A prisão do ex-governador Sérgio Cabral na manhã desta quinta-feira, 17, torna explosiva a situação no Rio de Janeiro, onde o governo do Estado enfrenta desde ontem manifestações violentas contra um pacote de medidas impopulares em votação na Assembléia Legislativa.
A Polícia Federal bateu na casa de Cabral às 6h da manhã, com dois mandatos judiciais, um do juiz Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, outro do juiz Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava Jato a partir de Curitiba.
O ex governador foi apontado nas delações premiadas do empresário Fernando Cavendish e de dirigentes das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia, como o líder de um grupo que desviou cerca de R$ 224 milhões em contratos de diversas obras, entre elas a reforma do Maracanã, para a Copa de 2014..
Os agentes da polícia federal que conduziram Cabral tiveram que usar spray de pimenta para dispersar manifestantes, que gritavam “ladrão, ladrão”. Além de Cabral, outras nove pessoas foram presas esta manhã no Rio.
A prisão de Cabral, que se soma à de Antony Garotinho, também ex-governador do Rio, preso no dia anterior, acusado de comprar votos, vai esquentar as manifestações marcadas para a tarde de hoje, quando os deputados seguem a discussão do pacote de arrocho ao funcionalismo, que já está recebendo os salários com atraso.
No primeiro dia de votação, houve confronto da policia militar com os manifestantes que tentavam invadir a Assembléia. Cinco pessoas sairam feridas (quatro homens do Batalhão de Choque e um bombeiro), segundo informação da GloboNews. Os manifestantes chegaram a derrubar a grade instalada na frente da Assembléia durante o feriado.
Os protestos foram marcados também por agressões a jornalistas, entre eles o repórter Caco Barcellos, da Rede Globo, que foi hostilizado e atingido na cabeça por um cone de sinalização e teve que sair escoltado sob os gritos de “golpista, golpista”.
As agressões ao repórter refletem uma rejeição crescente à atuação da imprensa nos últimos eventos políticos, principalmente a Rede Globo, que teve papel decisivo no processo que culminou com a queda da presidente Dilma Rousseff e mantém uma cobertura hostil ao ex-presidente Lula.
Um estudo do sociólogo e cientista político João Feres Junior divulgado ontem esquentou ainda mais os ânimos. Feres Junior analisou as transmissões do Jornal Nacional da Globo entre dezembro de 2015 e agosto deste ano e concluiu que nesse período o JN divulgou um total de 13 horas de noticiário negativo em relação a Lula. Foram 185 noticias negativas, 71 neutras e apenas uma favorável ao ex-presidente.
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Prisão de Sérgio Cabral torna explosiva a situação no Rio
Ecologistas pedem retirada da urgência do projeto para florestas plantadas
Olga Arnt, da Agência ALEcologistas e servidores públicos querem a retirada do regime de urgência do Projeto de Lei (PL) 145 2016, do Poder Executivo, que trata da Política Agrícola Estadual para Florestas Plantadas.Eles participaram nesta quarta-feira (16) de audiência pública da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa sobre a questão ambiental no Rio Grande do Sul, na qual pediram o apoio dos deputados para que a matéria não seja votada antes de ser discutida com a sociedade.A principal alegação para o pedido é que o projeto do governo desconsidera o zoneamento da silvicultura e ameaça a biodiversidade do Estado.
O tema deverá ser debatido na próxima terça-feira (22) em uma nova audiência pública, requerida pelo presidente da Comissão, deputado Valdeci Oliveira (PT).
A partir do dia 24 de novembro, a proposta passa a trancar a pauta de votações da Assembleia Legislativa. Valdeci acredita que, se não houver uma mudança nas intenções do governo, a matéria deverá ir à apreciação em plenário ainda em novembro. “Precisamos nos manter unidos, mobilizados e evitar dispersões. Há muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo aqui e em Brasília para que não tenhamos pernas para acompanhar tudo”, apontou o parlamentar.
O deputado Zé Nunes (PT) considera que o PL 145/2016 “surfa na onda de retirada de direitos e das aprovações a galope no Congresso Nacional”. Para ele, não há justificativa para que a proposta seja votada sem discussão. “Uma mudança como a que pretende o governo, que afeta profundamente a visão de silvicultura e pode promover a degradação de nossas terras, não pode ser votada a na calada da noite, sem que a sociedade tenha plena consciência do que está em jogo”, frisou.
Licenciamentos ambientais

Paulo Brack, da Apedema (com a camiseta contra a extinção da Fundação Zoobotânica), denunciou o desmantelamento dos órgãos ambientais no RS /Foto Vinicius Reis/Agência AL Os participantes da audiência pública também manifestaram preocupação com o desmantelamento dos órgãos ambientais no Estado e com tentativas de inviabilizar instrumentos e estruturas voltadas à preservação ambiental. O professor Paulo Brack, da Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (Apedema), citou a tentativa de derrubada da Lista da Fauna Ameaçada no RS e a intenção do Executivo de extinguir a Fundação Zoobotânica.
Já a representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS) Janaína Pretto defendeu a necessidade de adequar a legislação ambiental do Estado à legislação federal. “Necessitamos de segurança jurídica. Grande parte da judicialização da questão ambiental é decorrente da desatualização da legislação estadual em relação à norma federal. Precisamos revisar a lei em vigor e definir procedimentos para o licenciamento ambiental”, ponderou.
O diretor técnico da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Rafael Volquind, afirmou que é preciso fortalecer as estruturas voltadas à fiscalização para que os termos das licenças ambientais sejam cumpridos. Segundo ele, foi criado um departamento na Fepam, que está inciando a fiscalização de cerca de 15 mil empreendimentos licenciados. A ideia é fazer as vistoriais por amostragem, concentrando o esforço nos setores com maior capacidade poluidora.
Rafael defendeu também a necessidade de modernizar o licenciamento ambiental, fixando procedimentos. “O licenciamento não pode ser uma prática subjetiva. Ele precisa ter caráter institucional”, alertou, lembrando que os órgãos ambientais do País estão assoberbados com a quantidade de pedidos de licenças ambientais. Há dois anos, a Fepam tinha um acumulado de 12 mil pedidos. Hoje, cerca de 6.500 ainda estão na fila de espera.
A audiência pública foi acompanhada por estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Morre aos 89 anos Irmão Antonio Cechin, um pioneiro da ecologia
Antônio Pires Cechin, fundador da Comissão Pastoral da Terra no RS, morreu aos 89 anos nesta quarta-feira, 16. Ele estava internado no Hospital São Lucas da PUCRS se recuperando de uma fratura na bacia. Irmão Cechin foi militante de movimentos sociais ligado a causas ambientais e irmão Marista. Foi fundador da Pastoral da Ecologia, da ONG Caminho das Águas, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), criador da Romaria da Terra e da Romaria das Águas, idealizador da missa em honra a Sepé Tiaraju.
Nascido no dia 17 de junho de 1927, em Santa Maria, Ingressou no Juvenato dos Irmãos Maristas em 1937, com 10 anos incompletos. Aos 16 anos, em 24 de janeiro de 1944, emitiu os votos temporários, tornando-se Irmão Marista. Formado em Letras Clássicas e em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, foi professor e diretor em colégios da Congregação Marista e secretário da Faculdade de Filosofia da PUC-RS.
Preso político em 1968, o irmão deixou o Colégio Rosário e a PUC, onde lecionava, e foi trabalhar em comunidades eclesiais de base na periferia de Canoas. Em 1979, organizou a primeiro ocupação urbana na Região Metropolitana. Em 1986, junto com sua irmã, Matilde Pires Cechin, começou a trabalhar com a população da Ilha Grande dos Marinheiros, na época, com cerca de 2 mil habitantes vivendo em extrema pobreza.
O sepultamento acontece nesta quarta-feira, às 17h30, no Cemitério Marista de Viamão.
Pioneiro no trabalho com reciclagem
Irmão Antônio Cechin é reconhecido nacionalmente por seu pioneirismo com as unidades de reciclagem e com a organização de catadores de material reciclável, considerados por ele “profetas da ecologia”. Parte de seu trabalho com unidades de reciclagem é contada no livro “Pioneiros da Ecologia”, lançado pela JÁ Editores em 2002.
Confira um trecho:
“‘Os papeleiros que moravam lá eram muito pobres, viviam na maior promiscuidade’, diz ele. Criadores de porcos, em sua maioria, eles viviam cercados de lixo e suas crianças cresciam soltas nesse ambiente marcado por enchentes duas vezes por ano. Ao contrário de Canoas, onde o trabalho envolvia pessoas com emprego fixo e uma certa estrutura familiar, na ilha os irmãos Cechin lidavam com gente vinda do interior ou decaída no meio urbano, cuja sobrevivência era tirada do lixo. Pessoas sem profissão, membros de famílias desestruturadas, viviam todos em conflitos mútuos e eram, ainda, estigmatizados como ‘ ladrões de lixo’ pelas autoridade municipais da época.
Inicialmente, os irmãos Cechin tentaram organizar a separação do lixo seco. ‘Naturalmente não foi fácil, pois o pessoal desconfiava de tudo, até das nossas intenções’, diz ele. Enquanto lutava para convencer a comunidade a aderir ao projeto, ele procurou o chefe do departamento de Limpeza urbana, Vieira da Cunha, que concordou com o trabalho, mesmo lembrando que a ilha era um parque ecológico. Em seguida, Cechin conseguiu junto à Cáritas, da Igreja Católica, uma verba (‘irrisória’) para levantar um galpão – só telha, sem paredes. Do Colégio Bom Conselho, das irmãs franciscanas, veio como doação um caminhão para recolher o lixo.”
O livro Pioneiros da Ecologia (Já Editores, 2002) está à venda no site do JÁ e nas boas livrarias.Semana da Consciência Negra enfoca educação e empreendedorismo

Empreendedores de origem afro expõem seus produtos no Largo, até domingo /PM/JÁ
Começou oficialmente na segunda-feira, 14, a 26ª Semana da Consciência Negra de Porto Alegre, no Largo Zumbi dos Palmares. Num dia útil entre um domingo e um feriado, o movimento foi pouco, mas logo aqueceu.
Na terça-feira, feriado ensolarado, a 2a Marcha do Orgulho Crespo atraiu centenas de pessoas, saindo do Parque da Redenção ate o Largo. A adesão à primeira Marcha foi tamanha, ano passado, que entrou para a programação oficial da Semana. A inspiração é mostrar que mostrar, principalmente às meninas, que o padrão do liso é só uma das opções, e portanto assumir o cabelo crespo pode ser libertador – com ganho de tempo, dinheiro e autenticidade.
O tema da Seamana deste ano é “Fortalecimento da Cultura Negra através da Educação e Empreendedorismo”. Uma extensa programação se desenrola no Largo, com apresentações artísticas e a exposição de uma feira de empreendedores de origem afro.
Até domingo, diversos grupos culturais do município se apresentam no palco do Largo Zumbi, como o Pagode do Dorinho, Brazil Estrangeiro, Padedê do Samba e Puro Astral, além das escolas de samba Areal do Futuro e Imperatriz Dona Leopoldina.
Diversas oficinas serão desenvolvidas no Largo – a temática negra, religiosidade, educação e empreendedorismo – e rodas de conversas.
A Décima Marcha Estadual Zumbi dos Palmares será na na sexta-feira, dia 18.
Segundo a secretária adjunta do Povo Negro, Samanta Nunes, “o tema desta 26ª Semana da Consciência Negra é atualíssimo, foi escolhido pelo coletiva da comunidade e trata do fortalecimento da Cultura Negra através da educação e do empreendorismo”.
(Com informações da Prefeitura de Porto Alegre)Vem aí mais uma boa safra de grãos. Quase a metade é soja
A estimativa da safra 2016/17 de grãos varia de 210,9 milhões de toneladas a 215,1 milhões de toneladas, de acordo com o segundo levantamento da produção agrícola divulgado no dia 10/11 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O crescimento poderá ser de até 15,6% em relação à safra anterior, de 186,1 milhões. Também há previsão de ampliação da área total plantada, que deve ficar entre 58,5 milhões de hectares e 59,7 milhões de hectares — crescimento de até 2,3% na comparação com a safra 2015/16.
Nos últimos 10 anos, a área plantada cresceu em cerca de 10 milhões de hectares, com aumento de 20%, enquanto a produtividade aumentou entre 50% e 60%. “A elevação do rendimento no campo ocorre graças à competência do nosso produtor, ao clima, mas, principalmente, à incorporação de tecnologias, além do crédito em linhas de longo prazo”, disse Neri Geller, secretário executivo do Ministério da Agricultura.
Das principais culturas, a soja segue na ponta, podendo atingir o recorde de 103,5 milhões de toneladas. O milho de primeira safra poderá alcançar entre 27,1 milhões de toneladas a 28,6 milhões de toneladas (o milho safrinha, plantado em fevereiro, já é predominante). Já o arroz, com a retomada de áreas não cultivadas, registra uma perspectiva de produção entre 11,5 milhões de toneladas e 12,1 milhões de toneladas, superior à safra passada entre 8,4% e 13,9%.
Na colheita de trigo 2016, ainda em andamento, a produção deverá ser de 6,3 milhões de toneladas, ou seja, 14,5% superior à safra passada.
(Com base em informações do Ministério da Agricultura)ONU faz em Porto Alegre 1o simpósio internacional sobre saúde dos negros
Neste 15 de novembro, dia da República, começa em Porto Alegre o 1º Simpósio Internacional de Saúde da População Negra. É uma ação da Década dos Afrodescendente, período estabelecido na ONU – 2015 a 2024 – para promover equidade social e racial.
Serão três dias, com discussões no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e no Kilombo do SUS, estrutura montada entre o Espelho d’Água do Parque Farroupilha (Redenção) e a avenida Setembrina. Estão envolvidos na realização dos eventos o Ministério da Justiça e a Prefeitura.
A abertura oficial do evento ocorre às 15h de terça-feira, 15, no Salão de Atos da UFRGS (confira a programação completa). Às 16 se forma a mesa magna, sob o mote Raça, Etnia e Inclusão Social – com Zakiya Carr, da Johnsons’ Affairs, e Fernanda Lopes, pelo Fundo da População Negra da ONU/UNFPA, e mediação do secretário municipal da Saúde, Fernando Ritter.
Kilombo do SUS – Uma estrutura com palco, área de exposições e atividades culturais, praça de alimentação e estandes com informações e orientações de saúde da população negra compõe o Kilombo do SUS – assim, com K. Vai funcionar paralelamente ao 1º Simpósio Internacional de Saúde da População Negra, de 15 a 17 de novembro.
Um dos serviços será o fornecimento do Cartão SUS à população, além de orientação a respeito da doença falciforme, que atinge especialmente pardos e negros.
A doença falciforme é um termo utilizado para definir um grupo de alterações genéticas caracterizadas pelo predomínio da hemoglobina S (Hb S), que incluem a anemia falciforme, além de complicações que podem afetar quase todos os órgãos e sistemas, com expressiva morbidade, redução da capacidade de trabalho e da expectativa de vida.
No Brasil, a doença é heterogenia na população, sendo mais prevalente em regiões com maior presença de afro-descendentes. No Sudeste do Brasil, a prevalência média de portadores é de 2%. No entanto, observa-se que esse valor sobe 6 a 10% entre os afro-descendentes. Estima-se a existência de mais de 7 milhões de portadores.
Geração Poa
Produtos diferentes e exclusivos, como cadernos e blocos de papel reciclado criados especialmente para o evento, além de colares, camisetas e bolsas confeccionados por integrantes do Geração Poa – Oficina Saúde e Trabalho, também estarão à venda no Kilombo do SUS.
O grupo participou ainda da criação das sacolas que serão entregues aos participantes do simpósio, em conjunto com moradores de quilombos da Capital. Serviço da área de atenção psicossocial da SMS, o Geração Poa mantém oficinas de trabalho e geração de renda a usuários da rede de saúde mental, com ênfase em serigrafia, papel artesanal, confecção de velas e costura. O serviço propõe o acompanhamento em expressão e arte, servindo de referência para toda a cidade, a partir do encaminhamento das unidades de saúde. Informações e encomendas pelo fone 3321-1976 ou na página www.facebook.com/geracaopoa/.
Dia 15, das 12h às 22h, dia 16, das 8h30 às 19h, e dia 17, das 8h30 às 18hMST volta a ocupar área desativada da CEEE em Charqueadas
Cerca de 500 pessoas ligadas ao MST ocupam, desde a madrugada desta segunda-feira (14), o Horto Florestal Carola, da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE), situado no município de Charqueadas, 54 quilômetros a oeste de Porto Alegre. Segundo os Sem Terra, a ocupação tem como objetivo pressionar para o cumprimento de Termo de Compromisso assinado, ainda em 2014, entre a CEEE e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).O documento revela o interesse do Incra em comprar o horto, que tem 1.080 hectares, para assentar famílias acampadas no Estado. Para isto, a CEEE precisaria retirar a vegetação e tocos de árvores do local, como também embalagens cheias e com resíduos de arseniato de cobre cromatado, produto considerado tóxico utilizado na Usina de Preservação de Madeira, que deixou de funcionar no ano de 2013.O termo, de caráter “irretratável e irrevogável”, registra ainda o interesse da CEEE em se desfazer da área, uma vez que, conforme alegado pela própria companhia, não pretende mais utilizá-la para a sua atividade-fim – florestamento de árvores para a fabricação de postes. Atualmente, apenas funcionários de uma empresa de segurança estão no local. À época, a empresa e o Instituto tinham 60 dias para o cumprimento do compromisso, contudo, o prazo não foi respeitado.“O governo do Estado não criou nenhum assentamento nos últimos anos, sendo que há áreas, como esta, com características para isso. Queremos que o acordo entre a CEEE e o Incra seja cumprido, e que a área seja destinada à reforma agrária para podermos produzir nossos alimentos”, diz o acampado Laerte Lima, que lembra que esta é a terceira vez que o Movimento ocupa o imóvel desde 2014.A maioria dos Sem Terra que participa da ocupação é oriunda de acampamentos da Região Metropolitana. Famílias que estavam acampadas até o final do mês de outubro em outra área da CEEE, em Candiota, também estão na mobilização. Segundo os trabalhadores rurais, a área da companhia na região da Campanha também estava encaminhada para a reforma agrária quando ocorreu o despejo – as famílias estavam acampadas há quase 2 anos no local.Defensoria Pública inaugura novo local em Porto Alegre
A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul inaugura na próxima quinta-feira, dia 17, às 11h, um novo local de atendimento em Porto Alegre, na rua Sete de Setembro, nº 745, Centro Histórico (ao lado do ProconRS).O espaço atenderá, exclusivamente, as áreas de Família e da Infância e Juventude. A Unidade Central de Atendimento e de Ajuizamento (UCAA), como é conhecida, além de atendimentos à população, também é responsável pela triagem e pelo direcionamento dos processos para os foros regionais da Capital.Os horários de funcionamento permanecem os mesmos: das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30.O espaço de 539,90 m² possui 11 salas individuais para o atendimento com Defensores Públicos, sala de triagem com capacidade para 43 lugares e salas privativas para o acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica.As novas instalações oferecem acessibilidade completa, banheiros universais, balcões destinados às orientações gerais, além de uma sala reservada com 36 lugares para os assistidos com consultas já agendadas.Manifestações nas ruas: silêncio na mídia, repressão policial
Ainda aconteciam passeatas contra o governo Temer, na noite de sexta-feira (11), quando os telespectadores do Jornal Nacional foram informados que estudantes haviam feito manifestações – nos Estados Unidos, contra Trump, o antipolítico eleito na terça-feira presidente dos EUA.
O JN sequer citou as numerosas manifestações em pelo menos 16 estados brasileiros, nem registrou as ocupações por estudantes secundaristas e universitários, declarações de apoio de professores e paralisações visando greve nas universidades federais e escolas de Ensino Médio no país.
No Rio Grande do Sul, não foi diferente. Desde cedo os jornais anunciavam: os policiais iriam endurecer se fosse necessário, por ordem do secretário de Segurança. Não faltaram notícias sobre os “bloqueios de ruas” e “dispersão pela BM para desobstruir as vias públicas”, atualizadas o dia todo, e entrevistas com motoristas irritados com a lentidão do trânsito opinando que “deveriam deixar quem quer trabalhar”.

Técnicos em greve na UFRGS, UFCSPA e institutos federais na esquina da Osvaldo Aranha com Sarmento Leite, de manhã / Foto Divulgação Pela manhã, um dos atos em Porto Alegre foi protagonizado por técnicos em greve da UFRGS, UFCSPA e IFRS, que trancaram temporariamente avenidas do centro em apoio às ocupações dos estudantes e contra a PEC 55. Os “trancaços” não são para atrapalhar o trânsito, mas para dar visibilidade ao movimento. São breves, e em vários pontos.
Centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais de tendências políticas diferentes, com os estudantes e profissionais do meio acadêmico participando, fizeram protestos em diversos pontos de Porto Alegre. Foi o Dia Nacional de Greve e Manifestações contra a PEC dos Gastos. Reuniu manifestantes de ocupações de vários pontos da Região Metropolitana, ao todo foram mais de dez mil pessoas.
Em comum, um fato: a repressão da polícia militar, que usou bombas de gás e spray de pimenta para desobstruir ruas e tirar manifestantes da via pública. Até dentro do campus central da Ufrgs, perto do prédio da Reitoria, foi jogada uma bomba de gás.
Aos veículos de comunicação da Capital, o secretário da Segurança, Cesar Schirmer, confirmou a orientação dada à BM de agir com rigor. Ela foi posta em prática em frente a garagens de empresas de transporte público já antes do dia amanhecer.
Em Porto Alegre, a manifestação conjunta – de estudantes dos Ocupa e de sindicatos – acabou com violenta repressão policial a partir das 21 horas, no bairro Cidade Baixa. Durante o dia, cinco intervenções contra os estudantes ocorreram no campus do Vale e no campus Central, durante o dia. A cada tentativa de bloqueio de rua feitas próximas a esses locais, soldados da Brigada Militar interviram provocando pânico, protestos e denúncias de violência. O Comando, no entanto, classificou essas intervenções como as mais adequadas por evitar contato entre manifestantes e brigadianos, além de não usar balas de borracha, como em ocasiões anteriores.
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Claudir Nespolo, a postura da Brigada Militar foi “exagerada, intempestiva e inconsequente”. A CUT saiu ao lado do Cpers/Sindicato e o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do RS (Ugeirm-Sindicato), engrossando as manifestações contra a PEC com protestos contra o governo Sartori pelos parcelamentos dos salários do funcionalismo estadual e a falta de investimentos. Escolas da rede pública estadual não tiveram aulas, assim como nas delegacias e outros órgão de Segurança, não houve atendimento ao público.
Já a Central de Trabalhadores do Brasil (CTB) organizou os protestos e os piquetes nas empresas de ônibus no início da manhã. A Brigada Militar concentrou suas tropas e impediu que manifestantes evitassem as saídas dos veículos nas empresas Carris, Nortran e Sudeste, que conduzem o maior número de passageiros.
Fotos Thais Ratier/JÁ






Nova edição impressa do jornal JÁ Bom Fim já está circulando na cidade
Acaba de sair para as ruas a mais recente edição do jornal JÁ Bom Fim. O jornal circula em dez bairros no entorno do Bom Fim e, nesta época, também é disponibilizado ao público na banca da ARI na Feira do Livro.
A Feira está na capa: o momento da atual da Feira do Livro de Porto Alegre, uma breve retrospectiva sobre esses 61 anos da Feira.
O editorial propõe uma reflexão sobre a importância do jornalismo local, mote do JÁ Bom Fim há 28 anos, que agora aparece como novo foco dos grandes grupos de comunicação. Com o amplo acesso à internet, falta ao leitor informação local.
“Agora os campeões da liberdade de imprensa estão descobrindo o jornalismo local. Antes tarde do que nunca”, inicia o texto do editor.
Em entrevista ao JÁ Bom Fim, o professor de geografia urbana da UFRGS, e morador do bairro, Paulo Roberto Soares fala sobre os indícios de um processo que ele classifica como “gentrificação hipster”, e sobre as transformações do bairro ao longo do tempo.
Na sessão Rua Viva, histórias da avenida Jerônimo de Ornelas – suas praças, bares, restaurantes, os novos cafés, os serviços. A avenida leva o nome do proprietário das terras onde iniciou o povoamento da vila de Porto Alegre. A peóxima Rua Viva em pauta será a avenida Independência.
A edição de outubro/novembro registra ainda os festejos dos 27 anos da feira de orgânicos da José Bonifácio aos sábados, e uma novidade que se agregou à FAE: a roda de capoeira – sábado sim, outro não, tem roda na Redenção, entre a feira e o Mercado do Bom Fim, sempre às 11hs. É a roda da feira orgânica, que reúne capoeiristas de diversos grupos de Porto Alegre.
A próxima edição do JÁ Bom Fim circula em dezembro, com fechamento publicitário no dia 5. O jornal, de distribuição gratuita, vive do prestígio dos leitores de uma região culturalmente efervescente, e dos anúncios publicitários do comércio e serviços da região que reconhecem a importância da informação local. Em alguns períodos, os jornais de bairro também são contemplados na distribuição de verbas publicitárias públicas.
Fora do impresso, o noticiário continua em www.jornalja.com.br.









