Blog

  • IPTU em Porto Alegre: Quem paga até o dia 4 tem 8% de desconto

    Os contribuintes de Porto Alegre terão desconto de 8% no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no pagamento antecipado.

    O benefício será concedido aos contribuintes que fizerem a quitação até o dia 4 de janeiro, à vista. O calendário do IPTU 2022 também inclui a opção de parcelamento em 10 vezes, sem desconto, com vencimento da primeira parcela em 8 de março.

    As guias de pagamento já podem ser acessadas no site prefeitura.poa.br/iptu, permitindo, além do acesso ao documento, que os contribuintes vejam como foi calculado o imposto cobrado pelo poder público.

    As guias também estão sendo enviadas pelos Correios. Foram emitidas 701,6 mil guias.

  • Combate da pandemia: Sargento dá ultimato para suspensão de medidas

    Combate da pandemia: Sargento dá ultimato para suspensão de medidas

    O vídeo de um militar do Exército alemão na Bavária, lançado dia 29/12/2021 nas redes sociais, perturbou a festa de ano novo no país. Em pouco mais de um minuto, o homem em uniforme militar camuflado, identificado como sargento Oberauer, relata sua completa desolação frente à política do governo para o combate da pandemia. “Não posso mais me calar e fingir que não vejo o que está acontecendo”, desabafou o sub-oficial.

    Ele se refere à dura repressão da polícia, especialmente a civil, chamada por ele de “mercenários”, aos protestos que ocorrem quase diariamente pelo país desde o fim de Novembro. Os “Passeadores” (Spazierengänger), que demonstram sua inconformidade frente à política da pandemia em passeios noturnos por inúmeras cidades do país.

    O “Lockdown-light”, baixado em Novembro, assim como a agressiva campanha de vacinação, que promete ser obrigatória antes de março, são os principais motivos dos protestos. Para fazer valer a nova lei, inconstitucional, o governo usa, é claro, a polícia e a situação tem ficado cada vez mais violenta. Dezenas de policiais e centenas de manifestantes ficaram feridos nos protestos da Baviera e Saxônia na semana do Natal.

    Um Aviso

    “É chegada a hora de escolher de que lado estamos”, anuncia o Sargento no vídeo, citando inclusive um coronel e outros oficiais como parceiros na insubordinação. Com um ultimato, até as 16 hs. do dia de ano novo, Oberauer exige, entre outras coisas, a suspensão da obrigatoriedade da vacina entre os militares e outros grupos profissionais correlatos.  

    “Isso é um aviso. Já avisamos antes. Não repetiremos o aviso”, declarou o militar, convocando “todos os colegas, de todas as armas, e polícias” a defenderem a constituição e protegerem a população, em vez de atacá-la.

    O Ministério da Defesa da Alemanha abriu inquérito para apurar o vídeo. Segundo a mídia chapa branca, até o fim do dia a polícia do exército já havia prendido, pelo menos, o “suposto sargento”. A ministra, Christine Lambrecht (SPD) foi ao Twitter comentar o assunto: “O Bundeswehr precisa de pessoas reflexivas e justas que estejam firmemente comprometidas com nossa Constituição. Aqueles que não compartilham isso, não têm lugar em nosso Bundeswehr!”.

  • Nenhuma casa sem banheiro: governo apoia projeto dos arquitetos

    Governo do Estado investe R$ 700 mil na primeira etapa do Nenhuma Casa Sem Banheiro, um projeto do Conselho de Arquitetura e Urbanistmo (CAU).

    O governo do Estado, por meio da Secretaria de Obras e Habitação (SOP), firmou convênio, nesta terça-feira (28/12), com os primeiros municípios

    A proposta é atender famílias em vulnerabilidade social em regiões com maior déficit de saneamento no território gaúcho.

    Inicialmente, serão investidos cerca de R$ 700 mil na construção dos módulos sanitários.

    O Nenhuma Casa Sem Banheiro é um dos projetos estratégicos do governo do Estado na gestão 2019-2021. Cada prefeitura receberá, em média, R$ 80 mil para a construção dos banheiros, sendo que os valores têm origem no Fundo de Recursos Hídricos do Estado.

    A projeção é que cerca de 400 pessoas sejam beneficiadas nesta primeira etapa.

    Em pleno século 21 — lembra o secretário estadual de Obras e Habitação, José Stédile — quase 30 mil moradias urbanas gaúchas não contam com banheiros, conforme dados do IBGE. “O Nenhuma Casa Sem Banheiro” é mais um investimento do governo do Estado com foco no desenvolvimento social.

    É um programa que trará inúmeros benefícios à população, promovendo saúde, saneamento básico e qualidade de vida”, comemorou o titular da SOP, lembrando que o projeto terá continuidade no ano de 2022 quando está prevista a construção de 1.200 banheiros em todo o Estado.

    Os municípios contemplados nesta etapa (confira no final do texto) foram os primeiros a entregar a documentação necessária a ponto de celebrarem os convênios ainda em 2021.

    A iniciativa é liderada pelo departamento de Habitação da SOP (Dehab), havendo contrapartida das prefeituras.

    Os prefeitos foram unânimes ao destacar a relevância social da iniciativa e elogiaram a modalidade adotada pelo governo do Estado de repasse direto dos recursos às prefeituras.

    Segundo eles, a medida garantirá agilidade na execução dos serviços. “O que a população precisa são de pequenas ações que atendam a suas necessidades. Parabéns ao governo do Estado pela iniciativa fantástica”, refletiu o prefeito de São Sepé, João Luiz Vargas, que resumiu a fala dos presentes.

    O programa é desenvolvido em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RS), que realizará os projetos de adaptação dos banheiros para as residências nos municípios da Região Metropolitana. O conselho foi representado no ato pelo assessor de Relações Institucionais, Fausto Leiria e pelo chefe de gabinete Paulo Henrique Soares.

    Os convênios foram assinados pelos prefeitos Antuir Ricardo Pansera (Sananduva), Edson Luiz Rossato (Sertão), Edivilson Brum (Rio Pardo), Jairo Jorge (Canoas), João Luiz Vargas (São Sepé), Jarbas da Rosa (Venâncio Aires) e Velton Vicente Hahn (Pontão).

    A prefeitura de Santa Cruz do Sul foi representada pelo secretário municipal de Habitação, Valdir Bruxel. A prefeita de Cruz Alta, por sua vez, Paula Rubin Facco Librelotto, assinará o convênio nos próximos dias.

    A SOP também esteve representada pelo secretário-adjunto, Giovane Wickert e por integrantes do Dehab, liderados pelo diretor Edilson Marques. A atividade também reuniu secretários municipais de Habitação dos municípios contemplados.

    Municípios e valores repassados pelo governo do Estado

    Canoas – R$ 80 mil

    Cruz Alta – R$ 80 mil

    Pontão – R$ 72 mil

    Rio Pardo – R$ 80 mil

    Sananduva – R$ 80 mil

    Santa Cruz do Sul – R$ 80 mil

    São Sepé – R$ 80 mil

    Sertão – R$ 56 mil

    Venâncio Aires – R$ 80 mil

     

  • Como serão os nove anos sob o Regime de Recuperação Fiscal no Rio Grande do Sul

    Como serão os nove anos sob o Regime de Recuperação Fiscal no Rio Grande do Sul

    O Rio Grande do Sul encaminhou ao Tesouro Nacional seu pedido de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

    Se o pedido for aceito, o último ano de Eduardo Leite e os dois governos seguintes estarão  “engessados” por regras rígidas de corte de gastos e controle estreito das contas estaduais pela Secretaria do Tesouro nacional.

    É um “remédio amargo” com muitos efeitos colaterais.

    Trata-se de um contrato que o Rio Grande do Sul  busca assinar com a União, para renegociar a dívida com o Tesouro Federal, que se tornou impagável. A dívida total do Estado chega aos R$ 70 bilhões, mais de R$ 59 bilhões correspondem ao montante devido ao governo federal.

    Desde 2017, com base numa liminar, o governo gaúcho não paga as parcelas da dívida, que já acumulam mais de R$ 14 bilhões.

    Se a União aceitar o pedido de adesão (a decisão final será de Bolsonaro) os pagamentos atrasados serão “rolados” por mais 30 anos, o governo ganha tempo e retoma o pagamento em parcelas menores e o Estado recupera sua capacidade de receber financiamentos para resolver os outros passivos.

    O governador Eduardo Leite mencionou uma possível operação de crédito de US$ 500 milhões (cerca de R$ 3 bilhões), junto ao BID. para pagamentos em acordos diretos com credores de precatórios, que tem R$ 16 bilhões a receber.

    A adesão, no entanto,  tem contrapartidas.

    O que o governo do RS não pode fazer:

    1) Concessão de reajustes a servidores e empregados públicos e militares (exceto a revisão anual assegurada pela Constituição Federal e de casos envolvendo sentença judicial)

    2) Criação de cargo, emprego ou função e alteração de estrutura de carreira que impliquem mais despesa

    3) Admissão ou contratação de pessoal, ressalvadas as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa e de contratos temporários

    4) Realização de concurso público que não seja para reposição de quadros

    5) Criação ou majoração de auxílios, vantagens, bônus, abonos, verbas de representação ou benefícios de qualquer natureza a servidores e empregados públicos e de militares

    6) Concessão, prorrogação, renova­ção ou ampliação de incen­ti­vo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita

    7) Empenho ou contratação de despesas com publicidade e propaganda, exceto para as áreas de saúde, segurança, educação e outras de demonstrada utilidade pública

    8) Alteração de alíquotas ou bases de cálculo de tributos que implique redução da arrecadação

    Há quase cinco anos, desde que o governador Sartori não conseguiu  mais pagar a dívida, o Estado vem fazendo ajustes para se credenciar ao acordo com a União.

    O governo Eduardo Leite deu continuidade e aprofundou as reformas iniciadas por Sartori, para reduzir o déficit crônico das contas públicas.  Venceu uma resistência histórica na Assembleia Estatual ao obter autorização para privatizar o setor de energia (Companhia Estadual de Energia Elétrica, Companhia Riograndense de Mineração  e Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás).

    Visando o acordo, privatizou também a Corsan,  a estatal do saneamento.

    Em 30 de novembro, foi aprovado o  Teto de Gastos para as despesas do Estado, limitando o crescimento à inflação por dez anos. A medida era uma das imposições do governo federal para adesão ao RRF.

    Das exigências para ter acesso ao Regime de Recuperação Fiscal, só falta a privatização na área financeira,  que no caso do Rio Grande do Sul seria o Banrisul, o último dos bancos estaduais. O governador Eduardo Leite já declarou que considera “inevitável” a privatização do “banco dos gaúchos”

    Em seu relatório divulgado em setembro, a Comissão Especial  da Assembléia sobre a Crise Fiscal sugeriu que o governo do Estado não aderisse ao Regime de Recuperação Fiscal.

    Seria, segundo a conclusão, um caminho que exige enorme sacrifício, com precarização de serviços públicos e sem garantia de que vá resolver o desajuste financeiro.

    Essa dívida que o Estado está renegociando agora, de R$ 59 bilhões, resulta de uma renegociação feita em 1998, quanto o total devido chegava a R$ 26 bilhões (valores atualizados).

    Embora, desde então,  tenha pago todas as parcelas até a suspensão dos pagamentos em 2017,  essa dívida só cresceu.

     

     

     

     

  • Aumenta o número de pessoas sem teto na Alemanha

    Aumenta o número de pessoas sem teto na Alemanha

    Não existem estatísticas oficiais sobre quantas pessoas de fato moram nas ruas da Alemanha. Até o momento, organizações sociais e autarquias, que trabalham com os sem teto, se valem de estimativas por amostragem para determinar o total aproximado. 

    A última estimativa nesse sentido foi feita em 2018 pelo Coletivo de Trabalho e Associação Federal de Ajuda aos Sem Teto (Bundesarbeitsgemeinschaft Wohnungslosenhilfe e.V. – BAG W). Segundo esse cálculo, naquele ano viviam no país cerca de 680 mil pessoas sem domicílio oficial. Segundo a própria ONG, o número deve ter aumentado desde o início da pandemia, ultrapassando a marca de um milhão de pessoas.

    O número de pessoas vivendo em barracas por toda a Alemanha aumentou a olhos vistos desdo o início da pandemia (Paul Zinken/dpa)

    Há distinções importantes para compreender o fenômeno corretamente. Desse total estimado, pelo menos metade são refugiados. Um terço deles vive informalmente na casa de algum amigo, parceiro ou parente. Pouco mais de 70% das pessoas sem casa são homens, e aproximadamente 8% são menores de idade. Vivendo na rua mesmo, os assistentes sociais da BAG-W calculam entre 50 e 100 mil pessoas, dependendo da época do ano. 

    Ponta do iceberg

    Em nível continental, a Federação Européia das Organizações de Auxílio aos Sem Teto (FEANTSA) aponta para um aumento de 70% do número de pessoas desabrigadas nos países da UE durante a última década. A maior parte desse aumento se deve à migração de países do leste europeu e à contínua chegada de refugiados aos países da Europa Ocidental.

    Durante os meses mais frios do ano, até mesmo estacoes de metrô de bairros requintados da capital Berlim, como Charlottenburg, acabaram ocupados por barracas e sacos de dormir. (J.Ritter / dpa)

    “O processo de asilo pode levar até dois anos, e durante essa espera os refugiados são obrigados a viverem em alojamentos provisórios”, explica Freek Spinnewijn, diretor da FEANTSA. No caso dos migrantes do leste europeu, a dificuldade pode ser ainda maior. Pessoas vindas de países como Hungria, Bulgária ou Polônia, que não tiverem trabalhado pelo menos um ano dentro da UE, não têm direito a nenhum tipo de seguro social.

    “São pessoas que vão de um país a outro dentro da UE, em busca de estabilidade, ficando menos de um ano em um só local”, explica o assistente social, Johan Graßhoff. Atuando há oito anos junto aos sem teto na cidade portuária de Hamburgo, ele acredita que o dado oficial represente apenas “a ponta do iceberg”.

    Problema estrutural

    “Por trás dos sem teto escondem-se graves problemas estruturais da sociedade que, em momentos de crise como agora, ameaçam atingir muito mais gente do que se imagina”, acredita Graßhoff, citando a pesquisa feita pelo Ministério do Trabalho e Assuntos Sociais publicada em dezembro do ano passado. O relatório aponta que, após uma moratória inicial, o número de despejos no país explodiu devido aos efeitos da infindável política de Lockdown adotada pelo governo federal em Berlim.

    Quando a temperatura cai abaixo de zero, como às vésperas do Natal, associações de ajuda recolhem os sem teto das ruas para evitar a morte por hipotermia. (Tobias Hase /dpa)

    Outro fator relacionado a isso é a sistemática inflação do mercado de aluguéis. Só na Alemanha, o número de residências com caráter “social” e, por isso com um aluguel mais em conta, foi reduzido a menos da metade nos últimos 30 anos. Eram 300 mil em 1990 e hoje são pouco mais de 100 mil em todo o território alemão.

    A partir de 2022 o Escritório Federal de Estatística (Statistische Bundesamt) promete começar a acompanhar a questão e apresentar um cálculo oficial a respeito do número de sem tetos a cada ano. O problema é que o número será baseado apenas nos dados coletados junto aos abrigos públicos, deixando de lado a realidade das pessoas que não acessam esses locais.

  • Dez empresas disputam contrato de 66 milhões para coleta de lixo em Porto Alegre

    Dez empresas disputam contrato de 66 milhões para coleta de lixo em Porto Alegre

    Dez empresas entregaram proposta para assumir a coleta de resíduos sólidos urbanos (domiciliares e públicos) em Porto Alegr.

    São elas:

    -Urban Serviços e Transportes Ltda;

    -Consórcio POA+Limpa;

    -Consórcio Porto Alegre Limpa;

    -Locar Saneamento Ambiental Ltda;

    -Cootravipa (Cooperativa de Trabalho, Produção e Comercialização dos Trabalhadores Autônomos das Vilas de Porto Alegre);

    -Consórcio Porto Alegre Resíduos;

    -Sistemma Assessoria e Construções Ltda;

    -Consórcio Porto Limp;

    -Consórcio CK

    -Localix Serviços Ambientais Ltda.

    O primeiro passo é a análise da documentação e só os  interessados considerados habilitados terão suas propostas conhecidas.

    O tipo da licitação é concorrencial e vencerá quem oferecer o  menor preço global, com o valor máximo do contrato estipulado em R$ 66,8 milhões

    Há seis meses a coleta é feita pela empresa Litucera Limpeza Engenharia, em contrato emergencial. Ela assumiu em junho, quando uma greve de funcionários levou a rescisão do contrato com a B.A. Meio Ambiente, que era responsável pelo serviço.

    Após o término do contrato emergencial de seis meses, a prefeitura assinou novo contrato em caráter emergencial com a Litucera, no valor de R$ 28,9 milhões, a fim de assegurar a coleta de resíduos domiciliares enquanto a empresa definitiva não é escolhida.

    Com base nisso, a Litucera Limpeza Engenharia Ltda recorreu à Justiça tentando suspender a nova licitação, mas não teve seu pedido aceito. Uma representação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) pedindo a impugnação do edital, também não foi atendida, uma vez que o contrato possui uma cláusula que prevê a suspensão dos serviços quando a licitação da coleta regular estiver finalizada.

    A licitação prevê um contrato de cinco anos com a nova prestadora do serviço.

     

     

  • Governo conclui privatização da CEEE em fevereiro com venda de quinze hidrelétricas

    Governo conclui privatização da CEEE em fevereiro com venda de quinze hidrelétricas

    Está aberto o edital do leilão para venda da Companhia Estadual de Energia Elétrica-Geração (CEEE-G).

    Serão leiloadas 15 usinas: cinco hidrelétricas (UHEs), oito pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e duas centrais geradoras hidrelétricas (CGHs) com potência própria instalada de 909,9 MW, no total.

    Serão vendidas também as participações em projetos de terceiros, que totalizam outros 343,81 MW

    A sessão pública do leilão inicia às 14 h do dia 15 de fevereiro de 2022 com dos envelopes, na B3, em São Paulo.

    O valor mínimo das propostas será de R$ 1.253.737.766,08.

    A alienação do controle ocorrerá por meio da oferta de lote único das ações, representando 66,23% do capital social total.

    O segmento de geração de energia é o terceiro braço do Grupo CEEE a ser privatizado, após a realização do leilão de venda da CEEE Distribuição (CEEE-D), no final de março, e da CEEE Transmissão (CEEE-T), em julho deste ano.

    Histórico da privatização da CEEE

    A desestatização da companhia foi iniciada em janeiro de 2019, com a elaboração das propostas legislativas necessárias.

    Em maio do mesmo ano a Assembleia Legislativa aprovou a retirada da obrigatoriedade de plebiscito para a venda da empresa e, em julho, autorizou a privatização das empresas do Grupo CEEE.

    Para a elaboração dos estudos e da modelagem do projeto de privatização, o governo do Estado firmou contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A execução dos serviços foi feita pela empresa Ernst & Young Global e pelo consórcio Minuano Energia, composto pelas empresas Machado Meyer, Thymos Energia e Banco Genial.

    A CEEE-D foi comprada pelo Grupo Equatorial e a CPFL Energia assumiu do controle da CEEE-T.

    Sobre a CEEE-G

    A CEEE-G tem cinco usinas hidrelétricas (UHE), oito pequenas centrais hidrelétricas (PCH) e duas centrais geradoras hidrelétricas (CGH) com potência própria instalada de 909,9 MW.

    Outros 343,81 MW são oriundos de participação em projetos realizados por meio de consórcios ou sociedades de propósito específico (SPE), somando potência total de geração de 1.253,71 MW, sendo 1.145,97 MW instalados no Rio Grande do Sul.

    A energia produzida pelas usinas é destinada ao suprimento do Sistema Integrado Nacional (SIN) e os clientes são empresas de Distribuição e Consumidores Livres do mercado.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Natal ao relento: cidade dos moradores de rua estaria entre as 150 maiores do Brasil

    Natal ao relento: cidade dos moradores de rua estaria entre as 150 maiores do Brasil

    Se fossem reunidos num só lugar, eles formariam uma das 150 maiores cidades brasileiras.

    São os moradores de rua, ou as “pessoas em situação de rua” como quer o políticamente correto. Os brasileiros que passaram o Natal ao relento neste 25 de dezembro de 2021.

    O número real é incerto, no entanto. Não há um censo recente, as estatísticas são incompletas.

    No Cadastro Único, do Ministério das Cidade, constam 142 mil nesta situação em todo o  pais, dos quais 34 mil só em Paulo, que seria a mais populosa, se eles formassem um país.

    Na pesquisa mais abrangente e completa sobre o tema, o IPEA ( Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), chegou ao total de 220 mil  brasileiros que vivendo na rua,  em março de 2020.

    Seria, na hipótese de reuní-los, uma cidade maior do que  Criciúma (217 mil) Rio Grande (211 mil), Alvorada (211 mil), ou Passo Fundo (204 mil)

    O número atual, no entanto, é bem maior.

    Há uma percepção generalizada em todas as grandes cidades de que essa população aumentou bastante com a crise da pandemia. Chama atenção também o número crescente de mulheres, crianças e jovens, familias inteiras em muitos casos.

     

     

     

     

  • Telescópio de 10 bilhões de dólares será lançado no Natal para explorar as origens do universo

    Telescópio de 10 bilhões de dólares será lançado no Natal para explorar as origens do universo

    O telescópio James Webb, o maior e mais potente instrumento de observação já construído, será lançado ao espaço neste dia 25, para  explorar as origens do Universo.

    A decolagem será em “uma janela de lançamento que começa às 12h20min GMT,  e durará 32 minutos, segundo informou a Agência Espacial Europeia (ESA) nesta quarta-feira, 22.

    O telescópio gigante seguirá os passos do mítico Hubble, com a ambição de esclarecer duas perguntas essenciais: “De onde viemos?” e “Estamos sozinhos no universo?”.

    Concebido em 1989 e nomeado “JWST” (James Webb Space Telescope, em homenagem a um ex-diretor da Nasa), o telescópio foi desenvolvido em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Canadense (CSA).

    Seu projeto foi marcado por muitos problemas que adiaram o lançamento durante anos e que quadruplicaram os custos iniciais, que hoje chegam aos 10 bilhões de dólares.

    O aparelho foi fabricado nos Estados Unidos e seu lançamento acontecerá em Kourou, na Guiana Francesa, a bordo de um foguete Ariane 5.

    “Estamos muito emocionados, esperamos este momento há muito tempo”, declarou Pierre Ferruit, um dos cientistas encarregados do projeto do telescópio na agência ESA.

    Para Ferruit, assim como para muitos outros cientistas e engenheiros, esta missão representa uma conquista na carreira.

    A lista de espera para acessar os horários de observação cresce e a agência ESA já recebeu mais de 1.000 solicitações só para o primeiro ano de funcionamento.

    Para o cientista, isso mostra que “as questões pelas quais o ‘Webb’ foi concebido continuam sendo atuais, “30 anos depois”.

    Este “observatório generalista”, incomparável, tanto em tamanho e em complexidade, está equipado com um imenso espelho composto por 18 segmentos hexagonais. Seu diâmetro é de 6,5 metros, três vezes o do Hubble.

    O espelho é tão grande que precisou ser dobrado como um origami para ser colocado na nave que o levará ao espaço. Assim que chegar ao seu destino, a operação para colocá-lo na posição será extremamente delicada, já que seu guarda-sol é do tamanho de uma quadra de tênis.

    Este “gigante” será colocado na órbita do Sol, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, ultrapassando de longe o Hubble, situado a “apenas” 600 km do nosso planeta.

    A localização do Webb, conhecida como Lagrange 2, foi minuciosamente escolhida. Sua posição permite que “a Terra, o Sol e a Lua estejam situados do mesmo lado de seu guarda-sol, o que lhe permite permanecer na escuridão e sob um grande frio”, explica Pierre Ferruit.

    Deste modo, o telescópio ficará protegido de qualquer perturbação, condição indispensável para sua grande missão: rastrear o mundo invisível dos raios infravermelhos, um espectro ao qual o Hubble não tem acesso.

    A lista de espera para acessar os horários de observação cresce e a agência ESA já recebeu mais de 1.000 solicitações só para o primeiro ano de funcionamento.

    Para os cientistas, isso mostra que “as questões pelas quais o ‘Webb’ foi concebido continuam sendo atuais, “20 anos depois”.

    Este “observatório generalista”, incomparável, tanto em tamanho e em complexidade, está equipado com um imenso espelho composto por 18 segmentos hexagonais. Seu diâmetro é de 6,5 metros, três vezes o do Hubble.

    O espelho é tão grande que precisou ser dobrado como um origami para ser colocado na nave que o levará ao espaço. Assim que chegar ao seu destino, a operação para colocá-lo na posição será extremamente delicada, já que seu guarda-sol é do tamanho de uma quadra de tênis.

    Este “gigante” será colocado na órbita do Sol, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, ultrapassando de longe o Hubble, situado a “apenas” 600 km do nosso planeta.

    A localização do Webb, conhecida como Lagrange 2, foi minuciosamente escolhida. Sua posição permite que “a Terra, o Sol e a Lua estejam situados do mesmo lado de seu guarda-sol, o que lhe permite permanecer na escuridão e sob um grande frio”, explica Pierre Ferruit.

    Deste modo, o telescópio ficará protegido de qualquer perturbação, condição indispensável para sua grande missão: rastrear o mundo invisível dos raios infravermelhos, um espectro ao qual o Hubble não tem acesso.

  • Luís Heinze, candidato do PP: “Eu quero o apoio do Bolsonaro e ele já garantiu que vai me apoiar”

    Luís Heinze, candidato do PP: “Eu quero o apoio do Bolsonaro e ele já garantiu que vai me apoiar”

    Eleito senador com 2,3 milhões de votos,  em 2018, Luis Carlos Heinze trabalha intensa e ostensivamente por sua candidatura ao governo do Rio Grande do Sul, pelo Partido Progressista.

    Engenheiro agrônomo, de 71 anos, foi prefeito de São Borja e cinco vezes deputado federal. Destaca como sua principal característica a “capacidade de fazer acontecer” e diz que tem apoio garantido do presidente Bolsonaro.

    Sua carteira de candidato a governador  tem mais de 100 projetos de impacto. “Eu pego e resolvo, eu trabalho”, resume ele nesta entrevista ao JÁ.

    Há décadas o RS se debate com um déficit estrutural nas contas públicas. Como atacar isso?

    -O projeto que nós vamos apresentar, o Porto de Arroio do Sal, é a forma que eu quero demonstrar como se faz as coisas acontecerem aqui. É uma obra de mais de duzentos anos, começou com o Dom Pedro II, Deodoro da Fonseca, Presidente Getúlio Vargas… e eu resgato essa obra e apresentamos oficialmente na Fiergs: um segundo porto marítimo para o Rio Grande do Sul. São R$ 5 bilhões em investimentos, não é sonho e eu consegui resgatar…

    Como?

    -Comecei isso em julho de 2018 e agora eu estou como uma proposta entregue. Eu pego o assunto pra resolver. Dessa forma eu quero mostrar que consigo resolver situações críticas do Rio Grande do Sul e a infraestrutura é uma delas e aqui está um exemplo claro do que a gente pode fazer pelo Estado. Essa é a maneira… eu sei da dívida. O Eduardo Leite, além de ter recebido um repasse federal de R$ 2,5 bilhões ele também não pagou a dívida, pois ele tinha autorização pra não pagar, devido à uma lei que nós aprovamos no Congresso Nacional que os municípios e estados não pagassem as dívidas em função da pandemia e faz três anos que Dele não paga essa conta, está bem, isso ajudou o Estado mas essa conta se incorpora e alguém terá que pagar, essa conta é do Estado.

    O governador sinalliza um certo equilíbrio mas e o futuro?

    -Equilíbrio porque ele recebeu dinheiro federal, não pagou as dívidas e privatizou, ok. Mas o equilíbrio dele é esse. Se ele tivesse pago alguma prestação a situação não seria essa, como ele não pagou nenhuma prestação é lógico que ele ficou numa situação confortável.

    O governo Leite manteve uma  política semelhante à do governo Sartori, de cortes e privatizações. O senhor vai r pelo mesmo caminho?

    -O Sartori fez o certo eu faria a mesma coisa. O Eduardo veio na mesma linha fazendo o equilíbrio e eu vou seguir na mesma linha com relação ao que está acontecendo hoje. A diferença é fazer investimentos como eu estou mostrando hoje pra vocês, que é real, coisas que eu posso fazer, estou fazendo como senador e como governador vou fazer muito mais.

    Os investimentos diminuíram…o RS perdeu capacidade de atrair investimentos?

    -Tem que ir buscar e, se eu estou mostrando, é porque eu estou buscando. Nós vamos mostrar uma outra obra, uma dragagem na Lagoa Mirim… esta era de 1961. Como eu resgato essa obra em um ano e quatro meses? Eu pego e resolvo, eu trabalho. Como senador, com a minha assessoria, estou fazendo isso. Então você tem que buscar os investimentos que interessam paro Estado. Nós temos carência de energia. Tem uma empresa estrangeira que quer fazer três parque eólicos em Alegrete, Quaraí e Uruguaiana. São 1.500 megawatts, sete bilhões em investimento, estou trabalhando pra resolver isso. Eu pego e resolvo, na função de senador que eu tenho e com a liberdade que eu tenho de entrar nos Ministérios e tocar esses assuntos. Assim tem que fazer em qualquer projeto. Eu tenho uma lista de mais de cem projetos para o Estado. As coisas chegam na gente e eu pego pra resolver. Eu recebi uma demanda de concessionar o Parque de Aparados da Serra, já é uma realidade. Floresta Nacional de São Francisco de Paula, foi conce

    ssionado. E agora Floresta Nacional de Canela. Eu pego o assunto…é pra resolver. Só esses três parques tem investimento de R$ 400 milhões da iniciativa privada no Rio Grande do Sul, isso é turismo e desenvolvimento. Se chega isso pro senador Heinze eu acredito que vai chegar muito mais pro governador e eu vou resolver. A minha diferença é essa, eu pego e faço.

    Como veio a ideia dessa pré-candidatura?

    Eu já era pré-candidato em 2018… Por motivos internos me puxaram o tapete eu acabei não concorrendo e hoje voltei com o mesmo projeto. Conversei no partido e estamos trabalhando nesse assunto.

    O cenário político é mais favorável que há quatro anos?

    Eu tenho que enfrentar, se é favorável ou não… eu acho que posso ajudar. Tenho um mandato garantido… mas não é por isso. É porque eu posso ajudar, olhando para o meu retrospecto, eu vejo que posso ajudar

    E quais são os maiores problemas?

    O maior de todos os problemas é esse: fazer e acontecer…Nós já visitamos sete regiões do estado…O que nós estamos ouvindo de queixa na educação! Os piores índices são do Rio Grande do Sul. Então tem um foco importante que eu quero trabalhar: políticas continuadas para educação. Tem Estados que estão melhor que a gente e que fizeram isso, então, nós temos que fazer a mesma coisa.

    E a Saúde?

    Tenho recebido queixas na Saúde, por esse esquema que está sendo montado pelo governo. Agora mesmo estava na Assembleia e, na saída, o Jairo Jorge (prefeito de Canoas) me falou…Canoas está perdendo milhões, outros municípios também, então vamos rever essa posição que isso diz respeito diretamente aos municipios e aos hospitais que nós temos no Estado… Tem que olhar essa posição. A mesma coisa na Segurança…Tem que dar tranquilidade para a população, com a Brigada, Policia Civil e Susepe… políticas pra nossa população ficar segura. São esses os três pilares.

    O PP compõe o atual governo, ajuda o Leite a governar. O que vai ser diferente com o senhor no governo?

    O meu jeito de ser, as minha forma de trabalhar… Eu resolvo questões.

    São dois pré-candidatos aliados ao presidente Bolsonaro: o senhor e o ministro Onyx Lorenzoni. Como vai ser isso? E as alianças?

    Sou candidato, quero o apoio do Bolsonaro e ele já me disse que vai me dar esse apoio. Se o Onyx vier também, não tem problema . Serão dois palanques para o Bolsonaro. Esse é o primeiro ponto acertado. Segundo são as alianças… eu tenho uma vaga para vice e outra para o senado. Já conversamos com o Republicanos, com o PTB, com o PSC. Então já há conversas no sentido de buscar alianças, fortalecer o tempo de televisão, a nossa base aliada, mais prefeitos e deputados para nos fortalecer na campanha. Essas conversas estão acontecendo… Nós temos vaga para o senado, nós temos a Ana Amélia, que eu respeito muito, mas nós precisamos, fechar vice e senador… agregar mais gente. O partido não tem condições de uma chapa pura pra concorrer ao governo do Estado. As conversas estão acontecendo.

    Ser o candidato único do Bolsonaro seria melhor…

    Ele me ajuda e eu ajudo ele sem sombra de dúvida. Eu tenho mandato no Estado, o partido é muito forte no interior. O pessoal da agricultura, do comércio está nos apoiando. Eu estive em Bento Gonçalves, as pessoas apoiam o trabalho da gente. Eu tenho andado o Estado falando com os empresários de todas as áreas, levando a mensagem do nosso projeto.

    E a resposta?

    O pessoal tem se mostrado satisfeito, porque é alguém da iniciativa privada, como eu sou…Trabalho uma vida nessa área. Eu nunca fui empregado, sempre fui patrão, dono do meu nariz, das minhas coisas. Então eu acho que posso ajudar pela experiência de quem começou e chegou aonde eu cheguei.

    O senhor começa a nossa entrevista falando do Porto do Arroio do Sal. Esse será o seu grande projeto como governador?

    Esse é um projeto. Isso vai acontecer e ser inaugurado quando eu for governador, ponto. É um deles. Hoje tem várias propostas. Tem as hidrovias… o caso da lagoa Mirim. Estamos trabalhando Jacuí, Ibicuí, voltar esse sistema, diminui o custo de produção e possibilita ampliar a produção do Estado. O setor florestal é muito importante.Nós vamos apresentar para os Ministério da Agricultura e Meio ambiente um projeto sobre florestas, programa de peles e madeiras, além da CMPC…para a exportar para Europa, China e Japão. Aí você entra com Etanol, com hidrogênio, isso está na mão. Para pegar também crédito de carbono, é o momento. Nós apresentamos essa proposta e foi levada para COP26, empresários nos procuraram e fizemos esse pedido imediato junto ao governo. Aqui estou colocando coisas que são possíveis fazer.

    O Programa de Recuperação Fiscal, que o governo do Estado negocia com a União para resolver a questão da dívida, prevê privatizações nas áreas de energia, saneamento e financeira. A CEEE foi privatizada, a Corsan também… e o Banrisul o que o senhor vai fazer com ele?

    Isso tem que ser avaliado. Nós estamos olhando, eu vou examinar isso com calma. O banco dá lucro, mas tem olhar a posição quanto vale hoje quanto pode valer daqui dez anos. Essa questão de custo benefício e oportunidade é que nós vamos avaliar bem. Eu tenho alguém pra me orientar, não posso dizer vou privatizar tudo. Vou examinar essas situações, afinal eu tenho que equilibrar as contas do Estado. Na dívida do Estado, eu já comecei um trabalho com o Caiado (Ronaldo Caiado, governador de Goiás), com o Dória, de São Paulo, com o Ratinho do Paraná. Hoje São Paulo é o maior devedor, Minas é o segundo, depois vem Rio e depois Rio Grande do Sul. Goiás, Paraná também são devedores. Eu quero reunir governadores fortes para poder conversar com o próprio presidente a forma que a gente pode resolver esse impasse. Eu quero enfrentar esse problema, porque não pode hoje da forma que está o Estado não se viabiliza. Mesmo com as privatizações que podem ocorrer não pagam as contas que tem com a União que hoje está em R$70 bilhões.

    De que forma fazer isso?

    É fazer uma negociação diferente da que foi feita em anos anteriores.

    O Plano de recuperação nos termos em que está…

    É insuficiente, não paga. Isso asfixia o Estado, não deixa ele fazer nada. O governador conseguiu fazer porque recebeu R$ 2,5 bilhões do Governo Federal e não pagou nenhuma prestação e recebeu ativo. Tá bom, está comôdo, mas eu sei que em 2026 não vai ser assim.

    Mas pra essa negociação sair do seu jeito, o Bolsonaro tem que estar no governo…

    E quero estar com ele…

    O senhor já avaliou se for outro presidente, até mesmo de esquerda. O que muda?

    Eu prefiro que seja o Bolsonaro, pra mim fica mais fácil, mas se não for eu vou tratar com quem for. Essa dívida dos Estados.. eu tenho que ajudar outros governadores juntos. Não sei quem vai estar em São Paulo, Minas, Paraná… são estados que tem problemas, eu tenho que me alinhar com eles.  Quem deve, tem que se alinhar e fazer uma conversa com o governo.

    Tem algum movimento seu junto ao Bolsonaro agora?

    Não. Eu iniciei uma conversa com o Caiado, Dória e Ratinho e esse assunto não evoluiu. Agora, nessa condição (de governador) eu vou tratar desse assunto. Tem uma assessoria de vários procuradores estaduais que conhecem esse assunto e que vão me orientar sobre esse assunto. Eu já me reuni com esse pessoal.

    Indo para o cenário nacional nas eleições. Como o senhor avalia a reeleição do Bolsonaro,  as eleições serão diferentes de 2018?

    Hoje não está igual a quatro anos atrás. Era uma esperança de mudar, de colocar alguém contra o PT e ponto. O Alckmin não foi páreo pra ele. Hoje tem a posição do PSDB, que terá candidato, MDB que terá candidato, Cidadania que terá candidato, PT, PDT… o próprio Moro. São várias posições, diferente de quatro anos atrás. Falam em polarização, Lula e Bolsonaro, não sei se vai ficar bem assim.

    Não vai ser polarizado?

    O Lula é forte e é candidato, o Bolsonaro é forte e é candidato. Pode até ser… pode tambám aparecerem nomes novos, vamos ver como a população vai reagir.