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  • Lançada campanha para construção de Memorial às Vitimas da Kiss em Santa Maria

    Foi lançado oficialmente na manhã desta segunda-feira em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, a campanha de arrecadação para o Memorial às Vítimas da Kiss. Até 02 de outubro, pessoas físicas e jurídicas podem colaborar através da plataforma online Juntos.com.vc
    O projeto viabiliza a realização de um Concurso Público Nacional de Arquitetura que contemple todas as etapas (projeto arquitetônico, paisagístico, de estrutura e de instalações) para a construção do Memorial às Vítimas da Kiss. O espaço será construído na Rua dos Andradas, no local onde funcionava a casa noturna que incendiou em 27 de janeiro de 2013, ceifando 242 vidas e deixando mais de 600 feridos.
    Em seu pronunciamento, o presidente do IAB-RS, Rafael Pavan dos Passos, destacou que esta forma de concurso público para a elaboração de projetos arquitetônicos é utilizada em países da União Européia e recomendada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). “Queremos um projeto executado com segurança e dentro das diretrizes corretas, queremos um projeto exemplar, para que nunca mais se repita. O memorial de Santa Maria será fruto do primeiro projeto no Brasil a ser realizado a partir de financiamento coletivo, onde qualquer pessoa do mundo poderá contribuir”, explicou.
    Em carta aberta redigida pela AVTSM e lida por Áurea Flores, mãe de Luis Eduardo Viegas Flores, vítima da tragédia aos 24 anos, traduziu o sentimento dos pais e familiares em relação ao espaço que vai homenagear as vítimas da maior tragédia já registrada em solo gaúcho. “Nós agradecemos o apoio de todas as pessoas que estão conosco até hoje. Foi uma tragédia de grande repercussão. Por isso, queremos que o memorial sirva de alerta e seja um local de paz e reflexão, mostrando que a vida não pode servir de barganha. Este ato marca uma nova etapa na nossa difícil caminhada”, afirmou.
    O projeto para construção do Memorial às Vítimas da Kiss deverá passar pela aprovação da AVTSM, a partir de um seminário a ser realizado em Santa Maria, nos dias 1º e 02 de setembro. A campanha de financiamento coletivo segue aberta até 02 de outubro. No dia 29 de agosto, a proposta será lançada em Porto Alegre (horário e local a definir).
    SAIBA COMO CONTRIBUIR
    Pessoas físicas ou jurídicas podem doar utilizando a plataforma de financiamento coletivo disponível no site www.juntos.com.vc/memorialkiss, no período de 21 de agosto a 02 de outubro. Ao acessar a página, o doador deve clicar em “Apoiar este projeto” e escolher o valor desejado para a doação.
    Valor mínimo para pessoas físicas: R$ 50.
    Valor mínimo para empresas: R$ 1.000.
    *Para os familiares das vítimas haverá a possibilidade de doação de um valor diferenciado.
    METAS DA CAMPANHA
    Meta Mínima: R$ 250 mil – concurso completo, eventos, exposição, catálogo, premiações; Meta Intermediária: R$ 400 mil – honorários para o vencedor do concurso referentes ao projeto de arquitetura e paisagismo; Meta Final: R$ 500 mil – complementação dos honorários do vencedor para projetos complementares (estrutural, hidrossanitário, elétrico, luminotécnica, PPCI e outros).
    CRONOGRAMA
    21 de agosto: Lançamento em Santa Maria
    21 de agosto a 02 de outubro: Período de captação
    29 de agosto: Lançamento em Porto Alegre (local a definir)
    1º e 02 de setembro: Seminário
    15 de setembro: Divulgação dos resultados do seminário
    12 de outubro: Lançamento do Concurso Público Nacional
    27 de novembro: Prazo final para entrega das propostas
    15 de dezembro: Divulgação da proposta vencedora
    27 de janeiro de 2018: Assinatura do contrato e lançamento da pedra fundamental do Memorial

  • Gramado: documentário sobre ocupações é o melhor curta gaúcho

    Matheus Chaparini
    Fui a Gramado com dois objetivos. Cobrir o festival para o JÁ e assistir pela primeira vez o documentário Secundas, a convite do diretor Cacá Nazário.
    O filme mostra o movimento de ocupações escolares, desencadeado no Rio grande do Sul – e diversos outros estados – ao longo de 2016.
    Secundas traz o contexto das lutas dos estudantes, suas pautas, preocupações, relações. O movimento era sério, mas trazia a leveza e a graça da juventude. Nos atos, os estudantes gritam palavras de ordem, mas também cantam, dançam, riem, se abraçam. O documentário cria esta atmosfera, situa o espectador e culmina com a tensão e a violência do episódio da desocupação da Secretaria da Fazenda, em Porto Alegre.

    Os vencedores da premiação Mostra Assembleia Legislativa de Curtas Gaúchos / Cleiton Thiele / Pressphoto

    Contribui com o trabalho com um depoimento e algumas das imagens que registrei dentro do prédio da secretaria, quando cobria a manifestação dos jovens. Estava no mezanino, anotando à pouca luz as informações que estão nesta matéria, quando os apresentadores Roger Lerina e Marla Martins anunciaram o grande vencedor na noite.
    Cacá Nazário recebeu o prêmio das mãos do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edegar Pretto. Subiu ao palco acompanhado do montador do filme, Matheus Piccoli e de um discurso forte. Disse que os estudantes “foram reprimidos pelo governo Sartori que está demitindo sem motivo servidores das fundações. Essa corja toda que está aí em nível estadual e federal e que derrubou uma presidenta eleita para botar uma quadrilha.”
    O próximo projeto é um longa metragem de ficção, baseado na personagem de uma das estudantes retratadas no documentário.
    O diretor defendeu a coragem dos estudantes em se manifestarem em defesa de seus direitos e concluiu: “Fazer manifesto em Facebook é bacana. Mas o que me interessa é quem está indo pro pau.”
    “Este prêmio não deveria existir”
    O primeiro prêmio da noite foi o de produção executiva, vencido pelo filme Sob Águas Calmas e Inocentes. “Na nossa opinião, este prêmio nem deveria existir, porque ele não faz sentido”, definiu Pedro Guindani, um dos produtores e presidente da Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do RS (APTC). Ele afirmou não ser possível avaliar a produção executiva do filme. Guindani sugeriu que a premiação seja eliminada ou substituída por outra.
    A equipe prometeu reinvestir o prêmio de R$ 4 mil reais no cinema gaúcho, através de inscrições de filmes em festivais e se pôs à disposição para receber projetos.
    Quatro troféus e um filme que não está pago
    Sob Águas Claras e Inocentes ganhou três prêmios e uma menção honrosa/ Edu Rabin / Divulgação

    Emiliano Cunha foi um dos grandes vencedores da noite. Seu filme Sob Águas Claras e Inocentes ganhou três prêmios – melhor direção, melhor produtor e júri da crítica. Levou ainda uma menção honrosa à equipe. O protagonista do filme é vivido por diversos atores e atrizes. O júri entendeu que não haveria como premiar individualmente e reconheceu o trabalho de composição do personagem de vários rostos e vozes.
    No sábado, quando o filme foi exibido na Mostra de Curtas Gaúchos, Emiliano aproveitou o discurso para cobrar: “Prefeitura, pague a cultura”. Seu filme foi contemplado pelo Fumproarte, em 2014. Porém, até agora, não recebeu todo o dinheiro. Segundo o diretor, ficou faltando a última parcela, correspondente a cerca de 40% do valor total da produção.
    Emiliano dedicou o prêmio da crítica a Cid Nader, crítico de cinema e curador de festivais falecido no dia 16 de agosto. “Foi ele quem escreveu minha primeira crítica. No dia seguinte pude sentar e conversar pessoalmente com ele. Ali eu quebrei meus tabus de críticos de cinema.”
    Temporal ganhou três prêmios – roteiro, fotografia e edição de som. Carine Wallauer, que recebeu o troféu pela fotografia do filme, defendeu a importância do protagonismo das mulheres no cinema, espaço de onde há predominância masculina.
    Divergência democrática: dois discursos sobre a TVE
    Gestos foi o vencedor do prêmio Aquisição TVE. O filme recebe um prêmio em dinheiro no valor de R$ 3 mil. A premiação foi criada em 2014 e retomada pela atual gestão em parceria com a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). O filme foi escolhido por uma comissão formada por representantes da Fundacine, Tecna, TVE, FM Cultura e críticos de cinema.
    Marcelo da Rosa Costa, Orestes de Andrade Júnior e Cacá Sena / Cleiton Thile / Pressphoto

    O prêmio foi entregue pelo presidente da Fundação Piratini, Orestes de Andrade Júnior. “A extinção da fundação não representa o fim da TVE”, garantiu Orestes, defendendo que o futuro da emissora passa pela parceria com o setor audiovisual gaúcho. O presidente afirmou que a indústria audiovisual gaúcha já esteve entre as três do país, mas que está ficando para trás e precisa retomar força.
    Na sequência, com Orestes ainda no palco, veio a entrega da menção honrosa ao filme Sena, os fios em prosa, pela importância histórica. O documentário Marcelo da Rosa Costa e Cacá Sena, que conta a história do artista Antonio Carlos Sena. Como já haviam combinado previamente,  em caso de premiação, dedicaram a menção honrosa “à Fundação Piratini, à Zoobotânica e a todas instituições que estão sendo agredidas pelo governo.” Após os discursos, todos posaram para as fotos.
    Onde anda Yomared?
    Yomared recebeu os prêmios de música, atriz e montagem / Divulgação

    Mariana Yomared é artista de rua. Aos domingos, pode ser vista na Avenida Paulista, onde se apresenta com seu espetáculo de bambolês. Na noite de domingo, quando completava 25 anos, recebeu dois prêmios: música e melhor atriz. Mas não estava em Gramado para recebê-los.
    Mariana e Lufe Bolini se conheceram no vale do Anhangabaú, em São Paulo. Da intimidade da relação, saíram imagens, produzidas sem roteiro prévio, que tomaram forma de filme na etapa de montagem – que rendeu prêmio a Lufe. No filme, Yomared conta sua história e a de sua família. O curioso é que Yomared não é musicista ou atriz profissional.
    Lufe Bollini recebeu o prêmio pela montagem do filmes / Diego Vara / Pressphoto

    Foi Lufe Bolini quem subiu ao palco para receber os três prêmios.Ele demonstrou surpresa com os prêmios. Segundo Lufe, Mariana estava aprendendo os instrumentos na época da produção do filme, há cerca de um ano. Além disso, Banda da Convenção de Malabares de Florianópolis, que divide o prêmio pela música, foi um grupo criado para um evento específico.
    Troféu Assembleia Legislativa
    Melhor filme: “Secundas”, de Cacá Nazario
    Melhor direção: Emiliano Cunha por “Sob Águas Claras e Inocentes”
    Melhor ator: João Pedro Prates em “1947”
    Melhor atriz: Mariana Yomared em “Yomared”
    Melhor roteiro: Gabriel Honzik por “Temporal”
    Melhor fotografia: Carine Wallauer por “Temporal”
    Melhor direção de arte: Eduardo Reis por “Solito”
    Melhor música: Mariana Yomared e Banda da Convenção de Malabares de Florianópolis em “Yomared”
    Melhor montagem: Lufe Bollini em “Yomared”
    Melhor edição de som: Ivan Lemos e Thiago Gautério por “Temporal”
    Melhor produtor: Ausang, Davi De Oliveira Pinheiro, Emiliano Cunha e Pedro Guindani por “Sob Águas Claras e Inocentes”
    Menção honrosa: ao elenco do filme “Sob Águas Claras e Inocentes”, de Emiliano Cunha
    Prêmio Aquisição TVE
    Vencedor: “Gestos”, de Alberto Goldim e Júlia Cazarré
    Menção honrosa: “Sena, o fio em prosa” de Marcelo da Rosa Costa e Cacá Sena
    Prêmio do Júri da Crítica
    “Sob Águas Claras e Inocentes”, de Emiliano Cunha

  • Assaltos com explosivos no RS já superam o total do ano passado

    Uma loja de conveniência foi destruída por uma explosão criminosa na madrugada desta segunda-feira (21) em São Sebastião do Caí, no Vale do Caí.
    Na fuga, os bandidos, pelo menos oito homens fortemente armados, levaram um caixa eletrônico do Banrisul, que ficava dentro do estabelecimento.
    Este é o 53º caso registrado este ano e bate o recorde de 52 assaltos com explosivos registrados em todo o ano de 2016.
    Segundo a polícia, o assalto ocorreu por volta das 2h no km 7 da RS-122. O bando provocou pelo  menos três explosões, destruindo a loja de estilo retrô. Além disso, foram disparados tiros de fuzil modelo IA2, de calibre 5.56, para intimidar os moradores.
    O grupo, de pelo menos oito homens segundo a BM, usando armamento pesado, rendeu um funcionário, dois clientes e um guarda de uma lancheria que fica ao lado da loja atacada.
    Os suspeitos carregaram o terminal eletrônico para dentro de uma van e fugiram sem deixar pistas.Ninguém ficou ferido. Um Honda Civic deu apoio à operação. Segundo o delegado Joel Wagner, que cuida do caso, esta é a primeira vez que os bandidos levam o cofre de um terminal. “É uma atitude inédita que chama atenção”, declarou o delegado.
    A polícia realiza buscas na região, mas ainda não há suspeitos. As imagens de câmeras de segurança ainda não foram periciadas.

  • Marchezan vai a Brasília em busca de dinheiro do governo federal

    Saúde, educação, segurança, infraestrutura e turismo estão na pauta da viagem do prefeito Nelson Marchezan Júnior a Brasília, a partir desta segunda-feira, 21/08.
    Até quarta-feira, 23, o prefeito terá uma sequência de reuniões nos ministérios com o objetivo de negociar recursos do governo federal para projetos de qualificação dos serviços e para investimentos em obras de infraestrutura, envolvendo convênios e propostas registradas no Sistema de Convênios (Siconv) da União.
    A agenda começa na Secretaria de Governo da Presidência da República, quando Marchezan será recebido pelo ministro Antônio Imbassahy. O encontro está pré-agendado para a manhã da segunda-feira.
    No Ministério das Cidades, o prefeito terá agenda com o ministro Bruno Araújo para tratar do início da obra da Bacia do Arroio Areia, que já tem contrato assinado.
    A obra de drenagem com investimento de R$ 107 milhões beneficiará diretamente 40 mil habitantes, na área localizada entre a avenida Protásio Alves e Assis Brasil. Serão implantados quase 7 mil metros de redes subterrâneas em 15 ruas, ampliando o sistema de macrodrenagem da região, e sete bacias de amortecimento de cheias.
    A prefeitura também mantém tratativas com o ministério para licitar a construção de sete casas de bombas, no investimento total de R$ 86,9 milhões. As estruturas de drenagem beneficiarão diretamente 300 mil habitantes.
    A programação do prefeito na Capital federal incluirá ainda interlocuções com os ministérios da Saúde, Educação, Justiça e Turismo.
    Saúde – O prefeito busca avançar etapas para liberação de verbas para os três Pronto Atendimentos (PAs) da Capital – Bom Jesus, Lomba do Pinheiro e Cruzeiro do Sul –, que serão habilitados como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e deverão receber da União R$ 900 mil mensais para custeio dos serviços.
    Também estão na pauta repasses federais para a reabertura do Hospital Parque Belém com habilitação para leitos clínicos, de UTI, de saúde mental e de longa permanência; a transformação da unidade São Rafael do Hospital Espírita em hospital geral, com 30 leitos de saúde mental, 75 de longa permanência e 14 de UTI; integração e ampliação do atendimento por telemedicina; mutirão para realização de exames de imagem junto ao Hospital Sírio Libanês; e habilitação do Centro de Especialidades Odontológicas para regularizar os repasses mensais de custeio.
    Educação – Junto ao Ministério da Educação, agora aguarda liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para investimentos na infraestrutura de atendimento aos alunos: R$ 2,4 milhões para o sistema de alarmes contratado para as 99 escolas municipais; R$ 9,3 milhões para aquisição de computadores e projetores para escolas municipais e conveniadas; R$ 3,1 milhões para equipar as cozinhas da rede municipal e conveniada; R$ 6,9 milhões para substituição do mobiliário utilizado pelos estudantes; além de R$ 195 mil em verbas emergenciais para quatro escolas que tiveram comprometimento grave após os alagamentos registrados no verão.
    Segurança – Compra dos veículos depende da liberação de recursos de emendas parlamentares do deputado federal João Derly (R$ 455 mil para sete veículos) e de Marchezan (R$ 2,2 milhões para 19 viaturas com tecnologia embarcada) enquanto deputado federal. As propostas estão no âmbito da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.
    Turismo – Para tornar realidade a criação do Centro de Eventos em Porto Alegre, a prefeitura aguarda a confirmação do Ministério do Turismo para a destinação de R$ 3 milhões à elaboração dos estudos de viabilidade e projeto básico da licitação que contratará a execução da obra, dos R$ 60 milhões assegurados em termo de compromisso com a União. Os 57 milhões restantes serão aplicados pela prefeitura na construção das estruturas operacionais básicas, como estacionamento para 900 vagas e área de feiras, dentro de uma área total de aproximadamente 40mil m², que receberá por meio de Parceria Público-Privada (PPP) a instalação completa da infraestrutura que caracteriza o Centro de Eventos, como auditório, salas de convenções, espaço de alimentação e hotel. (Com a Assessoria de Imprensa)

  • Documentários, ficção e protesto no primeiro dia dos curtas em Gramado

    Matheus Chaparini

    Com dezoito filmes inscritos, a mostra de curtas gaúchos teve sua primeira sessão neste sábado.
    A mostra reúne jovens cineastas do estado e profissionais experientes, ficção, documentário, documentário falso e até histórias de família.

    ‘Tele entrega’ abriu a sessão, contando o drama de um pai, vivido pelo ator Nando Cunha, na emergência de um hospital, acompanhando um filho que aguarda por um transplante.

    O diretor do filme, Roberto Burd, contou que durante a pesquisa para o filme, acompanhou a história de uma uma mulher, de cerca de 30 anos, que aguardava na fila dos transplantes, porém, mesmo que viesse o coração esperado, ela poderia não resistir à cirurgia.

    Para Burd, esta história ajudou a criar uma atmosfera de terror de seu curta.

    Estudantes de cursos de audiovisual, emplacaram dois trabalhos. O filme 10 segundos, dirigido por Thiago Massimino, é um trabalho de conclusão do curso de audiovisual da Ulbra, feito com “baixíssimo custo”, segundo o diretor.

    Um homem acorrentado pelos pés em um quarto escuro fica refém de seus pensamentos e paranóias, em busca de libertação.

    “Cá com meus botões” foi produzido por estudantes do terceiro ano do curso de audiovisual da Unisinos.O documentário retrata a vida de Arno, viciado em futebol de botão, e de sua esposa, Ivone, que convive com o hábito do marido.

    “Sena, os fios em prosa” é uma história de família. Feito pelos cineastas Marcelo da Rosa Costa e Cacá Sena, o filme é uma homenagem ao pai, o artista Antonio Carlos Sena, criador do Teatro Infantil de Marionete, que existe desde 1954.

    Sena iniciou no cinema ao doze anos. Criado no bairro Azenha, era vizinho de uma sala de cinema, onde começou trabalhando como voluntário e logo tornou-se uma espécie de gerente, tendo nas mãos a chave do cinema.

    Numa noite, em que a sessão foi até muito tarde, seu pai foi a cinema, indignado, porque aquilo não era hora de piá estar fora de casa. Levou o dono do cinema ao desespero. Sena era o único que sabia operar o projetor.

    “Luna 13” é um falso documentário ambientado nos anos 90. Após a morte do avô, o jovem Igor, decide resgatar sua história através de um documentário e entender a obsessão do avô, tido por muitos como louco, por acontecimentos inusitados relacionados.

    O diretor Filipe Barros defendeu a importância de os curtas não ficarem restritos aos festivais e serem disponibilizados na internet para atingir o grande público.

    Crise política pauta os discursos

    O momento da apresentação dos filmes é sempre marcado por discursos com teor político, sobretudo no atual cenário da política nacional.

    O diretor de Sob Águas Claras e Inocentes, Emiliano Cunha, disse que o filme fala “da sensação de ser e estar no Brasil nestes dois hediondos anos.”

    Ele criticou também o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, e o secretário municipal de Cultura, Luciano Alabarse.
    Contemplado pelo Fumproarte, o filme é um dos projetos que ainda não recebeu o recurso da Prefeitura. “O Fumproarte é uma conquista de Porto Alegre. Prefeitura, pague a cultura.”

    Giordano Gio, diretor de 1947, traçou um paralelo entre o ano abordado no filme com o momento atual.

    Setenta anos depois, observou o diretor, “vemos o crescimento de grupos fascistóides e temos um candidato à presidência neonazista.” O diretor encerrou o discurso pedindo “diretas já e abaixo o neonazismo.”

    O diretor do filme “Secundas”, Cacá Nazário, subiu ao palco acompanhado por alguns dos estudantes que protagonizaram o documentário e o movimento de ocupações escolares desencadeado em 2016.

    Cacá falou do trauma sofrido pelos meninos e meninas durante a desocupação forçada da Secretaria da Fazenda pela Brigada Militar e dedicou o filme a Rafael Braga. “Um preso político no Brasil, enquanto playboy filho de desembargadora é pego com 130 kg de maconha e munição para armamento pesado e é solto. Essa é a porra do país que estamos vivendo.”

    Segunda dia tem mais oito curtas

    Neste domingo, a mostra continua, com a exibição de oito curtas metragens. A entrega do Prêmio Assembleia Legislativa será no palácio dos Festivais, a partir das 21h. Ao todo são R$ 48 mil em premiação para a mostra de curtas.

    Legenda: “Prefeitura, pague a cultura”, cobrou o diretor do filme Sob Águas Claras e Inocentes, contemplado com Fumproarte e que não recebeu o recurso
  • Governo pode ceder área de reserva florestal da Zoobotânica para Tecnosinos

    Cleber Dioni Tentardini
    Cerca de 50 hectares da Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo, no entorno do Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, ambos pertencentes à Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, podem ser repassados ao Parque Tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos.
    Na quinta-feira, 17, durante reunião-almoço na Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo (ACIST-SL), o prefeito Ary Vanazzi e representantes da Universidade e lideranças empresariais entregaram ao governador José Ivo Sartori e à secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, uma carta requerendo a transferência de propriedade de uma parte da área da reserva florestal para a Tecnosinos que quer expandir o seu parque tecnológico.
    O reitor da Unisinos, padre Marcelo Fernandes de Aquino, ressaltou que o Estado tem um conjunto de parques tecnológicos com excelentes recursos humanos e empreendedorismo, o que tem formado um arranjo muito produtivo.

    Prefeito de São Leo e representantes da Unisinos e do setor empresarial reuniram-se com secretários e governador Sartori/Rodrigo Blum/Divulgação Unisinos

    “Queremos construir uma base para dar uma vida melhor para a população da região, por isso estamos retomando o tema”, disse.
    O prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, também defendeu a ideia de cedência do horto. “O projeto alia inovação e preservação ambiental, por isso usaria 50% do espaço para construção da estrutura e 50% seria de preservação”, declarou.
    O governador disse que já conhecia o trabalho realizado pela Tecnosinos e que iria estudar uma contrapartida.
    Nos últimos três anos, o Tecnosinos inaugurou a Unitec 2 (2015) e a Unitec 3 (2016). Atualmente, o Parque trabalha organizado em cinco áreas tecnológicas: Tecnologia da Informação; Automação e Semicondutores; Tecnologias para a Saúde; Tecnologias Socioambientais; e Comunicação e Convergência Digital.
    *Com informações de Michelli Machado, do Notícias Unisinos
    Área mais cobiçada da Região Metropolitana 
    Os 780 hectares mais cobiçados da Região Metropolitana de Porto Alegre envolve o Parque Zoológico, que o governo quer repassar a concessão à iniciativa privada, e o desmembramento da Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo, que enfrenta vários problemas fundiários. Centenas de famílias moram ilegalmente em seu interior e estão sendo retiradas diante de ações de reintegração de posse conquistadas pela FZB.
    A proposta de utilização de uma área da Reserva pelo Tecnosinos surgiu durante a gestão de Susana Kakuta, atualmente diretora-presidente do Badesul.
    Em 2015, levantou-se a hipótese de ter parte cedida a um congregado empresarial alemão, o Medical Valley, que reúne indústrias e centros de pesquisas na área biomédica, responsáveis por 43% da área de patentes na Alemanha.
    Uma comitiva do governo Sartori visitou a Alemanha e ouviu dos empresários a necessidade de uma área física para viabilidade logística do complexo empresarial e benefícios fiscais para as empresas deste chamado “Cluster de Tecnologias para Saúde”.
    O diretor-executivo do Medical Valley, Tobias Zobel, retribuiu a visita no final de 2015. Durante palestra no Badesul, em Porto Alegre, disse que o plano de internacionalização da Medical Valley é criar uma rede de colaboração internacional entre Brasil, Estados Unidos e China. No caso do Brasil, o estado escolhido foi o Rio Grande do Sul. Os países atuarão em estreita cooperação no fomento da indústria e da pesquisa em saúde.
    Sartori, Fortunati, secretários e a presidente do Badesul na Alemanha/Luiz Chaves/P. Piratini

    A área do Zoológico pertencia à Companhia Geral de Indústrias e, em 1930, foi adquirida pelo Estado. Em 1934 o espaço foi consolidado como uma propriedade da antiga Viação Férrea do Rio Grande do Sul.
    Mais de 25 anos depois, no dia 16 de março de 1957, foi promulgada pelo presidente Juscelino Kubitschek a Lei Federal nº 3.115 passando todos os bens da Viação Férrea para a União. Somente a área atual do Zoológico permaneceu sob domínio do Rio Grande do Sul.
    No dia 27 de julho de 1959, João Caruso, secretário de Obras Públicas na ocasião, entregou um estudo contendo sugestões para criar um parque público. A partir de então, a responsabilidade da área ficou com a Comissão Estadual de Prédios Escolares (CEPE), sob a denominação de Grupos de Parques e Jardins. A sede era no próprio Horto Florestal.
    Os funcionários da Zoobotânica temem que a especulação imobiliária acabe fatiando a reserva. A pressão para venda da área é histórica. Em 1957, a justificativa era pela necessidade de recursos para a execução do plano que previa a construção de mil escolas no RS.
    Ministério Público acompanha processos

    A promotora de Justiça Annelise Steigleder , da Defesa do Meio Ambiente, informa que há dois inquéritos civis abertos para acompanhar o processo de privatização do Zoológico e possíveis alterações na Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo.
    Segundo a promotora, de acordo com a proposta de remodelagem do Zoo e do Horto, restariam apenas 156 hectares para o Zoo. O restante seria desmembrado em várias matrículas.
    Promotora Annelise acompanha situação do horto e zoo

    Annelise disse que estuda a legislação para que o horto seja enquadrado como área de preservação.
    No caso do Horto Florestal, a promotora lembrou que essa área localizada entre os municípios de Sapucaia e São Leopoldo vem sendo palco de muitos conflitos fundiários.
    “Esse espaço precisa ser mantido como unidade de preservação ambiental. A ideia do MP é judicializar essa questão também para que não percamos o Horto Florestal”, acrescentou a promotora.

    Semapi divulgou nota
    O Sindicato dos Empregados em Empresas de Assesssoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do Rio Grande do Sul (SEMAPI) divulgou nota de repúdio contra transferência de área:
    Governo Sartori pretende negociar área da FZB
    Cada vez fica mais clara a motivação para extinguir fundações que prestam um serviço primoroso e de baixo custo para o Estado. O governo Sartori, em vez de investir nas instituições e fortalecer a pesquisa, a tecnologia e a cultura no Rio Grande do Sul, prefere retirar incentivos, sucateando as instituições, para que, assim, sejam vendidas para a inciativa privada, favorecendo parceiros/empresários.
    Além do mais, as áreas ocupadas por estas entidades são nobres e têm grande valor comercial. Exemplo disto é a situação da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), que teve seu terreno permutado antes mesmo que o Projeto de Lei que autoriza a sua extinção fosse votado. Agora, o governo mostra novamente a que veio querendo acabar com parte da Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo, pertencente à Fundação Zoobotânica.
    Localizada em espaços territoriais descontínuos divididos pela BR-116 entre os municípios de Sapucaia do Sul e São Leopoldo, a reserva possui 620 hectares e vem sofrendo com a falta de segurança, permitindo que o local seja ocupado por famílias de baixa renda. Como desculpa para a venda, a secretária do Meio Ambiente, Ana Pellini, chegou a dizer que “Pior que o dano ambiental é a invasão.”
    É inadmissível que uma secretária que se diz do Meio Ambiente prefira acabar com parte de uma área preservada e importante para o Estado em vez de responsabilizar-se por ela, protegê-la. Totalmente alinhado a este pensamento, o governo Sartori não investe em segurança e permite o abandono da instituição, tendo, assim, subsídios para convencer a população de que é necessário se desfazer dela.
    Pois a FZB resiste e segue funcionando assim como outras fundações que tiveram sua extinção autorizada pelos deputados aliados de Sartori (PMDB). Não vamos permitir que o meio ambiente seja moeda de troca para este governo entreguista. Não à extinção!
    Reserva homenageou padre jesuíta e naturalista
    A Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo encerra uma das maiores, senão a maior, extensão florestal contínua inserida na área urbana na região metropolitana de Porto Alegre, com cerca de 450 ha de bosques misto, contendo eucaliptos no estrato superior e mata nativa composta de espécies típicas da bacia do Rio dos Sinos, crescendo em pleno vigor, no estrato médio e inferior da floresta. Na sua totalidade, considerando campos e floresta, são mais de 700 ha reservados à conservação ambiental, conforme o Plano de Manejo da reserva.
    Assim descreveu o Decreto 41.891, de 16 de outubro de 2002, assinado pelo governador Olivio Dutra, que reconheceu a importância ambiental dessas florestas estabelecendo a Reserva como área de conservação ambiental, atrelando à Fundação Zoobotânica, através do Parque Zoológico,e batizando de Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo.
    Com 620 hectares de extensão, a reserva localiza-se entre São Leopoldo e Sapucaia do Sul. Abriga cerca de 200 mil pés de eucaliptos e mais de 35 espécies de árvores nativas da região crescendo abaixo das copas de eucaliptos, com exemplares que atingem os 20 m de altura, encravados na área de maior aglomeração urbana do Estado.
    Cientificamente comprovada está a atuação do maciço florestal na manutenção de um oásis térmico na região de Sapucaia e São Leopoldo. Serve também de proteção de parte da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos, para a formação de um banco genético da flora nativa regional, atuação como abrigo para a fauna, e para a realização de pesquisas visando a conservação da biodiversidade e a promoção de atividades de educação ambiental.

    Padre Rambo

    O homenageado foi o padre jesuíta gaúcho, natural de Tupandi, e naturalista. Rambo fez campanha pela criação de um Jardim Botânico em Porto Alegre e conseguiu que o Itaimbezinho fosse declarado Parque Nacional.
    Em 1942, publicou sua primeira grande obra, A fisionomia do Rio Grande do Sul, uma descrição detalhada da geografia do Estado, incluindo mapas e 30 ilustrações paisagísticas, feitas a partir de fotos aéreas tiradas por ele em viagens por todo o território que mapeou a Estado em meados do século passado
    Suas pesquisas botânicas resultaram num acervo de plantas de 50 mil exemplares, em 1948, cerca de 90% da flora nativa. Organizou o Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais e fundou a revista Iheríngia.
     
     

  • Ministério Público pede plano para intervenção na Cidade Baixa

    O Ministério Público expediu nesta sexta-feira,18 uma recomendação para que a Prefeitura de Porto Alegre intervenha em relação à noite da Cidade Baixa.
    A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, através dos promotores Annelise Monteiro Steigleder, Ana Maria Moreira Marchesan, Alexandre Saltz e Josiane Superti Brasil Camejo,pediu  ao prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, para que implemente um plano de intervenção no bairro em no máximo 30 dias.
    A Recomendação é um instrumento extrajudicial.
    Os promotores justificam a iniciativa pelas reclamações de moradores em relação ao horário de funcionamento das casas noturnas e a estabelecimentos que funcionam em desacordo com os respectivos licenciamentos.
    Os promotores recomendam o fechamento dos bares à meia noite, cobram a fiscalização em relação aos ambulantes e a suspensão da emissão de alvarás provisórios. Segundo os promotores, o bairro Cidade Baixa vem sofrendo, desde 1999, um grave processo de desregulamentação em relação a outras áreas da cidade.
    A dificuldade no processo de obtenção de alvarás provisórios é uma das principais reclamações dos donos de bar. Em maio, um comerciante relatou à reportagem ser impossível abrir uma casa noturna em Porto Alegre sem estar irregular. Há mais de dois anos, ele aguarda a visita dos bombeiros para obter um alvará definitivo.
    A Cidade Baixa traz de sua criação a característica de ser um bairro misto, residencial e comercial, diurno e boêmio. Os conflitos gerados por esta característica não são novidade no bairro, têm mais de um século.
    Veja quais as recomendações feitas pelo Ministério Público:
    Revisão do Decreto Municipal 17.902/2012 para limitar o horário das atividades de bar, restaurante, café e lancheria até a meia noite.
    Fiscalização e adoção de todas as providências cabíveis para impedir a atuação de comerciantes ambulantes no bairro
    Suspensão da expedição de alvarás provisórios para bares, restaurantes, cafés e lancherias no bairro, enquanto não forem sanados os problemas relatados.
    Reavaliação de todos os alvarás provisórios e definitivos em relação ao controle de polarização de entretenimento noturno e ao controle das vagas de estacionamento.
    Elaboração do Programa de Implantação para a Área de Animação, no Bairro Cidade Baixa, com a participação dos setores envolvidos e dos fóruns de planejamento municipal, em prazo de 360 dias
    Fiscalização, por meio da EPTC, dos veículos automotores que utilizam som e que obstruem as vias públicas do Bairro.
    Fiscalização de todas as atividades de entretenimento noturno no Bairro Cidade baixa em relação aos alvarás emitidos pela SMIC e ao licenciamento ambiental, coibindo atos atentatórios ao sossego público, à segurança e à limpeza urbana.
    Criação de um canal de diálogo permanente com os moradores do bairro, para permitir a veiculação de reclamações e assegurar o equacionamento de soluções.

  • Em quatro dias na orla do Guaíba, foram recolhidas 76 toneladas de lixo

    As equipes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) realizaram nesta semana, de 14 a 17 de agosto, a limpeza da orla do Guaíba em diferentes pontos de Porto Alegre.
    No total, foram recolhidas 76 toneladas de resíduos, como galhos, garrafas PET, fogões e até mesmo um vaso sanitário.
    O recuo das águas do Guaíba, provocado pelo vento Nordeste no último fim de semana, mostrou o tamanho do descaso. O lixo acumulado ficou exposto.
    A remoção teve início na segunda-feira, dia 14, no Catamarã, em frente ao Barra Shopping Sul, seguindo em frente ao Iberê Camargo, na orla de Ipanema e próximo ao Anfiteatro Pôr do Sol. No primeiro dia, a ação teve o auxílio de 75 funcionários.
    O serviço continuou durante a semana, com 45 garis envolvidos na limpeza do entorno do anfiteatro em direção ao Estádio Beira-Rio.
    Os gastos, entre custos administrativos e de disposição dos materiais, chegaram a cerca de R$ 47.500, segundo a Prefeitura.
    Os resíduos foram destinados para o aterro sanitário, localizado em Minas do Leão.
    O descarte irregular de lixo em rios ou córregos é infração gravíssima, sujeito à multa de R$ 5.623,48, pelo novo Código Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre.
    Mas nem a ameaça de pesada multa tem sido suficiente para conscientizar os portoalegrenses, principalmente em relação ao Guaíba, o tão decantado cartão postal da cidade.
    As equipes do DMLU, segundo a secretaria, já recolheram nos últimos três anos, mais de 250 toneladas de lixo retido pela Ecobarreira, instalada na embocadura do Arroio Dilúvio. Não fosse esse dispositivo, toda essa quantidade de material poluidor iria para o Guaíba.
    Balanço da limpeza da orla nesta semana:
    Segunda-feira, 14 –  34 toneladas
    Terça-feira, 15 – 15 toneladas
    Quarta-feira, 16 – 15 toneladas
    Quinta-feira, 17 – 12 toneladas
     

  • CNJ decide investigar folha de salários de juízes de todo o país

    A presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu que o órgão vai investigar a folha de pagamentos de todos os magistrados do país. De acordo com portaria publicada hoje (18) pelo CNJ, os tribunais de Justiça de todos os estados deverão enviar mensalmente ao conselho cópias do contracheque dos magistrados cinco dias após a liberação do pagamento.
    A medida foi tomada após o surgimento de suspeitas de irregularidades a 84 juízes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). O caso veio à tona após a imprensa publicar que um dos magistrados recebeu R$ 503 mil em julho. Diante do fato, o conselho determinou a suspensão imediata de novos repasses.
    Segundo o TJ do Mato Grosso, os pagamentos foram amparados em decisão do CNJ. O juiz Mirko Vincenzo Giannotte, um dos magistrados beneficiados por um pagamento de R$ 503 mil, disse que os valores foram recebidos como compensações legais por ter atuado por dez anos em comarcas maiores da que está lotado.
    “A partir do mês de setembro de 2017 todos os tribunais do país submetidos ao controle administrativo do Conselho Nacional de Justiça encaminharão, até cinco dias após o pagamento aos magistrados, cópia da folha de pagamentos realizados para divulgação ampla aos cidadãos e controle dos órgãos competentes e para controle da regularidade do orçamento e finanças de cada qual dos Tribunais pelo Conselho Nacional de Justiça”, diz a portaria do CNJ. Conforme a nova norma, o CNJ vai divulgar em seu site todos dados sobre a folha de pagamento dos magistrados do país.

  • Campanha para Memorial às Vítimas da Kiss será lançada em Santa Maria

    Nesta segunda-feira, 21/08,  a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), juntamente com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS) e a Prefeitura de Santa Maria, lançam oficialmente a campanha de arrecadação para o Memorial às Vítimas da Kiss.
    O ato será na Praça Saldanha Marinho, no Centro da cidade de Santa Maria, às 10h.
    Após quatro anos e meio da tragédia, ocorrida em 27 de janeiro de 2013, o novo prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom, decidiu pela desapropriação do prédio onde funcionava a casa noturna. A assinatura do documento ocorreu em 10 de julho passado.
    Durante o ato de desapropriação, Pozzobom assumiu o compromisso de demolir o prédio e entregar o terreno à AVTSM até 27 de janeiro de 2018 – data em que a tragédia completa cinco anos.
    O Memorial deve se tornar realidade após três etapas, duas delas viabilizadas através de um financiamento coletivo.
    A primeira será a realização de um concurso público nacional de arquitetura para selecionar o projeto da obra. O segundo passo será a contratação do profissional vencedor do concurso para a elaboração dos projetos executivos. A terceira e última etapa será a construção do Memorial às Vítimas da Kiss.
    Os recursos para a execução da obra serão captados em outro momento.
    “Com absoluto respeito à Associação e à comunidade de Santa Maria, já cumprimos a primeira etapa, que foi a desapropriação do prédio onde funcionava a Boate Kiss. Agora, o nosso segundo compromisso é estar, no dia 27 de janeiro de 2018, com o prédio demolido para que possamos lançar a pedra fundamental do memorial. Trabalharemos para isso”, diz o prefeito Jorge Pozzobom.
    Ato aproxima Associação de Vítimas de Prefeitura
    Na opinião do presidente da Associação, Sérgio da Silva, a campanha de arrecadação de doações para viabilizar a construção do Memorial ressignifica a dor da tragédia e coloca novamente a AVTSM como protagonistas da luta contra o esquecimento.
    “Nós, da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes, entendemos este ato como uma oportunidade de reconciliação Durante três anos, a Administração anterior nos virou as costas, tentando abafar a nossa dor. A construção do Memorial vai reaproximar – familiares das vítimas e sobreviventes – da cidade e da Prefeitura. E isso pra nós é um pouco de conforto diante de todo o sofrimento que estamos passando. As pessoas querem esquecer, mas a gente precisa continuar, para que não se repita”, desabafa.
    Sérgio acredita que o engajamento das pessoas durante a campanha de financiamento será uma resposta para o Estado, para o Brasil e para o mundo de que a cidade está lutando para lidar com as consequências da tragédia. “Esperamos que a sociedade demonstre empatia com a nossa causa. A participação de todos é muito importante para atingir nosso objetivo de homenagear a memória dos 242 jovens que perderam a vida na tragédia”, afirma.
    No evento da próxima segunda-feira, será feita a explicação detalhada de todos os processos até a realização do concurso nacional (leia mais abaixo). Para marcar o início da campanha, serão realizadas as primeiras doações por pessoas escolhidas pela Associação. Também estão previstas apresentações artísticas e musicais do Coral Illumina, formado por alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Duque de Caxias, do cantor Beto Pires e do projeto Orquestrando Arte.
    Como vai funcionar o financiamento coletivo

    De acordo com o arquiteto do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS) e coordenador do Concurso Público de Arquitetura para o Memorial das Vítimas da Boate Kiss, Tiago Holzmann da Silva, a campanha de financiamento coletivo vai permitir a construção do Memorial de forma exemplar.
    “Acreditamos que, com apoio dos familiares e de toda a comunidade, através da realização do Concurso Público Nacional de Arquitetura, teremos um processo técnico transparente e agregador que garante a alta qualidade do resultado final.”
    Pessoas físicas ou jurídicas podem doar utilizando a plataforma de financiamento coletivo disponível no site www.juntos.com.br/memorialkiss, no período de 21 de agosto a 02 de outubro. Ao acessar a página, o doador deve clicar em “Apoiar este projeto” e escolher o valor desejado para a doação.
    O pagamento será feito com cartão de crédito ou Moip (pagamento online). Há ainda a possibilidade de emitir boleto bancário, principalmente para as empresas. As doações são declaráveis no Imposto de Renda e, dependendo do valor, o doador poderá ter direito a uma recompensa.
    Valor mínimo para pessoas físicas: R$ 50.00
    Valor mínimo para empresas: R$ 1.000,00
    *Para os familiares das vítimas haverá a possibilidade de doação de um valor diferenciado.
    Metas da campanha
    Meta mínima: R$ 250 mil – concurso completo, eventos, exposição, catálogo, premiações;
    Meta 2:  R$ 400 mil – honorários para o vencedor do concurso referentes ao projeto de arquitetura e paisagismo;
    Meta ideal: R$ 500 mil – complementação dos honorários do vencedor para projetos complementares (estrutural, hidrossanitário, elétrico, luminotécnica, PPCI e outros).
    Cronograma
    21 de agosto: Lançamento em Santa Maria
    21 de agosto a 02 de outubro: Período de captação
    28 de agosto: Lançamento em Porto Alegre (data e local a definir)
    1º e 02 de setembro: Seminário
    15 de setembro: Divulgação dos resultados do seminário
    12 de outubro: Lançamento do Concurso Público Nacional
    27 de novembro: Prazo final para entrega das propostas
    15 de dezembro: Divulgação da proposta vencedora
    27 de janeiro de 2018: Assinatura do contrato e lançamento da pedra fundamental do Memorial