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  • Com 10 dias para o prazo final, Justiça determina que Marchezan seja ouvido em processo de impeachment

    Com 10 dias para o prazo final, Justiça determina que Marchezan seja ouvido em processo de impeachment

    Uma decisão da justiça na noite de sexta-feira, 30/10, determinou que o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), seja ouvido pela Câmara de Vereadores no processo de impeachment que tramita na casa legislativa.

    Originalmente, o depoimento chegou a ser marcado para o dia 23, mas o prefeito não compareceu a sessão, dizendo que naquele momento ainda faltavam serem ouvidas testemunhas e os autores do impeachment.

    Uma outra decisão judicial, na semana passada, revogou a determinação para que a comissão processante ouça os autores do pedido de impeachment do prefeito. E com isso, os vereadores já tinham encerrado a fase de instrução do processo e os depoimentos das testemunhas. Das 10 arroladas pela defesa, três não foram ouvidas, o ex-prefeito e candidato à prefeitura José Fortunati (PTB), o deputado federal Maurício Dziedricki (PTB) e o ex-diretor do antigo Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) Tarso Boelter. Adversários políticos do prefeito, alegaram que não deveriam comparecer.

    O vereador Hamilton Sossmeier, que comanda o processo, já avisou que o legislativo irá recorrer da decisão de ouvir o prefeito. Se falhar na Justiça, a câmara terá até o dia 9 de novembro para ouvir Marchezan e encerrar o processo. É o que diz o regulamento da casa. Caso contrário, o processo será arquivado.

    O prefeito, que concorre a reeleição, é investigado por supostos uso indevido de verba da saúde em publicidade. Marchezan concorre a reeleição e segue sua campanha.

    O uso de recursos do Fundo Municipal de Saúde para pagamento de gastos com publicidade é a base para as denúncias. Dados no Portal Transparência do Executivo mostram ter o prefeito autorizado a aplicação de R$ 2.414.465,14 deste fundo em despesas de divulgação publicitária. A prefeitura alega que os gastos estão dentro da lei e que os recursos do fundo foram apresentados e aprovados na Câmara municipal.

  • IBOPE: Marchezan e Melo crescem sem afetar trajetória de Manuela

    IBOPE: Marchezan e Melo crescem sem afetar trajetória de Manuela

    O Ibope ouviu 805 eleitores em Porto Alegre numa pesquisa encomendada pela RBS, sobre a eleição municipal. Os dados foram colhidos entre 27 e 29 de outubro e o resultado divulgado nesta sexta-feira, a 15 dias do pleito.

    É a segunda pesquisa Ibope sobre a campanha deste ano e o resultado não traz surpresas.

    O prefeito Marchezan cresceu 5%, o que era previsível com o início da campanha no rádio e na TV, onde ele tem maior tempo. Ficou empatado com 14% com Sebastião Melo no segundo lugar, enquanto José Fortunati caiu para 13%, um a menos que a pesquisa anterior.

    Manuela d’Ávila, que lidera desde o início manteve sua trajetória de crescimento. Surgiu com 21% na primeira pesquisa feita pelo Datafolha, apareceu com 24% na primeira do Ibope e, agora, vai a 27%.  Crescimento lento mas que se mantém.

    As duas candidaturas com maior rejeição são de Marchezan, que se mantém estável (de 37% para 36%), e de Manuela, que subiu significativamente (de 28% para 36%). Uns mais, outros menos, todos os outros candidatos tiveram rejeição maior que na pesquisa anterior.

    O resultado indica que, por enquanto, a disputa acirrada entre os três candidatos – Nelson Marchezan, Sebastião Melo e José Fortunati  pela vaga no segundo turno não está afetando o desempenho da candidata da coligação PCdoB/PT.

    Os candidatos logo abaixo dos quatro mais votados, quase todos caíram, com exceção de Fernanda Melchionna, do PSOL, que se manteve com 3%.

    Confira os números:

    Manuela D’Ávila (PCdoB): 27%
    Nelson Marchezan Júnior (PSDB): 14%
    Sebastião Melo (MDB): 14%
    José Fortunati (PTB): 13%
    Juliana Brizola (PDT): 4%
    João Derly (Republicanos): 3%
    Fernanda Melchionna (PSOL): 3%
    Gustavo Paim (PP): 2%
    Valter Nagelstein (PSD): 2%
    Julio Flores (PSTU): 1%
    Rodrigo Maroni (PROS): 1%
    Branco/ Nulo: 8%
    Não sabe/ Não respondeu: 8%

    Luiz Delvair Martins Barros (PCO) e Montserrat Martins (PV) não pontuaram na pesquisa.

    Evolução
    Manuela foi de 24% para 27%
    Nelson Marchezan Júnior foi de 9% para 14%
    Sebastião Melo foi de 11% para 14%
    Fortunati foi de 14% para 13%
    Juliana Brizola foi de 5% para 4%
    João Derly foi de 4% para 3%
    Fernanda Melchionna se manteve com 3%
    Valter foi de 3% para 2%
    Gustavo Paim foi de 1% para 2%
    Julio Flores se manteve com 1%
    Rodrigo Maroni foi de 0 para 1%
    Branco/Nulo foi de 13% para 8%
    Não sabe/Não respondeu foi de 11% para 8%

    Luiz Delvair e Montserrat Martins tiveram menos que 1% na primeira pesquisa realizada em 5 de outubro, e agora, na segunda pesquisa, não foram citados.

    Rejeição
    Dentre estes candidatos a prefeito de Porto Alegre, em qual não votaria de jeito nenhum? Mais algum?

    Nelson Marchezan (PSDB) foi de 37% para 36%
    Manuela D’Ávila (PCdoB) foi de 28% para 36%
    Rodrigo Maroni (PROS) foi de 6% para 18%
    Valter Nagelstein (PSD) foi de 5% para 18%
    Júlio Flores (PSTU) foi de 8% para 17%
    Gustavo Paim (PP) foi de 6% para 17%
    José Fortunati (PTB) foi de 15% para 16%
    João Derly (Republicanos) foi de 7% para 15%
    Fernanda Melchionna (PSOL) foi de 4% para 15%
    Luiz Delvair (PCO) foi de 3% para 14%
    Sebastião Melo (MDB) foi de 7% para 13%
    Juliana Brizola (PDT) foi de 5% para 13%
    Montserrat Martins (PV) foi de 2% para 11%
    Poderia votar em todos foi de 3% para 2%
    Não sabe/não respondeu foi de 14% para 8%

    Segundo turno – veja simulações

    Fortunati (PTB) x Manuela (PCdoB)
    Fortunati: 40%
    Manuela: 41%
    Branco/nulo: 16%
    Não sabe/não opinou: 3%

    Fortunati (PTB) x Marchezan (PSDB)
    Fortunati: 46%
    Marchezan: 30%
    Branco/nulo: 20%
    Não sabe/não opinou: 4%

    Fortunati (PTB) x Melo (MDB)
    Fortunati: 42%
    Melo: 34%
    Branco/nulo: 20%
    Não sabe/não opinou: 5%

    Manuela (PCdoB) x Marchezan (PSDB)
    Manuela: 45%
    Marchezan: 37%
    Branco/nulo: 16%
    Não sabe/não opinou: 3%

    Manuela (PCdoB) x Melo (MDB)
    Manuela: 43%
    Melo: 40%
    Branco/nulo: 14%
    Não sabe/não opinou: 3%

    Marchezan (PSDB) x Melo (MDB)
    Marchezan: 32%
    Melo: 45%
    Branco/nulo: 18%
    Não sabe/ não opinou: 4%

     

  • Lancheria do Parque em reforma estará pronta para reabrir em uma semana

    Lancheria do Parque em reforma estará pronta para reabrir em uma semana

    Ivo Salton conta os dias que a Lancheria do Parque está fechada. Em quase quatro década nunca havia acontecido.

    “Hoje são 219 dias”, disse ele na quinta-feira, 29, no meio da reforma para adaptar o ambiente do tradicional ponto do Bom Fim aos novos tempos de coronavírus.

    Metade das mesas foram retiradas do salão, serão suprimidos bancos junto ao balcão. O próprio Salton comanda a reforma, com auxílio dos sócios e funcionários, que pintam e lixam as portas, interrompidos a todo o momento por frequentadores que veem o movimento e querem saber quando vai reabrir.

    Muitos fazem questão de entrar para ver como estão as obras. O estreito salão com metade das mesas parece mais amplo. Todos aprovam.

    Salton diz que estará em condições de abrir no fim de semana que vem. Mas vai depender da evolução da pandemia.

  • Campanha para tributar os super-ricos: “Caminho mais rápido para sair da crise”

    Campanha para tributar os super-ricos: “Caminho mais rápido para sair da crise”

    A campanha “Tributar os Super-Ricos” lançada nesta quinta-feira traz  propostas  que podem resultar em R$ 300 bilhões de arrecadação, tributando apenas as altas rendas e grandes patrimônios dos 0,3% mais ricos do Brasil.

    Seria, segundo a proposta, a maneira mais rápida e mais indolor para sair da crise econômica que se agrava com a pandemia.

    As entidades que promovem a campanha também defendem que os trabalhadores com renda mensal de até R$ 15 mil paguem menos Imposto de Renda. Hoje, quem ganha mais de 1.908 reais por mês paga imposto de renda, mas desde 1996 o Brasil é o único país do mundo em que lucros e dividendos são isentos.

    As propostas incluem redução de impostos para os mais pobres e pequenas empresas e alteram a repartição de recursos com os Estados e Municípios. Buscam uma estratégia para sair da crise econômica e correção de problemas históricos de justiça fiscal no Brasil.

    A campanha foi lançada numa live no canal You Tube do Instituto Justiça Fiscal, com a participação do governador do Maranhão, Flávio Dino, de parlamentares e de representantes da CUT, MST, CONTRAF, CNTE, CNTSS, UNE, MTST, Confetam. Acompanham a iniciativa dezenas de entidades sindicais, a Associação de Juízes para a Democracia, entre outras, com a expectativa de novas adesões.

    “Não estamos propondo que percam suas fortunas, mas apenas contribuir um pouco mais”, explicou o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP). O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), declarou que a proposta “representa menos desigualdade e autenticamente mais paz.”

    “O momento exige medidas emergenciais. Tributar os super-ricos é a forma mais rápida e justa para enfrentarmos e passar por essa crise”, afirma o vice-presidente do Instituto Justiça Fiscal (IJF), Dão Real Pereira dos Santos.

    “Mais de 50 organizações integram a campanha e outras dezenas estão se somando ao movimento para garantir a aprovação e adotar medidas de curto e médio prazo para fortalecer o Estado, enfrentar a pandemia, garantir renda para os mais pobres e retomar a atividade econômica”, informa o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Mario Raia.

    A campanha terá uma intensa divulgação dos projetos de lei junto aos movimentos sociais, sindicatos, estudantes, agricultores, pequenos empresários e classe política com debates, entrevistas e reuniões com parlamentares, governadores e prefeitos para incluir o tema na pauta do Congresso. As entidades promotoras desta força nacional já estão realizando ações para assegurar a adoção das propostas e popularização das medidas.

    Uma cartilha ilustrada e uma calculadora online demonstram os impactos positivos na vida da maioria dos trabalhadores após a implementação das medidas. A campanha pode ser compartilhada nas redes sociais.

    Propostas

    – Correção das distorções do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) – revogação da isenção dos lucros e dividendos distribuídos, fim da dedução de juros sobre o capital próprio, elevação do limite de isenção para baixas rendas, e criação de nova tabela de alíquotas progressivas.

    – Instituição do Imposto Sobre Grandes Fortunas (IGF) sobre as riquezas das pessoas físicas que ultrapassarem R$ 10 milhões.

    – Elevação da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos setores financeiro e extrativo mineral.

    – Criação da Contribuição sobre Altas Rendas das Pessoas Físicas (CSAR), incidindo sobre rendas anuais acima de R$ 720 mil.

    – Mudança nas regras do Imposto sobre Heranças e Doações (ITCMD), com ampliação da alíquota máxima de 8% para 30%.

    – Novas regras de repartição de receitas da União com Estados e Municípios. A previsão é de acréscimos de aproximadamente R$ 83 bilhões para os Estados e R$ 54 bilhões para os Municípios.

    – Regras para disciplinar a concessão de benefícios fiscais e para combater a sonegação.

    Uma cartilha ilustrada e uma calculadora online demonstram os impactos positivos na vida da maioria dos trabalhadores após a implementação das medidas. A campanha pode ser compartilhada nas redes sociais.

    Links da calculadora e das redes da campanha:

    www.ijf.org.br/calculadora-irpf

    Instagram: tributaros.super.ricos

    Facebook: tributar.os.super.ricos

    Twitter: OsTributar

     

     

  • Sintergs denuncia remoções no Hospital São Pedro à Secretaria da Saúde

    Sintergs denuncia remoções no Hospital São Pedro à Secretaria da Saúde

    Após denúncias de remoções e de assédio moral no Hospital Psiquiátrico São Pedro, o Sindicato dos Servidores de Nível Superior do RS (Sintergs) enviou nesta quinta-feira (29/10) um ofício à secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, relatando os fatos e pedindo providências.

    De acordo com as informações obtidas pelo sindicato, o assédio moral e as transferências de trabalhadores começaram durante a pandemia de Covid-19, após repercussão de um surto no hospital.

    Na tentativa de promover uma intervenção coletiva, a diretoria do Sintergs está tomando outras providências. Nesta quinta-feira (29/10), foram enviados ofícios relatando a situação aos conselhos Nacional, Estadual e Municipal de Saúde. O Sintergs também está em contato com o Sindicato Médico (Simers) e com o Conselho Regional de Psicologia do RS. Além dos relatos de assédio serem graves e prejudicarem a saúde mental dos servidores, o Sintergs também está preocupado com o esvaziamento do Hospital São Pedro, que pode levar ao fechamento do ambulatório.

    No início de outubro, o Sintergs e o Sindsepe-RS também enviaram ofício à diretora do Hospital São Pedro solicitando posição sobre o retorno das atividades pedagógicas na creche localizada junto à unidade.

  • Tarifa alta e crise no transporte desafiam candidaturas em Porto Alegre

    Tarifa alta e crise no transporte desafiam candidaturas em Porto Alegre

    *

    Porto Alegre tem a mais alta tarifa de transporte público entre capitais (R$ 4,70), a cidade enfrenta o desafio de reorganizar o transporte público e atrair os usuários perdidos.

    Todos os cinco candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto para a prefeitura da cidade apresentam ideias e propostas para driblar a crise, melhorar a qualidade e reduzir o preço dos serviços.

    Os programas de José Fortunati (PTB), Juliana Brizola (PDT), Manuela D’Ávila (PCdoB), Nelson Marchezan Jr. (PSDB) e Sebastião Melo (MDB) abordam, de forma mais ou menos extensa, esse problema, agravado especialmente após a chegada da pandemia. As informações disponíveis nos programas registrados no TSE foram a base para a avaliação das propostas para a capital gaúcha.

    De forma geral, as propostas de Manuela D’Ávila (PCdoB) e Nelson Marchezan Jr.(PSDB) apresentam visões mais avançadas da mobilidade urbana não motorizada, com planos para estimular o uso da bicicleta e da caminhada, embora nenhum dos dois programas apresente metas objetivas – numéricas – de ciclovias, calçadas, ou para a expansão e melhoria do transporte público.

    O programa de Manuela D’Ávila (PCdoB) defende a criação de um Fundo Municipal de Mobilidade, que seria alimentado por multas e taxas de estacionamento nas ruas da cidade.

    A candidata também defende a retomada de controle da Câmara de Compensação Tarifária (CCT) pela Prefeitura e a construção de um novo modelo para gestão do transporte público na cidade. Cita a criação de um “cartão-mobilidade” e a busca de recursos para implantação de VLTs e BRTs.

    O texto pede a revisão do Plano de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, com a realização de uma pesquisa origem-destino e a retomada do Plano Diretor de Arborização Urbana, ação que pode beneficiar a circulação a pé na cidade. Aliás, o programa cita explicitamente a valorização da mobilidade a pé, com uma proposta para a renovação das calçadas na capital gaúcha, mas sem estabelecer metas ou locais para essa ação.

    Ainda na área de mobilidade ativa, a candidatura promete executar o Plano Cicloviário da cidade e sugere parceria com a iniciativa privada para acolher ciclistas nas lojas, shoppings e edifícios de escritórios.

    O programa do prefeito atual, Nelson Marchezan Júnior, cita também ciclistas e pedestres, dentro do conceito de construir uma “cidade para pessoas”, mas sem definir metas claras.

    Curiosamente, o programa de Marchezan não discute formas para mudar a gestão do transporte público, embora sua gestão à frente da Prefeitura de Porto Alegre tenha elaborado um projeto para rever todo o sistema de ônibus da cidade, ainda em análise pela Câmara Municipal.

    O texto do programa defende a priorização do transporte público, com a ampliação das faixas exclusivas para dar maior fluidez aos ônibus, além da aplicação de mais tecnologia no sistema de transporte, com a colocação de avisos digitais em novos abrigos de ônibus, que aliás já estão em contratação pela prefeitura. Defende, ainda, a integração do transporte de Porto Alegre com o sistema de transporte metropolitano.

    A candidatura de José Fortunati sugere o estabelecimento de um “pacto para socorrer o transporte público”, além da reativação de projetos de BRTs e a busca de financiamentos para novos modos de transportes, como linhas de VLTs.

    Sebastião Mello fala em “enfrentar a crise no transporte público com uma nova gestão do setor: mudanças nas linhas, horários alternados, subsídio, privatização, saneamento financeiro, fusões e aquisições de empresas”.

    E Juliana Brizola passa ao largo da crise no transporte, mas é a única candidata a propor “obras viárias, dentro de um amplo plano de obras públicas”. Cita, também, a possibilidade de estudar a implantação de sistema de trens urbanos. Outro ponto importante no programa é a criação de redes de transporte inteligente, com o uso intensivo de tecnologia nos sistemas de transporte público.

    Todos os programas apontam o transporte hidroviário – no Guaíba – como uma opção a ser estudada pela gestão municipal, mas não oferecem detalhes sobre como desenvolver essa modalidade de transporte.
    Outro aspecto comum a todas as propostas envolve a dinamização de algumas áreas da região central de Porto Alegre, como o Quarto Distrito, permitindo a criação de habitação e empregos nessas áreas, o que pode contribuir para melhorar a mobilidade em toda a cidade.

    Por fim, a constatação de que nenhum dos programas trata explicitamente de políticas para a redução de acidentes e mortes no trânsito. Há apenas algumas citações de medidas de estímulo à mobilidade a pé e de melhorias na sinalização que apontariam para esse ponto frágil nas gestões de mobilidade em todo o país.

    Do site Mobilize

     

  • Projeto de lei que quebra patente para vacina universal contra covid ganha apoio

    Projeto de lei que quebra patente para vacina universal contra covid ganha apoio

    Enquanto evoluem os testes das vacinas contra Covid-19, a sociedade se mobiliza pelo seu acesso universal e gratuito no Brasil, pela aprovação do projeto de lei 1462/20, que quebra a patente temporariamente. Muda um artigo (71) da lei de propriedade industrial, de 1996, para permitir a produção e comercialização de um produto patenteado.

    Licença compulsória é o nome da suspensão temporária do direito a exclusividade normalmente garantido ao titular de uma patente, e a anormalidade da pandemia justifica esse mecanismo jurídico previsto na legislação e regulamentado pelo Executivo.

    A Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), que reúne mais de 250 delas no país, é uma das 35 entidades que assinam a Campanha Vacina para Todas e Todos, para pressionar a Câmara dos Deputados aprovar o projeto de lei apresentado em abril por oito parlamentares de diferentes partidos (Cidadania, DEM, PCdoB, Podemos, PSB, PSD, PSDB, PSL, PT e PTB).

    “A imunização de cada indivíduo é essencial para a coletividade”, lembra a Abong. A campanha acaba sendo também em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), que tem os mecanismos institucionais, jurídicos e econômicos capazes de garantir esse direito.

    A Abong defende também que seja garantida a articulação nas três esferas de governo, por meio do Conselho Nacional de Saúde (CNS), para o acompanhamento de todo o processo de testagem e validação das vacinas em território nacional, sua aprovação pela ANVISA, as políticas de aquisição, preços, quantidades e a definição dos protocolos e calendários de imunização da população brasileira.  

    “Tais medidas não podem sofrer influência de interesses político partidários, pois são questões de Estado, de segurança pública e sanitária, exigindo dos agentes públicos alto nível de compromisso com a cidadania e a vida da população”, afirma Mauri Cruz, da Diretoria Executiva da Abong.

    O projeto de lei quer suspender o efeito de patentes para toda tecnologia, insumos e tratamentos contra a Covid-19 e eventuais novas pandemias. Qualquer pessoa pode apoiar e pressionar parlamentares por meio de assinatura digital.

    O governo brasileiro já optou pela quebra de patente de medicamentos em 2001, quando liberou a licença compulsória de um componente do coquetel antiaids, depois de não conseguir negociar a redução do preço com o laboratório responsável por sua produção. O país conseguiu comprar a dose do medicamento genérico por US$ 0,43, enquanto a dose original custava US$ 15,90.

    A iniciativa foi elogiada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI).

    Qualquer pessoa pode aderir à Campanha Vacina para Todas e Todos, no site www.vacinaparatodas.redesolidaria.org.br.

  • Pesquisa: 52% dos funcionários de nível superior já receberam proposta de suborno

    Pesquisa: 52% dos funcionários de nível superior já receberam proposta de suborno

    “Já tentaram te corromper no contexto do serviço público?”

    Essa pergunta foi feita a uma amostra de 366 funcionários públicos de nível superior, da administração direta do governo do Rio Grande do Sul.

    Mais de metade (52,2%) respondeu que sim. Oferta de presentes (49%) e de propina (33%) foram as formas mais usadas nas tentativas de corrupção.

    “Lamentável”, resumiu o presidente do Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Poder Executivo, Antonio Carlos Medeiros, na apresentação da pesquisa nesta quarta-feira (28).

    Para ele, no entanto, a conclusão mais surpreendente está na segunda parte da pesquisa, que investiga “a probabilidade de engajamento dos funcionários em comportamentos antiéticos”.

    Os dados obtidos por perguntas indiretas revelam índices muito menores do que se pode imaginar. “A pesquisa mostra, de um lado, que é grande o assédio aos funcionários, mas mostra também que é muito baixa a tendência do servidor aceitar o suborno. São dados que rebatem a narrativa corrente de que há muita corrupção no serviço público”, disse Medeiros.

    A pesquisa inédita resulta de um convênio do Sintergs com o Curso de Pós Graduação em Psicologia, da PUCRS, que já tem um núcleo de pesquisadores trabalhando em temas relacionados à corrupção.

    Sob orientação do professor Ângelo Costa, foi desenvolvida como tese de mestrado pelo pesquisador Felipe Vilanova. Foi feita entre fevereiro e maio de 2020.

    O universo da pesquisa foi definido a partir do cadastro do Sintergs, que tem cerca de 5 mil filiados. Questionários foram remetidos via e-mail e watts e selecionados os que vieram com as respostas corretas e  completos. Metade dos que responderam tem funções de fiscalização de serviços, obras ou contratos.

    Os pesquisadores acreditam que os resultados espelham a realidade do  funcionalismo do Rio Grande do Sul, mas têm dúvidas se eles refletem o que ocorre no cenário nacional, pois não há pesquisas sobre isso.

    No que se refere às medidas tomadas pelo governo para combater a corrupção, 42% definiram como “ineficientes” e para 22% “nada mudou”.

    Em relação ao “engajamento em comportamentos corruptos”, a média entre os servidores foi de 1,67 – em uma escala de um a nove. O indicador é uma média das respostas para cinco perguntas da pesquisa.

    Em estudo realizado anteriormente pelo pesquisador com trabalhadores da iniciativa privada, a média foi de 2,29. Ou seja, a probabilidade de se envolver em corrupção é menor entre os servidores do que entre os funcionários de empresas privadas.

    “A pesquisa evidencia a baixíssima tendência à corrupção por parte dos servidores gaúchos, o que contrapõe as narrativas construídas contra o funcionalismo”, disse Antonio Augusto Medeiros, presidente do Sintergs.

    Segundo o pesquisador Felipe Vilanova, “a menor disposição à corrupção entre trabalhadores do serviço público se assemelha ao verificado na Dinamarca”.

    A percepção é reforçada pelo pesquisador em Psicologia Social Ângelo Brandelli Costa, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia e orientador do trabalho de Vilanova. “A população, em geral, tem imagem contrária, mas a verdade é que os servidores públicos parecem ter menor propensão à corrupção.”

    Sintergs lança cartilha 

    Com base nos resultados, os pesquisadores elaboraram uma cartilha lançada nesta quarta-feira (28/10), com diretrizes para combater a corrupção no serviço público.

    Com base nos dados, os pesquisadores propuseram cinco diretrizes:

    1 – Reduzir sensação de esgotamento nos funcionários, priorizando decisões que envolvem recursos financeiros ou licenças públicas no início do expediente;

    2 – Promover ambientes de cooperação;

    3 – Coibir práticas antiéticas;

    4 – Garantir que cargos de liderança sejam ocupados por quem distingue práticas legais de ilegais;

    5 – Garantir transparência, efetividade e segurança dos canais de denúncia.

    Perfil dos participantes da pesquisa

    366 pessoas, entre 28 e 86 anos, todos associados ao Sintergs

    91% se declararam brancos

    75,7% têm alguma crença espiritual ou religião

    65,5% estão na ativa

    63,4% são mulheres

    49,7% são da classe C

    48,1% desempenham atividade de fiscalização

    85,2% não têm filiação partidária

    file:///D:/Users/J%C3%81/Downloads/Cartilha%20Sintergs.pdf

     

  • Cais Mauá: governador revela intenção de vender parte da área para financiar revitalização

    Cais Mauá: governador revela intenção de vender parte da área para financiar revitalização

    O governador Eduardo Leite manifestou nesta segunda-feira  intenção de vender parte da área do Cais Mauá, para financiar a revitalização do espaço.

    A declaração de Leite foi feita após o anúncio da retirada do Cais Mauá da condição de poligonal,  permitindo que o Estado decida sobre o futuro da área sem qualquer interferência da União: “Parte daquele espaço será alienado para viabilizarmos os investimentos na área dos antigos armazéns que será concedida”, disse o governador.

    A revogação do decreto que definia a área do Porto Organizado de Porto Alegre, incluindo toda a infraestrutura portuária, foi autorizada na Portaria 155, publicada no Diário Oficial da União no último dia 20, e que entra em vigor na próxima segunda-feira (2/11).

    “A retirada da poligonal do porto é muito importante para que tenhamos maior disponibilidade da área e possamos estruturar um modelo de negócios que vai ser decisivo para o sucesso do que nós pretendemos para o futuro do Cais Mauá”, destacou o governador.

    A área de 180 hectares, com três quilômetros de extensão junto ao Guaíba está abandonada. Foi concedida a um consórcio privado em 2010, que pretendia implantar ali um projeto comercial de R$ 500 milhões, que não saiu do papel.

    Depois de muita controvérsia, o contrato foi rescindido em julho de 2019.

    O Estado permitiu a continuidade das obras já iniciadas por uma empresa terceirizada, com quem assinou pré-contrato em junho deste ano, de forma a “entregar espaços de entretenimento e serviços à população no menor tempo possível”.

    Paralelamente, o governo segue, através da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, com o processo de modelagem, por meio de acordo de cooperação técnica com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para definir a melhor forma de gestão e revitalização de todo o trecho do cais.

     

  • Lider dos Sem Terra no Paraná foi sequestrado e morto

    Lider dos Sem Terra no Paraná foi sequestrado e morto

    O corpo do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná, Ênio Pasqualin, foi encontrado na manhã deste domingo (25), nas proximidades do Assentamento Ireno Alves dos Santos, no município de Rio Bonito do Iguaçu, com sinais de execução.

    Pasqualin foi retirado de sua casa por sequestradores na noite anterior, segundo o próprio MST.

    Em nota, o movimento cobrou a investigação da execução e a prisão dos envolvidos, além de lamentar a morte de Pasqualin. “Tiraram a vida de um pai, de um marido, deixando suas duas filhas, o filho e a esposa com uma dor inexplicável.”

    O Brasil de Fato entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná para ter mais informações sobre o crime e as investigações, mas até a publicação desta notícia não houve resposta.

    O coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues, se posicionou nas redes sociais:

    Também nas redes sociais, a ex-presidenta Dilma Rousseff afirma que Pasqualin foi assassinado “justamente por lutar pelo direito do povo à dignidade de arrancar da terra seu sustento e construir um país melhor”. A petista também cobrou respostas do governo paranaense: “As autoridades têm o dever de esclarecer a morte deste bravo guerreiro e de punir os assassinos. Minha solidariedade à família.”

    A deputada federal e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, também se posicionou sobre o caso. Nas redes sociais, a parlamentar afirmou que há tempos “a violência no campo é realidade no Paraná”.

    “Com a eleição de Bolsonaro e Ratinho Jr as coisas só pioraram. As ameaças de despejo são frequentes na Justiça e contra a vida de militantes, por parte de fazendeiros. O governo do PR tem obrigação de manifestar sobre o crime, apurá-lo e garantir segurança aos militantes da Reforma Agrária”, defende Hoffman.

    Nas redes sociais, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Enio Verri, caracterizou o assassinato de Pasqualin como uma “marca dos latifundiários”. “O acintoso destemor do latifúndio é em razão da garantia, se não do estímulo, dos mandatários do Brasil e do Paraná.”

    Ênio Pasqualin iniciou sua militância no movimento em 1996, já em Rio Bonito do Iguaçu, onde fez parte de uma das maiores ocupações dos sem terra: cerca de três mil famílias ocuparam o latifúndio da Giacomet Marodin, atual madeireira Araupel, no dia 17 de abril daquele ano.

    Reforma Agrária

    “Ênio Pasqualin sempre foi um camponês aguerrido na luta”, ressalta a nota do MST. Em Rio Bonito do Iguaçu, Pasqualin fincou raízes junto com sua família e “continuou ajudando a construir a luta por Reforma Agrária”, ressalta o movimento.

    “Seja no âmbito da produção e na organização dos assentados quando foi Presidente da Central de Associações Comunitárias do Assentamento Ireno Alves dos Santos (Cacia) ou quando ajudou os filhos e filhas dos assentados e assentadas a se organizarem para continuar a luta pela terra na extensa área da Araupel”, afirma o MST.

    (Com informações do Brasil de Fato)