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  • Juízes para a Democracia divulgam nota em defesa da independência judicial

    A Associação dos Juízes Para a Democracia – AJD, por meio no núcleo José Paulo Bisol, do Rio Grande do Sul, vem reiterar seu compromisso em defesa da democracia, da liberdade de expressão e das responsabilidades a ela inerentes e da independência judicial. Defendemos a imprensa livre como elementar para a democracia, tanto quanto o exercício independente da jurisdição, por decisões fundamentadas, sujeitas a recursos na forma da lei e às instâncias recursais regulares, observados o devido processo legal e as garantias do contraditório e da ampla defesa, entre outras.

    É da essência dos julgamentos exarados pelo Poder Judiciário a passibilidade e, não raro, a necessidade, de serem contramajoritários e de contrariarem interesses das partes e de determinados grupos econômicos ou sociais. Por isso, repudiamos veementemente as distorções e insinuações em “matérias jornalísticas” com intuito explícito ou implícito de constranger o livre exercício da jurisdição, das funções do Poder Judiciário, notadamente em matéria criminal, em face de julgamentos fundamentados e proferidos de forma legítima e em tempo hábil, que não representem os interesses ou o pensamento do veículo de comunicação ou de determinada parte.

    A propósito da ordem de Habeas Corpus liminarmente concedida no caso da Boate Kiss, mais uma vez, verificou-se a desinformação grassar em certos setores da imprensa, em prejuízo da independência judicial e do tão essencial remédio constitucional do HC, que protege indistintamente o direito e a liberdade de ir e vir de qualquer pessoa, instrumento constitucional caro ao Estado Democrático de Direito, de origem em 1215 (Carta Magna João Sem Terra) e sedimentado na Constituição Federal de 1988, de corrente utilização na defesa jurídica de qualquer cidadão.

    Ainda, o Núcleo Bisol da AJD noticia que a associação deliberou por se habilitar como amicus curiae na Suspensão Liminar – SL 1504/RS – interposta pelo Ministério Público, em razão do Habeas Corpus nº 70085490795, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS, na qual o presidente do Supremo Tribunal Federal, Min. Luiz Fux, proferiu duas decisões cassando e vedando a concessão da ordem em favor dos pacientes. O expediente, instituído pelo famigerado AI-5, de 1968, não era utilizado desde que os ventos democráticos voltaram a soprar neste país. Por isso, entendemos que a decisão do presidente do STF se constitui em precedente grave e perigosíssimo, que pode levar ao aniquilamento do fundamental instrumento em favor da cidadania e da democracia, que é o instituto do Habeas Corpus.

    Por fim, reafirmamos a nossa atuação jurisdicional independente, firme e visando dar cumprimento a todos os direitos e garantias fundamentais instituídos na Constitucional de 1988.

  • Jornal que mais vende nas bancas não tem notícias nem leitores

    Jornal que mais vende nas bancas não tem notícias nem leitores

    Não há estatísticas, nem reportagens,  mas uma mudança intrigante está acontecendo nas antigas “bancas de jornal”, onde o que mais vende atualmente  são os fardos de papel jornal para o xixi dos pets.

    Imagina-se que os pets não se interessam por notícias, mas por alguma razão que os especialistas devem explicar, os bichinhos  se sentem mais à vontade nas folhas de jornal com sinais de impressão.

    Por isso, os fornecedores imprimem desenhos infantis em cada folha.  Um fardo com um quilo de papel pintado custa 12 reais.

    Nenhuma das principais bancas do centro de Porto Alegre vende menos que 15 pacotes por semana. Há pelo menos quatro grandes fornecedores, os dois maiores de São Paulo.

    Enquanto isso, no mundo dos jornais para humanos também acontecem novidades.

    Uma observação rápida nas principais bancas do centro revela uma demanda não atendida por notícias e reportagens impressas em papel.  A queixa geral entre os jornaleiros é que está faltando o produto.

    Segundo eles, a venda de impressos que já vinha em queda pela concorrência da internet, desabou  com a pandemia. Mas agora há um movimento ascendente e as empresas não estão atendendo a demanda.

    “Venderia o dobro de Zero Hora ou Diário Gaúcho, mas eles não atendem meus pedidos”, disse o dono de uma banca junto ao Viaduto Otávio Rocha.

     

     

     

  • Condominio na Fazenda Arado: todas as emendas da oposição foram rejeitadas

    Condominio na Fazenda Arado: todas as emendas da oposição foram rejeitadas

    Foto: Ederson Nunes/CMPA)

    A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, em sessão extraordinária na  segunda-feira (20/12), o projeto que viabiliza a instalação do empreendimento “Fazenda Arado Velho” na Região Sul de Porto Alegre.

    O projeto do Executivo altera o regime urbanístico daquela área no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA) e estabelece contrapartidas do empreendimento para fins de parcelamento de solo.

    Foram 24 votos favoráveis e 12 contrários à proposta. Apenas uma das nove emendas foi aprovada, além da Mensagem Retificativa do prefeito ao projeto.

    Além de redefinir o regime urbanístico, a proposta altera limites, exclui e renomeia subunidades constantes na Lei Complementar nº 434, de 1° de dezembro de 1999, que estabeleceu o PPDUA e revoga a Lei Complementar nº 780, de 20 de novembro de 2015.

    Contrapartidas

    Os empreendedores serão responsáveis, a título de contrapartida, por:

    • Elaboração de projeto urbanístico de qualificação da Orla do Guaíba em Belém Novo, da Praça Camping do Veludo até a Praça Inácio Martins da Silva;
    • Doação antecipada, ao Departamento Municipal de Águas e Esgotos (Dmae), de lote destinado à instalação de Estação de Tratamento de Água (ETA);
    • Qualificação das Unidades de Saúde Belém Novo, na rua Florência Faria 195, e Paulo Viáro I e II, na Estrada do Lami 4288, todas as intervenções e equipamentos com manutenção garantida por cinco anos a contar da data de recebimento pelo município.

    Mensagem retificativa

    Foi aprovada com 21 votos favoráveis e 11 contrários a Mensagem Retificativa enviada pelo governo municipal que corrigia um erro de digitação do projeto, adequando a redação da proposta.

    Emendas

    Emenda 1, de autoria do vereador Airto Ferronato (PSB), foi rejeitada com 21 votos contrários e 12 favoráveis.

    Ela determinava a preservação da área pública junto à Orla, com largura mínima de 60 metros, com acesso universal à população, não podendo ser efetuado aterro no Guaíba.

    Emenda 2, de autoria da Bancada de Oposição, foi rejeitada por 22 votos a 12.

    Condicionava o projeto à realização de estudos socioambientais para o licenciamento da área em sua completude, assim como das subunidades descritas no presente diploma legal.

    Emenda 3, também da Bancada de Oposição, foi rejeitada por 23 a 11.

    A emenda determinava que a entrada em vigor da Lei Complementar estaria condicionada à ratificação da alteração do regime urbanístico ora tratado na revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA) de Porto Alegre.

    Emenda 4, de autoria do vereador Aldacir Oliboni (PT), foi rejeitada por 12 votos a 22.

    Ela inseria, no rol de contrapartidas, a construção e manutenção por, pelo menos, 10 anos, de infraestrutura de lazer e cultura para a comunidade local na orla de Belém Novo contendo, no mínimo, áreas com chuveiros, banheiros, churrasqueiras, Wi-Fi livre e palco para apresentações culturais, entre outros equipamentos;

    Obrigava que pelo menos 50% dos trabalhadores que realizarão a construção e manutenção das obras sejam residentes nos bairros da zona sul de Porto Alegre e garantia o acesso público à orla, vedando a cobrança de quaisquer taxas, ingressos ou assemelhados, bem como o impedimento de acesso da população em toda sua extensão.

    Emenda 5, também do vereador Aldacir Oliboni (PT), foi rejeitada por 21 votos contrários e 11 favoráveis.

    A emenda condicionava os efeitos da Lei à aprovação da população residente nos bairros afetados mediante consulta plebiscitária.

    Emenda 6, da Bancada do PSOL, foi rejeitada por 21 votos a 12.

    Ela destacava que o empreendedor da Fazenda do Arado seria responsável pelos danos ambientais de qualquer natureza ocorridos na área. As ações que se originassem na área da Fazenda do Arado e que apresentassem consequências danosas em regiões vizinhas seriam de responsabilidade e suportadas pelo empreendedor adquirente da Fazenda do Arado.

    Emenda 7, também da Bancada do PSOL, foi rejeitada com 23 votos contrários e 10 favoráveis. A emenda atrelava a liberação para a execução do empreendimento na Fazenda do Arado à oitiva “efetiva, real e de boa-fé” das comunidades indígenas que ocupam a região.

    Emenda 8, das vereadoras Bruna Rodrigues e Daiana Santos, ambas do PCdoB, foi rejeitada com 21 votos contrários e 10 favoráveis.

    Ela definia a elaboração de iniciativas de preservação do patrimônio e da memória cultural e histórica da área, com garantia de acesso gratuito ao público.

    Emenda 9, da vereadora Cláudia Araújo (PSD), foi aprovada em votação simbólica.

    Ela coloca como contrapartida ao empreendimento a reforma e ampliação da estrutura física existente das Unidades de Saúde do Belém Novo, situada na Rua Florêncio Faria, 195, e Paulo Viaro I e II, situada na Estrada do Lami, 4288, ambas identificadas no Perímetro de Interface.

    Fonte: Assessoria de Imprensa CMPA

    TextoElisandra Borba (reg. prof. 15448)
    EdiçãoCarlos Scomazzon (reg. prof. 7400)

  • Câmara aprova regime especial para viabilizar condomínio na Fazenda do Arado

    Câmara aprova regime especial para viabilizar condomínio na Fazenda do Arado

    Na manhã desta segunda feira, 20 de dezembro, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou  o Projeto de Lei Complementar do Executivo nº 024/21, que “altera o regime urbanístico para fins de parcelamento de solo da área da Fazenda Arado Velho, na região Sul da Capital”.

    Foram 24 votos favoráveis, em sessão extraordinária.

    Hoje o Plano Diretor permite 1.323 unidades na área. Com a mudança, será possível construir até 2.353  casas em condomínio fechado.

    Vai aumentar em 50% a população do bairro Belém Novo, segundo o movimento de moradores, que há uma década questiona o projeto.

    A área em questão compreende 426 hectares  que pertenciam a Breno Caldas, antigo dono do Correio do Povo, um dos homens mais ricos  do Brasil, que faliu em 1984. Ainda resta a casa senhorial  onde  o velho Caldas, falecido em 1989, viveu seus últimos dias.

    Metade da área é zona rural (agora torna-se urbana) e metade APAN (Area de Preservação do Ambiente Natural),  que abriga enorme diversidade de  animais e plantas e mananciais de água.

    A denúncia que fazem os moradores organizados no movimento “Preserva Arado” é que uma urbanização intensiva vai destruir esse patrimônio ambiental, com impacto até no clima local.

    O projeto, de autoria do Executivo, agora voltou para sanção do prefeito Sebastião Melo,  e sua aprovação, aparentemente, encerra uma polêmica de mais de dez anos, desde que foi apresentado o projeto de condomínio fechado da Arado Empreendimentos, uma “sociedade anônima fechada” presidida por Iboty Ioschpe.

    Uma boa análise do caso, assinada  por três engenheiros ambientais está aqui: https://coletivoambientecritico.wordpress.com/2021/06/24/o-custo-arado/

    Estamos aguardando um contato com  a Arado Empreendimentos.

    Outros projetos na região de Belém Novo (fonte: Preserva Arado)

  • Edegar Pretto, candidato : “Lula voltará e o Rio Grande não vai ficar para trás”

    Edegar Pretto, candidato : “Lula voltará e o Rio Grande não vai ficar para trás”

    A candidatura do deputado Edegar Pretto, ao governo do Rio Grande do Sul, pelo Partido dos Trabalhadores, já estava na rua.

    Desde setembro, ele percorre o Estado como pré-candidato, conversando com as correntes do PT e de outros partidos, lideranças municipais, universidades, reitores e professores..

    Neste sábado, 18, seu nome foi oficializado na Conferência Estadual do Partido dos Trabalhadores, em Porto Alegre.

    “Esta é a maior missão da minha vida e o tamanho da minha responsabilidade é imenso. Eu estou com a coragem de um leão”, disse o candidato.

    Pretto tem 50 anos. Foi eleito pela primeira vez deputado estadual em 2010, com 69.233 votos. O mais votado da bancada do PT. Em 2014 foi reeleito com 73.122 votos, e pela segunda vez o deputado mais votado do PT.

    Em 2017 foi presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul[1].

    Sua intenção como candidato é formar uma frente mais ampla possível , “um palanque potente” para Lula no segundo turno e, no embalo, chegar ao Piratini.

    “Lula vai voltar, e o Rio Grande do Sul não vai ficar para trás”, disse ele nesta entrevista ao JÁ:.

    O déficit público, gasto maior que a receitas dos impostos, tem sido o maior desafio dos governadores gaúchos. O governador Eduardo Leite conseguiu um equilíbrio que é frágil e depende totalmente do governo federal para se manter. Como o sr. vai enfrentar essa questão?

    – Essa situação de crise financeira já dura mais de 50 anos no Rio Grande do Sul. Nós tivemos duas experiências, com o governo Olívio Dutra e, depois, com o Tarso Genro. Em vez de priorizar os cortes e o arrocho, o que se fez foi apostar nos setores produtivos capazes da fazer a economia reagir. O governador Tarso Genro, que acompanhei como líder da bancada, repetia sempre: “Não temos o direito de ficar chorando pelos cantos, colocando a  culpa nos que vieram antes…temos que enfrentar e propor soluções novas. Assim foi feito, com a utilização das estruturas do estado, do Banrisul, os bancos públicos para apoiar os setores produtivos, as micro e pequenas empresas, a agricultura familiar, grande responsável pela produção de alimentos, mas também a nossa indústria que produz para o mercado interno, setores que geram empregos e distribuem a renda.

    O governo financiou esses setores…

    Quando o Tarso assumiu a carteira de crédito do Banrisul era de R$ 17 bilhões, quando terminou  governo era mais de R$ 30 bilhões. Recursos direcionados para financiar o que era importante, os setores que mais precisam e que mais rapidamente reagem a estímulos. Hoje o governo se conforma com essa situação de mandar para fora: madeira, boi vivo e soja. Não pagam imposto, deixam um rastro de degradação ambiental e o dinheiro vai parar no bolso de poucos. De agosto a agosto deste ano, meio milhão de trabalhadores perderam o emprego, 25% das pequenas e micro empresas fecharam as portas. O governo está de braços cruzados diante dessas questões.

    A agricultura familiar…

    A falta de apoio à agricultura familiar aumenta a concentração da terra, aumenta a pressão sobre as cidades. Com a ausência de políticas públicas, o pequeno agricultor vê que é mais fácil migrar para a cidade, vender ou arrendar sua terra. Resultado: produção de feijão caiu 40%, em cinco anos, mais de 50 mil famílias deixaram a produção de leite.

    A soja…

    A única lavoura que aumenta exponencialmente é a da soja, que vai quase toda para alimentar os porcos na China. Daí resulta que temos a cesta básica mais cara do país: R$ 673 uma cesta básica, porque a comida vem de fora…e a única política do governo é a austeridade, para os pobres.

    De onde virão os recursos para investir nestes setores?

    Esses setores respondem rapidamente aos investimentos. Se o governo colocar R$ 50 milhões num fundo para garantir financiamentos a pequenas e micro empresas, a juro zero por três anos, ele pode alavancar R$ 1 bilhão para estimular os negócios.

    E o fenômeno da desindustrialização. Já tivemos 20 fábricas de óleo de soja no Estado, hoje toda a soja é exportada em grão…

    A desindustrialização é um fenômeno nacional. Nosso programa, que estamos começando a organizar, terá que estar alinhado com o do Lula. Temos nossas peculiaridades, uma cultura industrial mas temos que nos inserir num plano nacional.

    E a eleição, qual é a expectativa?

    Este é um estado em que o Bolsonaro tem força. Nossa ideia é compor uma frente mais ampla possível com partidos progressistas…Todos os partidos inconformados com esse desgoverno, estamos fazendo conversas com todos. Mesmo com os que já têm candidato, no campo democrático, estamos conversando para construir uma frente o mais ampla possível no segundo turno.

    O PSB tem candidato…

    Sim, Beto Albuquerque é pré candidato, respeitamos é legitima a candidatura. Nem por isso deixamos de manifestar o nosso desejo de compor. Assim com o PDT, o PSOL, o PC do B,

    E a Manoela, pode ser a vice?

    Com a  Manoela temos conversado muito…nosso convite é permanente, já abrimos mão da cabeça de chapa e fui responsável por ela ser nossa candidata…ela é companheira fundamental. Vamos aguardar o calendário deles…

    Qual é o principal trunfo do PT nesta eleição?

    Nós temos um legado, governamos duas vezes o Estado, quatro vezes Porto Alegre, muitas cidades do interior. Nossa força popular não é pequena… Lula voltará e o Rio Grande não vai ficar para trás…

  • Dose de reforço da Janssen estará disponível nesta segunda para vacinados até oito de julho

    A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) irá ampliar novamente o público apto a receber a dose de reforço da Janssen. A partir desta segunda-feira, 20, poderão receber o imunizante todas as pessoas vacinadas com Janssen até oito de julho. A vacinação irá ocorrer em oito unidades de saúde (veja os locais e horários abaixo) e no Shopping João Pessoa.

    O anúncio de novo cronograma, com a ampliação para mais públicos, dependerá da avaliação da quantidade de doses em estoque nesta segunda.

    De acordo com o Ministério da Saúde, quem tomou a vacina da Janssen deve tomar a segunda dose do mesmo imunizante em um intervalo de dois a seis meses após a primeira dose. Gestantes e puérperas vacinadas com Janssen devem completar o esquema vacinal com a Pfizer/BioNTech, no mesmo intervalo. Para receber a dose de reforço, é preciso levar documento de identidade e carteira de vacinação com o registro da primeira aplicação da Janssen.

    Locais e horários de aplicação da dose de reforço da Janssen:

    Unidades de saúde – das 8h às 17h: Álvaro Difini, Assis Brasil, Glória, IAPI, Santa Cecília e Santa Marta

    Unidades de saúde – das 8h às 21h: São Carlos e Tristeza

    Shopping João Pessoa – 9h às 17h

  • Novo aeroporto acumula dívida de €4,5 bilhões e ameaça insolvência em 2022

    Novo aeroporto acumula dívida de €4,5 bilhões e ameaça insolvência em 2022

     

    A sina do novo aeroporto de Berlim, capital da Alemanha, continua. Após a inauguração, em Outubro de 2020, o BER, um dos maiores da Europa, vive uma crise financeira e já está ameaçado de insolvência. Além da dívida de €4,5 bilhões pela demorada construção, iniciada em 2006 e concluída com uma década de atraso, o Berlin Brandenburg Airport sofre com a redução do número de passageiros devido às restrições de viagem, e todo o clima de medo frente ao vírus corona. Dos 30 milhões de passageiros esperados, apenas um terço desse total utilizou de fato as estruturas do aeroporto em 2021.

    Ainda que no próximo ano haja alguma melhora, ela não será suficiente para bancar as obrigações do aeroporto. Só em juros pela dívida são €200 milhões/ano. A saída barganhada pela FBB (Flughafengesellschaft Berlin-Brandenburg), administradora do aeroporto, é a rolagem de metade do débito original e a concessão de um novo crédito emergencial no valor de €900 milhões. 

    O governo do Distrito Federal tenta saber ainda qual o tamanho do buraco. “Como foi no passado, com o público sendo informado aos poucos sobre os prejuízos da construção, não pode continuar sendo”, diz Benjamin Raschke, líder do partido Verde (die Grünen), que é encarregado da questão. A chefe do aeroporto, Aletta von Massenbach já avisou: o BER não tem como pagar a parcela de €1,2 bilhão da dívida que vence em Fevereiro de 2022. Ou seja, sem nova ajuda o aeroporto recém-inaugurado ameaça falir.

  • Governo diz que projetos “são convergentes” e abre diálogo sobre Cais Mauá

    Governo diz que projetos “são convergentes” e abre diálogo sobre Cais Mauá

    “Os dois projetos são convergentes e nós estamos totalmente abertos para discutir os pontos de divergência e fazer o que todos querem – devolver o cais à cidade”.

    A declaração do representante do governo do Estado, Luciano Greve, causou surpresa na “Roda de Conversa”, promovida pelo coletivo POA Inquieta nesta quarta-feira, 15.

    Era uma discussão on line sobre o projeto, alternativo ao do governo do Estado, feito por uma equipe de professores da Ufrgs para devolver à população o Cais Mauá, o sítio histórico inaugural dos 250 anos de Porto Alegre.

    Ele explicou que à tarde conversou com o secretário Leonardo Busatto, da Secretária Extraordinária de Parcerias,  e foi autorizado a convidar os autores e defensores do projeto para uma discussão ampla das propostas para revitalizar o antigo porto, há duas décadas abandonado.

    Começou citando o ponto comum em ambos os projetos: a venda do terreno das docas (cerca de 2 hectares num todo de 18 hectares) para financiar a revitalização do restante.

    Na proposta dos professores da Ufrgs, os terrenos das docas seriam vendidos para edificações, mas com limitações de altura e ocupação.

    Seria um negócio de 85 milhões, suficiente para restaurar e equipar os armazéns  e entregá-los a atividades culturais sustentáveis, para  transformá-lo num “porto cultural”.

    No outro projeto em desenvolvimento por um consórcio de empresas para o governo do Estado, seriam permitidas torres de até 90 metros, para uso misto (residência e comércio).

    No restante do terreno, outras atividades comerciais e de serviços garantiriam a sustentabilidade de parte dos armazéns e outros bens preservados. No total, um negócio de R$ 1,3 bilhão, conforme a apresentação do Masterplan, recentemente.

    No total deste investimento estaria embutido o custo de um sistema de proteção contra enchentes para substituir parte do muro que separa o porto da cidade. A solução envolve um alto custo em equipamentos e manutenção.

    A divergência principal no entanto está na gestão.

    As diretrizes alinhadas pelos professores prevêem gestão pública e compartilhada com grupos  artísticos e organizações sociais que ocupariam todos os armazéns. Atividades comerciais e de serviços seriam complementares.

    O projeto do governo, formulado sob a égide do BNDES, trabalha com o princípio de uma gestão empresarial privada.

    A disposição manifestada pelo gestor do projeto na Secretaria do Planejamento, com o aval do secretário Leonardo Busatto, revela uma mudança de posição do governo estadual.

    Uma das queixas dos movimentos que apoiam o projeto da universidade era a falta de disposição para o diálogo.  “Dia 22 vai completar um ano que protocolamos um pedido de audiência com o governador”, disse Jacqueline Custódio, da Amacais e uma das líderes do movimento “Cais Cultural Já”.

    “Alegaram que não tínhamos proposta concreta para apresentar. Depois que o projeto foi apresentado, conseguimos marcar uma audiência com a Secretaria da Cultura para o dia 17. Hoje ela cancelou”.

    O primeiro sinal da mudança na posição do governo ocorreu numa reunião pela manhã, quando  representantes do consórcio de empresas que trabalha no projeto do governo se reuniram com os professores e defensores do projeto alternativo.

    A reunião ocorreu no CAF,  centro administrativo do Estado, na sala que o governador Eduardo Leite ocupa quando despacha lá.

    Juliano Greve, representando a Secretaria do Planejamento estava na reunião, mas saiu por um imprevisto e não chegou a se manifestar. À tarde, segundo relatou, conversou com Leonardo Busatto  e formularam a manifestação  na “Roda de Conversa” , às 18 horas.

    A decisão deve influenciar também o  posicionamento da Prefeitura de Porto Alegre. O prefeito Sebastião Melo ainda não deu resposta ao pedido de audiência dos autores e apoiadores.

  • Governo Bolsonaro é ruim ou péssimo para 55% dos eleitores, segundo pesquisa

    Governo Bolsonaro é ruim ou péssimo para 55% dos eleitores, segundo pesquisa

    Mais da metade ( 55%)  dos eleitores brasileiros consideram o governo Jair Bolsonaro ruim ou péssimo, segundo primeira pesquisa envolvendo todos os pré-candidatos à presidência da República em 2022.

    A pesquisa do Ipec divulgada nesta terça-feira (14) mostra o ex-presidente Lula (PT) com 48% das intenções de voto,  27 pontos percentuais à frente do presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida para a Presidência da República em 2022.

    Em ambos os cenários, Lula tem mais intenções de voto do que todos os outros possíveis candidatos somados.

    CENÁRIO 1
    Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 48%
    Jair Bolsonaro (PL) : 21%
    Sergio Moro (Podemos): 6%
    Ciro Gomes (PDT): 5%
    André Janones (AVANTE): 2%
    João Doria(PSDB): 2%
    Cabo Daciolo (PMN-Brasil 35): 1%
    Simone Tebet (MDB): 1%
    Alessandro Vieira (Cidadania): 0%
    Felipe d’Ávila (NOVO): 0%
    Leonardo Péricles (UP): 0%
    Rodrigo Pacheco (PSD): 0%
    Brancos / Nulos: 9%
    Não sabem / Não responderam: 5%

    CENÁRIO 2

    Lula: 49%
    Bolsonaro: 22%
    Sergio Moro: 8%
    Ciro Gomes: 5%
    João Doria: 3%
    Brancos/nulos: 9%
    Não sabe/não respondeu: 3%

    Os dados não podem ser comparados com pesquisas anteriores em virtude da mudança dos nomes testados.

    O levantamento do Ipec foi feito de 9 a 13 de dezembro e ouviu 2.002 pessoas em 144 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais e para menos. O nível de confiança é de 95%.

    O Ipec foi criado por ex-executivos do Ibope Inteligência após o seu encerramento. O novo instituto de pesquisa atua na área de consultoria e inteligência em pesquisas de mercado, opinião pública e política.

    Amostra de entrevistados

    Segundo o Ipec, as intenções de voto no ex-presidente Lula são mais expressivas entre:
    os que avaliam a administração de Jair Bolsonaro como ruim ou péssima (68%);
    aqueles que moram no Nordeste (63%);
    os que moram nas periferias das capitais (55%);
    os católicos (54%);

    Segundo o Ipec, as intenções de voto em Lula são maiores quanto menor a renda familiar mensal e a escolaridade dos entrevistados.

    O ex-presidente tem 32% entre quem tem renda familiar mensal acima de 5 salários mínimos e atinge 57% entre quem tem renda familiar até 1 salário mínimo.

    Atinge 40% entre os com nível superior e chega a 55% entre quem tem o ensino fundamental.

    O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, tem maiores intenções de voto entre:
    os que avaliam sua administração como ótimo ou boa (75%);
    os moradores da região Norte/Centro-Oeste (29%) e Sul (27%);
    os evangélicos (33%), estrato em que aparece tecnicamente empatado com Lula;

    O Ipec afirma que as menções ao presidente aumentam quanto maior a renda familiar mensal e escolaridade dos entrevistados.

    Passa de 14%, entre quem tem renda até 1 salário mínimo, para 30%, entre que tem renda acima de 5 salários. Tem ainda 18% das menções entre quem tem o ensino fundamental e atinge 25% entre os mais escolarizados.

    Sergio Moro se destaca entre os eleitores que residem na região Sul (11%).
    De acordo com o Ipec, os demais candidatos apresentam intenções de voto distribuídas de maneira homogênea nos segmentos analisados.

    Avaliação do governo Bolsonaro

    O Ipec também divulgou a avaliação do governo Bolsonaro e apontou os seguintes percentuais:
    Ótimo/bom: 19%
    Regular: 25%
    Ruim/péssimo: 55%
    Não sabe/não respondeu: 1%

    A pergunta feita pelo instituto foi “Na sua avaliação, o governo do presidente Jair Bolsonaro está sendo”, com as opções “ótimo”, “bom”, “regular”, “ruim” ou “péssimo”.
    Somados, os itens “ótimo” e “bom” correspondem ao percentual de aprovação da administração; e os itens “ruim” e péssimo”, ao de reprovação.

    Forma de governar

    Um dos aspectos pesquisados diz respeito à aprovação da maneira de governar do presidente. Nesse caso, a pergunta feita foi: “E o(a) senhor(a) aprova ou desaprova a maneira como o presidente Jair Bolsonaro está governando o Brasil?”

    Sobre este quesito, os resultados foram:
    Aprova: 27%
    Desaprova: 68%
    Não sabe ou não respondeu: 4%

    Confiança no presidente

    A pesquisa também fez a pergunta: “E o(a) senhor(a) confia ou não confia no presidente Jair Bolsonaro?” Os percentuais foram:
    Confia: 27%
    Não confia: 70%
    Não sabe/não respondeu: 3%

  • Inundações na Bahia: dez mortos, seis mil desabrigados e 50 municípios em emergência

    Inundações na Bahia: dez mortos, seis mil desabrigados e 50 municípios em emergência

    As chuvas fortes já deixaram pelo menos 10 mortos na Bahia, segundo o último balanço da Defesa Civil na segunda-feira (13). Mais de 15 mil pessoas estão desalojadas e mais de  6 mil desabrigadas.

    A população atingida chega a mais de 220 mil pessoas.

    Os temporais na última semana fizeram rios transbordarem, casas foram inundadas, e com estradas e pontes destruídas algumas cidades estão ilhadas e incomunicáveis.

    O governador da Bahia, Rui Costa, declarou situação de emergência em pelo menos 51 municípios. Já o governo federal reconheceu até agora o estado de emergência em 24 municípios baianos.

    De acordo com o Corpo de Bombeiros, os municípios mais afetados no extremo sul são: Eunápolis, Guaratinga, Itabela, Itanhém, Mucuri, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Teixeira de Freitas e Vereda, além de Jucuruçú, Medeiros Neto, Prado, Itamaraju, esses quatro últimos também concentram juntos o maior número de desabrigados 3.956. No sul do estado foram atingidas as cidades de Mascote, Itacaré, Itabuna, Ilhéus, Canavieiras, Camacan e Belmonte.

    Embora a chuva tenha diminuído significativamente e em muitas localidades as águas estejam baixando, a força-tarefa mobilizada pelo governo do estado para atendimento à população no extremo sul com equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, Grupamento Aéreo da Polícia Militar e a Defesa Civil do estado seguem atuando.

    Mais de 1,5 mil cestas básicas, além de roupas, água e itens de uso pessoal já foram distribuídos pelos grupamentos de bombeiros militares das cidades de Porto Seguro e Eunápolis. Os donativos foram recolhidos pela população e entregues com ajuda dos agentes.

    No domingo(12), o presidente Jair Bolsonaro sobrevoou as regiões afetadas acompanhado pelos ministros da Cidadania, João Roma; do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno; e da Saúde, Marcelo Queiroga.

    Ao todo, o Ministério do Desenvolvimento Regional  anunciou a liberação de R$ 5,8 milhões para os municípios de Eunápolis, Itamaraju, Jucuruçu, Ibicuí, Ruy Barbosa, Maragogipe e Itaberaba.

    O governo federal também autorizou o emprego de tropas do Exército no resgate e realocação de pessoas desabrigadas pelas enchentes e inundações.