Categoria: Geral

  • Decreto de Temer autoriza transferência de concessões da Globo

    Matheus Chaparini
    Um decreto publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 27, abre caminho para a transferência de concessões da Rede Globo. Não foi possível até agora esclarecer o objetivo, nem o alcance, da medida.
    O decreto tem data de 24 de junho e é assinado pelo presidente interino Michel Temer e pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Informações e Comunicações, Gilberto Kassab.
    O texto “autoriza a transferência indireta da concessão de serviço de radiodifusão de sons e imagens outorgada à Globo Comunicação e Participações S.A.” em quatro estados e no Distrito Federal.
    O especialista em Direito de Radiodifusão, José Angelo Scopel, afirma que o decreto permite a venda da empresa. “Há dois tipos de transferência: na direta, a concessão é transferida de uma pessoa jurídica para outra, na transferência indireta, a concessão pode ser vendida junto com a empresa. Foi o que aconteceu com a venda da RBS em Santa Catarina, por exemplo”, explica o especialista.
    Scopel é advogado na empresa Rádio Sul, que atua na consultoria técnica e jurídica para a obtenção de permissões e concessões de canais de rádio e TV.
    O texto cita as concessões da Globo Comunicação e Participações S.A. em Belo Horizonte, Estado de Minas, Rio de Janeiro e Estado do Rio, São Paulo e Estado de São Paulo, Recife e Estado de Pernambuco, Brasília e Distrito Federal.
    Scopel explica que as transferências de outorgas precisam ser autorizadas previamente pelo Ministério e que o decreto, neste caso, funciona como uma autorização prévia. “Se o decreto saiu é porque foi pedido o que esta sendo autorizado ali”, explica o advogado.
    Segundo o decreto, as alterações societárias deverão ser efetivadas e registradas perante o órgão competente no prazo de sessenta dias, a partir da data de publicação, sob pena de invalidação e reversão da operação.
    Tentamos contato com a Globo Comunicação e Participações S.A, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta.

  • Municipários protestam após Fortunati encerrar negociações

    “Prefeito, eu quero! Prefeito, eu quero! Eu quero negociar!”, cantavam os municipários em frente à Prefeitura na manhã desta terça, um dia após o prefeito José Fortunati dar por encerradas as negociações com o movimento grevista. E completavam, em ritmo de marchinha: “Ô Fortunati! Ô Sebastião! Paga o reajuste e o vale alimentação. Eu queria ver se tu gostaria de viver com meu salário, daí tu aumentaria.”
    Nesta segunda-feira, Fortunati encerrou as negociações, alegando falta de condições de melhorar a proposta e anunciou o corte no ponto dos grevistas. “O Fortunati decretou o fim da nossa greve, mas ele esqueceu de nos consultar primeiro. E ainda cortou o nosso ponto. É muita falta de respeito”, reclamava um professor.
    Os municipários começam a receber a reposição da inflação nos contracheques de julho, com 1,2% retroativos a maio; 2% em outubro; 4,2% em dezembro; e 1,6% em janeiro do ano que vem.
    A greve já dura 15 dias. Os municipários devem permanecer no Paço Municipal até o início da tarde e partir em caminhada até a assembleia da categoria, que acontece às 14h, na Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia.

    Prefeito Fortunati encerrou as negociações nesta segunda-feira, alegando não ter condições de melhorar a proposta / Matheus Chaparini
    Prefeito Fortunati encerrou as negociações nesta segunda-feira, alegando não ter condições de melhorar a proposta / Matheus Chaparini

  • Assassinato de estudante: medo virou rotina no bairro Cavalhada

    Felipe Uhr
    “Não se esqueça do seu BO!” é o que está escrito no folheto distribuído pelas ruas do Bairro Cavalhada, convocando os moradores para uma reunião sobre segurança, que ocorrerá nesta quarta-feira, às 19h, na sede da Cecopam.
    A poucos metros dali, a estudante Sara Tótaro , de 22 anos, foi assassinada diante da família,  quando chegavam em casa, por volta das 21h45,na noite da última quinta-feira, 23. Segundo a polícia, Sara ficou em estado de choque, demorou para sair do automóvel e foi baleada no peito pelos assaltantes.

     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    Panfleto distribuído pelo bairro alerta: “Não esqueça do seu B.O”| Ramiro Furquim/Jornal Já

    Na rua Gaurama, local do latrocínio, o clima é de insegurança entre os moradores e transeuntes. “A gente tem medo até de falar”, comenta um dos vizinhos da vítima, Edson Lima. Morando na rua a penas um ano, ele já sabe de vários assaltos na redondeza.
    Sua antiga casa era perto de uma boca de fumo, mas ele alega que o lugar era tranquilo e livre de assaltos. “Lá o chefão garantia a segurança, tu vê”, lamenta o morador que protegeu sua casa com arames do tipo utilizado em presídios de segurança máxima. Edson também paga uma empresa de segurança privada para que, de vez em quando, deem uma olhada em sua casa. Outros vizinhos fizeram o mesmo.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    Na rua onde ocorreu o crime, medo se espalha entre os moradores| Ramiro Furquim/Jornal Já

    Mas não é somente nesta rua que o clima de tensão prevalece.
    Todo o bairro está com medo. Um mercado do bairro já virou alvo rotineiro dos bandidos. “Coloca aí quinze assaltos”, chutou a proprietária do estabelecimento, Karine Santin, já que afirma ter perdido a conta dos assaltos que já sofreu nos cinco anos em que é dona do comércio.  “Somos conhecidos na Delegacia por dois motivos: porque são nossos clientes e porque volta e meia temos que ir lá”, conta Karine, referindo-se à 13ª Delegacia de Polícia, encarregada de receber as ocorrência da Cavalhada e de outros quatro bairros: Hípica, Belém Velho, Vila Nova e Nonoai.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    Delegado Luciano Coelho: não há suspeitos, mas há pistas | Ramiro Furquim/Jornal Já

    Lá, é o delegado Luciano Coelho quem cuida do caso de Sara. O caso foi uma das 6.387 ocorrências registradas desde o início do ano até o momento em que a reportagem do Jornal Já esteve no local. Em média, são mais de 35 ocorrências por dia: “70% são relacionados a violencia”, afirma o delegado. Em três anos trabalhando na décima terceira, havia registrado apenas dois latrocínios. Nos últimos seis meses, já aconteceram três.
    Em relação ao assassinato de Sara, ainda não há suspeitos, mas a Polícia diz ter pistas.
    Gol branco foi identificado na Ação
    Um gol branco de duas portas. Essa é uma das pistas que a Polícia tem sobre o crime.  As imagens das câmeras de segurança de uma empresa localizada perto do local do assalto, flagraram este veículo seguindo o das vítimas. Segundo Coelho, outras evidências e informações chegam a todo o momento e devem ajudar na resolução do caso.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    Agentes de segurança são vistos com frequência pelas ruas do bairro| Ramiro Furquim/Jornal Já

    Família ainda consternada
    Testemunhas oculares do crime, a família da jovem ainda se encontra consternada. A irmã depôs na sexta-feira e retornou à Delegacia nesta segunda para ajudar nas investigações. Os pais de Sara também estavam presentes, mas não falaram. “Estão em choque ainda”, contou o delegado, que afirmou que eles devem depôr na tarde desta terça-feira.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    No boteco, qualquer desconhecido gera suspeitas| Ramiro Furquim/Jornal Já

    Enquanto não se descobrem os culpados, tão pouco é resolvido o problema da segurança, moradores vão acompanhando o crescimento da violência. Na rua Gaurama, os olhares de desconfiança são disparados a qualquer desconhecido. No boteco da rua, a conversa animada, regada a pequenas dose de aguardente, é encerrada com a entrada de um anônimo que entra pedindo fogo. Quando o estranho sai, o dono do bar, seu Dalto, dispara: “Nunca vi”, balançando a cabeça, buscando através da janela o sujeito com os olhos.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    Moradores antigos acompanharam o crescimento da violência | Ramiro Furquim/Jornal Já

    É isso a todo momento. Residente há mais de 40 anos, dona Iolanda Santos acompanhou o crescimento da violência na região. Segundo ela, até pouco tempo o bairro era tranquilo e sem muitos incidentes, diferente de hoje que pelo menos um assalto a cada dois dias é relatado entre os conhecidos. “A gente tem medo a qualquer hora”, conta a moradora. Um outro morador, sem se identificar, desabafa em relação ao governo: “Não querem resolver”. Em pequenos grupos, moradores vão se organizando. Uns planejam instalar câmeras por contra própria. Outros planejam reforçar a ronda da guarda privada.
    Jovem havia obtido primeiro lugar na prova do estágio 
    Sara tinha 22 anos e era estagiária da Biblioteca da Câmara Municipal de Vereadores em Porto Alegre. Havia passado em primeiro lugar na seleção geral realizada no ano passado. Estava no estágio há pouco mais de três meses. Fazia o cadastro e catalogação dos livros e periódicos. “Era inteligente, tranquila e delicada”, conta o colega de trabalho, o bibliotecário Jerri Heim. A coordenadora, Rose, visivelmente comovida, como os demais colegas, preferiu não falar. Sara foi homenageada no plenário da Câmara, com um minuto de silêncio.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    Jovem assassinada era estagiária da biblioteca da Câmara Municipal| Ramiro Furquim/Jornal Já

  • Professores da Ufrgs criam comitê para “dissecar” projeto do Cais Mauá

    Os docentes se opõem ao modelo licitado pelo Governo do Estado e endossado pela prefeitura da Capital, que relaciona a restauração dos armazéns tombados pelo patrimônio público à viabilidade financeira de um empreendimento, composto por um shopping center, torres de escritórios e estacionamento com mais de cinco mil vagas.
    “A defesa do Cais Mauá público e a necessidade de se opor ao plano de mercantilização da área em curso é uma causa altamente meritória.O conhecimento produzido na universidade precisa estar conectado com a realidade social e com a defesa do interesse público, por isso, estamos programados para oferecer estudos que dissecam o conjunto de erros constantes do projeto licitado”, revela um dos idealizadores do comitê, o sociólogo e pesquisador do Observatório das Metrópole, Luciano Fedozzi.
    Os professores vem se reunindo desde outubro de 2015. Em janeiro deste ano, promoveram um painel durante o Fórum Social Temático (FST) e em maio, lançaram um manifesto no qual condenam “a ocupação fomentadora de segregação e de elitização” do atual projeto, fato que “contraria o princípio da função social da cidade inscrito no Estatuto da Cidade” sem uma justificativa razoável do poder público para tal decisão.
    “Não encontrando explicação tecnopolítica, entendemos que tal empreendimento retrógrado só pode ser explicado pelos interesses escusos de mercantilização de um espaço público de alto valor imobiliário”, conclui o manifesto.
    Os professores também somaram esforços junto da Frente Parlamentar e Social em Defesa do Cais Mauá e estão integrados nas atividades do coletivo A Cidade que Queremos – “inclusive participando da discussão sobre ações judiciais”, revela Fedozzi.
    A intenção é, de agora em diante, agenda debates sobre pontos do projeto atual como meio ambiente e sustentabilidade, modelo econômico, mobilidade urbana e até a saúde pública. “O que temos não é um projeto para o Cais, mas sim um plano de negócios que tenta reproduzir o que já aconteceu com a mercantilização e a financeirização de outras áreas portuárias e outros espaços públicos degradados ou em desuso em várias cidades do mundo”, lamenta Fedozzi, cujos estudos no Observatório das Metrópoles se debruçam sobre este tema.
    O sociólogo salienta que o caso do Cais Mauá não é único no Brasil. “Nesse momento, está ocorrendo o mesmo processo no Cais José Estelita, em Recife, e no Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. É uma concepção atrasada que tenta se fazer passar como “modernização” do espaço urbano. No caso de Recife já houve uma decisão liminar da justiça suspendendo o processo. Lá ocorreu grande mobilização da população e com participação de professores”, observa.
    Alunos serão bem-vindos
    Por enquanto, o grupo é composto apenas por professores e pesquisadores da Ufrgs. “Até pela urgência dos fatos, já que nosso ingresso coletivo foi um pouco tardio, reunimos primeiro o corpo docente”, avalia Luciano Fedozzi.
    Entretanto, o sociólogo acredita que há interesse não apenas de alunos da instituição, mas também de servidores de carreira em participar do debate. “Há pessoas que já participam a mais tempo das atividades e de movimentos como o Ocupa Cais Mauá e do Movimento em Defesa Pública da Alegria. Então é provável que esse comitê da Ufrgs venha a ser ampliado”, espera.
    Ele esclarece que o grupo não representa a universidade “como instituição”: “Não haveria condições para essa tomada de posição da Reitoria porque isso exigiria consenso total entre a comunidade de docentes”.
    “O que temos é um grupo que já soma, hoje, 115 professores, que está contribuindo, por um lado, para fortalecer o campo de setores sociais que vem lutando para exigir a rescisão do contrato e a abertura de diálogo com a cidade sobre o destino a ser dado para o Cais Mauá”, conclui.
     

    Manifesto de Professores da UFRGS em defesa do Cais Mauá

    Nós, grupo de professores e pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, cumprindo a função obrigatória de colaboração com a sociedade e as políticas públicas do país, vimos a público manifestar nossa posição contrária ao empreendimento previsto para a reocupação do Cais Mauá, berço da cidade de Porto Alegre e patrimônio histórico, cultural e paisagístico da capital do Rio Grande do Sul. Somos totalmente favoráveis a que seja viabilizado um novo uso a esse espaço público de crucial importância para a história da cidade, mas não nos moldes preconizados pela administração municipal.
    O empreendimento previsto para a área pública do Cais Mauá expressa uma concepção anacrônica em termos urbanísticos, sociais, ambientais e políticos. Fundamenta-se em um paradigma urbanístico já superado há pelo menos duas décadas, como demonstra a literatura e os casos exitosos de reformas que vêm sendo implementadas países centrais e da América Latina. Tomando como referência o princípio técnico consagrado de que um bom lugar é aquele com animação e o que a gera é a diversidade, entendemos que áreas especializadas devem ser evitadas ou enfrentadas por meio de políticas públicas visando à diversidade. Construir prédios monofuncionais, como são os shopping-centers ou edifícios-garagem, prédios comerciais por excelência, não tornará o Cais Mauá um bom lugar para a convivência dos porto-alegrenses.
    Da mesma forma, é um contrassenso que a Prefeitura de Porto Alegre realize um empreendimento que prevê a atração de milhares de veículos privados em uma área já congestionada. O transporte público de qualidade associado a outros modais não poluentes, como as bicicletas, são meios que expressam não somente a democratização do espaço – limitando o “carrocentrismo” – mas, também, o enfrentamento dos problemas ambientais. Porto Alegre é a metrópole do país com o segundo pior índice de poluição do ar.
    Ainda, a preservação da paisagem urbana e do patrimônio histórico e cultural é um ativo fundamental para a atração de pessoas e afirmação da identidade dos lugares. Nossa cidade tem o privilégio de ter uma imagem clara e estabelecida, mas no lugar de aperfeiçoá-la permitindo usos públicos para recreação, lazer e turismo, propõe-se sua descaracterização. O desenho do empreendimento desvaloriza o caráter singular, natural e histórico do lugar.
    Por princípio, espaços públicos qualificados atraem pessoas, gerando recursos, polarizando atividades econômicas complementares e compatíveis com atividades culturais, recreativas e de lazer, valorizando o entorno e diminuindo a insegurança. O empreendimento previsto trará uma ocupação fomentadora de segregação e de elitização. Contraria, portanto, o princípio da função social da cidade inscrito no Estatuto da Cidade.
    Não encontrando explicação tecnopolítica, entendemos que tal empreendimento retrógrado só pode ser explicado pelos interesses escusos de mercantilização de um espaço público de alto valor imobiliário. A esse respeito, o argumento da necessidade imperiosa de parceria público-privada para a reocupação do Cais Mauá é descabido e soa falacioso. O custo previsto para a recuperação dos armazéns do Cais é de cerca de R$ 43 milhões. Ora, a obra que está sendo realizada na orla do Guaíba com recursos oriundos de financiamento obtidos pela Prefeitura (entre a Usina do Gasômetro e a rótula das Cuias) está estimada em R$ 62 milhões. Um simples cálculo demonstra que os armazéns do Cais Mauá poderiam ser restaurados realisticamente com recursos mobilizados pelo município.
    Justamente a capital que se destacou no mundo pela prática da democracia participativa, é lamentável que uma decisão de tamanha importância, para a identidade da cidade, não tenha tido qualquer abertura para o debate com a sociedade. Em vez de chamada pública para o concurso de projetos urbanísticos, prática que permite a pluralidade de ideias e concepções, o que se viu foi uma prática de cima para baixo e o rechaço aos apelos para uma verdadeira abertura do debate público sobre a reocupação do Cais Mauá.
    Pelas razões expostas, nos somamos aos movimentos sociais e instituições profissionais, apelando para que a atual gestão da Administração Municipal rescinda o contrato com o consórcio Cais Mauá S.A., e abra ampla discussão com a sociedade porto-alegrense sobre o destino a ser dado para o importantíssimo espaço público do Cais Mauá.

    • Adriana Dorfman. Doutora em Geografia. Departamento e Programa de Pós-Graduação em Geografia. Instituto de Geociências
    • Adriana Schmidt Dias. Doutora em Arqueologia. Departamento de História.
    • Alessander Kerber. Doutor em História. Departamento de História e Programa de Pós-Graduação em História
    • Alexandre Virgínio. Doutor em Sociologia. Departamento de Sociologia.
    • Álvaro Krüger Ramos. Doutor em Matemática. Instituto de Matemática e Estatística
    • Anderson Zalewski Vargas. Doutor em História. Departamento e Programa de Pós-Graduação em História
    • Aragon Erico Dasso Junior. Doutor em Direito. Departamento de Ciências Administrativas
    • Álvaro Luiz Heidrich – Doutor em Geografia. Departamento de Geografia e Programa de Pós Graduação em Geografia.
    • Alzira Maria Baptista Lewgoy. Doutora em Serviço Social. Departamento de Serviço Social
    • Antonio David Cattani. Professor Titular do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia
    • Arlei Sander Damo – Doutor em Antropologia. Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social
    • Bernardo Lewgoy. Doutor em Antropologia. Departamento e Programa de Pós Graduação em Antropologia Social
    • Caleb Faria Alves. Doutor em Antropologia. Departamento de Antropologia Social.
    • Carla Brandalise. Doutora em História. Departamento de História
    • Carlos Alberto Saraiva Gonçalves. Doutor em Bioquímica. Departamento de Bioquímica
    • Carlos Schmidt. Doutor em Socioeconomia do Desenvolvimento. Docente aposentado do Departamento de Economia.
    • Cássio da Silva Calvete. Doutor em Economia Aplicada. Faculdade de Ciências Econômicas
    • Cláudia Zanatta. Doutora em Arte Público y Poéticas Visuais. Departamento e Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais. Instituto Artes
    • Cinara Rosenfield. Doutora em Sociologia. Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia.
    • Cornelia Eckert. Doutora em Antropologia. Departamento e Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social
    • Darci Campani – Mestre em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental. Departamento de Engenharia Mecânica
    • Débora da Silva Soares. Departamento de Matemática Pura e Aplicada
    • Demetrio Luis Guadagnin. Departamento de Ecologia.
    • Denise Zancan. Departamento de Fisiologia. ICBS
    • Domingos Sávio Dresch da Silveira. Mestre em Direito. Faculdade de Direito.
    • Eber Marzulo. Doutor em Planejamento Urbano e Regional. Departamento de Urbanismo e do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional.
    • Eglê Kohlrausch. Doutora em Enfermagem. Departamento de Assistência e Orientação Profissional. Escola de Enfermagem.
    • Eduardo Filipi. Doutor em Economia. Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Economia
    • Elisabete Zardo Búrigo  – Instituto de Matemática e Estatística..
    • Emerson Giumbelli. Doutor em Antropologia. Departamento e Programa de Pós Graduação em Antropologia
    • Enio Passiani. Doutor em Sociologia. Departamento de Sociologia
    • Eunice Kindel. Doutora em Educação. Ensino de Ciências da Faculdade de Educação
    • Fabio Meira – Doutor em Administração. Escola de Administração e do Programa de Pós-Graduação em Administração.
    • Felipe Gonçalves Silva. Doutor em Filosofia. Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia
    • Fernando Coutinho Cotanda. Doutor em Sociologia. Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia
    • Fransciso Marshall. Doutor em História. Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História
    • Francisco Egger Moellwald. Doutor em Educação. Departamento de Ensino e Currículo da Faculdade de Educação da UFRGS.
    • Gisele Secco. Doutora em Filosofia. Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia
    • Gislei Domingas Romanzini Lazzarotto. Doutora em Psicologia. Instituto de Psicologia.
    • Glaucia Campregher. Doutorado em Ciências Econômicas. Faculdade de Ciências Econômicas
    • Glenda Pereira da Gruz. Doutora em História Ibero-Americana. Professora aponsentada do Departamento de Arquitetura. Faculdade de Arquitetura
    • Guilherme Dornelas Camara. Doutor em Administração. Escola de Administração
    • Gustavo Grohmann. Doutor em Ciência Política. Departamento de Ciência Política.
    • Helen Osório. Doutora em História. Departamento de História.
    • Helena Maria Cabeda Petrucci. Faculdade de Arquitetura
    • Heleniza Ávila Campos. Doutora em Geografia. Departamento de Urbanismo e do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional.
    • Hélio Custódio Fervenza. Doutor em Artes Plásticas. Departamento de Artes Visuais e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes.
    • Icleia Borsa Cattani – Doutora em história da arte. Professora aposentada do Instituto de Artes
    • Jalcione Almeida. Doutor em Sociologia. Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia
    • Joacir T N Medeiros. Instituto de Física
    • João André Jarenkow. Departamento de Botânica – UFRGS
    • João Farias Rovati. Doutor em Arquitetura e Urbanismo. Departamento de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional
    • João Werner Falk. Doutor em Medicina. Departamento de Medicina Social. Faculdade de Medicina
    • Jônadas Techio. Doutor em Filosofia. Departamento de Filosofia
    • José Carlos Baracat Junior. Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas. Instituto de Letras
    • Júlio Celso Borello Vargas. Doutor em Sistemas de Transporte. Faculdade de Arquitetura
    • Karl Monsma. Doutor em Sociologia. Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia
    • Lorena Fleury. Doutora em Sociologia. Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia
    • Lorena Holzmann. Doutora em Sociologia. Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Dociologia
    • Luciana Lima. Doutora em Ciencias Sociais. Curso de Políticas Públicas e Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas
    • Luciana Neves Nunes. Doutora em Matemática. Instituto de Matemática e Estatística
    • Luciano Fedozzi. Doutor em Sociologia. Departamento e Programa de Pós-Graduação em Sociologia
    • Luiz Augusto E. Faria. Doutor em Economia. Departamento de Economia e Relações Internacionais e Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais
    • Luis Artur Costa. Doutor em Informática na Educação. Departamento de Psicologia Social e Institucional e do Programa de Pós-graduação em Psicologia Social e Institucional
    • Luis Felipe Nascimento. Doutor em Economia e Meio Ambiente. Escola de Administração
    • Maíra Baumgarten. Doutora em Sociologia. Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia
    • Maíra Rossato. Doutora em geografia. Colégio Aplicação
    • Marcelo Kunrath da Silva. Doutor em Sociologia. Departamento e Programa de Pós-Graduação em Sociologia
    • Marco Paulo Stigger. Doutor em Educação Física. Escola Superior de Educação Física e do Programa de Pós-Graduação em Educação Física
    • Marcelo Milan. Doutorado em Economia. Departamento de Economia e Relações Internacionais
    • Mariana Baldi. Doutora em Administração e Departamento e Programa de Pós-Graduação em Administração
    • Maria Ceci Araujo Misoczky. Doutora em Administração. Departamento e Programa de Pós-Graduação em Administração
    • Maria Eunice Maciel. Doutora em Antropologia. Departamento e Programa de Pós Graduação em Antropologia
    • Maria Ines Azambuja. Doutora em Medicina. Faculdade de Medicina Saúde Urbana.
    • Maria Ivone dos Santos. Doutora em Artes. Departamento de Artes Visuais e Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes.
    • Maria Tereza Flores Pereira. Doutora em Administração. Escola de Administração
    • Marilis Lemos Almeida Doutor em Sociologia. Departamento e Programa de Pós-Graduação em Sociologia
    • Mathias Seibel Luce. Doutor em História. Departamento de História e Programa de Pós-Graduação em História.
    • Melissa Pimenta. Doutora em Sociologia. Departamento de Sociologia.
    • Miriam Telichevesky. Doutora em Matemática. Instituto de Matemática e Estatística
    • Mônica Torres Bonatto. Doutora em Educação. Colégio de Aplicação/UFRGS
    • Nelson Luiz Sambaqui Gruber. Doutor em Geociências. Departamento de Geografia
    • Nina Simone Vilaverde Moura.  Doutora em Geografia. Departamento Geografia e Programa de Pós Graduação em Geografia
    • Paulo Abdala. Doutor em Administração. Escola de Administração.
    • Paulo Francisco Slomp. Doutor em Educação. Faculdade de Educação.
    • Paulo Roberto Rodrigues Soares. Doutor em Geografia. Departamento Geografia e do Programa de Pós Graduação em Geografia
    • Pedrinho Arcides Guareschi. Doutor em Psicologia Social. Departamento de Psicologia Social e Institucional
    • Pedro Costa. Doutor em Administração. Escola de Administração
    • Rafael Kruter Flores. Doutor em Administração. Departamento e Programa de Pós-Graduação em Administração
    • Raphael Zillig. Doutor em Filosofia. Departamento de Filosofia
    • Raquel Weiss. Doutora em Sociologia. Departamento e Programa de Pós-Graduação em Sociologia
    • Regina Celia Lima Xavier. Doutora em História. Departamento e Pós-Graduação em Historia
    • Regina Weber. Doutora em Historia. Departamento de História.
    • Renato Paulo Saul. Doutor em Sociologia. Professor Titular aposentado Departamento de Sociologia
    • Rita Sobreira Lopes – Doutora em Psicologia. Instituto de Psicologia.
    • Robert Ponge. Doutor em Letras. Professor Titular aposentado do Instituto de Letras e docente convidado permanente do PPG em Letras.
    • Roberto Verdum. Doutor em Geografia. Departamento Geografia e Programa de Pós Graduação em Geografia
    • Robinson Achutti. Doutor em Antropologia Visual. Departamento e Programa de Pós-Graduação do Instituto de Artes
    • Ronaldo Herrlein Jr. Departamento de Economia e Relações Internacionais. Faculdade de Ciências Econômicas.
    • Rosa Angela Chieza- Departamento de Economia e Relações Internacionais. Faculdade de Ciências Econômicas.
    • Rosimeri Carvalho da Silva. Doutora em Administração. Escola de Administração e Programa de Pós-Gradução em Administração
    • Rúbia Vogt. Mestre em Filosofia. Colégio de Aplicação.
    • Sheila Borba. Doutora em Sociologia. Departamento de Sociologia
    • Simone Mainieri Paulon. Doutora em Psicologia. Instituto de Psicologia
    • Sílvia Altmann. Doutora em Filosofia. Departamento e Programa de Pós-Graduação de Filosofia da UFRGS
    • Silvia Regina Ferraz Petersen. Doutora em História. Departamento de História
    • Suzi Camey. Doutora em Epidemiologia. Departamento de Estatística. Diretora do Instituto de Matemática e Estatística.
    • Sueli Goulart. Doutora em Administração. Escola de Administração
    • Taís C. E. Frizzo. Colégio de Aplicação
    • Takeyoshi Imasato. Doutor em Administração. Departamento e Programa de Pós-Graduação em Administração
    • Vanessa Marx. Doutora em Ciência Política. Departamento de Sociologia
    • Vera Lima. Doutora em Química Farmacêutica Medicinal. Faculdade de Farmácia e Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas
    • Virgínia Maria Rodrigues. Doutora em Matemática. Instituto de Matemática. Departamento de Matemática Pura e Aplicada.
    • Zita Possamai. Doutora em História. Coordenadora da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. Programa de Pós-Graduação em Educação.
    • Walter Nique. Doutor em Marketing. Departamento e Programa de Pós-Graduação em Administração
  • Prisão de repórter é debatida no Congresso Estadual de Jornalistas

    O repórter do Jornal JÁ, Matheus Chaparini, participou neste final de semana do 37º Congresso Estadual dos Jornalistas, que reuniu cerca de 70 profissionais de jornalismo em Caxias do Sul.
    Chaparini integrou a primeira mesa do evento, na noite de sexta-feira, 24, na Câmara de Vereadores, ao lado da professora de direito Letícia Bortoluzzi, da Faculdade da Serra Gaúcha e de Márcia Carvalho, representante do sindicato e mediadora do debate.
    Chaparini relatou o episódios do dia 15, quando foi preso e encaminhado ao Presídio Central enquanto trabalhava, cobrindo a ocupação da Secretaria da Fazenda por um grupo de estudantes e a violenta desocupação do prédio pela Brigada Militar.

    Chaparini citou casos de outros jornalistas presos durante o exercício profissional / Maurício Concatto
    Chaparini citou casos de outros jornalistas presos durante o exercício profissional / Maurício Concatto

    Repórter é acusado por crimes dolosos
    A professora Letícia estudou o caso e o expôs do ponto de vista jurídico. “Destaco o fato de os crimes imputados contra o jornalista serem todos dolosos, quando há a intenção de cometer o crime. Além disso, crimes de esbulho possessório são cometidos mediante ameaça”, explicou.
    Chaparini citou outros episódios de jornalistas presos durante o exercício profissional, como o repórter Alfredo Daudt, do Jornal do Comércio, detido em 1987, quando cobria uma manifestação do Cpers na Praça da Matriz, da repórter da Rádio Inconfiência, Veronica Pimenta, detida na semana passada quando cobria uma reintegração de posse de um terreno ocupado por famílias em Belo Horizonte e do fotógrafo Naian Meneghetti, preso em 2013, quando cobria um protesto que culminou na invasão da embaixada dos Estados Unidos em Porto Alegre.
    Além destes, o jornalista recordou o caso do processo movido pela família Rigotto contra o Já e seu editor, Elmar Bones. O episódio está relatado no livro Um reportagem duas sentenças: “É uma forma de censura por via judicial, principalmente quando se trata de um jornal pequeno. Um processo destes acaba com a empresa, como poderia ter acontecido com o Já, não fosse a insistência e teimosia do Elmar.”
    Com o tema “Por que as redes sociais são importantes?”, o congresso foi organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul .
    O evento acontece a cada dois anos e é um preparativo para o Congresso Nacional dos Jornalistas. A edição deste ano acontece de 25 a 28 de agosto em Goiânia e terá com o tema “Jornalismo ético: a sociedade quer e precisa”
    Vereador vai propor moção à Câmara
    Também esteve presente no evento, Jaison Barbosa (PDT), vereador de Caxias, “terra do meu governador, que ajudei a eleger”, comentou. Diante do relato e dos vídeos do episódio, Barbosa se comprometeu a propor à casa uma moção de contradição, já na próxima semana. Jaison Barbosa integra a base aliada do prefeito Alceu Barbosa Velho, também do PDT.
    Evento é preparação para o Congresso Nacional dos Jornalistas, que aconteceu em Goiânia em Agosto / Maurício Concatto
    Evento é preparação para o Congresso Nacional dos Jornalistas, que aconteceu em Goiânia em Agosto / Maurício Concatto

  • Por 39 votos professores mantém decisão de greve no RS

    Por 39 votos de diferença os professores que compareceram na Assembleia Geral do Cpers, realizada nesta tarde de sexta-feira no Gigantinho, votou pela continuidade da greve. O resultado mostrou a divisão da categoria: 730 professores votaram a favor da manutenção e 691 pelo seu fim. Antes do início da assembleia foi apresentado a votação feita nos 42 núcleos do Cpers/ Sindicato. Desses, 21 núcleos votaram pela suspensão da paralisação, 16 pela manutenção e cinco por acompanhar a decisão da maioria.
    Foi uma das assembleia dos professores com pouco quórum, cerca de 1.500 e teve como novidade a votação por escrito, com o voto depositado em urnas, em vez do tradicional método de escolha por aclamação. Como esse sistema havia causado polêmica sobre o resultado final em assembleias anteriores, dessa vez houve o voto em urna.
    Após o resultado, a presidente do Cpers, Helenir Schürer, anunciou que a partir da próxima semana o Comando de Greve vai procurar o governo para abrir novas negociações e procurar avançar nas propostas reivindicadas pelos professores. A dirigente do sindicato anunciou também que será feito um esforço de arregimentação de apoio à greve, principalmente no interior, onde a paralisação tem menos adesão.
    Nas falas dos professores a favor da continuação da greve foi anunciado que o governo estadual vai promover desconto de salários a partir da próxima segunda-feira, 27, se as aulas não forem retomadas. Não há confirmação dessa medida ainda, mas ela é dada como certa por integrantes do Cpers.

  • Nota de repúdio à prisão do jornalista Matheus Chaparini

    Professores do curso de Jornalismo da Universidade Federal emitiram uma “nota de repúdio” à prisão do repórter Matheus Chaparini, na desocupação da Secretaria da Fazenda pela Brigada Militar, na terça- feira, 14 de junho.
    Eis a íntegra da Nota:
    Considerando:
    (1) que o curso de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul forma profissionais em uma perspectiva crítica, ética, humanista e reflexiva;
    (2) que estes devem atuar como produtores intelectuais de conteúdo e agentes da democracia;
    (3) que a atuação do jornalista ocorre em uma sociedade complexa com alto índice de pluralidade social e cultural;
    (4) que a liberdade de expressão é um bem social amplamente resguardado pela legislação nacional e internacional;
    (5) que o livre exercício do jornalismo constitui-se em um dos eixos de uma sociedade verdadeiramente democrática.
    Nós, professores desta instituição de ensino, publicamente, nos manifestamos em repúdio à prisão do jornalista MATHEUS CHAPARINI, nosso ex-aluno.Consideramos que, no momento de sua detenção, este profissional exercia suas atividades em consonância com os pontos referidos acima e que norteiam o nosso trabalho como educadores. Solicitamos, ainda, que o governo do Rio Grande do Sul investigue as irregularidades ocorridas em termos de limitação ao trabalho da imprensa na manhã de 15 de junho de 2016. Do mesmo modo, como consequência, exigimos que sejam retiradas as acusações contra o jornalista.
    Porto Alegre, 20 de junho de 2016″
    Assinam: Ana Claudia Gruszynski, Ana Taís Portanova Barros, Cida Golin, Flávio Antônio Carmargo Porcello,  Ilza Maria Tourinho Girardi, Luciana Pellin, Luiz Arthur Ferraretto, Marcia Benetti Machado, Mario Eugênio Villas.Boas da Rocha,  Sandra de Fátima Batista de Deus, Virginia Pradelina da Silveira.

  • Teatro da UFRGS tem aulas suspensas por surto de sarna

    Matheus Chaparini
    Pulgas, ratos, pombas e agora sarna. Tudo isso faz parte do cotidiano dos estudantes de artes dramáticas da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Desde a última quarta-feira, 22, as aulas do Departamento de Artes Dramáticas estão suspensas em função de um surto de sarna.
    O coordenador do DAD, Mesac Silveria, confirma a suspensão: “Tivemos alguns casos de sarna entre os alunos, então, para poder bloquear o ciclo de contágio, suspendemos as aulas, evitando aglomeração de gente e maior propagação.”
    Mesac não soube informar quantos casos foram confirmados, mas a estudante do terceiro semestre Clarissa Madalozzo afirma que pelo menos nove de seus colegas foram contaminados com sarna. “Teve uma colega que descobriu ontem e tem gente que ainda vai descobrir, porque a sarna fica encubada alguns dias”, explica Clarissa.
    Recentemente, os estudantes sofreram com uma infestação de pulgas no prédio. A direção vinha tratando o caso com a intensificação da limpeza e eliminação de algumas almofadas. As medidas reduziam o problema, mas se tornaram insuficientes com a contaminação de sarna. O prédio será fechado para dedetização.
    A retomada das aulas ainda não tem previsão. “Se a gente conseguisse resolver em uma semana seria ótimo, mas não temos como saber, porque depende do ciclo do parasita”, afirma o coordenador. A interrupção acontece no final do semestre, gerando apreensão entre os estudantes. “Tenho uma prova marcada para segunda-feira e nem sei como isso vai ser resolvido”, afirma Clarissa.

    Segundo estudante, uma janela periga cair na calçada da Salgado Filho, próximo aos pontos de ônibus / Matheus Chaparini / Jornal Já
    Segundo estudante, uma janela periga cair na calçada da Salgado Filho, próximo aos pontos de ônibus / Matheus Chaparini / Jornal Já

    Pulgas, ratos e problemas estruturais
    Mesac nega a infestação de pulgas. Segundo o coordenador, não se tratavam de pulgas, mas de piolhos de pombos, que podem ser confundidos pelos estudantes. “Como é um prédio muito antigo, junta muita pomba e é muito difícil de remover”, explica.
    Para a estudante Cissa, não restam dúvidas: “É pulga com certeza. A marca da picada é muito específica.”
    Além da infestação, os estudantes reclamam de problemas estruturais no edifício. Segundo Clarissa, o forro de uma das salas está prestes a desabar e a janela de outra está pendurada por um único parafuso, perigando desabar sobre a calçada da avenida Salgado Filho, via de grande movimento em função dos pontos de ônibus.
    A falta de acessibilidade do edifício é outro problema apontado pelos estudantes. “Além disso, as salas não tem ar condicionado, então é muito quente no verão e muito frio no inverno. Quando esfria todo mundo adoece”, afirma Clarissa.

  • Assembléia geral do CPERS define rumos da greve

    Os professores da rede pública estadual, em greve há 40 dias, realizam assembleia geral, nessa sexta-feira, 24, às 13h30 min, no Gigantinho, para definirem o rumo do movimento.
    O Conselho Geral do Cpers/Sindicato se reuniu hoje à tarde e examinou as propostas encaminhadas pelo Governo Estadual para o final da greve.
    Segundo os professores alguns pontos não foram contemplados e por isso foram incluídos no documento entregue pelo Cpers à chefia da Casa Civil do Palácio Piratini.
    Os integrantes do conselho e a presidente da entidade, Helenir Schürer, pediram a resposta imediata do governo às reivindicações, a tempo de ser analisada na assembleia geral da categoria, no Gigantinho.

  • Largo dos Açorianos tem projeto alterado e obra só termina em 2017

    FELIPE UHR
    Anunciada para outubro de 2016, a revitalização do Largo do Açorianos só será concluída no ano que vem e por um valor maior do que o previsto.
    A revitalização de todo o largo havia sido dividida em três etapas: restauração da ponte de pedra, monumento aos açorianos e o espelho d’água do lago e entorno.
    As duas primeiras já estão em andamento e em fase de conclusão.
    A ponte de Pedra está prevista para setembro e o Monumento para o começo de julho.
    Já a restauração do espelho e a praça do entorno ainda nem teve início. O projeto inicial previa um custo de R$ 2,5 milhões e o começo das obras ainda para o primeiro semestre, mas técnicos detectaram problemas ao esvaziar o lago. “Tinha problemas sérios com as fundações. Tivemos que alterar o projeto” explicou o Supervisor de Praças, Parques e Jardins, Albano Assis. Será preciso rebaixar o nível da área.
    Segundo Assis, diferente do projeto original, o lago agora será dividido em dois. Entre a ponte e o viaduto existirá uma passarela para cadeirantes. “Uma espécie de aterro será feito no local” disse o supervisor.
    Devido a isso, a obra do espelho e da praça agora custará R$ 4,7 milhões, que sairão do Fundo Municipal do Meio Ambiente. O Conselho Municipal do Meio Ambiente (Cosmam) já aprovou mais recursos para revitalização.
    Os documentos para o edital dessa etapa  devem ser encaminhado nesta sexta-feira para a Secretaria da Fazenda, responsável por abrir a licitação.
    Conforme Albano, a revitalização do Largo deve ser concluída só no ano que vem, já que a obra tem previsão de 9 meses. “Antes da obra tem toda burocracia, entregaremos em junho de 2017” concluiu.