistema Nacional de Cultura, citou alguns eventos que já foram realizados no local, como a Feira do Livro, a Bienal, Casa Cor, espaços dedicados a oficinas culturais, peças de teatro, entre outras atividades.

    A advogada disse, ainda, que existe um grupo formado pela comunidade cultural, que vem desenhando uma proposta de ocupação cultural dos armazéns do cais, em conjunto com a UFRGS, especialmente as faculdades de arquitetura, administração e economia.

    Interior de um dos armazéns do Cais Mauá.. Fotos: Cleber Dioni Tentardini
    Armazéns estão em péssimas condições de conservação

     

     

     

     

     

     

    – Aquele patrimônio está em risco justamente pelo descumprimento contratual do consórcio anterior, que jamais fez qualquer tipo de manutenção das estruturas tombadas. Por isso, é importante que algo seja feito rapidamente neste sentido, ressaltou .

    Jaqueline elogiou a iniciativa do procurador-geral do MPC e a abertura para o diálogo com representantes do governo.

    -O secretário Cláudio Gastal disse que houve uma mudança de concepção de modelo, posicionando-se contrário à construção de shopping no Cais, e assegurou que irão buscar o diálogo com a população, no que se refere à apropriação dos espaços públicos. Um bom sinal, completou a integrante do AMACAIS.

     

  • Cais Mauá: MPC promove audiência sobre participação popular na revitalização

    Cais Mauá: MPC promove audiência sobre participação popular na revitalização

    Dois representantes do governo estadual – Leonardo Busatto, Secretário Extraordinário de Parcerias, e Claudio Gastal, Secretário do Planejamento e Gestão, além do Procurador Geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa – participaram de audiência virtual na tarde desta segunda-feira, 17, no Ministério Público do Tribunal de Contas do RS

    Iniciativa do procurador Geraldo Da Camino, a audiência contou também com o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RS),  Tiago Holzmann da Silva, e a advogada Jaqueline Custódio, representante da Associação dos Amigos do Cais Mauá (AMACAIS).

    O tema da audiência: a participação da população na modelagem da privatização do Cais Mauá. A informação foi postada no início da noite no twitter do MPC e até o momento não foi possível obter maiores detalhes da reunião.

     

  • Heineken e Ambev responsabilizadas por trabalho escravo em transportadora terceirizada

    Duas das maiores cervejarias do mundo,  a Ambev e a Heineken foram responsabilizadas pelas práticas ilegais de uma transportadora terceirizada, que mantinha seus motoristas trabalhando em condições de escravidão.

    A Sider, que transporta cargas de bebidas para as duas multinacionais foi atuada por fiscais do ministério do Trabalho em São Paulo, segundo reportagem do El País.

    Vinte e dois imigrantes venezuelanos e um haitiano trabalhavam como motorista em condições degradantes e com jornadas de trabalho excessivas.

    A Sider foi multada e as cervejeiras dizem que estão atendendo as vítimas seguindo orientação dos auditores.

    A ação do “Programa de Erradicação do Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas” iniciou em março deste ano.

    As empresas anunciaram que já estão providenciando o pagamento dos direitos devidos e danos morais aos empregados e terão um prazo de algumas semanas para elaborar sua defesa no caso.

    No total, os 23 trabalhadores resgatados receberão 657.270 reais de indenização, cerca de 28.576 reais para cada.

    Os trabalhadores moraram por meses a fio (alguns por mais de um ano) na boleia de seus caminhões (um espaço diminuto na própria cabine do veículo) estacionados nas sedes da Sider em Limeira e Jacareí, interior de São Paulo.

    Trabalhavam sem folgas e com jornadas de trabalho extenuantes. De quebra não havia água potável nestes locais. A estes imigrantes em situação de grande vulnerabilidade também eram impostas taxas extras e descontos, tais como a cobrança pela concessão de camisa e bota para trabalho, e a nacionalização da Carteira Nacional de Habilitação.

    A responsabilização da Heineken e da Ambev tem base na legislação, que atribuiu a elas o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas por parte da terceirizada contratada (a Sider).

    De acordo com relatório, ambas as cervejeiras “falharam” e agiram com “cegueira deliberada ao ignorar a devida verificação do cumprimento” das leis envolvendo a transportadora, visando o lucro “em detrimento de normas de proteção do trabalho”.

    O relatório é taxativo quanto ao papel das cervejeiras: “Grupo Heineken falhou ao escolher e contratar a Sider como sua prestadora de serviços de transporte, falhou ao não fiscalizar e exigir o cumprimento da legislação trabalhista pela contratada, e, por último, falhou ao não garantir diretamente as condições de higiene, saúde esegurança dos trabalhadores resgatados no curso do contrato de terceirização de serviços ora analisado (responsabilidade direta)”.

    O mesmo se aplica à Ambev. “Resta incontroversa a imputação de responsabilidade, pelas condições de trabalho a que foram submetidos os 23 motoristas profissionais, aos contratantes Ambev e Grupo Heineken”.

    Em nota, o Grupo Heineken informou ter tomado conhecimento do caso “por meio da Superintendência Regional do Trabalho, e colaborou ativamente para garantir que todos os direitos fundamentais dos trabalhadores envolvidos fossem observados conforme a orientação dos auditores”. A companhia afirmou também que “todos os fornecedores passam por um rigoroso processo de seleção e assinam um Código de Conduta onde se comprometem a cumprir integralmente a legislação trabalhista e de direitos humanos”.

    Já a Ambev informou que “assim que tomamos conhecimento da denúncia envolvendo a Sider, uma transportadora que presta serviços para a Ambev e outras empresas, imediatamente garantimos que os motoristas fossem levados para um hotel, onde foram acolhidos e receberam todo o suporte necessário”. A nota diz ainda que “seguindo as orientações e com a concordância dos auditores fiscais do trabalho, garantimos o pagamento de todas as verbas e indenizações trabalhistas e que a transportadora providenciasse o retorno dos motoristas ao local de origem ou a vinda de seus familiares, conforme escolha de cada um”.

    (A reportagem completa está no portal do El Pais, desta segunda-feira,17)

     

  • Cais Embarcadero anuncia inauguração com lojas das redes Pompéia e Gang

    Cais Embarcadero anuncia inauguração com lojas das redes Pompéia e Gang

    O portal GZH  informou nesta sexta-feira (14) que o “Cais Embarcadero abre as portas a partir da semana que vem”.

    “Depois de um ano e meio em obras, as portas do projeto Embarcadero do Cais Mauá serão abertas na próxima semana. Os detalhes ainda estão sendo definidos”, informou GZH, em primeira mão.

    “O que já se definiu, segundo GZH, é que a partir de quinta-feira (20) o público externo (sic) poderá ingressar no local e começar a usufruir do novo espaço de lazer”.

    “A entrada, informa GZH, será permitida a partir do meio dia”.

    “Porém, o acesso ocorrerá com restrições. Apenas as áreas de alimentação, restaurantes e lanches poderão receber clientes. A capacidade será reduzida para 25% a fim de respeitar medidas sanitárias. Se até lá houver atualização de protocolos, esse percentual será revisto”, como informa Eugênio Corrêa, da DC Set Produções, um dos sócios do projeto junto com a empresa Tornak.

    “O público que tiver interesse em conhecer o espaço precisa fazer cadastramento  prévio. Esse controle será feito pelos bares, restaurantes, lojistas – Pompéia e Gang – e fornecedores”.

    O empresário Eugênio Corrêa forneceu à GZH, com exclusividade,  a lista das empresas que já estão no Embarcadero e informou que “essa fase de testes deverá durar 30 dias. Neste periodo, a estrutura será testada e aperfeiçoada”

    Segundo GZH, o projeto “cujas obras começaram em 2019. será uma espécie de modelo do que o governo do Estado está projetando para as demais áreas do cais, até a Estação Rodoviária de Porto Alegre”.

    O pedido de medida cautelar, com suspensão das obras, feito pelo procurador Geral do Ministério Público de Contas, por indícios irregularidades no contrato que cedeu 19 hectares de área pública ao Embarcadero, não foi esquecido por GZH, que registrou a posição dos empreendedores.

    Em nota, eles informaram à GZH que estão “muito tranquilos pois o projeto Embarcadero obedece integralmente os contratos celebrados”.

    Em representação, na semana passada, o procurador Geraldo Da Camino pediu uma investigação especial para  esclarecer se as intalações que estão sendo feitas  na área do cais – com lojas de redes de varejo – estão de acordo com o contrato  assinado entre o Estado e os empreendedores para cessão do espaço. Ele pediu a paralisação das obras até que se esclareça o caso.

     

  • Servidor que teve Covid deve formalizar a doença como acidente de trabalho

    Os servidores que mantiveram atividades presenciais durante a pandemia e contraíram Covid-19 a exigirem o preenchimento da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), já que o Ministério da Saúde incluiu a SARS-CoV-2 (Covid-19) na lista de doenças relacionadas ao trabalho.

    O alerta é do sindicato dos servidores de nível superior do Executivo gaúcho. O servidor deve entrar em contato com o setor de medicina ocupacional do departamento de Recursos Humanos da secretaria em que está lotado para requisitar que o médico responsável elabore o documento. Caso a secretaria não disponibilize, deve procurar a perícia médica do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF).

    “É fundamental informar sobre a doença pelo risco potencial de sequelas pós Covid, o que pode gerar afastamento ou aposentadoria por invalidez, dependendo do comprometimento do trabalhador”, explica Elpídio Jaques de Borba, vice-presidente do Sintergs.

    O sindicato alerta para a necessidade de formalizar a CAT, após relatos de que secretarias não estariam orientando os servidores a preencherem o documento. A CAT serve também para controle do número de servidores afastados pelo coronavírus.

    O Sintergs ressalta que a solicitação só deve ser feita por quem estava trabalhando presencialmente quando contraiu a doença.