Categoria: Geral

  • Vara criminal da Capital faz sua primeira videoaudiência

    O juiz da 2ª Vara do Júri, Felipe Keunecke de Oliveira, conduziu nesta sexta-feira (14/10) a primeira videoaudiência realizada na Capital. Foram ouvidos dois homens que estão no Presídio Central acusados da morte de um homem e de uma tentativa de homicídio.
    Esta é a primeira etapa do projeto-piloto da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) para realizar audiências criminas sem a presença dos réus nos Foros, evitando assim custos, deslocamentos e ausências.
    O magistrado acredita que a novidade vai agilizar o andamento dos processos, pois o novo sistema resolverá parte do problema da Superintendência de Serviços Penitenciários (SUSEPE) de não apresentar todos os réus para as audiências: “Desde que assegurado o direito do réu e ele saiba o que está acontecendo, este tipo de interrogatório ajudará muito, principalmente na Vara do Júri, onde temos muitos réus presos de dependemos do interrogatório para finalizar uma parte importante do processo.
    Para a promotora de Justiça Sônia Eleni Corrêa Mensch, que participou da videoaudiência, “este tipo de interrogatório já deveria ter começado antes, tanto pela celeridade do processo quanto pela segurança dos envolvidos, inclusive, do próprio réu”.
    O defensor público Marcelo Candiago, que faz a defesa dos réus ouvidos hoje, aprovou a experiência inédita. “O uso da tecnologia impõe celeridade e com a experiência de hoje vi que se mantém as garantias de conversar com os réus de forma reservada”, afirmou o defensor.
    O projeto de videoaudiências foi criado pela CGJ como uma alternativa para dar celeridade aos julgamentos devido ao grande número de audiências adiadas na Capital e Região Metropolitana. De acordo com levantamento feito pela Corregedoria, já chega a 50% o número de audiências não realizadas porque os réus não foram apresentados pela SUSEPE.
    (Com informações do TJRS)

  • Aprovados no concurso para a Guarda Municipal protestam nesta sexta-feira

    Os quase trezentos aprovados no último concurso público para a Guarda Municipal de Porto Alegre farão um protesto nesta sexta-feira, às 16h, em frente à Prefeitura. O grupo reclama do aumento da violência e exige que o executivo municipal nomeie os aprovados. Segundo o movimento, todas as etapas foram concluídas, faltando apenas o chamamento.
    O concurso foi realizado em 2015 e teve 289 aprovados. Atualmente a Guarda Municipal dispões de 484 servidores, embora o quadro funcional preveja 632, segundo a própria instituição. O movimento defende ainda que, pela lei federal 13.022, de 2014, que institui o estatuto das guardas municipais, a entidade poderia ter até 1.500.
    O ato visa atrair atenção da população de Porto Alegre para a necessidade de reforçar os quadros da Guarda Municipal, bem como inserir a corporação nas políticas de segurança pública, em parceria com os órgãos estaduais.

    Panfleto distribuído pelo movimento dos guardas concursados à espera de nomeação
    Panfleto distribuído pelo movimento dos guardas concursados à espera de nomeação

  • Kadão lança “A força do tempo – Histórias de um repórter fotográfico brasileiro”

    Poucos profissionais do fotojornalismo no Brasil conseguem ter em suas biografias duas características que marcam a trajetória do porto-alegrense Ricardo Chaves, o Kadão: participar ativamente da História que se desenrola em frente à sua câmara fotográfica e deixar que essa História invada sua vida através da paixão, das amizades criadas na correria do jornalismo e nas experiências que acabam também por fazer parte dessa mesma História.
    Kadão registrou o contemporâneo de sua cidade, Porto Alegre, do Rio Grande do Sul, do Brasil e de diversas partes do mundo ao longo de mais de 40 anos. Fotografou líderes mundiais, nacionais e locais; momentos políticos marcantes; eventos esportivos de diferentes níveis; personalidades e pessoas comuns; o cotidiano dos locais onde trabalhou e morou. Em qualquer uma dessas realidades, deixou não só a marca de fotojornalista como também a de seu humanismo marcante.
    Segundo o jornalista, curador e crítico de fotografia Rubens Fernandes Júnior, Ricardo Chaves é da época em que o fotojornalismo assumiu definitivamente sua condição de trazer em cada imagem informações que, de alguma forma, impactassem o leitor. “Ele soube fazer isso com maestria e pontuou sua presença na imprensa brasileira com imagens que ajudam a contar a história recente do Brasil.”
    capa-kadao-chavesEssa trajetória levou-o ao livro-documento “A força do tempo – Histórias de um repórter fotográfico brasileiro”, no qual imagem e texto se completam, ajudando a contextualizar cada flagrante reproduzido ou fotografado pelo autor. Na obra, a vida pessoal de Kadão Chaves, desde que nasceu em Porto Alegre em 1951, se mistura com sua vida profissional, iniciada em 1969 e que, depois de passar pelas redações jornais e revistas nacionais, como Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo, Veja, IstoÉ, retornou, em 1992, à sua cidade natal para assumir o cargo de diretor de fotografia de Zero Hora – e hoje assina a coluna Almanaque Gaúcho.
    O livro de Kadão Chaves, ilustrado com centenas de imagens, foi produzido pela Quati Produções Editoriais, sob selo da Libretos Editora, com financiamento do Fumproarte, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. A edição é de Pedro Haase Filho e o design gráfico de Clô Barcellos.
    Kadão autografa o livro hoje, a partir das 19h30, no Átrio do Centro Histórico-Cultural da Santa Casa (avenida Independência, 75).

    Ficha técnica“A força do tempo – Histórias de um repórter fotográfico brasileiro”
    Autor: Kadão Chaves
    Editora: Libretos
    184 páginas
    Formato: 20 cm x 25 cm
    ISBN: 978-85-5549-014-9
    Preço de venda: R$ 50,00
    Financiamento: Fumproarte
    O autor

    Ricardo Chaves, o Kadão, nasceu em Porto Alegre, em 21 de julho de 1951. Começou sua trajetória profissional em 1969, quando se tornou auxiliar de laboratório e, depois, fotógrafo no jornal Zero Hora. Saiu de ZH para trabalhar com Assis Hoffmann na Agência Focontexto, que atendia as sucursais de jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo na capital gaúcha. Em 1972, foi contratado como fotógrafo da sucursal do Jornal do Brasil. Dois anos depois, passou a ser freelancer para as revistas Veja, Placar e Quatro Rodas, entre outras, da Editora Abril. Na sequência, foi efetivado como fotógrafo da Veja na sucursal de Porto Alegre. Em 1981, transferiu-se para a sucursal da revista no Rio. Saiu da Veja em 1984, indo para a revista Isto É, na qual assumiu, primeiro, como editor adjunto e depois como editor de fotografia, em São Paulo. Em meados de 1988, recebeu convite da Agência Estado (O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde) para trabalhar na sucursal de Brasília. Voltou para São Paulo em 1991, como um dos editores de fotografia da Agência Estado. Em maio de 1992, retornou para Porto Alegre ao assumir o cargo de editor de fotografia de Zero Hora.
    Kadão participou de algumas mostras de fotografia no Brasil e no Exterior. Fez ainda cinco exposições individuais:Uruguai, imagens de uma história recente (1980), Sonhos ao Sol (1987), F-1 – Vida de Cigano (1992), Além da Utopia (1994) e Vietnam – Tempo de Viver (1998). No ano de 1998, foi um dos fotógrafos convidados da II Bienal Internacional de Fotografia de Curitiba, onde expôs três trabalhos na coletiva Mostra Brasil. Em março de 1999, participou, em Porto Alegre, da exposição Os Gaúchos na Bienal de Curitiba II. No mesmo ano, foi um dos autores na 9ª Edição da Coleção Masp/Pirelli, participando da coletiva, do catálogo e tendo seus trabalhos incluídos no acervo do Masp. Em 2003, participou da edição e teve fotos publicadas no livro Cenas da Vida Gaúcha, produzido com material da equipe de fotógrafos dos jornais do Grupo RBS (Zero Hora, Pioneiro, Diário de Santa Maria e Diário Gaúcho). Em junho de 2005, convidado pela embaixada do Brasil Suriname, realizou a exposição Retratos do Brasil e ministrou workshop em Paramaribo. Em 2007, co-editou e publicou fotos no livro Imagens Gaúchas, da RBS Publicações. Sob os auspícios do grupo espanhol Innovation Media Consulting, realizou trabalhos de consultoria na área de fotografia para os jornais El Caribe, na República Dominicana, Diário de Notícias, na Ilha da Madeira/Portugal, Correio, em Salvador, Diário do Norte, de Maringá, e A Tribuna , de Vitória. Também participou como jurado, desde 2010, das últimas edições do Prêmio Conrado Wessel, de Fotografia, em São Paulo, a mais importante e prestigiada distinção da fotografia brasileira. Como convidado especial, foi um dos expositores na mostra Shangai, evento da 4ª edição do Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre (o FestFoto POA), em 2010. No ano seguinte, recebeu o Prêmio Ari de Jornalismo – categoria Webjornalismo, em parceria com a repórter Kamila Almeida na reportagem Quartos Vazios.
    Em 2013, Kadão Chaves foi o fotógrafo homenageado da 7ª edição do FestFoto POA, quando também apresentou uma retrospectiva de sua trajetória profissional na exposição A Força do Tempo, no Museu de Arte Contemporânea, na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Joaquim Felizardo, na categoria fotografia. De 2010 a 2014, escreveu e editou a coluna Reflexo, sobre fotografia, publicada mensalmente no extinto caderno Cultura, do jornal Zero Hora. Atualmente, edita no mesmo jornal a página diária Almanaque Gaúcho, sobre história e memória regional.

  • Magda Renner, pioneira da ecologia

    Porto Alegre perdeu uma das suas mais ilustres cidadãs. Magda Renner morreu na madrugada de segunda para terça-feira (11/10), aos 90 anos.
    Tinha 48 anos quando começou a  militar na Ação Democrática Feminina, fundada no dia 13 de março de 1964, poucos dias antes do golpe militar, para  ” promover a cidadania através de programas educativos e projetos sociais, dirigidos à mulher”.
    Chocava a atitude daquela senhora da elite local nas vilas discutindo controle da natalidade e nos jornais condenando a  Nestlé por induzir às mães a não amamentar seus bebês.
    A grande mudança, no entanto, ocorreria em 1972, quando assistiu a uma palestra de José Lutzenberger, que havia recém fundado a Associação Gaúcha de Proteção Ambiental, a Agapan, e falava de um desafio maior do que todos – estancar a degradação do meio ambiente.
    A ADFG voltou-se fortemente à luta ambiental criticando as políticas de desenvolvimento adotadas sem sustentação ecológica ou social. A partir dali, passou a outra metade da vida militando pelo que hoje se chama desenvolvimento sustentável, numa época que não se usava nem o termo ecologia.
    Promoveu o primeiro projeto de separação do lixo em Porto Alegre e passou a atuar em foros internacionais contra a pobreza e a favor das questões ambientais. Poliglota, o escritório da ADFG em Porto Alegre transformou-se em centro de articulação mundial.
    Com Giselda Castro como vice-presidente, a ADFG aderiu aos Amigos da Terra Internacional (FOE). Durante a Constituinte de 1987/1988, Magda participou de diversos colegiados – entre as causas, a luta contra os agrotóxicos (até então chamados de “defensivos agrícolas”) e a criação da legislação estadual, entre 1982 e 1984.
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  • Tensão marca voto favorável do relator ao Cais Mauá

     
    Naira Hofmeister
    Em uma sessão tensa, ocorrida na véspera do feriado de 12 de outubro, o representante do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado (Sinduscon-RS) no Conselho do Plano Diretor, Sérgio Korem, emitiu parecer favorável ao projeto de revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre.
    “Cumpre com todas as definições do Plano Diretor”, justificou Korem, para em seguida completar: “Eu tenho vontade de ter esse porto na cidade, para os meus filhos desfrutarem”.
    Antes mesmo da abertura da reunião já era possível notar a apreensão dos presentes na sede da Secretaria de Urbanismo – na semana anterior, quando os representantes do consórcio compareceram ao Conselho para introduzir o debate, integrantes de coletivos contrários à construção de shopping, espigões e estacionamento na área foram barrados porque a sala estava com a lotação esgotada.
    Dessa vez o público externo era menor, embora os militantes tenham marcado presença. Também havia representantes dos poderes Executivo e Legislativo, o que intrigou o conselheiro Diaran Laone Camargo, da RP7: “Quando são projetos de interesse da prefeitura, a sala fica cheia. Mas se é para a comunidade…”.
    A apresentação do voto tomou cerca de 50 minutos da reunião, o que provocou protestos: “Presidente, todo mundo quer falar”, interferiu Paulo Jorge Amaral Cardoso, da RP5.
    O relator foi instado a acelerar sua leitura, mas não cedeu à pressão e leu todas os condicionantes apontadas pelas secretarias municipais ao licenciamento do projeto e o parecer do Conselho do Patrimônio Histórico Cultural sobre a restauração dos armazéns tombados.
    “Minha obrigação como cidadão era fazer uma análise bem detalhada, não só porque o projeto exige, mas porque estamos esperando por isso há muitos anos”, argumentou Korem.
    Voto de minerva permite fala da comunidade
    O momento mais tenso, entretanto, se deu quando um representante da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e do coletivo A Cidade que Queremos pediu a palavra para criticar o empreendimento.
    Embora previstas no regimento do Conselho do Plano Diretor, intervenções do público devem primeiro ser aprovadas pelo pleno – e os 18 conselheiros que votaram dividiram-se; nove concordaram com a abertura, outros nove foram contra.
    O voto de minerva coube ao vice-presidente do colegiado, o representante da Associação Gaúcha dos Advogados de Direito Imobiliário Empresarial, José Euclésio dos Santos, que assumiu os trabalhos na ausência do titular, o secretário de Urbanismo José Luiz Fernandes Cogo. “A mesa decide conceder a palavra”, anunciou.
    O eleito pelo movimento para falar por três minutos foi o procurador do Estado Silvio Jardim, que provocou os conselheiros: “Vocês sabem que há uma recomendação do Ministério Público de Contas para que não se liberem intervenções na área? Que o contrato entre o Estado e o empreendedor já está na sua quarta versão e que nenhuma das disposições contratuais foram cumpridas até hoje? Que esse consórcio já mudou sua formação diversas vezes e que tem entre seus integrantes empresas envolvidas na Lava a Jato e na operação Fundo Perdido, da Polícia Federal? Que não há dinheiro nem para restauras os armazéns?”.
    Embora estivesse presente na sessão o diretor de Operações do Cais Mauá, Sérgio Lima, coube ao titular do Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais da Prefeitura Municipal (Gades), Edemar Tutikian, rebater as acusações.
    Além de informar aos presentes que o pedido de liminar referido por Jardim não foi acatado pelo conselheiro do Tribunal de Contas Alexandre Postal e que as indagações do MP de Contas “vão tramitar normalmente”, Tutikian defendeu o consórcio.
    “Se houver problemas com a empresa, ela vai se manifestar no momento adequado. Sobre os recursos para a obra, não há como fazer a captação sem que o licenciamento esteja concluído. Nosso debate aqui deve ser sobre o uso do solo. Ao Estado cabe fiscalizar”, defendeu.
    Processo está a disposição da população
    Ao final, embora houvesse inscrições de conselheiros para comentar o voto do relator, o pleno decidiu não iniciar o debate na noite de terça, uma vez que houve um pedido de vistas da RP1, conforme havia sido combinado previamente. As representantes da Metroplan e da Ufrgs também haviam solicitado vistas, e a decisão da mesa foi conceder vista compartilhada a todos os conselheiros.
    “Além disso, gostaria de esclarecer que qualquer cidadão pode entrar em contato conosco para analisar o processo”, anunciou o conselheiro da RP1, Daniel Nichelle, que está com a guarda dos papéis.
    A RP1 agendou uma reunião aberta para debater o projeto com a comunidade na próxima segunda-feira, 17 de outubro, no Plenarinho da Câmara de Vereadores.
    O conselheiro tem até 15 dias para entregar seu parecer sobre o projeto, que pode ou não ser acatado pelo relator. “Mas é possível pedir diligências também, o que aumentaria o prazo”, explica o vice-presidente, José Euclésio dos Santos.
    Como o tempo da sessão foi extrapolado pelo debate sobre o Cais Mauá – e outros projetos também importantes para o conselho, como o novo modelo de cálculo do Solo Criado que está sendo proposto pelo colegiado – a apresentação do Estudo de Viabilidade Urbanística do Parque do Pontal (antigo Pontal do Estaleiro) ficou agendada para a próxima semana.

  • Cisne Branco volta com passeios gratuitos em agradecimento à cidade

    O Barco Cisne Branco volta a navegar pelo Guaíba no feriado desta quarta-feira (12), com os passeios diários Navegando pelo Guaíba (às 10h30, 15h, 16h30)  e Happy Hour, com duas horas de duração, a partir das 18h.
    Neste Dia das Crianças, que tem até 10 anos de idade não paga ingresso. O primeiro passeio Happy Hour da temporada terá música ao vivo com voz e violão de Daniel Schmidt e Laura Terra.
    Até o dia 19, o Cisne Branco oferecerá dois passeios diários gratuitos à população (às 9h e às 13h30). Foi a forma que os empreendedores encontraram para agradecer as manifestações de apoio que receberam da cidade.
    A embarcação, que opera há 38 anos, retoma os passeios turísticos pelo Guaíba depois de passar oito meses em restauração devido às avarias que sofreu no temporal de 29 de janeiro. A embarcação retornou ao Cais do Porto em 27 de setembro, quando foi oficialmente reinaugurada, e ficou atracada por uma semana para finalizar seu processo de modernização. O retorno da navegação e da programação de passeios fluviais acontece após a liberação da vistoria da Capitania dos Portos, garantindo que a embarcação tem totais condições para a navegação com passageiros a bordo, cumprindo todas as normas de segurança.
    Entre outras novidades, o Cisne Branco volta às águas com uma capacidade aumentada para transportar com segurança 300 passageiros,  sistema de som e luz, banheiro adaptado e uma programação definida até março de 2017. Para conferir, clique aqui.
    (Fonte: PMPA)

  • Quarto Distrito, "a cereja que falta para comermos o bolo"

    O potencial da região do Quarto Distrito como novo pólo de inovação de Porto Alegre foi o principal consenso entre os debatedores do evento Menu Porto Alegre, realizado nesta terça pela ACPA (Associação Comercial de Porto Alegre). O evento busca criar um espaço de debate em um ambiente descontraído, sempre com uma apresentação cultural na abertura, onde os convidados possam participar, trazendo dúvidas e contribuições.
    O coordenador do Núcleo de Estudos em Inovação (Nitec) da UFRGS, professor Paulo Antônio Lawislak, afirmou que a região é “a cereja que falta para comermos o bolo”. Rafael Prikladnicki, diretor do Tecnopuc, afirmou que a área é dez vezes maior que a ocupada pelo parque tecnológico da cidade e que é necessário que sejam criados outros parques tecnológicos na cidade. A secretária do Gabinete de Inovação e Tecnologia (Inovapoa), Maria Fernanda Bermúdez, destacou táticas da Prefeitura para atrair empresas, como a isenção de IPTU nos primeiros cinco anos para empresas de diversas áreas ligadas à tecnologia.
    “Caminhos da inovação em Porto Alegre” foi o tema da primeira edição do evento. “A primeira de muitas”, garantiu o presidente da ACPA, Paulo Afonso Pereira, explicando que o evento será realizado quinzenalmente até o fim do ano. Para 2017, o plano é aumentar a periodicidade, com edições semanais.
    Zawislak apresentou o relatório “Caminhos da inovação na indústria gaúcha”, de 2015, que é resultado de uma pesquisa realizada com mais 1.500 empresas ao longo de quatro anos. O trabalho reuniu 50 pesquisadores de quatro universidades do estado: UFRGS, PUC, Unisinos e UCS.
    O trabalho constatou um cenário que ainda explora pouco a inovação. A grande maioria dos empreendimentos são de pequenas e médias empresas (87%), com predominância de um modelo de gestão familiar (88%) e que tem o foco nos custos (81%). Para o professor, a questão é focar em agregar valor, em quanto o produto vale, não quanto custa. Zawislak defendeu que o potencial do estado está em buscar produtos diferenciados. “Nós não temos que fabricar o sapato mais barato, temos que fazer o calçado de luxo; não temos que produzir móveis em grande escala, temos que buscar o diferencial.”
    Outro ponto destacado da pesquisa é que em muitos casos, as empresas pesquisadas apontavam aquisição de equipamentos como inovação, focando na inovação do processo quando os maiores resultados costumam vir da inovação do produto e de inovações na área de marketing.
    Para Zawislak, a grande questão do momento é como dar condições para a indústria criativa. O professor citou o surgimento de novas empresas, voltadas à economia criativa, mas defendeu a importância de as empresas que já existem buscarem a renovação.
    O diretor do Tecnopuc, Rafael Prikladnicki, citou o caso de empresas consolidadas no mercado que buscaram o parque tecnológico da universidade, como a Thyssen Krup, que mantém uma sala de inovação, e o grupo Randon. Outro exemplo trazido por Prikladnicki foi o de uma empresa que em 2009 visitou diversas capitais brasileiras com o intuito de instalar sua primeira base no país. Porto Alegre foi a cidade escolhida e, na sequência, veio a expansão por outras cidades brasileiras. Para ele, foram três os principais fatores que atraíram a empresa: nível cultural da população, uma ampla base de recursos humanos e mão de obra qualificada.
    O Tecnopuc foi criado em 2003, com o objetivo de integrar universidade, empresas e governo. Hoje, o parque tecnológico conta com 120 empresas instaladas e já foi premiado duas vezes como melhor parque tecnológico do país.
    Prikladnicki citou alguns exemplos de produtos inovadores desenvolvidos dentro do parque, como a primeira impressora 3D do Brasil. O produto foi desenvolvido pela Cliever, empresa criada dentro da incubadora, por um ex-estudante da universidade, e que hoje funciona de forma independente.
    A secretária do Inovapoa, Maria Fernanda Bermúdez, apresentou o panorama do município em relação à inovação e seus atrativos. Porto Alegre tem hoje 22 empresas em 5 incubadoras. Segundo ela, é a 3ª cidade no país com maior número de PhDs tem mais de mil quilômetros de infovias, enquanto outras capitais brasileiras, como o Rio de Janeiro, por exemplo, possui cerca de 380 quilômetros.
    A visão dos urbanistas

    Os projetos para o Quarto Distrito foram debatidos no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS) no dia 21 de setembro, que começou com a palestra “Operação Urbana Consorciada do 4º Distrito: Plano Master”, do arquiteto e professor da UFRGS Benamy Turkienicz. Como debatedores, o arquiteto Iran Rosa e o historiador Francisco Marshall.
    Pela sua localização estratégica e oportunidades espaciais, a área demanda um olhar especial por parte de todos os envolvidos na produção da cidade. O desafio de promover a revitalização urbana e a reconversão econômica foi apresentado por Benamy Turkienicz, envolvendo o processo de proposição de um Master Plan. O professor da UFRGS falou sobre a formulação de uma legislação com os conteúdos de uma Operação Urbana Consorciada, conforme Estatuto da Cidade, para esta parte da cidade.
    “O Quarto Distrito é o filtro de entrada e saída da cidade e podemos pensar como este grande filtro acaba sendo tão degradado, tão pobre de atividades econômicas, já que ele tem altíssima acessibilidade”, observou Benany.
    “Temos obras urbanas que não foram pensadas pelo conjunto municipal, como a ponte do Guaíba, o metrô, e a avenida Farrapos, por exemplo. Porto Alegre teve obras de cunho metropolitano sem nenhuma reação com a trama viária municipal, e por causa desta inércia o setor oeste ficou isolado do resto da cidade”, registrou o professor.
    A estratégia seria criar programas econômicos e sociais em escala regional nas áreas de saúde, tecnologia da informação, economia criativa e educação superior. Como estratégica municipal, a ideia é criar projetos de moradia, serviços, cultura e lazer.
    “A ideia do sistema viário é que possamos ter essa ligação dos principais eixos de articulação municipal com eixos de articulação regional, visando atrair investimentos. Precisamos casar estas malhas e oferecer o que o município já tem, com sinergia dos modais integrados”, destacou.
    Segundo ele, o projeto busca potencializar parcerias públicas e privadas, visando financiamento destas estruturas. “Também queremos estimular a criação de atividades econômicas e sociais, baseado consolidando arranjos produtivos locais”.
    O arquiteto Iran Rosa declarou-se entusiasmado com a alternativa de desenvolvimento urbano, econômico, social e cultural para alavancar um grande processo revitalização num pequeno território da cidade. “A gente teima em acreditar que o projeto será sempre possível, e às vezes é, mas muitas vezes ele vai ser real e nem sempre como a gente pensou. Então, pergunto de que modo este Master Plan vai acontecer e como a cidade vai absorver estas mudanças? E com que base nós podemos sustentar que o Master Plan aconteça com esta integração e eficiência?”
    Benany garantiu que uma das possibilidades é alterar o estatuto da cidade, o que não seria uma novidade brasileira. “Não podemos ficar à mercê do Plano Diretor, que é mecanismo regulador e não tem a capacidade de um projeto de reunir um conjunto de parceiros e atores de uma maneira bem definida com a dimensão tempo. “Temos um caldo altamente realista, por si só o Quarto Distrito tem este potencial”, enfatizou.
    O historiador Francisco Marshall afirmou que é um enorme desafio trabalhar numa área tão degradada, com esgotamento de ciclos sociais e econômicos. “Como ocorrerá a conversão de um bairro que já tem um perfil que não corresponde ao projeto?”, questionou. Para ele, a iniciativa encontra uma cidade com pessoas que estão “escaldadas com projetos como o do Cais Mauá, de baixíssima qualidade arquitetônica e ponto de consistência econômica e escassez de diálogo”.
  • Procissão de motoqueiros para a padroeira deve reunir 20 mil motos

    Higino Barros
    Depois de quase ter sido oficialmente cancelada, por uma série de irregularidades, acontece amanhã, dia 12, em Porto Alegre, a Procissão de Motociclistas em Homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. O início do cortejo é previsto para as 8h30 e a duração do percurso é calculada em uma hora e meia.
    Em anos anteriores, o buzinaço das motocicletas em zonas próximas a hospitais, placas dos veículos cobertas para evitar identificação e condutores embriagados, foram algumas das ocorrências negativas, que levaram os organizadores da procissão a pensar em desistir.
    Forma desordenada
    Dois dos principais organizadores, o padre Vanderlei Mengue Bock, de Canoas, responsável pela parte religiosa do evento, e o Sindimoto de Porto Alegre, mesmo com todas as críticas, resolveram continuar participando. Alegam que os motociclistas se reuniriam de qualquer jeito, de forma desordenada, causando mais tumultos ainda.

    Imagem de Nossa Senhora Aparecida / Foto: Guilherme Santos/PMPA
    Imagem de Nossa Senhora Aparecida / Foto: Guilherme Santos/PMPA

    Em 2015, antes do início da procissão, a EPTC registrou dois atropelamentos por motos. Para evitar ocorrências funestas, os clubes e associações de motociclistas fizeram campanhas de conscientização contra tumultos durante todo o ano. O problema maior ocorre com os motociclistas autônomos, parte deles com veículos furtados ou com registro irregular. São minoria, mas promovem a confusão.
    São aguardados cerca de 20 mil motociclistas de todo o Estado, que partem da Rótula das Cuias, na área central, em direção ao Porto Seco, na zona norte da capital. A Brigada Militar e a EPTC fiscalizarão a procissão durante todo o trajeto e prometem punição rigorosa para os infratores.

  • Festa Nacional da Música traz mais de 100 atrações a Porto Alegre

    A Festa Nacional da Música tem um novo palco: a cidade de Porto Alegre, depois de 11 anos acontecendo em Canela, na Serra gaúcha. A Capital é palco até 19 de outubro de apresentações de músicos de todo o país para uma extensa e variada programação musical e cultural. Serão mais de 100 espetáculos, painéis e debates.
    A 12ª edição da Festa Nacional da Música mantém a proposta de reunir músicos renomados e bandas de diferentes gêneros e estilos, bem como intérpretes, compositores, profissionais do show business, da indústria fonográfica, da imprensa especializada em música, dos direitos autorais, técnicos e produtores.
    A programação contempla atividades realizadas nas últimas edições, como a noite de homenagens, o Gre-Nal dos Artistas, shows espontâneos, palestras e bate-papos sobre a indústria fonográfica, sobre composição e as relações da música com a produção de cinema e televisão.
    Com o novo formato, a maior parte das atividades são oferecidas gratuitamente a toda a população. São oito palcos em espaços públicos, como o Parque Farroupilha (Redenção), Largo Glênio Peres, Anfiteatro Pôr-do-Sol, Auditório Araújo Vianna e Cinemateca Capitólio.
    No Cidade da Música, até 15 de outubro, a programação é aberta ao público e especialmente voltada a artistas regionais e locais. Estão sendo realizados shows, concertos, painéis, apresentações de grupos de folclore, de dança, de escolas de samba, festival de bandas marciais, sessões comentadas de filmes, entre outras atrações ligadas à música.
    Clima de Confraternização
    “A Festa da Música se destaca pelo clima de confraternização entre artistas de gêneros e vertentes distintos. Todos os estilos são bem-vindos e têm espaço garantido: da bossa nova ao funk, do samba ao gospel, do sertanejo ao rock”, explica o coordenador geral do evento, Fernando Vieira.

  • Estudantes ocupam uma centena de escolas no país contra a PEC 241

    Um grupo de estudantes ocupa a sede da Presidência da República, na Avenida Paulista, desde as 17h30 desta segunda-feira (10). Segundo Henrique Domingues, presidente do DCE Fatec – Diretório Central dos Estudantes da Fatec -, 60 estudantes estão divididos entre o terceiro andar e o hall de entrada do prédio.
    Quase 100 escolas e institutos federais (IFs) estão ocupados em todo o Brasil, segundo a União Brasileira dos Estudantes Secundarista (UBES), em contagem atualizada nesta segunda-feira (10/10).
    A manifestação dos estudantes é contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, contra a Medida Provisória da Reforma do Ensino Médio e contra o Projeto de Lei Escola Sem Partido.
    As ocupações ganharam força hoje, dia em que começou a ser votada hoje na Câmara dos Deputados a PEC 241. A emenda, apresentada por Michel Temer, limita o teto de gastos públicos nas áreas da saúde, educação, segurança, infraestrutura, entre outras, durante os próximos 20 anos. Se aprovada, em dois turnos na Câmara e no Senado, com três quintos dos votos a favor, o limite de gastos só poderá ser reajustado de acordo com a variação da inflação, e engessa o orçamento.
    Até semana passada, quando dados da União Paranaense de Estudantes Secundaristas calculava 48 instituições ocupadas só no Paraná, o protesto focava a Medida Provisória da Reforma do Ensino Médio, apresentada pelo atual governo, em setembro. As mudanças, que começariam a valer a partir de 2018, torna apenas quatro disciplinas obrigatórias,  sendo necessário cursar durante os três anos do ensino médio apenas português e matemática. Disciplinas como filosofia, arte e educação física passarão a ser optativas.
    “Acreditamos que essas propostas não são adequadas para a real mudança da escola pública em nosso país. A mobilização está acontecendo de forma voluntária, onde a conscientização dos estudantes cresce a cada minuto”, explicou a presidente da UBES, Camila Lanes.
    Rio Grande do Sul
    Em Porto Alegre, ainda não houve registro de ocupação. Na cidade, secundaristas foram presos pela polícia militar em junho, denunciados pelo Ministério Público, e tornaram-se réus na 9a Vara Criminal. No Estado, são sete institutos federais ocupados, todos no interior.
    Confira abaixo a lista de escolas e IFs ocupados:
    Paraná
    São José Dos Pinhais
    01. C.E. Elza Scherner Moro
    02. C.E. Afonso Pena
    03. C.E. Padre Arnaldo Jansen
    04. C.E. Costa Viana
    05. C.E. Silveira Da Motta
    06. C.E. Hebert De Souza
    07. C.E. Chico Mendes
    08. C.E. Juscelino K. De Oliveira
    09. C.E. Pe. Antônio Vieira
    10. C.E. São Cristóvão
    11. C.E. Angelina Prado
    12. C.E. Shirley
    13. C.E. Guatupê
    14. C.E. Lindaura Ribeiro
    15. C.E. Estadual Ipê
    16. C.E. Unidade Polo
    17. C.E. Barro Preto
    18. C.E. Zilda Arns
    19. C.E. Tiradentes
    Curitiba
    20. Colégio Estadual Do Paraná
    21. C.E. Algacyr Maeder
    22. C.E. Teobaldo Kletemberg
    23. C.E. Teotônio Vilela
    24. C.E. Ernani Vidal
    25. C.E. Cruzeiro Do Sul
    26. C.E. Benedicto J. Cordeiro
    27. C.E. Brasílio De Castro
    Fazenda Rio Grande
    28. C.E. Cunha Pereira
    29. C.E. Anita Cannet
    30. C.E. Lucy Requião
    31. C.E. Jorge Andriguetto
    32. C.E. Abilio Lourenço
    33. C.E. Décio Dossi
    Ponta Grossa
    34. C.E. Ana Divanir Borato
    35. C.E. Polivalente
    36. C.E. Regente Feijó
    37. C.E. Epaminondas Ribas
    38. C.E. Meneleu Barros
    39. C.E. Pietro Martinez
    40. Instituto De Educação
    Pinhais
    41. C.E. Arnaldo Busato
    42. C.E. Tenente Sprenger
    43. C.E. Daniel Rocha
    44. C.E. Castelo Branco
    45. C.E. Amyntas De Barros
    46. C.E. Mathias Jacomel
    47. C.E. Leocádia Ramos
    Cascavel
    48. C.E. Castelo Branco
    49. C.E. Olinda Truffa
    50. C.E. Wilson Joffre
    51. C.E. Santos Dumont
    52. C.E. Horácio Ribeiro
    53. C.E. Jardim Clarito
    Londrina
    54. C.E. Albino Feijó Sanches
    55. C.E. Maria Aguilera
    56. C.E. Vani Ruiz
    Maringá
    57. C.E. Brasílio Itibere
    58. C.E. Tomaz Edison
    59. C.E. Tânia Varella
    Pato Branco
    60. C.E. De Pato Branco
    61. C.E. Do Campo São Roque
    Colombo
    62. C.E. Helena Kolody
    63. C.E. Vinicius De Moraes
    Matinhos
    64. C.E. Sertãozinho
    Campo Largo
    65. C.E. Macedo Soares
    Piraquara
    66. C.E. Rosilda De Souza
    Marechal Cândido Rondon
    67. C.E. Frentino Sackser
    Mandaguaçu
    68. C.E. Parigot De Souza
    Rio Branco Do Sul
    69. C.E. Maria Da Luz Furquim
    Guaratuba
    70. C.E. Zilda Arns Neumann
    Toledo
    71. C.E. Novo Horizonte
    72. C.E. Atílio Fontana
    Pontal Do Paraná
    73. C.E. Sully Vilarinho
    Universidades Ocupadas
    74. Unioeste – Marechal Rondon
    Minas Gerais
    75. Estadual Central
    76. E.E Ricardo Souza Cruz
    Rio Grande Do Sul
    77. If Farroupilha Campus Alegrete
    78. If Farroupilha Campus São Vicente Do Sul
    79. If Farroupilha Campus São Borja
    80. If Farroupilha Campus Júlios De Castilhos
    81. If Farroupilha Campus Panambi
    82. If Farroupilha Campus Frederico Westphalen
    83. If Campus Santo Augusto
    Goiás
    84. If Aguas Lindas
    Brasïlia
    85. Cem 414 Samambaia
    Rio Grande Do Norte
    86. If Santa Cruz
    87. If Zona Norte
    88. If Parnamirim
    89. If Central
    90. If João Câmara
    Mato Grosso 
    91. Ifmt Campus Confressa
    São Paulo
    Sorocaba
    92. Escola Estadual Ossis Silvestrine
    Pernambuco
    93. If Olinda
    Alagoas
    94. If Satuba

     (Com GGN, RBA e G1)