Os bancários entraram no décimo dia de greve nessa quinta-feira, quando haverá nova rodada de negociação com os representantes da Fenaban, em São Paulo. A orientação do SindBancários Rs é de fortalecer o movimento que tem no Estado 919 agências paralisadas.
Antes de acompanhar os desdobramentos da oitava mesa de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, às 16h, em São Paulo, os bancários participaram de um ato em frente à Agência Central dos Correios, em solidariedade aos trabalhadores desta estatal que também entraram em greve hoje, no Rio Grande do Sul e mais cinco estados.
A Fenaban fez proposta de reajuste de 7% (cerca de 2,5% abaixo da inflação) para o piso e verbas salariais (auxílios e vales) e abono de R$ 3.300,00. O secretário-geral do SindBancários, Luciano Feztner, está em São Paulo e participará como integrante do Comando Nacional dos Bancários, da mesa de negociação com a Fenaban.
Durante a assembleia, o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, detalhou o andamento das negociações da terça-feira passada, em São Paulo, e reafirmou a importância da participação dos bancários na greve. “A negociação não andou. Os banqueiros, quando justificam sua proposta de reajuste abaixo da inflação, repetem que os bancários estão errados ao pedirem aumento real. Dissemos a eles que o que eles querem é voltar aos anos 1990 quando ficamos sem aumento”, afirmou o dirigente.
A partir das 14h, os bancários farão uma atividade lúdica para chamar a atenção da população sobre os motivos da greve nacional. Em frente à sede da Direção Geral (DG) do Banrisul, no Centro de Porto Alegre, a Caçada aos Bankemon busca um diálogo sobre os lucros do sistema financeiro e as condições de trabalho precárias dos bancários nas agências. O evento também pretende alertar à população sobre a luta dos bancários nesta greve por aumento real.
Durante a Caçada aos Bankemon, três bonecos que representam os personagens do jogo Pokemon Go, lançado mundialmente no mês passado, farão o papel dos banqueiros. As bolas serão lançadas pelos grevistas e pelos populares que quiserem participar, representando a insatisfação com as taxas, os juros dos cheques e as filas nos bancos. Os bonecos foram desenhados pelo chargista do SindBancários, Augusto Bier, e produzidos pelo Grupo Caixa do Elefante, Teatro de Bonecos (veja o site oficial aqui) de Porto Alegre.
“A Caçada aos Bankemon segue uma tendência de procurar dialogar com a nossa base e com a população a partir de um evento que tenha alcance comunicacional e que seja reconhecido por muitas pessoas. No ano passado, durante a greve, realizamos a Bancários Walk, em que os bancários se maquiaram de zumbis, para mostrar o quanto a vida dos bancários é difícil nas agências. Queremos aumento real e também mostrar para os trabalhadores que a greve ajuda a melhorar a vida de bancários e de clientes dos bancos. A culpa da greve também não é nossa”, acrescentou a diretora de Comunicação do SindBancários, Ana Guimaraens.
O bonequeiro do Grupo Caixa do Elefante, Diego Kurtz, trabalhou na elaboração dos personagens Bankemon. “Ficamos muito felizes de poder desenvolver essa ideia do SindBancários. De alguma forma a nossa arte está engajada”, disse Diego.

Para os autores, o ministro tem ofendido a Constituição, a Lei Orgânica da Magistratura e o Código de Ética da Magistratura ao não atuar com imparcialidade e conceder frequentes entrevistas nas quais antecipa seus votos e discute o mérito de questões sob julgamento do STF. Além disso, eles acusam Mendes de atuar de maneira desrespeitosa também durante julgamentos e utilizar o cargo a favor dos interesses do grupo político que defende.
“O partidarismo do ministro denunciado chegou a extremos constrangedores quando do julgamento, pelo STF, da ADI 4.650-DF, interposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil para arguir a inconstitucionalidade das disposições legais que permitiam, nas eleições para cargos públicos, o financiamento por empresas privadas. Com a votação, a ADI praticamente decidida, o ministro requereu vistas dos autos [com o único objetivo, como ficou patente, de impedir a conclusão do julgamento] e com ele permaneceu durante longos 18 meses, frustrando a ação do STF”, cita o documento.
O pedido de impeachment cita outros exemplos de situações em que o ministro teria faltado com o decoro e agido partidariamente, como quando fez “graves acusações à Procuradoria-Geral da República e aos procuradores de um modo geral” em razão de vazamentos de delações premiadas. E ainda quando criticou a Lei da Ficha Limpa, acusando seus autores de “bêbados”.
Na opinião dos autores, o ministro tenta atuar como legislador ao sugerir e reclamar mudanças na legislação eleitoral, na condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral, criticando leis que “lhe cumpre aplicar”.
Testemunhas
A peça arrola como testemunhas o escritor Fernando Morais, a historiadora Isabel Lustosa, o jornalista e escritor José Carlos de Assis, o ex-deputado Aldo Arantes e o historiador e professor universitário Lincoln Penna e designa o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcelo Lavenere, como advogado para acompanhar o processo no Senado Federal.
Como em outros casos, o pedido de impeachment segue para apreciação inicial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele pode acatar, dando prosseguimento para que o Senado avalie a admissibilidade ou determinar o arquivamento da peça.
De acordo com o Artigo 52 da Constituição, o Senado é responsável pelo julgamento, entre outras autoridades, os ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade.
(Da Agência Brasil)



