Blog

  • Morte de voluntário em teste para a Coronavac foi suicídio; Bolsonaro se precipitou

    Morte de voluntário em teste para a Coronavac foi suicídio; Bolsonaro se precipitou

    Foi suicídio a morte de um voluntário que participava dos testes da Coronavac e nada tem a ver com “reações adversas” à vacina.

    A informação foi divulgada pela TV Cultura, na tarde desta terça-feira.

    A TV cultura é uma fundação ligada ao governo de São Paulo, que também é responsável pelo Instituto Butantan, parceiro do laboratório Sinovac na produção da vacina.

    A causa mortis foi confirmada pelo laudo do Instituto Médico Legal (IML), segundo a emissora.

    A morte, ocorrida no dia 29 de outubro, fez a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interromper os testes.

    Após saber da suspensão dos testes, Bolsonaro comemorou, dizendo ter ‘ganho’ mais uma, referindo-se a João Dória, governador de SP, principal adversário do presidente para 2022.

    O laudo oficial deve ser divulgado pelo IML até o final da tarde desta terça-feira.

    “Nós não podemos dar detalhes, infelizmente,  mas é impossível que haja relação entre evento ( a morte do voluntário) com a vacina”, disse o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, em coletiva no fim da manhã.

    Covas e o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, evitaram falar em morte.

    Apenas o secretário-executivo do comitê de contenção do coronavírus de São Paulo, João Gabbardo, admitiu que o voluntário havia falecido, mesmo assim, sem especificar a causa, por “sigilo e questão de ética”.

    Os três questionaram a decisão da Anvisa de interromper os testes. Os documentos para a retomada dos estudos foram reenviados e a expectativa é que tudo volte ao normal nos próximos dias.

    “Morte, invalidez, anomalia… esta é a vacina que o Doria quer obrigar a todos os paulistanos tomá-la… Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, comemorou precipitadamente o presidente.

  • Manifesto de 400 líderes políticos de 46 países pede anulação de processos contra Lula

    Um manifesto internacional em solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está com o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), desde 2ª feira (9.nov.)

    O documento pede a anulação das sentenças contra Lula decorrentes da operação Lava Jato. Assinam a carta 400 lideranças estrangeiras de 46 países da América Latina, África e Europa.

    “Entendemos que o Estado de Direito, no Brasil ou em qualquer outro país, corre sérios riscos quando não há respeito ao devido processo legal, que garante a todos os cidadãos o direito a um processo justo e imparcial”.

    O texto pede aos Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal que “não se furtem à sua responsabilidade histórica para reparar as injustiças cometidas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

    Os signatários do manifesto citam as reportagens do The Intercept Brasil,  com base em conversas hackeadas e atribuídas ao ex-juiz Sergio Moro, ao ex-coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol e a outros procuradores.

    “Os fatos revelados pelo site The Intercept, difundidos em diversos outros meios de comunicação do Brasil e do mundo, evidenciam que regras fundamentais do devido processo legal foram reiteradamente violadas”, diz o texto.

    “A conduta do Sr. Sergio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça, bem como de outros membros das forças-tarefas da Lava Jato e do Ministério Público, deixa clara a existência de conluio em 1 processo altamente politizado. Também que foi negado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seu direito inalienável a um julgamento imparcial”, diz o documento.

    O manifesto cita “as notícias de que houve ingerência do FBI e do Departamento de Justiça do governo dos EUA com os procuradores da Lava-Jato” e diz que “é inaceitável que governos estrangeiros atuem sobre processos judiciais locais que agridem a soberania e escondem outras motivações políticas e econômicas.”

    Entre os signatários do documento estão: os ex-presidentes Rafael Correa (Equador), Ernesto Samper, (Colômbia) e Fernando Lugo (Paraguai); e os deputados António Felipe (Portugal), Gerardo Pisarello (Espanha) e Camila Vallejo (Chile).

    Além dos políticos, personalidades estrangeiras assinam o manifesto, como o escritor Adolfo Pérez Esquivel, argentino que já venceu o Prêmio Nobel da Paz.

    O documento coincide com  um ano da soltura de Lula, completados nesse domingo (8.nov.2020). O ex-presidente ficou preso por 580 dias,  na da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, por condenação no caso do tríplex do Guarujá.

    Além do caso do tríplex, a defesa do ex-presidente busca ainda busca a anulação da condenação no caso do sítio de Atibaia (SP). Nos 2 casos Lula responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

    Na semana passada, o ministro Edson Fachin, do STF, voltou a negar recurso dos advogados do ex-presidente pedindo a suspensão de julgamento na 5ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), adiado na 3ª feira (3.nov) pela 2ª vez. O ministro decidiu remeter ao plenário do STF a análise de habeas corpus do caso do tríplex.

    Além das condenações, o petista enfrenta uma denúncia da Lava Jato em Curitiba, uma ação na Justiça Federal do Paraná, 4 ações na Justiça Federal do Distrito Federal e uma na Justiça Federal de São Paulo.

    (Com informações do Poder 360)

  • Após TRE indeferir registro de vice, Fortunati pode abandonar disputa em Porto Alegre

    Após TRE indeferir registro de vice, Fortunati pode abandonar disputa em Porto Alegre

    A candidatura do ex-prefeito José Fortunati, atualmente no PTB, sofreu um grave revés nesta segunda-feira, 09/11. Em sessão plenária o Tribunal Regional Eleitoral, por unanimidade (6 a zero), indeferiu o registro de André Cecchini ao cargo de vice-prefeito pela coligação Porto Alegre Somos Todos Nós (PTB, PSC, PATRIOTA, PODEMOS).

    Os juízes entenderam pela ausência de demonstração de que o candidato estava filiado ao partido PATRIOTA na data limite para se candidatar por esta agremiação (4/4/2020).

    Assim, de acordo com a legislação, a chapa majoritária da coligação está com o registro da candidatura a vice-prefeito indeferida pelo Tribunal.

    A decisão é de 1ª instância e cabe recurso. Como não há mais tempo hábil para a nomeação de um novo vice, só resta a chapa concorrer sub judice, sendo que os votos recebidos no próximo domingo seriam anulados caso a coligação não reverta a decisão do TRE.

    O recurso movido pelo Ministério Público Eleitoral, que pede a impugnação da chapa Fortunatti-Cecchini, foi pedido pelo empresário e candidato a vereador pelo PRTB, Luiz Armando Oliveira, em 24 de outubro de 2020.

    A campanha de Fortunati informou que vai recorrer da decisão, mas, também, não está descartada a possibilidade do ex-prefeito abandonar a disputa. Nesse caso, já há negociações políticas para que Fortunati endosse a candidatura de Sebastião Melo.

    A eleição municipal ocorre no próximo domingo.

    Confira a nota oficial divulgada pela campanha:

    A Coligação Porto Alegre Somos Todos Nós (PTB – Patriota – Podemos – PSC) aguarda a publicação do acórdão para ajuizar recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mantendo a candidatura do Dr. André Cecchini como candidato a vice-prefeito na chapa de José Fortunati.

    O embasamento do recurso será o documento emitido pela própria Justiça Eleitoral comprovando que Cecchini é membro da Executiva de seu partido, um dirigente partidário com certidão emitida pela própria Justiça Eleitoral e aceita pela Receita Federal. Cerca de 85% dos recursos em ações como esta são revertidos pelo TSE.

    Confiamos que o TSE manterá a questão sob judice até reanálise da matéria, constatando que o Dr. André Cecchini está regularmente filiado ao seu partido – Patriota, dentro do prazo estabelecido por lei.

    Com o entendimento de que a filiação de Cecchini está plenamente regular, amparada inclusive na súmula 20 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ressaltamos que o andamento do processo em nada altera a situação da chapa e o curso da campanha prossegue normalmente. Temos segurança e a certeza de que a decisão desta segunda-feira, 9, será reformada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a justiça restabelecida.

    Everton Braz

    Presidente do Diretório Metropolitano do PTB

    Coordenador de Campanha da Coligação Porto Alegre Somos Todos Nós

  • Prefeitura lança edital para reforma do Viaduto dos Açorianos, com custo previsto de R$ 1,3 mi

    Prefeitura lança edital para reforma do Viaduto dos Açorianos, com custo previsto de R$ 1,3 mi

    A prefeitura de Porto Alegre publicou, no Diário Oficial desta segunda-feira, 9/11, a licitação para contratação de empresa ou consórcio executor da obra de recuperação estrutural do Viaduto dos Açorianos.

    Interditada desde maio, a construção passará por obras que tem previsão de investimento de R$ 1.344.493,88 e seis meses de prazo para execução, após a ordem de início, que deve ocorrer no começo de 2021.

    Localizado na Borges de Medeiros, sobre a Primeira Perimetral, no Centro Histórico, o viaduto construído em 1973 receberá serviços que envolvem a recuperação estrutural de pilares e vigas dos encontros, tratamentos de fissuras e rachaduras, reforço da viga longitudinal central, e a construção de lajes de transição.

    Serão substituídos ainda os aparelhos de apoio, as juntas de dilatação, os drenos de escoamento de água, além do tratamento da armadura e do concreto, limpeza e pintura, entre outros serviços.

    Grave dano estrutural

    A necessidade da realização da obra de recuperação do Viaduto dos Açorianos foi detectada, após vistoria técnica, realizada através de um programa de inspeções nos viadutos e pontes da Capital. Durante a vistoria, constatou-se um grave dano estrutural nos elementos do encontro sul da construção, o que resultou na sua interdição para o trânsito em 11 de maio.

    Foi então contratada uma empresa para execução do projeto de recuperação estrutural, que após vistorias, ao custo de R$ 84,5 mil, desenvolveu relatório confirmando as patologias previamente apontadas, além da necessidade de outras intervenções. Entre os problemas detectados estão o rompimento de vigas nos apoios dos dois encontros, e da junta de dilatação, o esgotamento da vida útil dos aparelhos de apoio, o entupimento dos drenos, entre outros que serão reparados pela obra.

  • Eleições 2020: Milícias diversificam negócios e consolidam base política

    Eleições 2020: Milícias diversificam negócios e consolidam base política

    Depois de dois ou três dias de manchetes aterradoras no início do mês, o tema das milícias foi substituído por um “balão de ensaio” do presidente, sobre privatizações de serviços do SUS.

    Em seguida veio a declaração sobre a “boiolice dos maranhenses” que tomam guaraná cor de rosa.

    Depois, a voragem do instantaneísmo remeteu o tema para as notas secundárias, os antigos “pés-de página”.

    Que diziam as manchetes aterradoras?

    Uma, com base em pesquisa, dizia que os bairros onde há operações milicianas já representam 57% do território do Rio de Janeiro.

    Outra, um estudo da Polícia Civil mostrando que a milícia trabalha para eleger candidatos em 14 municípios do Estado do Rio, além da capital.

    Um pesquisador disse que a milícia hoje está pulverizada mas trabalha para ter um comando único no Rio.

    O sociólogo José Claudio Alves, especialista em grupos paramilitares, chama atenção para a fusão da milícia com o tráfico que, no início, ela dizia combater, dando origem à “narcomilícia”, termo disseminado, segundo o sociólogo, pelos próprios policiais, como forma de descolar a imagem da estrutura policial da milícia.

    Neste sábado, 07, o G1 informou, em nota secundária, que comerciantes de vários bairros da Zona Norte do Rio estão reclamando de uma taxa extra que a milícia local está cobrando.

    Uma “caixinha de Natal”, para pagar o 13º dos “soldados” da milícia, entre eles o cobrador que recebe a contribuição mensal dos comerciantes.

    Eles dizem que de um mês para o outro, o boleto da milícia passou de R$ 75 para R$ 105.

    Moradores de Brás de Pina também deram depoimentos, com garantia de anonimato:

    “A gente já paga mensalidade e vão cobrar uma extra dizendo é caixa de Natal, o famoso 13º deles, né? Como se a gente tivesse contratado eles e tivesse obrigação de sustentar o Natal deles”.

    Comerciantes de Rocha Miranda também relatam a extorsão. Um deles disse ao G1: “Quem mora na região também não tem escolha. Eu moro numa comunidade aonde os milicianos prevalecem, dominam tudo aqui: gás, água, internet, TV a cabo. Eles que escolhem o que a gente pode colocar”.

    Na Zona Oeste, a polícia fez uma operação na sexta-feira (7) e estourou mais uma distribuidora de botijão de gás e uma central clandestina de TV a cabo e internet.

    Os investigadores descobriram que os milicianos expandiram os negócios para o mercado da beleza. Uma fábrica clandestina de cosméticos abastecia o comércio nos bairros de Santa Cruz e Guaratiba, sem nenhum controle de qualidade ou fiscalização.

    A operação também encontrou uma loja de roupas com produtos de grife falsificados e uma fábrica clandestina de gelo. Prendeu quinze suspeitos, a maioria soldados da milicia.

    Relatos de moradores da Zona Norte também denunciam o assédio das milicias: “Eu deixo aqui o meu relato e a minha indignação a respeito desse 13º salário dos milicianos que nós temos que pagar. O nosso já está difícil. Muita gente aqui não está trabalhando, está recebendo o auxílio emergencial, está em casa. E ainda tem que se preocupar com mais esse gasto, mais essa conta”.

    A polícia informa que já fez 14 operações este ano, prendeu 75 milicianos e que 17 suspeitos “morreram em confrontos”.

    Na sexta-feira, 6, agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, cumpriram dez mandados de busca e apreensão em localidades de Nova Iguaçu e Xerém, distrito de Duque de Caxias.

    Eles buscavam suspeitos do assassinato do candidato a vereador conhecido como Domingão, de 57 anos, morto a tiros no bairro do Cabuçu, em Nova Iguaçu, no dia 10 de outubro.

    Domingão era irmão do policial militar Andre Barbosa Cabral, vulgo Cabral, preso pela Polícia Civil em julho deste ano e líder da milícia mais antiga que atuava na região.

    O crime é atribuído ao grupo de Ecko que expande seus negócios para aquela região da Baixada Fluminense. Domingão foi o 23º candidato morto no Rio desde 2018.

    As investigações visam também candidatos apoiados pelas milícias, que barram concorrentes na região.

    Por enquanto, o noticiário relativo a grupos paramilitares clandestinos, as chamadas milícias, está focado no Rio de Janeiro. Mas o fenômeno, cujas dimensões recém estão sendo conhecidas, não se restringe ao Rio.

    Há registro de grupos milicianos em 12 Estados. Em Porto Alegre, uma operação há seis meses prendeu integrantes de um grupo que extorquia lojistas do centro. Comerciantes relatam que a cobrança foi retomada uma semana depois.

  • De olho no governo gaúcho, Onyx Lorenzoni enfrenta resistências no Planalto

    De olho no governo gaúcho, Onyx Lorenzoni enfrenta resistências no Planalto

    Começou a fritura do ministro Onyx Lorenzoni, “hoje isolado no Ministério da Cidadania”, conforme matéria do Globo desta segunda-feira.

    O jornal diz que Onyx, que já ocupou um dos cargos centrais do governo, a chefia da Casa Civil e que “mantinha agendas diárias com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto agora é recebido cada vez menos no gabinete presidencial”.

    Durante o mês de outubro, Onyx só esteve com Bolsonaro duas vezes, segundo os registros oficiais.

    “A aliados, o presidente não esconde a irritação com o trabalho do ministro. Reservadamente, Onyx é criticado por Bolsonaro por não entregar resultado e tocar a pasta de forma bem diferente que os elogiados Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, ou Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional”.

    O que incomoda Bolsonaro, segundo o jornal é o “interesse de Onyx em disputar o governo do Rio Grande do Sul em 2022”.

    “O presidente tem repetido a interlocutores que seu ministro só pensa na eleição, focado nas questões regionais, e deixa a desejar nas missões do governo federal”.

    Como “prova” das preocupações eleitorais de Onyx, o jornal mostra que sua pasta liberou este ano mais recursos ao Rio Grande do Sul, estado com 11,2 milhões de habitantes, do que para São Paulo, com 45 milhões. “Foram empenhados R$ 27,9 milhões ao estado do Sul ao longo deste ano ante R$ 25,4 milhões para São Paulo”.

    A tendência, segundo a reportagem, é que no ano que vem Onyx seja deslocado para outra função no governo, e a pasta fundida com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, comandada hoje por Damares Alves.

    A disposição de Onyx para disputar o governo gaúcho é evidente, mas no ninho governista ele já tem pelo menos dois concorrentes pesados: o senador Luiz Carlos Heinze e o vice-presidente, general Hamilton Mourão.

  • Passagem de ônibus baixa para R$ 4,55 a partir desta segunda-feira em Porto Alegre

    Passagem de ônibus baixa para R$ 4,55 a partir desta segunda-feira em Porto Alegre

    Na semana da eleição municipal, a passagem de ônibus em Porto Alegre será reduzida em R$ 0,15 a partir desta segunda-feira, 9/11. O valor passará de R$ 4,70 para R$ 4,55. A redução está publicada em edição extra do Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa).

    O Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu) aprovou por unanimidade a proposta na última sexta-feira, apesar de alguns conselheiros mostrarem incômodo com o fato da redução acontecer na última semana antes das eleições municipais. O presidente do Comtu, Jaires Maciel, ponderou que o benefício aos usuários foi decisivo para a unanimidade.

    Segundo a prefeitura, a medida foi possível devido à aprovação da lei que extinguiu a remuneração pelo custo do gerenciamento da Câmara de Compensação Tarifária (CCT), com alíquota de 3%. A extinção, votada somente em setembro, foi um dos projetos enviados à Câmara Municipal em 27 de janeiro de 2020, dentro de um pacote de propostas para reduzir o valor da passagem, afirma o executivo.

    O fim da remuneração do custo da CCT foi aprovado em 16 de setembro pelo Legislativo e a redação final chegou ao Executivo em 22 de outubro. A lei, que foi sancionada na quarta-feira, 4, tinha prazo final para manifestação do Executivo em 12 de novembro.

    Além da redução da tarifa do ônibus, também houve mudança no preço da passagem da lotação, de R$ 6,60 para R$ 6,40.

  • Bolsonaro apostou tudo em Trump. E agora?

    Bolsonaro apostou tudo em Trump. E agora?

    Não foi por falta de aviso. Ainda em março deste ano, quando Jair Bolsonaro visitou os Estados Unidos e assinou um acordo de cooperação na área de defesa, muitos foram os alertas.

    O governo considerou “histórico” o acordo que assinou e que permitiria ao Brasil “acesso a um fundo de quase 100 bilhões de dólares para pesquisa e desenvolvimento de projetos na área de defesa”.

    Diplomatas experientes, sem desconhecer a importância do acordo, chamaram atenção para o risco de um “alinhamento completo com Trump” num ano em que o presidente americano, enfrentando desgastes, tentaria a reeleição.

    O ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Roberto Ademar Abdenur, considerou um “grave erro” e definiu o encontro entre os dois presidentes como mais um “desdobramento da submissão” do Brasil ao “temário internacional de Donald  Trump, relativo a questões ambientais, conflitos do Oriente Médio, direitos humanos  e embargos econômicos a países não alinhados”.

    Bolsonaro foi aos Estados Unidos acompanhado de quatro ministros – Fernando Azevedo e Silva, da Defesa, Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e Augusto Heleno, do gabinete de Segurança, além do filho deputado Eduardo Bolsonaro.

    Numa entrevista, um repórter perguntou se, com a aproximação dos dois presidentes, o governo americano poderia desistir de impor novas tarifas a produtos brasileiros, principalmente ao aço e ao alumínio .”Eu não faço promessas”, respondeu Trump, secamente. E desviou o assunto:

    “Ele está fazendo um trabalho fantástico”, disse Trump segurando a mão de Bolsonaro, no jantar em Palm Beach, na Florida. “O Brasil o ama e os Estados Unidos também.”

    Abdenur disse na época que o presidente do Brasil ir ao Comando Sul das forças militares americanas  “foi excessivo” e representou outro sinal de submissão aos EUA. “Bolsonaro coloca o Brasil como força auxiliar dos EUA na região”, disse Abdenur, que foi embaixador durante o governo Lula (2004/2007) e criticou muito o que chamou “antiamericanismo do Itamarati”, na época.

    A visita de Bolsonaro às dependências da CIA durante a viagem foi outro erro, numa longa lista de “equívocos diplomáticos”, que começou com o “Eu te amo” de Bolsonaro dirigido a Trump na Assembleia Geral da ONU e culminou com a tentativa desastrada de fazer Carlos Bolsonaro embaixador nos Estados Unidos.

    Segundo o diplomata, o que Bolsonaro obteve foi uma aproximação com Trump, não com os EUA, cujo relacionamento ele vai ter que rever agora.

    O futuro das relações entre Brasil e Estados Unidos com Joe Biden na Casa Branca depende da capacidade do governo brasileiro de abandonar o apoio personalista a Donald Trump e adotar uma postura pragmática com o novo presidente americano, segundo especialistas ouvidos pelo G1.

    Bolsonaro não escondeu a torcida pela reeleição de Trump, de quem se considera “amigo”.  Biden já se manifestou sobre impor “consequências econômicas” ao Brasil caso o país não pare de “derrubar a floresta”. A fala do democrata foi interpretada pelo Planalto e por aliados bolsonaristas como um ataque à soberania nacional.
    “O  Brasil pagará o preço de Bolsonaro ter apostado abertamente em Donald Trump — e ter sido derrotado com ele”, diz o editorial do Globo neste domingo.

    “O próprio figurino ideológico do bolsonarismo enfrentará pressões”.

    “A Casa Branca de Biden se reaproximará dos aliados europeus tradicionais — como Alemanha e França — e, como anunciado, voltará ao Acordo do Clima de Paris, que Bolsonaro falou em abandonar em mais uma imitação de Trump”.

    “Liberdades democráticas, respeito aos direitos constitucionais, ao meio ambiente, defesa dos direitos humanos — temas relativizados, quando não desrespeitados pelo bolsonarismo — voltarão a servir de baliza para a diplomacia dos Estados Unidos.”

    “O Brasil sob Bolsonaro já havia perdido importância na cena global. Para resgatá-la, será mais necessário ainda o trabalho profissional na política externa, que de nada valerá se o Planalto não souber se adaptar ao novo equilíbrio mundial.”

     

  • América sai dividida da aventura trumpista; Bolsonaro perde seu modelo

    América sai dividida da aventura trumpista; Bolsonaro perde seu modelo

    A vitória do democrata  Joe Biden na  eleição americana, confirmada no início da tarde deste sábado, corta a escalada autoritária e irresponsável de Donald Trump na presidência da nação mais poderosa do mundo.

    A derrota, porém, não vai eliminar o trumpismo e suas ramificações fascistas e belicistas.

    Os norte-americanos saem dessa eleição irremediavelmente divididos, embora o novo presidente fale que sua prioridade é “unir o país”.

    Não é a divisão formal e histórica entre Republicanos e Democratas.

    São as várias divisões que fracionam a sociedade americana: a distância que se aprofunda entre pobres e ricos, o racismo que remexe em feridas históricas, na discriminação aos imigrantes, na exacerbação da violência policial, no estímulos aos grupos armados. Todos os conflitos que a “presidência profundamente divisiva” de Trump alimentou para sustentar seu projeto político-eleitoral.

    Para o Brasil, cujo governo se declarou num alinhamento total às políticas de Trump, a mudança nos Estados Unidos traz desafios, mas o desafio maior é para o presidente Jair Bolsonaro que desde o início se mirava em Trump como um espelho.

    Além de ter que realinhar suas atitudes na política externa,  o presidente fica sem a referência para suas atitudes mais chocantes.

    Biden tornou-se o 46º presidente,  exatamente 48 anos depois de ter sido eleito pela primeira vez para o Senado dos Estados Unidos.

    Aos 77 anos, Biden ganhou a presidência ao conquistar a Pensilvânia e seus 20 votos eleitorais. A vitória na Pensilvânia, anunciada às 11h25 no sábado com 99% dos votos contados, elevou a votação do colégio eleitoral de Biden para 284, superando os 270 necessários para ganhar a Casa Branca.

    Trump é o primeiro titular a perder a reeleição desde 1992, quando Bill Clinton derrotou George HW Bush.

    Trump se recusou a reconhecer a vitória de Biden e disse que  buscará a Justiça para contestar o resultado.

    “Os votos legais decidem quem é o presidente, não a mídia de notícias”, disse o presidente em um comunicado, enviado enquanto ele jogava golfe no Trump National Golf Club, na Virgínia.

    A vitória de Biden foi celebrada por milhões de americanos em todo o país como um repúdio a um presidente “que quebrou as normas democráticas e alimentou a divisão racial e cultural”.

    O resultado também marcou a ascensão histórica de Kamala Harris, que será a primeira mulher e a primeira mulher negra a servir como vice-presidente na história americana.

     

  • Decisão na Câmara sobre impeachment de Marchezan será depois do 1º turno da eleição

    Decisão na Câmara sobre impeachment de Marchezan será depois do 1º turno da eleição

    Com fortes críticas ao que chamou de “caráter eleitoral do processo”, e apontando que os vereadores querem apenas vingança, pois, na sua gestão “esquemas de corrupção foram desmanchados”, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, prestou depoimento na Comissão Processante que analisa seu pedido de impeachment na sexta-feira (6/11).

    Marchezan disputa a reeleição e não vai ver o processo terminar antes do 1º turno das eleições municipais, que irão ocorrer dia 15.

    O prefeito foi ouvido presencialmente no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal, praticamente sem público, por cerca de 2h30min. “O uso dos R$ 3 milhões nunca foram questionados. Essas verbas para comunicação da Secretaria de Saúde fazem parte da gestão de todos os prefeitos, governadores e presidentes. O Fundo Municipal de Saúde opera essas verbas desde a emenda constitucional nº 29, que vigora desde o ano 2000. Fomos um dos governos que menos investiram verba em publicidade. Durante dois anos de governo estivemos sem agência e, mesmo assim, acredito que o valor investido para as medidas de prevenção da pandemia ajudou a salvar vidas em Porto Alegre”, apontou o prefeito em sua defesa de que teria feito gastos irregulares com publicidade.

    Marchezan iniciou questionando o processo em meio a uma pandemia e em período eleitoral. O prefeito disse que estava extremamente desconfortável no Legislativo como réu e lembrou que era a sexta vez que a Câmara analisava pedidos de impeachment “descabidos e políticos contra ele, todos motivados por pessoas ligadas ao Partido Progressista (PP)”. Ele também criticou vereadores do MDB.

    Marchezan ainda demonstrou insatisfação com o fato de três das suas dez testemunhas indicadas pela defesa não terem sido ouvidas pela Comissão Processante, além de também o depoimento dos quatro autores do processo de impeachment.

    Sobre o futuro do processo de impeachment, o advogado do prefeito, Roger Fischer, explicou os próximos passos que pretende tomar: “Na verdade, o presidente da comissão já adiantou que não vai terminar o processo no prazo de 90 dias. Nós estamos pedindo a reconsideração por parte da Comissão Processante, para reconhecer esse prazo decadencial, porque não houve qualquer decisão judicial para fundamentar essa prorrogação. Estamos pedindo para o presidente que reconsidere essa questão e, se não reconsiderar, que ele já encaminhe para a Mesa Diretora para que o recurso seja apreciado pelo Plenário”.

    A sessão foi conduzida pelo presidente da comissão, vereador Hamilton Sossmeier (PTB), que, seguindo entendimento da procuradoria da casa, prorrogou o processo de impeachment que venceria no dia nove, próxima segunda-feira.

    Com oito decisões judiciais ao longo dos últimos três meses, as atividades foram paralisadas por 28 dias. A câmara entende que esse tempo pode ser recuperado.

    Candidato à reeleição, Marchezan tem agora o prazo de cinco dias para apresentar sua defesa escrita, e seus advogados devem ainda pedir na Justiça o fim do processo de cassação.

    Para que o prefeito tenha o mandato cassado e se torne inelegível por oito anos, serão necessários 24 dos 36 votos de vereadores. Com forte oposição e falta de diálogo, Marchezan pode amargar uma derrota pouco menos de dois meses do encerramento do seu primeiro mandato.