A capela J do cemitério São Miguel e Almas será pequena para abrigar todos os amigos e colegas que irão se despedir do jornalista Danilo Ucha, morto ao amanhecer de hoje, enquanto dormia, em casa.
Durante a manhã, a notícia correu o Rio Grande do Sul. O velório começa às 15h30. O sepultamento será às 11h de amanhã, para esperar familiares que moram fora e estão a caminho.
Aos 72 anos, mais de 50 anos de profissão, começou a trabalhar no jornal A Plateia, de Santana do Livramento, sua cidade natal. Passou por quase todas as redações gaúchas e várias sucursais: Diário de Notícias, Folha da Tarde, Veja, Zero Hora, TVE, Radio Farroupilha, Radio Guaíba, O Estado de São Paulo, Gazeta Mercantil, correspondente em Porto Alegre para o Correio da Manhã (RJ). Foi um dos dirigentes da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (Coojornal) e cobriu a guerra das Malvinas, nos anos de 1980. Publicou vários livros e assinava a coluna Painel Econômico no Jornal do Comércio de Porto Alegre há 14 anos.
Ucha preparava-se para comemorar, em agosto, 30 anos do seu Jornal da Noite, impresso mensal. Deixou pronta a edição comemorativa. Amante da gastronomia, mantinha o blog cordeiro&vinho.
Esteve, na tarde de terça-feira, 19, na posse do novo presidente do BRDE. Mais tarde, comentou em casa que precisava acordar cedo, porque iria começar um novo trabalho pela manhã.
Ucha estava com a saúde fragilizada, era diabético, hipertenso e passara recentemente por uma cirurgia cardíaca. Deixa a mulher, Maria Jair Fontoura Mazzei, com quem vivia desde 1964, cinco enteados, 11 netos e 8 bisnetos.
Deixou escrito o próprio epitáfio, que chamou de epígrafe: “A palavra do revolucionário morreu na boca fuzilada”.
Categoria: Geral
Danilo Ucha será sepultado às 11 horas desta quinta-feira
Estudantes fazem manifestação contra criminalização dos protestos
Estudantes do Comitê de Escolas Independentes (CEI) se reuniram na esquina democrática, centro de Porto Alegre, e marcharam até o Ministério Público, Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, pedindo o arquivamento do processo de indiciamento dos oitos estudantes que ocuparam a Secretaria da Fazenda, no dia 15 de junho e dois profissionais que cobriam o fato: o jornalista Matheus Chaparini e o cinegrafista Kevin D’arc.

Vestidos de preto e carregando um caixão, escrito democracia, eles fizeram uma pequena encenação, pediram o direito pelo manifesto à educação e criticaram o governo Estadual e a Brigada Militar.
Após o teatro, os estudantes iniciaram a marcha. À frente, três estudantes com máscaras de caveira, um vestido de vermelho segurando a balança da justiça e dois de preto.
Ao longo do trajeto vários cantos foram entoados. “Eu apanhei, eu resisti, bate de novo que não vou sair daqui” e “A luta não se reprime, protesto não é crime” foram ouvidos várias vezes.
Alguns estudantes mascarados picharam o logo do CEI e os dizeres “Arquiva MP”. Até a chegada no Ministério Público, os próprios secundaristas iam fechando as ruas para que o grupo passasse, a EPTC só chegou às 17h40 já na Aureliano.
Na entrada do prédio do poder judiciário, os estudantes acenderam velas e as prenderam em um montinho de terra colocados em cima da calçada. Um jogral reivindicando o direito de se manifestar e protestar, pedindo o arquivamento do inquérito, foi realizado. Depois alguns secundaristas discursaram no mega-fone. O jornalista Matheus Chaparini também discursou. ” Fazer protesto não é crime, jornalismo também não” encerrou o repórter que foi preso enquanto trabalhava.
Imprensa foi impedida de entrar no prédio
Após algum tempo, três estudantes e um advogado foram recebidos pelo sub-procurador de relações, Fabiano Dallazen. A imprensa foi impedida de entrar para acompanhar a reunião. Dallazen informou que até a próxima sexta-feira, o MP irá informar a data que os indiciados do caso poderão falar com o promotor que irá ou não aceitar a denúncia.
A manifestação acabou logo depois que os três estudantes voltaram da reunião e o grupo se dispersou no Largo Zumbi dos Palmares.
Dez pessoas estão indiciadas por 4 crimes: dano qualificado ao patrimônio público, resistência, associação criminosa e obstrução do trabalho.
Encenação remeteu à agressão com gás de pimenta. Foto: Taís Ratier
MP vai ouvir indiciados pela ocupação do prédio da Secretaria da Fazenda
O Ministério Público vai ouvir os indiciados pela ocupação da Secretaria da Fazenda, antes de decidir sobre o inquérito policial que pede o enquadramento de todos – oito estudantes, o cinegrafista Kevin Darc e o jornalista Matheus Chaparini, do jornal JÁ – em quatro crimes.
A informação foi dada pelo sub-procurador de assuntos institucionais do MP, Fabiano Dallazen, ao receber três representantes dos estudantes que, nesta terça-feira, fizeram uma manifestação pelo centro de Porto Alegre, pedindo a anulação do processo.
A ocupação ocorreu no dia 15 de junho. Durou pouco mais de duas horas e foi dissolvida por intervenção da Brigada Militar. Quarenta e três pessoas foram presas, a maioria menores de idade. Os dez maiores de idade, entre eles o repórter do JÁ, foram incriminados: dano ao patrimônio público, associação criminosa, resistência e obstrução do trabalho policial.
Segundo a assessoria de imprensa do MP, o promotor que cuidará do caso ainda não está definido. Dallazen avisará os indiciado, por meio dos advogados, até a próxima sexta-feira, sobre a data da reunião.
O protesto no centro de Porto Alegre foi organizado pelo CEI (Comitê de Escolas Independentes) e marchou da Esquina Democrática, onde ser reuniu por volta das 16h, até a sede do Ministério Público, na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto.
Ocupa Demhab: Prefeitura não divulga resposta. Juíza irá ao local
A Prefeitura de Porto Alegre protocolou na 5a Vara da Fazenda Pública, no final da tarde desta terça-feira, 19, sua proposta para atender às demandas dos movimentos sociais por moradia.
Segundo a assessoria da Procuradoria Geral do Município (PGM), o documento reitera a necessidade de desocupação do Demhab (Departamento Municipal de Habitação), cujo prédio foi ocupado na última quinta-feira.
Não foi divulgado o conteúdo do documento, elaborado após reunião, na manhã de hoje, do prefeito José Fortunati com integrantes da PGM e diretores do Demhab.
Para amanhã, quarta-feira, às 10h, está marcada uma inspeção judicial (visita da juíza Karla Aveline, da 5a Vara da Fazenda Pública) à ocupação, a convite do movimento.Nova licitação para o Cais Mauá é defendida por 14 deputados
A maior parte da Assembleia Legislativa ignorou o pedido. Era só responder se é contra ou a favor de uma nova licitação para a revitalização do Cais Mauá.
Quem solicitou o posicionamento dos parlamentares foi a Rede Minha Porto Alegre, iniciativa local de uma rede nacional que tenta, via internet, conectar demandas urbanas com o poder público.
O cais está fechado há dois anos. O simples passeio até a beira do Guaíba, para ver o pôr-do-sol do cartão-postal, tornou-se impossível. O investidor está descapitalizado e, mesmo que o projeto não fosse polêmico, o negócio parou.
A Rede Minha Porto Alegre acolheu a pauta do coletivo Cais Mauá de Todos, que defende um projeto para o cais sem arranha-céus, e criou, numa plataforma chamada Panela de Pressão, um canal para cobrar do Parlamento uma posição.
Foram 690 e-mails pedindo uma nova licitação. Depois, telefonemas para todos os 55 parlamentares, e abordagens pessoais, pedindo que se posicionassem até a sexta-feira, 15/7, último dia de expediente antes do recesso parlamentar de inverno.
Apenas quatorze deputados responderam, justamente os que são favoráveis: Pedro Ruas, do PSol, Manuela d’Ávila e Juliano Roso, do PCdoB, e os petistas Adão Villaverde, Edegar Pretto, Jeferson Fernandes, Stela Farias, Luiz Fernando Mainardi, Valdeci Oliveira, Tarcisio Zimmermann, Zé Nunes, Nelsinho Metalúrgico, Miriam Marroni e Altemir Tortelli.
Duas chapas concorrem ao Sindicato dos Jornalistas
Começa hoje e vi até quarta, 21 de julho, a eleição para a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul (Sindjors). No mesmo período ocorre a eleição para a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O mandato tem duração de três anos.
Ao contrário de disputas anteriores, em que havia apenas uma chapa concorrente, dessa vez dois grupos almejam o comando da entidade sindical.
A chapa 1, “Orgulho de Ser Jornalista”, é encabeçada pelo atual presidente, Milton Simas, que concorre à reeleição. A chapa 2, “Coletivo, categoria dos Jornalistas”, tem à frente o fotógrafo Luiz Armando Vaz.
No Rio Grande do Sul há cerca de cinco mil jornalistas registrados profissionalmente, dos quais 500 são associados do Sindicato da categoria e estão aptos a votar.
No sábado passado, na sede da Associação Riograndense de Imprensa, foi realizado um debate entre os dois candidatos, quando as críticas, divergências e acusações entre os grupos foram explicitadas.
Luiz Vaz integrou a diretoria da entidade em mandatos anteriores e acusa o grupo oponente de querer se perpetuar no comando da entidade, enquanto Milton Simas classifica o adversário como representante da classe patronal e de não defender a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão, além de se omitir das lutas da categoria.
Já Armando Vaz classificou as acusações que lhe foram dirigidas como de fruto de arrogância, prepotência e virulência do candidato da chapa 1. Ele negou que seja contra a formação acadêmica para os Jornalistas, acusando também o opositor não ver impedimento moral por receber da entidade uma subvenção mensal fixa, além de ter despesas em compromissos oficiais ressarcidos.Juíza quer proposta da Prefeitura antes de decidir sobre ocupação
O governo municipal tem prazo até as 18 horas desta terça-feira, para apresentar uma “agenda de providências” que atenda às reivindicações dos movimentos que ocupam a sede da autarquia desde quinta-feira passada.
Este foi o resultado da audiência de conciliação entre o Demhab (Departamento Municipal de Habitação) e os movimentos, ocorrida hoje no auditório do Fórum de Porto Alegre.
A juíza Karla Aveline, da 5a Vara da Fazenda Pública, escolheu o auditório imaginando que muitos manifestantes fossem à audiência, mas a maioria ficou mesmo no Demhab, e apenas alguns representantes compareceram.
Falando em nome da Prefeitura, esteve a diretora-geral do Demhab, Luciane Skrebsky de Freitas.
Na quinta-feira, 14, quando o prédio foi ocupado, funcionários e a própria direção do Demhab foram solidários aos manifestantes, acolhendo-os em sua manifestação pacífica.
Porém, atendendo ordens do Executivo,a diretora disse na audiência que as negociações só começariam depois que os movimentos desocupassem o prédio público. “Não irei discutir ponto a ponto”, afirmou a diretora durante o encontro. Era a ordem vinda do gabinete do prefeito.
Do outro lado, os representantes dos três grupos, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e Movimento Nacional da População de Rua (MNPR), lembraram que as pautas apresentadas não são novas e repetiram: os ocupantes só sairão depois que o governo apresentar de maneira clara um cronograma de ações.
Luciane Freitas explicou que alguns assuntos envolvem outras Secretarias e, portanto, não poderiam ser resolvidos pelo Demhab.
Além do Demhab e dos movimentos sociais, participaram da audiência representantes da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul e o promotor de Habitação do Ministério Público, Heriberto Roos Maciel.
O promotor questionou a atual política de habitação existente na cidade. “Não adianta só ter boa vontade, sem uma pauta”, criticou. Disse também não ser apenas uma questão orçamentária, e sim de vontade política.
Maciel ressaltou alguns pontos que pairam sobre a questão habitacional, como os milhares de imóveis abandonados em Porto Alegre e a gestão do Fundo Municipal de Habitação.
“Quanto tem nesse fundo? Eu gostaria de saber”, questionou Heriberto. Ele concluiu que não há, de fato, uma política de habitação na cidade.
Os representantes da Defensoria Pública estiveram no prédio do Demhab e relataram que a ocupação é pacifica, que apenas um miolo do prédio estava ocupado e as salas de trabalho estão íntegras.
Novas regras para embarque aéreo valem a partir de hoje
A partir de hoje (18) a inspeção de bagagens e revista de passageiros nos aeroportos do país estão mais rigorosas. Entram em vigor as novas determinações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para garantir maior segurança dos passageiros. No Brasil, elas são normatizadas, segundo a Anac, pelo Regulamento Brasileiro da Aviação Civil número 107, regra que dispõe sobre a segurança da aviação civil.
Entre as medidas, está a que prevê que todos os passageiros estarão sujeitos à revista física feita por agente do mesmo sexo. A revista poderá ocorrer de forma aleatória, mesmo sem o disparo do detector de metais. Ela tem que ser realizada em local público ou privado, a critério do revistado e do agente, e sempre na presença de uma testemunha.
A norma diz ainda que o passageiro terá também que tirar computadores portáteis e outros dispositivos eletrônicos de dentro das malas e mochilas, como já vinha sendo cumprida em voos internacionais. Os passageiros também podem ter de abrir as bagagens de mão para que os agentes façam a inspeção dos objetos.
A Anac orienta os passageiros de voos domésticos que cheguem ao aeroporto mais cedo, com pelo menos uma hora e meia ou duas horas de antecedência e, no caso de voos internacionais, com três horas de antecedência.
A Anac divulgou “perguntas e respostas” sobre os novos procedimentos:
1. Onde será realizada a revista física nos passageiros?
Em local público, no momento da inspeção. Caso o passageiro solicite, poderá ser realizada em local reservado, com o acompanhamento de uma testemunha.
2. Crianças também serão submetidas à revista física?
Sim. Entretanto, a idade mínima é uma informação reservada por questões de segurança.
3. Posso me negar a ser submetido à revista física?
A recusa do passageiro ensejará na proibição de acesso à área de embarque.
4. Qualquer pessoa pode ser submetida à revista física, incluindo autoridades?
Sim. A revista física é uma medida de segurança e não há distinção entre passageiros.
5. Qual será o procedimento caso seja localizado objeto suspeito?
O Agente de Proteção da Aviação Civil (APAC – funcionário do canal de inspeção) irá solicitar a verificação detalhada do objeto suspeito. Caso necessário, o passageiro será encaminhado a prestar esclarecimentos junto à Policia Federal.
6. Esses procedimentos de segurança valerão para todos os aeroportos brasileiros?
Sim, os procedimentos de segurança valerão para todos os aeroportos brasileiros.
7. Os passageiros de voos nacionais e internacionais serão submetidos aos procedimentos de inspeção?
Sim, todos os passageiros.
8. Serão realizadas revistas íntimas?
Não, em nenhum momento serão realizadas revistas íntimas.
9. Quando as regras entram em vigor?
A partir do dia 18 de julho de 2016.
10. As revistas físicas serão feitas por agente de proteção do mesmo sexo do passageiro?
Sim, todas as revistas físicas serão feitas por agentes do mesmo sexo do passageiro.
11. Como os agentes de proteção foram preparados para realizar os procedimentos de segurança?
Os Agentes de Proteção são capacitados e certificados para realizar os procedimentos de segurança conforme a regulamentação vigente.
12. Como será feita a seleção das pessoas que serão submetidas à revista física?
Todos os passageiros estão sujeitos à revista física. O método para seleção é definido em normativo de cunho sigiloso.
13. Os Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAE) também serão inspecionados?
Sim, todos os passageiros estão sujeitos à revista física.
14. Serão tomadas medidas para mitigar possíveis filas?
Sim. Os operadores aeroportuários estão cientes dos novos procedimentos de segurança e adotarão as medidas necessárias para agilizar o processamento dos passageiros.
15. No exterior são adotadas medidas similares de segurança para os passageiros?
Sim. Essas medidas são adotadas e padronizadas internacionalmente. No Brasil, estão determinadas no Regulamento Brasileiro de Aviação Civil nº107.
16. O procedimento de revista física será similar ao da Polícia Federal?
Sim. O procedimento de revista física será realizado de modo a garantir que os passageiros não portem itens proibidos.
17. No momento da retirada do notebook também será solicitada a retirada de outros equipamentos eletrônicos?
Não. A princípio, será exigida somente a retirada de notebooks (computadores portáteis). No entanto, caso o agente de proteção tenha dúvida quanto ao conteúdo da bagagem, poderá solicitar a retirada de qualquer outro item transportado para inspeção.
18. Houve alguma mudança nos itens permitidos ou proibidos na bagagem de mão?
Não. Veja aqui os itens proibidos.
19. Existe alguma alternativa além da revista física?
O equipamento do tipo escâner corporal (body scanner) poderá ser utilizado em substituição à revista física. Nessa situação, caso persista a dúvida do agente de proteção quanto ao porte de itens proibidos pelo passageiro, poderá ser solicitada a realização de revista física.
20. Por que terei que retirar meu notebook (computador portátil) da bagagem de mão para a inspeção?
Porque a presença do notebook dificulta a visualização dos demais itens no interior da bagagem durante a inspeção pelo equipamento de raios-x.
21. Posso recusar a abertura da minha bagagem de mão para a inspeção manual?
A recusa do passageiro quanto à abertura da bagagem de mão ensejará na proibição de acesso à área de embarque.
22. Por que essas medidas de segurança estão sendo implementadas agora?
As medidas estão sendo adotadas em função da atualização normativa sobre a segurança da aviação civil contra atos de interferência ilícita, necessária para a melhoria contínua da segurança do transporte aéreo a todos os passageiros.
23. A implementação da norma está ligada aos Jogos Olímpicos ou a outros fatores externos?
Não há ligação com os Jogos Olímpicos ou com qualquer outro fator externo.
(Da Agência Brasil)HPS: obras sem fim
Para proteger as quatro entradas do hospital e fazer a ronda, são apenas três guardas armados. Faltam funcionários em quase todos os setores. Este é o cenário desolador descrito pelo auxiliar de enfermagem Everaldo Nunes da Silva, presidente da Associação dos Servidores do Hospital de Pronto Socorro.
Everaldo é funcionário concursado do HPS e trabalha na emergência desde 1998. No setor, as obras já foram concluídas. A nova emergência está pronta, mas os problemas não acabaram. A reforma foi feita, mas o local não recebeu climatização. “Só tem ar frio. No inverno é um problema pois muitas vezes os pacientes precisam tirar a roupa e a temperatura é inadequada”, afrma Everaldo, que reclama ainda que o setor funcionou normalmente durante as obras, sem o isolamento adequado: “Atendíamos os pacientes em meio à poeira e ao cheiro de cola.”
Segundo a associação, faltam 141 técnicos em enfermagem e 33 enfermeiros. Além disso, há 49 funcionários esperando a aposentadoria. “Tem concurso válido, por que não chamam os aprovados?”
Everaldo: “Falta gente!” | Foto: Jornal JÁ
Em março, um homem armado entrou no hospital e tentou matar um paciente que estava internado. O caso trouxe à tona questão da segurança no HPS. “Nos primeiros dias uma viatura da Guarda Municipal fez a ronda, mas logo desapareceram”, conta Everaldo. Outra solicitação dos funcionários foi a instalação de detector de metais nas entradas, mas foi colocado apenas um detector para bagagens. Ou seja, se alguém tentar entrar com uma arma junto ao corpo, não terá grandes dificuldades.
A reportagem do JÁ Bom Fim ingressou no local facilmente, nem mesmo a mochila do nosso repórter precisou passar pelo detector.
No dia 13 de junho, a entidade encaminhou um documento ao secretário municipal de saúde, Fernando Ritter, apontando as carências. No fim do mês, os funcionários foram recebidos pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, mas pouco se avançou.As perguntas que o HPS não responde
Por que as obras do HPS não acabam? Talvez fosse esta a principal pergunta a se fazer à direção do Hospital e à Secretaria de Saúde. Uma das reclamações do representante dos funcionários é justamente a falta de acesso à direção do hospital. “Antes nós tínhamos acesso à direção do hospital, hoje não conseguimos passar da porta. Não tem diálogo”, protesta Everaldo Nunes.
A reportagem tentou contato mais de uma vez, mas a diretora Elizabeth Collares não fala com a imprensa. Segundo ela, todas as informações referentes ao hospital devem ser colhidas junto à assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde.
Na assessoria, após uma semana de tentativas, fomos informados que a diretora não fala nem com a assessoria. As perguntas que foram enviadas à Secretaria, até o fechamento desta edição, não haviam sido respondidas.UNE quer plebiscito sobre novas eleições e fará jornada "Fora Temer"
No último final de semana, de 15 a 17 de julho, mais de 500 estudantes estiveram no 64º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg). Foram 324 entidades credenciadas no encontro, com cerca de 20 debates sobre temas ligados à educação, saúde, juventude, democratização da comunicação, o golpe à democracia, além de discussões acerca do combate ao racismo, à lgbtfobia e sobre a cultura do estupro.
Uma pauta que permeou todos os debates foi a defesa da democracia e contra qualquer tipo retrocesso. Ao debate “Diálogo que nos UNE”, compareceram o ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, o ex-Advogado geral da União, José Eduardo Cardozo; o deputado federal Ivan Valente (PSol-SP) e o representante do Partido Pátria Livre (PPL) Márcio Cabreira. Levaram suas opiniões sobre a crise política e apontaram perspectivas para o futuro do país.
Durante a plenária final realizada no domingo, 17, no auditório da Unip, em São Paulo, a UNE sugere um plebiscito sobre a realização ou não de novas eleições.
Estudantes marcam jornada contra o governo interino e apresentam plataforma a candidatos nas eleições municipais. Foto: Vitor Voguel/Cuca da Une
As lideranças estudantis reunidas na capital paulista convocaram ainda uma grande jornada nacional de lutas durante a semana do dia do estudante, 11 de agosto. O movimento estudantil planeja ocupar as ruas do país com três bandeiras prioritárias: “Fora Temer!”, “Fora Mendonça!” e contra a “Lei da Mordaça”.
O Congresso aprovou ainda uma resolução esclarecendo o que identifica como ações de desmonte no setor educacional, no atual modelo, que considera “retrógrado e privatista”.
Foi aprovada também uma plataforma eleitoral a ser entregue aos candidatos municipais com as reivindicações dos estudantes brasileiros. No texto, os estudantes pedem cidades que contemplem melhor a juventude, com mais mobilidade e cultura, por exemplo.
Também foi apresentado o novo regimento de carteiras de identificação estudantis, com adequações importantes para que cada vez mais entidades possam aderir ao sistema nacional de carteiras.
O plenário do Coneg aprovou ainda duas moções, contra o fascismo nas universidades e em apoio à ocupação do campus UFRJ Praia Vermelha.
(Com informações da UNE)


Vestidos de preto e carregando um caixão, escrito democracia, eles fizeram uma pequena encenação, pediram o direito pelo manifesto à educação e criticaram o governo Estadual e a Brigada Militar.

