No feriado de Carnaval, dia 28 de fevereiro, a antiga Fazenda Annoni – símbolo da luta pela Reforma Agraria no Brasil – ,localizada no município de Pontão, no Norte do Rio Grande do Sul, recebe a 40ª Romaria da Terra. O tema será “Romaria da Terra: 40 anos de luta e memória das conquistas” e o lema “Terra de Deus, terra de irmãos”.
A programação envolve procissão, momentos de debates, integração e espiritualidade, e vai pautar questões ligadas à terra, valorizando o cuidado com a água e o meio ambiente, os pequenos produtores, a agroecologia e a agricultura familiar através da Feira da Reforma Agrária.
O evento é uma promoção da Comissão Pastoral da Terra (CPT-RS) e conta com o apoio da CNBB Regional Sul III, da Arquidiocese de Passo Fundo e do MST.
Acampamento da Juventude
Antes da Romaria, nos dias 26 e 27 de fevereiro,haverá o 12º Acampamento da Juventude da Romaria da Terra, também na antiga Fazenda Annoni. O evento tem como objetivo central resgatar a história da luta pela terra no país além de debater o papel da juventude na atual conjuntura política.
O Acampamento da Juventude terá espaços de formação com mais de 20 oficinas, plenárias, Celebração dos Mártires e confraternização cultural. Este ano, o evento será norteado pelo tema “Juventude construindo o projeto popular” e terá o lema: “Prefiro morrer lutando do que morrer de fome”, em memória à Sem Terra Roseli Nunes, que foi assassinada durante protesto de agricultores em Sarandi, em 1987, e é símbolo da luta pela democratização da terra no país.
O evento contará com as presenças do ex-governador Olívio Dutra e do presidente da Assembleia Legislativa gaúcha, Edegar Pretto, além de outras lideranças de movimentos sociais.
Programação da Romaria da Terra
Quarta-feira, 28 de fevereiro
7 horas: Acolhida
9 horas: Início da caminhada – celebração
12 horas: Almoço partilhado
15h30: Mística de envio dos Romeiros
Local: Assentamento Nossa Senhora Aparecida, na área 9 da antiga Fazenda Anonni, em Pontão (RS).
Categoria: Geral
40ª Romaria da Terra será na antiga Fazenda Annoni
Área reservada para Parque Tecnológico pode receber presídio
Uma área de 25 hectares reservada desde 2004 para um Parque Tecnológico, que não saiu do papel, está sendo avaliada pelo governo Sartori como alternativa para receber um dos presídios que serão construídos no Estado com recursos federais.
O terreno, localizado em Cachoeirinha, junto ao campus empresarial da Cientec (Fundação de Ciência e Tecnologia, em processo de extinção) abrigaria 30 empresas de alta tecnologia e um laboratório.
Este foi um dos principais projetos do governo de Germano Rigotto (PMDB), que chegou a anunciar o início das obras do Parque Tecnologico para o final de 2005.
Agora, o governo gaúcho pretende destinar a área para a construção do terceiro presídio a ser construído com os recursos da repatriação de depósitos no exterior que o governo federal vai transferir ao Estado.
Do dinheiro repatriado, o Rio Grande do Sul deve receber R$ 65 milhões, dos quais R$ 32 milhões serão destinados a construção de três casas prisionais. As duas primeiras já tem localização definida, em São Leopoldo e Rio Grande.
O terceiro ainda está em estudo. O secretário Cesar Schirmer chegou a mencionar a possibilidade de fazer a obra em Cachoeirinha, sem definir o local exato.
A escolha do terreno da Cientec tem-se confirmado pela movimentação no local. Pelo menos três visitas à área foram feitas por técnicos da Superintendência de Serviços Penitenciários.
A última delas ocorreu em 15 de fevereiro, quando estiveram na área a superintendente da Susepe, Marli Stock, o diretor adjunto Alexandre Micol e o engenheiro Giovani Soares de Oliveira.
Gerente da Cientec, Guilherme de Souza, acompanha visita de diretores da Susepe /Ana Melo/Divulgação
O projeto do Parque Tecnológico, de autoria do arquiteto Moacyr Moojen Marques, foi escolhido num concurso nacional de arquitetura em 2004. Uma fotografia com a maquete eletrônica no local chegou a ser publicada nos jornais da época.,

Energia roubada daria para abastecer uma cidade
A CPFL, maior distribuidora de energia do país, está usando a tecnologia para combater o roubo de energia, o famoso “gato”.
Só no ano passado, a empresa conseguiu recuperar 372 gigawatts-hora, quantidade de energia que daria para abastecer uma cidade de 146 mil habitantes durante um ano.
No país todo, estima-se que 27 mil gigawatts-hora, ou cerca de 8% do consumo do mercado elétrico brasileiro, são consumidos de forma irregular. São cerca de R$ 8,1 bilhões em prejuízo, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
No Rio de Janeiro, por exemplo, estima-se que, se não fossem os desvios, a concessionária poderia reduzir sua tarifa em até 18%, já que o custo do “gato” é repassado aos consumidores.
Nas áreas atendidas pela CPFL, ao longo de 2016, foram realizadas 290 mil inspeções para identificar desvios de energia elétrica. Nos clientes do Grupo A (empresas), foram 14 mil inspeções e no Grupo B (clientes residenciais), 273 mil.
A iniciativa contribuiu para que as distribuidoras da CPFL Energia recuperassem 372 GWh de energia, o que seria suficiente para atender o consumo anual de 146 mil clientes residenciais.
Somente na área de concessão da RGE, no Rio Grande do Sul, em todo ano passado, foram realizadas 61.866 inspeções. Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi a que concentrou o maior número de vistorias: 8.594.
De acordo com Dilson Fernando Martins, gerente de Recuperação de Receita, a perspectiva é aumentar o número de inspeções em 27% neste ano.
“Nossa proposta é ampliar a ofensiva da CPFL para regularizar as ligações clandestinas e acabar com a fraude.” E acrescenta: “O uso irregular da energia traz prejuízos a todos e, por isso, colocamos nossos esforços em combatê-lo e alcançar índices de perdas não-técnicas próximos a zero”.
Atualmente, o índice de perdas comerciais, como é chamada a energia desviada dos medidores – seja de forma intencional ou por fatores técnicos – gira em torno de 2,5% nas distribuidoras do Grupo. Este é um dos menores índices entre as distribuidoras do Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).
Além do uso da tecnologia, a CPFL também intensificou a formação e o treinamento de 300 agentes da equipe de Recuperação de Energia que, trabalhando em conjunto a autoridades policiais, puderam regularizar ligações e impedir a prática de furto de eletricidade, considerada um ato criminoso.
“Essas inspeções são realizadas em residências, comércios e indústrias. As equipes fazem uma verificação detalhada de todo o padrão de medição, inclusive eventuais desvios de energia elétrica diretamente do sistema da empresa. Também apoiamos e somos apoiados pelas autoridades policiais na identificação de casos mais complexos”, comenta Martins.
“As perdas comerciais contribuem para tornar a conta de luz mais cara para todos os consumidores. O valor da energia furtada e os custos para identificar e coibir as irregularidades são levados em consideração pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para estabelecer a tarifa de energia em cada área de concessão”, alerta.
Prejuízo para todos
Considera-se furto de energia quando há uma ligação direta na rede elétrica sem o conhecimento e autorização da concessionária de energia. São os conhecidos “gatos”.
Já a fraude ocorre quando o cliente rompe os lacres da sua medição e manipula o consumo no medidor de energia, com o objetivo de reduzi-lo.
Ambos são crimes previstos no Código Penal e a pena é de um a quatro anos de reclusão. Também são cobrados os valores retroativos referentes ao período fraudado, acrescidos de multa. Quando a fraude ou o furto são descobertos, o responsável pode ter o seu fornecimento de energia suspenso.
Além do impacto na conta de luz, os furtos e fraudes de energia pioram a qualidade do serviço prestado, prejudicando todos os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível a interrupções no fornecimento de energia.
A regularização destes clientes não apenas traz cidadania, como também beneficia todos os consumidores com um serviço de melhor qualidade.
Cidades da área de concessão da RGE onde mais ocorreram inspeções
Município Número de inspeções
Gravataí 8.594
Caxias do Sul 7.479
Passo Fundo 3.152
Cachoeirinha 2.939
Santo Ângelo 2.507
Santa Rosa 2.108
Erechim 1.826
Taquara 1.260
Farroupilha 1.152
Bento Gonçalves 983
Toda área de concessão no RS: 61.866
Como denunciar
A CPFL criou vários canais de denúncia para casos de fraudes e furtos, por meio dos quais é possível passar as informações sem a necessidade de identificação do denunciante. Confira a seguir:
· E-mail: denunciafraude@cpfl.com.br: esse canal atende as demandas pontuais dos seguintes órgãos: Ouvidoria, Grupo “A”, Agências de Atendimento, dentre outros
· Telefone: Denúncia de Furto de Energia pelo telefone 0800 721 0721, os clientes do Grupo CPFL conseguem denunciar as possíveis fraudes e furtos de energia
· Web: pelo endereço eletrônico www.rge-rs.com.br/atendimento- a-consumidores/produtos-e- servicos/Paginas/denuncia-de- furto-de-energia.aspx
Sobre a RGE
A Rio Grande Energia (RGE) é a distribuidora de energia elétrica da região norte-nordeste do Rio Grande do Sul. Originada do modelo de concessão pública para distribuição de energia elétrica em 21 de outubro de 1997, a empresa atende 255 municípios gaúchos, o que representa 54% do total de municípios do estado.
(Com informações da Assessoria de Imprensa)
Mudança no horário desagrada professores do município
Tudo começou na terça-feira (21) quando o secretário municipal da Educação Adriano Naves de Brito anunciou mudança na grade do horário de trabalho dos professores.
No dia seguinte, representantes da Associação dos Trabalhadores em Educação Municipal de Porto Alegre (ATEMPA) e dezenas de professores se reuniram em frente a Secretaria protestando contra a mudança.
A associação reclama da falta de diálogo. “Estamos desde janeiro querendo uma agenda com o secretário e nunca tínhamos sido recebidos” reclamou uma das diretoras da ATEMPA, Janize Texeira Duarte.
A Prefeitura alega que a alteração é benéfica pois aumenta em 27,8% o tempo do aluno com o professor. A ATEMPA contesta: “Como vamos ficar mais tempo se vão tirar 30 minutos já no começo do dia”. Janize se refere ao tempo do café da manhã, 7:30 as 8:00.
Com a mudança os professores não teriam direito ao dia de compensação quando são substituídos pelos professores volantes.
Após o manifesto, diretores da ATEMPA e diretores das 56 escolas fundamentais de Porto Alegre estavam reunidos pra discutir os rumos que a classe vai tomar. O ano letivo ainda não começou mas as primeiras divergências entre governo e servidores já.Plano era fugir no carnaval, a obra estava atrasada
Um plano de fuga em massa do Presídio Central de Porto Alegre foi frustrado pela polícia civil nesta quarta-feira.
Foi descoberto um túnel de 47 metros, partindo de uma casa da rua Jorge Luís Domingues, número 15, a cem metros do presídio. A fuga vinha sendo preparada há três meses. A polícia investigava o caso há pelo menos um mês.
Agentes da 3ª Delegacia e do Denarc invadiram a casa na manhã desta quarta-feira..
O secretário de Segurança, Cezar Schirmer, foi ao local e fez elogios à polícia. Na véspera, ele disse em entrevista que “na guerra do tráfico, infelizmente os bandidos estão se matando entre eles”.
O plano do túnel, com venda de vagas para outros que pudessem comprar, pode indicar outra coisa.
A passagem subterrânea tinha cerca de um metro e meio de altura por pouco mais de meio metro de largura., iluminação, ventilação e equipamentos para escavação.
De acordo com a Polícia Civil, o túnel foi encomendado por uma facção criminosa, para possibilitar a fuga de pelo menos 200 presos, mas estariam sendo negociadas fugas de outros presos. Uma fonte que esteve lá disse ao Já que no Pavilhão B predominam os Manos.
Pela investigação, a casa foi alugada há aproximadamente três meses para servir de fachada para a obra.
No local foram presos sete homens, que trabalhavam como pedreiros, recebendo cerca de mil reais por semana, e uma mulher, cuja participação ainda não foi revelada.
Alertada por moradores, que desconfiaram do movimento, a Polícia Civil monitorava a atividades no local, com campanas.
Nos últimos dias, a movimentação havia mudado um pouco e chegaram eletrodomésticos à casa. A investigação está incompleta, mas o momento era propício para o “bote”.
Os delegados afirmaram que o plano dos criminosos era intensificar os trabalhos para viabilizar a fuga no carnaval.
Mesmo que esse fosse o plano, dificilmente seria possível concluir o túnel até o carnaval, que começa sexta-feira.
Não se sabe com precisão quando começou a obra. Foram escavados 47 metros de túnel, faltaria portanto mais da metade, para chegar até o pavilhão B, onde ficam os Manos que teriam encomendado a obra.
Além dos 63 metros para chegar até o presídio, no caminho tinha um muro com alicerce de oito metros de profundidade. O túnel avançava a três metros e oitenta da superfície.
A polícia estimou que os bandidos investiram R$ 1 milhão na obra, incluindo a compra da casa, o muro alto que foi feito ao redor, e as paredes internas que foram trocadas para justificar a movimentação de material.
.ATUALIZAÇÃO: Entrevista na manhã desta quinta-feira, o delegado Mario Souza, do Denarc explicou que seria realmente possível concluir o túnel até o carnaval, pois a obra havia vencido o trecho mais difícil e o que restava era terreno mais fácil de escavar. Além disso, a equipe que fazia o trabalho havia sido reforçada nos últimos dias.
Rei Momo recebe a chave da cidade no saguão da prefeitura
O prefeito Nelson Marchezan Júnior entregou ontem a chave da cidade ao Rei Momo de Porto Alegre, Maurício Mello.
A entrega da chave simboliza a abertura do carnaval e o início do reinado do Momo, que será mais longo este ano em função do adiamento dos desfiles para o final de março.
A cerimônia estava marcada para a escadaria do Paço do Açorianos, onde acontece tradicionalmente. Mas acabou sendo realizada no saguão da prefeitura.
Do lado de fora, um grupo de cerca de cem manifestantes se concentravam para o segundo ato contra o aumento da passagem do transporte público. Em frente à porta da sede do poder municipal, isolamento com cordas e reforço da Guarda Municipal.
A bateria Imperadores do Samba abriu os trabalhos, com enredos clássicos do carnaval portoalegrense. O repertório incluiu até um enredo da escola rival, “Festa de Batuque”, tema de 1995 dos Bambas da Orgia.
Os estandartes das principais escolas de samba de Porto Alegre desfilavam pelo tapete vermelho, entre sambistas e funcionários com crachás.
O secretário de Cultura, Luciano Alabarse recordou que este é um ano atípico para o carnaval da cidade. “Estamos inaugurado um modelo novo e too momento de novidade tem acertos e erros”, afirmou. O presidente da Liespa (Liga Independente das Escolas de Samba de Porto Alegre), Juarez Gutierrez ressaltou que para as comunidades envolvidas, o carnaval tem 364 dias antes do desfile. O prefeito Nelson Marchezan Júnior agradeceu a compreensão das escolas em relação à situação financeira do município e ironizou: “diziam que não teria carnaval, vai ter dois.”
Após os discursos das autoridades presentes, o prefeito entregou a chave da cidade ao Rei Momo. O ato foi encerrado com um samba escolhido especialmente para o momento: “não deixa o samba morrer, não deixa o samba acabar, Porto Alegre foi feita de samba, de samba pra gente sambar.”Moraes passa na comissão de justiça após 11 horas de sabatina para o STF
Ivan Richard Esposito e Mariana Jungmann – Repórteres da Agência Brasil
Após mais de 11 horas de sabatina, com perguntas de 40 senadores, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou há pouco, por 19 votos a favor e 7 contrários, a indicação de Alexandre de Moraes, 48 anos, para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação ainda precisa ser votada pelo plenário da Casa, em sessão marcada para amanhã (22).
Sabatina de Alexandre de Moraes na CCJ do Senado durou mais de 11 horasMarcelo Camargo/Agência Brasil
Indicado pelo presidente Michel Temer para o lugar do ministro Teori Zavaski, morto na queda de um avião em janeiro, Moraes falou sobre o chamado ativismo judicial, que é quando o Judiciário se antecipa ao Poder Legislativo e regulamenta temas que não foi abordado pelo Congresso, como casamento gay e mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Questionado sobre aborto, o indicado preferiu não emitir opinião, porque disse que poderá ser chamado a se manifestar sobre isso em ação corrente no Supremo, o que significaria antecipação de voto.
A sabatina começou por volta das 10h com diversas questões de ordem da oposição pedindo o adiamento da reunião. O presidente do colegiado, senador Edison Lobão (PMDB-MA), negou todas. Ministro licenciado da Justiça, Moraes chegou ao Senado acompanhado da esposa e negou que tenha advogado para uma organização criminosa de São Paulo.
Moraes negou também que tenha plagiado sua tese de pós-doutorado de um jurista espanhol e promoteu declarar-se impedido em ações que envolvam o escritório de advocacia da mulher. Sobre sua atuação na Corte Máxima do país, disse que “será independente” e que não considera sua indicação ao Supremo um “agradecimento político”.
Sobre o uso de prisões preventivas, Alexandre de Moraes defendeu que as prisões nesses casos devem durar “tempo proporcional” ao crime que a pessoa é acusada. Ele evitou tomar posição sobre o foro privilegiado, mas disse que o mecanismo traz problemas operacionais para a Justiça.
O ministro licenciado da Justiça defendeu ainda a regulamentação do poder de investigação do Ministério Público e a mudança da Lei Orgânica Nacional da Magistratura para possibilitar penas mais severas a juízes condenados por atos ilícitos.
A senadora Gleisi Hoffmann se declarou impedida de votar por ser ré na Operação Lava Jato, que tramita no STF. A intenção, segundo a senadora, era que outros parlamentares investigados também se abstivessem, o que não ocorreu.
Para ter a nomeação aprovada, Alexandre de Moraes precisa ter, no mínimo, os votos favoráveis de 41 dos 81 senadores no plenário do Senado, em votação que deve ocorrer amanhã em sessão extraordinária convocada para as 11h desta quarta-feira.
Edição: Fábio Massalli
Prisão de delegado expõe envolvimento de policiais com o crime
Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público prendeu, na manhã desta terça-feira, um delegado da Polícia Civil e um escrivão aposentado.
O delegado Omar Abud, da 17ª Delegacia de Polícia Civil, e o Comissário de Polícia aposentado Luiz Armindo de Mello Gonçalves são suspeitos de financiar e oferecer proteção a uma quadrilha de receptação e roubo de carga com atuação na região metropolitana.
Eles são investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e organização criminosa.
As investigações da Operação Financiador tiveram início em novembro de 2016. Foi apurado que, por meio de conta corrente de terceiros e de empresas de fachada, os dois policiais financiavam grupos criminosos que praticavam roubos de carga, receptação e estelionatos.
A contrapartida era o recebimento de parte dos lucros. Até o ato da prisão, a operação havia apurado lavagem de R$ 1,1 milhão. Foram identificados também imóveis de valor incompatível com os ganhos dos policiais.
Delegado indiciou jornalista
O delegado Omar Abud, que foi preso preventivamente nesta terça, foi o responsável pelo indiciamento dos dez maiores de idade presos pela Brigada Militar durante a ocupação da Secretaria da Fazenda.
Entre os indiciados estão o repórter do Jornal Já Matheus Chaparini, preso enquanto trabalhava, fazendo a cobertura da ocupação, e o cineasta independente Kevin D’arc, que está produzindo um filme sobre as ocupações escolares em vários estados brasileiros.
O delegado indiciou os dez por quatro crimes: dano qualificado ao patrimônio, resistência, associação criminosa e obstrução ao trabalho. O Ministério Público denunciou todos por dano qualificado e desobediência. A juíza Cláudia Junqueira Sulzbach, da 9ª Vara Criminal do Foro Central acolheu a denúncia, tornando réus os dez presos.
Na ocasião, o delegado afirmou à reportagem do JÁ que Chaparini e D’arc não estavam trabalhando, mas participando da manifestação. “Estavam todos com o mesmo intuito”, declarou.
Abud disse ter assistido a todos os vídeos publicados sobre o episódio. Um destes vídeos mostra Chaparini se identificando como jornalista aos policiais pelo menos três vezes.
Abud Ingressou na corporação há 28 anos, como agente, e se tornou delegado em 1990. Em sua carreira, por diversas delegacias do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e delegacias regionais como a 12ª DP, a 22ª DP e a 15ª DP. Omar Abud está no topo da carreira, é delegado de 4ª classe, com salário bruto de R$ 22,4 mil.Aperto pode levar a demissões na prefeitura, adverte secretário
O secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, atribuiu ao descumprimento da lei de responsabilidade fiscal pela União e a crise econômica do país, pelo caos nas contas públicas, de maneira geral.
Em Porto Alegre, informou, as receitas municipais caíram R$ 60 milhões em relação a 2015 (0,9%) e as despesas cresceram 10% em termos nominais. Busatto apresentou um balanço das contas municipais em audiência publica na Câmara, nesta terça, 21.
De acordo com Busatto, as despesas não cabem mais nas receitas da prefeitura. O resultado orçamentário decaiu em 90%, o equivalente a uma despesa líquida de R$ 140 milhões no exercício passado.
O rombo orçamentário inclui rubricas como serviços de terceiros, subvenções sociais, material de consumo, equipamento e material. Não incluindo R$ 194 milhões de empenhos anulados.
Busatto advertiu que se a Prefeitura não conseguir equilibrar as contas, necessariamente, ocorrerá corte de pessoal porque se a folha ultrapassar 50% das receitas, o prefeito, pressionado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, deverá começar a cortar pessoal.
“Os estados, os municípios e a União só geram renda atualmente para pagarem dívidas. Não há mais investimentos”, lamentou o secretário.
Conforme relatou, do orçamento de R$ 6,6 bilhões de Porto Alegre, apenas 30% advém de recursos próprios, o restante depende de repasses como transferências da União e participação no IPVA e no ICMS, os quais sofreram forte queda provocada pela retração da economia.
Precatórios
Busatto assinalou ainda que a Prefeitura tem dois gargalos que não estão contabilizados. Ele diz que somente dois credores terão de receber R$ 200 milhões cada um até 2020, totalizando 400 milhões, por conta uma única ação de desapropriação no Morro do Osso que vinha sendo contestada na Justiça desde 1994. Outros R$ 59 milhões estão vencidos desde 2014.
O outro rombo diz respeito à previdência dos municipários. O secretário alertou que existe R$ 1,3 bilhão aplicados via Previmpa para o regime novo.
Entretanto, os cálculos atuariais não estão ocorrendo como deveriam e a prefeitura terá de aportar R$ 643 milhões para honrar a sua parte. Sem falar no quadro de aposentados e pensionistas que já recebem pelo regime antigo.
“A Prefeitura terá de pagar todas essas contas até a morte desses aposentados e de seus pensionistas. Nós não fizemos os cálculos para saber quando essa conta vai estourar, mas vai”, avisou.
Da parte dos vereadores, Mauro Zacher (PDT) disse que está preocupado com a retração da economia, pois os municípios estão sob forte pressão e depenados economicamente pela política econômica do governo. Ele questionou como a Prefeitura irá resolver o tema do teto salarial dentro do município. Sofia Cavedon (PT) reforçou sua contrariedade à criação de inúmeras secretarias desde a administração anterior e afirmou que não vê sentido nos quase 80 cargos comissionados mantidos na Carris e na EPTC, uma vez que as duas empresas contam com quadro técnico consolidado.
Fernanda Melchionna (PSOL), autora do requerimento, sugeriu ao secretário acionar a Justiça para recuperar os repasses da saúde retidos pelo governo estadual e rever as isenções de ISSQN e de IPTU para alguns segmentos econômicos.
Airto Ferronato (PSB) opinou que é obrigação da administração pública buscar o dinheiro público roubado em isenções concedidas irregularmente em contratos de idoneidade duvidosa.
Felipe Camozzato disse que a crise de receita é desculpa de empresário incompetente e que para o ente público vale a mesma premissa. Defensor do estado mínimo, o vereador resume a crise do município à ingerência do estado na economia. Para ele, a Prefeitura de Porto Alegre realizou despesas de maneira irresponsável ao longo dos diversos governos.
A professora de finanças públicas, Rosa Chieza, representante do Observatório Social, rebateu Camozzato.
“Se houver uma epidemia de doença infecciosa na cidade, o município terá de pagar o tratamento a todos os infectados e isto gera uma despesa que terá de ser necessariamente realizada. Uma empresa privada não tem nada a ver com isto e não é atingida”, argumentou a professora.
A iniciativa privada não realiza gestão de saúde pública, completou a professora.
Também participaram da audiência pública os vereadores Cláudio Janta (SD), Dr. Thiago (DEM), João Carlos Nedel (PP), representantes das Secretaria do Planejamento, Gestão e Controladoria do Município. O presidente da Cefor, Idenir Cecchim (PMDB), coordenou a audiência pública.
(Com informações da Assessoria de Imprensa))Reforma do Largo Açorianos segue parada e sem previsão de retomada
FELIPE UHR
Paradas desde o início do ano, por falta de pagamento à empresa responsável, as obras de revitalização do Largo dos Açorianos não tem previsão para recomeçar. Ao menos, a prefeitura não informa.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM) não respondeu, disse que a assessoria do Prefeito indicaria alguém.
Sem máquinas nem operários o local das obras virou uma grande piscina, proveniente das últimas chuvas
A assessoria do prefeito indicou a assessoria do Secretário de Relações Institucionais, Kevin Krieger que também é o interino da Smam.
A assessoria de Krieger repassou o número da Secretária adjunta do meio-ambiente, Ilza Berlato, que não atendeu à solicitação do JÁ.
As informações disponíveis são de um mês atrás, dadas pela empresa responsável pela obra. Na época o diretor comercial da Elmo Eletro Montagens, André Sant’Ana “alegou um desajuste financeiro no cronograma”.
A obra está orçada em torno dos R$ 4,8 milhões conforme a licitação e os recursos são do Fundo Municipal do Meio Ambiente. O cronograma inicial previa execução da reforma em até 9 meses a partir da assinatura do contrato, no dia 3 de outubro.
No local das obras, apenas um operário arrumava um carrinho de mão na tarde desta terça-feira (21).





