Categoria: Geral

  • Novo IPTU: aumento será progressivo até 2020

    Ainda neste mês de agosto o prefeito Nelson Marchezan Júnior irá encaminhar à Câmara de Vereadores mais uma proposta que mexe com a vida de todos os porto-alegrenses. Com uma defasagem de mais de duas décadas, vem aí a revisão do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
    Se aprovada a revisão, o valor do imposto aumentará de forma escalonada até 2020 em média 30%, podendo chegar até a 50%.
    O estudo está praticamente concluído pela Secretária da Fazenda e nos próximos dias será analisado por Marchezan. Será o prefeito que irá dar o aval final ao plano e enviar à Câmara.
    Há três mudanças fundamentais: a revisão e atualização do valor “venal” dos imóveis; a implantação de faixas nas alíquotas de imóveis residenciais; e o fim de isenções em determinados casos.
    “É necessária atualização. Mas para não impactar os contribuintes, vamos formalizar uma proposta com aumento progressivo do valor até 2020. E buscar uma justiça social, imóveis de valores semelhantes terão IPTU semelhantes”, diz o secretário Leonardo Busatto.
    No primeiro ponto, a ideia é compensar os 26 anos sem que os valores dos imóveis de Porto Alegre fossem revistos. Estima-se que o preço de mercado esteja até 600% maior do que consta na Planta de Valores, base para calcular o IPTU.
    Para atualizar a Planta de Valores, técnicos da Fazenda realizaram um mutirão desde o começo da nova gestão. Foi elaborado um estudo do preço de mercado de cada quarteirão e o tipo de construção e a finalidade (residencial ou comercial).
    O aumento médio no valor dos imóveis deve ficar em 30%, podendo chegar a 50%. Mas ainda é possível que o imposto caia para alguns imóveis que tenham, nos últimos 26 anos, sofrido desvalorização.
    Para que o contribuinte não sinta a diferença toda de uma só vez, esta prevista uma aumento de imposto de forma escalonada até 2020.
    O mais importante, segundo o secretário Leonardo Busatto, é resolver distorções em que imóveis de mesmo valor paguem IPTU de valores com diferença de até 10 vezes. A proposta ainda deve colocar que os valores venais em Porto Alegre sejam revistos de quatro em quatro anos.
    A Prefeitura pretende também criar mais faixas de alíquotas. Deverão ser criados ao menos cinco novos índices.
    Hoje, em Porto Alegre, independentemente do valor do imóvel residencial, o índice é de 0,85%. Em comparação, em São Paulo a alíquota varia de 0,7% (em residências de até R$ 150.000,00) a 1,5% (acima de R$ 1,2 milhão). A ideia é que imóveis mais valorizados paguem índices maiores. Poderá ainda ser criada uma faixa com alíquotas memores, para imóveis de baixo valor.
    Por fim, será proposto ainda o cancelamento de isenções como, por exemplo, as que beneficiam clubes esportivos, que passariam a pagar o IPTU.
    R$ 135 milhões a mais por ano
    Um estudo do economista Antônio Albano de Freitas, da Fundação de Economia e Estatística (FEE), constatou que Porto Alegre é a capital brasileira com maior defasagem no IPTU.
    O tributo já foi 29,91% da receita tributária de Porto Alegre, em 1997. Vinte anos depois, representa só 19,95%: um terço menos no bolo de receitas próprias do município. Na época, era 0,79% do PIB municipal, hoje é apenas 0,55%.
    Com a renovação dos valores, a Prefeitura pretende em três anos ter no mínimo um acréscimo de 135 milhões de reais ao valor anualmente arrecado, que gira em torno de 500 milhões de reais ao ano. Para que os novos valores passem a valer em 2018, a Câmara precisa votar o projeto antes do final de setembro.
    Como é feito o cálculo do IPTU hoje:
    Em imóveis residenciais incide uma alíquota de 0,85% sobre o valor “venal”.
    Uma casa com valor venal de R$ 100 mil paga R$ 850 de IPTU.
    Nova proposta:
    1.       Atualização completa da Planta de Valores em Porto Alegre (revisão de todos os valores venal);
    2.       Novas faixas de alíquotas. Hoje, existe apenas uma para imóveis residências (0,85%). E uma para imóveis não residenciais (1,10%).
    3.       Revisão das isenções. Clubes esportivos, por exemplo, podem perder o beneficio.
     

  • Fundo do Meio Ambiente de Porto Alegre soma, até junho, R$ 27 milhões

    Felipe Uhr
    Porto Alegre tem hoje um valor de pouco mais de R$ 27 milhões (R$ 27.447.298,25) parados no caixa único da prefeitura, que pertencem ao Fundo Pró Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre (Fumproamb). Os dados são de junho e foram fornecidos pela Secretaria Municipal da Fazenda.
    Criado na década de 1970, o fundo é um suplemento a projetos, obras, serviços, manutenção de espaços públicos e do ambiente natural. É composto de 10 tipos de créditos, mas as maiores fatias vem de compensações ambientais e licenciamentos.
    Desde 2007 qualquer verba que sai do Fumproamb tem de ser autorizada pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam). Antes, até uma lâmpada era trocada com dinheiro do fundo, lembra o ex-secretário da pasta Beto Moesh. Foi na sua gestão que a lei mudou. Também foi criada uma Câmara Técnica do Fundo, responsável pelos planos anuais e plurianuais de aplicação.
    Porém, o conselho não se reúne desde dezembro de 2016. Formado por 27 representantes de secretarias, órgãos públicos, entidades ambientais e conselhos o Comam, em tese, se reúne mensalmente. É o Comam quem define como será a distribuição dos recursos do fundo.
    Em 2015, por exemplo, a última resolução definiu as seguintes diretrizes para aplicação do fundo: 65% para manutenção, urbanização, reurbanização, revitalização e manejo de Parques, Praças, Jardins, Cemitérios e Arborização Urbana; 15% par Diagnóstico, Planejamento e Monitoramento Ambiental; 10% para o edital para Projetos Ambientais da Sociedade Civil; e o restante dividido entre: Aquisição, melhoria ou implantação de Unidades de Conservação (5%); Despesas Administrativas e Qualificação de Servidores (3%); Ações de Educação Ambiental e Eventos (2%).
    Não foi informado pela Secretaria quanto foi gasto em 2016 do Fumproamb, mas se sabe que saiu do fundo o recurso para as obras de revitalização do Largo dos Açorianos, orçada em R$ 4,7 milhões e ainda em execução. Para 2017, não foram discutidas as diretrizes gerais. A última reunião que deveria ter ocorrido em dezembro não foi realizada por faltam de quórum.
    O coordenador do Ingá (Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais), professor da UFRGS Paulo Brack, lamenta: “A Secretaria ficou sem titular por 6 meses, somente agora está se formando um conselho. Enviamos uma carta ao secretário e ele nos respondeu depois de três semanas. Temos demandas urgentes.” Segundo Brack, uma reunião estava marcada para o dia 7 de agosto. A reportagem tentou ao longo de duas semanas falar com o secretário do Meio Ambientem Maurício Fernandes, mas não recebeu retorno.

  • Partidos querem "distritão" e fundo de R$ 3,6 bilhões para eleições de 2018

    José Sarney encabeça a lista de raposas políticas que preparam a reforma eleitoral para garantir a reeleição, sua e de seus pupilos, nas eleições do ano que vem.
    Algumas regras estão definidas: fim de coligações proporcionais para a votação em parlamentares, uma cláusula de barreira e um fundo de dinheiro público para financiar as campanhas.
    Elas foram consenso num jantar na residência oficial do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), convocado para buscar uma saída para a reforma política e que reuniu 21 líderes políticos.
    Deputados e senadores de diferentes partidos, da base aliada e da oposição,  estavam presentes. Detalhes do jantar foram publicados na edição on line de O Globo.
    Dois ex-presidentes estavam entre eles: José Sarney (PMDB-AP) e o senador Fernando Collor (PTC-AL). Também estavam presentes, os principais líderes do presidente Michel Temer no Congresso, como Jucá e o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
    O encontro só terminou na madrugada desta quarta-feira, quando os senadores José Serra (PSDB-SP) e Romero Jucá (PMDB-RR) deixaram a residência.
    As lideranças agora vão trabalhar pela  aprovação do chamado “distritão”, com regras válidas já para as eleições de 2018. Ainda não há definição do PT, mas os demais partidos pressionam pela aprovação da medida.
    O “distritão”, segundo analistas, favorece candidatos à reeleição.
    Quando ao financiamento das campanhas, o que defendem os líderes é  a criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar as campanhas eleitorais, diante da proibição de financiamento privado. O que os líderes políticos discutem é de onde sairá esse dinheiro.
    “O que ficou acertado aqui hoje é que há que se fazer mudanças no sistema eleitoral. Primeiro, com o distritão (de transição, já em 2018), e depois o voto distrital misto. Ocorre que há dificuldades de definição dos distritos pelo TSE já para 2018”, disse Eunício ao fim da reunião.
    A possibilidade do parlamentarismo no país foi também discutida, mas “a ideia não prosperou”, segundo Eunício. (

    O “distritão” elege para o parlamento os candidatos mais votados, independentemente do apoio que seus partidos recebam.

    Hoje, as cadeiras de deputados e vereadores são distribuídas primeiro de forma proporcional aos votos recebido pelos partidos ou coligações, e ocupadas pelos candidatos mais votados destes grupos.
    O “distritão” já foi rejeitado uma vez pela Câmara, em 2015, quando o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),patrocinava a mudança.
    Os parlamentares correm para aprovar mudanças que sejam válidas já para as eleições de 2018, diante da perspectiva de alta renovação da Câmara decorrente dos efeitos da Lava-Jato sobre os políticos tradicionais.
    Com a proibição de doações de empresas, a ideia é criar um fundo com recursos públicos que despejaria mais de R$ 3 bilhões nos partidos no próximo ano.
    Os deputados deverão ainda votar a adoção de uma cláusula de barreira, que restrinja o acesso de partidos ao tempo de televisão e fundo partidário.
    A ideia é que somente legendas que tenham obtido mais de 1,5% dos votos válidos para deputado federal em nove estados mantenham esse direito.
     

  • MPF detalha esquema de propina no transporte público do Rio

    A Polícia Federal cumpre nesta quarta-feira, 9, dois mandados de prisão contra dois empresários ligados ao esquema de corrupção envolvendo a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).

    A operação, batizada como Gotham City, foi determinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal, no Rio.

    Os alvos principais são dois empresários: Nuno Canhão Bernardes Gonçalves Coelho   e Guilherme Neves Vialle, que está no exterior.

    Segundo as investigações, os empresários tentavam lavar dinheiro para Rogério Onofre, ex-diretor do Detro, e de sua esposa, Dayse Deborah Alexandra Neves, presa no início do mês passado.
    A ação é um desmembramento da Operação Ponto Final, da Lava Jato.
    Na terça (8), o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), virou réu pela 14ª vez na Lava Jato. Além de Cabral, são denunciadas outras 23 pessoas.

    Nesta nova denúncia contra Sérgio Cabral, o Ministério Público Federal (MPF) vincula a atuação do governo do Estado, na época, a um esquema de propina para atender aos interesses dos empresários de ônibus.

    Os procuradores afirmam que as medidas implementadas pelo então presidente do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), Rogério Onofre,  foram idealizadas pelo ex-governador.

    Com elas, diz o MPF, “os empresários garantiam hegemonia no setor, além de benefícios na política tarifária”.

    Tanto Onofre, quanto Cabral estão presos. O ex- diretor é acusado de receber R$ 34 milhões, enquando Cabral teria embolsado R$ 144 milhões, só de dinheiro do esquema ilegal dos transportes

    “Uma das maiores prioridades, o combate intensivo contra o transporte alternativo,  muito embora seja esperado da referida entidade estatal, veio a atender aos interesses dos empresários de ônibus à época e, no contexto da investigação ora empreendida, permite inferir que tal atuação, dentre outras, gerou como contraprestação os pagamentos milionários a título de propina”, diz a denúncia do MPF.

    As outras atuações da quadrilha de Cabral denunciadas são: isenção fiscal para o combustível diesel — que beneficiou diretamente as empresas de ônibus, além de ter sido calculada pela Fetranspor — e “aumento da tarifa de ônibus acima do estipulado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE)”.

    Segundo a denúncia, o aumento da tarifa foi “precedido de negociação direta entre o então governador Sérgio Cabral e os empresários de ônibus, representados por Lélis Teixeira (ex-presidente da Rio Ônibus)”.

    Na denúncia, consta até uma mensagem de Sérgio Cabral a Lélis em um aplicativo que deletava conversas  e troca de mensagens 

    O documento também mostra a troca de emails com empresários de ônibus comemorando a concessão do benefício fiscal às empresas de ônibus.

    Pelo que apurou o MPF, as 26 empresas concessionárias do serviço de transporte coletivo no Rio repassaram, no total, R$ 250 milhões para o esquema de Cabral, entre janeiro de 2013 e fevereiro de 2016. (Com informações da Agencia Brasil)

     
  • Ex-diretores do DMAE querem que Marchezan retire projeto de privatização

    Dez ex-diretores do Dmae se reuniram no começo da tarde desta terça-feira, 08/08, no Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (Senge-RS) para falar sobre as intenções do prefeito Nelson Marchezan Júnior em atrair a iniciativa privada para investir no saneamento e esgoto da cidade.
    Todos eles defendem a manutenção do departamento sobre controle estatal. O ex-diretor Guilherme Barbosa foi o primeiro a falar. Segundo ele, a “privatização” ou concessão para a iniciativa privada irá aumentar a tarifa, perder a qualidade no serviço, além da falta de investimento. Barbosa lembrou que a ideia de reunir os ex-diretores partiu dele e do ex-prefeito, vereador e também ex-diretor, João Antônio Dib. “É um grupo pluripartidário, queremos fortalecer o Dmae”.
    O grupo de ex-diretores irá pedir uma reunião com o prefeito Nelson Marchezan e pedir que retire o projeto. Um espaço na Câmara de Vereadores também será solicitado.
    Dib era o ex-diretor mais antigo presente. Lembrou da criação do Dmae durante o governo Loureiro da Silva e das grandes realizações feitas pelo departamento na área do saneamento. E assim foi, um por um, o ex-diretores foram se alternando, recordando um pouco da época em que estiveram a frente do departamento.
    Wilson Ghinatti trouxe um documento de 1944, quando o então diretor de esgotos da cidade reclamava da dificuldade no setor mas que na época foram procuradas soluções. “O prefeito tem de mexer no que está dando errado, não no Dmae”, declarou ele, lembrando que na sua época a Prefeitura instalou esgoto em 63 vilas irregulares.
    Carlos Alberto Petersen ressaltou a tarifa social, hoje uma referência. “Na época se cobrava o uso de 20 metros cúbicos para quem usava quatro, nós mudamos isso”.
    Para Dieter Wartchow e Augusto Damiani, a atual gestão tenta sucatear não apenas o Dmae, como o DEP e o DMLU. “Há um afastamento dos departamentos de suas atividades”, criticou Warchow, que também salientou que a intervenção do setor privado em serviços básico tira a autonomia dos governantes. Os ex-diretores também questionaram o prefeito quanto aos recursos provenientes para investimentos.
    Marchezan já declarou publicamente que o Dmae precisa de 2,7 bilhões de reais para investir em saneamento e que a prefeitura não possui esses recursos. Damiani rebateu: “Esse é um planejamento para 20 anos”. Arnaldo Dutra lembrou que em 30 anos a rede de esgoto e saneamento pulou de 2% para 80%.
    Flavio Presser, atual diretor-presidente da Corsan, criticou a concessão no setor: “Saneamento é interesse público e deve ter gestão pública”. Carlos Todeschini salientou que em sua época já houvera uma tentativa universal de “comodotizar” a água, assim como é o petróleo, e que o Dmae serviu de exemplo durante o Fórum Mundial da água.
    Último gestor deixou R$ 78 milhões em caixa
    Antônio Elisandro foi o último a falar. O ex-diretor criticou fortemente o prefeito: “Ele que conheça o Dmae antes de falar”. Segundo Elisandro, o Dmae tinha em caixa em dezembro de 2016 R$ 76 milhões e o departamento reduziu de 223 para 83 milhões a dívida. “Também conseguimos a fundo perdido, recuperar trinta e oito milhões do Prodes (Programa de Despoluição das Bacias Hidrográficas da Agência) que virão em três anos, são mais de cem milhões para investir”, ponderou.

  • “Coleções da Zoobotânica estarão disponíveis no site da SEMA”

    Cleber Dioni Tentardini e Tiago Baltz
    Dois anos atrás, o então chefe da Casa Civil do governo do Estado, Márcio Biolchi, enviou à Assembleia Legislativa o projeto de Lei (PL) 300, com pedido de urgência para votação. Previa a extinção de três fundações: Zoobotânica (FZB), Esporte e Lazer (Fundergs) e Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps). O objetivo era “tornar a gestão mais moderna e eficiente”. O PL 300 não vingou e foi substituído.
    Naquela equipe de Biolchi – deputado federal eleito pelo PMDB e atual o secretário estadual de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia -, havia um engenheiro agrônomo, precisamente no Departamento de Assuntos Municipais da Casa Civil que, um ano depois, seria nomeado presidente de uma das fundações que planejara fechar.
    Luiz Fernando de Oliveira Branco, 58 anos, natural de Lagoa Vermelha, no norte do Estado. É formado na Universidade de Pelotas (1983), com curso de pós-graduação em Comunicação Social pela Universidade de Passo Fundo. Trabalhou por 15 anos na Emater, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, e 12 anos como assessor da bancada do PMDB no Parlamento gaúcho.
    Separado, duas filhas, uma estudante de Direito em Porto Alegre, outra residente em Passo Fundo. Branco costuma passar os finais de semana em sua propriedade rural no norte do Estado, onde planta, cria gado de corte e ovelhas, ele recebeu o jornal JÁ para falar sobre sua gestão, que completa um ano à frente da FZB.
    Esta entrevista para o especial Patrimônio Ameaçado, uma série de reportagens sobre a Zoobotânica, foi adiada ao menos quatro vezes ao longo de 2016 e teve mais uma tentativa frustrada, por telefone, neste 2017. “É que nosso assessor de imprensa foi transferido e temos muito trabalho aqui, mas queremos dar total transparência neste processo de transição administrativa para a Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA)”, justifica.
    Passava das 10h30 da segunda-feira, 07, quando ele recebeu os jornalistas em sua sala, com chimarrão novo na mão e um semblante aparentemente tranquilo, após meia hora de reunião com oito representantes da Associação dos Funcionários da FZB.
    JÁ: Qual foi a sua primeira impressão ao assumir a presidência da FZB?
    Luiz Fernando Branco: Quando vim pra cá, em 29 de julho de 2016, não considerei um convite e, sim, uma missão que o governo tinha me delegado. Eu iria pra qualquer trabalho, sou leal ao governo. Mas como sou agrônomo, de família de agricultores, com experiência na Emater e na comissão de agricultura da Assembleia, o governador entendeu de me indicar ao cargo porque sou ambientalista por natureza. Às vezes, o agricultor é mal entendido, quando corta uma árvore, quando faz uma roçada, mas ele é o maior interessado no meio ambiente, precisa da terra, da água para tirar sua subsistência.
    Houve exageros no passado. Mas, hoje, tudo o que a ciência trouxe, o plantio direto é uma coisa fantástica. No plantio convencional, segundo a Emater, se perdia até 40 toneladas por hectares ano. Hoje, não se chega a 40 quilos. Pelo advindo do plantio direto, quando se vê rios embarrados, aquilo lá é fruto das águas escorrendo das estradas, e não das lavouras.
    Como a extinção da FZB poderia modernizar a gestão ambiental?
    Hoje mesmo estava falando com a Associação dos Servidores. Nós precisamos ter um trabalho integrado. Nós somos uma engrenagem no governo do Estado, temos que estar juntos com as outras instituições, universidades, secretarias.
    Temos que ter planejamentos por semestre. Chegamos a um denominador comum, aquilo que propus aos servidores. Por exemplo, estamos fazendo um levantamento patrimonial, atualizando o patrimônio. Tem coisas que precisa vender, descartar, repassar serviços, ou atualizar. Comprar alguma coisa. Estamos fazendo isso.
    O processo de extinção nada mais é que um arranjo administrativo. É um processo de transformação. Vamos virar um departamento da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA). O Jardim Botânico vai continuar com suas atividades, todas elas. O museu vai continuar.
    E o Zoológico?
    Bem, o Governo do Estado fez um edital, contratou uma empresa para fazer uma modelagem das concessões de estradas no RS e se incluiu o Parque Zoológico. Dentro do processo de transparência, informamos tudo a KPMG, o consórcio que está fazendo a modelagem do edital. Quando tiverem uma proposta, vamos ter uma rodada de negociação com a Secretaria-Geral de Governo. Depois tem todo o processo na SEMA, com audiências públicas, todo o trâmite legal. Para daí sair um edital e habilitar uma empresa para futura concessão. A concessão do Zoo do Rio de Janeiro é um exemplo para nós.
    A demissão de funcionários não ameaça o patrimônio, como manter as coleções sem os especialistas?
    Mediante o parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), vai haver um enxugamento de pessoal. Porque não vai precisar da mesma estrutura. Alguns servidores tem estabilidade, outros não, mas isso depende de uma decisão judicial.
    Agora, como não houve entendimento do Governo com sindicatos, estão discutindo no TRT. Que está sendo o moderador. Não cabe a mim, aqui, decidir quem vai ser demitido. Essa é uma questão do Governo.
    Qual o número de servidores com estabilidade na FZB?
    Isso é uma decisão da PGE, cabe a eles dizer.

    Coleções: “Com a digitalização, quem quiser saber algo do Museu vai poder acessar no site”

    Há intenção de transferir as coleções do Museu de Ciências Naturais e do Jardim Botânico?
    Não, muito pelo contrário. Tudo, com exceção do Zoo, será mantido pela SEMA. Temos, por exemplo, um processo de digitalização de tudo aqui, quem quiser saber algo do Museu, da nossa biblioteca, vai conseguir ver em um site.
    Já estamos com estagiários da FDRH pra fazer o levantamento inicial. Depois, devemos contratar uma empresa para completar a digitalização das coleções. A intenção é melhorar. Não existe isso de retirar atividades.
    Mas há ações na Justiça, movidas pelo Ministério Público, que apontam precarização do trabalho, restrições aos pesquisadores para saídas a campo, cortes de diárias.
    Não. Nada. Mantemos tudo. E é bom explicar. Ao virar um departamento da SEMA, devemos acabar com sombreamentos. Hoje, temos um departamento de recursos humanos, aqui, e um na SEMA. Vai passa a ser um único. Tem um jurídico aqui, com um advogado, tem outro advogado na SEMA. Eles passarão a trabalhar juntos, var ser mais eficiente.
    O JB está melhor, restauramos o palco multiuso, temos um projeto de ampliação do estacionamento. Já fizemos a revitalização de uma praça infantil. E temos um projeto pra fazer um restaurante panorâmico no antigo orquidário, que hoje está abandonado. Vamos fazer uma concessão pra esse restaurante panorâmico. O orçamento existente é pra manter os serviços.
    E qual é o orçamento da FZB?
    Importante que se diga que todas as nossas contas estão em dia, não temos dívidas com fornecedores. Nosso orçamento está em dia, dentro de um amparo legal e por determinação do governador, temos total transparência nisso.
    A FZB tem uma folha de pagamento de R$ 14,6 milhões. Com os encargos, somam R$ 22 milhões. São 191 funcionários. O custeio, que envolve energia elétrica, água, diárias, etc, gira em torno de R$ 5,5 milhões. O custo total da FZB fica em R$ 28 milhões.
    Por que uma das principais atrações do museu, o serpentário, está fechado?
    Estava funcionando muito bem, mas houve o caso do arrombamento. Até hoje ocorre o processo de investigação. Aquilo foi uma tentativa de furto, soltura, sei lá.
    Mas um segurança não resolveria?
    É uma sala vulnerável, não foi construída com essa finalidade, foi adaptada. As serpentes continuam aqui, mas não vou abrir enquanto não tiver segurança total. Um alarme, câmeras de segurança. Fechar uma das duas portas, que é de vidro, vulnerável. Se não fizer isso, não vou reabrir ao público. Decisão minha.
    Quanto precisa para instalar um sistema de segurança?
    Em torno de R$ 7 mil, com videomonitoramento. Alarme e câmeras. Não tenho recurso hoje pra isso. Há um decreto em vigor que restringe algumas compras de bens duráveis. E o nosso orçamento não comporta esses investimentos.
    E aquele convênio da FZB para o envio do veneno das serpentes ao Vital Brazil, no Rio de Janeiro? Não vai ser renovado?
    Ele está vencido, e ainda estamos em tratativas. O problema era que não havia nenhuma contrapartida para nós. Mandávamos o veneno e pronto. A FZB tem um custo para manter as serpentes. Repassava a peçonha para o Vital Brazil, que faz o soro e vende para o Ministério da Saúde, mas nós não recebemos nada. E isso eu questiono. Enquanto não houver esse acerto, não vai mais peçonha para o Rio.
    Quando a SEMA assumir, podemos rever nossos acordos. Agora, estamos com as mãos amarradas. Eu tenho esforço para manter tudo, mas não posso avançar em algumas coisas. Temos que elaborar novos contratos. Vender a peçonha, acertar um valor justo com o Vital Brazil. Tem o Butantã interessado. Até o comércio exterior tem interesse na peçonha.
    Serpentário: “Futuro será definido depois que a SEMA assumir”

    Quanto a FZB arrecada como contrapartida aos serviços prestados a outras instituições? O convênio com o DAER (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem), por exemplo, para os pareceres paleontológicos?
    Nada. Eu até disse para o diretor geral do DAER, que é meu amigo. O DAER faz estradas com duas vias, uma que vai e outra que vem. Mas aqui fizemos contrato com contrapartida zero. E por que aceito isso? Porque estou assinando com uma entidade do Estado, porque somos uma engrenagem do governo. É a questão de pensar em conjunto. Uma integração. A modernização na gestão e no pensar que eu já falei.
    Não querendo criticar a Corag, por exemplo. E isso é uma queixa que eu tenho. Diz que dá lucro. Mas quem paga a Corag somos nós, os outros órgãos. Somente ano passado, as nossas despesas com a Corag foram de R$ 30 mil. Qualquer ato de governo, de qualquer autarquia. Porque são só eles que definem o preço. Tem que dar lucro.
    E a FZB não cobra das empresas privadas? Aquele estudo grande que teve para a Braskem, por exemplo.
    Para empresas privadas nós cobramos. Em 2016, arrecadamos com consultorias R$ 630 mil. Fizemos os estudos para os novos parques eólicos da Eletrosul em Santa Vitória do Palmar. Mas, de instituições do Estado, Como no caso do DAER, não tem porque cobrar da coirmã.
    Quanto deve aumentar no orçamento do próximo ano?
    Estamos trabalhando com o mesmo orçamento para o ano que vem. Acho que vamos conseguir manter.
    Voltando à questão do Zoológico, quando vai se definir a situação?
    A KPMG vai entregar a modelagem do edital em outubro, imagino que o governo vai colocar logo em seguida o edital na rua. Nossa parte agora é apenas fornecer informações a essa empresa, de tudo que arrecadamos e gastamos.
    O Zoo presta importantes serviços à sociedade, gratuitos, como o Cetas. Serão mantidos?
    Todos os serviços estão mantidos. Estamos fazendo coisas inéditas lá, é bom deixar claro. Estamos fazendo reintegração de posse. Tirando invasores de lá. Já retiramos quatro moradias e já temos autorização para reintegração de outras oito. Vamos fazer mais. Mas não depende de nós derrubarmos as casas. Isso depende da Justiça.
    Se refere à Reserva Florestal Padre Balduíno Rambo? Sabem quantas famílias vivem lá?
    Só os cadastrados são 510. Mas é mais. Só que a realocação deles não é um problema nosso.
    Qual a área total do reserva com o Zoo?
    De matrícula são 820 hectares. É uma área só – um aparte do Zoo, que é cercada, e o resto do Horto. Mas é tudo da FZB. O problema é que temos bairros totalmente consolidados, pela própria prefeitura de São Leopoldo. Mas é terreno da FZB.
    Discutimos na Justiça com a prefeitura de São Leopoldo – porque a ocupação no local é uma invasão. E eles nos cobram a taxa da coleta de lixo. Mas a prefeitura está ilegal, porque concedeu linha de ônibus, alvará, dentro de uma área que é nossa.
    Fala-se no interesse da Unisinos em ocupar a área do Horto, fala-se no interesse do governo do Estado em ceder a área para um polo farmacêutico de empresas alemãs, cuja a instalação seria financiada pelo Badesul. Há alguma tratativa em andamento sobre isso?
    Interesse tem, mas não posso falar pelo Governo do Estado. Da nossa parte, de fato, aqui não tem nada. Mas estamos fazendo a regulamentação fundiária da área.
    Existem coisas confusas, temos uma matricula em Sapucaia e outra com o registro de São Leopoldo, da mesma área. Duas matriculas. Estamos regularizando, já fizemos o georreferenciamento da área.
    Essa área aqui ao lado, no JB, utilizada pela Fepam, é da FZB?
    É da FZB, mas tem um termo de cedência em vigência. A Fepam ainda não devolveu. São 2,3 hectares me parece. A área está sendo descontaminada porque era usada por laboratórios da Fepam.
    A UERGS (Universidade Estadual) manifestou interesse em ocupar o local?
    A reitora da Uergs já nos visitou e demonstrou interesse, mas não há nada oficial. Acho que seria uma boa a doação para Universidade construir ali sua reitoria, mas é uma decisão de governo.
    Para finalizar, por que o governador ainda não visitou a Fundação Zoobotânica? Seria uma boa convidá-lo a plantar uma árvore, como fizeram seus antecessores, Ildo Meneghetti, Leonel Brizola, Antônio Britto…
    Estamos planejando atividades para comemorar os 59 anos do Jardim Botânico, aberto ao público em 10 de setembro de 1958. Não posso adiantar as atrações que pretendemos trazer, porque também depende de recursos, mas certamente serão convidadas as autoridades do governo do Estado.

  • Bares e restaurantes temem que segunda passagem aumente desemprego

    A  prefeitura de Porto Alegre publicou na quinta-feira passada (27/7), o decreto nº 19.803, que retira a gratuidade na segunda passagem de ônibus e estabelece que ela custe R$ 2,02 (50% do valor da tarifa atual, de R$ 4,05).
    De acordo com a prefeitura, a medida busca menor impacto nos futuros reajustes da passagem de transporte público.
    O decreto entra em vigor em 30 dias e a regra valerá para quem utiliza vale-transporte e passe antecipado.
    Ao entanto, as novas regras preocupam diversos setores da economia, entre eles o de alimentação fora do lar.
    Conforme a diretora executiva da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes seccional do Rio Grande do Sul (Abrasel/RS), Thais Kapp, essa retirada de gratuidade pode impactar em demissões no setor ou ser empecilho para novas contratações.
    Segundo ela, “o custo gerado por este decreto pagaria um novo posto de trabalho. Assim, quem pensava em contratar, dará um passo atrás, bem como aqueles que precisarem reduzir custos, optarão pelo fechamento de uma vaga, pois a medida irá onerar os empresários. Somos contra as alterações e esperamos que a Prefeitura reveja este decreto com urgência”, pondera Thais.

  • Crimes com arma de fogo crescem 60% em Florianópolis

    Somente os hospitais públicos, em Florianópolis, atenderam uma pessoa por dia ferida por arma de fogo nos últimos seis meses.
    Foram 186 pacientes baleados entre janeiro a junho, segundo a estatística da Secretaria de Saúde.
    A conta considera as entradas nas emergências de cinco unidades de saúde de Florianópolis e São José.
    Em relação ao primeiro semestre do ano passado, as vítimas de tiros  atendidas nos hospitais de rede pública aumentaram 60% neste ano.
    O campeão foi o Hospital Regional de São José, que também atende vítimas de cidades vizinhas e que recebeu mais de cem pessoas baleadas entre janeiro e junho, com crescimento de 80% em seis meses.
    Na Capital, também cresceram os atendimentos a baleados no Hospital Governador Celso Ramos (75%) e no Florianópolis (29%).
    Muitas vítimas são salvas pelos médicos, por isso a maioria dos casos é tratada como tentativa de homicídio e não entra para as estatísticas de mortes.
    O número de baleados que entram nas unidades, diz a polícia, é reflexo da mesma onda de violência que tem alcançado recordes de assassinatos na região. Florianópolis registrou 111 homicídios nos primeiros seis meses do ano, mais do que a soma de todos os casos de 2016.
    A principal causa dos ferimentos a bala, assim como as mortes,  é a disputa entre grupos criminosas por pontos de distribuição de drogas. Nos últimos meses essa guerra tem se acirrado pelo confronto entre uma facção de São Paulo e os grupos locais.
     
     
     
     
     
     
     

  • Advogado adia a apresentação de Sérgio Sirotsky à polícia

    Não se confirmou a informação de que Sérgio Orlandini Sirotsky, de 21 anos, se apresentaria à polícia na manhã desta terça-feira.
    O rapaz, filho do diretor da RBS, Sérgio Sirotsky,  foi identificado pela polícia como o motorista do Audi A3, que atropelou três pessoas na saída de uma festa na madrugada de domingo, na praia de Jurerê em Florianópolis.
    Há exatos sete anos, quando ainda era menor, ele e outros dois colegas foram envolvidos no estupro de uma garota no apartamento onde morava com a familia.
    Segundo o delegado Otávio Cesar Lima o advogado do rapaz desistiu de apresentá-lo conforme havia prometido e não marcou outro horário.
    O delegado pretende ouvir o depoimento do jovem antes de solicitar à Justiça a prisão preventiva do suspeito.
    Lima também aguarda os resultados periciais do carro, do local do crime e o exame de corpo de delito das vítimas. Marcas de sangue foram encontradas no veículo.
    Segundo o boletim de ocorrência, na primeira colisão, o condutor de Audi atropelou três homens: Sérgio Teixeira da Luz, Rafael Machado da Cruz e Edson Mendonça de Oliveira.
    O veículo foi encontrado abandonado na SC-401, no bairro Santo Antônio de Lisboa. Sérgio Teixeira está em estado grave e continua internada no Hospital Celso Ramos.
    O veículo usado por Sirotsky está no nome de uma empresa, em que ele e mais duas pessoas são sócias.
    O advogado diz que Sérgio estava muito abalado neste domingo e não deu detalhes do que ocorreu. O delegado descartou, inicialmente, a prisão dele no momento do depoimento.
    O empresário Sérgio Sirotsky,  pai de Sérgio Orlandini Sirotsky, distribuiu nota à imprensa na tarde desta terça-feira Veja a íntegra:
    “Lamento profundamente o acidente ocorrido no domingo (6), em Jurerê, envolvendo veículo conduzido por meu filho Sérgio Orlandini Sirotsky.
    Como pai, estou muito triste e peço desculpas aos jovens atingidos e a seus familiares, a quem vamos oferecer todo o apoio e solidariedade para que possam se restabelecer com saúde e retomar suas vidas. Os contatos com os familiares estão acontecendo na tarde desta terça-feira.
    Está sendo muito difícil para nossa família enfrentar este momento, que nenhum pai gostaria de viver. Confiamos que o caso será tratado com serenidade e responsabilidade pelas autoridades competentes.
    Meu filho tem 21 anos, e é responsável por seus atos. Estamos tomando providências para tratar de nosso filho, que também precisa de ajuda.
    Sérgio Sirotsky”
     
    (com informações do Diario Catarinense)
     

  • Guerra no Rio: mais de 700 pessoas mortas em tiroteios desde janeiro

    A Linha Vermelha, via expressa de 25 quilômetros que corta uma das áreas mais populosas do Rio de Janeiro, ficou  vinte minutos interditada por conta de um tiroteio, no início desta terça feira.
    É a quarta vez, em menos de 48 horas, que o trânsito é bloqueado pela ação de bandidos na rodovia, cujo nome oficial é Via Expressa Presidente João Goulart.
    Nas redes sociais, moradores relatavam, já de madrugada,  troca de tiros e informavam que escolas da região estão sem aulas nessa manhã, por causa da operação.
    Voz das Comunidades 
    ✔@vozdacomunidade
    06h20 – Moradores relatam uma intensa troca de tiros neste momento no Complexo da Penha
    Voz das Comunidades 
     ✔@vozdacomunidade
    06h20 – Moradores relatam uma intensa troca de tiros neste momento no Complexo da Penha pic.twitter.com/CULKSbx77M
     Voz das Comunidades 
    ✔@vozdacomunidade
    07h – O caveirão do BOPE circula neste momento na Vila Cruzeiro e segundo infos, todas as escolas da região estão fechadas.
    Voz das Comunidades 
     ✔@vozdacomunidade
    06h20 – Moradores relatam uma intensa troca de tiros neste momento no Complexo da Penha pic.twitter.com/CULKSbx77M
    Voz das Comunidades 
    ✔@vozdacomunidade
    Segundo a página @bairrodapenha, as escolas municipais Bernardo de Vasconcelos e Monsenhor Rocha cancelaram as aulas por causa da operação.
    6:33 AM – Aug 8, 2017
    Onde Tem Tiroteio-RJ @RJ_OTT
    OTT-RJ Informa:
    Tiros na Vila Cruzeiro na Penha. Atenção na região. 6:41 AM – Aug 8, 2017
    A onda de violência que havia refluído nos últimos dias com a chegada de tropas militares ao Rio, recrudesceu no domingo (6), quando os arrastões recomeçaram na Baixada Fluminense.
     
    “Sem as tropas federais nas ruas, a violência não dá trégua, e os alvos principais de bandidos têm sido as vias expressas da cidade, focos da estratégia do Plano Nacional de Segurança”, registrou o G1.
     

    Uma estatística divulgada nesta terça, revela os níveis que a violência atingiu na antiga capital do Brasil

    O número de vítimas que perderam a vida em tiroteios na Região Metropolitana do Rio de Janeiro disparou no primeiro semestre do ano. Foram 742 pessoas mortas.

    O balanço é de um aplicativo, chamado Fogo Cruzado, que ajuda os moradores do Rio e Grande Rio a evitar áreas de confronto e rastreou a rotina de tiroteios na Região Metropolitana da cidade.

    Em um ano, a ferramenta recebeu 5.166 notificações de confrontos.

    No primeiro semestre de 2017, o número de tiroteios atingiu a maior média: 15 por dia.

    Os dados do aplicativo ainda mostram que, entre os dez lugares onde há a maior incidência de tiroteios no Rio de Janeiro, oito tem uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Cidade de Deus, Complexo do Alemão e Complexo da Penha são algumas dessas áreas.

    A socióloga que monitora as notificações do aplicativo diz que os tiroteios passaram a ocorrer com mais frequência em todas as regiões da cidade, não apenas nas áreas periféricas.

    Outro dado alarmante é a maior quantidade de vítimas de armas de fogo. No segundo semestre do ano passado, 539 pessoas morreram por causa de tiros, segundo o Fogo Cruzado. No primeiro semestre deste ano foram 742. Um aumento de 37%.

    Teve um aumento muito grande dessas vítimas que, na sua maioria, são moradores que estão ali naquela situação, que não tem a ver com os tiroteios, não tem a ver com o confronto e que acabam sofrendo as consequências”, explicou Paula Napolião, assistente de dados do aplicativo Fogo Cruzado, que atualmente é usado por 100 mil pessoas.

    A mãe e a irmã de Luís Carlos Alves foram baleadas na porta de casa. Marlene, de 76 anos, e Ana Cristina, de 42 anos, morreram após um confronto entre policiais e traficantes no Morro da Mangueira, na Zona Norte do Rio. A Divisão de Homicídios está investigando o caso. A família suspeita que policiais teriam feito disparos. (com informações do Dia, G1, RBA, Agencia Brasil)