Categoria: Geral

  • Elevação do nível do mar começa a preocupar os portos brasileiros

    A elevação do nível do mar e seus impactos em regiões costeiras já preocupam importantes portos dos Estados Unidos, como Nova Iorque e Nova Jersey (na costa leste) e Los Angeles e Long Beach (na costa oeste), e da Europa, caso de Roterdã (Países Baixos). Mas não estão na pauta dos complexos marítimos brasileiros, inclusive do Porto de Santos. Esse cenário, porém, vai mudar.
    Segundo representantes da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos) e do Ministério dos Transportes, esse fenômeno, relacionado com as mudanças climáticas percebidas nos últimos anos, terá de ser debatido no complexo santista, que deverá preparar-se para seus efeitos.
    A medida foi defendida pelo diretor de Operações Logísticas da Codesp, Celino Ferreira da Fonseca, e pelo diretor do Departamento de Revitalização e Modernização Portuária da Secretaria de Portos, do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Rossano Reolon, na última semana, durante sua visita ao Porto de Nova Iorque e Nova Jersey.
    Fonseca e Reolon integraram a equipe de autoridades e empresários do Porto de Santos que conheceram o complexo norte-americano entre quarta e sexta-feira passadas.
    A viagem concluiu a programação da edição deste ano (a 14ª) do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, que ocorreu no último mês, no Mendes Convention Center, na cidade.
    O evento é realizado pelo Grupo Tribuna e pela Una Marketing de Eventos. Entre os temas debatidos durante a visita técnica, estava a elevação do nível do mar (em inglês, Sea Level Rise ou SLR) e as consequências para os complexos portuários marítimos e suas operações.
    Atualmente, o complexo de Nova Iorque e Nova Jersey discute os impactos do fenômeno em suas atividades e como proteger suas instalações e a própria região costeira de seus reflexos.
    A questão foi comentada por representantes da autoridade portuária com a comitiva do Santos Export no encontro ocorrido na quarta-feira e tema central da reunião que o grupo teve, na última quinta-feira, com técnicos da consultoria norte-americana Aecom.
    A empresa foi contratada para preparar um plano de proteção contra o SLR para os portos de Los Angeles e Long Beach (ambos na Califórnia), para regiões de Nova Jersey e ainda para a Ilha de Manhattan (um dos distritos de Nova Iorque), incluindo suas áreas portuárias.
    Logo após o encontro com os técnicos da Aecom, o diretor de Operações Logísticas da Codesp admitiu a necessidade de incluir essa questão entre os pontos que devem ser tratados para o desenvolvimento do Porto de Santos. Segundo o dirigente, o aumento do nível do mar e as medidas necessárias para proteger a infraestrutura do complexo devem ser incluídos no seu planejamento. “Essa é uma questão que temos de analisar. Não se trata de um problema urgente, mas não podemos ignorá-lo. Ficou claro, especialmente pela experiência que tivemos aqui (com o Porto de Nova Iorque e Nova Jersey e os projetos em desenvolvimento pela Aecom), que devemos enfrentá-lo e passar a considerar esse problema no planejamento do porto. Esse tema, eu levarei para as reuniões da Direx (a diretoria-executiva da Codesp)”, afirmou Celino da Fonseca. O diretor reconheceu que, nos atuais projetos de infraestrutura do porto, o efeito do aumento do nível do mar não é considerado.
    Estudos
    O SRL foi citado na série de pesquisas encomendada pela Companhia à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), no final do ano passado, para analisar as condições de navegação no canal do complexo e o aumento do processo de erosão nas praias da região – fenômeno que tem relação com a elevação do nível do mar. Mas os impactos desse processo na região e formas de evitá-lo não devem ser pesquisados nesses trabalhos. Os estudos foram contratados a fim de definir quais os maiores navios que podem escalar na região, mesmo com o aprofundamento do canal.
    Questionado por que complexos norte-americanos e europeus se preocupam com esse assunto enquanto, no Brasil, ele não tem sido tratado, o dirigente portuário destacou que as atuais demandas de infraestrutura podem explicar essa situação. “É claro que temos de analisar questões como o aumento do nível do mar. Mas no Brasil, os portos ainda precisam de tanto investimento, de tanta infraestrutura. Em Santos, ainda estamos debatendo um novo acesso rodoviário para o Porto (a reformulação viária da entrada de Santos), uma demanda da década passada. Diante dessa urgência, de obras mais urgentes, a gente até entende por que ainda não debatemos esse ponto, que é uma demanda com efeitos não tão imediatos”.
    Segundo o diretor, o debate sobre o SRL não deve ser feito pela Codesp isoladamente, mas tem de contar com a participação das administrações municipais locais, do Estado e da União. Atualmente, a Prefeitura de Santos conta com um grupo de estudo que analisa os impactos das mudanças climáticas – e, consequentemente, do aumento do nível do mar, na cidade.
    O diretor do Departamento de Revitalização e Modernização Portuária do Governo Federal, Rossano Reolon, também defende que a questão do aumento do nível do mar passe a ser tratada pelos portos, inclusive no cais santista. Segundo ele, que também preside o Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos, tal fator deve ser considerado nos planos de desenvolvimento do complexo. O fato de isso não ocorrer é reflexo da falta de uma cultura de planejamento do setor. “Realmente, hoje, o Porto de Santos não trabalha com isso (o SLR). Mas essa é uma visão que deve ser mudada. O país precisa de seus portos para crescer e, para isso, eles devem se planejar, devem estudar como serão suas operações em 30 anos, quais os desafios que terão de superar nas próximas décadas. Temos de ter uma cultura de planejamento. E com isso, abordar questões como o aumento do nível do mar. E não podemos fugir disso, pois não adiantará. Uma hora teremos de enfrentar essa situação e será melhor se estivermos preparados”, afirmou Reolon.
    Na reunião com a consultoria Aecom, a elevação do nível do mar foi tratada por vários técnicos da empresa. Um deles foi o vice-presidente sênior de firma, Edward Schmeltz, que abordou os impactos desse processo nos portos e nas zonas costeiras. Segundo ele, o fenômeno deve intensificar as inundações nessas regiões e ocorrência de tempestades e ventos mais violentos, levando à interrupção das operações portuárias e aumentando o desgaste da infraestrutura de costado e berços de atracação.
    O SRL também deverá afetar o transporte de sedimentos – com um maior volume de água em movimento, maior será a quantidade de sedimentos carregados. Como consequência, devem ser ampliados os processos erosivos e de assoreamento, afetando as condições de navegação nos canais portuários. Com isso, a demanda por serviços de dragagem deve crescer. Segundo Schmeltz, essas serão consequências gerais do aumento do nível do mar. Para definir como uma região específica será afetada, há a necessidade de um estudo aprofundado, argumentou. “A tendência é que esses reflexos ocorram, mas temos de analisar a situação de cada porto, de cada área costeira. Em alguns casos, os efeitos serão maiores e a necessidade de adaptações também. Em outros, não. De qualquer forma, essas regiões devem ser resilientes. E isso não é importante apenas em relação a sua infraestrutura. Elas devem ser resilientes socialmente e economicamente, de modo a lidar com esse fenômeno”, explicou.
    Durante a reunião com a comitiva do Santos Export, técnicos da Aecom mostraram algumas das soluções projetadas para proteger áreas da Ilha de Manhattan do aumento do nível do mar. Entre as propostas apresentadas, estão a implantação de barreiras (muretas) nos locais a serem inundados, de modo a evitar o avanço das águas, e a construção de calçadões em um nível superior ao solo atual. Essa estrutura também ajudaria a conter a maré. De acordo com o vice-presidente associado da Aecom, Brian Stobbie, que participou do encontro, as medidas apresentadas buscam conter tanto a elevação do mar como as ondas causadas por tempestades mais violentas, que serão mais frequentes com as mudanças climáticas e o SLR. “Estamos analisando essas obras, que serão implantadas nos próximos anos. Essa é a solução inteligente a ser adotada, uma vez que não fazer nada só vai garantir um prejuízo de bilhões a Nova Iorque”, disse Stobbie.
    (Postado por Blog Luiz Reni)

  • Projeto do Cais Mauá completa um mês no Conselho do Plano Diretor

    Naira Hofmeister
    A reunião do Conselho do Plano Diretor de Porto Alegre desta terça-feira, 1º de novembro, será a quinta consecutiva em que o projeto de revitalização do Cais Mauá está na pauta do colegiado, que analisa o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) do empreendimento, um dos últimos passos antes da emissão das licenças para obras.
    Três semanas depois de pedirem vistas ao processo – que já possui parecer favorável do relator, Sérgio Korem, indicado pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado (Sinduscon-RS) – os conselheiros Daniel Nichele (RP1) e Lívia Piccinini (Ufrgs), deverão emitir suas opiniões sobre a intervenção. “Nunca na história do CMDUA ocorreu uma vista conjunta tão transparente e analisada”, defende Nichele, que se reuniu inúmeras vezes com seus colegas e com os delegados da RP1 para refletir sobre a proposta.
    O conselheiro não adianta sua decisão, que só será conhecida a partir das 18h na sede da Secretaria de Urbanismo.
    Na última terça-feira, 25 de outubro, Nichele e seus companheiros de colegiado ouviram as manifestações da Agapan e do IAB-RS, contrárias ao modelo de revitalização proposto, que inclui a exploração comercial da área através de um shopping center (ao lado da Usina do Gasômetro) e três torres com escritórios e hotel cuja altura é o dobro do máximo permitido na cidade – permissões dadas através de uma lei específica para o empreendimento, questionada pelas entidades.

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    Representantes do IAB questionam legalidade do projeto

    “O artigo 17 é bastante claro ao determinar o prazo de validade para o regime urbanístico estabelecido, assegurado a “investidores que licenciaram e iniciarem suas obras” até 31 de dezembro de 2012. O parágrafo único deste artigo, por sua vez, demandava ao Executivo Municipal o envio de projeto de lei que estabelecesse os critérios de atualização da lei, o que não ocorreu. Qualquer outra interpretação sobre o prazo previsto nesta lei não encontra fundamento ou precedente. Fosse o caso de utilizar outros marcos do processo de licenciamento, teriam seus autores procedido como em outras Leis que concederam Regime Urbanístico diferenciado por tempo determinado”, defendeu o vice-presidente do IAB-RS, arquiteto Rafael Passos.
    Já o advogado Caio Lustosa, que falou em nome da Agapan, explicou que a entidade considera ilegal a aprovação de regime urbanístico para a área, que é inundável e esteve sob risco de cheia recentemente: “Está em conflito com a lei da defesa civil federal, que impede edificações em área alagáveis; com o Código Estadual do Meio Ambiente, que impede o parcelamento do solo nesses casos; com a Lei Orgânica do município. O artigo 45 do Plano Diretor expressa que as alterações no plano não podem gerar riscos às áreas consolidadas, sendo que se houver tragédia com mortos e feridos, o Tribunal de Justiça tem sustentado que cabe a responsabilidade a quem direta ou indiretamente tenha participado do processo de aprovação”, salientou.
    Tensão e bate-boca com autoridades
    Desde que entrou na pauta do Conselho do Plano Diretor, o projeto concentrou as atenções no colegiado, que passou a receber frequentemente autoridades. O titular do Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais da Prefeitura Municipal, Edemar Tutikian, e o ex-secretário de Urbanismo e atual vereador pelo PMDB Valter Nagelstein, dois entusiastas da iniciativa, não perderam um encontro.
    A plateia também esteve repleta – na noite de apresentação do projeto, em 4 de outubro, houve inclusive relatos de pessoas barradas na porta de entrada da Smurb, sob o argumento de que a lotação estava esgotada, embora ainda houvessem cadeiras disponíveis e algumas pessoas em pé.
    Essa presença de defensores e opositores do projeto na mesma sala rendeu embates e provocações. No final da reunião da semana passada, por exemplo, Tutikian argumentava com o vice-presidente do IAB-RS Rafael Passos e com a advogada e integrante do coletivo Cais Mauá de Todos Jacqueline Custódio, que pediam mais espaço para o debate do projeto. “O grupo de vocês só vaiou nas audiências públicas, impedindo o diálogo”, criticou o secretário.
    Diante de questionamentos da dupla sobre a legalidade da tramitação, exclamou: “Não tem como discutir isso com quem é contra” e logo saiu.
    Minutos antes, o ex-secretário de Urbanismo Valter Nagelstein atraiu as atenções ao discutir em tom elevado com outro integrante do coletivo, Silvio Jardim. A briga tinha origem em uma reunião anterior, promovida pela Região 1 do Planejamento, para debater o projeto na Câmara de Vereadores. Na ocasião, Nagelstein, que liderou a convocação aos cidadãos favoráveis ao projeto para que se fizessem presentes, transmitia ao vivo o debate pelas redes sociais quando Silvio o alertou que não o filmasse – pedido que foi ignorado pelo vereador, alegando tratar-se de uma reunião pública.
    Ao reencontrar Silvio na reunião do Conselho do Plano Diretor, Nagelstein se alterou porque o militante reiterou que não havia autorizado o uso de sua imagem no vídeo, que ainda está disponível na página do vereador. Depois de um bate-boca entre os dois, Nagelstein afastou-se prometendo “resolver o assunto como homens” se o debate seguisse esquentando.
    À reportagem o vereador disse ter se sentido “ameaçado” por Jardim, que, por sua vez, registrou um boletim de ocorrência narrando o fato à Polícia Civil.
    Empreendedor foi pessoalmente ao Conselho
    Outra figura notável que apareceu em duas reuniões do Conselho do Plano Diretor foi o diretor de Operação da Cais Mauá do Brasil S.A, Sergio José de Lima. Pouco afeito a exposições públicas, Lima apresentou pessoalmente o projeto de revitalização ao colegiado na noite de 4 de outubro.
    “Nada nos fará desistir desse projeto que será o espaço mais importante da cidade. Mas para dar esse passo, dependemos de vocês, precisamos do apoio de vocês que compõem essa comissão para que possamos começar as obras”, rogou.
    Sérgio Lima é representante do consórcio Cais Mauá do Brasil que desde 2012 pertence a uma gestora financeira chamada NSG, cuja sede fica na praia de Botafogo, no Rio de Janeiro. O ingresso da NSG no consórcio – que mantém apenas três das cinco empresas que venceram a licitação em 2010 – redundou num aumento de capital social, que passou de um milhão para quase 14 milhões em seis anos. Apesar disso, o consórcio se viu recentemente enredado em uma série de ações judiciais de cobrança por serviços contratados e nunca pagos, revelado com exclusividade pelo Jornal JÁ.
    “Sou apenas o diretor de Operações da Cais Mauá, entendo da parte de engenharia, não da administração”, justificou, na ocasião, o fato de não saber informar sobre a condição financeira do consórcio naquele momento.

  • Primeira mostra de teatro no Espaço de Arte em Viamão

    Nesta terça-feira, dia 1º de novembro, os alunos da unidade do Espaço da Arte de Viamão, junto ao Colégio Marista Graças, sobem ao palco do Centro Cultural da instituição para a sua Mostra de Teatro.
    O evento vai contar com três espetáculos: “A Chave de Tudo”, do grupo Atchim, “Como se joga esse jogo”, do Sem Querer, e “O amor não é lindo”, do 100 sentidos, convidado da noite, vindo de Novo Hamburgo.
    Os ingressos tem o valor de R$ 15,00 e podem ser adquiridos na hora ou com os alunos de Viamão.
    Esta será a primeira Mostra dessa unidade, já que o Espaço da Arte firmou uma parceria com o Colégio Marista Graças em abril de 2016. As aulas são coordenadas por Fernando Tepasse, diretor executivo do Espaço da Arte, com apoio da monitora Lili Deon.
    Elas acontecem sempre às terças-feiras, na sala dos espelhos, no ginásio de esportes da escola, e são destinadas a estudantes da instituição.
    A peça “A Chave de Tudo”, do grupo Atchim, começa quando duas irmãs têm a missão de colocar definitivamente fora as bonecas que estão guardadas no sótão. Essa simples ação, no entanto desencadeia uma incrível e mágica aventura. As meninas são feitas reféns pelas bonecas, que ganham vida e exigem como resgate a realização de todos os seus desejos.  Será que a magia da criança que habita o coração de todos prevalecerá e ajudará as irmãs? Encante-se com essa linda história de respeito, amor e esperança.
    “Como se joga esse jogo?”, do grupo Sem Querer, aborda o período da pré-adolescência e o emocionante momento do primeiro beijo. Quando uma turma de amigos decide fazer a festa do beijo para comemorar a véspera de feriado, surge um empecilho: há um “Boca Virgem” no meio deles. Como as meninas se recusam a beijá-lo, a festa fica comprometida, porém com a ajuda de suas irmãs mais novas eles encontram uma solução para este problema. “Como é que se joga esse jogo?”, escrita por Fernando Tepasse, é uma comédia contagiante, leve e surpreendente, que fará o público reviver momentos memoráveis de sua adolescência.
    O grupo 100 Sentidos apresenta a peça “O amor não é lindo”. Inspirada no filme de animação “A noiva cadáver”, tem como personagem central Regisnelson, um jovem desprovido de beleza que sonha em arranjar uma namorada. Sua trajetória muda quando encontra a “Noiva”, uma alma penada que precisa subir ao altar para ir para o céu, mas como fazer uma morta se casar com um ser vivo?
    A peça brinca com a relação entre a vida e a morte, além de falar sobre relações familiares e bullying. Essa obra já recebeu 17 prêmios em Festivais de Teatro em 2015 e 2016 e é encenada por 20 jovens alunos, ex-alunos do Colégio Marista Pio XII e convidados. A direção também é de Fernando Tepasse.
    (com informações da assessoria de imprensa)

  • Justiça manda Banrisul indenizar cliente por longa espera na fila

    Uma cliente do Banrisul receberá 3 mil reais de indenização por danos morais por aguardar mais de 2 horas por atendimento, sem que fosse oferecido lugar para sentar e sem acesso ao banheiro. O caso aconteceu em dezembro de 2014.
    A decisão foi da 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
    O juiz considerou que a situação vivida pela cliente extrapola o mero aborrecimento. “Ficou clara a situação de angústia e constrangimento pela qual a consumidora foi submetida”, disse Atila Alexandre Nunes, coordenador do Reclamar Adianta, ong de defesa do consumidor.
    O banco refutou as alegações. Testemunhas trazidas pela instituição bancária disseram que o movimento no dia fora atípico e que havia apenas um servidor nos caixas. O uso do único banheiro disponível (o outro estava em reforma) só seria possível com acompanhamento de funcionário.
    Depois de ter o pedido negado na Comarca da cidade, a cliente recorreu ao Tribunal requerendo indenização por danos morais.
    O desembargador Ergio Menine, relator do recurso, foi duro com o banco.  “na medida em que, embora seja uma das instituições com maior patrimônio e margem de lucro do país, oferece atendimento deficitário aos seus usuário/clientes”.
    (Com informações do programa Reclamar Adianta na Rádio Bandeirantes AM 1360 (RJ).

  • Cartilha orienta sobre uso da Lei de Acesso à Informação

    Já está disponível na internet (veja aqui) a segunda edição do Guia Prático da Lei de Acesso à Informação (LAI), uma cartilha elaborada pela Artigo 19, com orientações sobre como usar a lei brasileira que regulamenta o acesso a informações públicas.
    Publicado pela primeira vez em 2012, o Guia Prático lista as obrigações que a LAI determina a órgãos públicos, oferece um modelo pronto para quem quiser realizar um pedido de informação e ainda ensina como fazer um recurso para os casos em que um órgão público negar acesso a uma informação.
    Além disso, a publicação também traz um breve panorama internacional sobre legislações e princípios que dispõem sobre o direito à informação e informa o procedimento para se fazer denúncias e acionar órgãos de Justiça em caso de descumprimento da LAI.
    “Queremos que essa cartilha sirva de instrumento para qualquer pessoa que deseja obter uma informação junto a órgãos públicos brasileiros, fazendo assim valer seu direito à informação”, afirma Joara Marchezini, oficial de Acesso à Informação da Artigo 19.
    Segundo Joara, o objetivo da cartilha também é o de expandir o conhecimento da LAI junto a outros públicos. “Buscamos elaborá-la com uma linguagem bem didática, visando com isso facilitar o uso da LAI por pessoas comuns. Hoje o que temos visto é que a lei acaba sendo mais usada por jornalistas, advogados e membros da sociedade civil. Queremos ampliar esse público”, conclui.
     

  • Em Porto Alegre, 36,6% elegeram Nelson Marchezan Júnior para prefeito

    Nelson Marchezan Júnior, do PSDB, foi apontado como prefeito eleito de Porto Alegre com 56% dos votos válidos por pesquisa Ibope de boca de urna divulgada oito minutos após o término da votação. Sua votação acabou sendo ainda maior: 60,5%, dos votos válidos.
    Como o sistema eleitoral não considera válidos os votos brancos ou anulados, o futuro prefeito foi escolhido por 402.165 eleitores, que representam pouco mais de um terço 36,6%) do universo do eleitorado (1.098.517 pessoas, segundo o TRE).
    Os resultados oficiais logo mostraram que um quarto dos eleitores não compareceram às urnas (25,26%). Somados aos brancos (5,67%) e nulos (13,36%), resulta que 44,3% dos eleitores de Porto Alegre não votaram em nenhum candidato. Em relação ao primeiro turno, quando os nulos foram 8,8%, foi a parcela que mais aumentou entre esses, em consequência da orientação dos partidos de esquerda, especialmente do PT, de não legitimar nenhum candidato.
    Na apuração do Tribunal Regional Eleitoral, Marchezan largou ainda mais na frente do que detectou o Ibope, manteve-se com índices sempre na faixa dos 60%. Só com mais de 75% das urnas apurados o adversário Sebastião Mello, do PMDB, ultrapassou o índice de 40%, para logo voltar a cair. Levou 39,5% dos válidos.
    A última pesquisa, divulgada na sexta-feira, acendera o ânimo da militância de Mello. A tendência mostrava estagnação de Júnior e crescimento de Mello. Mais alguns dias, configuraria empate técnico dentro das margens de erro. Mas a expectativa de “virada” não se confirmou.
    “A direita terá pela primeira vez grandes bases eleitorais para disputar o governo do Estado em 2018”, avaliou o cientista político Benedito Tadeu César, petista de primeira hora e coordenador do Comitê em Defesa da Democracia, donde saiu um grupo suprapartidário de intelectuais que pregou voto útil em Mello “contra o retrocesso”.
    César lembra que esta guinada liberal, definida em várias capitais do país, não é uma vitória meramente tucana: revela a força dos pequenos partidos de orientação religiosa, que, juntos, no primeiro turno angariaram mais votos do que o PSDB e do que o PMDB.
     

  • Elza Soares apresenta A Mulher do Fim do Mundo quinta-feira no Unimúsica

    Encerrando a série de 35 anos do projeto Unimúsica, Elza Soares volta a Porto Alegre, apresentando seu mais recente álbum A Mulher do Fim Mundo, nesta quinta-feira, 3. A Em abril, a cantora incendiou o público que lotava o Teatro do Bourbon Country. Agora, Elza Soares se apresenta no Salão de Atos da UFRGS, no último espetáculo da série “Sobre a palavra futuro”, que celebra os 35 anos do projeto realizado pelo Departamento de Difusão Cultural da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS com parceria da Fundação Médica do Rio Grande do Sul.
    O entrada custa um livro em bom estado e as senhas serão distribuídas a partir das 9h desta segunda-feira, 31. A expectativa é de que sejam muito disputados os 1.173 lugares do Salão de Atos. Em maio, as entradas para o show de Maria Betânia esgotaram em menos de duas horas, havia uma fila desde a madrugada.
    O 34º álbum da carreira da cantora, apresenta 11 canções com letras críticas e atuais que jogam luz sobre a vida urbana de São Paulo a partir de temas que tratam de preconceito racial, violência doméstica e social, narcodependência, sexo e morte.
    As composições são nomes da nova cena musical paulistana como José Miguel Wisnik, Cacá Machado, Clima, Douglas Germano e Alice Coutinho, Rodrigo Campos, Rômulo Fróes e Kiko Dinucci.
    No espetáculo, Elza permanece sentada em um trono metálico cercado por sacos plásticos de lixo preto. O cenário, a luz e as projeções são assinadas por Anna Turra. A intérprete contracena com Rodrigo Campos, Rubi, Rafa Barreto, Felipe Roseno, Luque e com o diretor geral do espetáculo, Guilherme Kastrup. O repertório traz músicas do novo álbum, além de incluir sucessos da carreira da cantora, como Malandro, A Carne e Volta por cima.
    Elza é uma das maiores personalidades da história da música popular brasileira. Em 2000, ela foi reconhecida pela BBC Londres como a Melhor Cantora do Milênio. Dois anos depois, foi eleita a Cantora do Ano no primeiro Prêmio Rival BR com o álbum Do cóccix até o pescoço. Desde 2015, o espetáculo e o disco homônimo do álbum A mulher do fim do mundo, foram aclamados pelo público e causaram enorme impacto na crítica brasileira, resultando nos prêmios de Melhor Show Nacional, da Folha de São Paulo e do Estado de São Paulo, de Melhor Álbum, pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) e de Melhor Álbum de 2015 e Melhor Música de 2015 com Maria da Vila Matilde pela revista Rolling Stone Brasil.

  • Açorianos de Música homenageia o centenário do primeiro samba gravado

    Em sua 25ª edição, o Prêmio Açorianos de Música 2015/2016 homenageia o centenário do primeiro samba gravado no Brasil, “Pelo telefone”. O compositor porto-alegrense Nelson Coelho de Castro também será homenageado.
    “Pelo telefone” foi a primeira canção registrada como samba na Biblioteca Nacional. Foi registrado em novembro de 2016 e lançado em janeiro do ano seguinte. Inicialmente, a autoria foi assinada pelo sambista Ernesto dos Santos, o Donga. Posteriormente, foi incluído o jornalista Mauro de Almeida como compositor. Entretanto, vários outros compositores já reivindicaram a autoria do samba.
    O Prêmio Açorianos de Música entregará troféus em 26 categorias. A cerimônia acontece no dia 1º de novembro, a partir das 20h30, no Teatro Renascença (av. Erico Verissimo, 307). A festa contará com apresentações de Wilson Ney, Monica Tomasi, Ana Lonardi, Bloco Tamborim, Eduardo Pitta, Mariana Bavaresco e Oficina Choro e Samba do Santander Cultural.
    Além das homenagens, o prêmio fará três menções especiais: aos 35 anos do Unimusica,projeto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que figura entre os principais destaques da programação musical de Porto Alegre, para o violonista argentino radicado no Rio Grande do Sul, Lucio Yanel, que influenciou o estilo interpretativo de muitos artistas do cenário regional e instrumental, como Yamandú Costa e para o StudioClio Instituto de Arte e Humanismo, pela contribuição à cultura de Porto Alegre nos últimos 11 anos.

  • “Filhos deste solo”: uma viagem fotográfica pelo Extremo Sul

    Paisagens e personagens

    • Um dos maiores artesãos de facas do Brasil;
    • A paisagem de pântanos do Parque Nacional da Lagoa dos Peixes, um dos maiores refúgios de aves migratórias deste hemisfério;
    • Uma fisioterapeuta de cavalos que desafia a supremacia masculina do tradicionalismo gaúcho;
    • A praia mais extensa do mundo: com 254 quilômetros, a praia do Cassino tem ventos tão fortes que permitem andar de bicicleta sem pedalar;
    • Um escultor de ossos de baleia que vive no Chuí.

    A viagem, feita a bordo de um dos primeiros exemplares do Discovery Sport fabricado no Brasil, é a quarta e última do projeto Filhos deste Solo, uma homenagem da montadora britânica à garra, determinação, confiança do brasileiro e uma forma de celebrar a primeira fábrica da Jaguar Land Rover no Brasil, inaugurada em junho, em Itatiaia (RJ). A viagem, que poderá ser acompanhada em tempo real pelas redes sociais da Land Rover resultará também em um programa de mesmo nome, que irá ao ar em novembro pelo Canal Off, da Globosat, com criação e produção da Bossa Nova Films, e direção de Georgia Guerra-Peixe e Fábio Meirelles.
    Luciana Whitaker, uma fotógrafa que deixou o fotojornalismo no Rio de Janeiro para desbravar o Alasca e seus esquimós, será a protagonista da expedição que irá de Porto Alegre ao Chuí para mostrar paisagens (especialmente off road) e personagens locais com histórias interessantes para dividir.
    Com Luciana ao volante, a viagem pelo sul do País começará pela cidade de Feliz, onde a fotógrafa visitará Ismael Biegelmeier, um dos maiores artesãos de facas do Brasil, que lhe mostrará suas técnicas de manufatura em troca de saber um pouco sobre as facas dos esquimós. No retorno a Porto Alegre, a expedição passa por uma ponte de ferro, patrimônio histórico da humanidade e por Viamão.
    No segundo dia, ela encontrará o atleta Leandro Raí, que pratica stand up paddle, rapel e mergulho e sonha atravessar, praticando o esporte, a maior lagoa da América do Sul: a Lagoa dos Patos. Com Leandro, Luciana viaja até Itapuã contornando o rio Guaíba e visita a pousada São Francisco para conhecer sua centenária proprietária, Dona Esmerilda.
    Na sequência, Luciana segue para Tavares, para conhecer o ambiente e a gastronomia da fazenda Lagoa da Palha e para conhecer uma gaúcha que, como ela mesma, se atreveu a aventurar-se por terrenos dominados por homens. Enquanto Luciana rompeu a visão tradicional de que viajar sozinha é coisa de homens, Juliana Osório, de 28 anos, decidiu dedicar-se aos cavalos numa profissão bastante incomum: fisioterapeuta de equinos. As duas mulheres compartilharão suas histórias enquanto cavalgam e Luciana demonstra como realiza seu inusitado trabalho.
    O quarto dia revela magníficas e pouco conhecidas paisagens do Rio Grande do Sul, localizadas na da região de pântanos e lagoas do Parque Estadual da Lagoa dos Peixes, um dos mais importantes refúgios de aves migratórias da América do Sul, usado, em diferentes estações do ano, como ponto de descanso por cerca de 30 espécies de aves do hemisfério Norte e cinco do Sul. A região também é berçário de espécies marinhas como tainha e linguado. A fauna e flora peculiar do parque são explicadas pelo biólogo marinho Duane, que acompanhará Luciana até seu destino final, no Chuí, por 254 quilômetros da praia do Cassino, a mais extensa do mundo. Ali, a intensidade dos ventos é tamanha que, muitas vezes, é possível andar de bicicleta sem precisar pedalar.
    No Chuí, a expedição encontrará o último personagem da viagem: Hamilton Coelho, artista sexagenário que se dedica à escultura com restos de naufrágios e ossos de baleia depositados na praia pela maré. O entorno de sua casa converteu-se em museu, com suas obras espalhadas pelo terreno. O intercâmbio de experiências entre Luciana e Hamilton promete ser intenso, afinal a fotógrafa é uma militante preservacionista que viaja regularmente ao Alasca para registrar o impacto das mudanças climáticas no gelo e na fauna, enquanto o artista trabalha com conscientização ambiental de crianças.
    A fotografa
    dsc01420Coragem seria a palavra para definir Luciana que, aos 21 anos, largou a vida de fotojornalista no Rio de Janeiro por uma aventura gelada no Alasca, que durou 11 anos, de 1996 a 2007. Lá conheceu seu marido, teve dois filhos e desenvolveu sua paixão pelos povos e suas culturas. Começou pelos esquimós Iñupiag e hoje se considera uma etnóloga. Autora de dois” que envolvem fotografia, jornalismo e coragem – entre os quais Onze anos no Alaska, Luciana não parou mais de viajar para conhecer outros povos e culturas. Cair na estrada, quebrar paradigmas e se reinventar permanentemente são os elementos que definem suas opções de vida.
    Programa “Filhos deste solo”
    A jornada “Filhos deste solo”, que leva o mesmo nome do programa de TV que será veiculado no Canal OFF em novembro de 2016, contempla quatro expedições com as primeiras unidades de seus veículos nacionais – Range Rover Evoque e Discovery Sport. O objetivo é mostrar a grande diversidade, não apenas de paisagens, praias e montanhas, mas principalmente de povos e culturas que existem no Brasil. A ideia é mostrar os primeiros modelos que saíram da fábrica da Jaguar Land Rover em Itatiaia, mais do que serem feitos no Brasil, são produzidos por brasileiros, e para brasileiros. Criação e produção da Bossa Nova Films, com direção de Georgia Guerra-Peixe e Fábio Meirelles.
    A fábrica
    ldd06923A Jaguar Land Rover é a maior fabricante de automóveis do Reino Unido. A empresa possui duas marcas ícones da indústria automotiva britânica: Jaguar, com veículos esportivos de alta performance, e Land Rover, referência mundial em veículos utilitários esportivos (SUV)premium. Controlada pelo grupo indiano Tata Motors, a companhia conta com mais de 37 mil colaboradores em todo o mundo e comercializa seus produtos em mais de 180 países. Possui hoje quatro unidades fabris no Reino Unido, uma na China, em sociedade com empresa local, uma unidade de montagem local na Índia, uma no Brasil, em Itatiaia, Rio de Janeiro (a única 100% da empresa fora do Reino Unido) e uma em construção na Eslováquia. Presente há mais de 25 anos no Brasil, a Jaguar Land Rover conta com 35 concessionários no país.
     

  • Rebaixamento da avenida João Goulart pode voltar ao projeto do Cais Mauá

    Naira Hofmeister
    O rebaixamento da avenida João Goulart, previsto na proposta original de revitalização do Cais Mauá e posteriormente retirado pela Prefeitura do rol de contrapartidas, pode voltar a fazer parte do projeto. É o que indicam os conselheiros do Plano Diretor de Porto Alegre, que analisam o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) da iniciativa, uma das últimas etapas antes da emissão de licenças para obras no local.
    “É quase um consenso de que o rebaixamento deve ser incluído”, revela o representante da Região 1 do Planejamento (RP1), Daniel Nichele, que coordena a análise conjunta do projeto, que já obteve parecer favorável do representante do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado (Sinduscon-RS).
    Segundo Nichele, não há, em todo o processo administrativo que registra a evolução e mudanças na proposta ao longo dos mais de cinco anos em que tramita na Prefeitura Municipal uma justificativa razoável das razões de sua exclusão. “Já pedimos esse esclarecimento à Prefeitura”, completa o conselheiro.
    Apesar das inúmeras polêmicas que cercam o projeto, a preocupação central dos conselheiros é com a mobilidade urbana e, neste aspecto, o mergulhão da João Goulart serviria como um ponto a favor. “O empreendedor está prevendo quatro novos semáforos na Mauá e ainda faixas redutoras de velocidade”, justifica Nichele.
    Aliado ao volume extra de automóveis que a revitalização vai atrair para a região, os conselheiros temem que a intervenção prejudique o trânsito no Centro Histórico. “Alguns conselheiros de mais idade também lembraram da importância de se ter acesso direto ao Guaíba, caminhando”, complementa.
    Neste sentido, o mergulhão também seria uma solução interessante, na opinião de Nichele, pois permitiria o acesso livre, de nível, a pedestres, sem influir no fluxo de automóveis.
    Prefeitura barrou iniciativa
    A proposta de rebaixar a avenida João Goulart no trecho entre as praças Brigadeiro Sampaio e Julio Mesquita e a Usina do Gasômetro estava contida nos primeiros desenhos que foram apresentados à população, em 2008, pelo Governo do Estado – antes mesmo da licitação para a concessão da área à iniciativa privada, que ocorreu em 2010.
    Era o conteúdo da proposta vencedora da concorrência pela Manifestação de Interesse na obra do cais, que incluía, entre outras exigências, um estudo inicial sobre como ficaria o espaço. Os esboços foram feitos em parceria pelos arquitetos Jaime Lerner, bastante conhecido no Brasil, e Fermín Vázquez, um catalão.
    A ideia era não apenas rebaixar a João Goulart, mas enterrar o shopping center que ocupará uma área ao lado da Usina do Gasômetro. Do telhado do imóvel desceria uma esplanada verde que passaria sobre a via subterrânea e se integraria às praças de fronte ao Gasômetro, formando uma espécie de parque.
    Primeiro foi o empreendedor que desistiu da fórmula para o shopping, alegando custo muito elevado. Depois, a própria Prefeitura Municipal liberou o consórcio vencedor da licitação de realizar o mergulhão. “O rebaixamento não foi retirado do projeto por nós. Foi decisão da Prefeitura, em razão de uma série de intervenções que serão feitas na avenida”, esclareceu o diretor de Operações da Cais Mauá do Brasil, Sérgio Lima, durante apresentação do projeto aos conselheiros, no dia 11 de outubro.

    Maquete virtual simula como seria a passarela com o "tapete verde" / Divulgação
    Maquete virtual simula como seria a passarela com o “tapete verde” / Divulgação

     
     
     
    Durante as audiências públicas realizadas em 2015 e neste ano, a retirada da obra do rol de contrapartidas foi muito criticada por movimentos cidadãos. Especialmente porque o consórcio manteve na lista o prolongamento da rua Ramiro Barcelos, que terá um trecho subterrâneo, sob a Avenida da Legalidade. Essa intervenção é a mais cara entre todas as compensações que o empreendedor dará à cidade (R$ 24,3 milhões em valores de 2015), mas beneficiará diretamente o consórcio, uma vez que será por esta via, rebaixada que entrarão os veículos na área das docas do Cais Mauá, onde serão erguidas três torres com hotel e escritórios.
    Diante dos protestos, o consórcio retomou a ideia do telhado verde no shopping e ofereceu uma passarela para pedestres que ligaria a praça à cobertura do centro comercial. A passarela, entretanto, foi considerada inadequada para a área pelos órgãos do patrimônio histórico, que barrou a iniciativa. Movimentos ambientalistas também contestavam a solução, que exigia o corte de mais de uma dezena de árvores na praça Brigadeiro Sampaio.
    A Secretaria de Urbanismo idealizou então um acesso de nível com sinalização especial e piso diferenciado, para dar a ideia de que é uma continuidade da Rua da Praia.
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    Um terraço no shopping desobstruiria a vista de quem estiver na Usina do Gasômetro / Divulgação

    O empreendedor acatou a saída e ainda acrescentou uma novidade ao projeto: decidiu abrir um grande terraço no segundo pavimento do shopping center, uma área de 3 mil m², para desobstruir a vista da Usina do Gasômetro e ampliar o contato com o Guaíba.
    Ainda assim, a altura do shopping (14 metros) é superior à do cume dos armazéns, que medem 10 metros nos vértices do telhado. Não haverá subsolo, nem para estacionamento, que será distribuído no miolo do edifício no andar térreo – a parte exterior do edifício abrigará lojas