Categoria: Geral

  • Tragédia com avião da TAM completa 10 anos sem ninguém punido

    Passados dez anos, ninguém foi condenado pelo acidente com o Airbus A320 da TAM, ocorrido em 17 de julho de 2007. Nesses anos, o caso foi julgado pela primeira e segunda instâncias da Justiça Federal e todos os denunciados pelo Ministério Público Federal foram absolvidos. Nesses dez anos, a TAM se juntou à empresa aérea chilena LAN, fusão que ocorreu no dia 5 de maio de 2016, e virou Latam Airlines, ou somente Latam como está estampado em suas aeronaves.
    O acidente foi investigado por três órgãos. Um deles, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, que concluiu que uma série de fatores contribuíram para o acidente. O relatório do Cenipa constatou, entre vários pontos, que os pilotos movimentaram, sem perceber, um dos manetes para a posição idle (ponto morto) e deixaram o outro em posição climb (subir). O sistema de computadores da aeronave entendeu que os pilotos queriam arremeter (subir).
    O documento também relata que não havia um aviso sonoro para advertir os pilotos sobre a falha no posicionamento dos manetes e que o treinamento dos pilotos era falho: a formação teórica dos pilotos, pelo que se apurou na época, usava apenas cursos interativos em computador. Outro problema apontado é que o co-piloto, embora tivesse grande experiência, tinha poucas horas de voo em aviões do modelo A320, e que não foi normatizada, na época, a proibição em Congonhas de pousos com o reverso (freio aerodinâmico) inoperante, o que impediria o pouso do avião nessas condições em situação de pista molhada.
    A Latam Airlines negou que houvesse falhas no treinamento dos pilotos. “O programa de treinamento da companhia já se encontrava dentro do previsto e conforme regulamentações do setor, inclusive com conteúdo e carga horária conforme padrões mundiais”, informou. Segundo a Latam, tanto o treinamento quanto os procedimentos dos pilotos são feitos conforme padrões mundiais de segurança e norteados pelos manuais do fabricante e aprovados pelas autoridades do país de origem e órgãos reguladores.
    O Cenipa, no entanto, não é um órgão de punição, mas de prevenção. Ele não aponta culpados, mas as causas do acidente. O relatório sobre o acidente, portanto, dá informações e 83 recomendações para que tragédias como essa não se repitam. O relatório feito pela Aeronáutica contribuiu para outras duas investigações, feitas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal, que levaram, no entanto, a conclusões bem diferentes sobre os culpados.

    Acidente com avião da TAM no aeroporto de Congonhas completa 10 anos/Milton Mansilha/Agência Lusa

    O caso foi investigado inicialmente pela Polícia Civil, que decidiu indiciar dez pessoas pelo acidente, entre elas funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da companhia aérea TAM. Após o indiciamento policial, o processo foi levado ao promotor Mário Luiz Sarrubbo, do Ministério Público Estadual, que incluiu mais um nome e denunciou 11 pessoas pelo acidente. “O acidente poderia e deveria ter sido evitado. A aeronave, com o reverso inoperante, não poderia pousar naquela pista naquela circunstância”, disse o promotor.
    O processo em âmbito estadual agradou às famílias das vítimas. “O processo, como foi feito pelo Dr. Sarrubbo, achei que foi muito bem feito. Apontou gente da Anac, Infraero e TAM. Se não me engano, ele fez uma menção contra a Airbus por não colocar como mandatório aquele dispositivo de segurança [o aviso sonoro sobre o posicionamento dos manetes]”, disse Dario Scott, pai de Thais, que morreu no acidente.
    Por meio de nota, a Infraero informou que “não falhou”. “Restou comprovado, pelo Cenipa, que não houve falha do administrador na liberação da pista. O acidente envolvendo o A320 da TAM foi rigorosamente investigado, conforme Relatório Final da Investigação. As conclusões dispostas no referido documento não apontam a pista como fator contribuinte ao acidente”, diz o órgão. A empresa disse ainda que chegou a prestar esclarecimentos à Justiça e que, no decorrer da ação, a empresa foi excluída do processo.
    A denúncia do promotor não foi levada à Justiça estadual. O processo foi remetido ao Ministério Público Federal porque, no entendimento do promotor, o caso se tratava de crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, competência federal.
    “Em dado momento, na nossa investigação, detectamos que havia muitas questões envolvendo a empresa aérea, o nível de segurança, erros em cadeia que resultaram nos erros fatais cometidos na cabine e, evidentemente, uma sequência anterior envolvendo a empresa, a Anac, a Infraero. Havia também problemas na pista, da falta de grooving. Então era muito mais uma questão sistêmica do que isolada. Quando concluímos a investigação estadual, me manifestei que havia indícios de crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo e pedi a remessa dos autos para a Justiça Federal, ou seja, para o Ministério Público Federal”, disse Sarrubbo.
    Por se tratar de um acidente aéreo, o caso também foi investigado pela Polícia Federal, que finalizou sua investigação decidindo culpar apenas os dois pilotos, Kleyber Lima e Henrique Stefanini Di Sacco, pela tragédia. O inquérito da Polícia Federal se transformou em denúncia e, nesse documento, que foi aceito pela Justiça, o procurador Rodrigo de Grandis decidiu, ao contrário do indiciamento da Polícia Federal, denunciar três pessoas pelo acidente.
    “Obviamente os pilotos não conseguiram parar a aeronave e têm responsabilidade. Foram mal treinados ou o que for, não sei, mas infelizmente eles não estão aqui para se defender. Mas é muito simplista eu falar na responsabilidade deles. Isso é cômodo para a TAM, a Anac, a Airbus, a Infraero e não satisfaz os familiares”, disse Dario Scott.
    Justiça Federal
    A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu, o então vice-presidente de operações da TAM, Alberto Farjeman, e o diretor de Segurança de Voo da empresa na época, Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro foram denunciados pelo Ministério Público por “atentado contra a segurança de transporte aéreo”, na modalidade culposa. Eles foram absolvidos pela Justiça de primeira instância e também pelo Tribunal Regional Federal.
    Os três viraram réus e foram julgados pelo juiz Márcio Assad Guardia, da 8ª Vara Federal Criminal de São Paulo que, em 2015, absolveu-os. Para o juiz, eles não agiram com dolo (intenção).
    “[Eles] não praticaram o crime de exposição de aeronave a perigo previsto no Artigo 261 e do Código Penal, seja porque as condutas a eles atribuídas não correspondem à figura típica abstratamente prevista na norma [ausência de subsunção do fato ao tipo], seja porque não se encontram no desdobramento causal – normativo ou naturalístico – do resultado”, diz o juiz na sentença. “De acordo com as premissas apresentadas pelo órgão acusatório [MPF], seria possível imputar a responsabilidade penal pelo sinistro ocorrido em 17 de julho de 2007 a um contingente imensurável de indivíduos, notadamente pela quantidade e pelo grau de desvirtuamento apresentados no curso do processo”. No mês passado, o TRF manteve a decisão de primeira instância e a absolvição dos réus.
    Apesar da demora e da absolvição dos réus nas instâncias iniciais, as famílias ainda acreditam em condenação. “A esperança é que esse quadro seja revertido. Para nós, familiares, essas três pessoas que são réus no processo criminal, tem responsabilidade por expor a aeronave a risco. O que a gente espera é que isso [a absolvição] se reverta e tenha uma punição. Tem que ter”, ressaltou Dario Scott.
    “Essa questão, eu digo para as famílias, não terminou. Tenho convicção de que a Justiça ainda dará uma resposta ao recurso pendente de apreciação. Tenho a firme convicção de que nós teremos uma resposta positiva da Justiça com a responsabilização penal daqueles que atuaram, eu insisto, não dolosamente, mas daqueles que colaboraram para esse tipo de evento”, disse Sarrubbo.
    O advogado que defende as famílias também espera pela reforma da sentença nas instâncias superiores e na punição aos culpados pelo acidente.
    “Continuo entendendo que, na realidade, quando o avião se chocou com o prédio da TAM, ali não foi o início da tragédia. Ali foi o fim da tragédia. O início da tragédia foi a autorização do pouso [no aeroporto de Congonhas]. Essa autorização, nas circunstâncias da pista, nas circunstâncias do avião, naquele momento chuvoso, com pista escorregadia, o avião com o reverso pinado, voo lotadíssimo, não deveria ocorrer. Algumas pessoas deveriam garantir que isso não ocorresse e terminaram não cumprindo com seus deveres”, disse o advogado da família, Ronaldo Augusto Bretas Marzagão, que era Secretário de Segurança Pública de São Paulo na época do acidente.
    De acordo com o advogado, “a luta continua”. “Se ainda tivermos recursos para as cortes superiores, o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, continuaremos lutando porque estamos lutando em nome da memória de 199 pessoas mortas. E também estamos lutando para que o Brasil, alertado por essa tragédia, trabalhe incessantemente para que ela não mais ocorra.”
    Histórico
    Eram aproximadamente 18h48 do dia 17 de julho de 2007 quando o Airbus A 320 da TAM, que vinha do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, tentou pousar no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A pista estava molhada e, por causa de uma reforma recente, não tinha grooving (ranhuras, que facilitam a frenagem do avião). De acordo com as investigações, por um erro no posicionamento dos manetes, que determinam a aceleração ou reduzem a potência do motor, a aeronave não parou. Um dos manetes estava na posição de ponto morto (idle), mas o outro em posição de aceleração.
    O airbus atravessou a pista, passou sobre a Avenida Washington Luís e bateu num prédio de cargas da própria companhia, provocando a morte de 199 pessoas.
    A situação da pista gerava, segundo investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea, uma certa preocupação e desconforto para os pilotos que tinham que pousar em Congonhas, principalmente quando chovia, como era o caso do dia do acidente.
    Além disso, segundo o relatório do Cenipa, que investigou todas as causas do acidente e apontou uma série de recomendações para prevenir futuros acidentes, outro problema foi que o avião operava com um reverso (sistema de freio aerodinâmico do motor) desativado (pinado), o que exigiria mais pista para parar a aeronave.
    Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

  • MP denuncia crimes na Escola dos Serviços Penitenciários

    Foi apresentada nesta sexta-feira, 14, denúncia por crimes como peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso, falsificação de documento particular e lavagem de dinheiro contra quatro pessoas envolvidas em fraudes nas aquisições de materiais e prestações de serviços da Escola do Serviço Penitenciário (ESP).
    O promotor Flávio Duarte, que assina a denúncia, solicitou à Justiça o compartilhamento das provas com a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre, Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário, Procuradoria-Geral do Estado e Ministério Público de Contas do RS.
    Conforme as investigações, enquanto exercia a função gratificada de diretor da ESP, João Eduardo Quevedo Reymunde era o ordenador de despesas do órgão e responsável pelas autorizações de pagamento, bem como por todos os procedimentos de adiantamento de valores, recebimento de materiais e serviços, além das respectivas prestações de contas do estabelecimento de ensino.
    A ESP recebe recursos do Departamento Administrativo da Superintendência dos Serviços Penitenciários e as compras devem ser realizadas a partir de três orçamentos dos mesmos serviços ou materiais, pelo critério do menor preço.
    Assim, entre março de 2015 e dezembro de 2016, Reymunde desviou dinheiro da Escola, eventualmente com a contribuição do então agente penitenciário Luiz Carlos Reis Lamego (servidor responsável pelo adiantamento de numerário da ESP), em conluio com os dois empresários do ramo de serviços gráficos e manutenção elétrica e de ar condicionado. Os valores que deveriam ser destinados à gestão do órgão foram desviados mediante a simulação de aquisição de serviços, com a utilização de orçamentos falsos e notas fiscais fraudulentas, fornecidos pelos empresários. Os trabalhos, em sua maioria, sequer foram realizados.
    Alguns desses serviços sequer seriam necessários, já que a Secretaria de Segurança Pública do Estado tinha contrato permanente, efetivado após licitação, com uma empresa para a manutenção predial da Academia Integrada da Segurança Pública, que abrange a ESP. Para a lavagem do dinheiro desviado, Reymunde adquiriu uma motocicleta BMW/G650 GS, que foi registrada no nome de Luiz Carlos Reis Lamego (com seu consentimento).
    Os denunciados já haviam sido apontados pela Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage) como responsáveis pelo pagamento adiantado de materiais não classificados como emergenciais (como cartazes e adesivos), que não foram encontrados na ESP em vistoria da Diretoria Administrativa da Susepe.
    Operação
    Em 15 de maio deste ano, a Promotoria de Justiça Especializada Criminal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Núcleo Capital cumpriram, em Porto Alegre, quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de sequestro da motocicleta. Os mandados foram cumpridos em duas residências e duas empresas. A investigação começou a partir de informações repassadas pela Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário e pela Procuradoria-Geral do Estado.

  • Cooperativa de assentados inaugura Armazém do Camponês em São Gabriel

    A população urbana de São Gabriel, na região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, tem mais um espaço para adquirir produtos da Reforma Agrária.
    A Cooperativa Agroecológica do Camponês (CooperCamponesa), ligada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra MST), inaugurou nesta terça-feira (11) o ‘Armazém do Camponês’ no Mercado Público Municipal.
    A iniciativa tem apoio da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Rural (SDR) e faz parte de um programa de fortalecimento da hortifruticultura com a agricultura familiar gabrielense, que envolve a Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Cooperativa de Trabalho em Serviços Técnicos (Coptec) e  Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).
    Segundo Claudinei Ludwig, coordenador do setor de produção da cooperativa, o objetivo do Armazém do Camponês é contribuir com a renda das famílias assentadas, além de fornecer alimentos saudáveis para o público da cidade e valorizar a produção local, uma vez que em torno de 80% dos hortifrutigranjeiros consumidos no município vêm de fora.
    “A banca servirá para articular a comercialização mais ampla. Já estamos fornecendo para a merenda escolar municipal, e nosso próximo passo será estabelecer relação com mercados locais e outras entidades”, complementa.
    O Armazém do Camponês atende de segunda-feira a sábado, das 9 às 16 horas, e comercializa panifícios, hortifrutigranjeiros e artesanatos. Entre eles destacam-se arroz e sucos orgânicos, que já possuem certificação da Cooperativa Central dos Assentamentos do Rio Grande do Sul (Coceargs).
    Toda a produção é feita por famílias de quatro assentamentos da região, mas a intenção, segundo Ludwig, é abrir o espaço para todos os assentados que queiram comercializar seus alimentos junto à cooperativa.

     (com informações da Assessoria)

     

  • Ato em apoio a Lula e contra as reformas de Temer reúne mil pessoas na Esquina Democrática

    FELIPE UHR
    Um tímido apoio a Lula foi registrado hoje no centro de Porto Alegre. Cerca de mil pessoas, segundo a organização, reuniram-se na Esquina Democrática em defesa do ex-presidente, que foi condenado ontem, dia 12, a nove anos e meio de prisão, pelo Juiz Sérgio Moro.
    A manifestação também era contra as reformas de Temer.  Uma da organizadoras do ato, Suelen Gonçalves, do Movimento Nacional de Luta à Moradia (MNLM), admitiu a que a defesa de Lula surgiu como um segundo objetivo do ato: “Sabíamos que seria uma semana agitada.”
    A militante também salientou sua estranheza ao comentar sobre a condenação de Lula. “É sempre essa ‘coincidência’ de ocorrer um fato que logo abafa outro anterior”, disse, referindo-se à sentença no mesmo dia da aprovação da reforma trabalhista.
    Políticos do PT, como a vereadora Sofia Cavedon e o deputado estadual Tarcísio Zimmermann, foram vistos na multidão. “Fora Temer” foi  grito mais declamado a cada discurso que era proferido por líderes sindicais e de movimentos sociais presentes na vigília.
    Um grupo colhia assinaturas pela revogação do afastamento de DIlma Rousseff. O Movimento Nacional pela Anulação do Impeachment começou no início deste mẽs de julho. O objetivo é colher mais de 1,4 milhão de assinaturas.
    Provocação 
    Durante o ato, do alto de um prédio foram jogadas tiras de papel com os dizeres “LULADRÃO teu lugar é na prisão”. Sem sucesso, os participantes do protesto tentavam identificar o autor da provocação.
    Nas proximidades do ato, tropas policiais de prontidão: na Jerônimo Coelho uma dúzia de soldados do BOE, na Borges de Medeiros mais uma dúzia de motos e policiais. Na esquina da Jerônimo com a Marechal Floriano Peixoto, 6 caminhonetes do BOE estavam estacionadas.

    Na Borges policias de moto faziam a vigilância do ato. Foto: Felipe Uhr/Jornal Já

    Na Jerônimo 6 viaturas do BOE estacionadas deram a dimensão do efetivo deslocado. Foto: Felipe Uhr/Jornal Já

     
    A manifestação acabou por volta das 20h, no Largo Zumbi dos Palmares, sem nenhum incidente registrado.

  • Temer sanciona reforma e diz que vê "entusiasmo extraordinário"

    O presidente Michel Temer sancionou nesta quinta-feira (13) o projeto de reforma trabalhista aprovado pelo Congresso Nacional.

    No discurso sobre a reforma, Temer afirmou que o país vive uma ‘suposta crise’, e que o que ele vê é  um “entusiasmo extraordinário”.

    A frase é lapidar:

    “Eu faço um registro curioso: nessas últimas semanas, certa e precisamente, em função de uma suposta crise, o que tem acontecido é um entusiasmo extraordinário”, enfatizou.

    Temer chegou a dizer que está “revolucionando o país”

    “Poderia elencar tudo que nós fizemos ao longo desses 14 meses e olhe: não são 4 anos, não são oito anos, são 14 meses. E, toda a modéstia de lado, estamos revolucionando o país”.

  • Governo ganha na Comissão de Justiça e vai agora enfrentar o plenário da Câmara

    Michel Temer ganhou mais um round na luta que trava diáriamente para se manter no cargo de Presidente da República, que ocupa desde o golpe parlamentar que afastou Dilma Rousseff em maio do ano passado.
    Por 40 votos contra 25, a Comissão de Constituição e Justiça rejeitou o parecer do relator Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) que recomendava o prosseguimento da denúncia contra Temer, feita pela Procuradoria Geral da República.
    A sessão entra pela noite, pois a comissão tem que votar um novo parecer favorável a Temer, que será levado ao plenário para decisão.
    O ministro Eliseu Padilha, um dos escudeiros de Temer, que andava sumido do noticiário, reapareceu para dizer que o presidente está confiante e “vai continuar lutando”.
    Temer está usando todas as armas ao seu alcance para garantir os votos e barrar a denúncia. Segundo a oposição, 12 dos quarenta votos favoráveis ao presidente foram de parlamentares que entraram na comissão no troca troca que o governo promoveu à ultima hora.
    Acompanhe ao vivo
    http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2017-07/ccj-retoma-sessao-que-analisa-denuncia-contra-temer

  • Prefeitura promete limpeza, capina e iluminação de 200 praças por mês

    A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSurb) divulgou a programação para esta semana de limpeza, capina, corte de vegetação e manutenção de iluminação pública nas praças da cidade.
    Porto Alegre possui mais de 600 praças e a previsão da SMSurb é de que sejam atendidos 200 locais por mês. Neste caso, os serviços ocorrem a cada 3 meses, de segunda-feira a sábado até o meio dia.
    Entre as praças que receberão os serviços do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) e da Divisão de Iluminação Pública (DIP) estão: Dom Edmundo Kunz, Loteamento Dona Teodora, Pedro Pufal e Oscar Bertholdo, ambos na Vila Farrapos; Engenheiro Daniel Ribeiro, no bairro Humaitá; Martim Ferreira De Carvalho e Largo Maria Aparecida da Cunha, no Sarandi; além do Campo de Futebol Jornal do Comércio e praça Donário Braga, no bairro Santa Rosa. O andamento dos serviços dependerá das condições climáticas.
    Serviço
    A SMSurb, por meio do DMLU, é a pasta responsável pela manutenção das praças desde outubro de 2016, e a limpeza é feita por contrato de equipes que realizam a manutenção rotativa dos locais. Os oito parques do município têm equipes próprias de serviços, mantidas pela Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SMAMS).

  • "A História vai mostrar quem está certo e quem está errado", diz Lula

    Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil
    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou publicamente após ter sido condenado a nove anos e meio de prisão por corrupção pelo juiz federal Sérgio Moro.
    Em declaração à imprensa na sede do PT na capital paulista, Lula diz que a sentença aplicada por Moro tem componente político e que provará sua inocência no processo.
    “A única prova que existe nesse processo é a da minha inocência”, disse o ex-presidente. “Eu acho que o Moro tem que prestar contas à história, que vai dizer quem está certo e errado”, completou. “Quem acha que é o fim do Lula, quebrou a cara”, disse.
    Lula foi condenado pelo juiz em um dos processos da Operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-presidente é acusado de favorecimento na reforma de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo.
    Na mesma decisão judicial, Lula também fica interditado para o exercício de cargo ou função pública pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade, ou seja, por 19 anos.
    A decisão, no entanto, precisa ser confirmada pela segunda instância. Moro não decretou a prisão de Lula, que pode recorrer da sentença em liberdade.
    Para Lula, a condenação é uma tentativa de tirá-lo do cenário político. Ele disse que continua candidato à presidência do país nas eleições de 2018. O ex-presidente rebateu a tese de que existem provas contra ele no processo, que o levou a ser condenado. “Queria desafiar os meus inimigos e donos meios de comunicação que fizessem um esforço incomensurável para apresentar uma única prova. Porque a única prova que eles apresentam foi um papel rasurado”, criticou.
    Na decisão, Moro afirma que as reformas executadas no apartamento pela empresa OAS provam que o imóvel era destinado ao ex-presidente e que ficou provado nos autos que Lula e sua esposa Marisa Letícia (já falecida) eram os proprietários de fato do apartamento.
    O ex-presidente e seus advogados disseram que vão recorrer em todas as instâncias e irão questionar a sentença do juiz Moro no Conselho Nacional de Justiça. Lula criticou o juiz, que, na sua visão, escreveu 60 páginas na condenação para se justificar pela falta de provas.
  • Juiz manda apreender honorários de advogado que lesou clientes da CRT

    O juiz Alan Peixoto de Oliveira, da 4ª Vara Cível da Comarca de Passo Fundo, determinou medidas objetivando garantir o possível ressarcimento de milhares de clientes lesados por Maurício Dal Agnol, incluindo a retenção de bens e o levantamento de valores para os credores.
    Advogado, Dal Agnol é acusado de liderar esquema fraudulento envolvendo participações acionárias da CRT, antiga estatal gaúcha de telefonia. Apenas no Estado, ele é réu em centenas de ações judiciais, algumas já com trânsito em julgado, buscando reparação financeira. O magistrado estima que o valor cobrado nessas ações chegue a R$ 170 milhões, enquanto o patrimônio retido de Dal Agnol não ultrapassa os R$ 5 milhões.
    Apreensões
    Foi determinada a apreensão dos honorários oriundos de processos de qualquer natureza patrocinados por Dal Agnol. Significa que os honorários – pagamento pelo trabalho advocatício – devidos a ele deverão ser destinados à formação de um único montante com vistas ao ressarcimento dos clientes afetados pela fraude.
    No despacho, assinado no último dia 7, o juiz de Passo Fundo explica que, por conta de decisão judicial anterior, cerca de R$ 1 milhão em honorários já foram liberados para Dal Agnol, sob a justificativa de que a renumeração teria caráter alimentar. Para o magistrado, algo que não pode mais ser tolerado: “Pretende a norma garantir o essencial e a dignidade do destinatário da verba alimentar, e não manter elevado padrão de vida em detrimento das vítimas e do pagamento da dívida.”
    Também foi ordenada a expedição de novos mandados de apreensão de bens e valores em relação a oito empresas, respeitando a participação de Dal Agnol no capital social. São elas: Marmuri Empreendimentos Imobiliários Ltda, MD Rent Locações, Mosagosto Empreendimentos Imobiliários Ltda, Perisul Empreendimentos Imobiliários, Centro Hípico e Haras MD, Diamante Análises de Cadastros Ltda ME, Anaca Análise de Cadastros Ltda ME, Dal Agnol e Fernandes Ltda ME
    As determinações do juiz Alan estão no âmbito de medida cautelar de indisponibilidade de bens movida pela Defensoria Pública do Estado (DPE) contra Dal Agnol em 2014. Ainda são réus no processo Márcia Fátima Da Silva Dall Agnol (esposa do advogado), Marina Dal Agnol (filha) e a empresa Dal Agnol Advogados.
    Valores
    Noutro ponto, o magistrado autorizou o levantamento de valores em favor dos credores. “O réu apresentou proposta de acordo, onde concordou com o pagamento dos credores, por ordem judicial, com a utilização dos valores depositados no feito, ressalvados os honorários de sucumbência eos honorários dos seus procuradores”, explicou.
    Com isso, estipulou como critérios para o pagamento de credores: ordem de penhora, desde que haja trânsito em julgado da decisão no juízo de origem, concordância do Ministério Público e da DPE.
    Fica autorizada ainda a realização de atos expropriatórios nas execuções individuais, sobre os bens arrestados na cautelar. O Juiz esclarece: “Os valores em depósito judicial vinculados ao processo cautelar são insuficientes para pagamento mesmo dos credores já habilitados no procedimento, sendo recomendável que as ações executivas em andamento tenham normal seguimento.”
    Citação
    Ainda que a medida cautelar de indisponibilidade de bens tramite há três anos, tanto a esposa, que vive em Curitiba/PR, como a filha (incluída como ré mais tarde, morando em Nova Iorque/USA) jamais foram efetivamente citadas. Por isso, o juiz Alan convocou Maurício Dal Agnol a cooperar, indicando meios de notificar a sua esposa e a filha.
    A íntegra do despacho pode ser acessada através da busca processual no site do TJRS, no processo 11400099333 (Comarca de Passo Fundo).

  • Reforma administrativa de Marchezan uniu Esporte ao Desenvolvimento Social

    Aprovada por 27 votos na tarde da quarta-feira, dia 12, a reforma administrativa do governo Marchezan, que altera de 37 para 15 o número de secretarias.
    Por mais de 6 horas, foi discutida a permanência da Secretaria Municipal dos Esportes. Nas galerias lotadas, a pressão era para que a pasta não fosse excluída. O Governo propôs então acrescentar o nome de “esporte” junto à pasta de Desenvolvimento Social. A retificação teve 20 votos a favor.
    Por outro lado, uma subemenda do vereador Tarciso Flecha Negra (PSD) retirava o nome ‘esporte’ novamente, para que fosse criada em outra emenda a Secretaria do Esporte. A proposta de Tarciso foi rejeitada.
     
    Em maio 20 vereadores declararam na tribuna que a pasta permaneceria. Mudaram de opinião os vereadores peemedebistas Idenir Cecchim, Pablo Mendes Ribeiro, Valter Nagelstein, André Carús, e Cassiá Carpes( PP) e Rodrigo Maroni (PR). Os vereadores Márcio Bins Ely (PDT) e Comandante Nádia (PDMB, que, na época, também declararam apoio à Secretaria, não compareceram à votação.
    Ao longo da sessão, vinte emendas parlamentares foram apresentadas. Destas, onze foram prejudicas e não foram votadas. Das nove apreciadas, apenas duas foram aprovadas.
    Uma delas, de autoria dos vereadores Idenir Cecchim e André Carús, obriga “o Poder Executivo  informar no exercício subsequente o quanto foi economizado a partir da extinção das secretarias municipais.
    A outra emenda, proposta pelo vereador Reginaldo Pujol (DEM), prevê que todas as políticas públicas relacionadas ao esporte sejam mantidas em execução e sem diminuição orçamentária.
    Foi confirmada a extinção das seguintes secretarias:
    Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social (SMACIS);
    Secretaria Municipal dos Direitos Humanos (SMDH);
    Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME);
    Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego (SMTE);
    Secretaria Municipal da Juventude (SMJ);
    Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (SMIC);

    Secretaria Municipal de Turismo (SMTur);
    Secretaria Municipal de Urbanismo (SMUrb);
    Secretaria Especial dos Direitos dos Animais (SEDA);
    Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV);
    Secretaria Municipal de Transportes (SMT);
    Secretaria Municipal de Administração (SMA);
    Secretaria Municipal de Planejamento Estratégico e Orçamento (SMPEO);
    Secretaria Municipal de Gestão (SMGes);
    Secretaria Municipal de Governança Local (SMGL).